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Segunda-feira, Abril 13, 2026
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Pirataria em serviços de televisão por assinatura continua a crescer

Recentemente surgiu a informação de que, as TVs comunitárias piratas já abrangem 6% do sector das comunicações. A pirataria, de uma forma geral, é um fenómeno em potencial crescimento em Angola, alertam especialistas, que destacam o segmento da televisão por assinatura como preocupante. Os técnicos avançam que esse mal traz consequências desastrosas para a economia do País e recomendam o combate através de uma força multidisciplinar, que engloba vários organismos. Angola já deu os primeiros passos nesse sentido.

Segundo Manuel Purificação de Carvalho (Chefe do Departamento de Apoio ao Conselho de Administração do INACOM), as famosas “televisões comunitárias” se têm espalhado ilegalmente pelo País, sobretudo pelas periferias, o que acarreta “enormes” prejuízos para a economia angolana. Essa informação foi avançada num webinar realizado esta semana em Luanda, afirmou que o combate a esse fenómeno requer esforço conjunto.

Sem avançar números, o técnico refere que a assinatura ilegal de televisão traz “enormes” prejuízos no sector das Telecomunicações e para o País, no geral. “O Governo deixa de arrecadar um conjunto de impostos, ao mesmo tempo que gera grandes perdas em termos de emprego, por exemplo”. Realçou que o combate só se tornará eficaz se houver sinergia, tal como tem implementado, garantiu, o Instituto Nacional das Comunicações (INACOM).

Enquanto cresce em países africanos, particularmente em Angola, a pirataria de televisão por assinatura, na Europa esse tipo de pirataria é mais sofisticada com a expansão do chamado IPTV (Internet Protocol Television), transmissão de televisão via internet, quem o afirma é o responsável pela Proteção de Conteúdos do grupo português de telecomunicação NOS. Convidado a debruçar-se sobre o tema “Estratégia de Combate à Pirataria e Novas Tendências”, Pedro Bravo alerta para esse fenómeno como a nova ameaça de pirataria, mostrando dados da sua realidade.

[Angola Startup Summit 2023] Startups Baika Pay e INOKU distinguidas no evento

A startup Baika Pay, focada em soluções tecnológicas sustentáveis e inovadoras com vários serviços, foi a grande vencedora do “Governador Challenge”, criado pelo Governo da Província de Luanda, no último dia do Angola Startup Summit.

Apresentando uma solução tecnológica para a problemática do parqueamento na cidade de Luanda, a startup dona de serviços como Baika Seguros, Baika Saúde e outros levou para casa um prémio monetário de 10 milhões de kwanzas, vindo do Banco de Comércio e Indústria (BCI).

Ainda no mesmo evento, o BCI também premiou com 10 milhões de kwanzas, a startup INOKU, que apresentou a melhor solução tecnológica de agronegócio, denominada SIA (Sistema Integrado Agrário). Para além, de dar o prémio monetário, o BCI vai fazer o acompanhamento da startup até ao período de amadurecimento.

Foram também atribuídos prémios de destaque para as startups com a melhor participação nas seguintes categorias:

Desenvolvimento de soluções tecnológicas para o agronegócio – Angocultiva;

Alimentação e bebidas – Sócia;

MAIS: [Angola Startup Summit 2023] MoMenu vencedora do MEP Challenge

Comércio e distribuição – Kepya,

Comunicação, marketing e turismo – Olá Tours;

Soluções para a banca e seguros – Aki (fica tudo mais fácil);

Tecnologia de informação, comunicação e investigação científica – CEU – Cartão do Estudante Universitário;

Software de segurança electrónica – DBS Digital;

Soluções para a construção civil – Misegon;

Energia e ambiente – Nzolani Renewable; e

A melhor participação no Angola Startup Summit 2023 foi para a província da Huíla.

China sanciona redes sociais por difusão de “informação prejudicial”

As autoridades chinesas sancionaram diversas redes sociais do país por divulgação de “informação prejudicial” e incumprimento das “obrigações de gerir a informação publicada pelos utilizadores”, adiantou hoje a agência para a Administração do Ciberespaço da China.

