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Sábado, Abril 18, 2026
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Google lança plano de internet via fibra de 2 Gb/s nos EUA

O Google estreou, na última semana, a sua nova velocidade de internet fibra óptica. Após meses de testes, assinantes do Google Fiber já podem realizar a assinatura de um plano do o “2 Gig”, provedor com 2 Gb/s de download, com direito a roteador Wi-Fi 6. O novo plano está disponível apenas em duas cidades dos Estados Unidos.

O novo plano vai além do plano “1 Gig”, com 1 Gb/s de velocidade. “Em agosto, o Google Fiber anunciou nosso plano para testar o serviço 2 Gig em Huntsville e Nashville. Hoje, temos o prazer de anunciar que o 2 Gig agora está amplamente disponível nessas duas cidades”, avança o comunicado.

A nova  internet via fibra óptica oferece 2 Gb/s de download e 1 Gb/s de upload aos assinantes, sem limite de dados, por US$ 100 ao mês. Além do serviço, os assinantes também recebem um  roteador Google Fiber Multi-Gig Router, com Wi-Fi 6.

O roteador Multi-Gig tem uma porta Ethernet 10G, embora o Google ainda não tenha especificado se é uma conexão RJ45 de cobre ou SFP + óptica. De acordo com o Google, o Google Fiber é 100 vezes mais rápido do que os serviços de banda larga disponíveis no mercado. “Não há mais carregamento. Não há mais espera. Velocidades de gigabytes irão te livrar desses incômodos e irá abrir novas oportunidades na web”, destaca a empresa.

No entanto, o novo plano está limitado a somente duas cidades do Alabama e Tennessee. “Se você não estiver em Huntsville e Nashville, não se preocupe”, afirmaram. “Você ainda pode se inscrever para testar o 2 Gig e outros produtos por meio de nosso programa Trusted Tester”.

Apple anuncia os novos auscultadores AirPods Max

Apple anunciou nesta terça-feira (8/12) os AirPods Max, os seus primeiros fones de ouvido sem fio no estilo “over the ear” (que vão por cima da orelha), com cancelamento activo de ruído, áudio espacial, acesso fácil à Siri e integração com iPhone, iPad e Mac.

Segundo a Apple, estes auscultadores foram cuidadosamente projectados e fabricados. A atenção ao pormenor vai desde o suporte até às almofadas auriculares. Cada parte dos AirPods Max é cuidadosamente trabalhada para proporcionar um desempenho acústico excecional para cada utilizador.

O dossel é fabricado numa malha respirável, que atravessa a faixa da cabeça, e é feito para distribuir o peso e reduzir a pressão na cabeça. A estrutura da faixa da cabeça em aço inoxidável proporciona força, flexibilidade e conforto para uma grande variedade de formas e tamanhos de cabeça.

Os AirPods Max apresentam um driver dinâmico de 40 mm projectado pela Apple que fornece graves ricos e profundos. Além disso, estes auscultadores oferecem intervalos médios precisos e extensão de alta frequência nítida e limpa para que cada nota possa ser ouvida.

Até agora, os fones de ouvido sem fio da Apple seguiam o estilo earphone, que ficam encaixados no ouvido. O novo produto irá competir com itens da Beats, que também pertence à Apple, e de empresas tradicionais do mundo do áudio como a Sony e a Bose.

Os AirPods Max ligam‑se ao iPhone ou ao iPad num passe de magia. Basta colocar os AirPods Max próximos do dispositivo e tocar em Ligar no ecrã. A Apple já começou a comercializá-los por US$ 549 nos EUA, com entregas a partir de 15 de dezembro.

Covid e Black lives matter foram os temas mais comentados no Twitter em 2020

O novo coronavírus e o movimento “Black lives matter” foram os temas mais comentados no Twitter em 2020, de acordo com uma listagem divulgada ontem por aquela rede social. A ‘hashtag’ #Covid-19 e suas variantes “foi utilizada quase 400 milhões de vezes em todo o mundo”, tornando a pandemia, “sem surpresa”, no evento mais significativo do ano, referiu a rede social em comunicado.

