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Segunda-feira, Fevereiro 16, 2026
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[Angola Startup Summit] Falta de literacia e informação financeira entre os principais problemas

A falta de literacia e informação financeira, assim como a falta de um fundo de investimento direcionado ao segmento do empreendedorismo digital, são alguns dos principais problemas no ecossistema de startups em Angola, segundo vários especialistas que estiveram presentes na edição de 2024 do Angola Startup Summit.

Segundo Augusto Firmino, da startup Sócia, falando ao Expansão, “a aversão ao risco é ainda um problema grave que impede as startups de se financiarem“.

Se não mudarmos o modelo tradicional de investimento, sendo muito focado em comprar títulos de dívida pública, sendo investimentos mais seguros e de retorno garantido, vai ser muito difícil o ecossistema das startups ser preponderante na economia do País“. Disse o Founder.

Para o fundador, é fundamental mudar essa abordagem, pois desta forma não estaremos a ajudar o Estado. “Com os investimentos nessas empresas aumentamos a base de tributação do Estado. Temos de apostar na nova economia e nos novos modelos de negócios. É um pressuposto até para a sustentabilidade do Estado que temos”, frisou.

MAIS: [Angola Startup Summit] Governo vai continuar a adotar decisões que elevam o papel das tecnologias

De modo geral, as startups em estágio inicial conseguem auto financiar-se por se tratar de um investimento muito baixo. Entretanto, numa fase mais avançada, também designada por idealização na linguagem do ecossistema, a injeção de capital externo é primordial para lhe dar escalabilidade.

Estamos num momento de formação neste tipo de empreendedorismo em Angola. Hoje já há uma grande preocupação com metas, analisam-se mais os números, assim com há uma busca pela qualidade, isso é fruto da maturidade dos empreendedores”.

Já Paulo Renato, gerente de inovação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), disse ao Expansão que a solução para Angola pode ser a que o Brasil optou, que passou por criar mais de 40 fundos de investimento direcionados para startups.

O nosso ecossistema de startups tem 15 anos, hoje temos mais de 20 mil startups consolidadas, entre elas 22 já são unicórnios [startups com valor de mercado acima de mil milhões USD]“, disse o gestor.

Segundo Paulo Renato, o Estado tomou a iniciativa de criar os fundos e depois entregou a privados, com equipas de suporte que acompanham e estudam milimetricamente o segmento do empreendedorismo digital do país para uma melhor abordagem.

WhatsApp lança filtros para conversas favoritas

O WhatsApp pretende dar aos utilizadores da app de mensagens uma forma mais rápida de acederem às suas conversas favoritas, nomeadamente introduzindo um filtro onde será possível mostrar apenas os contactos escolhidos previamente.

A informação foi avançada pelo site WABetaInfo na mais recente versão beta do WhatsApp para Android e, de acordo com a publicação, a funcionalidade usará os filtros que foram introduzidos recentemente na app. Além dos filtros que permitem ver todas as conversas, apenas as que têm mensagens não lidas ou os grupos, será agora possível mostrar as conversas favoritas.

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Apesar de já haver uma imagem com esta novidade implementada, os utilizadores da versão final do WhatsApp só devem poder contar com ela numa das próximas atualizações.

MrBeast é o novo ‘rei’ do YouTube

O YouTuber Jimmy Donaldson – mais conhecido como MrBeast – conseguiu ter o canal com mais seguidores do YouTube, ultrapassando o canal T-Series.

“Depois de seis anos, finalmente vingámos o PewDiePie”, escreveu Donaldson na rede social X, lembrando o ‘embate’ entre o youtuber sueco e o canal de música.

Atualmente o canal de MrBeast conta com mais de 269 milhões de seguidores, enquanto o canal T-Series tem 266 milhões de seguidores.

Angola em destaque no ranking do Ecossistema Global de Startups

Angola tem se destacado cada vez mais quando o assunto é empreendedorismo digital, onde podemos ver isso no mais recente relatório sobre o “Ecossistema de Empreendedorismo e Startups de Angola”.

