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António Nunes deixa a Presidência da Angola Cables

A Angola Cables, provedora integral de infraestrutura e serviços de telecomunicações, anunciou ao mercado nesta sexta-feira, 30 de outubro de 2020, o nome do seu novo Presidente do Conselho Executivo, Eng.º Ângelo Gama, que transita de Administrador Técnico / CTO para CEO da empresa, assumindo assim o cargo até então exercido pelo Eng.º António Nunes.

António Nunes que esteve no cargo máximo da empresa desde a criação da empresa em 2009, continuará como Administrador da empresa, garantindo um processo de transição de continuidade na relação com os parceiros de negócio.

Quem é o novo CEO da Angola Cables?

Antes de assumir a cadeira principal da empresa, Ângelo Gama ocupava a posição de CTO (Chief Technology Officer) na Angola Cables desde 2019, sendo responsável pela definição, operação e manutenção do parque tecnológico, pelos projetos de ampliação de infraestrutura, introdução de novas tecnologias e estratégias de inovação no negócio da companhia.

Por agora, o novo CEO da Angola Cables terá como desafio continuar a garantir o crescimento sustentado da empresa, na diferenciação do serviço face a concorrência, através da inovação e criação de valor com foco nas necessidades dos clientes e oportunidades do mercado.

No seu vasto currículo, consta a formação em engenharia eletrotécnica pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa, possui várias certificações em gestão empresarial e de projetos. Em seu histórico profissional, participou de projetos especializados de gestão e administração de operações de telecomunicações em empresas como a MS Telcom em Angola, Three Mobile e Hewlett-Packard (HP) no Reino Unido e na Bélgica, além da experiência de consultoria para a Atos Origin, com base na Holanda.

Xiaomi ultrapassa Apple em vendas de smartphones

O ano de 2020 está a ser desafiante para as empresas de tecnologia. O mercado dos smartphones foi um dos afectados durante o ano em curso. Na verdade, o mundo inteiro está ainda a enfrentar novos desafios e parece o pior ainda pode estar para vir.

Nos primeiros meses em que a pandemia (COVID-19) surgiu as vendas de smartphones caíram drasticamente, os últimos meses trouxeram alguma esperança às fabricantes, a Samsung, Huawei e Xiaomi fazem agora parte do pódio das empresas que mais venderam smartphones no último trimestre, tendo a gigante Apple ter caído.

A Samsung está de volta ao topo como o maior fornecedor de smartphones do mundo um trimestre depois de perder seu lugar para a Huawei, de acordo com relatórios da IDC , Counterpoint e Canalys. A notícia chega no momento em que a Samsung divulgou seus maiores números de receita trimestral de todos os tempos , o que a empresa disse ter sido ajudado por um aumento na demanda por smartphones.

A Huawei se tornou o fornecedor número um pela primeira vez, três meses atrás , beneficiando-se de fortes vendas na China enquanto grande parte do resto do mundo operava sob condições restritas de vendas devido à pandemia COVID-19. Mas as remessas da Huawei caíram 7% no trimestre e 24% no comparativo anual, de acordo com a Counterpoint, enquanto as remessas da Samsung aumentaram 47% no último trimestre.

A Xiaomi conseguiu reconquistar o terceiro lugar pela primeira vez em vários anos, ultrapassando a Apple pela primeira vez com um crescimento anual de 46%. As remessas da Apple caíram 7% no comparativo anual no trimestre julho-setembro, sem dúvida afetadas pelo fato de que seus novos iPhones este ano caíram até as datas de lançamento em outubro e novembro.

Inscreva-se para aulas grátis de programação em Angola

Durante o confinamento, muitas pessoas descobriram novos talentos e outras aproveitaram para aprimorar. Sempre quis fazer o seu website ou alguma aplicação? Bom, aulas de programação vêm à calhar. Pode encontrar muito conteúdo online, mas raramente com o acompanhamento devido e de alguém que conheça a realidade angolana, africana…

A equipe do “Código é Poesia” decidiu disponibilizar aulas online grátis de programação web, durante o mês de Novembro.

