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Sábado, Abril 25, 2026
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Ex-chefe de segurança da Uber condenado por ocultar ataque em 2016

Em meados de 2016, a Uber sofreu um dos maiores ataques da história da empresa, mas demorou bastante tempo a revelar o mesmo após ter obtido conhecimento que este aconteceu.

Agora, Joseph Sullivan, chefe de segurança da Uber, foi oficialmente condenado por ocultar o ataque das autoridades. De acordo com o NYT, o tribunal de São Francisco condenou Sullivan por obstruir a investigação da FTC sobre outro incidente que teria acontecido em 2014. Este foi ainda condenado por ter ativamente ocultado o ataque das autoridades.

Em causa encontra-se a forma como o chefe de segurança agiu perante o ataque, que afetou um dos servidores da Amazon da empresa, e onde os atacantes estariam a pedir 100.000 dólares à entidade para evitar a divulgação de dados.

Os hackers terão entrado em contacto com Sullivan, a informar que teriam descobrido uma falha de segurança nos sistemas da empresa, a qual permitia o acesso à informação pessoal de 600.000 condutores, e mais de 57 milhões de passageiros.

Mais tarde foi conhecido que os atacantes terão encontrado uma chave digital da Uber, usada para aceder ao sistema, e onde se encontrava então os dados dos clientes da empresa sem qualquer encriptação.

Sullivan recomendou os hackers a irem pelo programa de bug bounty da empresa, mas este apenas possui o pagamento máximo de 10.000 dólares, valor abaixo do que os atacantes pretendiam. Face a isto, estes ameaçaram a empresa que iriam revelar a falha e os dados caso o pagamento não fosse realizado.

O chefe de segurança usou os fundos da empresa para pagar os 100.000 dólares em Bitcoin, parecendo como se fosse do programa de bug bounty, tendo também forçado os atacantes a assinarem um acordo para não revelarem o mesmo.

O júri terá visto este acordo como uma forma de se ocultar as atividades, que estará agora na frente da acusação. Além disso, ficou ainda estabelecido que o pagamento não deveria ter sido feito como forma de bug bounty, uma vez que estes programas são direcionados para investigadores de segurança que pretendem realmente ajudar as empresas – e não foi o que aconteceu neste caso.

Além disso, as autoridades deveriam também ter sido informadas sobre o ataque, algo que não aconteceu na altura. Sullivan enfrenta agora até cinco anos de prisão, e mais três por ocultar o caso.

EUA querem aumentar restrições a exportações tecnológicas para China

O governo dos EUA pretende aumentar as restrições de exportações de chips de última geração para a China e estuda novos limites para empresas chinesas de inteligência artificial e supercomputação, segundo meios de comunicação.

O governo do presidente Joe Biden está a preparar novos controlos de exportação de semicondutores e máquinas para os produzir, com o objetivo de impedir que a China adquira capacidade de desenvolver tecnologia de ponta, algo que pode anunciar esta semana, publicou hoje o The Wall Street Journal.

Esta medida somar-se-ia às novas restrições decididas há poucas semanas a algumas exportações norte-americanas de chips.

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Já o The New York Times indica que as novas medidas a anunciar por Biden destinam-se a obstaculizar as ambições de Pequim de criar a próxima geração de armas e automatizar sistemas de vigilância em grande escala.

As restrições seriam baseadas numa regra da era Trump, que visou o conglomerado das telecomunicações Huawei, ao proibir às empresas de todo o mundo que lhe enviassem produtos fabricados com tecnologia, maquinaria ou programas informáticos dos EUA.

Espera-se agora que várias empresas chinesas, laboratórios de investigação governamentais e outras entidades se defrontem com restrições similares às destinadas à Huawei, adiantou o The New York Times.

Formadores capacitados em Negócios Digitais pelo INAPEM

Vários formadores angolanos foram recentemente capacitados em negócios digitais pelo Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM), em uma iniciativa do programa “Crescer Digital”.

