A empresa de telecomunicações ZAP, anunciou esta segunda-feira, 04 de Outubro, um novo serviço denominado ZAP Empresas, com soluções que integram todas as características de um serviço empresarial confiável e flexível, com a segurança e experiência exigidas por um tecido empresarial em crescimento.
A ZAP Empresas é uma marca posicionada como parceira das empresas, direccionadaespecificamente para o segmento empresarial englobando soluções para Pequenas, Médias e Grandes empresas e para todo o sector Hoteleiro.
A ZAP está presente em Angola há mais de 10 anos, com uma rede de fibra óptica de última geração desde 2014, com o lançamento da ZAP Empresas, passará a servir este segmento de mercado através de uma oferta com características mais adequadas às suas necessidades, com a garantia de qualidade que as empresas cada vez mais exigem.
Para as Pequenas Empresas chegam soluções com os pacotes Fibra ON de 2, 6, 20 e 50Mbps proporcionando toda a qualidade de uma rede de fibra óptica de última geração com conexão internacional, navegação segura e tráfego ilimitado, disponibilizando também uma equipa de gestores especializados e técnicos em regime de 24/24h.
O segmento das Médias e Grandes Empresas terá disponível os pacotes Fibra ON+ de 10, 25, 50, 100, 200, 400Mbps e 1Gbps, com tráfego ilimitado e IP fixo com velocidades simétricas através de fibra óptica e ainda routers SD-WAN Cisco Merakique permitem uma gestão inteligente da rede dos seus utilizadores.
O sector hoteleiro, segmento dos Hotéis e Hospedarias, tem ao dispor uma oferta de 45, 60, 90 e 120 canais com conteúdos diversificados e sinal independente em cada ponto de TV, com cobertura nacional, oferecendo a melhor qualidade de imagem e som para maior conforto dos seus hóspedes.
“Trazemos para o mercado soluções robustas de conectividade e gestão de rede. Uma oferta pensada exclusivamente nas exigências e necessidades do cliente empresarial. Estamos comprometidos em proporcionar aos nossos clientes formas mais inteligentes e eficazes de trabalhar, contribuindo assim para uma nova era dos negócios em Angola” ressalta Irioleny Freitas Responsável Empresarial.
“Com o lançamento destes novos serviços, dirigidos a um segmento empresarial cada vez mais exigente, a ZAP alarga a sua oferta de produtos e torna-se um parceiro de referência no crescimento do tecido empresarial em Angola” reforça Luís Henriques, Director Geral da ZAP.
O serviço ZAP Empresas promete ser o parceiro tecnológico de referência, pronto a inovar e a melhorar a capacidade competitiva dos seus clientes.
A fuga de diversos documentos internos do Facebook para o diário The Wall Street Journal desencadeou o mais recente escândalo para a rede social e mostrou que esta atua de forma muito diferente face ao discurso oficial.
Apesar das informações publicadas terem por base relatórios, apresentações internas e conversas na internet entre funcionários, e não indiciarem que o Facebook está a cometer qualquer ilegalidade, mostram, contudo, decisões eticamente reprováveis e uma prioridade dada aos resultados financeiros sem qualquer crítica moral, revelou a denunciante Frances Haugen, uma ex-funcionário do Facebook, no Senado norte-americano.
Os documentos passados ao diário The Wall Street Journal permitem concluir que os executivos do Facebook sabem que as plataformas (Instagram, WhatsApp e Messenger, além da própria rede social) são, em muitos casos, prejudiciais aos utilizadores.
Nesse sentido, o aspeto que mais críticas levanta é o facto de a própria empresa concluir que o Instagram é nocivo para uma parte dos utilizadores mais jovens e especialmente “tóxico” para os adolescentes.
Segundo os relatórios da empresa, a partilha de fotografias na rede social “agrava” os problemas que uma em cada três raparigas tem com sua imagem do corpo.
