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Tostão quase impossível! (startups.ao)

Nos últimos 15 meses temos observado com entusiasmo uma agradável tendência do aumento de capital privado dirigido à startups do continente Africano. Em 2021 foram 4.9 Bi$ e 2022 promete não ser muito diferente pois ao fim de 4 meses já atingiu uma captação na ordem dos 2.0 Bi$. O sector das fintechs é o mais proiminente e não é difícil entender o motivo, os países em África têm por natureza sérias dificuldades em fornecer serviços bancários convencionais para a população, as fintechs fazem parte da solução, sobretudo quando falamos de produtos financeiros destinados à malta jovem, que é a grande maioria do continente e em franco crescimento.

Fonte: The United Nations

Apesar dos indicadores serem aparentemente animadores, a regulamentação pesada, o fosso de competências digitais, o financiamento limitado e os mercados fragmentados apontam que África representa apenas 0,2 % do valor das startups globais. Estima-se que o segmento das startups no continente possa atrair em torno 90Bi$ até 2030 se forem tirados os proveitos adequados da ZLCA – Zona de Livre Comércio Africana e de outras condições favoráveis da região.

Que o futuro é digital, isso já sabemos, sabemos também que esta transformação se dará essencialmente por intermédio dos telemóveis e dispositivos congêneres no contexto do continente Africano. O que pouco se fala é que esta transformação deve também acontecer com a mudança de mentalidade da sociedade, já que os modelos actuais e convencionais de empresas, serviços públicos e até de consumo estão com os dias contados. Precisamos portanto refletir sobre este novo tempo ali ao virar da esquina, sobre como vamos prepará-lo ou prepara-nos para ele.

Por este motivo, muitos países têm colocado nas suas listas de prioridades temas como: desenvolvimento do ecossistema de startups e transformação digital. Sobre este segundo, é preciso esclarecer que é muito mais do que criar uma página na internet, trata-se de uma nova forma de estar e viver, uma metamorfose social. Para os governos, esta mudança significa: maior eficiência de serviços e decisão orientada à informação, para os empreendedores: novos modelos de negócios de base tecnológica, para os consumidores: mercado concorrente e soluções orientadas à eficiência e satisfação do consumidor. As startups desempenham um papel de extrema importância para o sucesso desta transformação social e digital, não só pela sua capacidade de escala e disponibilidade de serviços inovadores mas também pela democratização e inclusão digital.

No domínio das políticas públicas, alguns governos têm procurado criar novos diplomas e mecanismos que simplifiquem o surgimento das startups e fortifiquem os seus ecossistemas. A título de exemplo, a União Europeia preocupada com a concorrência dos Estados Unidos de América e da China, propôs um conjunto de medidas aos seu países membros. É o caso do Fundo Futuro de 12Bilhões $ lançado pelo Governo Alemão para apoiar empresas de inovação e tecnologia nos próximos anos. O Governo da Índia está a desenvolver parcerias com as suas aceleradoras para apoiar 300 startups locais em estágio inicial prestando-lhes suporte financeiro, mentoria entre outros benefícios. Entre estes benefícios e políticas podemos citar o exemplo da Tunísia e do Senegal que em 2018 implementaram um mecanismo que permite aos empreendedores (funcionários de outrem) “abandonarem” os seus empregos formais para concentrarem-se nas suas startups por 1 ano e regressarem ao fim deste período se assim entenderem. Países como Nigéria, Rwanda, Quénia e o Ghana já estão a desenvolver as suas prósprias versões deste mesmo conceito. Muitos jovens estão “aprisionados” aos seus empregos por causa do salário, entretanto têm vocação para outros negócios inovadores que só não avançam porque não têm tempo para eles. Aqui fica bem lembrar que tempo é dinheiro, também!

E Angola, que medidas tem tomado neste domínio? Qual tem sido o posicionamento do sector público e privado?

