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Sábado, Agosto 30, 2025
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Consultório MenosFios. Como ativar a privacidade na navegação anónima do Chrome no Android

Apesar de não ser totalmente incógnita na Internet, a navegação anónima do Chrome é uma vantagem dos utilizadores. Consegue garantir ao utilizador alguma privacidade, ao não registar localmente os sites onde navega e o que esteve a visitar.

Claro que ao dar acesso a um dispositivo, estes separadores podem ser facilmente visitados e consultados se estiverem abertos. A Google quis mudar isso no Android e trouxe uma novidade, ao garantir que apenas se acede aos separadores de navegação anónima do Chrome com uma autenticação.

Muitos utilizadores optam por usar o Chrome maioritariamente com separadores de navegação anónima. Estes oferecem uma privacidade, não total e não na Internet, mas ainda assim permitem que nada fique registado nos dispositivos usados.

Claro que ao entregar um smartphone a outro utilizador, este pode facilmente visualizar os separadores de navegação anónima abertos e os sites que estão a ser visitados. Isso pode não ser do agrado de todos, que podem agora ter mais privacidade no Android, com uma simples alteração.

Para ativar esta opção que agora chega ao Chrome do Android, basta abrir o menu do browser que está no canto superior direito. Aqui dentro devem escolher a opção Privacidade e Segurança, seguida depois do ativar de Bloquear os separadores de navegação anónima quando sai do Chrome.

Desse momento em diante, e sempre que o utilizador sair do Chrome, para ir a outra opção ou ao ecrã principal do Android, o utilizador vai ter um pedido do browser. Vai ter de se autenticar, usado a impressão digital ou o padrão/pin definido.

   

Só após esse passo ser executado com sucesso é que o acesso ao Chrome e aos separadores de navegação anónima. Esta é uma proteção que não pode ser contornada e que garante que toda a informação presente fica realmente privada e com a privacidade garantida.

Se tem necessidade de emprestar o seu smartphone com regularidade ou quer realmente bloquear o browser do seu smartphone, então esta é a opção a ter em conta. Fica de imediato com a certeza de que os separadores de navegação anónima estão inacessíveis e apenas o utilizador lhes pode aceder.

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Esse foi o Consultório MenosFios de hoje, onde pedimos que os nossos leitores as comentem e que contribuam com informações adicionais que julguem serem necessárias sobre esse mesmo tema.

Todas e quaisquer questões que gostassem de ver aqui respondidas devem ser colocadas no canal de comunicação exclusivo e dedicado ao consultório Menos Fios.

Falamos do email criado para esse fim: [email protected]. Este é o único ponto de receção das questões que nos enviarem. Usem-no para nos remeterem as vossas questões, as vossas dúvidas ou os vossos problemas. A vossa resposta surgirá muito em breve.

Governo vai apostar forte na educação digital, revela Instituto Angolano da Juventude

O Governo Angolano  está a prestar uma especial atenção à juventude, em especial no domínio das tecnologias de informação e comunicação, na opinião do director-adjunto do Instituto Angolano da Juventude(IAJ), José Mateus.

Falando na conferência sobre o percurso digital da juventude para o desenvolvimento, na capacitação do Banco Nacional de Angola sobre literacia, inclusão financeira e decursos digitais, o responsável sublinhou que o Executivo tem dado passos para garantir a inclusão digital dos jovens.

Desde 2020, existem aplicativos como o Oi, Kambas e o SMS Jovem com informações interactivas sobre Saúde e Direitos Sexuais e Reprodutivos”, disse.

MAIS: Angola defende programa de educação digital na SADC

Sobre a formação, os jovens foram dotados de conhecimentos sobre “importância da lietarcia financeira para o empoderamento dos jovens”, “os serviços financeiros digitais”, “os diferentes métodos de pagamento e Mobile Money”.

Urge a necessidade de os jovens relacionarem o conhecimento, a compreensão e aplicação dos conseitos financeiros que os permitirá gerir bem o dinheiro e alinha, também, a dimensão da inclusão digital“, considerou o director-adjunto do AIJ.

A formação decorreu sob o lema “Recurso digitais da Juventude para o Desenvolvimento Sustentável”, em parceria com a USAID-Angola e o governo provincial do Cuanza-Sul.

“Insegurança cibernética em Angola desencoraja investimento estrangeiro”, defende especialista

O ambiente de insegurança cibernética em Angola pode desencorajar investimentos estrangeiros e dificultar o crescimento de sectores que dependem da tecnologia digital, considera o especialista em cibersegurança, Fernando Samuel.

