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Segunda-feira, Abril 13, 2026
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Mulheres angolanas pedem mais oportunidades para inclusão digital

As mulheres angolanas devem ser inseridas nos programas de inclusão na gestão de liderança, com o objetivo de uma maior integração na transformação tecnológica, segundo as participantes da Semana da Mulher na Tecnologia.

Num evento que decorreu no Lubango, província da Huíla, as presentes frisaram que essa franja da sociedade precisa de mais atenção, para o cumprimento desse desafio, que precisa de um olhar feminino.

Para Wínia Agostinho, diretora da Mediateca do Lubango, a necessidade das empresas darem mais importância ao equilíbrio de género nas suas equipas, principalmente de ensino, afim de que ele traga uma visão diferente para a resolução de problemas e criação de soluções no universo tecnológico.

Nos seus discursos, apelaram as forças vivas da sociedade, a criação de um ambiente onde as mulheres possam realizar o seu verdadeiro potencial, bem como permitir que as adolescentes se tornem verdadeiras cientistas e agentes de inovação, isto é, moldando um futuro justo e sustentável para todos.

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Afirmaram que as barreiras estruturais e sociais impedem que mulheres e meninas entrem e avancem na ciência e na tecnologia, desigualdade que priva o mundo de talentos e de inovação que estão por se explorar.

Para inverter o quadro, sustentam as participantes, é pertinente contar com apoio das mulheres para garantir que a ciência e a tecnologia funcionem para todos, com políticas que achem as salas de aulas com meninas que estudam a tecnologia, física, engenharia, matemática e outras ciências.

Lembraram que há uma conexão direta entre os baixos níveis de mulheres que laboram na Inteligência Artificial e os algoritmos de preconceito de género, que tratam o homem como padrão e as mulheres como exceção.

As demandas mundiais de computadores caíram 1/3 no Iº trimestre

O mercado de PCs está a caminhar a passos de camaleão há meses, mas só piorou. Tanto a Canalys quanto a IDC estimam que as remessas mundiais de computadores caíram entre 29% e 33% ano a ano no primeiro trimestre de 2023, desta vez, nenhuma das principais marcas escapou do pior da crise. . A segunda colocada, a HP, escapou de forma relativamente leve, com uma queda de 24% nas remessas, enquanto a quarta colocada, a Apple, sofreu mais com uma queda de mais de 40%. ASUS, Dell e Lenovo tiveram uma queda de aproximadamente 30 por cento.

Empresa Embarques 1T23 Participação de Mercado 1T23 Embarques 1T22 Participação de Mercado 1T22 Crescimento 1T23/1T22
1. Lenovo 12.7 22.4% 18.3 22.8% -30.3%
2. HP Inc. 12.0 21.1% 15.8 19.7% -24.2%
3. Dell 9.5 16.7% 13.7 17.1% -31.0%
4. Apple 4.1 7.2% 6.9 8.6% -40.5%
5. ASUS 3.9 6.8% 5.6 6.9% -30.3%
Outros 14.7 25.9% 19.9 24.8% -26.0%
Total 56.9 100.0% 80.2 100.0% -29.0%

Fonte: IDC Quarterly Personal Computing Device Tracker, 9 de abril de 2023

Há alguma razão para essa queda na demanda?

As explicações podem soar familiares. Os clientes negam-se em comprar computadores numa economia turbulenta, onde a inflação está descontrolada e o boom da era da pandemia no trabalho remoto ainda está a diminuir. As pessoas não podem comprar novas máquinas ou já possuem algumas que são boas o suficiente. Não há comentários sobre porque a Apple lutou mais do que os seus pares, mas geralmente visa o mercado de alto nível e é mais vulnerável a más condições económicas. O TechCrunch também observa que a transição da Apple para chips internos ajudou a evitar os tempos difíceis que os fornecedores do Windows enfrentaram nos últimos anos, mas que o período de lua de mel pode ter acabado.

A pausa no crescimento e na demanda também está dando à cadeia de suprimentos algum espaço para fazer mudanças, já que muitas fábricas começam a explorar opções de produção fora da China. Enquanto isso, os fabricantes de PC também estão a reformular os seus planos para o restante do ano e começaram a receber pedidos de Chromebooks devido a um aumento esperado nos custos de licenciamento ainda este ano. Dito isso, as remessas de PC provavelmente sofrerão no curto prazo, com um retorno ao crescimento no final do ano, com uma melhora esperada na economia global e à medida que a base instalada começa a pensar em atualizar para o Windows 11.