Este é um tema que tem surgido com maior frequência nos discursos políticos e presume-se que por força de influencers o ecossistema de startups começa a ser incluído nas análises políticas. O surgimento de iniciativas como o Angotic, Angola Tech Hub Forum (marcado para 17/05/2022), Startup Summit Angola (12/05/2022 – 14/05/2022), LISPA (Laboratório de Inovação do Sistema de Pagamentos de Angola) do BNA e a incubadora Digital.ao recentemente inaugurada pelo Presidente da República são prova disso. Em relação aos eventos, são importantes porque servem para divulgação das iniciativas que os jovens angolanos têm desenvolvido e são também um espaço de networking entre os próprios promotores.

Segundo as notícias, o Digital.ao deverá actuar como uma incubadora de startups para apoio aos jovens da SADC, mas a realidade é que a sua página na internet não reflete com clareza o seu verdadeiro propósito neste domínio. Em relação a este tema, a minha opinião é que uma incubadora desta natureza não precisa necessariamente estar vinculada ao Governo quando existem outras instituições locais, privadas, bastante capazes, que têm tentado assumir com muito esforço este papel (há anos), talvez fizesse mais sentido integrá-las para a gestão desta infraestrutura. E se o tema central for mesmo incubar, pode ser que uma análise à incubadora do INAPEM nos permita ter uma amostra mais real do que se pretende fazer. Talvez fosse oportuno apresentar algum do trabalho que tem sido feito por esta instituição, sobretudo na interação com as startups.

É preciso ter algum cuidado para não convertermos as startups em um tipo de vitrine das emoções para onde estas são chamadas quando existe algum evento “promocional” para dizer que temos. Temos mesmo é que identificar as startups existentes, as suas áreas/sectores de actuação, mapear as suas principais dificuldades, definir programas de incubação para estas, apoios financeiros (simplificados) e se possível integrá-las a projectos onde possam validar a sua proposta de valor. Os principais apoios que uma startup em fase inicial precisa são: zona de trabalho com acesso à internet, capital semente (dinheiro para pagar as despesas básicas como salário do pessoal), computadores, treinamento e mentoria. Não disponibilizar este tipo de serviços e recursos é atrasar o desenvolvimento do país neste domínio, sob a pena de reduzirmos o surgimento e a resiliência das startups no país, quando o resto do mundo está a viver o surgimento massivo destas.

E sobre esta tendência de redução, recordo-me da iniciativa da Unitel (Go Challenge) que tem procurado dinamizar também o sector, entretanto, para o seu concurso deste ano, surgem rumores que têm tido dificuldades em encontrar startups com potencial, este é um sinal que precisa ser devidamente interpretado. O que será melhor? Captar novas startups ou ajudar as poucas existentes a sobreviverem? Talvez as 2 coisas, digo eu.

Existem estruturas do Estado Angolano vocacionadas para gerar impacto expressivo neste domínio mas parece-me que estão muito distantes do ecossistema das startups. O FACRA – Fundo Angolano de Capital de Risco, existe há uns largos anos, quantas startups terá apoiado até o momento? É um dos instrumentos mais indicados para identificar e apoiar novos modelos de negócios com capital de risco, esta é a sua função principal.

O FADA – Fundo Angolano de Desenvolvimento Agrícola, estará a trabalhar com alguma startup estratégica para o sector do agronegócio? Ou pretende assumir sozinho este papel de desenvolvimento do meio rural a partir de Luanda?

Quantas startups terão participado do programa de alívio económico aprovado em 2020 que alocou 4 mil milhões de kwanzas para o apoio às startups, não se ouviu falar dos resultados desta iniciativa. Quantas startups foram beneficiadas?

Quantas startups terão participado do programa de alívio económico aprovado em 2020 que alocou 4 mil milhões de kwanzas para o apoio às startups...

No domínio das políticas públicas, que tipos de incentivos, desde fiscais e administrativos terão sido criados até o momento para o fomento do ecossistema de startups?

