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Segunda-feira, Fevereiro 16, 2026
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Angola: mercado de internet móvel cresceu 19,14% em 2023

O mercado de internet móvel em Angola apresentou um crescimento significativo de 19,14% no primeiro trimestre de 2023, segundo avança o jornal Expansão que cita como fonte o Relatório Anual Estatístico de 2023 do Instituto Angolano das Comunicações (INACOM).

Na subscrição de internet móvel, o mercado cresceu 19,14% para 11.139.237 em relação a
2022. Neste mercado, a Africell ganha o principal destaque ao aumentar a quota no mercado em 12 pontos percentuais(p.p) para 29,6%, chegando agora a 3,29 milhões de assinantes, fruto da oferta dos pacotes competitivos de internet de baixo custo disponibilizado pela operadora, com origem no Libano e capital americano.

Por outro lado, a Unitel reduziu a sua participação no mercado em 11 p.p, para 65%, que corresponde a 7,23 milhões: Sendo que o resto, 5,48% pertence a Movicel que continua a reduzir a importância no mercado.

Este crescimento pode ser atribuído a vários fatores, como a expansão da infraestrutura de telecomunicações, a maior adoção de smartphones, e o aumento da acessibilidade a serviços de internet por parte da população.

Em 2023, 6.579.502 (70%) dos telemóveis com internet pertenceram à operadora Unitel, enquanto 2.55.829 (24%) pertenceram a Africell e apenas 563.957 (6%) eram da Movicel.

Quota de subscritores de internet móvel por operador em 2023

  • Unitel número de subscritores: 7.237.162 (65%)
  • Africell número de subscritores: 3.291.645 (30%)
  • Movicell número de subscritores: 610.430 (5%)

Apesar do crescimento, ainda existem desafios a serem enfrentados, como a necessidade de maior investimento em infraestrutura, a garantia de acessibilidade económica para todos os segmentos da população e a superação de barreiras educacionais para a utilização efetiva da tecnologia.

Angola Telecom perdeu mais de 63% dos clientes desde 2019

A Angola Telecom perdeu mais de 63% dos seus clientes nos últimos cinco anos, sendo 10.551 clientes na rede fixa de internet e 38.113 clientes na telefonia, onde não se modernizou e tem as infraestruturas degradadas, revela a última edição do Jornal Expansão.

Pelo que revela o semanário, a Angola Telecom está neste momento em falência técnica há vários anos, numa agonia em que não se vislumbra uma solução capaz dê a manter viva.

Além das dificuldades financeiras, enfrenta a crise do modelo de negócio, assente na rede fixa, e da quase inutilização das suas infraestruturas espalhadas pelo País, que hoje não funcionam.

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A situação de degradação atual da Angola Telecom começou a desenhar-se em 2003, quando deixou de ter o monopólio dos serviços de telefonia móvel, que era o negócio mais rentável da operadora. Na altura, o Governo decidiu separar o negócio dos telemóveis da Angola Telecom, criando a Movicel, que mais tarde, em 2007, foi privatizada.

Angola Telecom tinha 15,1% da quota do mercado de banda larga fixa em 2019, com 16.581 clientes ligados à sua rede, num universo de 109.662 clientes. Em 2023, a operadora que detém a maior rede de infraestruturas em termos de abrangência, conta apenas com 4,4% num mercado com 137.323 subscritos à rede fixa de internet. Em termos percentuais, Angola Telecom teve um forte declínio na sua quota de subscrição, ao registar uma queda de quase 11 pontos percentuais em apenas 4 anos.

Já no mercado de telefonia fixa, que é um negócio em extinção, com uma queda de mais de 30% nos últimos cinco anos do número de subscritores, caindo de 124.726 em 2019, para 86.613 em 2023, e a Angola telecom não consegui conservar a liderança do mercado que detinha até 2021, com 35,4% de quota de mercado na altura.

Apple vai facilitar substituição de bateria do iPhone

A Apple planeia facilitar a substituição das baterias nos seus iPhones, com o site The Information a avançar com a informação que a empresa se encontra a investigar uma nova tecnologia para tornar o processo mais fácil.

O método a ser desenvolvido pela Apple indica que será possível usar uma pequena descarga elétrica para desalojar facilmente a bateria, mais fácil do que o atual método mais minucioso que envolve a utilização de pinças.

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Notar que, mesmo que o processo de remoção e substituição de bateria facilite com os próximos modelos dos telemóveis da Apple, não é provável que a empresa recomende que qualquer um, o possa fazer. Assim sendo, é possível que a consulta de uma equipa especializada e profissional continue a ser recomendada.

Angola fornece cerca de 64% de internet ao Congo Brazzaville, revela Angola Cables

Angola fornece cerca de 64% de internet ao Congo Brazzaville e o que é uma transacção comercial normal, para o diretor Comercial da Angola Cables, Fábio José.

