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Quarta-feira, Abril 22, 2026
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Angola vai albergar a sede do Centro de Informação da ONU para os PALOP

Angola vai acolher a sede do Centro de Informação da ONU para os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), com vista a satisfazer as necessidades da referida instituição.

Segundo Melissa Fleming, subsecretária-geral da ONU para as Comunicações Globais, falando no final de um encontro com o ministro das Relações Exteriores, Téte António, o Centro de Informação da ONU ficará instalado no país na primeira quinzena de janeiro de 2023.

O Centro de Informação da ONU será de referência a nível dos PALOP e oferecerá informações atualizadas sobre questões políticas, económicas, sociais e humanitárias, bem como a realização de seminários e fóruns de discussões com o objetivo de sensibilizar a opinião pública a uma maior participação.

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De informar que os Centros de Informação estão vinculados ao Departamento de Comunicação Global das Nações Unidas e são o elo ativo entre os meios de comunicação, as instituições de ensino, as organizações não governamentais e a ONU.

Atualmente o mundo conta com um total de 59 Centros de Informação da Organização das Nações Unidas, instalados em vários países, difundido em 139 línguas.

Académicos defendem mais investimentos nas TICs

Um maior investimento nas novas tecnologias de informação, para a melhoria da qualidade do serviço público em todo o território nacional, é uma ideia defendida por vários especialistas chineses.

Falando durante a formação dos “Talentos da Media de Angola”, que se realizou, de 8 até 21 deste mês, via online, os académicos reforçaram que um investimento nas TICs contribui para o desenvolvimento do país e para a sua inserção num cenário internacional marcado por novidades tecnológicas que vão da inteligência artificial à investigação de códigos genéticos, passando pela diversificação de fontes energéticas e pela exploração do espaço sideral.

Para se ter uma ideia da importância do setor, reforçam os especialistas, atualmente 50% da riqueza dos países desenvolvidos derivam da geração de Tecnologia e Informação (TIC), responsável por oito em cada dez novos empregos.

Os consultores criticaram ainda a pouca importância dada pelos governos em geral aos investimentos que visem à redução dessa desigualdade, da qual depende em grande parte o desenvolvimento dos países.

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Sobre o curso “Talentos da Media de Angola”, foi ministrada por académicos, especialistas e comunicólogos chineses, a partir na Escola de Negócio de Xangai, numa iniciativa da Embaixada da China em Angola e do Ministério do Comércio da República da China.

No âmbito das práticas de Comunicação Internacional da nova era, participaram do curso mais de 30 profissionais da media angolana pública e privada, onde foram debatidos o papel dos jornalistas e da imprensa e a informação veiculada para a satisfação dos principais problemas das comunidades.

Entre os vários temas, foram abordados “O Efeito dos Media no Desenvolvimento Socioeconómico da China”, “O Desenvolvimento das Pequenas e Médias Empresas”, “Desenvolvimento e Comunicação Internacional das Novas Media da China”, “Efeitos das Media no Desenvolvimento Socioeconómico” “Marketing de Novas Media com o Contexto da Economia Digital” e “Análise do Efeito da Comunicação de Big Data e de Media de Convergência”.

A “Cooperação Internacional da Prevenção e Controlo da Covid-19”, “Cooperação entre China e Angola”, “Qualificação e Cultivação dos Talentos das Novas Media” são outros temas que foram discutidos na formação online.

Facebook e Google perdem hegemonia da publicidade na Internet

A Meta e a Alphabet – as empresas responsáveis pelo Facebook e pelo Google, respetivamente, perderam o domínio que tinham no mercado da publicidade na Internet, adianta um estudo do grupo Insider Intelligence (via Ars Technica).

De acordo com estes dados, a ‘fatia’ deste mercado detida pela Meta e a Alphabet terá caído 2,5% para 48,4% este ano, um sinal de uma maior concorrência de rivais como a Amazon, a Apple, a Microsoft e também do TikTok. Serve recordar que estas duas gigantes tecnológicas têm mais de 50% do mercado de publicidade na Internet desde 2014.

A previsão deste estudo nota ainda que, até 2024, a quota da Meta e da Alphabet continuará a cair e até aos 43,9%.

Guerra entre hackers gera perdas de mais de 2,5 milhões de dólares

A Sophos, líder global em inovação e oferta de soluções de cibersegurança como serviço, anunciou a primeira parte da investigação “The Scammers Who Scam Scammers on Cybercrime Forums”, em que detalha como os hackers se estão a enganar uns aos outros em burlas de milhões de dólares e a recorrer à arbitragem para resolver disputas sobre os golpes.

