O emprego continua a ser um dos principais desafios para os jovens na África Austral e sobretudo, em Angola. E estima-se que, entre 2015 e 2030, somente 1.1 milhões de pessoas entrem anualmente no mercado de trabalho.
Em Angola, a maioria dos jovens está em situação de pobreza, desemprego, subemprego, atuantes no sector informal, maioritariamente no sector agrícola ou em serviços de baixo valor acrescentado.
Portanto, tendo o conhecimento de que o desenvolvimento de um país a todos os níveis dependem em parte das oportunidades criadas para os jovens, afim de combater a pobreza através do acesso às tecnologias para a obtenção de fontes extras de rendimento, a empresa Ekanda Digital fez o lançamento da plataforma denominada Salo Rápido.
Segundo a nota oficial enviada a nossa redação, a Salo Rápido é uma plataforma de prestação e troca de serviços, onde os jovens com habilidades terão a oportunidade de fazer com que as suas aptidões e talentos sejam conhecidas, e até rentáveis, através de um aplicativo ou website que possibilita o intercâmbio entre os mesmos.
A plataforma MADE IN ANGOLA e feita por jovens Angolanos, almeja ainda neste ano garantir que mais de 1000 jovens, desde Designers, Professores Particulares, Gestores de Marketing, Desenvolvedores de Softwares, websites, aplicativos, Gestor de SEO, Gestor de Anúncio, consigam obter rendimentos de forma regular e frequente, durante ou após a sua formação académica, a fim de concretizarem as suas aspirações pessoais, e pagarem as suas contas sem dependerem exclusivamente do ganho de um salário alto, criação e legalização de algum negócio, ou da obtenção de um vínculo contratual com alguma empresa ou qualquer outra entidade empregadora.
Para descarregar o aplicativo para android click em aqui.
As grandes empresas tecnológicas estão a atravessar os mesmos problemas que as restantes. A economia está um período conturbado e isso reflete-se de muitas formas. A Meta poderá ser a próxima a reagir, com despedimentos em massa.
Este não é um processo ainda oficial, mas que deve iniciar-se esta semana. Tudo aponta para que na próxima quarta-feira as notícias comecem a chegar e não vão ser positivas. A grande questão é se vão ser suficientes para resolver os problemas da Meta.
Apesar de ter intenções diferentes, o Twitter iniciou na semana passada um processo que era já esperado por muitos. A indústria tem de se adaptar aos problemas da economia e a forma aparentemente mais simples passa por despedimentos em massa.
A informação mais recente, avançada por fontes próximas à Meta, avança que esta semana a dona do Facebook e do Instagram deverá seguir o mesmo caminho. Vão dispensar uma parte importante dos seus colaboradores esta semana.
Não se sabe ao certo quantos funcionários vão ser dispensados, mas estima-se que será um número significativo. A informação mais recente dá conta de que a Meta terá cerca de 87 colaboradores nos seus diferentes escritórios espalhados pelo planeta.
Apesar de ser uma questão preocupante e significativa, esta já vinha a ser anunciada de forma indireta. Desde o início do verão que a Meta mostrava a necessidade de reduzir as suas equipas e focar-se em desenvolvimentos essenciais para a empresa.
Também na última apresentação de resultados, Mark Zuckerberg revelou a mesma posição, ao revelar que a empresa deveria focar-se em áreas essenciais para a Meta, o Facebook e o Instagram. Ao mesmo tempo, abriu também a porta para redução necessária nas equipas de desenvolvimento e de outras áreas.
Como se viu na última apresentação de resultados, a Meta está a perder parte dos seus lucros e atravessa um período menos positivo. Estas medidas, caso aconteçam, vão tentar reduzir ou abrandar estes problemas no curto prazo.
Começou hoje a II edição da Expo-Fórum, que vai abordar o marketing digital, publicidade e vendas online, realiza-se de 8 a 10 deste mês, no auditório do Royal Plaza, em Luanda.
Organizado pela Angomarketers, empresa de marketing e publicidade, a conferência terá como plano de fundo um padrão dos certames da Europa e América Latina sobre a mesma temática.
