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Um remédio chamado 5G

O estado do sistema de saúde angolano é crítico e precisa de um tratamento de choque. Mais médicos, mais hospitais, mais políticas públicas. E mais tecnologia. As novas redes móveis 5G podem ser uma das soluções para levar a assistência básica às zonas rurais e ajudar a resolver a falta crónica de médicos e especialistas que asfixia a saúde angolana.

Silvio Almada, Presidente da AAPSI

Uma prolongada e aguda dor de cabeça, assim poderíamos descrever a saúde em Angola. A infra-estrutura hospitalar do país é precária e insuficiente. Se nas cidades a falta de recursos humanos e insumos é grave, em muitos pontos do interior do país nem o básico existe. O diagnóstico é preocupante e exige um urgente cocktail de medicamentos de muitas cores.

A nova tecnologia 5G, dizem os especialistas, pode fazer parte desta receita, detonando um elemento activo conhecido por “telemedicina”. As experiências noutras partes do mundo dão-nos perspectiva. Na análise “5G Verde: Construindo um Mundo Sustentável”, a Huawei descreve como a China criou um exitoso sistema de consultas à distância em comunidades onde faltavam médicos.

Importa lembrar que o Livro branco 5G verde foi lançado a 19 de Julho deste ano, numa parceria entre a organização global de consultoria e pesquisa, Analysys Mason, e a Huawei, a multinacional chinesa presente em Angola há mais de 20 anos, ao longo dos quais tem apoiado os sectores público e privado em termos de transformação digital.

Também em países mais avançados, as 5G estão a revolucionar a saúde. Na Inglaterra, conta o documento, o desenvolvimento das novas redes móveis permitiu driblar a pandemia de coronavírus, garantir a distância social entre médicos e pacientes e realizar 25,5 milhões de consultas remotas desde Março deste ano. Ferramentas como o Microsoft Teams ou aplicações móveis criadas exclusivamente para o sistema de saúde inglês lideraram a mudança de paradigma.

Casos como estes dão-nos pistas sobre como a chamada e-Health poderia ajudar Angola a suavizar algumas dores crónicas, entre as quais a falta de profissionais. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que no nosso país há apenas 2,1 médicos por cada 10 mil habitantes, entre 3 e 5 vezes menos que o recomendável. Os poucos que há, sabemos bem, concentram-se nas zonas urbanas, obrigando muitos angolanos a percorrer quilómetros e quilómetros para tentar chegar com vida a centros de saúde sem condições. A aposta em soluções potencializadas pelas 5G poderia, à semelhança de outros lugares do mundo, criar sistemas de consultas à distância com benefícios óbvios e imediatos.

A tecnologia agora à disposição pode também pôr um fim, ainda que paliativo, a ironias trágicas do nosso sistema de saúde. Como a dos aparelhos médicos de última geração, caríssimos, que apodrecem em hospitais porque ninguém os sabe usar. Algo parecido acontecia em centros de saúde chineses, lê-se em “5G Verde: Construindo um Mundo Sustentável”. Para reverter o quadro, as autoridades maximizaram o potencial da plataforma das consultas médicas à distância para ensinar os técnicos de comunidades pequenas a usar empoeirados aparelhos de tomografia e de ressonância magnética. No limite, a tecnologia 5G possibilitará até o controlo remoto destes dispositivos a partir de um simples telemóvel. Para Angola, soluções de formação como estas seriam um bálsamo.

Cirurgias à distância e uma injecção de adrenalina

A lista das vantagens da telemedicina é longa e inclui, entre outras, a possibilidade de enviar para os telemóveis dos médicos ficheiros pesados (diagnósticos, raios-x, exames) ou de usar aparelhos e sensores IoT (Internet das Coisas) para medir e monitorizar remotamente, e em tempo real, a evolução de doentes. Contudo, no campo da saúde, a tecnologia das “cirurgias à distância” é a que mais desperta a atenção mediática nesta nova era.

