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FTX falida consegue 500 milhões para reembolsar clientes

A plataforma de criptomoedas FTX, que se declarou falida em novembro e está em processo de obter dinheiro para pagar aos credores, vai conseguir 500 milhões de dólares com a venda da sua carteira de investimentos.

A informação consta de documentos judiciais divulgados na última semana.

A FTX informou o tribunal de falências na quinta-feira que vai vender as suas posições na empresa emergente (‘start-up’) Mysten Labs por 95 milhões de dólares e na quarta-feira chegou a acordo para recuperar 404 milhões de dólares que tinha investido num fundo de investimento.

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O processo de bancarrota da FTX decorre num tribunal do Estado do Delaware, com a empresa a ser dirigida agora por uma administração nomeada judicialmente e dirigida por John Ray, que já esteve envolvido num caso similar, com a petrolífera Enron.

Estima-se que as perdas dos clientes da FTX possam ascender oas 8 mil milhões de dólares.

Os ativos identificados para compensar os credores rondam os 6, mil milhões.

O cofundador da FTX, Sam Bankman-Fried, enfrenta acusações ligadas a crimes financeiros, pagou uma caução de 250 milhões de dólares e core o risco de ser condenado a décadas de prisão.

Angola defende a criação de legislação digital para combater o mau uso das redes sociais

Angola quer que seja criada uma legislação digital para combater o mau uso das redes sociais, segundo a deputada Idalina Valente.

A diplomata que falava à margem do Fórum das Mulheres Parlamentares, em Manama, capital do Reino do Bahrain, disse que a aprovação de uma legislação adequada evitará ou diminuirá a ocorrência de crimes cibernéticos, com danos irreparáveis na vida das pessoas, das organizações e das instituições.

Adiantou que essa medida não se pretende coartar a liberdade de expressão nem colocar em causa a democracia, mas somente incentivar o uso correto das redes sociais.

Não é o coartar da liberdade de expressão, mas defender os direitos humanos, em particular das mulheres, as mais atingidas pelo mau uso das redes sociais, e a democracia. Queremos ainda evitar os danos que o mau uso das redes digitais provocam às pessoas,  instituições e às organizações“, sublinhou.

No seu discurso, Idalina Valente enalteceu os benefícios das redes sociais quando bem utilizadas, mas reiterando que quando usadas para difamar, caluniar e atacar a personalidade de pessoas podem provocar, entre outros danos, a morte dos ofendidos.

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Quanto às questões abordadas no fórum, a deputada frisou que as mulheres continuam a dar mostras de liderança e de resiliência, com ações que contribuem para o bem-estar social e político das comunidades.

De informar que o Fórum das Mulheres Parlamentares realizou-se à margem da 146ª Assembleia Geral da União Interparlamentar, que decorreu até ao dia 15 deste mês.

Durante o evento, os parlamentares analisaram as estratégias da organização nas alterações climáticas, a responsabilização a todos os níveis, bem como a transformação de discursos em ações de combate às alterações climáticas.

Elon Musk tentou tomar controlo da empresa responsável pelo ChatGPT

A OpenAI, a empresa responsável pelo desenvolvimento da ferramenta de Inteligência Artificial (IA) ChatGPT, foi fundada em 2015 por um pequeno grupo que inclui o atual CEO, Sam Altman, e também Elon Musk – o conhecido líder da Tesla, da SpaceX e, mais recente, do Twitter.

Pois bem, de acordo com uma notícia avançada pelo site Semafor, Elon Musk tentou, no começo de 2018, tomar controlo da empresa. Alegadamente, Musk temia que o trabalho da OpenAI pudesse ser ultrapassado pela Google. A proposta de Musk de liderar a OpenAI foi recusada pelos outros fundadores e o empresário acabou por abandonar, no mesmo ano, a tecnológica.

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Na altura Musk citou conflitos de interesses entre a OpenAI e a Tesla, contribuindo com ‘apenas’ 100 milhões de dólares para a empresa quando havia anteriormente prometido um financiamento de mil milhões de dólares.

Entretanto, a OpenAI acabou por receber vários milhões de dólares em financiamento da Microsoft, que implementa a tecnologia de IA da empresa nos seus serviços e produtos.

Angola vai contar com um acervo digital cultural

Angola vai contar com um acervo digital cultural, denominado e-Zomba e que tem como objetivo promover e disponibilizar a riquíssima cultura angolana a nível nacional e internacional.

O projeto inovador será lançado no próximo dia 29 de março, das 19h00 às 21h30, no Anfiteatro Wyza, do Centro Cultural da Fundação Arte e Cultura, na Ilha do Cabo, onde a criação do Acervo Cultural Digital e-Zomba surge por orientação do Ministério da Cultura e Turismo, como órgão de tutela, numa parceria com a Fundação Arte e Cultura.