O relatório também revela que os invasores utilizam técnicas clássicas – algumas com décadas, como typosquatting (replicar domínios legítimos com gralhas na escrita), phishing, malware de backdoor e marketplaces falsos – para levar a cabo os golpes uns contra os outros.

Para esta investigação, os especialistas da Sophos X-Ops investigaram o Exploit e o XSS, dois fóruns de cibercrime em russo que disponibilizam listas de Acesso como Serviço (AaaS), e o BreachForums, um fórum de cibercrime em inglês e marketplace especializado em fugas de dados – todos eles com salas de arbitragem dedicadas. Apesar de os processos de resolução provocarem caos ocasional entre “queixosos e réus”, com alguns criminosos acusados a desaparecer, esta prática de atacantes a enganar-se uns aos outros é lucrativa.

Durante um período de 12 meses, a Sophos examinou aproximadamente 600 golpes que resultaram em perdas totais de mais de 2.5 milhões de dólares entre os cibercriminosos – hackers -, apenas nesses três fóruns – com as exigências de compensação a variar entre 2 e 160.000 dólares.

“Quando investigamos golpes de cibercriminosos, deparámo-nos com toda uma subeconomia que inclui não apenas atacantes de nível inferior, mas alguns dos grupos de ransomware mais proeminentes. Estes golpes nem sempre têm motivos puramente financeiros; brigas pessoais e rivalidades são comuns. Também encontrámos incidentes em que os criminosos enganavam quem já os tinha enganado. Num caso, encontrámos um concurso falso, criado por um criminoso que se quis vingar de outro que tentava induzir os utilizadores a pagar 250$ para participar num fórum clandestino falso. O ‘vencedor’ do concurso recebeu 100$,” comentou Matt Wixey, Senior Threat Researcher da Sophos.

Twitter: Hacker afirma ter roubado milhões de contas da rede social e cobra resgate de Elon Musk

Com toda a exposição mediática que tem tido, é natural que o Twitter também se torne interessante para os hackers e todos os que se dedicam a roubar informação na Internet.

Mais um caso está agora a tomar forma, com um hacker a colocar à venda dados de 400 milhões contas desta rede social. A sua proposta vai mais longe e quer que Elon Musk ou o próprio Twitter façam esta compra para evitar problemas.

O Twitter tem tido vários problemas ao longo dos anos no que toca à segurança dos seus utilizadores. São conhecidos vários casos de roubo de dados de contas, que acabam nas mãos de hackers e outros, que tentam depois monetizar essa informação.

A mais recente fuga de dados está agora à venda num fórum, com provas de que é real. São informações de 400 milhões contas, que aparentemente foram retiradas da rede social em mais uma falha de segurança que afetou este serviço. Estes dados incluem números de telefone, endereços de email de muitas celebridades, de empresas e de utilizadores normais.

MAIS: Elon Musk quer reduzir número de pessoas que podem votar no Twitter

Para provar que os dados são reais e fidedignos, existe uma amostra de 1000 contas. Nos dados a que é possível aceder, existe informação pessoal de utilizadores como Donald Trump Jr., do especialista em segurança Brian Krebs e de outras pessoas famosas.

Este hacker está até a propor que seja o próprio Elon Musk a fazer a compra. Segundo argumenta, esta poderá ser a forma do Twitter escapar a multas pesadas associadas ao RGPS e a outros mecanismos de proteção dos utilizadores. Dá exemplos de como o Facebook e outras redes foram multadas.

Apesar de Elon Musk ter, aparentemente, ignorado esta proposta, o Twitter já reagiu. Alega que os dados apresentados são oriundos de outras fugas anteriores e que como tal não têm qualquer valor ou validade diferente da que está já em curso. Vários analistas de segurança já contrariaram esta ideia.

Seja de que forma for, os dados existem e estão à mercê de quem pagar o valor mais elevado. São informações sensíveis e que não podem ser obtidas de forma direta, tendo de ser explorada uma vulnerabilidade numa das muitas APIs, como terá acontecido desta vez.

Angosat-2 e Africell marcam o sector das telecomunicações em 2022

O Angosat-2, cuja gestão já está a cargo de Angola, depois dos testes em órbita, foi definitivamente um dos principais marcos do ano de 2022 no sector das telecomunicações.

Com vida útil prevista de 15 anos, o satélite geoestacionário angolano é um projeto do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN) e está atualmente estacionado no lugar onde ficará nos próximos anos, sobre a linha do Equador, na posição 23E (este), tendo já começado os testes de comunicação e do sistema operacional.