A segunda palavra-chave mais utilizada em todo o mundo foi #BlackLivesmatter, relacionada com o movimento norte-americano com o mesmo nome que denuncia a violência policial contra afro-americanos.

O movimento expandiu-se nas redes sociais nos Estados Unidos e por todo o mundo após a morte de George Floyd, um afro-americano de 46 anos que morreu sufocado por um polícia durante a sua detenção.

“Os assuntos políticos e sociais tiveram um reflexo importante na plataforma”, referiu o Twitter, que notou também uma forte mobilização em torno da hashtag #UighursLivesMatter, sem revelar números, que foi “particularmente retransmitida” para manifestar o apoio aos uigures, na China.

Quanto à metodologia na elaboração da lista, a rede social norte-americana indica que não considerou “conteúdo que oferece recompensas em troca de assinaturas, retweets ou gostos”.

A nível mundial, o ‘tweet’ mais partilhado e também o que obteve mais ‘gostos’ desde a criação desta rede social foi o publicado pela conta do ator norte-americano Chadwick Boseman a anunciar a sua morte, vítima de cancro.

Appy Saúde eleita melhor PME de saúde do Mundo

A Appy Saúde é um aplicativo simplificado com informações de mais de de 1.700 estabelecimentos de saúde entre elas (Farmácias, Hospitais, Clínicas, etc. ), com fotos, endereços, direções, contactos, horários, serviços e seguros associados e ainda feedback dos visitantes e utilizadores e reserva de medicamentos.

Depois de ter conquistado o mercado nacional, a Appy Saúde tem agora enveredado pela sua internacionalização, tendo já pisado palcos como o Web Summit, Africa Move, Africa Tech Summit, entre outros.

Depois de ser considerado em 2019 como a melhor aplicação africana no concurso Apps Africa, a Appy Saúde acaba de ser considerada a melhor PME (pequenas e médias empresas) de saúde do Mundo pela  União Internacional das Telecomunicações na categoria e-Saúde, num concurso denominado “ITU Digital World Awards 2020“.

A União Internacional das Telecomunicações (UIT) reconheceu as soluções tecnológicas inovadoras com potencial para mudar vidas em todo o mundo na cerimónia promovida pela UIT. Os prémios foram entregues para projectos em quatro categorias:

  • Conectividade – novas abordagens para aumentar o acesso universal à Internet (vencida pela Astrome da Índia);
  • Cidades inteligentes, vida inteligente – melhorar a vida urbana em áreas como a energia, transportes, planeamento, educação (vencida pela Busmap do Vietname);
  • E-saúde – melhorar os cuidados de saúde através de diagnóstico e tratamento à distância (vencida pela Appy Saúde de Angola)
  • Finanças digitais – aumentar o acesso à economia digital para os bancos e não-bancários (vencida pela OKO Finance de Israel);

Júri do Concurso:

Os vencedores em cada uma das quatro categorias foram selecionados por um júri de especialistas das áreas de negócios, tecnologia e empreendedorismo, recebendo certificados do Secretário-Geral da UIT Houlin Zhao, na presença de S.E. Phan Tam, Vice-Ministro da Informação e Comunicações, Vietname, e um convite para participar na ITU Digital World 2021 em Ha Noi, no mês de Outubro.

Missão cumprida…

A Appy Saúde usou uma das suas contas oficiais nas redes sociais para partilhar o resultado:

“Temos o prazer de anunciar que a Appy Saúde ganhou o Prémio PME Virtual Digital 2020 da UIT na categoria e-saúde. Foi um grande evento online de 3 dias, co-organizado pelo Ministério da Informação e Comunicações (MIC) do Vietname e pela ITU, a agência especializada das Nações Unidas para as TIC.

