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Segunda-feira, Abril 13, 2026
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Consultório MenosFios: Como funciona a tecnologia de carregamento rápido da Xiaomi

A Xiaomi tem vindo a testar os limites da tecnologia para proporcionar uma experiência de topo em bateria e carregamento com a sua tecnologia HyperCharge. Velocidade de carregamento mais rápida e maior capacidade da bateria são ainda um desafio para os engenheiros. Num espaço compacto, tendo como exemplo o Xiaomi 11T Pro, este não está apenas equipado com uma carga rápida de 120W, mas também com uma bateria de 5000mAh.

Mas como é que isto se consegue e como funciona a tecnologia de carregamento rápido? No Consultório MenosFios de hoje mostramos como funciona essa tecnologia.

Para conseguir este marco, a Xiaomi utiliza uma combinação de uma nova estrutura de carregamento, aplicação de grafeno em baterias de iões de lítio e 3 tecnologias combinadas que resulta no chamado sistema HyperCharge: tecnologia de baterias MTW, tecnologia de carga MI-FC e tecnologia LiquidCool.

A relação entre tensão e corrente é ajustada para melhorar a potência de carga. As bombas de carga dupla ajustam a voltagem e a amperagem para se conseguir um equilíbrio perfeito, reduzindo a voltagem e aumentando a amperagem para ultrapassar as limitações convencionais de voltagem e permitir uma maior potência.

Como uma bateria única é limitada, a estrutura da bateria de duas células duplica a entrada disponível. No Xiaomi 11T Pro, por exemplo, a capacidade típica da bateria é de 5000mAh. A bateria é dividida em duas estruturas de células de 2500mAh. É utilizado também um melhor controlo térmico com uma maior entrada de corrente.

O MTW (Multi Tab Winding) é uma nova tecnologia de bateria que melhora o fluxo de corrente para a bateria. O MTW apresenta múltiplos ânodos e separadores catódicos para permitir um trajeto de corrente mais curto, menor resistência interna e melhor controlo térmico com uma maior entrada de corrente.

Esta tecnologia é a derradeira experiência de carregamento com uma produção eficiente e consistente de alta energia. Convencionalmente, a velocidade de carga diminui significativamente à medida que a bateria se aproxima dos 100%. O Mi-FC prolonga o tempo de corrente elevada e suporta monitorização da corrente e tensão da célula em tempo real. Como resultado, isto reduz significativamente o tempo de carregamento.

Usando a tecnologia “graphene-based lithium-ion”, as baterias do Xiaomi 11T Pro têm maior condutividade do que as baterias tradicionais.

A Xiaomi utiliza medidas de segurança adicionais para assegurar que não há compromissos na duração de vida da bateria. Com a tecnologia LiquidCool, a dissipação de calor é rápida para que o carregamento seja sempre eficiente.

Além disso, apresenta 34 características de segurança para o carregamento da bateria, abrangendo todo o ciclo de carga desde o carregador, passando pelo circuito, até à bateria. Os nove sensores térmicos monitorizam a temperatura em tempo real, assegurando que o carregamento é sempre seguro.

Outra das prioridades da fabricante passa por assegurar uma duração otimizada de vida para baterias mais seguras e mais duráveis. A bateria é construída com uma proteção de carregamento a alta temperatura, uma proteção de descarregamento a alta temperatura e uma proteção de dupla sobrecarga.

O circuito apresenta uma proteção de entrada USB sobre tensão, proteção de entrada USB sobre corrente e proteção de entrada USB sob tensão. O carregador dispõe de uma proteção contra curto-circuito, proteção contra sobrecorrente e proteção contra sobretensão.

Em resumo, segundo a Xiaomi, com a tecnologia Hypercharge de 120W, é possível garantir de uma proteção profissional completa do dispositivo.

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Esse foi o Consultório MenosFios de hoje, onde pedimos que os nossos leitores as comentem e que contribuam com informações adicionais que julguem serem necessárias sobre esse mesmo tema.

Todas e quaisquer questões que gostassem de ver aqui respondidas devem ser colocadas no canal de comunicação exclusivo e dedicado ao consultório Menos Fios.

