Início Site Página 339

Um terço das empresas angolanas sofreu ciberataques em 2022

Um terço das organizações angolanas que participaram no primeiro estudo realizado pela KPMG sobre cibersegurança, declarou ter sido alvo de um ciberataque nos últimos 12 meses, revelou a empresa de consultoria.

Os setores financeiros, de energia e recursos naturais, de indústria e as tecnologias de informação e comunicação (TIC) são os mais afetados pelas ameaças cibernéticas, e uma das principais consequências foi o comprometimento do e-mail empresarial, segundo a primeira edição do ‘Africa Cyber Security Outlook‘.

O estudo abrangeu interlocutores de vários setores de atividade, considerando tanto grandes (44%) como pequenas e médias empresas (56%) e revela que, perante as ameaças, as organizações estão a dar cada vez mais importância à aplicação de medidas de proteção.

Cerca de 75% dos inquiridos indicou que tem estratégias de cibersegurança regularmente atualizadas, ou adaptadas às ameaças identificadas, sendo esta a postura correta, como referiu Carlos Borges, responsável da KPMG Angola.

A proatividade na identificação de ameaças e de mecanismos de defesa é fundamental“, referiu Carlos Borges, sublinhando que “a proliferação de serviços digitais, veio ampliar a superfície de ataques cibernéticos e aumentar a urgência de adoção de medidas de proteção” e que é “fundamental que as empresas integrem, por exemplo, o risco cibernético nas suas estratégias de negócio“.

MAIS: Ataques informáticos fazem pressão a várias empresas angolanas

Neste capítulo surge um desafio, já que “cerca de duas em cada três empresas sentem dificuldades no recrutamento e retenção de profissionais qualificados em matéria de cibersegurança“, segundo o estudo.

Apesar deste desafio, as empresas reconhecem a importância desta temática, com 55% dos inquiridos a afirmar que as suas organizações planeiam recrutar em breve, para a área de cibersegurança.

Além disso, têm investido na estratégia de cibersegurança, o que, de acordo com este estudo, poderá significar uma redução de 50% da probabilidade de virem a ser vítimas de um incidente de cibersegurança de grandes proporções.

[Moçambique] Cóbué continua com défice de telefonia móvel e celular

O Posto administrativo de Cóbué, distrito do Lago, continua com défice de vários serviços sociais básicos com destaque para telefonia móvel celular, situação que, segundo a população local, está a ensombrar o desenvolvimento da região.

O sentimento foi expresso à governadora da província, Judite Massengele, à margem da visita de trabalho que efetuou recentemente aquela região banhada pelo Lago Niassa para se inteirar dos esforços que estão a ser feitos pelo sector da saúde para mitigar o surto de cólera.

MAIS: Moçambique. Vandalizadas antenas de telefonia móvel

Os residentes de Cóbué indicaram, na ocasião, que a deficiência de alguns serviços sociais básicos estará a retrair novos investimentos, sobretudo privados, em vários domínios e, consequentemente, a dificultar o processo de desenvolvimento local.

Esperança Chimbindo, por exemplo, pediu ao Governo provincial para empreender esforços para rentabilizar o serviço de telefonia móvel, por ser de carácter urgente, bem como assegurar a manutenção da embarcação baptizada com o nome “Ilala” e para a reposição do transporte fluvial entre as regiões da costa do lago Niassa.

Avaria na Angola Telecom põe os serviços do INSS indisponíveis

Uma avaria no fornecimento de comunicação da Angola Telecom foi o motivo para indisponibilidade de vários serviços do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS).

Segundo o chefe dos Serviços Provinciais do INSS em Luanda, Blanche Chendovava, falando para Rádio Nacional de Angola, apelou aos contribuintes a realizarem as suas operações nas agências de atendimento presencial do Instituto, enquanto durar a situação.

O INSS avança, igualmente, que está tudo a fazer, para que, nos próximos dias, se normalize a situação.

De informar que muito recentemente o INSS abriu um concurso público para a solicitação de peças do procedimento ou aceder-se aos documentos relativos ao concurso público para aquisição de solução antivírus “Darktrace”.

Código-fonte do Twitter partilhados na Internet

Partes do código-fonte que faz a rede social Twitter funcionar foram partilhados na plataforma GitHub, sem o consentimento da empresa detida por Elon Musk.