“As empresas e indivíduos podem perder dinheiro directamente através de fraudes online, ransomware, phishing e outros tipos de ataques cibernéticos”, disse o especialista, em entrevista à FORBES ÁFRICA LUSÓFONA, apelando às empresas para que invistam em medidas de segurança adicionais, responder a incidentes de segurança e reparar danos causados pelos ataques, o que pode ser bastante oneroso.

Em Angola, segundo o especialista, os ataques cibernéticos geralmente são mais registados em hospitais e instituições de saúde, do governo e agências governamentais, incluindo ministérios, departamentos de defesa e outros órgãos governamentais que possuem dados sensíveis e informações confidenciais, em instituições financeiras públicas, como bancos estatais e outras entidades financeiras que lidam com grandes volumes de transações monetárias, assim como em universidades e escolas públicas, infra-estruturas críticas, sistemas de transporte público.

Esses setores são frequentemente alvos de ataques, devido ao valor dos dados que armazenam e à criticidade de suas operações, tornando-os suscetíveis a diversas formas de ataque, como ransomware, phishing e ataque de negação de serviço (DDoS)”, referiu.

Entre os crimes cibernéticos mais comuns em Angola, apontou, estão a clonagem de cartões de crédito, transferências ilícitas via internet banking, venda simulada de produtos pela Internet, espionagem e incitamento à violência.

Esses crimes têm causado significativos prejuízos económicos ao país”, afirmou Fernando Caetano, autor da obra literária “Crimes Cibernéticos”.

Para mitigar esses impactos, defende a necessidade da criação de um Centro de Estudos Respostas e Tratamento de Incidentes Informáticos (CERT) e a adesão de Angola à Convenção de Budapeste sobre crimes informáticos.

É crucial que Angola invista em infra-estrutura de segurança cibernética, promova a educação e conscientização sobre cibersegurança e desenvolva políticas robustas para proteger contra crimes cibernéticos”.

Relatórios globais de segurança cibernética indicam que os ataques cibernéticos estão aumentando em todo o mundo, com perdas globais estimadas em trilhões de dólares anualmente. Entretanto, em Angola, as perdas financeiras podem estar estimadas em mil milhões kwanzas.

Angola é o segundo país em África com maior registo de ciberataques, conforme declarações do director nacional de cibersegurança do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS), Hediantro Wilson Mena.

No entanto, no primeiro semestre de 2023, mais de mil ataques cibernéticos foram registados em empresas públicas e privadas do país. A banca foi alvo de 6,9% desses ataques, enquanto os telemóveis representaram 34,9%, principalmente devido à falta de medidas de segurança por parte dos usuários.

Microsoft vai abandonar versão mais recente do Paint

A Microsoft anunciou que o Paint 3D, uma versão lançada em 2017 que era suposto substituir o Paint original em algum momento, será removido da loja oficial da empresa até ao final do ano.

O Paint 3D está obsoleto e será removido da Microsoft Store no dia 4 de novembro de 2024”, pode ler-se na nota oficial deixada pela tecnológica de Redmond.

MAIS: Falha no Microsoft 365 deixa utilizadores vulneráveis a phishing

Serve recordar que o Paint tem sido alvo de várias atualizações da Microsoft, passando até a receber algumas das funcionalidades do Paint 3D.

Estudantes universitários pedem mais aposta nas novas tecnologias

Os estudantes do ensino superior pedem que as instituições devem apostar mais nas novas tecnologias de informação e comunicação, de modo a elevar a qualidade do ensino.

Segundo o Coordenador da Associação dos Estudantes das Universidades Privadas do Moxico, Alberto Rufino, revelou que as Universidades da região não estão abalizadas com as novas tecnologias de informação e comunicação que se assiste em outros países.

O responsável lamentou o facto de as principais faculdades privadas do Moxico ainda não disporem de plataformas digitais para consultas de notas e de outras questões relacionadas com a vida académica dos estudantes.

MAIS: Angola já conta com um repositório científico nacional online

Por isso, os estudantes pedem que as instituições de ensino investiam mais nas tecnologias, visando se adequar a modrenização tecnológica para que os estudantes tenham acesso aos seus dados académicos individualmente.