Falamos do email criado para esse fim: [email protected]. Este é o único ponto de receção das questões que nos enviarem. Usem-no para nos remeterem as vossas questões, as vossas dúvidas ou os vossos problemas. A vossa resposta surgirá muito em breve.

A China na conquista da Inteligência Artificial

A China é uma das potências mundiais mais poderosas atualmente, com gigantescos investimentos em desenvolvimento civil e militar, está a se destacar em avanços do campo da inteligência artificial (IA). Mas com a crise de microchips e o histórico de rápido sucesso do ocidente nas pesquisas e aplicações da IA, o país começou a potencializar os seus esforços económicos e científicos para alcançar este mercado tecnológico.

E em poucos anos, ocupou o segundo lugar do país que mais investe em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de IAs e demonstra que tem conseguido alcançar a atenção mundial nesta corrida pelo podium.

Construir pontes de inovação

Antes da entrada de Deng Xiaoping como líder do país em 1978, a China viveu num atraso científico gigantesco devido aos valores socioculturais estabelecidos pelos governos anteriores e pelos embargos económicos dos Estados Unidos (EUA) durante a Guerra Fria.

As reformas trazidas por Xiaoping abrem o mercado chinês, inserem valores culturais que priorizem a educação e aumentam o foco nos investimentos em P&D, faz com que a China entra num rápido crescimento tecnológico e científico.

O país iniciou os seus primeiros desenvolvimentos em IA na década de 2010, focadas no mercado privado com sistemas ligados à internet das coisas, big data, computação em nuvem e outras tecnologias da informação.

Isso animou os pesquisadores e os investidores do mercado mundial na área, o que levou o país a começar aplicações governamentais, inserir a tecnologia na produção, manutenção e melhoria da infraestrutura física e social do país. Porém, os avanços da China nunca foram bem vistos por parte da comunidade internacional, ainda mais por aqueles que se declaram ser os principais rivais desta potência.

Os EUA têm avançado contra o país desde a sua revolução em 1949, onde implementou estrategicamente diversas sanções económicas e industriais para frear os avanços tecnológicos e científicos da China. A qual não mediria esforços para contornar esta situação e garantir um lugar no podium de uma corrida que só começava.

Uma corrida caótica

Uma IA avançada é uma tecnologia que necessita de altíssimos recursos computacionais, ainda mais quando se trata de aplicações mercado lógicas e do campo de administração pública de um dos maiores países do mundo. Para isso é necessário uma grande e diversa cadeia de produção e desenvolvimento especializada no ramo, que entregue profissionais, softwares e hardwares de qualidade.

Foi então que, na metade da década de 2010, a China iniciou investimentos industriais focados nesta demanda, perdeu parte da sua dependência de importação de outros países.

A iniciativa de novos investimentos, se provaria essencial nos anos seguintes, devido a novas sanções económicas estabelecidas pelos EUA, motivada por um escândalo de espionagem e roubo industrial que envolvia um cidadão chinês ligado ao ramo da tecnologia.

Em 2017, o Conselho do Estado da China publicou o “Plano de Desenvolvimento em Inteligência Artificial da Próxima Geração”, que visa tornar a China o país líder em tecnologia IA até 2030.

O plano possui três objetivos principais: o primeiro é acelerar as pesquisas na área com altos investimentos públicos/privados e promover programas de inovação tecnológica; o segundo é fazer a integração da IA em variados sectores da economia chinesa, incluindo saúde, transporte, manufatura e militar; e o terceiro prevê um foco na consciencialização e compreensão civil sobre a área.

O governo chinês é um dos governos que mais investem em P&D e aplicação de IAs no quotidiano da sua população. Ela já acompanha o aprendizado e concentração dos alunos, participa na produção e transporte da indústria de base, coordena os funcionários robôs na indústria de consumo, auxilia no armazenamento das centenas de terabytes de dados dos cidadãos e opera em diversos campos do robusto Exército de Libertação Popular.