O investimento de 2 milhões de dólares feitos em uma nova infraestrutura para o Digital.ao talvez fosse melhor aplicado se partilhado (em parte) com as startups existentes que de forma muito sacrificada ainda subsistem e não “desligaram o servidor”. É uma questão de tempo até que as startups de outros países (que têm recebido apoios importantes) comecem a expandir-se na nossa região, ao penetrarem em Angola o mais provável é eliminarem a “concorrência local” que vive bastante sofrida, é uma questão de tempo…

Diferentemente do que acontece com as empresas convencionais, as startups não procuram crédito bancário, as startups não são empresas, são ideias disruptivas de base tecnológica utilizando modelos de negócios inovadores e flexíveis que precisam ser validadas num ambiente de muita incerteza e risco (lembram o ranking de Angola sobre o ambiente de negócios?). Portanto, não é recomendável que as startups façam este exercício com recurso a empréstimos bancários, este é o principio utilizado em quase todo o mundo. Para preencher esta lacuna de apoio financeiro existem figuras importantes para o ecossistema como: o investidor anjo, fundos de desenvolvimento e inovação, fundos de capital de risco, etc.

Concluindo, este é um tema que deve ser analisado por especialistas com uma visão estratégica para o futuro do país, precisamos fazer um exercício inclusivo com os principais stakeholders / parceiros no sentido de identificar as oportunidades potenciais onde as startups podem agregar valor à economia e sociedade angolana. Os principais actores: promotores/startupers, governo, banca – comercial e de desenvolvimento, fundos de investimento e risco, devem assumir as suas responsabilidades neste processo e encontrar soluções objectivas com foco em resultados e ganhos de eficiência. De outro modo, continuaremos a ver milhões de dólares serem investidos em infraestruturas de betão armado enquanto os criadores de soluções de alto impacto social e económico mendigam por um tostão quase impossível.


Este artigo foi escrito por Wanderley Ribeiro, originalmente publicado na sua página do Linkedin e republicado no MenosFios com a permissão do autor.

‘God of War Ragnarök’ será lançado em 2022, garante produtor

O estúdio Santa Monica da PlayStation encontra-se atualmente a trabalhar em ‘God of War Ragnarök’, a continuação do muito elogiado e bem-sucedido ‘God of War’ lançado em 2018.

Balrog adiantou que a equipa está a ser perfeccionista com os detalhes e que só pretende anunciar novidades quando estiver preparado para tal. Este vídeo foi partilhado pelo diretor de animação do estúdio Santa Monica, Bruno Velazquez, que foi questionado por um fã se ‘God of War Ragnarök’ continua com lançamento marcado para 2022.

O produtor respondeu a este seguidor e garantiu que ‘God of War Ragnarök’ será lançado este ano, não dando espaço a qualquer hipótese de adiamento para o próximo ano. Recordar que a Sony já havia afirmado que ‘God of War Ragnarök’ seria lançado em 2022 mas, tendo em conta que o jogo já foi adiado no passado, é natural que os fãs queiram ter a certeza que poderão contar com o lançamento ainda este ano.

Recordar que ‘God of War Ragnarök’ chegará tanto à PlayStation 5 como à PlayStation 4.

Maior acelerador de partículas do mundo volta a funcionar após paragem

O maior e mais potente acelerador de partículas do mundo, na fronteira franco-suíça, voltou ontem(22) a funcionar após uma paragem técnica de mais de três anos para trabalhos de manutenção e melhoramentos.

Em comunicado, o laboratório europeu de física de partículas (CERN) refere que a máquina voltou a operar às 11:16 de Angola quando dois feixes de protões circularam em sentidos opostos com uma energia de 450 mil milhões de eletrões-volt (450 GeV).

 

Antes disso, os peritos irão afinar progressivamente a máquina e aumentar, com segurança, a energia e a intensidade dos feixes para que possam ser iniciadas as colisões a uma energia recorde de 13,6 biliões de eletrões-volt (13,6 TeV).