As aulas serão ministradas por Osvaldo Livondeni , que partilha a sua história como docente:

Quando comecei a leccionar programação no Instituto Superior Politécnico do Zango, em Luanda, os estudantes aprendiam programação com certa facilidade. Isto acontecia apesar do facto de muita gente dizer que é difícil aprender a programar e que programação é um bicho de sete cabeças. Muita gente acha programação difícil porque os professores ensinam a programar directamente através de uma linguagem de programação. Isto é um erro.

Ensinar programação directamente através de uma linguagem de programação, sem ensinar lógica de programação, é como ensinar a ler sem ensinar o alfabeto. “

Assim, seguindo o método que tem usado para ensinar a programar com facilidade, o instrutor Osvaldo, estará a ensinar programação e criação de websites durante o mês de Novembro, de forma gratuita. Inscreva-se aqui.

As aulas serão totalmente online e grátis. Será ensinado o “ABC da programação” para permitir os inscritos aprendam a programar com facilidade, mesmo quem nunca teve contacto com programação antes. 

Programa das aulas:

Vídeo-aula 1 – Como criar páginas web com HTML 5 e CSS 3 – Segunda, 23/11/2020
Vídeo-aula 2 – Como aprender a programar com facilidade – Lógica de programação – Quinta, 26/11/2020
Vídeo-aula 3 – Linguagem de programação PHP – Sábado, 28/11/2020
Vídeo-aula 4 – Do zero à programador web profissional – Segunda, 30/11/2020

Pode se inscrever aqui para participar: https://www.codigopoesia.com/aulas-online-gratis-de-programacao-web/

Os data centers são essenciais para impulsionar a revolução digital da África

África está prestes a realizar o seu potencial económico, à medida que o investimento em TI explode em todo o continente, isto é, segundo os organizadores do Data Centers Africa, um evento  que irá decorrer no próximo mês de novembro no AfricaTech

AfricaTech 2020 é o maior encontro virtual de indivíduos e organizações que utilizam a tecnologia empresarial para acelerar a transformação digital e conduzir a jornada de África para Quarta Revolução Industrial (4IR) e acontecerá de 10 a 13 de novembro do ano em curso.Os organizadores do Data Centers Africa irão explorar a enorme oportunidade que a África representa para Big Data – localmente no continente e no mundo em geral. E afirmam que o desenvolvimento massivo de capital continental está a impulsionar a revolução digital do continente, pois busca realizar seu potencial económico.

Com vista a capitalizar os interesses, a Microsoft abriu recentemente dois centros de dados em África, enquanto a Oracle está programada para lançar instalações adicionais ainda este ano. Esses centros de dados são parte de um movimento tecnológico que está a alimentar o crescimento económico em todo o continente, à medida que a África está a aproveitar oportunidade de pular a tecnologia ultrapassada para ficar mais perto da vanguarda da inovação digital.

As discussões que acontecerão durante os painéis de Data Centers Africa no festival virtual Africa Tech, incluem o papel crítico dos data centers para telecomunicações e serviços financeiros. Esta é uma discussão sobre o papel desempenhado pelos centros de dados na revolução FinTech d´África, que inclui as maneiras pelas quais os centros de dados podem ajudar as empresas a enfrentar os desafios crescentes de conformidade regulamentar, mudanças nas demandas dos clientes, privacidade e segurança de dados.

As discussões também abordarão o facto de que o monitoramento e gerenciamento remotos estão a revoluciona os centros de dados africanos. Isso inclui uma apresentação que traça o perfil do efeito do monitoramento remoto cada vez mais sofisticado em termos de melhoria da eficiência e gerenciamento de custos, incluindo as mudanças operacionais que o surto da COVID-19 efectuou nos centros de dados do continente.

O outro tópico explorará o que a crise da COVID-19 nos ensinou sobre o papel dos data centers em África. Esta apresentação examinará como a indústria em África acelerou na batalha da COVID-19, com um foco particular em como a mudança para o trabalho remoto impactou os centros de dados em todo o continente.

Por que os países africanos devem apostar no 5G ?

O 5G tem sido um tópico em destaque nos últimos tempos. Se não está familiarizado com o termo, poderá ver os nossos artigos relacionados.