Mas não é só o governo que faz frente no desenvolvimento da área, empresas como Alibaba, Baidu e a iFlytek, são as maiores empresas no ramo que atuam no país. O Baidu destacou-se no princípio do ano com o anúncio do seu framework de processamento de linguagem natural, Ernie Bot, que ainda não tem data de lançamento e não possui indícios de ser um competidor direto ao ChatGPT.

Em 2018, a China ultrapassou os EUA em três lugares, como a maior possuidora de patentes de IA, a maior produção científica e a maior quantidade de citações académicas no mundo, além de estar em segundo lugar em quantidade de especialistas e companhias focadas no campo.

No entanto, tais conquistas despertam a atenção daqueles que perdem com elas, o que gera tensões ainda maiores quando se trata do embate entre as duas maiores potências do planeta.

O governo dos EUA demonstrou forte apreensão a respeito do rápido avanço da China na corrida das IAs, ainda mais com as aplicações militares e farmacêuticas que surgiram a partir do plano de 2017, o que ajudou a tencionar outros conflitos vigentes entre as duas hegemonias.

Conflitos inacabados

A produção dos avançados microchips da TSMC, sempre é trazida como um dos principais temas de debate sobre o conflito China-Taiwan. Tais microchips, são peças-chave para o desenvolvimento de IAs de altíssima capacidade.

A tensão aumentou com a entrada dos EUA a oferecer o suporte diplomático a Taiwan, onde juntos iniciaram extensas restrições de comércio tecnológico à China; aumentaram as taxas de exportação, limitaram os diversos acessos a patentes de microchips e até proibiram certas empresas de fazerem qualquer partilha de conhecimento científico ao país.

Por mais que a China tenha ganhado grande independência industrial na área, ela ainda fazia importações pontuais para a sua produção, o que foi bastante dificultado com as inúmeras restrições.

Além das complicações geopolíticas, a China é conhecida por ser um dos países com maior nível de vigilância civil do mundo. E com a aplicação das IAs neste campo, as capacidades do governo armazenar os dados dos seus cidadãos é enorme; reconhecimento facial, de voz, de consumo e até de comportamento social, são coletados para usos de ordem governamental.

O uso das IAs de maneira autocrática, pode causar danos ou cercear os direitos de uma sociedade, criando assim, uma aversão irracional a uma extraordinária ferramenta. Além dos riscos à liberdade de expressão e à democracia, que diminuiriam a confiança da população no governo e nas empresas que usam essa tecnologia.

Tais usos indevidos das IAs, não se limitam apenas à China. Os EUA já esteve nos holofotes pelo alto grau de vigilância e uso indevido de informações dos seus cidadãos. Além dos diversos casos trágicos de ataques aéreos norte-americanos realizados por drones, que mataram centenas de civis em mais de cinco países do oriente.

Uma tecnologia com finalidades nobres, quando usada por entidades mal intencionadas, perdem o seu sentido original juntamente com as vítimas destas más intenções.

Reflexões

Não há como negar o grande avanço que a China obteve nos domínios da P&D de IAs, sabe investir, planejar e aplicar as suas descobertas nas áreas civis e continua a transformar sempre a indústria de base e de consumo do país.

E como potência mundial, não limitou os seus esforços na expansão da automatização do seu corpo militar, criou uma das forças militares mais artificialmente inteligentes do mundo. Possui um avanço sistema de logística de integração militar, que conecta os cinco braços militares do país: forças terrestres, aéreas, marinhas, de mísseis balísticos e a força de apoio estratégico.

Quem é Jack Teixeira, o informático suspeito de revelar documentos confidenciais dos EUA?

Aos 21 anos, Jack Teixeira foi detido por revelar documentos militares norte-americanos confidenciais num grupo na plataforma Discord, onde eram habituais conversas sobre Deus, guerras e armas. Teve acesso à informação enquanto membro da Guarda Aérea Nacional.

Conversas sobre guerras e videojogos, preferências de armas, piadas racistas e momentos de oração marcavam o grupo “Thug Shaker Central”, na plataforma Discord, onde Jack Teixeira partilhou documentos militares norte-americanos altamente confidenciais. O membro da Guarda Aérea Nacional de Massachusetts, nos Estados Unidos, detido na quinta-feira, tem 21 anos e é lusodescendente.