No mais recente ranking da Classificação Global das Startups (Global Startup Ecossystem, na língua inglesa), a capital do país Luanda subiu 90 lugares e ocupando este ano a pontuação global de 485, no universo de mais de 1000 cidades avaliadas, segundo o relatório anual da Startup Blink.

A publicação coloca a capital angolana na 1ª posição do ranking da Região Central de África, colocando-a entre as 7 cidades destacadas no relatório pela sua performance, no total de mil cidades analisadas.

Na cronologia dos factos, Angola, entrou pela primeira vez no referido ranking em 2021, na altura, ocupou a posição 115 entre os países, tendo a cidade de Luanda ficado pela posição 952, conforme à análise do estudo em referência.

MAIS: [AngoTIC 2024] Mais de cem startups confirmadas no evento

Desde então, o país registou um movimento frenético e vibrante do ecossistema local, tendo consolidado essa classificação com o tempo. Em 2022, subiu mais 18 lugares na sua classificação como País, perfilando na posição 97, e, enquanto cidade, cresceu mais 321 lugares, ascendendo para a posição 631. No ranking de 2023, Luanda obteve a posição 575.

O relatório deste ranking é acedido e lido por milhares de diferentes entidades em todo o mundo, incluindo policymakers (gestores de políticas, em português) e investidores que procuram mercados com grande potencial de crescimento para investir em soluções disruptivas.

Este resultado, sinaliza à assertividade da posição do INAPEM, enquanto ente promotor da estratégia de desenvolvimento de um ecossistema de empreendedorismo e inovação cada mais vez robusta, competitivo e atrativo, quer a nível interno e externo.

Programação com ChatGPT? 52% das respostas são incorretas, revela estudo

Os programadores recorrem a chatbots como o ChatGPT da OpenAI para os ajudar a programar. Até aqui tudo bem, mas um estudo recente revela que há um problema. 52% das respostas de programação geradas pelo ChatGPT estão incorretas. Isso mesmo, leu bem, 52%!

Para o estudo, os investigadores analisaram 517 perguntas no Stack Overflow e analisaram a tentativa de resposta do ChatGPT.

Descobrimos que 52% das respostas do ChatGPT têm informações incorretas, 77% das respostas são mais detalhadas do que as respostas humanas e 78% das respostas têm diferentes graus de inconsistência em relação às respostas humanas

De referir que para o estudo os investigadores escolheram o GPT-3.5 em vez do GPT-4 , a versão mais recente do modelo de linguagem no momento do estudo. Deve-se notar que os investigadores realizaram também testes paralelos com o GPT-4 e concluíram que, embora o modelo mais recente tenha um desempenho “ligeiramente melhor”, ambos apresentam uma alta taxa de imprecisão.

Multicaixa Express cresce 83,9% e impulsiona sector dos pagamentos

O Multicaixa Express está a impulsionar os movimentos com cartões, com um volume de 2,5 biliões de kwanzas, no primeiro trimestre de 2024, um crescimento de 83,9%, em relação ao mesmo período de 2023.

O levantamento foi feito com base nos dados da Empresa Interbancária de Serviços (EMIS) que demonstra ainda um cenário positivo com as transações nos Multicaixas Express, em abril, registando um crescimento de 102,6 por cento, em relação ao período homólogo, com um total de 909,4 mil milhões de kwanzas movimentados.

Cinco anos depois do seu lançamento, em abril de 2019, o serviço Multicaixa Express, que permite a efetivação de pagamentos de serviços e transferências de dinheiro entre os utilizadores sem a utilização de um cartão físico, registou no mês de abril, cerca de 1,2 milhão de números válidos de utilizadores do serviço, com 846,9 contas ativas.

Os dados do mercado revelados dão um forte indício de que com os avanços tecnológicos no país, a inovação e regulamentação segue uma trajetória de contínua evolução do sector de pagamentos ao longo dos últimos anos.

MAIS: Multicaixa Express já permite pagamentos via QR CODE

Segundo o Relatório Anual e Conta 2023, do Banco Nacional de Angola (BNA), o Sistema de Pagamentos de Angola (SPA), em 2023, registou 1.595 milhão de operações, no montante de 211,32 biliões de kwanzas, tendo as operações do Multicaixa se destacando, com uma quota de 98,35 por cento do total de operações processadas.