Mesmo para as pessoas que conhecem os padrões, ainda paíram dúvidas sobre a necessidade de implementação do 5G em África. A Huawei, na edição de 26 de Outubro de 2020 do Jornal Mercado, partilhou alguns pontos ( 7, para ser mais exacto) que poderão convencer até os mais céticos:

1) Acertar o passo

Um relatório sobre 5G em África da GSMA, uma organização comercial global para operadoras de telefonia móvel, estima que apenas sete países africanos, incluindo África do Sul, Nigéria e Quênia, terão 5G até 2025. E isso representará apenas 3% dos serviços móveis dados em comparação com 16% globalmente.

2) Reduzir custos

Depois que o 5G decolar em regiões como a África Subsaariana, o ganho anual do mmWave 5G crescerá muito mais rápido a partir de 2026, fechando a lacuna entre os primeiros e os tardios adotantes.

3) Modelo de negócios

Actualmente, a tecnologia 5G em África não deve visar apenas os dispositivos de consumo directamente, uma vez que a maioria dos africanos mantém os dispositivos por cerca de 4 anos ou mais. No mercado africano, deve haver alguns modelos de negócios claros no uso de 5G para acesso sem fio fixo ou usando um Equipamento nas Instalações do Cliente e certos casos de uso específicos da indústria, como turismo, hotelaria, mineração e transmissão de mídia.

4) Menos impostos para as operadoras

O mito de que 5G é muito caro por causa do hardware e da tecnologia deveria ser abandonado. Na verdade, uma grande proporção do custo vem de obstáculos como processo de aprovação e alternativas. Uma solução chave para o desafio do modelo de negócios no continente é reduzir os custos da rede, do espectro ao backhaul e aos impostos cobrados sobre as operadoras, dados, dinheiro móvel e dispositivos. Os governos podem desempenhar um papel fundamental para ajudar a resolver essas barreiras, assumindo uma posição de liderança e comprometendo-se a fornecer esse apoio.

5) 5G é uma tecnologia verdadeiramente revolucionária. Ficar para trás durante a era 3G e 4G não impede necessariamente que uma sociedade aproveite ao máximo o 5G

Ao contrário das gerações anteriores de tecnologia móvel, que tendia a apresentar um único recurso inovador para os usuários (1G permite que você ande e fale, 2G permite enviar textos, 3G permite que você entre na internet e 4G permite transmitir), o 5G promete um conjunto completo de melhorias dramáticas. Ele usa uma infra-estrutura sem fio totalmente nova para atingir velocidades até 100 vezes mais rápidas do que 4G e promete eliminar quase todos os atrasos de processamento. Ele também dará o pontapé inicial na internet das coisas, já que foi projectado para conectar bilhões de máquinas, aparelhos e sensores a baixo custo sem esgotar as baterias.

6) 5G traz muitas mudanças que atendem perfeitamente às necessidades dos países africanos

Enquanto o 5G prepara o terreno para novas oportunidades em muitos campos, suas três principais vantagens eMBB (banda larga móvel aprimorada), URLLC (Ultra Reliable Low Latency Communications), mMTC (massivas Comunicações de tipo de máquina) trará disrupções para indústrias que muito país africano visa desenvolver, como:

Manufatura

O fortalecimento do sector manufatureiro e da autossuficiência tem recebido mais prioridade desde o surto do COVID-19. O 5G está preparado para ajudar as operações de produção de manufatura a se tornarem mais flexíveis e eficientes, ao mesmo tempo em que melhora a segurança e reduz os custos de manutenção.

Energia e serviços públicos

Infraestruturas críticas como energia e serviços públicos se beneficiarão das tecnologias 5G, que podem criar soluções mais inovadoras em produção, transmissão, distribuição e uso de energia, bem como a próxima onda de recursos e eficiência de redes inteligentes.

Agricultura

Agricultores em todo o mundo estão usando a tecnologia IoT para optimizar os processos agrícolas, incluindo gerenciamento de água, fertirrigação, segurança do gado e monitoramento de safras, observou o relatório. O 5G pode permitir a colecta de dados em tempo real, permitindo que os agricultores monitorem, rastreiem e automatizem os sistemas agrícolas para aumentar a lucratividade, eficiência e segurança.