Segundo responsável, neste momento o país “desenvolveu uma rede de IPA extremamente forte e robusta, na qual o nosso vizinho também tira proveito”, explicou.

O gestor frisa que a Angola Cables possui vários cabos submarinos, sendo que a rede de transmissão e internet de dados da companhia é composta pelos cabos submarinos SACS, Monet e WACS.

Temos investimentos em vários Data Centers no mercado local e temos a componente de aplicações e desenvolvimento com várias empresas que já operam no mercado“, apontou.

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Fábio José considerou que a formação é fundamental para auxiliar a inovação, numa altura em que as empresas precisam, hoje, não só de fazer as certificações certas, mas também de se capacitarem.

O Governo, acrescentou, tem garantido igualmente vários programas de apoio, e as empresas, como têm necessidade de desenvolver talento humano, têm investido nesse sector.

Isso demonstra que há um foco na componente humana muito importante, e é uma atenção crítica à componente humana“, ressaltou.

Projeto “Cidadão Digital” vai capacitar mais de 60 mil pessoas em Benguela

O projeto CIDADÃO DIGITAL vai formar mais de 60 mil pessoas em literacia financeira até setembro deste ano na província de Benguela, revelou a Empresa Interbancâria de Serviços (EMIS).

Pelo que foi revelado, até ao momento mais de 44 mil e 785 pessoas foram alcançadas com a iniciativa desenvolvida desde outubro de 2023, com o apoio do Banco Nacional de Angola, em oito dos dez municípios da província, fruto de 21 mil e 654 atividades de sensibilização direta, 15 mil e 686 apresentações em audiovisual em empresas e instituições académicas, e 7.445 contactos em estabelecimentos comerciais.

Atualmente, é cada vez mais frequente o uso de ferramentas digitais e da internet, daí o aumento exponencial das burlas no país e a província de Benguela não escapa à onda de burladores que fazem cada vez mais vítimas.

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Para o supervisor do mercado da Pecuária, Alfredo Sabalo, quanto mais palestras o Cidadão Digital realizar, mais preparados os feirantes vão estar para lidar com as peripécias do mundo digital no dia-a-dia.

O CIDADÃO DIGITAL é um projeto da EMIS com o apoio do Banco Nacional de Angola (BNA), que visa ainda dar a conhecer as “melhores práticas” de utilização e formas de se evitar as ameaças financeiras dos utilizadores nas plataformas digitais.

Angola vai adquirir robôs para reforçar sector da saúde

Angola vai adquirir robôs do fabricante Microport, uma tecnologia que será implementada progressivamente em hospitais de nível terciário no país, com destaque em infraestruturas preparadas para acomodar alta complexidade.

A informação foi revelada na presença angolana na Reunião Anual sobre Cirurgia Robótica, realizada em Orlando/Florida, Estados Unidos da América, sendo chefiada pela Ministra da Educação, Sílvia Lutucuta.

MAIS: Ministério da Saúde vai contar com tecnologia de cirurgia robótica O contrato prevê, para além da compra de robôs, a manutenção dos equipamentos, formação de equipas médicas de enfermagem, engenheiros electromédicos e outros técnicos.
No evento referido evento, a delegação angolana participou em várias secções formativas como painelista, tendo transmitido as suas experiência do processo formativo especializados em Angola, para além de ter assistido várias sessões temáticas.

Startups devem apostar na inovação e criação de negócios impactantes, defende PMI

As startups angolanas devem investir na inovação para a criação de negócios que resolvam os reais problemas da sociedade, na opinião da vice-presidente de Marketing do Instituto International de Gestão de Projetos (PMI) Angola, Laurinda Chipalanga.

Falando na edição de 2024 do AngoTic, a especialista frisa que as startups nacionais devem ser resilientes, comprometidas a apresentar propostas que solucionam os principais problemas, seja a curto, médio ou longo prazo, contribuindo assim para o desenvolvimento de Angola e de África.

Laurinda Chipalanga aconselha ainda a ter uma atenção ao mau uso das redes sociais, principalmente pela aposta de mais ações formativas para a disseminação das boas práticas, padrões e políticas.

Por fim, reiterou que numa altura em que há constantes inconsistências no mau uso da informação, a inteligência artificial pode contribuir na componente da prevenção.

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Quanto a esta edição do AngoTic, a gestora considerou ser um evento “muito significativo”, visto que dá a oportunidade de negócios, bem como a formação e networking.

A edição deste ano do Angotic decorreu subordinada ao lema “Digitalizar, Conectar e Inovar”, onde possibilitou partilhar experiências e conhecimentos que potenciem a criação de um ambiente propício e atrativo ao investimento privado, entre outros.

O ANGOTIC é um evento global de tecnologias de informação e comunicação, realizado e promovido pelo Governo de Angola, através do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social.