Segundo o que a nossa redação apurou, nesta altura 99% dos grandes riscos já foram ultrapassados e já teve início os testes de comunicação dos 6 transponders da banda C e 24 feixes da banda KU (bins), que estão instalados.

Mário Oliveira, Ministro das Telecomunicações, Tecnologia de Informação e Comunicação Social, adiantou que se está dentro daquilo que são os prazos que o Governo tinha avançado, ou seja, 90 dias desde o seu lançamento para o satélite estar a funcionar.

AFRICELL INICIA OPERAÇÕES

A entrada da Africell como a mais recente operadora de telecomunicações no país é sem sombra de dúvidas um dos outros destaques de 2022, tornando esse sector nacional mais competitivo.

De acordo com os números divulgados, em menos de um ano, a operadora já conseguiu mais de cinco milhões de clientes, que representa quase a metade do total de consumidores da Unitel, que apresenta uma carteira de 12 milhões de clientes.

Na última semana, a empresa informou que poderá chegar a todas as províncias de Angola nos próximos três anos, sendo que já está presente em Luanda, Benguela e Lobito.

Operação policial internacional desmantela site de phishing

 

As autoridades policiais da Europa, Austrália, Estados Unidos, Ucrânia e Canadá desmantelaram um site de phishing que se apresentava como empresas ou contactos fidedignos que roubaram mais de 120 milhões de dólares às suas vítimas. A ação foi liderada pelo Reino Unido e apoiada pela Europol e pela agência de cooperação judiciária Eurojust da UE. Esta ação deteve 142 pessoas, incluindo o principal administrador da página.

O site oferecia um serviço pago que fornecia aos registados a capacidade de fazer chamadas falsas anonimamente, enviar mensagens gravadas e intercetar senhas descartáveis. Durante os 16 meses em que esteve ativo, recebeu 3,8 milhões de dólares em taxas e permitiu que os seus clientes ganhassem mais 120 milhões de dólares com campanhas de phishing.

De acordo com a Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC), as técnicas de phishing estão a tornar-se cada vez mais sofisticadas, o que significa que estes ataques ocorrem agora de várias maneiras, incluindo através de chamadas de voz.

Os criminosos apresentam-se frequentemente como organizações legítimas e fidedignas, como bancos ou empresas populares de internet, para convencer as suas vítimas a fornecer informações pessoais, como palavras-passe, cartão de crédito ou informações bancárias. O Reino Unido solicitou pela primeira vez ajuda à Eurojust em outubro de 2021, e a investigação obteve o apoio de outros 10 países.

Cooperação internacional necessária para combater a fraude

O comissário da Polícia Metropolitana de Londres, Mark Rowley, disse que a exploração da tecnologia por cibercriminosos é um dos maiores desafios para a aplicação da lei no século XXI, mas “com o apoio de parceiros internacionais, estamos a reinventar a forma como a fraude é investigada. Esta operação mostra como estamos determinados a atacar os cibercriminosos.”

Em setembro, o Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido (NCSC) publicou diretrizes para ajudar as empresas a proteger a sua marca da exploração online, com um foco específico na remoção de conteúdos maliciosos, como sites de phishing, que falsificam retalhistas conhecidos. “Quanto mais conhecida for a sua marca, mais provável é que alguém tente explorá-la. Este uso indevido pode aparecer em várias plataformas ou anúncios online, contas de redes sociais, etc.”

Startups angolanas vão beneficiar-se de um ambiente de teste (“sandbox”) regulatório

O Banco Nacional de Angola (BNA) e o Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS) anunciaram recentemente a criação do primeiro Sandbox Regulatório Angolano, que permitirá que as startups e a fintechs nacionais oferecerem e testar novos produtos e serviços no âmbito de cidades inteligentes, sem as limitações impostas pelas regulamentações vigentes.

O ambiente de teste (“sandbox”) regulatório é um modelo britânico que chega pela primeira vez em Angola, que permite a “órgãos e entidades da administração pública com competência de regulamentação setorial, individualmente ou em colaboração, no âmbito de programas de ambiente regulatório experimental (sandbox regulatório), afastar a incidência de normas sob a sua competência em relação à entidade regulada ou aos grupos de entidades reguladas”, revelou um especialista em entrevista a redação da MenosFios.

Segundo várias informações, a capital do país Luanda será a primeira província a adotar o modelo, que criará ambientes em que as startups possam testar os seus novos serviços. Com o Sandbox Regulatório, Angola estará elevando o conceito de Cidades Inteligentes em vários territórios do país.