7) 5G pode ajudar África, mesmo para a próxima pandemia

O potencial de inovação por meio da digitalização é enorme no sector de saúde, e isso será acelerado com a introdução da tecnologia 5G. No contexto de África Austral, isso poderia ser particularmente benéfico, pois os cuidados de saúde através de dispositivos móveis permitirão que aqueles em áreas remotas tenham acesso a assistência que salva vidas. A tecnologia 5G também permitirá o acesso em tempo real aos dados de saúde, o uso de tecnologia vestível e ainda aproximará a realidade da cirurgia remota. Por meio de realidade aumentada (RA) e realidade virtual (VR), o 5G pode auxiliar no treinamento de profissionais médicos remotamente.


Artigo elaborado pela equipe da Huawei Angola, originalmente publicado no Jornal Mercado e publicado no MenosFios com autorização da assessoria de imprensa do autor.

Governo exorta empresas nacionais a investirem na cibersegurança

O secretário de Estado para as Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Mário de Oliveira, exortou, nesta terça-feira, as empresas angolanas a investirem na cibersegurança, como forma de se prevenirem contra ataques cibernéticos e danos às suas estruturas.

Mário de Oliveira que falava na sessão de abertura do Webinar sobre Cibersegurança em Angola, numa promoção do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, com o aumento do uso das tecnologias de informação no dia-a-dia das empresas, é de vital importância que se previnam de acções maliciosas.A vulnerabilidade das empresas angolanas é crítica, sendo que muitas delas não possuem colaboradores treinados e técnicos preparados para identificar, classificar, analisar e evitar os riscos de ataques cibernéticos”, frisou.

Para Mário de Oliveira, 90 por cento dos ataques cibernéticos registados podem ser evitados se as corporações apostarem em medidas fortes de cibersegurança, entre as quais aponta a criação de passwords complexos e robustos, alteração regular das passwords, não abertura de mails de origem desconhecidos, não acessos a páginas desconhecidas.

O secretário de Estado avançou que face à pandemia da Covid-19, o mundo empresarial angolano registou um aumento no uso das tecnologias de informação e comunicação, aumentando também os riscos de ataques cibernéticos, apelando, desta forma, as corporações empresarias a olharem, seriamente, para a cibersegurança.

Aconselha, por esta razão, as empresas a tomarem medidas proactivas de segurança para melhor se prevenirem e evitarem danos maiores que possam colocar em causa à sua sustentabilidade e funcionamento.

Segundo o responsável, apostar na cibersegurança é apostar na protecção das pessoas individuais e colectivas, nas empresas, nos governos, na economia, na segurança nacional, evitando riscos/crises que podem colocar em causa a soberania do país.

INACOM afirma que sinais de voz e de dados das operadoras satisfazem utilizadores em Luanda

O Instituto Angolano das Comunicações (INACOM), lançou este mês, a sua 1ª edição do estudo de qualidade dos serviços de voz e de dados das operadoras Unitel e Movicel, concretamente na Baixa de Luanda, Centralidade do Kilamba, Município de Viana e Talatona.Baixa de Luanda

  • Nesta zona da cidade capital, por exemplo, as duas redes móveis usam a tecnologia 2G para o serviço de voz e fazem-no com qualidade de cobertura estimada em 99,6 por cento para a Unitel e 97,1 para a Movicel.
  • Neste ponto de Luanda, o serviço de dados, suportado pela tecnologia 3G, tem uma cobertura de sinal avaliada em 98,9 e 99,8 por cento para ambas as redes móveis.
  • Já para o serviço de dados “FTP Downlink Throughput”, a tabela de velocidade divulgada no estudo do Inacom mostra uma cobertura lenta, quer de uma quer de outra, fixada nos 90,3 e 92,8 por cento, respectivamente.