Sentimo-nos honrados e privilegiados por receber um prémio tão importante, celebrando a inovação tecnológica no ecossistema das PMEs. Continuaremos a trabalhar arduamente para melhorar o acesso aos serviços de saúde utilizando ferramentas e soluções TIC. #ConstruindoPontesParaASaúde ”

Huawei AirPON para acelerar conexões de banda larga de fibra em África

A Huawei aproveitou um dos maiores eventos de tecnologia em África, para lançar uma solução inovadora denominada AirPON, que reutiliza os sites sem fio existentes para construir redes de acesso totalmente em fibra para operadoras de forma rápida e a baixo custo. A novidade foi apresentada pela gigante chinesa durante o evento AfricaCom , que ocorreu virtualmente este ano.

A banda larga de fibra passou a ser vista como um serviço essencial, especialmente durante o período Covid-19, com forte demanda por implantação de FTTH (fibra para casa) nos países de África. No entanto, a construção da rede FTTH enfrenta enormes desafios.

Tradicionalmente, as operadoras tiveram que implantar salas de equipamentos de escritório centralizadas e distribuir enormes cabos ópticos para alcançar os usuários. Isso requer um investimento inicial em grande escala e a resolução de problemas complexos, como a aquisição de direito de passagem (ROW). Consequentemente, a construção da rede sempre foi demorada e cara.

A solução AirPON da Huawei lida especificamente com esses desafios, fornecendo cobertura FTTH económica.

“Com as 300.000 estações base existentes em África, a solução AirPON pode ser maximizada para atingir baixo custo e cobertura rápida,” afirmou Dean Yu, Vice-presidente, Huawei Região da África Austral. “Ela reutiliza locais existentes, fibra óptica e fontes de alimentação e pode atingir 10 milhões de conexões de acesso de fibra doméstica. A solução AirPON da Huawei ajudará as conexões de banda larga de fibra em África a crescer, reduzir a exclusão digital e permitir a vida digital em África”.

Apresentando um conjunto de casos de uso do AirPON, Charles Qiu, vice-director de marketing de rede de acesso e vendas de soluções da Huawei, citou os principais benefícios na divisão de rede automática de serviço completo e na identificação de área valiosa, seleção de rota ideal, planeamento e projecto de rede, total estimativa de custos e cálculo automático de rotas ideais.

Sunil Piyarlall, executivo de gerenciamento de ciclo de vida de tecnologia da Openserve, disse que o desafio para as operadoras era implantar uma rede de qualidade rapidamente, enquanto continha os custos.

Ele disse que a Openserve testou a solução Huawei Quick ODN em seus laboratórios e realizou um teste de campo em Johannesburg. Os testes apuraram que o projecto foi entregue 30% mais rápido do que a reticulação de fibra convencional.

“Os cabos pré-conectorizados facilitaram uma força de trabalho menor e menos qualificada, mas ainda mantiveram um orçamento de energia óptica dentro das especificações”, reforçou ele.

Já, Franklin Kano Ocharo, o chefe de negócios domésticos da operadora móvel queniana Safaricom, disse que a mesma foi capaz de alavancar sites móveis para a implementação de fibra e desenvolvimento de negócios e estava a alcançar uma convergência fixo-móvel bem-sucedida.

“Os sites móveis são a maior vantagem das operadoras de rede para o lançamento de FTTH, pois tornam mais fácil para a operadora móvel iniciar negócios FTTH. Por meio da operação de uma rede de dados móveis, a operadora já pode obter insights sobre os requisitos de dados dos clientes e está melhor posicionada para fazer a mudança para a fibra para assim oferecer mais largura de banda e atender às necessidades dos clientes. Com base em insights de uso de dados móveis e avaliação de mercado, podemos avaliar melhor a adoção de FTTH em diferentes áreas”, sustentou.

Sobre o aspecto da construção, ele acrescentou que “enquanto enfrentamos o desafio do desenvolvimento de infraestrutura pesada interrompendo o serviço de fibra no Quénia, mitigamos o impacto no atendimento ao cliente, densificando os terminais online (OLTs) com Mini OLTs implantados em sites móveis mais próximos do cliente. Adotamos a Huawei como um de nossos principais parceiros nesta jornada, pois somos capazes de alavancar o seu dinamismo e inovação ao responder a diferentes desafios que exigem a construção de sistemas exclusivos.”