Já o Presidente da Associação dos Estudantes do Instituto Superior Católico do Huambo, Osvaldo Temo, disse que na sua província a situação da falta de internet quase que ficou ultrapassada, porém, defendeu ser necessário melhorar

Startup Biorec apresenta próteses feitas com garrafas de plástico

A startup Biorec, que tem como objectivo promover a mobilidade para pessoas com deficiência física para melhor inclusão social, apresentou recentemente uma prótese feita com garrafas de plástico.

A apresentação do projecto inovador decorreu em uma actividade organizada pela UNICEF, para celebrar o Dia Internacional da Juventude, onde os Founders informaram que pretendem atingir a marca de 30 próteses ortopédicas construídas até o ano de 2025.

Falando aos jornalistas, os jovens que são ortopedistas, engenheiros e designers de produtos, com idades entre os 18 e os 22 anos, explicaram que a iniciativa surgiu para ajudar um amigo de escola que perdeu os membros inferiores.

Actualmente a startup está a trabalhar num projecto-piloto que beneficiará dez pessoas, das quais falta uma para completar o quadro.

De informar que a Biorec foi a startup vencedora do Centro de Investimento da 3ª edição do AngoTic, levando para casa 1.000.000 (Um Milhão de Kwanzas).

Centros e lares angolano vão estar ligados por software

Os centros e lares de acolhimento em todo território nacional vão estar conectados através de um software integrado, tecnologia essa que que vai permitir a melhor gestão, controlo, entradas, saídas e outras movimentações das crianças.

A informação foi revelada pela secretária de Estado para a Família e Promoção da Mulher, Alcina Kindanda, onde alertou às famílias para não olharem aos lares e centros de acolhimento como alternativa para abandonarem os filhos.

Alcina Kindanda assegurou, igualmente, que fortalecer as famílias em situação de vulnerabilidade é tarefa dos servidores públicos em conjunto com outros órgãos da Administração do Estado.

É nossa missão levar os serviços junto das famílias e trabalhar para evitar que essas tenham necessidade de internar os filhos ou abandoná-los”, disse.

MAIS: INAC vai criar base de dados das crianças que crescem nos Centros de Acolhimento

Às direcções municipais da Acção Social aconselhou a inspeccionarem, regularmente, os centros e lares, para constatar a veracidade das informações produzidas no sistema.

A problemática da criança em Angola, sublinhou, apresenta várias facetas preocupantes que, na sua “maioria, requer espírito de entrega, profissionalismo e comprometimento com a causa na procura de soluções”.

TikTok implementa grupos de conversa no privado para usuários

O TikTok anunciou no início desta semana que os utilizadores da app poderão, pela primeira vez, criar e enviar mensagens para grupos de mensagens que poderão ter até 32 pessoas. Notar que, por motivos de segurança, estes grupos de conversa não estarão abertos para os utilizadores entre os 13 e os 15 anos.

O TikTok inspira as pessoas a expressarem-se, oferecendo uma forma fácil de partilhar conteúdo autêntico e com que os outros se consigam relacionar, escreve a empresa num comunicado. O Group Chat aproveita esse poder, permitindo que crie uma experiência de visualização partilhada com amigos, familiares e comunidades. Assista, comente e reaja em conjunto e em tempo real, tornando cada interação mais dinâmica e conectada.

MAIS: Bilionário americano quer comprar TikTok para criar “nova Internet”

Além destes grupos, o TikTok anunciou o lançamento de ‘stickers’ – uma funcionalidade mais associada ao WhatsApp e que ajudará a tornar as conversas no TikTok um pouco mais animadas.

Os ‘stickers’ oferecem opções de conversa visual mais divertidas e criativas e que incentivam a comunidade a criar e enviar seus próprios ‘stickers’ personalizados para que todos os possam usar, pode ler-se no comunicado.

Startups angolanas presentes no Startup Summit de Florianópolis

Quatro startups angolanas vão representar o país no Startup Summit de Florianópolis 2024, no Estado de Santa Catarina, Brasil, de 14 a 16 de Agosto, soube a redacção da MenosFios em nota oficial.

Segundo o comunicado, o grupo de 4 startups angolanas vêm de três províncias, nomeadamente: Startup Aki (Luanda), KilapiFood (Huíla), Qlinq (Cuanza Sul) e Clínica Virtual Auréola (Huíla), bem como a comitiva nacional vai contar com quadros seniores do Ministério da Indústria e Comércio e do INAPEM.

Em solo brasileiro, os startuppers angolanos irão desenvolver várias actividades com realce ao intercâmbio no domínio do ecossistema brasileiro, o aprimoramento de insights e a interação com as tendências multiversos do mercado digital e não só.