Centralidade do kilamba

  • A medição do nível de recepção de sinal foi também efectuada na Centralidade do Kilamba, onde o estudo estimou em 98,6 por cento a qualidade do serviço 2G de voz usado disponibilizado pela Unitel. A Movicel, por sua vez, foi apurada com uma cobertura de 99,4 por cento. Os números muito próximos do absoluto indicam que no Kilamba existem poucas zonas com dificuldade de cobertura.
  • Quanto ao sinal de dados (Internet), a Centralidade do Kilamba, servida com tecnologia 3G, regista uma cobertura de 96,4 por cento para a Unitel e 100 por cento para a Movicel, de acordo com os dados obtidos da monitorização do serviço.
  • Contudo, mesmo no Kilamba, é ainda lento os serviços de dados da tecnologia “FTP Downlink Throughput”, para as redes Unitel (82,2 por cento) e Movicel (66,7 por cento).

Município de Viana

  • O levantamento do INACOM avaliou também o município de Viana. Neste, a conclusão foi de que a operadora Unitel, nos serviços de voz (2G) e dados (FTP Downlink Throughput) cobre com qualidade a taxas de 97,6 e 89,3 por cento, sendo que a segunda representa a taxa de lentidão com que o serviço é disponibilizado.
  • A Movicel, por sua vez, ainda em Viana, opera no serviço 2G de voz com uma taxa de 90,4 por cento. A rede de dados “FTP Downlink Throughput”, considerada lenta, reserva uma taxa de 89,9 por cento, segundo o levantado na maior parte da rota monitorizada.

Nas conclusões apresentadas, através de tabelas na 1ª edição do estudo de avaliação da qualidade dos serviços de telefonia móvel, refere-se que em Talatona, Distrito Urbano do município de Belas, na província de Luanda, a cobertura de voz e dados, nas tecnologias 2 e 3G, ficam com taxas de 97,3 e 99,3 por cento, para a Unitel, e 95,1 e 91,4 por cento, para a Movicel.

Também é lenta a velocidade de acesso de dados por via do serviço “FTP Downlink Throughput”, reservando-se a taxas de 58 por cento para a Unitel e 68,5 por cento, para a Movicel. Estes indicadores revelam a existência de desafios contínuos às operadoras, sobretudo no que diz respeito à melhoria dos respectivos serviços.

Com o estudo, que deverá ter publicações regulares, o Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, que tutela o Instituto Angolano das Comunicações (INACOM), pretende colocar à disposição do mercado e investidores nestes e outros segmentos informação actualizada, fundamental para a tomada de decisão.

Aguardamos pelas próximas medições que decerto incluirão outras localidades do país…

MultiChoice lança Aplicativo MyDStv com opções de pagamentos online

A MultiChoice anunciou o lançamento do Aplicativo MyDStv que servirá para aumentar as opções de pagamento e trilhar novos caminhos nas plataformas de pagamento móvel e online em Angola.

O MyDStvApp é um aplicativo criado de raiz por uma equipa multidisciplinar angolana, que servirá para aumentar as opções de pagamento e trilhar novos caminhos nas plataformas de pagamento móvel e online em Angola.A MultiChoice contou com a colaboração da EMIS, Empresa Interbancária de Serviços, como parceira nos serviços interbancários, que permitiu a integração da tecnologia GPO (Gateway de Pagamentos Online), um recurso que permite às empresas integrarem pagamentos online em plataformas com o Multicaixa Express.

O MyDStv App foi desenvolvido em parceria com a startup angolana Appy People, conhecida por desenvolver aplicativos e oferecer produtos de alta qualidade com especial atenção para a experiência do cliente.

De acordo com afirmação do Marcus Valdez, Director de Operações da MultiChoice, “o aplicativo MyDStv é pioneiro na implementação do GPO para permitir que os clientes da DStv em Angola paguem as suas contas com segurança, dentro do ambiente do aplicativo”. “Estamos a viver num mundo digital e a nossa equipa está a liderar o caminho para tornar o atendimento ao cliente mais fácil, eficiente e seguro”.

Pedro Beirão, Director Geral da Appy People, diz que a empresa orgulha-se de trazer a sua experiência para um aplicativo que combina experiência e inovação “Todos os nossos aplicativos visam tornar a vida digital dos clientes o mais simples possível – e ao trabalharmos em estreita colaboração com a MultiChoice Angola, focamo-nos na satisfação dos clientes, estamos muito satisfeitos por fazermos parte deste projecto que abre novas opções para os pagamentos online.