Também falando na sessão Home Broadband da AfricaCom 2020, Dikah Sylvester, HOD de Rede Fixa da Vodafone Gana, expôs os benefícios da solução:“Com a AirPON, a tecnologia pode reduzir o custo de implantação de FTTH em 29%, em comparação com a abordagem tradicional. Se você optar pela tecnologia AirPON, economizará em custos e tempo. AirPON é o caminho a seguir para a implantação de FTTH”.

Após o primeiro lançamento da solução AirPON da Huawei, em Fevereiro em Londres, 45 operadoras ao redor do mundo adotaram-na na construção de rede. A solução consiste em Blade OLTs da série OptiXaccess da Huawei, Digital Quick ODN (DQ ODN) e ONTs eAI da série OptiXstar. Ela reutiliza sites móveis existentes para construir redes de acesso totalmente de fibra e tem os seguintes benefícios:

  • Aquisição do site: OLTs de lâmina externa podem ser instalados em postes móveis existentes ou torres para compartilhar a rede de backhaul sem fio para a transmissão upstream. Os sites podem ser seleccionados com rapidez e precisão, acelerando os projetos em até três meses.
  • Emenda de fibra: A rede DQ ODN apresenta gerenciamento digital, tecnologia de pré-conexão e construção paralela sem emenda de fibra. Os técnicos podem dominar rapidamente a instalação e manutenção da rede de acesso de fibra total. A construção da rede é 70% mais eficiente e os gastos não recuperáveis do ODN é 20% menor.
  • Congelamento de quadro: O eAI ONT identifica de forma inteligente os tipos de serviço e usa a tecnologia de fatiamento Wi-Fi 6 para fornecer canais dedicados a serviços VIP, como educação online e jogos. As operadoras agora podem lucrar com a experiência do usuário, ganhando uma receita média extra por usuário de US $ 10.

Com a aceleração da tendência de convergência fixo-móvel, as redes fixas são a base das operações de serviço completo. Enquanto isso, a construção da rede de acesso totalmente em fibra está a crescer em todo o mundo.

Neste contexto, a Huawei continua a inovar em tecnologias de acesso full-fibre e a fornecer soluções sustentáveis ​​e evolutivas para ajudar as operadoras a alcançarem o sucesso nos negócios.

Google disponibiliza o recurso People Cards para África

Google apresentou no passado dia 01 de Dezembro, um novo recurso exclusivo para telemóveis, o que torna as pessoas mais fáceis de encontrar na pesquisa Google. O People Cards (cartões de pessoas) permitem que as pessoas criem a sua presença na pesquisa na forma de um cartão (semelhante a um Painel de conhecimento da Pesquisa do Google) que inclui todos os detalhes que desejam que outras pessoas tenham sobre elas.

Para muitas pessoas, sejam elas criadoras de conteúdo, profissionais de negócios ou apenas aquelas que querem se destacar na multidão, ter uma presença online é importante”, disse Olumide Balogun, chefe de aplicativos de consumo da África Subsaariana do Google.

Balogun acrescentou que, para as pessoas sem um site formal, ou para pessoas que partilham um nome com muitas outras, os Cartões de Pessoas são uma maneira fácil de criar ou distinguir a sua presença na Pesquisa.

Segundo o Google, para criar um cartão basta que o usuário esteja conectado na sua conta Google, faça uma pesquisa pelo próprio nome e clique no botão “Add me to search” (Me adicione à busca) que aparece junto aos resultados. O usuário pode incluir uma descrição, links para os seus perfis nas redes sociais, número de telefone, endereço de e-mail e a imagem de perfil associada à sua conta. “Quanto mais informações você incluir, mais fácil será para as pessoas te encontrarem”.

“Nos últimos anos, temos trabalhado com pessoas de toda a região para entender melhor como os africanos veem a Pesquisa e como podemos torná-la mais relevante e trabalhar melhor para as pessoas no continente. Construímos esse recurso para milhões de influenciadores, criadores de conteúdo, empreendedores, autônomos, freelancers ou qualquer outra pessoa que queira ser descoberta ”, disse Balogun.