A acção formativa foi promovida em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, PNUD, e, visou, dotar os formandos de ferramentas para ajudarem os empresários a divulgar e a vender com maior fluidez os seus produtos e serviços virtualmente.

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De informar que esse programa se enquadra no reforço da bolsa de formadores do INAPEM, que arrancou em Maio deste ano com 30 formadores mas apenas 21 conseguiram bons resultados, dentre os quais, 17 foram certificados como Assessores da Metodologia CRESCER DIGITAL, por atingirem médias superiores a 70%.

Da cifra dos laureados a distribuição por províncias é liderada por Luanda (5), seguida do Huambo (3), Cabinda (2), Huíla (2), Bié (2), e por fim as províncias do Cuanza Norte (1), Malanje (1) e Benguela (1), respectivamente.

Angola formou mais de 300 estudantes em tecnologia espacial

Angola formou mais de 300 estudantes e professores em tecnologia espacial, vindo de diversas instituições de ensino do país, em cinco anos, segundo o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira.

O gestor público, que falava na abertura da Semana Mundial do Espaço, disse que no mesmo período mais de 20 instituições de ensino primário e de mais de 30 instituições do ensino médio e superior participaram, igualmente, nas ações de formação sob responsabilidade do Gabinete de Gestão de Programa Espacial Nacional (GGPEN).

Durante o referido período foi ainda possível criar uma rede de coordenadores locais e organizadores para a celebração da data, a promoção do género, com a participação ativa de mulheres em temas ligados ao espaço, bem como formação e capacitação, transferência do conhecimento da área espacial nas diferentes esferas académicas.

Mário Oliveira falou sobre o facto de o GGPEN ter apadrinhado a criação e lançamento do pequeno satélite angolano CANSAT, uma representação de um satélite real, em miniatura, com pouca massa e geralmente, abaixo de 300gr.

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O desafio colocado aos alunos foi de encaixar todos os principais subsistemas encontrados num satélite, como energia, sensores e sistema de comunicação, nesse volume mínimo.

O Ministro sublinhou também que a participação nas atividades da semana do espaço tem contribuído para promover e acelerar a implementação  dos cinco pilares da estratégia espacial nacional que são: desenvolvimento de uma infraestrutura espacial, capacitação e promoção do sector espacial, crescimento da indústria e tecnologias espaciais, afirmação internacional de Angola no domínio espacial e a criação de estruturas.

O trabalho desenvolvido pelo GGPEN, nomeadamente na implementação do programa de observação da terra, utilizando imagens de satélite para monitoramento de derrames de petróleo e navios, produtividade agrícola em todo o país e de projetos de reordenamento do território, foi um outro assunto destacado por Mário Oliveira.

Parceria da UOR com AFD traz 2° edição do programa de incubação de startups

A Universidade Óscar Ribas vai dar início a 2° edição do seu Programa de Incubação de Startups Kubanga Angola apoiado pela AFD – Agence Française de Développement de novembro de 2022 até junho de 2023.

O programa incubador terá uma duração de 9 meses, onde foi desenhado pela Schoolab, um hub de inovação internacional baseado em Paris, São Francisco e Ho Chi Minh, pioneiro no acompanhamento das startups com as metodologias de Design Thinking e Lean Startups.

Para esta edição de 2022, vai contar com a participação de professores universitários, fundadores de startups angolanas, especialistas nacionais e internacionais, que partilharão os seus melhores conselhos e experiências.

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O programa de mentoria está aberto a todo o estudante e/ou empreendedor que tenha uma ideia de negócio inovadora, mas não sabes por onde começar.

Para te candidatares preenche o seguinte formulário: bit.ly/recrutamentokubanga e onde a participação não tem qualquer custo e é garantida a confidencialidade dos projetos submetidos.