Para o responsável pelo Departamento de Feixes do CERN, Rhodri Jones, citado no comunicado, os dois feixes de protões, “que circularam à energia de injeção e continham um número relativamente pequeno de protões”, representam “o reinício bem-sucedido do acelerador depois de todo o trabalho árduo realizado durante a paragem longa”.

O LHC foi desligado em dezembro de 2018 e previa-se que a nova paragem técnica, a segunda mais demorada, para trabalhos de beneficiação, se prolongasse até à primavera de 2021, prazo que acabou por derrapar.

Os equipamentos e infraestruturas tiveram grandes atualizações durante a segunda paragem longa do complexo de aceleradores do CERN“, assinalou o diretor de Aceleradores e Tecnologia do CERN, Mike Lamont, acrescentando que o LHC “vai agora funcionar a uma energia ainda mais alta e, graças a grandes melhorias no complexo injetor, fornecerá significativamente mais dados às experiências, que também foram melhoradas“.

Os físicos esperam, com os melhoramentos feitos, aprofundar o conhecimento das propriedades do bosão de Higgs, partícula elementar descoberta em 2012 em experiências feitas com o acelerador, e testar com mais rigor o Modelo-Padrão da física de partículas e as suas várias possíveis extensões.

No LHC serão realizadas, inclusive, colisões envolvendo iões de oxigénio que irão melhorar o conhecimento dos raios cósmicos (partículas energéticas que interagem com a atmosfera terrestre) e do plasma de ‘quarks’ e gluões, um estado da matéria que existiu pouco depois do Big Bang, teoria segundo a qual o Universo nasceu há 13,8 mil milhões de anos.

Está previsto que a partir de 2026 o acelerador comece a produzir ainda mais colisões e mais dados, em modo de alta de luminosidade.

No LHC são geradas colisões de protões (que são hadrões) e iões pesados a altas energias para se compreender melhor a composição do Universo. Os protões circulam no acelerador a uma velocidade próxima da luz.

Concluído que está o ‘upgrade’ no acelerador, o LIP vai estar envolvido, segundo anunciou hoje em comunicado, em experiências com um novo detetor de neutrinos, partículas semelhantes ao eletrão, mas sem carga elétrica e com massa muito baixa.

De acordo com o CERN, este detetor será capaz de detetar novas partículas, no caso “partículas de interação muito fraca que não são previstas pelo Modelo-Padrão” e que podem “constituir matéria escura”, que os cientistas estimam que formará 84,5% da matéria total do Universo e que é inferida pelo efeito gravitacional sobre a matéria visível, como as galáxias e as estrelas.

Juntas, a matéria escura e a energia escura, postuladas nas teorias físicas, formam 95% do Universo. Os restantes 5% correspondem à matéria visível, a que é explicada pelo Modelo-Padrão, confirmado em experiências feitas no LHC.

O maior e mais potente acelerador de partículas do mundo tem mais de 10 anos e uma “esperança de vida” até 2040.

Decisões terão de ser tomadas em 2025 quanto à construção de um novo acelerador de partículas.

A tecnologia da física de partículas, com recurso a feixes de protões, tem sido utilizada em vários países no tratamento de determinados cancros.

Casal Obama está de saída do Spotify

O acordo entre Barack e Michelle Obama com o Spotify chega ao fim em outubro e, de acordo com a Bloomberg, o casal não pretende continuar a colaboração com o serviço de streaming.

Nenhuma das partes se pronunciou sobre a situação mas, até aqui, a colaboração entre os Obama e o Spotify resultou nos podcasts ‘Renegades: Born in the USA’ – com Barack Obama e o músico Bruce Springsteen – e no ‘The Michelle Obama Podcast’, um dos mais programas mais populares do serviço em 2020.

[Vídeo] Confira as principais notícias tecnológicas que marcaram a última semana #19

Bem-vindo a mais uma edição de As Melhores da Semana, a publicação exclusiva da redacção da MenosFios que mostra as 5 noticias que tiveram o maior “feedback“ por parte dos nossos leitores, desde a plataforma até aos nossos perfis oficiais das redes sociais.