“A missão do Google sempre foi organizar informações e torná-las úteis e acessíveis, e agora estamos a oferecer uma nova maneira para as pessoas que desejam ser encontradas e organizar informações sobre si mesmas, directamente na Pesquisa, e no seus telefones móveis”, afrima Balogun.

Esta funcionalidade foi testada inicialmente na Índia.

Como a parceria entre Ministérios e Huawei pode promover o desenvolvimento de talentos TIC em Angola?

A Huawei, em parceria com o Ministério do Ensino Superior, Ciência e ciência tecnologias de inovaçãor e o Ministério das Telecomunicações Tecnologias de Informação e Comunicação Social, realizaram hoje a Cimeira sobre Talento e Inovação Tecnológica 2020 com o objectivo de criar uma base de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), o cultivo de talentos e inovação.

Durante o evento, as entidades presentes enfatizaram a importância do desenvolvimento de talentos e divulgaram os planos e programas de desenvolvimento de talentos assim com chamaram a atenção da necessidade de se estabelecer mecanismos e definir métodos básicos e regras curriculares para o desenvolvimento de talentos no país.

Na sua apresentação, a ministra do Ensino Superior e Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Bragança, ressaltou que a parceria entre ministério e a Huawei almeja ser uma base de sucesso para os desafios das TIC no País. “A aposta no desenvolvimento de Talentos é fundamental porque pode ajudar a criar emprego, desenvolver o empreendedorismo e acelerar a transformação digital que se pretende e para isso o Executivo está comprometido a concretizar as suas políticas, assim como deve haver compromisso das instituições do ensino superior na melhoria dos currículos”, sustentou a governante.

Segundo Maria do Rosário Bragança, “existem carências infraestruturais, laboratoriais e tecnológicas, assim como de quadros, quer docentes, investigadores e profissionais, que são importantes uma vez que o progresso das TIC é muito rápido, com muitas actualizações e inovações que devem merecer acompanhamento”. Entretanto, “o grande desafio em realidades como a nossa é o acesso aos serviços de internet que ainda tem custos são uma barreira para que os estudantes possas ter um acesso maior as tecnologias de comunicação e informação”, conclui a ministra.

Na mesma senda, o Secretário do Estado das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Mário Oliveira, a juventude tem um papel importante porque são os potenciais talentos caso se destaquem na formação, pesquisa e educação. “Dentre os vários projectos temos o evento AngoTIC que tem sido uma plataforma onde muitos jovens e start ups se têm destacado com resultados visíveis que hoje estão disponíveis no mercado nacional”.

Alinhado com a estratégia de formação de quadros do Governo, o Secretário de Estado da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, António Francisco Afonso, assume que é tarefa fundamental deste Executivo garantir a promoção de talentos que salvaguardem o desenvolvimento sócio económico de Angola, uma vez que  sem talentos não é possível desenvolver uma nação, na sua opinião.

“Contudo, é preciso que este talento seja forjado, munido de competências e inovação que são melhor potenciados através da inovação tecnológica que catapulte o empreendedorismo social, pessoal e até mesmo empresarial. Talento e inovação caminham juntos e talento e inovação tecnológica é o novo normal, no actual quadro mundial em que as tecnologias vão moldando todos os estratos e substratos sociais”, sustentou o dirigente.

Por sua vez, o CEO da Huawei em Angola, Chuxiaoxin (Edric Chu) reafirmou o compromisso da Huawei no apoio ao Estado angolano com quem a empresa estabelece uma relação de mais de 20 anos na melhoria das telecomunicações no país. ”A Huawei vai continuar a investir na formação das pessoas e dedicamos isso grande parte das nossas receitas, eis a razão que hoje empregamos 194 mil pessoas em todo o mundo, pessoas com capacidade fazem grandes pesquisas que contribuem para que a nossa firma tenha resultados mais eficazes”, reforçou o responsável.