As operações remotas não são novidade, mas as 5G estão a elevá-las a outro nível. A baixa latência desta geração de redes móveis faz com que as indicações de um médico em qualquer ponto do mundo cheguem ao bloco operatório num milésimo de segundo. Impulsionadas por esta rapidez, equipas de tecnologia e saúde já trabalham para que, num futuro não muito distante, um cirurgião se possa sentar no seu consultório, conectar-se a uma rede 5G e guiar de forma instantânea e com alto grau de precisão um braço robótico instalado numa sala de operações distante.

Neste cenário de “ficção científica”, as vantagens multiplicam-se. A inteligência artificial aplicada aos mecanismos 5G promete aumentar a capacidade de prever riscos de saúde latentes para os pacientes, aproveitando uma inédita capacidade de processamento dados. E a realidade virtual ou aumentada fará com que o pessoal da saúde crie diagnósticos interactivos e construa ambientes terapêuticos por computação espacial.

Estes “Hospitais do Futuro” entusiasmam a própria OMS. A instituição está atenta ao potencial das 5G e reconhece que a eficácia, inovação e baixos custos da nova tecnologia são vitais para desenvolver a assistência médica em todo o mundo.

Angola não tem uma sólida infra-estrutura tecnológica, é certo, mas as possibilidades estão aí e é urgente tê-las em conta. Neste tratamento prolongado, o novo mundo das 5G pode ser uma das injecções de adrenalina que o coração arrítmico do nosso sistema de saúde pede a gritos.


Artigo escrito por Sílvio Almada, originalmente publicado no Jornal O País e publicado no MenosFios com autorização da assessoria de imprensa do autor.

Huawei quer apostar na formação de quadros para o desenvolvimento da indústria de TIC em África

Com a série de campanhas vocacionadas para o ecossistema de talentos na África subsariana, como “Seeds for the Future” e “ICT Competition”, a Huawei conta melhorar a competência de mais de 600 mil profissionais de TIC até 2023. O objectivo é preencher a lacuna de talentos nesta área, avançando na transformação digital das indústrias.

Um total de 66 estudantes universitários das áreas das engenharias das províncias de Luanda, Benguela, Namibe e Malanje terminam sexta-feira, 23 de Outubro, o programa de capacitação em tecnologias avançadas e imersão cultural “Seeds for the Future” (Sementes para o Futuro), implementado pela Huawei em parceria com a UNITEL.

Face às restrições impostas pela OMS pela pandemia COVID-19, a formação, que teve início segunda-feira, dia 19, foi realizada via online durante e terá a duração de cinco dias, com término marcado para 23 de Outubro. Durante este período, os estudantes seleccionados têm vindo a conhecer soluções inovadoras de redes de banda larga fixa e móvel 5G, de computação em nuvem, Internet das Coisas (IoT) e têm aprendido mais sobre o conceito de cidades inteligentes. As formações são ministradas por especialistas globais da Huawei e incluem também um programa de imersão cultural e introdução ao mandarim.

Em visitas virtuais, os estudantes tiveram contacto com o ambiente de trabalho de uma empresa “gigante” da área das tecnologias de informação e comunicação como a Huawei. Interagiram com os profissionais que estão na sede da multinacional, visitaram os laboratórios de investigação e desenvolvimento, assistiram a demonstrações de soluções tecnológicas inovadoras e aprenderam de perto quais as competências necessárias para ter sucesso na área das TICs, num ambiente multicultural, inovador e criativo.

O programa seleccionou os melhores estudantes de todo o país com menos de 30 anos de idade, matriculados a partir do terceiro ano em universidades ou institutos superiores acreditados pelo Governo de Angola nas seguintes áreas de estudo: Engenharia Electrotécnica e Telecomunicações, Engenharia de Informática, Engenharia de Telecomunicações, Engenharia Electromecânica, Ciências da Computação, Engenharia de Redes, Informática de Gestão, Engenharia Mecatrónica e Engenharia Electrónica.

De periodicidade anual, o programa “Seeds for the Future” quer promover a excelência dos melhores estudantes das universidades angolanas.

Experiência do ICT Competition 2019

Por outro lado, todos os anos a Huawei oferece aos melhores estudantes de engenharia de vários países, a possibilidade de viverem uma experiência única nas suas vidas: participar na competição global de tecnologia de informação e comunicação – a ICT Competition. Em 2019, quatro jovens estudantes angolanos representaram o país nas eliminatórias regionais em Joanesburgo, na África do Sul, e graças ao seu talento conseguiram incluir Angola na lista dos quatro países que representaram a região da África subsariana na grande competição final que aconteceu em Shenzen, na China.

