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Netflix cobrará valor extra em contas partilhadas

No princípio deste ano, a Netflix anunciou que vai banir a partilha de contas em 2022, uma medida que visa acabar com a distribuição que contas que deviam ser apenas pessoais, mas muitos utilizadores têm estado a comercializar as suas contas criando subcontas na plataforma.

Para levar ainda mais a que este hábito seja abandonado, há mais uma novidade. A partir do próximo ano vai ser cobrado um valor extra a todos os que estejam a partilhar a conta com outros utilizadores. Esta forma de controlar a partilha de qualquer conta não é uma novidade e vinha a ser testada há já alguns meses. Em alguns países da América Latina estava já a ser cobrado um valor que rondava os 4 euros (Equivalente a 1.744,900 Kwanzas no câmbio do Banco Nacional de Angola) por cada utilizador que acedesse fora da morada da conta.

Lucros da Netflix no terceiro trimestre

A apresentação de resultados para o trimestre veio mostrar uma melhoria nas contas do Netflix e em especial no número de utilizadores. Este valor cresceu acima do esperado e mostra que todas as medidas que foram aplicadas começam a dar resultado. Ainda sobre os seus resultados financeiros, a Netflix revelou que aumentou no terceiro trimestre do ano 2,4 milhões de utilizadores, de acordo com o seu último relatório de contas trimestral. Este valor superou as expectativas da própria empresa, que só esperava mais um milhão de subscritores.

O serviço de streaming apresentou agora lucros de 1,398 mil milhões de dólares. A somar a isso, conseguiu inverter a sua tendência de perda constante de utilizadores premium, que se verificava desde há meses. Isso levou a que levou a sua cotação bolsa sofresse a maior queda da sua história.

LISPA JumpStart: Abertas candidaturas para 4° edição do programa acelerador de startups

Está aberta a 4° edição do LISPA JumpStart, um programa acelerador a nível nacional que apoia ideias inovadoras, organizado pelo Laboratório de Inovação do Sistema de Pagamentos de Angola (LISPA) e o Acelera Angola.

As inscrições ao programa vão até ao dia 28 de outubro, onde a iniciativa realiza-se de forma remota (online) de 07 a 10 de novembro deste ano, sendo o Demo Day no dia 14 do mês.

O LISPA Jumpstart é um programa de ideação que tem como missão, contribuir para a construção do ecossistema de empreendedorismo em Angola, por isso convida jovens empreendedores, estudantes universitários a mergulhar numa experiência intensa e cheia de aprendizados, que darão forma à sua ideia de negócio.

MAIS: Startup GREEN WALL é a vencedora da 3° edição do concurso de empreendedorismo digital LISPA JumpStart

Vão ter oportunidade de interagir com mentores muito experientes no setor, ao longo do programa, que vão dar suporte durante as fases de validação do conceito e criação do produto/serviço.

De informar ainda que o mesmo consiste num programa intensivo de 5 (cinco) dias, onde as startups escolhidas vão aprender a validar, criar modelos de negócio, protótipos, a fazer o pitch e muito mais.

O programa de submissão de candidaturas está aberto para todas as pessoas que tenham uma ideia para uma Startup Digital e anseiam solucionar problemas reais da sociedade angolana, sem esquecer que as startups selecionadas ao programa vão estar habilitadas a ganhar um incentivo económico de 1.000.000,00 de kwanzas.

Para submeteres a sua inscrição ao programa, clique em aqui.

Para mais informações queiram contactar: [email protected]; [email protected]

Mesmo com bilhões investidos, o metaverso da Meta não atrai usuários

O desenvolvimento do metaverso continua a ser um dos focos da estratégia da empresa liderada por Mark Zuckerberg que, recentemente, reforçou a sua aposta nesta fusão entre mundo real e virtual no evento Meta Connect 2022. No entanto, esta é também uma das áreas que está a dar prejuízo e são vários os analistas que estão preocupados com a estratégia da Meta.

O website Business Insider avança que, desde o final do ano passado, a gigante tecnológica já perdeu mais 15 mil milhões de dólares com o Reality Labs, o laboratório de investigação da empresa, visto como uma dos segmentos mais importantes para o desenvolvimento do metaverso.

Recorde-se que, em fevereiro, aquando da apresentação dos resultados financeiros do último trimestre de 2021, a Meta revelou que tinha perdido mais de 10 mil milhões com o Reality Labs, um departamento que trouxe apenas 2,3 mil milhões de dólares em receitas. No que toca ao primeiro semestre de 2022, a empresa registou perdas de mais de 5 mil milhões de dólares nesta área e prevê-se que os prejuízos continuem a crescer.