Por último, uma das revelações mais marcantes tem a ver com as mudanças no algoritmo feitas em 2018 sob o pretexto de “melhorar” a plataforma e que tiveram um efeito oposto, ou seja, tornaram o ambiente mais hostil, promovendo conteúdos que incentivaram o confronto e a discussão entre os utilizadores.
Foi nesse dia, em 2011, que Steven Paul Jobs faleceu. Nascido aos 24 de Fevereiro de 1955, Steve Jobs teve uma vida recheada de desafios que marcaram para sempre o mundo da tecnologia. Para muitos analistas da aérea, Jobs foi um dos maiores responsáveis pelo desenvolvimento tecnológico que continua até aos nossos dias. Simplesmente Steve Jobs esteve na criação daquela que é hoje umas das maiores empresas do mundo, a Apple.
E levando em conta os 10 anos da morte do seu fundador, a Apple comemora de uma maneira diferente ao deixar uma homenagem na página principal do seu site. Pela página inicial do site podemos ver fotografias, um vídeo e citações que marcaram a vida de Steve Jobs, que foi um autêntico visionário no seu tempo.
Além de inventor, Steve Jobs foi também empresário e magnata que fez o seu nome na aérea da tecnologia e informática. Como co-fundador, presidente e diretor-executivo da Apple, Jobs trouxe desafios que mudariam a vida de milhares de pessoas, onde as suas criações acabaram por revolucionar alguns segmentos industriais.
Foi com a liderança de Steve Jobs que houve um claro desenvolvimento na especialidade dos computadores pessoais, nos filmes de animação, música, telefones, tablets e também nas publicações digitais. Em suma, foi alguém que esteve ligado em quase tudo que consideramos agora tecnológico.
De informar ainda, que além de além de estar ligado à Apple, Steve Jobs teve uma importante ação na empresa de animação por computação gráfica Pixar, bem como o maior acionista individual da The Walt Disney Company.
A Apple conta actualmente com 46 anos no mercado e foi responsável por muitas tendências criadas pelos seus produtos e serviços. Os computadores pessoais, os Macintosh, com a interface simples usável com o rato foi o mote para o marcar de uma geração. Outras foram marcadas pelo iPod, depois por serviços de venda de música como o iTunes. O iPhone veio revolucionar o mundo das comunicações móveis e trazer uma dimensão que as pessoas adotaram de forma massiva.
Hoje, equipamentos como o iMac, Macbook, iPhone, iPad, Apple Watch ou os AirPods são dos mais populares do planeta e têm uma legião de utilizadores.
A ByteDance, dona do TikTok, está à procura de novos colaboradores para preencher vagas na área do comércio online nos seus escritórios internacionais. As notícias dão conta que a ByteDance lance uma nova plataforma de e-commerce que se concentrará somente na venda de produtos fabricados na China a compradores noutros países.
Para os especialistas da aérea, a ideia da A ByteDance é desenvolver uma nova plataforma internacional de e-commerce e que possa rivalidar com a gigante Amazon e o AliExpress, do grupo chinês Alibaba.
Desde Setembro último, vários portais chineses davam conta da possibilidade do lançamento dessa e-commerce, que chegará aos usuários por intermédio de uma aplicação própria, ou até mesmo integrado na rede social TikTok, e que se concentrará somente na venda de produtos fabricados na China a compradores noutros países.
Segundo ainda notícias do website Business Insider, a ByteDance está à procura de novos colaboradores para preencher posições na área do comércio online nos seus escritórios um pouco por todo o mundo. Pelo que foi visto nas vagas de emprego anunciadas no Bussiness Insider, passam a informação que a ByteDance planeia também trazer para a plataforma vendedores independentes, num formato semelhante ao que acontece no AliExpress.
De informar ainda que a ByteDance já começou a investir numa estratégia doméstica de e-Commerce, tendo lançado em janeiro um serviço de pagamentos mobile para o Douyin, o “irmão” chinês do TikTok. A criação de plataforma internacional de compras online surge também depois da Amazon ter removido milhares de vendedores da sua plataforma na China devido a suspeitas de violação das regras da empresa.