Governo vai dotar o sector de Ciência Tecnologia e Inovação (CTI) de maior dinamismo

O Executivo Angolano vai dotar o sector de Ciência Tecnologia e Inovação (CTI) de maior dinamismo para estimular a criação e difusão do conhecimento, capaz de atrair e reter talentos para o desenvolvimento do país.

A informação foi revelada pela ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Bragança, durante uma Mesa Redonda Ministerial sobre “O papel da ciência, tecnologia e inovação na aceleração da recuperação da COVID-19” e a “Plena implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável em todos os níveis”, reiterando que a intenção surge da necessidade de fortalecer e tornar mais eficiente o Sistema Nacional de Ciência, em conformidade com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e com a Estratégia Africana para a CTI.

O evento que decorreu em Genebra, Suíça, propriamente na 26ª sessão da Comissão de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento (CSTD),  Maria do Rosário Sambo defendeu a necessidade de se criar maior sinergia na cooperação para o desenvolvimento com os atores dos sistemas científicos nacionais e dos ecossistemas de inovação para o reforço da capacidade científica do capital humano e das instituições.

Na sua abordagem, a Ministra frisa que a Ciência, tecnologia e inovação (CTI) são motores fundamentais para gerar e sustentar o aumento da produtividade e, consequentemente, constituem alavancas vitais de longo prazo para o crescimento económico e a prosperidade.

MAIS: Angola apresenta a ONU relatório nacional sobre inovação, tecnologia e empreendedorismo

Maria do Rosário Sambo frisou a pandemia da COVID-19 como um dos elementos que expôs a incapacidade de muitas instituições de ensino, com especial destaque para o ensino superior, de migrar para o ensino online, e esclareceu as dúvidas sobre a necessidade da transformação digital do sector da educação.

Disse que os efeitos da situação gerada pela pandemia de COVID-19 no Ensino Superior, com a consequente institucionalização do Estado de Emergência, obrigaram a questionar as atuais práticas formativas, bem como as formas como asseguram o ensino-aprendizagem e como devem fazer nos próximos tempos.

Apontou países africanos como Senegal, Tunísia e a Costa do Marfim, onde a existência, antes da pandemia, de uma universidade virtual mitigou os efeitos da pandemia de COVID-19 no ensino presencial, tendo sido possível colocar a sua experiência ao serviço de outras universidades para a conceção de dispositivos de formação online.

Gestão dos contactos vai chegar ao WhatsApp

Quem usa o WhatsApp sabe bem da forma como o acesso aos contactos é realizado. Quer seja para adicionar ou alterar informações, este processo envia sempre os utilizadores para apps externas e que o sistema tem como padrão.

Isso pode ser algo natural para a maioria das apps, mas a verdade é que sendo o WhatsApp uma proposta de comunicação, pode não fazer qualquer sentido. Assim, a mudança agora descoberta é bem-vinda para a maioria dos utilizadores deste serviço.

Do que pode ser visto, e até experimentado, os utilizadores desta proposta podem agora editar os seus contactos diretamente na app. Assim tudo fica mais simples e facilitado, para ajudar os utilizadores, que não necessitam de sair da ferramenta onde estão já.

MAIS: WhatsApp para Android vai mudar

Da mesma forma que podem editar contactos, os utilizadores vão ter mais algumas capacidades neste campo. Falamos da possibilidade de adicionar novas entradas para a lista do utilizador, novamente dentro do WhatsApp e de forma totalmente independente.

Do que se sabe, há já utilizadores com acesso a esta novidade e a poderem experimentar. Falamos das versões do WhatsApp beta para Android 2.23.8.2, 2.23.8.4, 2.23.8.5 e 2.23.8.6. A nova opção de adicionar contacto deverá estar acessível a quem está numa destas versões.

Esta é uma excelente novidade do WhatsApp e que vem mostrar como este ainda pode ser melhorado. A gestão de contactos será importante porque liberta os utilizadores de andarem a trocar de apps para as funções mais simples.

Sistema Android é o preferido dos angolanos

Os smartphones com sistema Android (do Google) são os mais vendidos em Angola, revelou o mais recente relatório da Statista.