Durante os três dias do evento prevê juntar mais de 50 oradores e 30 agências de comunicação, bem como mais de 300 participantes que trocarão experiência sobre os mais variados assuntos no domínio do marketing e vendas on-line.
Segundo o que foi revelado, evento é destinado a empreendedores, gerentes de empresas, CEO, diretores de marketing e comerciais, responsáveis de Recursos Humanos, Imagem e Comunicação e estudantes, entre outros.
De informar que a I edição do Expo-Fórum foi realizado em 2019 e abordou o marketing digital e vendas online.
Não há dúvidas que o Spotify é um gigante do streaming de música. A Apple é outro gigante que persegue, de longe, o pódio, mas tem alguns trunfos, que podem ser mais atrativos, segundo quem trabalha com os dois serviços. A questão foi posta às claras por um produtor que fez as contas e mostrou-as lado a lado. O Spotify é muito maior, mas será que paga mais do que a Apple?
Esta é uma guerra já antiga, que coloca lado a lado os dois maiores serviços deste mercado que cresceu imenso nos últimos anos. Um tem mais clientes, mas o outro tem muito mais dinheiro. Fica a questão, qual será o mais “forreta”?
Os serviços de streaming de música ajudaram a quase erradicar a pirataria de música. Trouxeram qualidade e usabilidade sem que com isso o utilizador tenha de pagar um euro sequer. Esse é o foco do Spotify que, segundo dados recentes, já conta com mais de 400 milhões de utilizadores, sendo que destes 162 milhões pagam o serviço premium.
Já a Apple, que não partilha qualquer informação do número de utilizadores desde há alguns anos, deverá ter, segundo estimativas, cerca de 78 milhões de subscritores. Neste caso, deverá ser quase o número total, visto que a Apple apenas tem o plano pago e um plano temporário (3 meses de teste gratuito). Portanto, pagadores, o Spotify terá cerca de 162 milhões e a Apple 78 milhões.
Qual a melhor plataforma de streaming de música para os artistas?
O preço das subscrições de serviços de streaming de música tem uma leitura dupla. Por um lado, temos o preço que pagamos pelo serviço, mas, por outro, há o valor que os artistas recebem quando ouvimos as suas. Uma figura que muda radicalmente entre Apple Music, Spotify, Amazon Music e outras.
Informação que não é exatamente pública, embora no caso da Apple o seja, mas que podemos, em grosso modo, deduzir os rendimentos que os artistas recebem. É exatamente disto que o produtor L.Dre fala, e oferece-nos uma visão muito interessante de como a paisagem de streaming é para aqueles que enchem os seus catálogos de conteúdo.
Neste vídeo, L.Dre mostra números concretos. Uma música, com 4,7 milhões de streams na Apple Music, rende-lhe 24.200 dólares. Entretanto, outro tema, com 4,5 milhões de streams no Spotify, rende-lhe 11.683 dólares, menos de metade do valor pago pela Apple.
Sim, há uma diferença abismal quando se trata de monetizar as obras que os artistas enviam, às vezes diretamente, às vezes através de editoras, para os serviços de streaming.
Conforme devem estar lembrados, no ano passado, a Apple publicou uma carta aos artistas sobre a Apple Music, onde afirmava que em média foi pago um royalty de um cêntimo de dólar por reprodução.
Declarou também que, até 2020, o número de artistas que recebem mais de 50.000 dólares por ano da Apple Music tinha duplicado. Números que a Apple cita com orgulho em pagar aos artistas no seu serviço de streaming a sua quota-parte, e que são muito diferentes de outras figuras concorrentes.
Se olharmos para os números partilhados por L.Dre, o Spotify paga menos de um terço de centavo de dólar, nomeadamente 0,0026 dólares por stream. Neste caso, a Apple paga 0,0051 dólares por stream, o dobro do valor. Uma diferença abissal no que os artistas recebem. A isso temos de acrescentar que, através das produtoras/editoras, estes números podem ainda ser mais baixos.
As razões para estas diferenças – em média 0,01 dólares na Apple Music contra 0,0033 dólares na Spotify – não são claras. Podemos especular que o plano de Spotify gratuito e apoiado por anúncios não é tão lucrativo como deveria ser, mas pouco mais.