Maioria das aplicações na Google Play Store recolhem dados pessoais para terceiros

De acordo com os dados da Google, existem atualmente mais de 3,48 milhões de aplicações disponíveis na Play Store. Este é um valor consideravelmente elevado, mas preocupante se tivermos em conta que uma vasta maioria destas aplicações realizam a recolha e partilha de dados pessoais dos seus utilizadores para terceiros.

De acordo com um estudo realizado pela empresa Incogni, estima-se que 55.2% das aplicações disponíveis na Play Store estejam a fornecer informações dos utilizadores para sistemas de terceiros.

Sem grandes surpresas, entidades com o Facebook, Instagram e Snapchat estão entre as que mais dados recolhem, e partilham com terceiros – o que faz parte já da própria forma de funcionamento destas plataformas. No entanto, uma vasta maioria das aplicações gratuitas sobre a plataforma realizam atividades similares, sobretudo para fins de publicidade.

O estudo indica ainda que as aplicações mais populares na plataforma tendem a ser também as que mais dados recolhem dos utilizadores. As aplicações com mais de 500 mil downloads tendem a recolher 6,15 vezes mais dados dos utilizadores que aplicações mais pequenas.

As aplicações de compras online também lideram a lista das que recolhem mais dados, sobretudo para efeitos de recomendação, e também para partilha dos dados com terceiros – que podem ser usados para publicidade direcionada, entre outras.

É importante sublinhar que a recolha de informação pode não estar apenas associada a logs de funcionamento das apps e recolha de erros, algo que pode ser considerado como uso legitimo. Enquadra-se também a recolha de informações como contas de email, números de telefone e localização – basicamente, dados considerados como sensíveis.

O estudo também indica que, apesar das tentativas da Google em tornar a sua plataforma mais transparente para os utilizadores, ainda existe algum trabalho a ser feito. Para os analistas, ainda existe muita informação que não é clara relativamente à recolha de dados dos utilizadores por parte das apps na plataforma – ao ponto de que existem mesmo categorias de dados recolhidos que nem necessitam de ser reveladas na Play Store, o que abre portas para uma recolha abusiva de informação e pouco clara para a grande maioria dos utilizadores.

Inovação em tecnologia africana impactou 84,6% dos africanos no continente

Um novo relatório que incluiu opiniões pesquisadas de 4.500 africanos do Quénia, Nigéria e Gana revelou que a recente onda de inovação tecnológica que sai de África está mudando a forma como os africanos veem o continente.

Quando perguntados se os recentes desenvolvimentos da tecnologia africana haviam impactado a sua perceção sobre o continente, 4 em cada 5 (84,6%) responderam “sim“.

De acordo com a investigação, 9 em cada 10 (91,7%) provavelmente usarão soluções tecnológicas que são feitas na África e 9 em cada 10 (91,8%) provavelmente descreverão os africanos como inovadores e empreendedores.

Quando perguntados sobre quais histórias de tecnologia africanas estavam mais animados para ler, 29,8% disseram “histórias de financiamento“, seguidos de perto por “histórias de expansão” (28%) e “histórias de parceria” (27%).

A investigação da Africa Innovation Impact Report, compilado pela Talking Drum Communications, consultoria de relações-públicas e comunicações que trabalha com empresas de tecnologia africanas, e o Survey54, uma empresa de pesquisa de mercado movida a inteligência artificial, também mostrou que a educação (21,1%) é considerada o setor mais impactado pela inovação tecnológica na África nos últimos dois anos. Mais do que serviços financeiros (18,3%) e entretenimento (15,1%).

De informar que uma nova narrativa de inovação surgiu na África nos últimos anos, incorporada pelo crescimento exponencial do financiamento para startups de tecnologia. Não só o investimento em startups africanas cresceu 18x entre 2015 e 2021, mas o financiamento para startups africanas também cresceu 2x mais rápido que as taxas globais entre 2020 e 2021.