O agora técnico de Plataformas da Ucall, José Simão, foi um dos participantes e conta a sua experiência: “Quando chegámos à África do Sul, fomos muito bem acolhidos pelo staff da Huawei. Os representantes da empresa são muito educados, notou-se isso tanto na África do Sul como na China. Aprendi muitos conceitos a nível de redes de computadores, que têm sido úteis para a minha vida profissional como técnico de plataformas”.

Por seu lado, José Monteiro, que foi o instrutor da equipa e também conseguiu um emprego na Velonet depois de ir a esta competição, exprime: “A nossa participação na China foi muito boa, tivemos a oportunidade de interagir com pessoas de diversas nações, diversas culturas, foi muito interessante.”

No mesmo sentido, o técnico da ITA, Joaquim da Conceição, testemunha que viveu “muitas experiências” e fez “muitas amizades que duram até hoje, principalmente com os irmãos moçambicanos”. “Melhorei as capacidades técnicas, o que ajudou bastante a identificar vários problemas que tenho tido com clientes no dia-a-dia”, acrescenta.

Também para Luis Almeida, o campeão nacional do ICT em 2019, a interacção com técnicos de outros cantos do continente foi o ponto de realce. “Foi muito ‘fixe’. Lembro-me bem que, quando estávamos na gala da cerimónia final na África do Sul, um dos colegas do Botswana disse-nos: ‘Se vocês venceram, então também venci’. Foi muito bom ouvir isso de uma pessoa de outro país”. A participação no ICT deu ao jovem a primeira oportunidade de emprego, como técnico de redes no BFA. “É muito gratificante”, regozija-se.

Os desafios do ICT Competition foram o que mais marcaram outro dos participantes, Neves Cutambo. O técnico de redes do BFA adianta que “a experiência de se preparar para uma prova de certificação, o contacto com os colegas, para além dos links que se estabelecem sempre que uma pessoa é submetida a uma competição do género, foi muito boa”. “O ICT Competition proporcionou-me oportunidades de emprego como instrutor na academia do ITEL, no CEFITEL e depois no BFA, por recomendação da Huawei”, confidencia.

Por último, o responsável pelo Ecossistema de Talentos da Huawei em Angola, Luís Erivaldo, recorda que a experiência foi tão entusiasmante como difícil. “Entusiasmante, porque foi a primeira vez a participar na competição; e difícil, porque tivemos de fazer uma preparação de base, de raiz, com todos os estudantes”, explica.

A percepção individual de cada participante é única, mas todos concordam que esta experiência possibilitou-lhes desenvolver habilidades, ganhar visibilidade, alargar a sua rede de contactos e crescer profissionalmente. Hoje, estes jovens alcançaram a inserção no mercado de trabalho, o que lhes permitiu aplicar os seus conhecimentos, progredir nas suas carreiras e, ao mesmo tempo, melhorar a qualidade de vida das suas famílias.

Apesar da situação actual em todo o mundo, estes programas da Huawei na região da África subsariana não vão parar. O objectivo é formar 600 mil técnicos até 2023. Com isto, a multinacional dá um passo mais para a transformação digital de todos os sectores produtivos do país, levando o digital a cada pessoa, lar e organização, rumo a um mundo totalmente conectado e inteligente.

Huawei apresenta a série Mate 40

A Huawei anunciou oficialmente num evento online os seus novos smartphones da série Mate 40; incluindo o Mate 40, Mate 40 Pro, Mate 40 Pro + e o Mate 40 RS Porsche Design.

A série Mate 40 é alimentada pelo novo processador 5nm Kirin 9000 5G da Huawei, mas devido às restrições comerciais em curso impostas pela administração dos EUA, os rumores apontam que a Huawei tem um stock limitados destes excelentes processadores, o que poderá levar a que a fabricante também limite a quantidade de smartphones Mate 40 produzidos. Pelo menos, até que os fabricantes de semicondutores consigam alguma forma de poder fornecer a Huawei.