Recorde-se que, ainda no início deste ano, foram conhecidos os planos do TikTok de expansão do seu negócio para o comércio online, numa tentativa de concorrer diretamente contra o Facebook e numa decisão que surge após a empresa ter estabelecido uma parceria com a Shopify nos Estados Unidos em outubro de 2020.
Os serviços do Facebook, Instagram e Whatsapp voltaram a funcionar pelas 23h desta segunda-feira, depois de ter registado problemas a nível mundial, durante cerca de seis horas e meia. No entanto, voltaram a registar problemas momentos depois.
Depois de várias horas em baixo, as aplicações voltaram a funcionar, mas de forma irregular e sem acesso a todos os recursos. De acordo com o portal Downdetector, esta foi a maior falha deste tipo alguma vez registada, com 10,6 milhões de relatórios de problemas reportados em todo o mundo.
O responsável pela área da tecnologia do Facebook (CTO), Mike Schroepfer, pediu hoje “sinceras desculpas” a todos os utilizadores afetados pela interrupção nos serviços, mas sem revelar o motivo que levou ao “apagão”.
“Estamos a enfrentar problemas na rede e as equipas estão a trabalhar o mais rápido possível para expurgar e restaurar o serviço o mais depressa possível”, disse hoje Mike Schroepfer na sua conta no Twitter.
*Sincere* apologies to everyone impacted by outages of Facebook powered services right now. We are experiencing networking issues and teams are working as fast as possible to debug and restore as fast as possible
Facebook, Instagram e WhatsApp estiveram em baixo em todo o mundo durante várias horas, tanto no mobile como no desktop. Desde cerca das 16h30 que, ao aceder ao Facebook, tudo o que os internautas encontravam era uma mensagem de erro. No Instagram, o ‘feed’ não é actualizado. No caso da aplicação de troca de mensagens WhatsApp, quando os utilizadores enviam mensagens, aparece o ícone de um relógio e a mensagem não é enviada.
O Facebook perdeu 4,89% na bolsa de Nova Iorque, depois da plataforma e outras aplicações terem registado uma quebra geral em várias partes do mundo que ainda não havia sido resolvida até ao encerramento da bolsa.
O governador da província do Uíge, José Carvalho da Rocha, destacou, esta segunda-feira(04/10), a importância do uso correcto das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) para a difusão de mensagens que promovam a paz, democracia, assim como os valores morais e cívicos.
José de Carvalho da Rocha falava na abertura da palestra sobre “Desafios da empregabilidade no presente e futuro, face à evolução das TICs “, onde reafirmou a aposta do governo da província na sensibilização da população para o uso responsável das redes sociais.
Promovido pela Associação de Jovens Voluntários, Empreendedores de Engenharia Informática do Uíge (AJEEIU), o encontro visa encontrar melhores soluções para o uso correcto das TICs.
O Governador apelou aos jovens da província a usarem cada vez mais as Tecnologias de Informação para a produção de serviços sociais úteis.
“Estando em casa, as redes sociais proporcionam uma excelente oportunidade de trabalho, tirando partido da rapidez e grande facilidade para comunicação online, tendo em conta os novos desafios“, despertou.
Por sua vez, o director do Instituto Nacional de Fomento da Sociedade da Informação (INFOSI), André Pedro, disse ser importante que os jovens se dediquem aos projectos para a promoção da inclusão digital.
De acordo com a Bloomberg, Mark Zuckerberg desceu um degrau na lista dos mais ricos do mundo, devido à paralisação global que afetou o Facebook, Messenger, Instagram e WhatsApp.
Uma liquidação fez com que as ações do gigante tecnológico caíssem na segunda-feira 4,9%, somando-se a uma queda de cerca de 15% registada desde meados de setembro.