Num simples mapa é possível ver onde o Android e o iOS têm mais utilização, marcando por países este domínio de cada sistema. O sistema da Google assume 71% da quota de utilização, sobrando 28% para o sistema da Apple.

De forma clara vemos o domínio do Android, com algumas pequenas manchas a marcarem onde o iOS tem mais utilização. Estes pontos mostram claramente o domínio nos EUA, com 57% do mercado. O sistema da Apple também domina no Canadá (61%) e alguns países da Europa (Noruega, Suécia e o Reino Unido), assim como Japão, Austrália e outros países do mundo.

Quanto ao Android, o cenário é completamente diferente e o domínio é avassalador e quase total em termos de países. Este sistema da Google garante o domínio na Europa, com exceções pontuais, em África e na América do Sul.

MAIS: Detetado malware para Android capaz de intercetar códigos de segurança bancários

Algo que também é possível ver deste mapa, é que o domínio está mesmo dividido entre o Android e o iOS. Para além do sistema da Google do da Apple existe menos de 1% de quota que fica acessível a sistemas menores, como KaiOS ou os sistemas de feature phones da Nokia e Samsung.

Este mapa resulta dos dados obtido pela Statista no que toca às visitas às páginas do StatCounter. Com mais de 5 mil milhões de visualizações de página por mês, torna-se possível medir o mercado e a sua utilização, neste caso no que toca aos sistemas operativos móveis.

[Vídeo] Confira as principais notícias tecnológicas que marcaram a última semana #59

Na semana de 2 a 8 de abril, a redação da MenosFios lançou vários artigos que tiveram um grande engajamento por parte dos nossos seguidores, em todas as nossas plataformas digitais.

E são esses artigos que fazem a secção As Melhores Da Semana, contendo um vídeo totalmente interativo com o nosso “host” Sued De Oliveira.

A informação que dá conta que uma plataforma angolana concede o fácil acesso ao serviço de inteligência ChatGPT  foi muito bem apreciada pelos nossos seguidores pelo que está presente nas melhores da semana.

Por outra, a notícia que revela que a inteligência artificial vai afetar mais de 300 milhões de empregos teve um grande “feedback” dos nossos leitores, por isso está presente no “As Melhores da Semana”, dessa semana.

De informar que o Top é de 5 notícias, pelo que para veres o vídeo completo terá que ires a nossa página oficial do YouTube, clicando em aqui.

E claro, podes ver o preview do vídeo completo acima, e não esqueça que na próxima semana teremos mais um “As Melhores da Semana”.

Então, isso é um Até Já!!!

Google vai restringir acesso dos aplicativos de empréstimos financeiros

A Google anunciou que vai impedir que apps de empréstimos financeiros tenham acesso a dados pessoais de utilizadores, como é o caso de contactos, fotografias e vídeos.

O objetivo desta medida é impedir que as empresas responsáveis por estas apps tenham comportamentos predatórios e comecem a assediar os utilizadores recorrendo a estes dados privados.

MAIS: Google libera IA Bard para experiências ao público

Apps que ofereçam empréstimos pessoais, ou tenham como objetivo principal facilitar o acesso a empréstimos pessoais, estão proibidas de aceder a dados sensíveis, como fotografias e contactos, pode ler-se na atualização das políticas da Google.

Angola abaixo da média africana de conectividade digital

Angola está abaixo da média africana de 40% na conectividade, segundo os últimos dados da União Internacional das Telecomunicações (UIT) relativos a 2021, ressaltando que apenas 33 pessoas entre 100 têm acesso à internet.

O estudo mostrou que no espaço de um ano, o custo das telecomunicações no país (medido pelo seu peso no Rendimento Bruto Nacional (RNB per capita), caiu para mais de metade. A acessibilidade à internet subiu 7 pontos percentuais, entre 2017 e 2021, passando de 26% para 33% (33 em cada 100 angolanos teve acesso à internet) e aproxima-se da média africana de 40%.

E o peso de um pacote de dados e voz de baixo custo para telemóvel está próximo dos 2%, que é a meta de conectividade digital a atingir em 2030, estipulada pela agência das Nações Unidas que se dedica às tecnologias de informação e comunicação.

Já no que toca à acessibilidade, Angola deu passos mais tímidos, com uma subida de um ponto percentual por ano desde 2019, após três grandes saltos em 2016, 2017 e 2018, fixando-se nos 33%, 7 pontos percentuais abaixo da média do continente africano. A acessibilidade é medida pela proporção de indivíduos que utilizaram a internet a partir de qualquer local nos últimos três meses. O acesso pode ser feito através de uma rede fixa ou móvel.