A série Mate 40 não possui aplicações e serviços do Google e são os serviços próprios que se substituem.

“Todos os anos, o Huawei Mate Series reúne a tecnologia mais emocionante num pacote impressionante. Isso é o que define o DNA da Série Mate e é tudo possível pela nossa dedicação à inovação”, diz Richard Yu, director executivo e CEO da Huawei.

O Mate 40 Pro possui um grande ecrã OLED de 6,76 polegadas com bordas excessivamente curvas que se inclinam nas laterais. Um amplo recorte de câmara abriga uma câmara selfie de 13MP (120 °) e sensores 3D de desbloqueio facial, enquanto há também um scanner de impressão digital no display para aqueles que preferem esse método biométrico.

Quando se trata de privacidade e segurança, o sistema operacional EMUI 11 (baseado no Android 10) sempre apresentou soluções abrangentes de segurança para proteger os usuários de dispositivos Huawei. A EMUI 11 também vem com novos recursos de privacidade. Ao transferir imagens, os usuários podem facilmente limpar dados pessoais confidenciais, como localização, hora e detalhes do dispositivo do arquivo antes de serem enviados.

Os novos topo de gama da Huawei incluem excelentes sistemas de câmaras com os quais poucas empresas podem competir, e a série Mate 40 não parece ser diferente. Todos os modelos usam o enorme sensor principal RYYB de 50MP que permite a entrada de uma quantidade incrível de luz. No Mate 40 Pro, isso é acompanhado por uma lente periscópio de 20MP ultra-grande angular (120 °) e 12MP com zoom ótico 5x.

A Huawei revelou que seus smartphones Mate 40 Series terão o preço da seguinte forma:

  • Huawei Mate 40 – USD 1.066
  • Huawei Mate 40 Pro – USD 1.422
  • Huawei Mate 40 Pro+ – USD 1.659
  • Huawei Mate 40 RS Porsche Design – USD 2.728

Aumento de casos de COVID-19 adia feira da IENA 2020

Nos últimos anos, Angola tem participado activamente na Feira de Ideias, Invenções e Novos Produtos (iENA), na sua 71ª edição que decorreu em 2019, vários trabalhos de investigadores angolanos atraiu interesse, ao ponto de serem galardoados com seis medalhas de ouro, também uma de prata e duas de bronze.

Com o surgimento do COVID-19, muitos dos grandes eventos a nível nacional e internacional foram cancelados ou adiados, e agora a IENA encontra-se numa das referidas situações. A Feira Internacional de Ideias, Invenções e Novos Produtos (IENA), para a qual Angola já tinha inscrito, em Setembro, 19 projectos voltados ao tratamento da COVID-19, foi adiada por conta da subida do número de infectados naquele país europeu, que voltou a encerrar várias actividades.

Uma nota à imprensa, da comissão angolana indicada a participar do evento, que cita a Direcção da AFAG – Feiras e Exposições GmbH, de Nuremberga – República Federal da Alemanha, empresa gestora da Feira ee IENA, tornou público o cancelamento da edição número 72 da “IENA 2020”.

A presente edição estava marcado para de 29 de Outubro a 1 de Novembro deste ano.

Angola perspectivava participar com 19 projectos intrínsecos ao desenvolvimento de tecnologias integradas para sistemas de alerta relacionados com as cheias, aplicativos de natureza múltipla (relacionados com o sistema de segurança electrónica e processos de fiscalização de actividades hospitalares).

Outros projectos de Angola têm a ver com o apoio na sistematização dos processos de arrecadação de receitas no ambiente da economia informal. De igual modo, com alertas da covid-19, máscaras faciais reutilizáveis, assim como a proposta fitoterapêuticas para cura e imunização da referida pandemia.

Os projectos inscritos por Angola são da autoria de investigadores e docentes das Universidades Agostinho Neto (7 projectos), Metodista de Angola (6 projectos), inventores do Complexo Escolar Eliada (2 projectos), SEAKA – Casa de Caminho Andre Luiz (3 projectos) e Técnicos da Empresa I&IT – Investigação, Tecnologia e Inovação (1 projecto).