MAIS: Participação das startups angolanas no Web Summit considerada “excelente”

Em suma, ele é um ambiente isolado, controlado e seguro para a realização de testes. No caso do sandbox regulatório, a conceção de um ambiente experimental permitirá que as startups testem inovações — sejam novos produtos, serviços ou tecnologias — no mercado real por um determinado período de tempo, sem a necessidade de se submeter aos ritos e procedimentos tradicionais exigidos pelos órgãos reguladores.

Há, no entanto, algumas limitações, como o número de consumidores que essas startups podem atender, sendo reduzido. Mesmo que não precisem passar pelos crivos e processos habituais, os testes são observados e monitorados de perto pelos reguladores do setor, que avaliam o desenvolvimento das inovações e o seu possível impacto no mercado. Se forem bem-sucedidas, os projetos tecnológicos podem receber autorização permanente para o seu negócio.

Para saber como podes inscrever a sua startup clica em aqui.

TT TALK. A startup que vem para alavancar o turismo e a diversidade cultural em Cabo Verde

A diversidade de atrativos naturais, culturais, históricos e de lazer tem inspirado cada vez mais o turismo em Cabo Verde, onde nessa senda nasceu a startup Tourist Travel Talk (TT Talk), para potencializar e dar ferramentas aos operadores turísticos locais, que espelham a diversidade cultural, gastronómica, ambiental e patrimonial cabo-verdiana, além de alavancar o marketing digital do país.

Fundada pelo jovem Wilkar Graça, a TT TALK foi um dos projetos inovadores que representou Cabo Verde na última edição do Web Summit, e que tem ainda como plano de fundo o objetivo de criar experiências imersivas entre turistas e as comunidades locais.

 “Nós temos um problema relativamente ao marketing, exposição e promoção digital, daquilo que são as nossas ofertas. Porque o que acontece é que, em Cabo Verde, operadores internacionais acabaram por perceber uma potencialidade enorme à volta de sol e praia. Acabaram por instalar as suas bases nas ilhas do Sal e Boa-Vista. Cabo-Verde tem um turismo em massa, à volta de sol e praia, e também de pacotes que não permitem com que as riquezas geradas à volta do turismo cheguem às comunidades”, disse Wilkar Graça em entrevista a revista BantuMen.

A plataforma TT Talk é praticamente uma rede social que vai possibilitar o turista conectar-se com Cabo-Verde, interagir com os operadores turísticos, que terão a autorização para colocar os seus serviços disponíveis para uma melhor promoção dos mesmos e estar constantemente a comunicar em tempo real, de forma contínua e que permita também a socialização”, informou o Founder.

Nos últimos tempos, as plataformas de turismo em Cabo Verde têm promovido as suas ofertas de forma dispersa nas diferentes redes sociais, e onde a TT TALK concentra as ofertas dos operadores locais num único espaço online, que, além de dar “a possibilidade das comunidades locais se beneficiar económica e socialmente do potencial turístico que Cabo Verde, tem ainda o propósito de diminuir as desvantagens, comparativamente aos operadores internacionais, e consequentemente, diminuir assimetrias regionais. Porque as ilhas como o Sal e Boa-Vista, por exemplo, acabam por ficar saturadas. E isso não só traz riquezas, mas problemas a nível social”, sublinha.

MAIS: Djassi Africa e a ABAC unem-se para fortalecer o empreendedorismo em Cabo Verde

Sobre a presença da startup no Web Summit, Wilkar Graça ressalta que não se tratou apenas para conseguir investimentos, mas principalmente para encontrar pessoas, entidades e organizações que queiram fazer parcerias, a nível nacional como internacional, que possam vir a potencializar a implementação da TT Talk no seu país.

As startups são feitas de pessoas que têm também que aprimorar a visão, desde conversar com pessoas como vocês, jornalistas. Adquirir experiências, conhecer a realidade a nível internacional e perceber os aspetos que devo utilizar para melhorar a minha atuação e da startup. Fora que temos também a possibilidade de participar de outros eventos [à volta da Web Summit] e fazer networking, que hoje em dia é muito importante”, reiterou.

Em 2019, na fase em que surgiu-me a ideia, estive a conversar com o meu professor de informática, por ser uma solução ligada à área de tecnologia, a ver como é que poderia ajudar. Alguns meses depois, enviou-me este concurso, no qual participei e, desde então, tenho vindo a desenvolver a startup. Hoje, estamos numa fase de marketing, daí ter falado na questão de parcerias. Já temos a plataforma pronta, temos networking com os potenciais parceiros, a nível de operadores turísticos locais e também criamos experiências para viajantes“, afirmou Wilker que nunca teve uma componente informática no secundário.