Em resposta, o Twitter procura informações sobre os culpados, que quer ver castigados na Justiça.

Segundo a ação legal, citada pelo The New York Times (NYT), os ‘pedaços’ de código foram publicados por um utilizador sob o pseudónimo ‘FreeSpeechEnthusiast’ (‘Entusiasta da liberdade de expressão’, em inglês).

Na passada sexta-feira, a GitHub retirou as publicações, a pedido do Twitter.

O código-fonte é o conjunto de linhas de código informático das plataformas digitais que contém instruções para o funcionamento dos sistemas.

MAIS: Twitter elimina autenticação de dois fatores por SMS: saiba como pode manter a sua conta

Segundo o NYT, a rede social pediu à Justiça norte-americana que ordene ao GitHub que apresente “todas as informações de identificação” associadas ao utilizador ‘FreeSpeechEnthusiast’, bem como a todos os utilizadores que transferiram os conteúdos relativos ao código-fonte do Twitter.

Internamente, suspeita-se que a partilha possa ter sido feita por um ex-trabalhador da empresa.

O ‘leak’ aconteceu numa altura turbulenta para a empresa, que o próprio Elon Musk, dono também da Tesla e da SpaceX, admitiu estar a valer metade do valor pelo qual a comprou.

Acesso à internet dificulta MultiChoice aumentar leque de serviços em Angola

O fraco acesso à internet por parte dos angolanos, é um dos principais motivos que a MultiChoice Angola, por via da DSTV, possa aumentar a sua carteira de serviços, com destaque para o fornecimento aos clientes do serviço de internet, a par do serviço de televisão por satélite.

Essa informação foi revelada pelo CEO da empresa no país, Glauco Ferreira, em entrevista ao NOVO JORNAL, reiterando que “a maneira como chegamos ao consumidor vária da realidade do mercado“, onde isso quer dizer que “existem várias maneiras de se chegar ao consumidor, existe o sistema DTH, sendo via satélite, existe também o sistema DTT, sendo o digital terrestre e ainda existe o streaming, através de internet“.

Em Angola, operamos via satélite e já agora conseguimos através do serviço streaming, para os clientes com conta satélite. Da nossa parte, fornecemos o serviço de internet nos países quando a penetração de internet é grande o suficiente“, informou.

Em suma, o CEO frisa que neste momento, não é um negócio rentável distribuir os serviços da empresa fora da via satélite, levando em conta a “penetração para se ter televisão via internet“, embora que o mercado de “fibra vem crescendo cá no país“.

MAIS: Tupuca entre as startups africanas selecionadas para o MultiChoice Africa Accelerator

O CEO informou ainda que Angola faz parte do Top 5 dos 50 países onde a MultiChoice tem tido maior rendimento nos negócios, destacando que a empresa é pioneira no país na distribuição de TV por assinatura, onde trouxeram tudo que é de inovação e continua a trazer.

Hoje, temos o nosso serviço de streaming através do qual se pode assistir a todos os canais por meio do telemóvel. Então, penso que a combinação de enriquecer vidas faz parte do nosso objetivo como empresa e trazer o que há de melhor no entretenimento internacional e local, o que é um sucesso para os nossos cleintes em Angola“, disse o CEO da MultiChoice Angola.

Fora isso, Glauco Ferreira reitera que o “investimento no conteúdo local é a prioridade estratégica da MultiChoice Angola, porque ajudamos a produzir estórias de Angola e feitas por angolanos, por via do canal “Kwenda Magic”, que criamos há dois anos.

Para isso, investimos em três produtoras nacionais de ficção que quiseram contar histórias com narrativas singulares, típicas da cultura africana, mais concretamente angolanos, como são, por exemplo, os casos das novelas “Mahinga” e “Rio”, que são um sucesso“, finalizou.

Hackers russos bloqueiam site do Parlamento francês

A página de Internet da Assembleia Nacional Francesa ficou bloqueada nesta manhã de segunda-feira, devido a um ataque reivindicado pelo grupo de piratas informáticos pró-Rússia NoName, em resposta ao apoio da França à Ucrânia.