A República de Angola participa na iENA – Alemanha, desde 2009 e venceu um total de 79 medalhas, sendo 19 de ouro, 28 de prata e 32 de bronze, até 2019.  Com este adiamento, Angola pode interromper um ciclo de dez anos de participação ininterrupta.

WhatsApp agora permite silenciar grupos para sempre

O WhatsApp anunciou na última quinta-feira (22) uma actualização na sua plataforma para os dispositivos Android e iPhones que permite silenciar conversas e grupos para sempre.

Esta novidade, na verdade, não o é de forma total. Já tinha sido descoberta há algum tempo nas versões de testes do WhatsApp, revelado que estaria prestes a chegar para todos. Esse momento aconteceu agora e foi devidamente anunciado na página do WhatsApp no Twitter.Agora que está na versão estável e pronto para ser usado, importa saber como é possível silenciar um grupo do WhatsApp rapidamente. As razões para isso são muitas, mas a principal é mesmo parar com as notificações de novas mensagens em grupos que estão constantemente ativos e com novas mensagens.

Saiba como silenciar conversas e grupos por tempo indeterminado pelo smartphone:

  1. Actualize o Whatsapp no seu telemóvel e abra o aplicativo;
  2. Entre na conversa ou grupo que deseja silenciar;
  3. Toque no nome da pessoa ou grupo, no topo do aplicativo;
  4. Acesse a opção “Silenciar notificações” (Android) ou “Silenciar” (iPhone);
  5. Escolha a opção “Sempre” (Android) ou “Tempo indeterminado” (iPhone).

Ao carregar em Ok a opção fica activa e todas as notificações do grupo do WhatsApp desaparecem de forma permanente. Muitos utilizadores preferiam que fosse apenas opor 1 ano, mas a decisão foi esta. Para mudar este comportamento devem repetir o processo, de forma inversa.

Está finalmente lançada uma das opções que muitos utilizadores vinham a pedir há algum tempo. Está na mais recente versão lançada e como tal pode ser usada por todos.

Especialista alerta sobre Lei de partilha de infraestruturas de TIC para expandir a internet em Angola

Nos últimos anos em Angola, no sector das Telecomunicações muito se tem abordado sobre a partilha das infraestruturas de telecomunicações, onde o governo já garantiu que vai “exigir” aos operadores de telecomunicações que operam no país o cumprimento da legislação que obriga à partilha das infraestruturas.

Relativamente ao referido tema, o especialista em segurança cibernética defendeu ontem, num Webinar dirigido a jornalistas, que a falta de aplicação da lei da partilha de infraestruturas cria vários entraves ao desenvolvimento do sector das telecomunicações em Angola, porque impede a entrada de mais players, com consequências no preço e na qualidade e diversidade dos serviços prestados ao consumidor final.

Durante a interação com os jornalistas Hélio Pereira lembrou que actualmente, em angola, as instituições de maior relevo, incluindo ministérios, investem individualmente em infraestruturas de telecomunicações próprias. Se o decreto presidencial Nº 166/14 fosse aplicado este investimento seria repartido por várias empresas, assim como os seus custos operacionais e de manutenção.

De acordo com o especialista quem sofre é o consumidor que é obrigado a pagar mais caro por serviços de voz e dados. Cinco vezes mais caro se compararmos Angola a países como o Quénia e a Argélia. “Em angola um gigabit custa a volta de 3,189 Kwanzas, no Quénia o mesmo 637 Kwanzas. Considerando que o consumo médio mensal em Angola é de 17.569 Kwanzas, dá para perceber que quase não sobra dinheiro para internet depois de feitos os gastos com alimentação, necessidades domésticas e outros gastos vitais”.

O impacto do custo exorbitante da internet em Angola ficou mais evidente durante a pandemia visto que a grande maioria dos estudantes ficaram prejudicados por não terem acesso à internet para acompanhar aulas virtuais ou porque as próprias escolas ou universidades não têm internet.

Hélio Pereira, especializado em segurança na internet, lembrou que Angola já conta com infraestruturas de telecomunicações robustas, graças aos investimentos realizados pelo Estado ao longo dos últimos 10 anos. Entretanto, é fundamental que esta Infraestrutura para que mais operadores entrem no mercado, para que melhores serviços sejam prestados, para que as telecomunicações tenham um custo para o consumidor mais baixo.