Em causa estão conteúdos relacionados com “pornografia, jogos de azar, superstições e prostituição”, tendo as sanções sido aplicadas no primeiro trimestre de 2023 às redes sociais Weibo (o equivalente chinês do Twitter, que está bloqueado na China) e Douban, e ao motor de busca Baidu.

Os responsáveis por estas plataformas “foram intimados a apresentar os problemas existentes às autoridades do ciberespaço e a corrigi-los”, explicou a administração num comunicado citado pela EFE.

A instituição informou ainda que, durante os primeiros três meses do ano, as autoridades ordenaram o encerramento de 55 aplicações e a cessação de atividade de 4.208 ‘sites’ “ilegais”.

Em março, a agência anunciou que, durante 2023, iria lançar uma série de campanhas especiais para “limpar” a Internet e “retificar” problemas como a manipulação de informação através de contas falsas e ataques contra empresas privadas.

A China é o país com mais utilizadores de Internet no mundo (mais de mil milhões) e um dos que exerce maior controlo sobre os conteúdos ‘online’, visível através do bloqueio de algumas das maiores plataformas ‘online’ do mundo, como Google, Facebook, Twitter e YouTube.

O lado oculto das aplicações móveis

A maioria das aplicações que tem instaladas no smartphone usam rastreadores – pequenos pedaços de software que recolhem, várias vezes ao dia, dados como a localização, o endereço de e-mail, nome próprio e até informações técnicas do dispositivo como o nível da bateria. São dezenas as empresas com acesso ao seu telemóvel e das quais provavelmente nunca ouviram falar.

Os rastreadores (trackers no original em inglês) são pequenos pedaços de software (o nome técnico é kits de desenvolvimento de software, SDK na sigla em inglês) que fazem parte das aplicações móveis e que recolhem informações do smartphone do utilizador.

Há diferentes tipologias de rastreadores: uns técnicos, mais ligados à analítica e análise de desempenho das aplicações, para perceber quantos utilizadores estão online ou como e quando a app deixa de funcionar; outros mais ligados à perfilagem, nos quais os dados são recolhidos para direcionamento de anúncios online; e outros mais de experiência e interfaces de utilizador (UX e UI), que analisam o comportamento da pessoa numa app para ajudar a otimizar o uso da aplicação ou criar novas funcionalidades.

Os números são expressivos. Os utilizadores de smartphones Android têm, em média, 35 aplicações instaladas nos seus dispositivos, segundo dados da empresa DuckDuckGo. E isto significa entre mil a duas mil tentativas de rastreamento, por dia, por mais de 70 empresas, de acordo com a mesma tecnológica.

Este é o lado oculto do seu smartphone – um que está em constante funcionamento, mas do qual os utilizadores não têm grande conhecimento. E quanto mais aplicações tiver, mais caótico é o cenário.

Isto significa que quando instala uma aplicação no smartphone, não está a dar acesso ao seu dispositivo apenas a uma empresa – nessa aplicação existem, muito provavelmente, um ou mais rastreadores de dados, de várias outras empresas das quais nunca ouviu falar, ainda que esta informação não seja transmitida da forma mais clara e transparente aos utilizadores. Motivo que levou inclusive a Apple a lançar, em 2021, um sistema de bloqueio para rastreadores de publicidade.

Que informações são recolhidas?

Tão surpreendente como o número de rastreadores que existem nas aplicações instaladas no smartphone poderá ser a quantidade e variedade de dados às quais tentam aceder. Alguns rastreadores pedem o acesso a mais de 30 informações distintas.

Há pedidos de acesso a dados pessoais como: nome próprio do utilizador, endereço de e-mail e género –, outros de dados técnicos do smartphone – como o modelo do telemóvel, resolução do ecrã e versão do sistema operativo e também de informações de geolocalização como coordenadas GPS, código postal e cidade no qual está o utilizador. Há inclusive aplicações que pedem para saber dados do processador (CPU) do telemóvel, o nível de volume do smartphone ou a própria quantidade de bateria disponível.