Dados mais recentes da EMIS apontam ainda que em conjunto, o valor de transações com o Caixa Automática (CA), Terminais de Pagamentos Onlines (TPA), Host to Host (H2H) e Gateway de Pagamentos Online (GPO) registaram um aumento de 44,2 cento, no primeiro trimestre na comparação homóloga.

O valor movimentado com cartões multicaixa, no primeiro trimestre de 2024 foi de 7,3 biliões de kwanzas, quando registou cerca de 472,99 milhões de movimentos.

EUA detêm homem suspeito de gerir maior rede de ciberataques do mundo

As autoridades norte-americanas detiveram um homem suspeito de se dedicar durante quase uma década a ciberataques, que geraram lucros de 99 milhões de dólares (91,6 milhões de euros) e permitiram a ‘hackers’ realizar ataques que causaram prejuízos de milhares de milhões.

Este homem, de nacionalidade chinesa, é suspeito de gerir uma grande ‘botnet’ – conjunto de programas ligados à Internet que comunicam com outros programas similares, a fim de executar tarefas – o que permitiu gerar milhões em lucros através da revenda a criminosos que utilizaram este esquema para o roubo de identidades, exploração de crianças ou fraude financeira.

O Departamento de Justiça dos EUA citou o diretor da polícia federal norte-americana (FBI), Christopher Wray, referindo que a ‘botnet’ “911 S5” – uma rede de computadores infetados por ‘malware’ em quase 200 países – era provavelmente a maior do mundo.

A Justiça norte-americana sublinhou, em comunicado divulgado na quarta-feira, que Yunhe Wang, de 35 anos, foi detido em 24 de maio.

Os cibercriminosos utilizaram esta rede de computadores para roubar “milhares de milhões de dólares de instituições financeiras, emissoras de cartões de crédito e programas de empréstimos federais desde 2014”, de acordo com uma acusação apresentada no distrito leste do Texas.

O gestor desta ‘botnet’ vendeu o acesso aos 19 milhões de computadores Windows que ‘infetou’ a criminosos que “utilizaram esse acesso para cometer uma série impressionante de crimes que vitimaram crianças, ameaçaram a segurança das pessoas e fraudaram instituições financeiras e programas de empréstimos federais”, destacou o procurador-geral dos EUA, Merrick Garland.

Os ‘hackers’ que compraram acesso à rede de Wang foram responsáveis por mais de 5.900 milhões de dólares (5.500 milhões de euros) em perdas estimadas devido a fraudes.

As autoridades norte-americanas estimaram ainda que 560.000 pedidos fraudulentos de subsídio de desemprego tiveram origem em computadores comprometidos.

Wang geria alegadamente a ‘botnet’ através de 150 servidores dedicados, metade destes alugados de provedores de serviços ‘online’ baseados nos EUA.

A acusação refere também que Wang utilizou os seus ganhos ilícitos para comprar 21 propriedades nos Estados Unidos, China, Singapura, Tailândia, Emirados Árabes Unidos e São Cristóvão e Nevis, país onde obteve cidadania através de investimento.

A Justiça norte-americana agradeceu, no comunicado, à polícia e outras autoridades de Singapura e da Tailândia pelo seu apoio na operação.

Investigação revela apps maliciosas com mais de 5,5 milhões de downloads na Play Store

A empresa de segurança Zscaler divulgou que conseguiu identificar mais de 90 aplicações maliciosas na loja virtual do Android que, no total, contam com mais de 5,5 milhões de instalações.

Como conta o site BGR, a avaliação da Zscaler adianta que algumas destas aplicações parecem inofensivas ao início, mas, após serem instaladas, começam a fazer download de software malicioso como se se tratasse de uma atualização comum.

MAIS: Play Store agora permite baixar 2 aplicativos ao mesmo tempo

“As recentes campanhas conduzidas por agentes perigosos enaltecem os riscos diante dos utilizadores de Android, em múltiplas regiões demográficas, que fazem download destas aplicações maliciosas da loja Google Play”, adianta a Zscaler.