Mais detalhes sobre o palestrante:
Hélio Pereira, perito forense digital e investigador de crimes cibernéticos, especialista em mitigação de risco cibernético e combate aos crimes informáticos desde 2017. Trabalhou em casos de instituições financeiras e órgãos governamentais brasileiros, formador no Departamento Estadual de  Investigação Criminais no Brasil. Ao longo de sua carreira actuou em consultorias brasileiras como Perito e Investigador de crimes cibernéticos e mitigação de crises.
Perito acreditado pela Associação de Peritos Judiciais do Estado de São Paulo APEJESP e CRA-SP, membro da HTCIA (HIGH TECHNOLOGY CRIME INVESTIGATION ASSOCIATION).
Nos últimos 2 anos proferiu mais palestras e formações sobre segurança da informação, investigação e Perícia forense digital e actuações  em casos complexos, inclusive em  colaboração com polícias especializadas.

Unitel Go Challenge : grande vencedor será revelado hoje

O concurso promovido pela Unitel, é aberto a todos os empreendedores em Angola, assim como angolanos residentes na diáspora. O UNITEL GO Challenge permite a apresentação do projecto de forma individual ou em grupo de até 5 elementos. Os candidatos tiveram de submeter um protótipo funcional (ex. Aplicação móvel, Website ou outra Tecnologia Digital) para que fossem aceites pelo júri do concurso.

A final do concurso terá transmissão televisiva em directo. Poderão acompanhar na TPA1, TPA Internacional ou no Facebook da UNITEL, a partir das 16 horas (23/10/2020).

Startups concorrentes:

  • ARO
  • Bazza Karga
  • Ingresso Prático
  • Karapinha de Algodão
  • Nawabus
  • Sócia
  • SSD
  • Stekargo
  • View Town Tours
  • Waysolid

O vencedor terá direito aos seguintes prémios:

  • 4 Milhões akz
  • Ate 5 Computadores
  • Participação no WebSummit
  • 1 Ano de Telecomunicações Grátis
  • Divulgação na TV e Rádio

[Actualização] A final pode ser vista no canal da Unitel no Youtube.

ONU procura jovens inovadores com soluções tecnológicas para os problemas das alterações climáticas

O Centro e Rede de Tecnologia Climática da ONU (CTCN), em parceria com a SAFEEM e a Seedstars, estão a convocar todos os jovens inovadores em África que procuram criar soluções tecnológicas envolvendo o clima, a se juntarem aos Laboratórios de Inovação Climática, a decorrer de 19 a 21 de Novembro de 2020.

Para mais informações e para se inscrever na plataforma de lançamento, basta visitar a página seguinte: https://seedsta.rs/3lX7LFi.

O Climate Innovation Labs é um evento online de três dias de duração, que reunirá jovens participantes seleccionados, representantes de pequenas e médias empresas (PMEs) identificadas, bem como peritos em tecnologia climática dentro dos sectores e campos tecnológicos seleccionados em África e Ásia Pacífico, respectivamente, para explorar ferramentas inovadoras de pensamento de design, flexibilizando os seus músculos empreendedores e criando soluções para uma melhor acção climática.

Ao reunir jovens inovadores e peritos em tecnologia climática com o sector privado para idealizar soluções tecnológicas, esperamos que este programa fomente a inovação nas alterações climáticas. Os participantes serão desafiados a pensar fora da caixa e a co-criar ideias para soluções de mitigação e adaptação climática alinhadas com os países Contribuições Determinadas a Nível Nacional (NDCs)“, diz a Dra. Rose Mwebaza, Directora do CTCN.

Os critérios para aderir ao programa são os seguintes: os participantes devem ter entre 20 e 30 anos de idade; ser fluentes na língua inglesa; frequentar ou ter concluído o ensino superior; ser um aspirante a empresário ou um estudante interessado em lançar uma ideia sobre as alterações climáticas e, devem ser apaixonados pela resolução das necessidades e desafios da tecnologia climática.