O que é claro é que a Apple sempre teve uma relação muito especial com a música. Não podemos esquecer o que fez com o iPod, com o iTunes, ou mesmo com o que Steve Jobs fez pela indústria. Lembra-se das palavras de David Ellefson da banda Megadeth, ele disse que “Steve Jobs salvou o negócio da música”.
Bom, não é por acaso que a Apple aposta neste segmento. Aliás, há algumas semanas, foi notícia a plataforma Apple Music ter ultrapassado as 100 milhões de músicas disponíveis. Um número que, não tenhamos dúvidas, se deve em grande parte à oferta de condições vantajosas para os artistas que contribuem para o catálogo da Apple.
A guerra tem várias frentes e está a crescer
A guerra do streaming de música parece estar em curso, especialmente agora que a Amazon Music está incluída na Amazon Prime, o que representa uma competição ainda mais dura pelo Spotify.
Dado o número de opções, não seria surpreendente se os artistas decidissem dar prioridade a serviços mais vantajosos quando se trata de monetizar as suas obras. Nós, como utilizadores, podemos falar sobre os preços da Apple Music e dos outros serviços, mas o outro lado da moeda também tem muito a dizer.
Afinal, agora paga-se para ouvir música e estes serviços estão em todo o lado, como nos smartphones, smartwatches, colunas inteligentes, carros, computadores, TVs… entre outros dispositivos.
Após dois anos de encontros virtuais, devido às restrições impostas pela Covid-19, a comunidade de fact-checkers do continente volta a reunir-se presencialmente para realizar a cimeira Africa Facts, mas dessa vez num evento nunca visto.
A acontecer de 9 a 10 de novembro de 2022, na capital do Quénia, Nairóbi, vai reunir os principais intervenientes e organizações de verificação de factos de todos os cantos do continente, com destaque para as mais de 20 instituições de toda a África, de países como Burkina Faso, Etiópia, Zimbabué e Angola.
“Estamos entusiasmados por receber este importante encontro de verificadores de factos africanos, parapartilhar ideias e as melhores práticas no combate ao flagelo da desinformação no nosso continente“, disse Noko Makgato, Diretor-Executivo da Africa Check.
Segundo o comunicado da organização oficial do evento, no primeiro dia vai-se abordar vários temas sobre o fortalecimento da verificação de factos em África, como os obstáculos na luta contra a desinformação, porque a literacia digital importa e a verificação de factos em ambientes desafiadores.
Angola terá pela primeira vez representação na cimeira com o Nuxo, o verificador de factos que usa a inteligência artificial para identificar notícias falsas com rapidez e precisão. Lançado em março de 2021, o Nuxo era apenas acessível no Facebook, mas desde setembro deste ano que já se encontra no WhatsApp, e consegue identificar fake news em qualquer língua e em questão de segundos.
No final da cimeira terá lugar o African Fact-Checking Awards, que é a cerimónia de prémios que homenageia o jornalismo de verificação de factos em África.
“Estes prémios visam reforçar a excelência de verificação de factos em todo o continente“, informou Dudu Mkhize, Directora de Outreach da Africa Check, frisando ainda que “este ano temos mais de 200 inscrições de mais de 20 países africanos, deixando claro que a verificação de factos está em crescimento por todo o continente.“
Hoje é Segunda-Feira, 07 de Novembro, dia para mostrarmos os artigos mais falados na última semana com a secção “As Melhores da Semana”, com Sued de Oliveira.
O facto de a ANATA lançar um aplicativo para proteger taxistas e passageiros em Angola virou manchete entre os nossos leitores, pelo que está presente no Top 5 da semana. Segundo os representantes da associação, com a entrada em funcionamento do aplicativo “Táxi On”, vai haver uma mudança radical na forma de fazer táxi em Luanda em particular e no País em geral, já que, para melhor segurança, os passageiros só deverão subir em táxis que estiverem cadastrados.
Uma outra notícia que mereceu grande destaque na semana que terminou foi a noticia que dá conta que o Centro Tecnológico do Uíge criou aplicativos para combater ataques cibernéticos, sendo assim está também no nosso Top.
Mas não paramos por aí, onde para veres o Top 5 completo a partir do nosso canal do Youtube é só clicares em aqui. E não claro, não esqueças que na próxima Sexta temos mais um “As Melhores da Semana”.