É como sempre, trazemos notícias especiais e que causaram um grande rebuliço de vossa parte, e que por causa disso mereceram um “affair“ do nosso “host“ Sued de Oliveira, em um vídeo totalmente interativo no nosso canal oficial do Youtube.

Mas vamos por partes, embora que não vamos falar de todo conteúdo do vídeo, na semana que passou a noticia sobre o Angonix, que é a maior plataforma de tráfego de internet de Angola, ter assistido um novo recorde de fluxo teve um grande interesse dos nossos leitores, que mereceu estar no Top 5.  Ainda falando das noticias que os nossos leitores mais curtiram e partilharam nas redes sociais está a noticia que dá conta que os países dos PALOP já contam com a primeira plataforma E-learning da região, o que mereceu estar no Top 5.

Infelizmente paramos por aqui, onde convido o nosso leitor ir agora na nossa página oficial do Youtube, e veja o vídeo completo contendo as 5 noticias que tiveram mais partilha dos nossos seguidores. Podes ver o vídeo clicando em aqui.

E não te esqueças… próxima Sexta-Feira temos mais um As Melhores da Semana. Então, isso é um Até JÁ!!!

Multicaixa Express movimentou mais 4,9 mil milhões de kwanzas em 2021

Multicaixa Express, que é o principal aplicativo interbancário de pagamentos em Angola, onde reúne vários cartões multicaixa ao número de telemóvel, atingiu 338 milhões de operações e movimentou 4,9 mil milhões de kwanzas, segundo os últimos dados fornecidos pela Empresa Interbancária de Serviços (EMIS).

Com esses números, que foram divulgados em alusão ao 20º aniversário da Rede Multicaixa, que se assinalou na última segunda-feira(18), o Express tornar-se assim mais expressivo para a sociedade civil angolana do que os Caixas Automáticos e Terminais de Pagamentos Automáticos(TPA). Segundo ainda a EMIS, mais de 500 mil utentes utilizam o aplicativo, que assume o compromisso de manter o crescimento da rede para atingir a total desmaterialização dos pagamentos.

Por outro lado, nos Caixas Automáticos foram realizadas, no mesmo período, 373 milhões de operações, movimentando mais de 6,8 mil milhões de kwanzas, ao passo que nos TPA realizou-se 308 milhões de operações e movimentos de 4,3 mil milhões de kwanzas.

A rede Multicaixa tem hoje cerca de 3.200 Caixas Automático e mais de 140 mil TPAs, distribuídos por todo o território nacional.

MAIS: EMIS reforçou os mecanismos de segurança do Multicaixa Express

De informar que a EMIS começou por emitir os primeiros cartões de débito Multicaixa e por instalar os primeiros Caixas Automático em Angola para possibilitar a oferta de serviços mais básicos, como a dispensação de dinheiro e actualmente funciona como alavanca no processo de digitalização dos pagamentos em Angola.

Ainda na história dos seus serviços, através de um comunicado oficial, a EMIS explica que a necessidade de dinamização dos pagamentos electrónicos acelerou a introdução das transferências bancárias, a implementação dos pagamentos de serviço e carregamentos, permitindo assim aos operadores de comunicações electrónicas disponibilizassem os seus serviços na rede.

Acrescenta que a aceitação e confiança na rede Multicaixa traduziu-se no seu crescimento e com isso a oferta de serviços modernos e inovadores, disponibilizando inúmeras funcionalidades como levantamentos de numerário, transferências bancárias, pagamentos de serviço, pagamentos ao Estado e outros pagamentos como a conta de consumo de água e de energia eléctrica, com um registo de mais de 90 milhões de operações por mês.

Moçambique: Avarias comprometem uso do cartão “Famba”

As constantes avarias das máquinas montadas nos autocarros de transporte de passageiros esta a ser o motivo para o abandono do uso do cartão “Famba“, na Região Metropolitana de Maputo, Moçambique.