Uma vez que a empresa não está a detalhar exatamente para onde estes gastos vão, analistas como Dan Ives, da Wedbush Securities, defendem que a falta de transparência para com os investidores é um “pesadelo”.

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O analista afirma que a estratégia da Meta para o metaverso “continua a ser arriscada”, porque a empresa está a “apostar dinheiro no futuro à medida que continua a ter grandes dificuldades no seu core business”.

Embora a Meta não apresente todos os detalhes financeiros relativos ao Reality Labs, Mark Zgutowicz, analista da Benchmark, estima 60% dos gastos feitos digam respeito à área de investigação e desenvolvimento.

O analista defende que a Meta tem fortes motivos para desenvolver o metaverso por si própria, uma vez que há limitações regulatórias que dificultam a compra de outras empresas, no entanto, seria mais adequado se a empresa tivesse uma maior transparência no que toca aos resultados dos investimentos feitos.

Novos equipamentos da Huawei podem ser banidos nos EUA

A Comissão Federal de Comunicações dos EUA está a planear banir todos os novos dispositivos de telecomunicações de algumas empresas chinesas, entre elas a ZTE e a Huawei.

MAIS: EUA necessita de mais dinheiro para remover a Huawei das suas infraestruturas

A informação foi adiantada pelo site Axios, que notou ainda que a proposta ainda existe apenas sob forma de rascunho, pelo que ainda tem de ser votada pelos comissários. Sabe-se que a proposta também inclui dispositivos de vídeo de três outras empresas.

A Comissão Federal de Comunicações está comprometida em proteger a segurança nacional ao garantir que equipamento de comunicação não confiável não está autorizado dentro das nossas fronteiras, pode ler-se no comunicado enviado ao site Cnet.

Moçambique já tem tecnologia para a produção comercial de trigo

O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, anunciou recentemente que o seu país já tem tecnologia para a produção comercial de trigo. O anúncio foi feito durante o primeiro simpósio de investigação agrária.

A equipa de investigadores moçambicanos que conduziu a investigação identificou as variedades de trigo de alto potencial produtivo e adaptadas às condições climáticas de Moçambique.

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Seguir-se-aõ a libertação das variedades e disseminação da tecnologia, que culminarão com a multiplicação massiva de sementes e treino dos extensionistas e dos produtores. O Chefe de Estado frisou que os resultados da pesquisa da cultura indicam o potencial de produtividade de sete toneladas por hectare no Niassa e quatro toneladas por hectare noutras regiões.

De informar que, segundo o que foi revelado, o Governo Moçambicano vai investir, nos próximos dois anos e meio, três mil milhões de meticais na investigação agrária para desenvolver soluções tecnológicas de combate à fome e insegurança alimentar, que ainda afectam cerca de 30% da população moçambicana.

WhatsApp vai dar opção de editar mensagens enviadas

O WhatsApp quer dar aos utilizadores a capacidade de editarem mensagens já enviadas, com o site WABetaInfo (via Gadgets360) a adiantar que a funcionalidade já se encontra em desenvolvimento. Todavia, esta opção ainda não está disponível na mais recente versão beta da app.

De acordo com as informações disponíveis, as mensagens editadas no WhatsApp terão direito a uma etiqueta onde será indicado que uma mensagem foi alterada após o envio. Esta designação pretende oferecer mais transparência, que saberão assim que o conteúdo original foi alterado. No entanto, parece que só será possível alterar a mensagem até 15 minutos após o envio.

MAIS: Grupos de WhatsApp poderão ter mais de mil pessoas

Dado que a funcionalidade ainda se encontra em desenvolvimento, ainda não é claro quando é que o WhatsApp a vai disponibilizar oficialmente. No entanto, antes de ficar disponível na app de mensagens, é altamente provável que seja testada na versão beta para Android e iOS.

Estudantes do ISPTEC vencem a 6.ª edição do concurso angolano universitário de programação

As equipas BAD B, Candy Crush e Overflow todas afetas ao Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências (ISPTEC), foram as grandes vencedoras da 6ª edição do Concurso Angolano Universitário de Programação- AOCPC.