Mas há uma categoria de dados que muitas aplicações pedem e que têm um maior impacto ao nível de privacidade – os chamadores identificadores únicos. Estes são os códigos (chamam-se IDFA nos dispositivos iOS e ID de publicidade nos dispositivos Android) que identificam o utilizador aos olhos das empresas que desenvolvem as aplicações ou os rastreadores. Havendo o acesso a estes identificadores, pode ser construído um perfil de dados, atividades e utilizações de cada pessoa.

Como limitar os rastreadores

Ao contrário do iOS, o sistema operativo Android não tem, de base, um sistema que permita bloquear os rastreadores das aplicações. Está a ser testado, com o nome Privacy Sandbox Android, mas ainda está em fase ‘beta’ e apenas limitado ao sistema operativo Android 13.

Mas se tem um dispositivo Android, para saber que aplicações usam rastreadores, quantos e quais, recomendamos a instalação da aplicação DuckDuckGo. Este navegador de internet (browser) tem uma funcionalidade chamada App Tracking. Quando ativada, permite não só bloquear os rastreadores, como saber quais são e as tipologias de dados às quais acedem.

O DuckDuckGo usa uma rede privada virtual (VPN) no próprio smartphone para intercetar o tráfego das aplicações instaladas e bloqueia os pedidos de informação que são feitos por domínios identificados como rastreadores de terceiros (third party trackers), isto é, domínios detidos por empresas diferentes daquelas que são as donas da aplicação em causa. Para ativar, basta abrir o browser e Abrir Menu > Definições > Proteção contra o rastreamento por aplicações e ativar a funcionalidade.

A Apple lançou, em 2021, uma funcionalidade para os sistemas operativos iOS e iPadOS chamada App Tracking Transparency (ATT na sigla em inglês, rastreamento transparente de aplicações, em tradução livre). Este sistema obriga a que o utilizador tenha de conceder uma autorização específica para que uma aplicação possa fazer a monitorização noutra aplicação (p. ex., Facebook aceder aos dados do Google Maps).

Uma decisão da Apple que provocou um pequeno terramoto no mundo da publicidade digital (com menos dados, existe menor capacidade de personalizar a publicidade). Importante este mecanismo da Apple só impede o acesso ao IDFA, o identificador de publicidade dos iPhone e iPad. Para activar, aceda a Definições > Privacidade e segurança > Seguimento. Toque para desativar ou ativar a permissão de seguimento no sistema operativo, ou escolha a opção para aplicações específicas. Após ativado, sempre que uma app quiser fazer a monitorização de dados noutra app, surgirá uma notificação no ecrã. Basta depois carregar em “Pedir à aplicação para não seguir”.

Facebook perdeu 3,6 mil milhões com o metaverso no início de 2023

A empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, a Meta, continua decidida em apostar no metaverso e nem a perspetiva de continuar a perder milhares de milhões de euros parece demover o fundador e CEO Mark Zuckerberg.

Zuckerberg revelou durante a mais recente apresentação dos resultados financeiros da Meta que, nos primeiros três meses de 2023, a empresa gastou 4 mil milhões de dólares (3,6 mil milhões de euros) em projetos relacionados com o metaverso. Mais ainda, o líder da Meta voltou a garantir que o futuro da tecnológica passará por esta tecnologia.

MAIS: Meta já lançou assinaturas pagas para o Facebook e o Instagram

“Foi criada uma narrativa de que estamos a afastar-nos da nossa visão do metaverso. Queria dizer desde já que isso não corresponde à realidade. Estamos concentrados tanto na Inteligência Artificial quanto no metaverso há vários anos e continuaremos a estar focados nas duas áreas”, afirmou Zuckerberg de acordo com o Business Insider.

Huíla acolhe primeira miniedição do Startup Challenge

A província da Huíla foi escolhida para receber a primeira miniedição do Startup Challenge, evento tecnológico que vem para fazer uma maior aposta nos jovens angolanos pela ousadia, inovação, dedicação e tecnologia que apresentaram e que poderão servir para solucionar os vários desafios que o país enfrenta.

A informação foi revelada pelo Ministro da Economia e do Planeamento, Mário Caetano João, durante a cerimónia de encerramento da 2º edição do Angola Startup Summit 2023, realizada de 27 a 29, em Luanda.