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Segundo o comunicado oficial, o acervo cultural digital vai adaptar-nos à tecnologia avançada de hoje e expor a cultura angolana a todo o mundo, criando assim interesse pela cultura e acima de tudo tornar as culturas remotas e novas acessíveis ao público em geral.

De informar que o lançamento contará com figuras emblemáticas da cultura angolana, assim como entidades ministeriais e privadas, para testemunhar o ato de arranque da implementação do e-Zomba.

Google libera IA Bard para experiências ao público

A Google lançou esta terça-feira a sua ferramenta de Inteligência Artificial Bard, concorrente do ChatGPT, em acesso público, com o objetivo de melhorar a qualidade das suas respostas graças ao aumento das interações com os utilizadores.

A gigante da tecnologia, detida pelo grupo Alphabet, tinha anunciado no início de fevereiro a criação do Bard, em resposta à chegada, em novembro, do ChatGPT, desenvolvido pela start-up OpenAI em colaboração com a Microsoft.

Capaz de produzir ‘emails’, dissertações ou linhas de código perante um simples pedido, o ChatGPT está a despertar imenso entusiasmo pela inteligência artificial generativa.

O uso do Bard foi inicialmente limitado a “testadores de confiança” antes de ser aberto ao público em geral esta terça-feira.

No entanto, o número de ligações foi restrito e uma lista de espera criada, para gerir a procura.

Atualmente, o acesso só é possível a partir dos Estados Unidos e do Reino Unido.

À medida que as pessoas começarem a utilizar o Bard e a testar as suas capacidades, elas vão-nos surpreender”, sublinhou o líder do Google, Sundar Pichai, numa mensagem dirigida à sua equipa e consultada pela agência France-Presse (AFP).

As coisas vão dar errado. Mas o ‘feedback’ do utilizador é essencial para melhorar o produto e a tecnologia subjacente”, acrescentou.

O líder do grupo californiano tinha sido criticado internamente pelo lançamento precipitado do Bard, para alcançar a Microsoft.

A interface consiste num ‘site’, distinto do motor de busca Google, com um espaço no qual o utilizador pode digitar uma pergunta.

Questionado pela AFP sobre o que o distingue do ChatGPT, Bard respondeu que, ao contrário do seu rival, é “capaz de aceder a informações reais através do mecanismo de busca do Google”.

O ‘chatbot’ [robô de conversação] destacou também que “ainda está em desenvolvimento enquanto o ChatGPT já está disponível para o público em geral”.

Isso significa que estou constantemente a aprender e a melhorar enquanto o ChatGPT certamente permanecerá inalterado”, vincou.

Já os vice-presidentes da Google, Sissie Hsiao e Eli Collins, realçaram numa publicação no ‘site’ do grupo que aprenderam muito a testar o Bard.

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“O próximo grande passo para melhorá-lo é obter ‘feedback’ de mais pessoas”, destacaram.

Quanta mais pessoas o utilizarem, melhor serão os grandes modelos de linguagem (LLM, um programa que pode gerar respostas para perguntas formuladas na linguagem quotidiana) em prever respostas que podem ser úteis”, explicaram ainda os dois gestores.

Ao receber dados e conversas escritas, o algoritmo LLM pode determinar com mais precisão a resposta relevante para uma pergunta.

O Bard conta com o LaMDA, modelo de linguagem desenvolvido pelo Google para gerar ‘chatbots’, cuja primeira versão foi lançada pelo grupo de Mountain View (Califórnia) em 2021.

Os dois executivos do Google reconhecem que os LLM “não são perfeitos” e podem “fornecer, de forma segura, informações imprecisas, enganosas ou falsas”.

O Google indica que implementou “salvaguardas” para conter as possibilidades de respostas imprecisas ou inadequadas, em particular a limitação da duração das trocas num diálogo entre Bard e um utilizador.

Desde o lançamento do ChatGPT, vários utilizadores têm procurado levar o ‘chatbot’ ao limite e geraram respostas absurdas, até mesmo preocupantes.

Em entrevista ao The New York Times, Sissie Hsiao e Eli Collins disseram que a Google ainda precisa de determinar um modelo de negócios e uma estratégia para gerar lucros com o Bard.

ONU pede maior educação na era digital para impulsionar a igualdade de género

A educação na era digital para impulsionar a igualdade de género foi um dos temas principais da 67.ª sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher (CSW67), da Organização das Nações Unidas (ONU), que decorreu no último final-de-semana em Nova Iorque, E.U.A.

Esta declaração de encerramento do maior encontro da ONU sobre igualdade de género pediu “uma participação plena e igualitária de mulheres e meninas no desenvolvimento de tecnologias digitais”.