Os vencedores receberam como prémio computadores portáteis e irão representar Angola no concurso Africano Universitário de Programação que decorrerá no Egipto, na primeira quinzena do mês de dezembro. As equipas africanas que serão apuradas a nível continental, participarão da final mundial, cuja realização está prevista para o próximo ano.

A edição de 2022, que contou com mais de 50 equipas das mais de 35 Instituições de Ensino Superior (IES) do país, teve um grande número de novidades, como a criação da categoria dos estudantes do ensino Médio, tendo a equipa denominada The Winners do Instituto Médio Politécnico Smart Bits conquistado o 1º lugar.

O certame teve lugar no pavilhão polidesportivo do ISPTEC nos dias 13 e 14 de outubro do ano corrente, e onde cada equipa esteve representada por três estudantes e um treinador.

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Sobre o concurso, o objetivo principal da participação de Angola a este importante evento, cinge-se na promoção de conhecimentos e competências cientifico-tecnológicas das IES, bem como no domínio da programação de computadores ou codificação, sendo realidades imprescindíveis para a inserção de Angola na era do conhecimento.

AOCPC é um evento que tem como objectivo promover a criatividade, os novos talentos, o trabalho em equipa e a inovação na construção de novos programas de softwares e permitir que os estudantes nacionais testem as suas capacidades.

Confira abaixo imagens dos vencedores.

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Malware de computador backdoor em África aumentou no 2º trimestre de 2022

O número de malwares de computador backdoor detetados no segundo trimestre de 2022 na África do Sul, Quénia e Nigéria aumentou significativamente em relação ao trimestre anterior, atingindo novos recordes e colocando desafios para profissionais de cibersegurança em empresas e agências governamentais, revelou o mais recente relatório de dados da Kaspersky Security Network para usuários corporativos.

Um backdoor é um dos tipos mais perigosos de malware, onde fornecem aos cibercriminosos a administração remota da máquina da vítima.

Ao contrário dos utilitários legítimos de administração remota, eles instalam, lançam e executam de forma invisivelmente, sem o consentimento ou conhecimento do usuário.

Uma vez instalados, eles podem ser instruídos a enviar, receber, executar e excluir arquivos, coletar dados confidenciais do computador, registar atividade e muito mais.

Recentemente, a Kaspersky descobriu um backdoor difícil de detetar apelidado de SessionManager que tinha como alvo governos e ONGs em todo o mundo. Este backdoor foi configurado como um módulo malicioso dentro do IIS (Internet Information Services, serviços de informação da Internet), um servidor web popular editado pela Microsoft.

O SessionManager permite uma ampla gama de atividades maliciosas, desde a coleta de e-mails até o controle completo sobre a infraestrutura da vítima.

Alavancada pela primeira vez em março de 2021, esse backdoor atingiu instituições governamentais e ONGs na África, sul da Ásia, Europa e oriente Médio. Muitas das organizações alvo permanecem em risco.

MAIS: África regista imensos ataques de phishing no 2º trimestre de 2022

Quanto aos números, a África do Sul viu o aumento mais significativo nas deteções de backdoor do 1º para o 2º trimestre – de 140% para 11.872 casos, com a participação dos usuários afetados aumentando em 10%.

Em seguida está a Nigéria, onde a deteção de backdoor teve um aumento significativo de 83% para 2.624 casos, com a participação dos usuários afetados aumentando em 24%.

No Quénia, o número de deteções aumentou no 2º trimestre para 10.300 (aumento de 53% em relação ao 1º trimestre), e a parcela de usuários afetados pelos backdoors aumentou 11%.

Os Backdoors permitem uma série de campanhas de ciberespionagem há muito despercebidas, que resultam em perdas financeiras ou reputacionais significativas e podem atrapalhar as operações da organização vítima. Os sistemas corporativos devem ser constantemente auditados e cuidadosamente monitorados para ameaças ocultas“, disse  Dr. Amin Hasbin, Chefe da Equipa Global de Pesquisa e Análise (GReAT) do Oriente Médio, Türkiye e África na Kaspersky.

A inteligência de ameaças alimenta a plataforma Kaspersky Anti Targeted Attack, com a qual é uma solução final de deteção e resposta de ponto final que oferece proteção all-in-one contra-ataques complexos e direcionados. Ele dá às equipes de cibersegurança visibilidade total da rede, web, e-mail, PCs, laptops, servidores e máquinas virtuais em nuvens públicas“, acrescentou.