Os documentos divulgados revelam ações de espionagem dos Estados Unidos a aliados, inimigos e dados sensíveis dos serviços secretos militares sobre a guerra na Ucrânia. O jovem será acusado da subtração não autorizada de informações classificadas de defesa dos Estados Unidos, avançou o procurador-geral norte-americano, Merrick Garland, na sequência da detenção.

Identificado como “O.G.”, Teixeira publicou o material durante meses, inicialmente com as suas próprias anotações e, desde há alguns meses, com imagens de documentos com marcas de dobras, porque sentiu que as suas redações não eram levadas a sério, disse à AP um membro do grupo que recusou a identificar-se.

A mesma fonte indica que o jovem era um cristão que frequentemente falava de Deus, orava com os membros do grupo de conversação e, enquanto estava alistado, opôs-se a muitas das prioridades do Governo dos Estados Unidos, mas frisa não acreditar que este tenha divulgado os documentos por motivos ideológicos.

Na Guarda Aérea Nacional desde 2019, o jovem era aviador de primeira classe e “especialista em sistemas de transporte cibernético”, ou seja, um perito em tecnologias de informação responsável pelas redes de comunicações militares. Nesse papel, teria um nível mais alto de habilitação de segurança porque também teria a responsabilidade de aceder e garantir a proteção da rede, disse um oficial de defesa à agência noticiosa.

Quando questionado sobre como um militar tão jovem poderia ter acesso a documentos altamente confidenciais, o porta-voz do Pentágono, Patrick Ryder, disse ser da natureza dos militares confiarem nos seus membros mais novos grandes níveis de responsabilidade, incluindo questões significativas de segurança.

A Guarda Nacional emitiu um comunicado em que realça encarar o tema “muito a sério”. “A segurança nacional é nossa principal prioridade e qualquer tentativa de miná-la compromete os nossos valores e degrada a confiança entre os nossos membros, o público, aliados e parceiros”, pode ler-se na nota.

WhatsApp reforça segurança para prevenir roubos de conta

O WhatsApp anunciou uma série de novas funcionalidades de segurança que farão com que seja muito mais difícil roubar a sua conta. Uma destas novidades ficará evidente quando trocar de dispositivo móvel.

Ao trocar de telemóvel, o WhatsApp poderá pedir ao utilizador que use o antigo dispositivo para confirmar que quer transferir a conta para o novo equipamento. Caso já não tenha acesso ao seu antigo dispositivo, o WhatsApp poderá enviar um novo código para completar este passo.

MAIS: WhatsApp. Agora é possível ter o mesmo número em dois telemóveis

Esta e outras funcionalidades de segurança serão lançadas pelo WhatsApp ao longo dos próximos meses, com a empresa a recomendar aos utilizadores que ativem a autenticação por dois fatores.

LinkedIn lança sistema de verificação de identidade

O LinkedIn anunciou que vai lançar algumas funcionalidades na plataforma e, entre elas, está um sistema de verificação de identidade.

Como conta o site CNet, este sistema foi criado para desmantelar esquemas de utilizadores que dizem ter trabalhado numa empresa quando, na verdade, não faz parte da respetiva experiência profissional.

MAIS: Consultório MenosFios: Sete dicas para impulsionar o seu perfil do LinkedIn

A funcionalidade em questão permite a qualquer utilizador confirmar que trabalha na empresa que refere, enviando um e-mail de confirmação para o respetivo endereço profissional. Após ser testada com um número limitado de empresas, esta novidade já se encontra disponível para todos os utilizadores do LinkedIn.

Quando conheces contactos profissionais pela primeira vez, precisas de sinais adicionais de confiança para teres a certeza de que são quem dizem ser, justificou uma das executivas da Microsoft, Joy Chik, numa publicação de blogueAo olhar para uma verificação, os membros e organizações podem ficar mais tranquilos de que as pessoas com quem colaboram são autênticas e que as filiações profissionais nos seus trabalhos são precisas.