A queda das ações, na segunda-feira, fez com que o valor de Mark Zuckerberg descesse para 121,6 mil milhões de dólares, ficando abaixo do fundador da Microsoft, Bill Gates, na quinta posição no índice Bloomberg Billionaires. Mark Zuckerberg registava 140 mil milhões de dólares em setembro, segundo o índice.
Em 13 de setembro, o The Wall Street Journal começou a publicar uma série de histórias com base em documentos internos da rede social, revelando que o Facebook tinha conhecimento sobre problemas com os seus produtos- como os malefícios do Instagram à saúde mental em adolescentes e a desinformação sobre o ataque ao Capitólio dos Estados Unidos da América (EUA).
Os relatórios- relativizados pelo Facebook em público- chamaram a atenção de congressistas e, na segunda-feira, uma ex-funcionária da empresa declarou-se como sendo a denunciante do caso à imprensa.
Em resposta, o Facebook enfatizou que os problemas das suas plataformas, incluindo a polarização política, são complexos e, alertou, não são provocados apenas pela tecnologia.
“Penso que dá conforto às pessoas presumir que deve haver uma explicação tecnológica ou técnica para as questões de polarização política nos EUA”, referiu à CNN o vice-presidente de assuntos globais do Facebook, Nick Clegg.
Com paralisação das redes sociais, não foi só Mark Zuckerberg a ressentir-se.
A organização não governamental NetBlocks, que se dedica à cibersegurança, calculou uma “estimativa aproximada” de que a economia global está a perder 160 milhões de dólares, devido a perda de receita do Facebook, Instagram, Messenger e WhatsApp.
A economia mundial perdeu mais de 950 milhões de dólares, após as mais de seis horas de problemas técnicos na empresa de Mark Zuckerberg.
Em Angola, os problemas nas plataformas começaram a ser sentidos sensivelmente desde as 16:30 (hora de Luanda) de segunda-feira, tendo sido retomadas apenas a partir das 23:00.
Com o WhatsApp, o Facebook e o Instagram em baixo, os utilizadores do Twitter não perderam tempo para mostrar a sua criatividade.
As redes sociais WhatsApp, Facebook e Instagram, que pertencem ao grupo administrado por Mark Zuckerberg, estão neste momento em baixo. Vários utilizadores das aplicações estão a sinalizar problemas nas apps, quer na versão móvel, quer na versão web, para computador.
Como já é habitual quando estas aplicações registam falhas, é na concorrência, neste caso no Twitter, que os utilizadores dão conta dos problemas do rival. Os problemas que estão a afetar as aplicações do universo de Mark Zuckerberg são os tópicos do momento no Twitter com as hashtags #whatsapp, #facebookdown e #instagramdown.
Se estava a ligar e desligar os seus equipamentos de rede, a pensar que alguma coisa estava errada porque não consegue aceder o Facebook, Whastapp e Instagram, então… a situação é pior. Não há problemas com o seu provedor, o Facebook é que está em baixo.
Ao abrirmos o Down Detector (conhecido por reportar o estado dos principais serviços online) verificamos que os problemas estão espalhados pelo mundo. As falhas começaram as 16:22 (GMT+1) e continuam até ao momento.
Ainda não há uma explicação oficial do Facebook, mas há várias teorias a circularem. Uma delas veio do vice-presidente sénior da Cloudflare, Dane Knecht, que partilhou via twitter que as rotas do protocolo BGP do Facebook tinham sido “retiradas da Internet”. O BGP ajuda as redes a escolher o melhor caminho para entregar tráfego na Internet, então é uma explicação bastante plausível para esta falha
. @Facebook DNS and other services are down. It appears their BGP routes have been withdrawn from the internet. @Cloudflare 1.1.1.1 started seeing high failure in last 20mins.
Abrindo o Instagram.com , aparece uma mensagem de erro de servidor 5xx, enquanto o Facebook.com informa que algo correu mal.
Ainda não há notícias do Facebook sobre o que pode estar a causar o problema ou quando esses sites, incluindo o Messenger e o WhatsApp, estarão novamente operacionais.