No final dos Laboratórios de Inovação Climática, os vencedores tanto de África como da Ásia-Pacífico receberão apoio para implementar e escalar soluções seleccionadas através de um Programa da Academia de Inovação Climática de 6-8 semanas gerido pela Seedstars.

Para mais informações sobre os Laboratórios de Inovação Climática e para submeter a sua candidatura, visite a sua página aqui: https://seedsta.rs/3lX7LFi.

As inscrições terminam no dia 5 de Novembro.

Operadoras de Telecomunicações pretendem que executivo reduza os preços dos serviços internacionais

A Associação Angolana de Provedores de Serviços de Internet, AAPSI reuniu hoje com os seus associados para debaterem temas ligados aos preços de serviços de telecomunicações em Angola, ferramenta necessária para alavancar a inclusão digital em Angola.

A Reunião organizada pela AAPSI, teve a participação dos operadores dos serviços de telecomunicações associados, que em concluíram que os preços altos das ligações internacionais, são um dos principais componentes da estrutura de preço dos serviços, condicionando, assim, a expansão da banda larga e a inclusão digital em Angola.

Segundo Sílvio Almada Presidente da AAPSI, esta reunião foi um marco importante, pois visa, por um lado, encontrar uma plataforma comum de modo a defender os interesses dos operadores e, por outro lado, propor em conjunto, soluções que possibilitem alcançar a tão desejada massificação do uso de serviços de telecomunicações, inclusão digital e a expansão da banda larga no país.

Segundo os operadores presentes, os preços praticados actualmente em Angola, impactam de forma negativa nos custos operacionais, na qualidade dos serviços prestados pelas operadoras e em toda a estratégia de inclusão digital.

Como resolução da reunião, os operadores deliberaram sobre a elaboração e o envio de uma proposta com objetivos concretos, no sentido de apoiar o executivo a encontrar as soluções adequadas que possibilitem a inclusão digital e, em paralelo, a sustentabilidade dos negócios dos operadores de telecomunicações.

Kaspersky aponta as 3 principais ameaças à segurança de TI em África

De acordo com a pesquisa da Kaspersky, África Subsaariana registou uma redução ligeira em certos casos de malware. No entanto, a ameaça cibernética humana permanece repleta e a África não está imune às técnicas em evolução de Ameaças Persistentes Avançadas (APTs), bem como às possibilidades de ser um futuro alvo de grupos de actores de ameaças de hacking.

A pesquisa da Kaspersky descobriu que, mundialmente, os grupos APT estão a evoluir as suas técnicas e estão a actualizar o seu conjunto de ferramentas para continuar a desviar as informações confidenciais. Além disso, houve um aumento de hackers por aluguel ou mercenários cibernéticos durante os dois primeiros trimestres de 2020. Na verdade, três grupos de mercenários cibernéticos foram expostos em todo o mundo apenas este ano.

Hackers de aluguel ou mercenários cibernéticos não têm necessariamente motivações monetárias como o crime cibernético tradicional. Em vez disso, eles roubam dados privados para monetizá-los de uma maneira diferente – geralmente com o propósito de fornecer conselhos ou insights, com base nos dados, para partilhar o valor de uma vantagem competitiva.

Como essa actividade ocorreu fora da África, suspeita-se que esses tipos de actores podem ter sido um pouco esquecidos e não necessariamente fazem parte das estratégias de defesa cibernética. No entanto, a região pode se tornar um foco desses grupos nos próximos meses e, portanto, empresas e entidades precisam ter uma compreensão dessas ameaças emergentes, juntamente com a ameaça dos APTs, para estarem preparadas e tomarem medidas proativas para a segurança cibernética eficaz.

Na África do Sul, Quénia e Nigéria, grupos APT estão a explorar a incerteza actual em torno da COVID-19 para roubar informações confidenciais. Surgiram técnicas mais sofisticadas que fornecem malware de maneiras não convencionais.

As principais indústrias sob ataque na África Subsaariana na pesquisa da Kaspersky incluem governo, educação, saúde e militares. Enquanto governo e militar apresentam metas convincentes – e óbvias –, educação e saúde são frequentemente usadas como pontos de pivô para ter acesso a outras instituições. Às vezes, uma entidade é uma vítima, enquanto outras vezes é o alvo.