Foi na universidade, ao ingressar no curso de Gestão, que teve o primeiro contato com este universo. Depois de um ano como estudante, surgiu a oportunidade de participar num concurso, organizado pelo governo de Cabo Verde, através da Cabo Verde Digital.

É preciso termos as ferramentas necessárias, as condições necessárias, as pessoas certas, no tempo certo, que nós conseguiremos fazer o resto. Mas obviamente, é preciso desenvolver muitas coisas em Cabo Verde, mas acho que estamos num bom caminho. Apostar na educação, na oportunidade e tentar potencializar a comunicação interna. Este concurso, por exemplo, não chegou a toda a gente. Nunca chega. Temos de potencializar, de forma a que a informação chegue a todo lado e às pessoas certas. Ou seja, a jovens como eu que, por exemplo, a partir de um professor, conseguiu obter a informação”, finalizou.

Confira os maiores hacks de 2022

 

A empresa de análise de blockchain Chainalysis disse que 2022 foi “o maior ano de todos os tempos” em termos de hacks. Assim, não bastava o ano ter sido palco de uma massiva queda no preço das criptomoedas ele ainda foi o maior em roubo de criptoativos.

Desse modo a empresa aponta que apesar de ter selecionado os principais ataques hackers ocorridos no ano eles ainda são somente uma pequena parcela. Apenas os hacks destacados somam US$ 2,2 bilhões em dinheiro dos clientes que foi perdido.

“A aparente falta de segurança neste ano tornou um mercado de baixa já brutal ainda mais difícil para muitos”, disse a empresa.

Confira os maiores hacks de 2022 de acordo com a Chainalysis:

1. FTX: US$ 650 milhões

Foi o maior evento do ano e sem dúvida a maior notícia de 2022. Assim além da empresa, ter perdido bilhões dos seus usuários em operações que deram errado a empresa também foi vítima num hacker em um ataque para lá de misterioso.

Assim, várias carteiras supostamente pertencentes à FTX foram drenadas em cerca de US$ 640 milhões em tokens. Os fundos foram então transferidos para outras exchange e convertidos em diferentes criptomoedas.

E mesmo o hacker tendo usado exchanges centralizadas, ainda não está claro quem roubou os criptoativos.

2. Binance (Binance Smart Chain): US$ 566 milhões

Os hackers atingiram a blockchain associada à maior exchange de criptomoedas do mundo em 6 de outubro, roubando US$ 566 milhões em BNB. Assim, a exploração teve como alvo uma bridge da BSC.  Assim, os hackers basicamente criaram tokens do nada usando provas artificiais de retirada.

No entanto, nenhum usuário da Binance ou do seu blockchain perdeu fundos neste ataque. O CEO da Binance, Changpeng Zhao, disse que eles conseguiram impedir que cerca de 80% a 90% dos fundos ​​fossem levados pelo hacker.

Assim, isso ocorreu porque os validadores da BSC congelaram a rede após o ataque. Mas mesmo assim os hackers conseguiram movimentar cerca de US$ 100 milhões em fundos para outras cadeias.

3. Ronin: US$ 552 milhões

Em 2022 os hackers também atacaram a Ronin, um sidechain do popular jogo NFT Axie Infinity, roubando cerca de US$ 552 milhões em Ethereum e USDC.  Uma semana depois, um novo balanço do ataque revelou que o valor dos fundos roubados havia subido para US$ 622 milhões.

Como eles fizeram isso? Usando “chaves privadas hackeadas” para forjar transações e reivindicar os fundos. O Tesouro dos EUA posteriormente identificou endereços de carteira supostamente vinculados ao grupo de hackers Lazarus da Coréia do Norte.

4. Wormhole: ​​US$ 326 milhões

Os protocolos financeiros descentralizados foram duramente atingidos este ano. Assim em fevereiro, a popular ponte Wormhole foi atingida por um exploit. No total a exploração rendeu aos hakcers cerca de US$ 326 milhões.

5. Nômade: US$ 190 milhões

A bridge que permite os usuários movam ativos digitais entre diferentes blockchains, perdeu todos os seus fundos – mantidos em Ethereum, USDC, DAI, FXS e CQT – depois que hackers se aproveitaram de um bug na atualização no mês de Agosto.

Depois que o protocolo ofereceu uma recompensa de 10% aos hackers eles começaram a devolver os tokens.