A página do parlamento francês chegou a revelar a indicação de que está “em manutenção” devido a ter sido alvo de um ataque de “negação de serviço” (quando um número muito elevado de pedido de acessos a leva à saturação).

O ataque informático foi reivindicado pelo grupo de ‘hackers’ pró-russos NoName057(16), que numa mensagem na rede social Telegram justificou o ato pelo apoio que a França tem dado à resistência ucraniana perante a invasão russa.

Decidimos repetir a nossa recente viagem à França, onde os protestos contra Macron, que decidiu não se importar com os franceses e continua a servir os neonazis na Ucrânia, não estão a acalmar“, escreveu o grupo no canal Telegram.

MAIS: NATO denuncia ataques informáticos a vários “sites” da Aliança

Este grupo de piratas informáticos também reivindica um ataque contra a página ‘online’ do Senado, por enquanto sem efeito visível.

O grupo NoName é um dos cerca de 80 movimentos de ‘hackers’ pró-Rússia que visam instituições em países que apoiam a Ucrânia, incluindo países da Europa Ocidental, explicou Nicolas Quintin, analista-chefe da equipa de análise de ameaças da organização Thales, que reúne cerca de 50 especialistas em todo o mundo.

A França, um dos seus alvos regulares, sofreu vários desses ataques recentemente: na semana passada, os piratas informáticos bloquearam a página de Internet Aeroportos de Paris e a página da Direção-Geral de Segurança Interna.

O NoName, estabelecido em março de 2022, que comunica em russo e inglês, realiza ataques de “negação de serviço”, um modelo básico de ataques cibernéticos.

INAMET vai beneficiar-se de modernização tecnológica para antecipar ocorrências

O Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica de Angola (INAMET) vai beneficiar-se de uma modernização tecnológica que vai permitir alertar, de forma antecipada, para as ocorrências da seca e chuva extrema, fundamentalmente na região Sul do país.

A garantia foi dada pelo diretor da instituição, João Afonso, em entrevista ao JORNAL DE ANGOLA, frisando que esta modernização dos serviços do INAMET está orçada em 60 milhões de euros, uma aposta que conta com tecnologia e equipamentos de última geração.

O diretor frisa que os meios são de grande utilidade para o desempenho de sectores como o da Agricultura, Águas e Saúde, sendo que com esta atualização tecnológica vai permitir ao INAMET atuar ao mais alto nível, isso se comparado com países como o Brasil e África do Sul.

Segundo João Afonso, nos últimos anos o INAMET instalou estações meteorológicas automáticas de diversas finalidades, com destaque para três estações de rádio sondagem, denominadas “Robotsonda”, que são totalmente automatizadas, sendo o último, inaugurado em 2023, no Luena, província do Moxico, e os outros dois instalados em Luanda e na Huíla.

MAIS: Governo vai instalar mais de 500 estações meteorológicas em todo o país

Foi ainda revelado que o país dispõe de um sistema denominado Aerometweb, na parte aeronáutica, usado para emissão de cartas para os pilotos antes da descolagem das aeronaves, de forma a terem informações da rota em que seguem até o destino, usando dados de satélite, estações meteorológicas, modelos numéricos. Esta é uma informação essencial para a segurança do voo.

Por fim, o Diretor informou que a modernização do INAMET começou em 2019, com a mudança das estações convencionais, estações essas que tem de ter um observador meteorológico a cada uma hora.

Os dados meteorológicos registados não tinham como ser enviados ao sistema global, exceto para as estações localizadas nos aeroportos. Com as estações automáticas, já não é preciso ter um observador, uma vez que os dados meteorológicos são enviados em tempo real, para o servidor central do INAMET que automaticamente transmite para o sistema global.

Mensagens de voz no WhatsApp vão poder desaparecer automaticamente

O WhatsApp tem estado focado em melhorar a possibilidade de as mensagens poderem desaparecer de forma automática e sem que os utilizadores as tenham de eliminar. Esta é já uma realidade, com a funcionalidade a permitir que seja definida uma hora específica ou ser uma opção de base em todas as conversas.

Do que foi revelado agora, e ainda apenas existe em testes internos do serviço, esta capacidade vai ser alargada e melhorada. Não se limitará apenas às mensagens de texto e irá crescer para uma nova área. Falamos das mensagens de voz, que muitos usam para comunicar.