A Microsoft divulgou os resultados do Relatório de Defesa Digital deste ano e levantou a ponta do véu para o mundo do cibercrime como um serviço, também conhecido como CaaS (sigla do inglês Cybercrime-as-a-Service). De acordo com os dados recolhidos pela empresa, este tipo de crime está a crescer e Tom Burt, vice-presidente da Microsoft para a área de segurança, num evento online para a imprensa, revelou que atualmente quase só se tem de “escolher a vítima e negociar o pagamento”.
O phishing continua a ser o método preferido de ataque em casos de CaaS, já que os cibercriminosos conseguem rentabilizar o roubo de contas para vender posteriormente o acesso a elas. O ransomware é outra das ferramentas de eleição.
Como forma de combate à expansão do mercado de CaaS, a Unidade de Crimes Digitais (DCU) da Microsoft está a melhorar os seus sistemas de deteção e identificação num ecossistema que abrange internet, deep web, fóruns verificados, websites dedicados, fóruns de discussão online e plataformas de mensagens.
Em colaboração com autoridades policiais de todo o mundo, a DCU aposta também na aniquilação da infraestrutura criminal usada para perpetrar ataques de CaaS, pois a Microsoft está ciente que este tipo de crimes levanta questões complexas a nível jurisdicional. É que os cibercriminosos estão a colaborar cada vez mais entre diferentes regiões geográficas para atingir resultados específicos. Por exemplo, um website de CaaS pode ser administrado por um indivíduo na Ásia que opera na Europa e cria contas maliciosas em África.
Outro ponto curioso observado pelo Relatório de Defesa Digital é o quanto os sites de CaaS são geridos como um negócio legítimo, na perspetiva de que precisam de assegurar a validade dos produtos e serviços para manter uma reputação fidedigna. Isto faz com que criem um acesso automático rotineiro a contas comprometidas para assegurar a validade das credenciais roubadas.
Além disso, deixam de vender o acesso a contas específicas quando detetam que as palavras-passe foram alteradas ou que as vulnerabilidades de segurança foram corrigidas – no fundo, uma espécie de controlo de qualidade do material que comercializam.
A DCU identificou igualmente a tendência crescente dos sites de CaaS para venderem o acesso a contas comprometidas por zonas geográficas específicas e/ou indústrias, profissionais e indivíduos específicos. Um dos alvos preferenciais são os departamentos financeiro e de contabilidade, sendo que as empresas que participam em concursos públicos também são muitas vezes atacadas devido à quantidade de informação que é disponibilizada durante esses processos.
Os países que fazem os ciberataques mais eficazes
Inevitavelmente, o Relatório de Defesa Digital dá grande foco àquilo que a Microsoft denomina de “guerra híbrida” e que representa ataques físicos e digitais da Rússia contra a Ucrânia. O aumento da eficácia dos ataques de estado-nação é justificado pelos avanços da Rússia na tentativa de destruição das infraestruturas críticas da Ucrânia e respetiva espionagem aos países aliados, incluindo os Estados Unidos (55%), Reino Unido (8%), Canadá (3%), Alemanha (3%) e Suíça (2%). 90% dos ataques detetados no ano passado provenientes da Rússiavisaram os Estados-Membros da NATO, sendo que 48% desses ataques comprometeram empresas de TI sediadas em países da NATO, revela a empresa de Redmond.
Além da Rússia, países como o Irão, Coreia do Norte e China foram também os principais atores de ataques cibernéticos. Os objetivos operacionais, além da recolha de informação, centraram-se na interrupção de processos e serviços, roubo de criptomoedas ou destruição de dados e ativos físicos, juntamente com a obtenção de receitas.
Entre julho de 2021 e junho de 2022, de acordo com um comunicado de imprensa, a Microsoft bloqueou 37 mil milhões de ameaças por email e 34,7 mil milhões de ameaças de roubo de identidade. Os principais setores afetados pelos ataques de estado-nação detetados são as TI (22%), ONG e grupos de reflexão (17%), Educação (14%), Governos (10%), Finanças (5%), meios de comunicação (4%), Serviços de saúde (2%), Transportes (2%), Organizações Intergovernamentais (2%) e Comunicações (2%).