Segundo o que foi revelado pelos operadores de transporte, a sociedade civil da capital moçambicana aderiu em massa aos cartões, mas actualmente os usuários por dia não passam de dez em cada autocarro com o sistema activo.

O número reduziu significativamente devido a avarias constantes das máquinas que se mantém desligadas por muito tempo, o que limita o usuário de gastar o valor recarregado“, disse Arnaldo Djohane, automobilista.

Ivete Simbine, cobradora, diz que os problemas das avarias foram sempre constantes, embora que não eram muito notáveis, visto que havia agentes nas paragens para contornar essa situação, e onde hoje os técnicos não aparecem quando os problemas são reportados.

De informar ainda que a existência de duas máquinas no autocarro, uma de pagamento e outra de validação da viagem é um outro problema que preocupa os utentes. Isso torna fácil as pessoas se esquecerem de fazer a validação no fim da viagem, o que faz com que seja perdido todo o saldo no cartão, porque quando não se faz, a cada volta que o autocarro efectuar, o sistema retira o valor de forma automática, considerando que o passageiro continua a viajar.

MAIS:  Província da Huíla vai contar com sistema de bilheteria electrónica nos transportes públicos

Por isso, várias pessoas sugerem a criação de um meio, através do qual poderão se conectar e pedir a validação da viagem de forma virtual.

Castigo Nhamane, Presidente da federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO) disse que adesão não é a esperada, visto que o sistema não está muito bem consolidado, causando perda constante de rede e avarias. Acrescentou ainda que há necessidade de se concertar este impasse uma vez tratar-se de um sistema bom que devia ser usado por todos.

De informar que essa inovação tecnológica “Famba” é um método de pagamento promovido pela AMT (Agencia Metropolitana De Transporte De Maputo) e é usado para fazer o pagamento de transporte na Area Metropolitana de Maputo que inclui cidade de Maputo, Boane, Matola, Marracuene, Namaancha, Manhiça,Katembe e Ponta D’ouro.

Bié: Portal do Munícipe já arrecadou mais de 210 milhões de kwanzas em 2022

O Portal do Municípe já arrecadou mais de 210 milhões de kwanzas nesses primeiros quatro meses de 2022 na Província do Bié, segundo o delegado provincial das Finanças naquele território, Armindo Faria.

Segundo o governante, que falava durante a abertura do ciclo formativo sobre os novos módulos do portal do munícipe, na capital da província, Cuito, a maior parte desses valores vem de receitas que provêm dos direitos fundiários, que é um dos serviços mais procurados pelos munícipes do Cuito, Andulo, Nharêa, Chitembo, Catabola, Camacupa, Cuemba, Chitembo e Chinguar.

Para Armindo Faria, o objectivo é trabalhar junto das administrações municipais para que elas possam identificar as fontes de receitas para dinamizar cada vez mais este processo, visto que com o Portal do Munícipe, há um maior controlo das receitas arrecadadas localmente, valor este que retorna nos referidos municípios, para edificação de vários projectos em benefícios das populações.

MAIS: Huambo: Falta de internet dificulta arrecadação de receitas via RUPE e Portal do Munícipe

Ainda no seu discurso, o delegado provincial mostrou ainda não estar satisfeito e que o objectivo é aumentar a arrecadação a cada ano, principalmente com a adição de novos serviços.  Armindo faria ainda defendeu uma maior dinamização do processo, tendo a necessidade dos munícipes buscarem somente estes serviços nas administrações municipais e não por outras vias.

De informar que o ciclo formativo teve a duração de 15 dias, onde foi formado mais de 90 técnicos das administrações municipais e gabinetes provinciais, com o objectivo de dotar os técnicos de ferramentas sobre a transferência da estrutura central e institutos nacionais para os órgãos de Administração Local do Estado.