ONU publica “princípios fundamentais” para combater desinformação online

A ONU apresentou recentemente os seus “princípios fundamentais para a integridade da informação”, que se destinam principalmente ao combate à desinformação ‘online’, repensando em particular o modelo publicitário das plataformas e redes sociais.

“Numa altura em que milhares de milhões de pessoas estão expostas a argumentos falaciosos, distorções [da verdade] e mentiras, estes princípios traçam um caminho claro, enraizado nos direitos humanos, incluindo os direitos à liberdade de expressão e opinião”, destacou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em comunicado.

Há um ano, o diplomata português apresentou uma nota de orientação onde destacava o “risco existencial” para a humanidade da desinformação ‘online’, mesmo antes do desenvolvimento meteórico de novas ferramentas de inteligência artificial (IA), onde propôs o desenvolvimento de uma espécie de código de conduta que serviria de referência nesta área.

Após consultas a vários intervenientes do setor, o documento publicado hoje, sem qualquer força vinculativa, enumera cinco princípios fundamentais: confiança e resiliência social; meios de comunicação social, independentes, livres e pluralistas; transparência e investigação; empoderamento público; e incentivos positivos.

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A ONU espera vê-los recusados pelos principais intervenientes – plataformas, meios de comunicação, estados e ONU.

Embora alguns estados sejam acusados de serem eles próprios fontes de campanhas de desinformação, o documento centra-se particularmente nas grandes empresas tecnológicas que permitem a difusão destas mensagens, como as redes sociais e os motores de busca.

A ONU apela a que se abstenham de espalhar informações falsas e discursos de ódio, em particular reforçando medidas para garantir a integridade da informação durante as campanhas eleitorais.

“A desinformação e o ódio não devem gerar exposição máxima e lucros massivos”, pode ler-se no texto, que apela assim ao questionamento dos modelos de publicidade automatizada (publicidade programática) das plataformas.

“Com um design tão opaco, os orçamentos publicitários podem inadvertidamente financiar indivíduos, entidades ou ideias que os anunciantes não pretendem apoiar, o que pode ser um risco material para as marcas”, frisou António Guterres.

O documento também apela ao envolvimento das agências de publicidade, unindo forças se necessário, para exigir transparência das plataformas da cadeia de publicação publicitária.

Centrando-se mais especificamente nos riscos colocados pela inteligência artificial, Guterres apela também no documento às empresas tecnológicas para que implementem uma sinalização clara de todos os conteúdos gerados pela IA.

Angola destaca capacidade tecnológica da China em África

A tecnologia chinesa tem proporcionado vantagens e benefícios aos países africanos, em particular, no domínio das infraestruturas conectividades, na opinião do ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges.

Falando no “Décimo Quinto Fórum Internacional sobre Investimento e Construção de Infraestruturas”, o responsável reitera que a China promove a industrialização tecnológica do continente africano, com um impacto relevante na concretização da agenda africana 2063 para o desenvolvimento sustentável.

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O governante angolano recordou que há pouco menos de um ano, Angola celebrou o quadragésimo aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas com a República Popular da China, como ponto mais alto da coexistência e cooperação fraterna.

João Baptista Borges destacou ainda que a China tem apoiado Angola desde o fim do conflito armado o processo de reconstrução e desenvolvimento nacional, mantendo-se, assim, imprescindível a participação do investimento chinês em Angola, no sector de Energia e Águas.

Movicel perdeu mais de 56,7% dos clientes em 2023

A Movicel perdeu mais de 56,7% dos clientes até ao terceiro trimestre de 2023, isto é, 1,383 milhões de clientes, revelou o mais recente relatório do Instituto Angolano das Comunicações (INACOM).

Pelo que revela os dados, dos 2,437 milhões de clientes anteriores, a empresa agora tem apenas 1,054 milhões.

A empresa deixou o segundo lugar do ranking das maiores operadoras, em termos de clientes, agora detém a última posição, com uma quota de mercado de somente de 4,1%. É superada pela Africell, mesmo sem grandes infraestruturas e com quase dois anos de operação, com 24,1% da quota de mercado, com 6,231 milhões de clientes.

Entretanto, a líder invicta continua a ser a Unitel, com 18,564 milhões de clientes, que representam uma quota de 71,8%.

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Nos últimos tempos, os funcionários da Movicel lamentam as condições atuais da operadora, com os serviços a perderem completamente a qualidade fruto da falta de investimento nas infraestruturas.

Já a mais de uma semana que os colaboradores estão em greve geral, devido à falta de salários há quase seis meses. Na sede da empresa, os trabalhadores foram suspensos depois de uma tentativa falhada da Administração de travar a paralisação diante de uma reunião com alguns funcionários, por sinal a primeira desde que a empresa entrou numa crise profunda.