We’re aware that some people are having trouble accessing Facebook app. We’re working to get things back to normal as quickly as possible, and we apologize for any inconvenience.
Então, se foi afectado, não se desespere… pode sempre usar outra rede social para reclamar sobre a queda do grupo Facebook, ou simplesmente aguarde um pouco mais.
Buscar soluções para ameaças ambientais, que colocam em risco a sobrevivência da espécie humana na Terra, está na ordem do dia bem como também na esfera dos negócios. Afinal, diante de recursos naturais finitos e emergências climáticas, encontrar formas sustentáveis de produção, comercialização e circulação de bens e mercadorias actualmente é algo absolutamente necessário.
É tendo em conta nessa perspectiva que ganham atenção as chamadas greentechs, startups focadas em sustentabilidade. O objectivo desses projectos tecnológicos é desenvolver soluções inovadoras para que a transformação produtiva aconteça de forma eficiente e economicamente atrativa, ou seja, positiva para o planeta e também para os negócios.
As Greentechs, ou startups verdes, não atuam em um segmento específico, muito pelo contrário! Onde houver oportunidade de usar tecnologias como inteligência artificial ou outras para otimizar processos e reduzir impactos ambientais, haverá sempre espaço para elas. Da melhora de processos agrícolas ao transporte urbano, passando por sistemas de produção de energia ou gestão de lixo, por exemplo.
Trata-se de um mercado em franca expansão que, segundo relatório da Allied Market Research, estava estimado em 6,85 bilhões de dólares em 2018 e deve saltar para US$ 44,61 bilhões em 2026.
E no ecossistema de empreendedorismo digital nacional há uma “startups verde” que desde 2019 tem dados relance com o seu sistema de negócio inovador e promissor, numa aérea em que o nosso país deve melhorar no seu todo. Falamos da Angowaste, que se apresenta como uma plataforma que conecta geradores ou agregadores de resíduos com a indústria de reciclagem.
Para entendermos melhor o passado, presente e futuro que envolve a Angowaste, e que na última semana ficou em 2° lugar no Concurso Unitel Go Challenge, o Menos Fios foi conversar com Ana Quintas, Co-Founder e CEO da startup.
Logo de início, Ana Quintas começa a explicar-nos que a educação ambiental de separação de resíduos que teve causou um “impacto significativo na minha vida que me acompanhou até a fase adulta. Quando regresso a Luanda após a conclusão dos estudos universitários, senti alguma frustação por não ter onde destinar os meus resíduos separados, visto que o sistema municipal de recolha não era e ainda não é segregado“. Tendo esse problema verificado, a CEO diz que a “ideia era essencialmente encontrar uma solução que resolvesse o problema da ineficiência da gestão de resíduos, mas não teria essencialmente de ser uma solução tecnológica” mas felizmente ao seu background de Gestão e mais tarde um MBA, o que era uma ideia acabou por tornar-se um projecto, projecto esse que se tornou agora uma startup quase que instintivamente.
Sobre o que é realmente a Angowaste, Ana Quintas diz “que é uma plataforma digital de comercialização de resíduos que conecta geradores ou agregadores de resíduos recicláveis com as empresas de reciclagem ou que utilizam resíduos recicláveis no seu processo produtivo“, e que a sua diferenciabilidade “é o facto de ser a primeira solução digital para o mercado de resíduos no país, que actualmente é ‘invisível‘ aos olhos da maioria da população e de certa forma pouco organizado.”
A organização da Angowaste não para por aí, segundo o plénio dos seu fundadores, visto que o projecto que consiste a startup controle a produção, transação e destinação de resíduos de uma forma simples, bem como cria relatórios periódicos automaticamente para cumprir com as obrigações legais e melhor gerir o seu negócio.