Reveladas mais informações do novo MacBook Air

Tudo indica que a Apple aproveitará o evento WWDC em junho para apresentar oficialmente um novo MacBook Air de 15 polegadas e, a julgar pelos mais recentes rumores, parece que há bons motivos para esperar por este lançamento.

Isto porque, de acordo com o China Times, o novo MacBook Air deverá estar equipado com chips produzidos num processo de 3nm – mais poderosos do que os atuais chips de 5nm utilizados nos computadores da Apple.

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Ainda teremos de aguardar pela chegada deste MacBook Air de 15 polegadas ao mercado mas, por enquanto, parece que estes computadores se apresentam como promissores.

Presença de mulheres no sector das tecnologias em Angola em níveis baixos

A presença de mulheres no sector das tecnologias em Angola é ainda muito baixos aos níveis, propriamente com 9.1%, revelou o diretor nacional de Tecnologias e Inovação do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, José Alcochete.

O especialista que falava no Fórum “Mulheres e Jovens Mulheres na Ciência em Angola” sobre o tema “Importância da Inclusão Digital para a Educação da Mulher e Jovem Mulher na Ciência, Tecnologia e Inovação”, disse que no país, em matéria de investigação científica por parte de mulheres, ainda apresenta índices muito baixos em relação a muitos países da região, na ordem de 27 por cento.

José Alcochete referiu que nas áreas de engenharia e tecnologia, Angola apresenta ainda níveis mais baixos com 9.1 por cento. Quanto à produtividade científica, de 2005 a 2014, o país teve 17 publicações científicas, um número que subiu ligeiramente nos últimos anos.

De forma resumida, frisou o diretor nacional de Tecnologias e Inovação do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, até 2013, Angola tinha apenas 27 por cento de mulheres que se dedicavam à investigação científica.

Já o representante da UNESCO em Angola, Mesquita Vale, defendeu a necessidade de um maior interesse por parte das mulheres nas ciências como a Matemática, por ser fundamental para que a inclusão digital seja um facto, visando contribuir no desenvolvimento de competências digitais.

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De acordo com os dados da UNESCO, os homens ainda ocupam quatro vezes mais as probabilidades das mulheres em possuir competências digitais avançadas, como, por exemplo, no sector da programação de computadores.

Mesquita Vale esclareceu que cientificamente não há nenhuma diferença biológica ou orgânica que diz que o cérebro da mulher é menos adaptado às situações tecnológicas, inovação ou de outras ciências como a Matemática, Física, Química, entre outras.

Estudos mostram, frisou Mesquita Vale, que apesar de as mulheres terem desempenho académico em Matemática e outras ciências superior ao dos homens, a perceção de autoconfiança por parte das mulheres é sempre menor.

Por exemplo, frisou Mesquita Vale, um estudo feito na Coreia do Sul revelou que meninas com uma performance acima dos homens, numa ordem de 32 por cento, apenas 10 por cento apresentavam-se confiantes naquilo que faziam.

Como forma de eliminar esses fatores, que considerou de “exclusão”, o representante da UNESCO apelou aos Governos, pais, professores e à comunidade, em geral, a trabalhar no sentido das mulheres se interessarem pelas ciências tecnológicas, matemáticas e outras áreas de engenharias.

Mercados dos satélites continuam a ser apetecíveis para os governos africanos

Os mercados dos satélites continuam a ser apetecíveis para vários governos africanos, onde se estima que em 2050 será um dos mais populosos do mundo, segundo o diretor-geral do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN), Zolana João.

O especialista que falava durante a cerimónia de abertura oficial dos serviços do satélite Angosat-2, disse que para fazer face a esses desafios do futuro, os operadores tradicionais estão a trabalhar em planos estratégicos há anos para tomarem conta desta fatia do mercado, considerando-a “extremamente significativa”.

Por isso, o satélite angolano foi construído para ser competitivo a nível do mercado internacional, e não só africano.

Zolana João afirmou ainda que um dos maiores especialistas de dados da Indústria Espacial de África (Spacy África) estima que a “SS” faturou, no continente, cerca 300 milhões de dólares, entre 2020 e 2021. A Economia Espacial está a crescer e vai se tornando muito competitiva.