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De informar ainda que a reunião global promoveu os direitos das mulheres desde 1946 evidenciou ainda a discriminação, o abuso e a misoginia contínuos enfrentados pelo grupo no mundo virtual.

Evento promoveu o acesso digital e abordando questões como limitações à tecnologia, violência online, sub-representação e preconceito de género nas indústrias de tecnologia.

WhatsApp dará mais controlo aos administradores de grupos

O fundador e CEO da Meta, Mark Zuckerberg, anunciou que será lançada uma atualização para os grupos de WhatsApp que dará mais controlo em relação a quem se pode juntar a um grupo específico.

Ao receber pedidos de utilizadores para se juntarem a um grupo, os administradores responsáveis poderão ver, numa única página, todos os pedidos e decidir rapidamente quem se pode juntar.

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Os utilizadores também terão uma maior facilidade em descobrir grupos que têm em comum com outra pessoa, conta o site TechCrunch. Ao pesquisar o nome de um contacto, será possível ver quais os grupos que têm em comum e saber rapidamente interesses semelhantes.

Acesso de meninas e mulheres ao espaço digital em Angola é limitado

O acesso de meninas e mulheres ao espaço digital em Angola é ainda limitado, a quase 43,2% da população feminina, segundo a engenheira de Telecomunicações, Dedadilna Manuel.

A especialista que falava no Diálogo Interativo entre Representantes da Juventude, no âmbito da 67ª sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher, sublinhou que estão na base do quadro atual, dentre outros, fatores como o nível de literacia, barreira linguística, infraestruturas e o acesso à eletricidade.

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Ainda na sua abordagem, Dedadilna Manuel reiterou que o profundo comprometimento do Executivo angolano com as ações delineadas no relatório do secretário-Geral “A Nossa Agenda Comum”, que propõe uma Cimeira do Futuro para setembro de 2024, como uma via tecnológica que conduza a um Pacto Digital.

A biotecnologia tem que ser vivida pelos moçambicanos

Fazer da biotecnologia uma ciência mais conhecida e, acima de tudo, aplicada em todo o país, assumindo-se que é a força motriz para o desenvolvimento, é o desafio do Centro Nacional de Biotecnologia e Biociências (CNBB).

Segundo Valter Nuaila, investigador auxiliar e coordenador da área de investigação e infraestruturas de pesquisa no CNBB, a pretensão justifica-se pelo potencial da biodiversidade que o país reúne e das diferentes características das zonas agroecológicas.

Com isto tudo acredito que a biotecnologia devia já ter sido abraçada de diversas formas possíveis, pois isso ajudar-nos-ia, até certo ponto, na solução ou mitigação das várias crises que nos têm abalado, como a insegurança alimentar, desnutrição e desemprego”, disse.

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Nuaila faz menção ao facto de muitas comunidades não saberem como ter comida por longo período, recorrendo à técnica simples, mas duradouras de conservação dos seus alimentos. Desafia, por isso, as pessoas capacitadas a levarem o seu conhecimento ao serviço das comunidades.

A biotecnologia deve ser vivida pelos moçambicanos. Eles devem compreendê-la e assumi-lá como um caminho do bem-estar e desenvolvimento”, resumiu.

O investimento em laboratórios especializados no desenvolvimento da biotecnologia ainda se revela baixo, tal como acontece com a divulgação deste conceito, apesar de ser transversal e imprescindível à vida.

Para mudar este cenário, o CNBB está a preparar uma campanha de disseminação deste ramo da ciência e tirar proveito da informação prestada pelo Presidente da República no último simpósio promovido pelo Instituto de Investigação Agronómica de Moçambique (IIAM) sobre os desafios da investigação agrária, em que uma delas é a biotecnologia, ao anunciar uma verba para apoiar os laboratórios.

Já fizemos uma radiografia da situação atual da biotecnologia em Moçambique e vimos a necessidade de expandir a divulgação desta área em todo o país”, concluiu.

Instagram começa a exibir anúncios em resultados de pesquisa

O Instagram anunciou numa publicação de blogue que vai passar a exibir anúncios publicitários em resultados de pesquisa, o que significa que vai ser exposto a (ainda) mais publicidade na rede social.

A empresa indica que esta mudança está ainda em fase de testes e que tem como objetivo alcançar pessoas que estão ativamente à procura de empresas, produtos e conteúdo, notando que os anúncios exibidos têm de encaixar “nas diretrizes e recomendações da comunidade”.

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Recordar que o Instagram tem integrado cada vez mais anúncios publicitários na rede social ao longo dos últimos anos, nomeadamente na página Explore, nos Reels, nas Stories e até nos perfis dos utilizadores.