Apesar dos temas da covid-19 terem sido menos prevalecentes do que em 2020, a guerra na Ucrânia motivou novas estratégias de phishing, desde o início de março de 2022, com mensagens de correio eletrónico de organizações falsas solicitando doações em criptomoedas, alegadamente para apoiar cidadãos ucranianos.
O estudo da Microsoft teve com base mais de 43 triliões de sinais diários.
A Paratus Angola vai construir um teleporto de satélites no país para a empresa OneWeb, que irá fornecer serviços via satélite de baixa órbita terrestre (LEO) para Angola e aos países vizinhos da SADC.
Segundo uma nota oficial enviada a redação da MenosFios, o teleporto de satélites vai estar operacional na segunda metade de 2023, onde a infraestrutura fornecerá serviços de satélite de baixa órbita terrestre (LEO) a vários países da região e trará soluções seguras não só às empresas, mas também às cidades, aldeias, municípios e escolas, incluindo as regiões mais remotas de vários países africanos.
Essa infraestrutura é a primeira de várias estações terrestre de satélites da Web planeadas em África com o selo da OneWeb, empresa fornecedora global de serviços de telecomunicações.
A construção do teleporto está ainda aliada ao recente lançamento da ligação de fibra óptica da Paratus entre Angola e a República Democrática do Congo (RDC), a inauguração dos Data Centers do Grupo, na Zâmbia e na Namíbia, e a presença da cobertura de rede em todas as províncias angolanas, mostrando assim que a Paratus possui as infraestruturas necessárias para atuar como um HUB de dados altamente sofisticados em Angola, permitindo, inclusive, a expansão da sua rede para além das suas fronteiras.
“Com este acordo, estamos a dar mais um passo gigantesco na realização do nosso plano estratégico de transformar Angola em um HUB de dados para a região”, disse Rolf Mendelsohn, CTO do Grupo Paratus, citado na nota e onde acrescenta que “ser selecionado pela OneWeb como parceiro preferencial para a instalação do teleporto em Angola reafirma a nossa elevada capacidade no desenvolvimento de infraestruturas de telecomunicações de nível mundial em África”.
Por outro lado, Joe Paciaroni, Diretor de Infraestruturas Terrestres na OneWeb, considera que “a dimensão e a persistência da infoexclusão e as barreiras encontradas pelas empresas em obter serviços de conectividade em áreas rurais ou remotas, tornam-se óbvias as necessidades por serviços de satélites de baixa órbita (LEO). Numa escala global, a penetração da Internet móvel é ainda de apenas 50% e muitos dos locais que permanecem offline estão em África. Ao instalar os teleportos da OneWeb ligados a centenas de LEOs, podemos colmatar essa disparidade de forma eficaz e económica“.
“Optamos pela parceria com a Paratus Angola porque o grupo está enraizado em África, compreende totalmente e investe na satisfação das exigências do mercado, para além de estar comprometido em transformar a conectividade africana através de infraestruturas digitais excecionais“, reiterou o Diretor.
O teleporto consistirá em 16 antenas e um polo técnico com instalações de rede, conectado à infraestrutura de satélites de baixa órbita (LEO) da OneWeb e ligando, assim, a África ao mundo e o mundo à África.
Fundada em 2003, a Paratus (ex-ITA) nos últimos tempos é uma empresa a disponibilizar uma rede de qualidade em África, com olho no futuro, onde o investimento do grupo em infraestruturas sublinha o seu compromisso a longo prazo de transformar o continente através de infraestruturas digitais e serviços de apoio ao clientes excepcionais.
A Paratus esta atualmente presente em sete países africanos – Angola, África do Sul, Botsuana, Moçambique, Namíbia, RDC e Zâmbia – fornecendo um serviço focado na conectividade via satélite, em 37 países africanos, a vários clientes espalhados por toda a África, ligando empresas africanas em todo o continente e oferecendo serviços de excelência de ponta-a-ponta.