Para proteger a sua organização dos backdoors, os especialistas da Kaspersky recomendam:

Concentre a sua estratégia de defesa na deteção de movimentos laterais e ex filtração de dados na Internet. Preste atenção especial ao tráfego de saída para detectar conexões cibernéticas. Faça backup de dados regularmente. Certifique-se de acessá-lo rapidamente numa emergência;

Use uma solução como o Kaspersky Anti Targeted Attack com EDR estendido em seu núcleo, o que ajuda a identificar e parar ataques backdoor nos estágios iniciais, antes que os atacantes atinjam seus objetivos;

Use uma solução confiável de segurança de ponto final, como o Kaspersky Endpoint Security for Business (KESB) sendo alimentado pela prevenção de exploração, deteção de comportamento e um mecanismo de remediação que é capaz de reverter ações maliciosas. A KESB também possui mecanismos de autodefesa que podem impedir a sua remoção por criminosos cibernéticos.

Angola está a entrar no mapa das energias renováveis, afirma especialista

Angola está a entrar no mapa das energias renováveis e onde o próximo passo será um maior envolvimento do sector privado neste mercado, segundo a Diretora-Executiva da Associação Lusófona de Energias Renováveis (ALER), Isabel Cancela de Abreu.

A especialista que falava na Conferência Internacional “Energia Renovável em Angola”, na capital do país, parabenizou o grande caminho que Angola tem feito no sector das energias renováveis, bem como o interesse dos membros da ALER em promover o tema e participar em fóruns para falar sobre as oportunidades que existem.

De há uns anos para cá, o Governo tem dado maior atenção a estes temas, acreditamos que os dados estão lançados e que o sector vai avançar a grande velocidade”, disse a especialista.

Ainda sobre a situação nacional, Isabel Cancela afirma que, além dos projetos já tomados públicos, há muitas intenções de investimento” que revelam a existência de muitas empresas interessadas em desenvolver projetos de energias renováveis em Angola.

MAIS: Lunda Sul. Energias renováveis chegam ao município de Saurimo

A dirigente da ALER sublinhou que o Executivo angolano tomou a iniciativa e as empresas querem dar continuidade”, visto que há um ambiente propício, mas é necessário garantir que condições favoráveis para haver um investimento privado.

De informar que a Conferência Internacional “Energia Renovável em Angola” foi um evento realizado no seguimento do anúncio de vários projetos de investimento público em energia solar fotovoltaica para eletrificação de diferentes localidades nacionais, que darão um contributo muito relevante para se atingir a meta de 70% até 2025 tendo em conta os atuais 42%. 

O mesmo reuniu mais de 300 participantes do sector público e privado, nacionais e internacionais, que em primeira mão deram toda a informação sobre os últimos desenvolvimentos e oportunidades de negócio no sector das Energias Renováveis no país. 

Angola ocupa o 7º lugar no ranking dos países africanos com satélite

No dia 12 de outubro de 2022), aconteceu o oficialmente lançamento em órbita do AngoSat-2, satélite de comunicação geoestacionário angolano, na cidade de Baikonur, Cazaquistão, percorreu 36.000 quilómetros da superfície terrestre ate à órbita geoestacionária, onde deve se posicionar. O satélite angolano foi colocado em órbita pelo foguete Proton-M, a partir da rampa 81.

Atualmente Há cada vez mais países africanos a enviar satélites para o espaço, estamos a falar de países como o Ruanda, Etiópia e o Gana, etc. Os objetivos são múltiplos, desde garantir o acesso rápido à internet, alertar para desastres naturais e promover o desenvolvimento do continente.

Como é que está o cenário no continente Africano?

Angola ocupa a 7ª posição na lista de países africanos com satélite com o lançamento recente do Angosat-2, depois da África do Sul, o pioneiro a deter um satélite em 23 de fevereiro de 1999, seguido da Argélia (28 de novembro de 2002), Nigéria (27 de setembro de 2003), Egipto (17 de abril de 2007), Marrocos (8 de novembro de 2017) e Gana (03 de junho de 2017), o 6º do “ranking”, de acordo as pesquisas do Jornal Mercado.

É importante ainda salientar que, em 2017, a União Africana adotou uma estratégia espacial, cujo objetivo é criar uma agência espacial pan-africana, tendo em conta as necessidades específicas do continente. Contudo, a organização adjudicou ao Egipto o contrato para a sede da agência, que terá lugar no Cairo, para depois começar a trabalhar com os países cujos programas espaciais estão mais desenvolvidos, como, por exemplo, a África do Sul e a Nigéria.