Empresa chinesa quer lançar mais de 10.000 satélites para o espaço

A Starlink vai deixar de estar sozinha no espaço, uma vez que uma empresa da China planeia lançar 10.000 dispositivos para a órbita da Terra, no sentido de competir com a constelação de satélites de Elon Musk.

De acordo com a SpaceNews, a empresa chinesa Shanghai Lanjian Hongqing Technology Company ou Hongqing Technology, associada à fabricante privada de foguetões Landspace, tem planos ambiciosos para uma constelação gigante de vários satélites na órbita baixa da Terra, para fornecer Internet em todo o mundo, especialmente em locais remotos.

A constelação chinesa chamar-se-á Honghu-3, onde a empresa apresentou o pedido de rede de satélites à União Internacional de Telecomunicações no dia 24 de maio.

Apesar de não circularem muitas informações relativamente à constelação, o plano relativo à Honghu será a terceira grande iniciativa de entidades chinesas para instalar constelações de satélites em grande escala no espaço.

Antes da constelação Honghu, terá havido duas outras grandes propostas chinesas de mega-constelações, nomeadamente o “plano nacional Guowang e o G60 Starlink apoiado por Xangai“.

MAIS: Zimbabué aprova licença da Starlink

A Hongqing Technology, sediada em Xangai, é conhecida pela sua tecnologia de propulsão Hall thruster. Xangai está a emergir como um centro de desenvolvimento espacial comercial, graças ao projeto G60 Starlink e à visão nacional global da China para uma infraestrutura líder de Internet por satélite.

Aliás, várias empresas de foguetões comerciais na China estão a preparar-se para lançar constelações de satélites em órbita: além da Landspace, também a Space Pioneer, a Galactic Energy, a iSpace, e outras, estão na corrida para concretizar estes projetos de lançamento.

Com estas novidades vindas da China, a corrida para dominar o mercado da Internet por satélite parece estar a aquecer. No entanto, importa lembrar que a enorme frota de satélites representa uma ameaça significativa para a astronomia devido à poluição luminosa e à interrupção das observações. Isto, claro, além do aumento de lixo espacial, com satélites que, eventualmente, deixarão de funcionar.

Os astrónomos receiam que o brilho das constelações de satélites interfira com as observações do céu noturno, pois os satélites produzem riscas de luz que podem obstruir a visão das estrelas e de outros objetos celestes. Isto dificultará, também, a captura de fotografias nítidas do Universo. Além disso, dado o grande número de satélites, é provável que estes passem pelos campos de visão dos telescópios.

Com os milhares de satélites que se espera que se acumule na órbita baixa da Terra, o risco de colisões poderá aumentar significativamente nos próximos anos.

Startup ENDORECE vence 1ª edição do concurso de empreendedorismo LISPA na Estrada

A startup ENDOCARE, que tem como objectivo a criação de um sistema inteligente para o diagnóstico e identificação da endometriose e do síndrome do ovário policístrico, foi a grande vencedora da 1ª edição de 2024 do concurso LISPA na Estrada em Benguela, um programa nacional que apoia ideias inovadoras, organizado pelo Laboratório de Inovação do Sistema de Pagamentos de Angola (LISPA).

Segundo o que foi revelado, o projeto que ainda tem como base a criação de espaços para acompanhamento e tratamento especializado para a endometriose, recebeu como prémio 1.000.000,00 (Um Milhão de Kwanzas).

MAIS: Prémios Sirius: LISPA distinguida com o “Prémio Programa de Desenvolvimento Digital

O LISPA na Estrada é uma iniciativa que visa proporcionar experiências diferenciadas para jovens empreendedores das diversas províncias de Angola, com o apoio das delegações regionais do Banco Nacional de Angola e o Ministério do Ensino Superior e Tecnologia.

O evento consistem em um bootcamp de 3 dias inteiros onde os jovens empreendedores poderão trabalhar nas suas ideias com o suporte de uma equipa especializada no empreendedorismo e criar conexões com outros jovens e mentores.