Chuxiaoxin (Edric Chu) revelou que no final de 2021 a empresa vai inaugurar o Parque Oficial da Huawei um investimento de 60 milhões de dólares americanos que vai contemplar centros de formação, escritórios e apartamentos numa área total de 32,503m2. “A infraestrura terá um Centro de Inovação para estudar as exigências do mercado e inovar serviços, um Centro de Treinamento para dar treino e certificação em TIC para governos, clientes, parceiros, alunos com capacidade máxima de 1.800 por ano, e, por último, um Centro de Experiências para compreender as exigências do mercado e trabalhar com os usuários, parceiros e inovar serviços”, detalhou o líder da Huawei em Angola na apresentação.

Com uma série de campanhas vocacionadas para o ecossistema de talentos na África subsariana, como “Seeds for the Future” e “ICT Competition”, a Huawei conta melhorar a competência de mais de 6,000 mil profissionais de TIC até 2023. O objectivo é preencher a lacuna de talentos nesta área, avançando na transformação digital das indústrias.

África Subsaariana digital na época da COVID-19

África Subsaariana registou um aumento no uso de pagamentos móveis o que contribuiu para um crescimento digital significativo, embora desigual, nesta sub-região, isto é, de acordo com o relatório divulgado na semana passada pela Fletcher School da Tufts University, nos Estados Unidos da América, intitulado Digital in the time of COVID.

De acordo com o relatório, as economias da África Subsaariana estão em meio a uma revolução móvel, onde as conexões móveis e os pagamentos móveis aumentaram em todo o continente africano.

“Mais de 135 milhões de contas de pagamento móvel foram abertas por consumidores da África Subsaariana apenas entre 2010 e 2018, e a região é responsável por mais de um terço dos pagamentos móveis globais”, afirma o relatório.

O relatório argumenta que o acesso à Internet móvel e o telefone móvel são apenas o primeiro passo para desbloquear os benefícios da digitalização. Uma lição importante que a pandemia ofereceu é a qualidade do acesso.

O acesso superior, como banda larga terrestre confiável e dispositivos melhores – por exemplo, laptops e tablets são mais adequados para aprender e trabalhar – é um insumo fundamental para a resiliência económica numa época de forte dependência de tecnologias digitais.

As economias digitais da África Subsaariana fariam bem em se concentrar na melhoria do acesso, acessibilidade e qualidade da internet móvel e não perder de vista a necessidade de investir em mais acesso de banda larga e melhores dispositivos para desbloquear todo o potencial do crescimento económico impulsionado pela digitalização,” avança o relatório.

Outra boa notícia é que a lacuna da internet móvel contribuiu para o alto impulso demonstrado pelas economias Break Out, que são economias com pontuação mais baixa no seus actuais estados de digitalização, mas estão a evoluir rapidamente. Exemplos de economias emergentes na África são Quénia, Camarões, Costa do Marfim, Ruanda, Tanzânia e Gana.

O forte ímpeto das economias emergentes e o seu significativo espaço para crescimento as tornariam altamente atraentes para inovadores e investidores, diz o relatório. As economias emergentes também exibem algumas das atitudes mais optimistas em relação à digitalização e tecnologia.

O relatório observa que várias nações de médio porte, incluindo Quénia, Bangladesh e Ruanda, têm usado tecnologias digitais para avançar e transformar sas uas economias.

Esses avanços são modelos e referências ideais para outras economias Watch Out sobre como usar a economia digital como uma alavanca para criar uma mudança radical na sua trajectória de crescimento, diz o relatório. Exemplos de economias vigilantes na África são África do Sul, Nigéria, Uganda, Etiópia e Namíbia.

Algumas recomendações

O relatório diz que as economias na África Subsaariana estiveram em desvantagem durante a COVID-19, enfrentaram uma escolha particularmente difícil quanto ao momento, profundidade e duração dos bloqueios e medidas de distanciamento social.

Embora as economias digitais, como a do Ruanda, não tenham evoluído o suficiente para ser uma grande fonte de resiliência durante bloqueios, elas fornecem uma luz no fundo do túnel para os formuladores de políticas que estão a sair da COVID-19 .