A facilidade de utilização e a segurança oferecidas pela integração do GPO no aplicativo MyDStv trazem uma grande mudança no mercado de pagamentos online angolano”, afirma Meijidi Silva, Responsável pelo Multicaixa Express.

O aplicativo MyDStv está disponível para os clientes angolanos na App Store ou Google Play a partir de 27 de Outubro de 2020.

Gana lança Centro de Operações de Segurança de Tecnologia da Informação

O Gana lançou o novo Centro de Operações de Segurança (SOC- sigla em inglês) que fará parte da Agência Nacional de Tecnologia da Informação (NITA), uma agência subordinada ao Ministério das Comunicações, o centro visa proteger todas as plataformas digitais do governo contra a ameaça de ataques cibernéticos.

Falando durante o lançamento, a Ministra das Comunicações, Sra. Ursula Owusu-Ekuful, observou que a nova instalação visa melhorar o engajamento operacional e a eficiência entre os diferentes órgãos do governo ganês para uma resposta eficaz aos incidentes de segurança cibernética.Um dos principais benefícios do centro será a detecção de incidentes de segurança aprimorada entre os diferentes órgãos estatais para garantir um espaço digital seguro dentro do qual os órgãos podem operar e interagir.

Com a tecnologia analítica e de correlação avançada para reconhecer ameaças, o centro ajudará na identificação de padrões e priorização de problemas para recursos optimizados e gerenciamento de ameaças”, afrimou a ministra ganês das Comunicações.

De acordo com a análise da Equipa Nacional de Resposta a Emergências de Computadores do Gana (CERT-GH), os ataques baseados em malware constituem uma grande proporção de todos os incidentes de segurança cibernética relatados por ministérios, departamentos e agências governamentais no país.

A análise também revelou que os ataques relatados a sites do governo não eram ataques cibernéticos limitados, incluindo desfiguração de sites, Negação de Serviço (DoS) e Negação de Serviço Distribuída (DdoS), mas que incluíam vazamento de dados por meio de invasão de computadores e bancos de dados.

O Conselheiro Nacional de Segurança Cibernética, Dr. Albert Antwi-Boasiako destacou que o estabelecimento de um Centro de Operações de Segurança na Agência Nacional de Tecnologia da Informação marca um progresso na intervenção estratégica do governo para aumentar a prontidão para segurança cibernética. 

A atuação do Centro de Operações de Segurança baseia-se na prevenção e na capacidade de detetar riscos e ameaças, assim como reduzir a duração e o impacto de incidentes de segurança que explorem, neguem, degradem ou indisponibilizem os sistemas necessários às operações normais dos serviços públicos.

Um remédio chamado 5G

O estado do sistema de saúde angolano é crítico e precisa de um tratamento de choque. Mais médicos, mais hospitais, mais políticas públicas. E mais tecnologia. As novas redes móveis 5G podem ser uma das soluções para levar a assistência básica às zonas rurais e ajudar a resolver a falta crónica de médicos e especialistas que asfixia a saúde angolana.

Silvio Almada, Presidente da AAPSI

Uma prolongada e aguda dor de cabeça, assim poderíamos descrever a saúde em Angola. A infra-estrutura hospitalar do país é precária e insuficiente. Se nas cidades a falta de recursos humanos e insumos é grave, em muitos pontos do interior do país nem o básico existe. O diagnóstico é preocupante e exige um urgente cocktail de medicamentos de muitas cores.

A nova tecnologia 5G, dizem os especialistas, pode fazer parte desta receita, detonando um elemento activo conhecido por “telemedicina”. As experiências noutras partes do mundo dão-nos perspectiva. Na análise “5G Verde: Construindo um Mundo Sustentável”, a Huawei descreve como a China criou um exitoso sistema de consultas à distância em comunidades onde faltavam médicos.

Importa lembrar que o Livro branco 5G verde foi lançado a 19 de Julho deste ano, numa parceria entre a organização global de consultoria e pesquisa, Analysys Mason, e a Huawei, a multinacional chinesa presente em Angola há mais de 20 anos, ao longo dos quais tem apoiado os sectores público e privado em termos de transformação digital.