Já a OneWeb, é uma rede global de comunicações alimentada a partir do espaço a fim de permitir o acesso à Internet para governos, empresas e comunidades. Está a implementar uma constelação de satélites de baixa órbita terrestre com uma rede de estações terrestres global e uma gama de terminais a fim de fornecer um serviço de comunicações acessível, rápido, de alta largura de banda e de baixa latência, ligado ao futuro da IOT e como um caminho para 5G disponível para todos, em todo o lado.
Segundo um comunicado do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS), o satélite angolano está na posição 23 graus Este, a sua posição ideal de operar e comunicar-se perfeitamente com as estações de controlo.
O mesmo vai cobrir várias localidades do mundo, com destaque para a totalidade do continente africano, com ênfase para a região Sul, e parte significativa do Sul da Europa, constituindo-se, desta forma, como uma fonte alternativa de arrecadação de receitas para os cofres do Estado angolano.
Localização do Angosat-2 (Atualizado as 15:18 do dia 07 de Novembro de 2022)
Essa segunda etapa do Angosat-2 é resultado das etapas de construção e funcionamento, previstas no protocolo entre a parte russa e angolana.
A construção do Angosat-2 surge na sequência do protocolo complementar entre Angola e a Federação Russa, ao contrato de fabricação do Angosat-1, lançado em dezembro de 2017, mas que posteriormente apresentou problemas para manter a comunicação com os centros de controlo terrestres.
Toda a carga útil do Angosat-2, que está a permitir o funcionamento do satélite, foi construída e instalada nas instalações da AIRBUS, na França.
A Apple anunciou esperar remessas “abaixo do previsto” do novo iPhone, devido ao confinamento imposto em torno da maior fábrica de iPhones do mundo, na cidade chinesa de Zhengzhou, após um surto de covid-19.
O grupo norte-americano explicou no domingo que a fábrica da Foxconn localizada na Zona Económica do Aeroporto de Zhengzhou, capital da província de Henan, no centro da China, está paralisada por causa das restrições impostas na quarta-feira.
As autoridades chinesas vedaram o acesso à zona, proibindo qualquer entrada ou saída, pelo período de uma semana, exceto para entregar alimentos e equipamento de saúde, após funcionários da Foxconn terem escapado das instalações.
“Os clientes vão ter que esperar mais tempo para receber os seus novos produtos”, concluiu a Apple. “Como fazemos desde o início da pandemia, estamos a dar prioridade à saúde e segurança dos trabalhadores na nossa cadeia de fornecimento”, acrescentou a empresa.
O grupo taiwanês Foxconn, o principal fornecedor da Apple, enfrenta desde outubro um aumento nos casos de covid-19 no complexo industrial de Zhengzhou, a cerca de 600 quilómetros de Pequim, que emprega quase 300 mil pessoas.
Também no domingo, a Foxconn anunciou uma revisão “em baixa” das previsões de produção para o quarto trimestre deste ano, por causa das medidas anti-covid-19 na China.
“Normalmente, quase todos os iPhones são produzidos em Zhengzhou”, disse Ivan Lam, analista da empresa especializada Counterpoint, à agência France-Presse.
Mais de 90% dos produtos da Apple são fabricados na China, que é também um dos mercados mais importantes para a empresa.
De julho a setembro, o grupo norte-americano viu as vendas do iPhone, o seu principal produto, aumentarem 9,7% em termos homólogos, para 42,6 mil milhões de dólares (42,9 mil milhões de euros).
A Foxconn é a maior empregadora do setor privado na China, com mais de um milhão de pessoas a trabalhar em cerca 30 fábricas e instalações de pesquisa no país.
A empresa taiwanesa disse em 30 de outubro que estava a trabalhar em “circuito fechado”, um termo oficial que significa que os funcionários estavam impedidos de abandonar os seus locais de trabalho.
Vídeos difundidos nas redes sociais chinesas uns dias depois mostraram centenas de funcionários da Foxconn a saltarem vedações e a caminharem ao longo da berma de uma estrada, carregados com malas e outros pertences.
O Partido Comunista Chinês mantém uma estratégia de ‘zero casos’ de covid-19, que implica o confinamento de bairros e cidades inteiras e o isolamento de todos os casos positivos e respetivos contactos diretos.
Isto mantém os níveis de infeção da China baixos, mas interrompe também a atividade económica, numa altura em que o resto do mundo levantou as restrições.