Essas economias em rápida evolução tendem a ter muito em comum: um aumento demográfico jovem, um aumento na aceitação digital e um público cada vez mais envolvido com o digital. Os formuladores de políticas nesta região do continente fariam bem em aproveitar esse entusiasmo e olhar para o digital como uma forma de impulsionar o crescimento económico em 2021 e além, afirma o relatório.

AKI eleita melhor startup de tecnologia financeira pelo BNA

No ano passado o Banco Nacional de Angola (BNA) em parceria com o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação angolano e a empresa Acelera Angola, colocaram no mercado o Laboratório de Inovação do Sistema de Pagamentos (LISPA) , com vista a promoção da inovação, potencialização da oferta de produtos e serviços financeiros diversificados ao consumidor, salvaguardando a gestão de riscos, a fim de impulsionar a inclusão financeira.

Na sua primeira edição, abriu as inscrições de ideias e projectos de inovação de 24 de Outubro a 24 de Novembro de 2019, e os vencedores foram apresentados no dia 03 de Dezembro de 2020 em um evento denominado “Demo Day“. Dentre as 10 startups que participaram na primeira edição, a startup “AKI” foi eleita, como a melhor iniciativa tecnológica financeira (Fintechs), no quadro do Laboratório de Inovação do Sistema de Pagamento de Angola (LISPA).

Com vários projectos embrionários, o team AKI concentra serviços de pagamentos por intermédio no qual os utilizadores podem encontrar, de forma rápida, simples, cómoda e segura, um variado leque de ofertas de bens e serviços, por via de um telemóvel. Para as compras do dia-a-dia, pagar bens e serviços, levantar, transferir e depositar dinheiro com toda a segurança e simplicidade, a Aki apresentou tal capacidade, de forma mais simples e de fácil manuseio.

Com um sistema que congrega vários serviços, com a startup garante ser possível efectuar
compras de recargas digitais dos provedores de telefonia móvel, TV e Internet, bem como
pagamento de produtos e serviços como o da GH Kids da Ghasist que permite acompanhar as crianças durante a partida e/ou chegadas de voos internacionais.

Técnicos do GGPEN certificados para controlar o Voo do AngoSat-2

No principio do corrente ano, surgiu a informação de que, técnicos angolanos iriam acompanhar a construção do Ango-Sat (AngoSat-2 e AngoSat-3), e parece que o processo já está a decorrer, pois recentemente confirmou-se que os técnicos do GGPEN (Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional) foram certificados como como controladores
de voo do Angosat-2.

Quarenta e sete controladores/operadores de voo foram certificados pelo Centro de Controlo e Missão (MCC), na França, para monitorar o desempenho de satélite, detectar anomalias e aplicar as acções de correção, no âmbito do Angosat 2.

Os técnicos estão capacitados para interagir directamente com o satélite e a infraestrutura terrestre durante a sua operação em tempo real, sendo responsáveis por implementar as acções previstas no plano de actividades diário, monitorar o desempenho do satélite, detectar anomalias no satélite e aplicar as acções de correção ou mitigação.

O referido treinamento esclarece as principais dúvidas relativas ao modelo de certificação de engenheiros para operarem um satélite de comunicação, tendo como base teórica a documentação contratual e a observação do modelo actualmente implementado pelo GGPEN para a certificação dos operadores/controladores de voo do satélite Angosat2.

Deste estudo resultou a identificação dos pontos fortes do modelo actual, nomeadamente a
garantia da aquisição de conhecimentos sólidos e experiência para gerir a operação do satélite, de forma autónoma, capacidade para criação de documentação operacional e técnica em português. Foi, igualmente, possível identificar um campo de melhoria deste modelo, baseado no estudo do modelo implementado pela NASA (no Bowie Satellite Operations and Control Center (BSOCC) localizado no campus da Universidade Estadual de Bowie, onde têm treinado e certificado alunos em operações de voo por satélite em tempo real desde 1996).