Decidimos criar um minievento que vai culminar com a terceira edição do Startup Summit”, disse o Ministro.

MAIS: Angola Startup Summit 2023 com mais de 200 participantes

Em declarações aos jornalistas, no final da gala de premiação das melhores startups, Mário Caetano João, sem avançar data para a realização do evento, disse que a província da Huíla foi selecionada devido o empenho demonstrado pelos jovens durante a 2º Edicção do Angola Startup  Summit 2023.

De acordo com Caetano João, desafios como aceleração do serviço de restauração, solução para a questão do estacionamento, em Luanda e projetos ligados ao Agronegócio são provas de competência e merecimento de um acompanhamento de instituições financeiras para o amadurecimento dos negócios dos jovens participantes.

O ministro recordou que a primeira edição contou com a participação de 30 Starups, sendo a segunda com 160 e para a terceira edição se espera a participação de 500.

Web Summit Rio arranca com startups cabo-verdianas em destaque

Começou nesta segunda-feira(01) o Web Summit Rio, com a expectativa de injeção na economia local de 250 milhões de euros nos próximos seis anos.

Mal podemos esperar para receber o mundo da tecnologia no Rio. Estamos impressionados com a procura e entusiasmo em todo o mundo para o nosso primeiro evento na América do Sul”, disse o fundador e CEO (presidente executivo) da Web Summit, Paddy Cosgrave, em comunicado.

Inicialmente esperávamos 5.000 participantes no nosso primeiro ano. 20.000 é algo que nunca sonhamos acontecer. O nosso objetivo no próximo ano é atingir confortavelmente a marca de 30.000, tornando o Web Summit Rio o mais importante e definitivo encontro de tecnologia da América do Sul“, acrescentou.

De 1 a 4 de maio a 1.ª edição do Web Summit Rio vai juntar mais de 900 ‘startups’, 500 investidores e mais de 300 oradores. No total, vão participar mais 20.000 fundadores, investidores, meios de comunicação, entre outros, de mais de 100 países que esgotaram os bilhetes há mais de um mês.

MAIS: Web Summit desembarca no Médio Oriente e anuncia evento no Qatar em 2024

Cabo Verde é um dos países africanos da lusofonia que está representado no evento com duas ‘startups’, numa delegação chefiada pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, que também, pela primeira vez, será orador na conferência, onde vai apresentar o tema “Transformação digital de uma Nação”.

“Estamos muito confiantes que o legado do evento, somado a ações promovidas pela prefeitura, será o reconhecimento do Rio como um grande centro de discussões e de evolução de novas soluções para os eventos climáticos, de segurança pública, de desafios de desigualdades, de mercado de criptomoedas“, afirmou secretário municipal de Desenvolvimento Económico, Inovação e Simplificação do Rio de Janeiro, Chicão Bulhões, durante um evento de apresentação da 1.ª edição da Web Summit Rio na ‘cidade maravilhosa’.

De acordo com o relatório Potenciais Impactos Económicos do Web Summit Rio, as seis edições que estão previstas decorrerem no Rio de Janeiro, até 2028, têm potencial de atrair mais de 800 mil pessoas, e deverão injetar na economia carioca cerca de 1,2 mil milhões de reais (cerca de 250 milhões de euros).

O evento tecnológico, que nasceu em 2010 na Irlanda, passou a realizar-se na zona do Parque das Nações, em Lisboa, em 2016 e vai manter-se na capital portuguesa até 2028. A empresa anunciou recentemente a sua expansão para o Médio Oriente, com a Web Summit Qatar prevista para o início de 2024.

[Angola Startup Summit 2023] MoMenu vencedora do MEP Challenge

A startup Toque Media, com o projeto “MoMenu”, foi a grande vencedora do concurso “MEP Challenge” no Angola Startup Summit 2023, que serviu como uma oportunidade para startups e empresas de tecnologia apresentarem as suas propostas inovadoras na área de serviços de restauração.

O projeto “MoMenu” consiste numa solução tecnológica para o sector de serviços de restauração, onde a ideia central é transformar o modo como os clientes interagem com os cardápios dos estabelecimentos, oferecendo uma experiência mais intuitiva, personalizada e tecnologicamente avançada. Por intermédio do serviço, os clientes podem acessar os menus dos restaurantes de forma digital e interativa.