MAIS: Investimento nas startups angolanas é muito baixo, revela INAPEM

O Startup Summit de Florianólis 2024 é um evento tecnológico de inovação ocorre que anualmente, sendo um dos principais do Brasil. Organizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Sebrae, em parceria com a Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), o certame prevê a participação de mais de 1000 startups, 200 palestrantes e 10 mil participantes.

Lembrar que as Startups que segue viagem ao Brasil, foram selecionadas mediante manifestação de interesse feito em nome próprio pelas mesmas, após um convite público expedido pelo INAPEM a todos os actores do ecossistema angolano, na sequência de um outro convite formulado pela congénere brasileira.

Análise e avaliação de vulnerabilidades em redes

A crescente dependência das organizações em sistemas de TI para o gerenciamento de operações críticas aumentou significativamente a superfície de ataque para ameaças cibernéticas. A segurança das redes, que são o coração de qualquer infraestrutura de TI, tornou-se uma prioridade essencial para proteger dados sensíveis, assegurar a continuidade dos negócios e manter a confiança dos clientes.

É com essa análise que entra o Network VAPT (Vulnerability Assessment and Penetration Testing- Avaliação de vulnerabilidades e testes de penetração em português), é um documento técnico que detalha os resultados de uma avaliação de segurança de uma rede de computadores.

O Network VAPT é uma abordagem metodológica para melhorar a postura de segurança da sua organização através da identificação, priorização e mitigação de vulnerabilidades na sua infraestrutura. As fraquezas nas camadas de rede física subjacentes, a conceção da rede, a falta de correcções e aplicações mal configuradas podem introduzir enormes riscos para as organizações.

Estas falhas expõem a rede da organização à exploração de cibercriminosos maliciosos. Também têm um impacto negativo na reputação da organização e acabam por ser uma questão dispendiosa de resolver. É exatamente aqui que o VAPT para redes pode ajudar a revelar quaisquer falhas na rede ou nas aplicações e oferecer dados suficientes para ajudar a mitigar as ameaças.

O que é o VAPT de rede?

O VAPT de rede é o processo de avaliação que os profissionais de segurança fazem na rede do utilizador para encontrar potenciais falhas que os atacantes possam explorar. O principal objectivo de um teste de penetração de rede é identificar áreas vulneráveis em sistemas, redes, dispositivos de rede (como switches e routers) e anfitriões antes que os hackers as possam utilizar. Quando a camada de base está protegida e a segurança é reforçada em todos os aspectos, o risco de exposição das camadas superiores é automaticamente reduzido.

Os testes de penetração da rede revelam o acesso não autorizado a dados sensíveis. Uma vez conscientes das vulnerabilidades, as organizações podem reagir rapidamente para mitigar potenciais ataques à camada de rede.

Existem duas componentes dos serviços VAPT, a saber

1. Avaliação de vulnerabilidades: Refere-se ao processo de identificação, classificação e priorização das vulnerabilidades específicas dos sistemas informáticos, dos activos digitais das aplicações Web e da infraestrutura de rede. Inclui uma análise exaustiva através de várias validações de segurança para localizar as falhas no código pré-existente.

2. Testes de penetração: Trata-se de uma forma ética de penetrar ou explorar as vulnerabilidades existentes nas aplicações Web, nos sítios Web e nas redes. O objectivo principal é identificar os pontos fracos na postura de segurança e medir a conformidade da sua política de segurança. O processo de teste de penetração é mais complexo e vai um passo além da avaliação.

Nos testes de penetração, identificamos diversos factores que auxiliam na resolução de problemas, tais como: Análise de rede, Port Scanning (verificação de portas) e Análise de vulnerabilidades. 

Com o aumento da dependência das organizações em sistemas de TI, a segurança das redes tornou-se uma prioridade crítica para proteger dados sensíveis e assegurar a continuidade dos negócios. O Network VAPT  é uma abordagem metodológica que visa identificar, priorizar e mitigar vulnerabilidades na infraestrutura de rede.

Este processo ajuda a detectar falhas em camadas físicas, na concepção da rede e em aplicações mal configuradas, previne a exploração por cibercriminosos e ajuda a proteger a reputação da organização. O VAPT de rede é composto por duas componentes principais: a Avaliação de Vulnerabilidades, que identifica e classifica as fraquezas, e os Testes de Penetração, que exploram essas vulnerabilidades de forma ética para medir a eficácia das políticas de segurança da organização.