Também em países mais avançados, as 5G estão a revolucionar a saúde. Na Inglaterra, conta o documento, o desenvolvimento das novas redes móveis permitiu driblar a pandemia de coronavírus, garantir a distância social entre médicos e pacientes e realizar 25,5 milhões de consultas remotas desde Março deste ano. Ferramentas como o Microsoft Teams ou aplicações móveis criadas exclusivamente para o sistema de saúde inglês lideraram a mudança de paradigma.

Casos como estes dão-nos pistas sobre como a chamada e-Health poderia ajudar Angola a suavizar algumas dores crónicas, entre as quais a falta de profissionais. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que no nosso país há apenas 2,1 médicos por cada 10 mil habitantes, entre 3 e 5 vezes menos que o recomendável. Os poucos que há, sabemos bem, concentram-se nas zonas urbanas, obrigando muitos angolanos a percorrer quilómetros e quilómetros para tentar chegar com vida a centros de saúde sem condições. A aposta em soluções potencializadas pelas 5G poderia, à semelhança de outros lugares do mundo, criar sistemas de consultas à distância com benefícios óbvios e imediatos.

A tecnologia agora à disposição pode também pôr um fim, ainda que paliativo, a ironias trágicas do nosso sistema de saúde. Como a dos aparelhos médicos de última geração, caríssimos, que apodrecem em hospitais porque ninguém os sabe usar. Algo parecido acontecia em centros de saúde chineses, lê-se em “5G Verde: Construindo um Mundo Sustentável”. Para reverter o quadro, as autoridades maximizaram o potencial da plataforma das consultas médicas à distância para ensinar os técnicos de comunidades pequenas a usar empoeirados aparelhos de tomografia e de ressonância magnética. No limite, a tecnologia 5G possibilitará até o controlo remoto destes dispositivos a partir de um simples telemóvel. Para Angola, soluções de formação como estas seriam um bálsamo.

Cirurgias à distância e uma injecção de adrenalina

A lista das vantagens da telemedicina é longa e inclui, entre outras, a possibilidade de enviar para os telemóveis dos médicos ficheiros pesados (diagnósticos, raios-x, exames) ou de usar aparelhos e sensores IoT (Internet das Coisas) para medir e monitorizar remotamente, e em tempo real, a evolução de doentes. Contudo, no campo da saúde, a tecnologia das “cirurgias à distância” é a que mais desperta a atenção mediática nesta nova era.

As operações remotas não são novidade, mas as 5G estão a elevá-las a outro nível. A baixa latência desta geração de redes móveis faz com que as indicações de um médico em qualquer ponto do mundo cheguem ao bloco operatório num milésimo de segundo. Impulsionadas por esta rapidez, equipas de tecnologia e saúde já trabalham para que, num futuro não muito distante, um cirurgião se possa sentar no seu consultório, conectar-se a uma rede 5G e guiar de forma instantânea e com alto grau de precisão um braço robótico instalado numa sala de operações distante.

Neste cenário de “ficção científica”, as vantagens multiplicam-se. A inteligência artificial aplicada aos mecanismos 5G promete aumentar a capacidade de prever riscos de saúde latentes para os pacientes, aproveitando uma inédita capacidade de processamento dados. E a realidade virtual ou aumentada fará com que o pessoal da saúde crie diagnósticos interactivos e construa ambientes terapêuticos por computação espacial.

Estes “Hospitais do Futuro” entusiasmam a própria OMS. A instituição está atenta ao potencial das 5G e reconhece que a eficácia, inovação e baixos custos da nova tecnologia são vitais para desenvolver a assistência médica em todo o mundo.

Angola não tem uma sólida infra-estrutura tecnológica, é certo, mas as possibilidades estão aí e é urgente tê-las em conta. Neste tratamento prolongado, o novo mundo das 5G pode ser uma das injecções de adrenalina que o coração arrítmico do nosso sistema de saúde pede a gritos.


Artigo escrito por Sílvio Almada, originalmente publicado no Jornal O País e publicado no MenosFios com autorização da assessoria de imprensa do autor.