Do que foi revelado, estas mensagens vão assumir o mesmo comportamento que as imagens e vídeos partilhados já podem ter em situações específicas. Isto irá levar a que estas apenas possam ser ouvidas uma única vez pelos utilizadores.

MAIS: WhatsApp dará mais controlo aos administradores de grupos

Também com acontece com a partilha de imagens e vídeos que só podem ser vistos uma vez, a gravação vai estar limitada. Isto significa que apenas estas não podem ser gravadas no sistema de ficheiros e que também ficam protegidas contra o reenvio para terceiros.

Esta capacidade está já presente na app do WhatsApp, mas ainda limitada na sua utilização. Espera-se que muito em breve seja alargada a todos os que estão a experimentar as versões de testes e assim descobrir e avaliar as novidades que são apresentadas.

Será mais um passo importante para garantir ainda mais privacidade para os utilizadores. Alarga a capacidade de receber mensagens, de cada vez mais tipos, e que assim vão poder ser ouvidas uma única vez, não podendo depois ser partilhadas ou reencaminhadas para terceiros. Resta esperar que rapidamente se torne acessível a todos.

[Vídeo] Confira as principais notícias tecnológicas que marcaram a última semana #57

Hoje é segunda-feira… Dia das “As Melhores da Semana”, aquele vídeo curto que reúne as 5 notícias que tiveram mais engajamento na nossa plataforma, na última semana.

Para essa semana, como é habitual, tivemos várias matérias que receberam um  grande “feedback” da vossa parte, sejam aqui na plataforma bem como na página oficial do MenosFios nas redes sociais.

O artigo que dá conta que as fintechs angolanas estão a mudar os serviços financeiros do país foi um dos tópicos que vocês deram um grande retorno na semana que terminou, pelo que está no nosso Top 5, assim como o lançamento do serviço angolano gratuito de armazenamento de arquivos online, também a figurar nas matérias preferidas dessa mesma semana.

Mas como sempre, não vamos dizer o Top por completo, visto que o vídeo na íntegra já está disponível  no nosso canal oficial do YouTube. Para ver o vídeo é só clicar aqui.

Criação de plataformas web de notícias registam maior faturação face à procura

As empresas que se dedicam à produção/criação de portais digitais passaram a encaixar mais no último ano, face ao eclodir da presente era digital.

Segundo uma reportagem do NOVO JORNAL, à semelhança do que ocorre com qualquer companhia quando o mercado em que opera regista um fluxo de procura considerável, a partir de 2020, os pedidos para a criação de portais web “cresceram muito”, entre pessoas singulares e coletivas, sendo que a criação anda à volta de pouco mais de 500.000 kz (Quinhentos Mil Kwanzas).

Processo legal de registo de uma plataforma web de notícias

Os órgãos de comunicação social on-line passam a ser definidos como empresas no artigo 2 da Lei n. 17/22, que traz alterações à Lei 1/17, ambas Leis de Imprensa. No seu artigo 69., o diploma adverte que o “exercício da atividade de imprensa on-line de rege pela presente Lei e demais legislação aplicável“.

E o artigo 37. da Lei 1/17, que não sofre alteração na Lei 17/22, o que significa que continua válido, determina, no seu ponto 2., que os “proprietários de publicações periódicas (jornais e revistas) não podem iniciar a sua edição, mesmo eletrónica, antes de efetuarem o registo“.

Para o efeito de registo dos websites, de acordo com o artigo 70., aplica-se às empresas eletrónicas o regime estabelecido na lei para as empresas jornalísticas e noticiosas e demais legislação.

Os requisitos previstos para constar do requerimento de registos são o título (a marca), sede da redação, nome do diretor designado e do diretor-adjunto, caso exista, bem como o nome ou designação da entidade proprietário e forma jurídica.

A lei prevê ainda a identificação do domínio, nome do editor, bem como a sua nacionalidade.

Entretanto, de acordo com alguns especialistas em informática, a falta de uma legislação específica, em que se definiria o domínio, bem como as circunstâncias em que as autoridades pudessem restringir a divulgação de determinado website no espaço cibernético angolano, dificultam qualquer ação governamental neste sentido.