MAIS: BAD cria fundação para maior acesso as “tecnologias de saúde” em África

No entanto, além das histórias de rodadas de financiamento multimilionário e aquisições, há também as histórias das pessoas que essas inovações foram desenvolvidas para ajudar.

O Africa Innovation Impact Report destacou a criação de empregos (51%) como a maior vantagem da crescente economia digital da África. Mais do que a exposição da população mais jovem à tecnologia (29,3%), a crescente inclusão financeira (12,4%) e o potencial de tapar lacunas de infraestrutura no continente (7,1%).

 “O nosso objetivo com o relatório é capturar o impacto da narrativa emergente de inovação da África além de anedotas e boatos e contribuir para a conversa sobre como mantemos as coisas em andamento. Com base nos dados que reunimos, a inovação que sai da África não está apenas mudando a forma como as pessoas vivem e trabalham, mas também está mudando a maneira como as pessoas pensam, como elas se veem como africanas e impulsionando uma demanda por mais inovação. Há um crescente apetite por essas inovações, tanto de usuários africanos quanto de investidores globais, e há muito a se animar com o que o futuro reserva“, frisou Olugbeminiyi Idowu, fundador e diretor-executivo da Talking Drum Communications.

Podes ver gratuitamente o Africa Innovation Impact Report nos sites Talking Drum Communications e Survey54.

[Moçambique] Jovens criam site para freelancers encontrarem trabalho

Ferrari sofre ataque hacker e milhares de documentos estão na Internet

Desta vez calhou à Ferrari ser hackeada e já se conhecem os autores dessa situação: o grupo RansonEXX. Eles conseguiram meter as suas mãos em vários milhares de documentos, com tamanho total de dados superior a 7GB.

Os hackers obtiveram documentos internos da empresa, tais como fichas técnicas, instruções de reparação e muitas outras informações que supostamente deveriam manter-se confidenciais.

Esta não é a primeira vez que documentos da Ferrari são hackeados e aparecem online. Anteriormente, outro grupo de hackers obteve acesso aos servidores da empresa de engenharia Speroni, que fornece peças para os carros desportivos, e colocou à venda elementos da Ferrari, Lamborghini e Maserati. Na época, a infraestrutura da Ferrari não havia sido afetada.

Em relação ao hacking, tratou-se de um ataque do tipo ransomware. Os hackers conseguiram ter acesso aos documentos e criptografaram tudo. Um resgate está agora a ser exigido para fornecer a chave que permitirá que eles recuperem o acesso total aos seus dados.

Segundo o jornal italiano Corriere della Sera, a montadora declara oficialmente que “não tem evidências de violação dos seus sistemas, ou ransomware, e informa que não houve interrupção da sua atividade e operação. A empresa está a trabalhar para identificar a origem do evento e tomará todas as medidas necessárias”.

Angola escolhida como membro da International Mobile Satellite Organization

Angola tornou-se membro de pleno direito da International Mobile Satellite Organization (IMSO), compromisso assumido durante a 28ª assembleia da instituição que decorreu em Londres, Reino Unido, entre 26 e 30 de setembro último.

A comitiva angolana foi liderada pelo embaixador extraordinário e plenipotenciário de Angola no Reino Unido da Grã-Bretanha, Irlanda do Norte e Irlanda, Geraldo Sachipengo Nunda, com presença nas sessões de trabalho, em representação do Executivo angolano.

MAIS: Angola presente na Conferência da União Internacional de Telecomunicações

De informar que durante quatro dias, vários peritos em matérias de telecomunicações dos Estados-membros da IMSO elegeram os corpos diretivos da organização, bem como definiram o plano de negócios para 2023 – 2024, sem esquecer a aprovação do orçamento para esse período.

A vigésima oitava assembleia da IMSO realiza-se no ano em que assinala´-se o quadragésimo aniversário da criação desta organização internacional, com sede na capital britânica, Londres.