“Vamos ter uma competição séria, onde vamos competir com grandes gigantes. Hoje só falamos de transformação digital, revolução digital e quarta revolução industrial”, enfatizou, adiantando que não é possível fazer nada disso sem conectividade.

MAIS: Instituições provinciais já beneficiam dos serviços do ANGOSAT-2

O diretor acrescentou que “há vários anos que os números mostram que África investe biliões de dólares, mas ainda assim é o continente menos conectado do mundo”. Por isso, os satélites como o Angosat-2 e o esforço gigantesco do Executivo vão ajudar a responder a algumas preocupações da ITIU, no âmbito das Nações Unidas e da União Africana.

Zolana João recordou que com a colocação em órbita do Angosat-2 foi possível poupar quase 85 por cento de combustível.

Se continuarmos assim, ao nível de operação, vamos estender o tempo de vida do satélite, que, no contexto operacional, é uma das grandes condicionantes”.

Hoje temos dificuldades de chegar às zonas rurais porque o Capex não compensa, tal como os esforços que os operadores têm desenvolvido, pontualizou.

A Banda C, com distinção para K-1, prosseguiu, é um bime homogéneo que cobre toda a África e parte Sul da Europa.

Infelizmente com isto também se perde potência. No HTS os Bimis foram redimensionados para cobrir um terço do território nacional, cerca de 300 quilómetros de raio, o que contribuiu para melhor potência, sinal, maior eficiência e competição”, frisou o especialista.

Empresas angolanas não aplicam a lei do teletrabalho

A maioria das empresas angolanas ainda não aplicam a lei do teletrabalho que já está regulamentada com a sua ascensão em Diário da República, decreto presidencial 52/22, que determina vários aspetos da modalidade.

A garantia foi dada por Vassili Agostinho, Inspector Geral de Trabalho, em entrevista ao jornal Expansão, reiterando que o “regime de teletrabalho prevê três modalidades: domicilio, satélite e o nómada. A questão que se coloca é quando se fala da modalidade nómada. Havia empresas, principalmente do sector dos petróleos, que estavam a trabalhar em regime de teletrabalho. Após regulamentada, a entidade empregadora disse que já não podem estar em teletrabalho. Ou seja, estamos num reverso do que realmente é o teletrabalho“, disse.

É um diploma novo, por isso as empresas talvez não aplicam. Este diploma vem trazer uma situação em que o empregador não pode negar, basta que se verifique aquela situação do lado do trabalhador. Por exemplo, o trabalhador com um filho menor de cinco anos, a lei diz que tem direito a estar no regime de teletrabalho, ou os trabalhadores com filhos incapazes, a lei diz que tem esse direito“, sublinhou.

MAIS: Especialistas defendem urgentemente a regulamentação do teletrabalho no país

O teletrabalho é a prestação laboral realizada com subordinação jurídica, habitualmente fora do local da empresa e através de recurso as novas tecnologias de informação e comunicação, onde comummente pode ser teletrabalho domiciliário, em escritório satélite, um centro de trabalho comunitário e em nómada.

O diploma é aplicável para os funcionários públicos e agentes administrativos até não houver aprovada uma legislação específica.

Twitter aumenta limite de caracteres para 10.000

A nova versão da subscrição Blue do Twitter concedeu aos membros do serviço a capacidade de partilharem ‘tweets’ com 4.000 caracteres, mas, aparentemente, a empresa detida por Elon Musk acha que este número não é suficiente.

MAIS: Elon Musk diz que foi obrigado a comprar o Twitter

O Twitter anunciou através de uma publicação na rede social que este limite será aumentado novamente a partir desta sexta-feira, dia 14, e permitirá aos subscritores do Twitter Blue partilharem ‘tweets’ com 10.000 caracteres. Além disso, também será possível formatar o texto em negrito ou itálico.

Além desta mudança, o Twitter também vai mudar o nome da funcionalidade Super Follow para Subscrições, o que permitirá aos donos destas páginas cobrar aos seguidores por conteúdo exclusivo.