O projeto inovador permite ainda que os usuários visualizem fotos e descrições detalhadas dos pratos, façam pedidos diretamente pelo aplicativo, personalizem as suas refeições de acordo com as suas preferências e realizem o pagamento de forma segura e conveniente.

Quando recebemos o desafio de desenvolver uma solução tecnológica para serviços de restauração, sabíamos estarmos a enfrentar um cenário desafiador. No entanto, acreditamos firmemente no potencial da tecnologia para transformar e melhorar os serviços de alimentação e foi com esta crença que concebemos o projeto MoMenu“, disse Célio Garcia, Diretor Geral da Toque Media.

MAIS: Angola Startup Summit 2023 com mais de 200 participantes

Além disso, o projeto também oferece benefícios para os estabelecimentos participantes, visto que os restaurantes podem gerenciar os seus cardápios de forma dinâmica, atualizando informações e preços em tempo real.

O “MoMenu” fornece também dados e análises sobre o comportamento, bem como existe um módulo para feiras, onde os clientes conseguem ter acesso aos restaurantes presentes no evento e fazer encomendas e reservas, evitando assim longas filas.

De informar que diversas startups participaram do MEP Challenge, submetendo as suas propostas e apresentando soluções criativas. No entanto, o projeto “MoMenu”, desenvolvido pela Toque Media, destacou-se e foi premiado como a melhor solução tecnológica. Além de receber como prémio 10 Milhões de Kwanzas, a startup terá suporte ao nível de consultoria para alavancar o projeto.

Twitter permite cobrar aos utilizadores para lerem notícias

O dono do Twitter, Elon Musk, disse ontem que, no próximo mês, a rede social vai permitir que os meios de comunicação social cobrem aos utilizadores para lerem os seus artigos quando clicarem em links.

Musk tinha antecipado este mês que os utilizadores poderiam em breve oferecer subscrições de conteúdos, incluindo texto e vídeo, e que planeava cobrar 10% dos ganhos com esse serviço após os 12 meses iniciais.

Na sua mensagem, o empresário disse que a mudança nos media vai levar os utilizadores que não têm “uma assinatura mensal” a “pagar um preço mais elevado por artigo” quando quiserem ler apenas ocasionalmente.

A empresa, que tem procurado formas de aumentar as receitas, afirmou que a iniciativa de cobrança dos artigos será uma situação “vantajosa para todos”, quer para os media, quer para o público.

Musk, que comprou o Twitter há pouco mais de um ano, tomou algumas medidas, como alterações à subscrição do Twitter Blue, que, sob a sua liderança, passou a ser paga, quando antes era oferecida a personalidades e organismos.

O empresário também despediu 80% dos funcionários, leiloou o mobiliário do escritório e anunciou recentemente que iria limitar o acesso ao seu interface de programação de aplicações (API) – ferramentas de ‘software’ que permitem a investigadores e programadores externos recolher e analisar dados – e cobrar uma taxa na maioria dos casos.

[Moçambique] Jornalistas e intervenientes do ecossistema cibernético beneficiam de capacitação

Os jornalistas de diversos órgãos de comunicação social, públicos e privados de Moçambique, bem como Intervenientes do Ecossistema Cibernético, beneficiaram-se durante três dias, de capacitação em matéria de segurança cibernética, numa ação organizada pelo Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC, IP), em parceria com o Projecto Cyber Resilience for Development (Cyber4Dev) DA União Europeia (UE).

Trata-se de uma atividade inserida no âmbito da celebração do “Mês de Consciencialização em Segurança Cibernética”, onde as instituições públicas e privadas, a sociedade civil e a a população, em geral, são instados a conhecerem melhor os aspetos inerentes a prevenção de incidentes computacionais e a segurança de dados, por forma que os mesmos contribuam, com maior consciência e afinco, para o estabelecimento de um ambiente cibernético mais seguro, inclusivo e resiliente para todos.