Multinacional Equinix adquire MainOne, de modo a expandir-se para o continente africano

A Equinix Inc., multinacional que atua nos segmentos de data centers de livre portabilidade e de troca de tráfego para permitir interconexões, anunciou que concluiu um acordo para adquirir o centro de dados na África Ocidental, propriamente o MainOne, para fornecer soluções de conectividade e marcar o início da sua expansão para o continente africano.

Segundo o African Business, esse acordo avaliado em 320 milhões de dólares vem para aumentar a estratégia de longo prazo da empresa de estruturas digitais, ao ser capaz de trazer uma gama completa de tecnologias transformadoras e conectividade na Nigéria, Gana e Costa do Marfim.

Esta aquisição irá estender também a Plataforma Equinix à África Ocidental, dando às organizações sediadas dentro e fora de África o acesso aos mercados globais e regionais.

Actualmente a Nigéria tem a maior população e a maior economia de África, com cerca de 142 milhões de subscritores ativos na Internet, segundo os números revelados, e é lar de novos ecossistemas digitais inovadores em fintech e conteúdos e meios digitais, bem como tem uma grande oportunidade para a expansão dos serviços digitais, pelo que a Plataforma Equinix vem para ser bem difundida no país.

MAIS: Huawei e CRASA assinam memorando para acelerar a transformação digital na África do Sul

A Equinix acredita que a MainOne, que foi adquirida pela empresa em Dezembro de 2021 e sediada em Lagos, capital da Nigéria, é um dos negócios tecnológicos mais entusiasmantes a emergir em África, e a cidade está rapidamente a tornar-se um centro de conectividade chave para a região mais vasta da África Ocidental.

Fundada pela Funke Opeke em 2010, a MainOne é uma empresa que tem permitido a conectividade para a comunidade empresarial da Nigéria e conta agora com ativos de infraestrutura digital, incluindo três centros de dados operacionais.

Essa aquisição da MainOne marca o mais recente de uma série de aquisições estratégicas da Equinix, e que também anunciou recentemente expansões na América do Sul com a aquisição de três centros de dados da Entel,  para acelerar as oportunidades de transformação digital para empresas locais e multinacionais.

 

Angosat-2 poderá ser lançado antes das próximas eleições gerais

O Angosat-2 poderá ser lançado antes das próximas eleições gerais do país, programado para Agosto próximo, onde actualmente está na fase final de testes, o penúltimo antes de ser dado como pronto, nas instalações da ISS Reshetnev, na cidade “fechada” de Zheleznogorsk, próximo de Krasnoyarsk, na região centro/sul da Sibéria, na Rússia, revela o Jornal Expansão.

Segundo o que foi informado, está também a ser testado o funcionamento durante o lançamento, nomeadamente o comportamento do satélite face às oscilações de temperatura, que podem ir de menos 100 graus a mais 100 graus celsius.

De informar que o Angosat-2 está feito acima dos 80%, e tem algumas inovações e correcções dos erros cometidos no Angosat-1, nomeadamente uma transmissão sete vezes mais do que o primeiro aparelho, que tinha 16 “transponders” (retransmissores) na Banda C e seis na Banda KU.

MAIS: Angosat-2: Concluída a construção da antena para os Testes em Órbita

O Angosat-2 terá ainda seis “transponders” na Banda C, 24 na Banda KU e, como novidade, será acrescentado um retransmissor na Banda KA.

Com o peso total de duas toneladas, o Angosat-2 será ainda um satélite de Alta Taxa de Transmissão (HTS) e disponibilizará 13 gigabytes em cada região iluminada (zonas de alcance do sinal do satélite). O satélite será baseado na plataforma Eurostar-3000 e o tempo de vida útil será de 15 anos.

A construção deste novo satélite não trouxe custo para o Estado angolano, pelo facto de o contrato de mais de 300 milhões de dólares, rubricado com a parte russa, para construção do Angosat-1, ter acautelado os interesses de Angola, em caso de desaparecimento ou destruição do satélite.