E sobre as questões legais, nomeadamente sobre a legislação ambiental angolana, foi um outro assunto abordado na entrevista, onde Ana Quintas diz que “o país não está mal servido“, mas que “o problema é a falta de mecanismos de controlo e de coação para os casos de incumprimento. No caso específico da gestão de resíduos é preciso que o órgão regulador consiga fazer com que os actores da cadeia de valor da reciclagem cumpram com a obtenção de licenças que os tornem aptos para a actividade. Existe, no entanto, espaço para melhorias, nomeadamente no que respeita a legislação para um mercado de resíduos por meio de uma plataforma digital. Temos aqui uma lacuna“. Na opinião da Founder, enquanto isto não se verificar, Angola vai continuar aquém do atingimento do ODs 12 – Consumo e produção responsáveis.
Ana Quintas: CEO e Co-Founder da Angowaste / Créditos; Linkedin
Ana Quintas foi ainda mais longe nos objectivos da sua startup sobre a legislação ambiental angolana, ao considerar que “a Angowaste quer posicionar-se como parceiro da Agênca Nacional de Resíduos, visto que a plataforma irá produzir Big Data e informação importante sobre o mercado de resíduos: tipo de resíduo mais transacionado, localização geográfica, preços praticados e destinação final dada aos mesmos.”
Sobre a caminhada até aqui, a Co-Founder exclama que a “Angowaste tem passado por um processo de validação de mercado apenas possível através de contacto directo com actores a operar no ramo da gestão de resíduos no país“, e que devido a “dificuldade de se obter informação pública sobre o sector, este processo tem levado algum tempo, tempo esse que também foi usado no desenvolvimento da plataforma“.
Apresentação da Angowaste no Luanda Startup Weekend em 2019 / Crédito; Menos Fios
Ainda na entrevista, Ana Quintas informa que outra forma de validação do projecto tem sido com a participação de concursos, concursos esses onde a Angowaste tem procurado obter feedback do ecossistema nacional de inovação face à entrada de uma CleanTech em cena. E até agora os resultados têm sido surpreendentemente positivo, relata a empreendedora.
“O programa de aceleração na Founder Institute Luanda resulta de um prémio por termos vencido a primeira edição do Startup Weekend em Angola. Vencemos também recentemente a primeira edição nacional do Climate Lauchpad, o maior concurso de startups “verdes” do mundo e após as semi-regionais africanas conseguimos garantir um lugar no evento global do concurso, a decorrer no final do mês de Outubro de 2021. E por fim, ter ficado entre as as três startups premiadas no concurso Unitel Go Challence, a maior competição angolana de negócios digitais, faz-nos crer ainda mais na necessidade de uma solução como a nossa no mercado“.
Sobre o facto de muitos rotularem a Angowaste como uma startup diferente, em relação ao que muitos estão habituados a ver no nosso ecossistema de empreendedorismo digital, Ana Quintas diz que a “grande diferença está no facto de se tratar de uma startup “verde”, ou uma “CleanTech”, ao que até ao momento não temos exemplo de destaque no nosso ecossistema de inovação. Além disso, resolve um dos maiores problemas que afecta a população urbana no país – a gestão de resíduos ineficiente. E tudo isto por meio de um modelo de negócio, ou seja, com rentabilidade financeira” salienta.
Por fim, acrescenta que a finalidade é dinamizar a economia circular nacional, criar postos de trabalho dentro da cadeia valor da reciclagem, estimular o empreendedorismo (criação de negócios de agregação de resíduos que podem ser vendidos por meio da plataforma Angowaste), dignificar o trabalho do catador informal de resíduos estimulando a criaçao de cooperativas e contribuir para a diversificação da economia.
“Acima de tudo temos vontade de provar que é possível ter um negócio rentável, escalável e ambientalmente sustentável, visto que Angola tem um potencial de valorização de resíduos estimado em mais de 600 milhões de dólares.É algo que já está provado em outros países e não podia ser diferente dentro de portas. E sim, queremos ser pioneiros no que diz respeito a startups verdes / Cleantechs e sentimos que estamos preparados para isso.“