Intervindo por ocasião da realização da Cerimónia de Abertura do Curso de Segurança Cibernética para Jornalistas e Intervenientes do Ecossistema Cibernético, o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Daniel Nivagara, disse que as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e a Internet revolucionam o Mundo constantemente, impondo às sociedades novas e desafiantes formas de pensar e agir, sobretudo nos sectores produtivos, nas academias e à humanidade no geral.

Segundo o ministro Nivagara, o debate sobre segurança cibernética constitui uma prioridade nas discussões contemporâneas no Mundo, em África e no nosso país, uma vez que vivenciamos a Era Digital, onde as TIC e a internet constituem elementos centrais e transformadores na condução da vida política, sócio-económica e cultural.

É neste contexto que o processo da governação digital em Moçambique encontra-se refletido em diversos instrumentos de orientação política e estratégica do sector das TIC, de onde se destaca, a Política e Estratégia Nacional de Segurança Cibernética, elaborada de forma participativa e contem inúmeras iniciativas dos diferentes pelouros ministeriais.

Ademais, o estabelecimento de um mecanismo nacional de coordenação, promoção, promoção e cooperação em matérias de segurança cibernética, com alicerce na Rede Nacional de Combate a Incidentes Computacionais (CSIRTs) e implementação do Sistema de Certificação Digital de Moçambique, constituem parte do conjunto de medidas e ações cuja finalidade é assegurar o bem-estar do país e os seus cidadãos no mundo digital.

MAIS: [Moçambique] MCTES lança cursos on-line de segurança cibernética

Para o Ministro, com a elevação crescente da consciência a respeito da importância da segurança cibernética para o desenvolvimento sustentável das sociedades contemporâneas, se torna cada vez mais crucial que as entidades coletivas e singulares da sociedade conheçam as ameaças e os perigos existentes no mundo cibernético, por um lado e, as grandes oportunidades de crescimento, desenvolvimento e cooperação que o mesmo mundo cibernético pode proporcionar às nações.

Num outro desenvolvimento, o ministro apontou como desafio de Moçambique em matéria de segurança cibernética, o aperfeiçoamento do quadro legal e regulamentar, a formação de recursos humanos e o desenvolvimento de infraestruturas, face a esta nova realidade em que vivemos, a Era Digital, assente nas TIC  e na Internet.

Entretanto, no âmbito da implementação da Política e Estratégia Nacional de Segurança Cibernética, encontra-se em curso o processo de elaboração da proposta de Lei de Segurança Cibernética vários segmentos-chaves da sociedade estão sendo auscultadas para a recolha de subsídios a serem incorporados no processo de elaboração da referida proposta de Lei de Segurança Cibernética e dos respetivos regulamentos.

Por sua vez, Luís Canhemba, Administrador do Pelouro Corporativo do INTIC, IP, salientou que a capacitação tem o mérito de transmitir aos participantes uma visão atual sobre colaboradores dos Estados e das Agências de Segurança Cibernética a nível nacional e internacional, abordar os mecanismos de cooperação nas grandes organizações continentais e globais.

Para Canhemba, é importante debater o ecossistema de Equipes de Resposta a Incidentes Cibernéticos (CSIRT) mundiais para a coordenação global ao tratamento de incidentes cibernéticos, bem como os CSIRTs nacionais, sectoriais, regionais e os órgãos de comunicação social trabalham em coordenação com as entidades ao nível mundial e, como tornar esse ecossistema eficaz para Moçambique.

Com esta campanha virada para uma maior consciencialização do cidadão, que consiste de cursos técnicos, cursos e palestras de sensibilização do cidadão sobre comportamentos saudáveis no ciberespaço, palestras de divulgação do Sistema de Certificação Digital, Workshop de Divulgação e Sensibilização sobre a Política e Estratégia Nacional de Segurança Cibernética e do Quadro Legal e Regulamentar de Segurança Cibernética, colaboração e cooperação internacional em segurança cibernética julgamos alcançáveis os objetivos traçados”, sublinhou o Administrador do INTIC.

Importa referir que o INTIC, IP é uma instituição tutelada pelo Ministro que superintende a área de TIC, responsável por regular, supervisionar e fiscalizar o sector das TIC em Moçambique.