MAIS: Apenas 1 em cada 5 jovens angolanos tem acesso à internet

Como o serviço de internet fixo exige avultados investimentos em infraestruturas, a banda larga móvel, que permite o acesso à internet a partir de um smartphone, tornou-se referência para a utilização global, uma vez que proporciona um acesso relativamente barato em comparação com o serviço fixo, sublinha a UIT. São também os serviços móveis que têm feito avançar a internet nos países em desenvolvimento, onde ainda “há muitas pessoas a viver na escuridão digital”, segundo Doreen Bogdan- -Martin, diretora do Gabinete de Desenvolvimento de Telecomunicações da UIT.

É precisamente nos serviços de internet fixa que Angola regista menos avanços, com uma conectividade de 0,79% (por 100 pessoas), muito abaixo da média global de 18%, embora o país esteja acima da média africana de 0,70%. As Seisceles e as Maurícias, dois pequenos territórios, lideram em África, com 39% e 25%, e Sudão do Sul está na cauda, com 0,0019%.

Mas é nos custos com o acesso às telecomunicações que Angola registou mais avanços nos últimos anos, segundo os dados da UIT, que ainda não reflete a entrada do quarto operador móvel, Africell, em 2022, já que só vão até 2021.

Angola fecha o top 10 dos países com custos mais baratos em África, ao lado da África do Sul, com 2,4%. Este indicador é medido pelo peso de um pacote de dados móveis e de voz de baixo consumo relativamente ao Rendimento Nacional Bruto per capita. O top 10 é liderado pela Tunísia (0,66%), seguido pelo Egipto (0,78%) e Marrocos (1,1%), três países do norte de África.

Dona do TikTok atinge lucros recorde

A empresa responsável pelo TikTok, a ByteDance, terá verificado no ano passado uma subida nos lucros de 80% – alcançando assim os 25 mil milhões de dólares.

A notícia foi avançada pelo Financial Times, que indica ainda que a empresa chinesa teve um aumento de 30% na receita do ano passado para os 85 mil milhões de dólares.

MAIS: TikTok vai ser investigado no Vietname

No entanto, apenas 15 mil milhões de dólares dessa receita foi gerada fora da China e que, ainda assim, é o dobro do valor alcançado em 2021.

Detidos burladores que atuavam com recurso ao Multicaixa Express

O Serviço de Investigação Criminal (SIC) no Moxico, desmantelou um grupo de supostos burladores que atuavam com recurso ao aplicativo tecnológico Multicaixa Express, com o objetivo de retirarem valores monetários em contas bancárias de particulares.

Segundo o que foi revelado pelo porta-voz do SIC na província, Elisiário dos Passos, os acusados fazem parte de um grupo de meliantes que procede crimes de burla nesta região, tendo levantado mercadorias de bens alimentares, orçadas num milhão e 429 mil kwanzas, no bairro Alto Luena, arredores da cidade do Luena.

Pelo que foi revelado, os suspeitos simularam pagamento ao proprietário do referido estabelecimento, com alegada transferência de valores, por via do aplicativo Multicaixa Express, para o pagamento da mercadoria recebida.

MAIS: Registadas mais de 60 burlas pelo “Multicaixa Express” nos últimos dois anos

Elisiário dos Passos disse que essa prática criminal tende a aumentar na província.

De informar que as burlas através do Multicaixa Express têm sido recorrentes nos últimos tempos, pelo que levou a EMIS a denunciar as burlas por intermédio do aplicativo.

Uma vítima “famosa” foi o ator angolano Silvio Nascimento, que perdeu milhares de kwanzas no aplicativo Multicaixa Express por conta de uma burla. Por intermédio de uma live, Sílvio Nascimento explicou que, na intenção de atualizar o aplicativo, os burladores pediram o seu número de telefone, que entregou, pois, pensou estar a contactar o serviço de atendimento do Multicaixa Express. Dois dias depois, os burladores, fazendo-se passar de funcionários da EMIS, telefonaram para ver a atualização das notificações do aplicativo, ao que Sílvio Nascimento, estando um pouco distraído a fazer compras, cedeu-lhes o tempo para verificarem o assunto.