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[Vídeo] Confira as principais notícias tecnológicas que marcaram a última semana #26

Hoje é dia 13 de Junho, Segunda-Feira, mais um dia da secção “As Melhores da Semana”, com Sued de Oliveira, o espaço da redacção da MenosFios que mostra os artigosmais clicados e comentados pelos nossos seguidores em todas as nossas plataformas.

Na última semana voltamos a ter vários artigos em destaque nos nossos leitores, onde a notícia que dá conta que a principal instituição bancária do país, o Banco Nacional de Angola, a alertar que a empresa “Kwanza Card” não está habilitada para actividade financeira no país, a receber um grande engajamento dos seguidores.

Uma outra notícia que mereceu grande destaque na semana que terminou, foi a informação a dar conta que a Empresa Interbancária de Serviços (EMIS) vai reforçar os mecanismos de segurança do Multicaixa Express, levando em conta as constantes burlas e fraudes que tem sido alvo, nos últimos tempos, teve um bom feedback e partilha em todas redes sociais da MenosFios, pelo que definitivamente deveria estar no nosso Top 5.

Mas não paramos por aí, onde para veres o Top 5 completo a partir do nosso canal do Youtube é só clicares em aqui. E não claro, não esqueças que na próxima Segunda-Feira temos mais um “As Melhores da Semana”.

Moçambique. Pagamentos digitais já cobre 92% das instituições do Governo

Mais de 90% dos 2303 órgãos e instituições do Estado em Moçambique, existente nos níveis central, provincial e distrital já realizam as suas despesas por meio de pagamentos digitais, por intermédio da plataforma informática de suporte do Sistema de Administração Financeira do Estado (e-SISTAFE).

O e-SISTAFE é uma plataforma, que além de garantir o controlo orçamental e melhorar a prestação de contas, permite que órgãos e instituições do governo moçambicano efectuem todos os seus pagamentos de forma electrónica para o pagamento de salários aos funcionários e agentes do Estado, de bens e serviços contratados a todos os seus fornecedores no país ou no exterior.

Segundo o que foi revelado nos números mais recentes do Banco de Moçambique, em termos evolutivos, em 2010 o e-SISTAFE cobria apenas 73 dos 154 distritos do território moçambicano, com um número anual de 704.193 pagamentos electrónicos. Já em 2021, foram feitos 9.128.876 pagamentos digiatis com cobertura nos 154 distritos existentes.

MAIS: Moçambique: Banco Central procura acelerar digitalização do Sistema de Pagamentos

Sobre o depósito dos salários, 99,72% dos funcionários e agentes do Estado recebem nas suas respectivas contas bancárias, através das transferências bancárias electrónicas comandadas no e-SISTAFE, contra os 45% em 2010.

Falando aos jornalistas, Jacinto Muchine, administrador-executivo do CEDSIF, indicou que em 2020 o Ministério da Economia e Finanças de Moçambique, representado pela sua instituição, em convénio com o Ministério da Administração Estatal e Função Pública e a Associação Nacional dos Municípios de Moçambique, começou a operacionalização do e-SISTAFE autárquico, onde até ao presente momento, assegurou que 40 autarquias executem o seu orçamento com pagamentos electrónicos por via desse sistema.

De informar ainda que, no ano de 2019, o CEDSIF, em parceria com o Instituto Nacional de Acção Social (INAS), iniciou a operacionalização dos pagamentos digitais para a carteira de moeda electrónica M-Pesa para os beneficiários de acção social, através do Sistema de Gestão de Beneficiários do INAS (SGB).

Até o primeiro trimestre de 2022, o sistema nacional de Moçambique registrou 16.929 pagamentos digitais, estando actualmente em curso a integração de outras instituições de moeda electrónica.

Cabo submarino da Unitel chega a Cabinda

A operadora de telefonia móvel Unitel fez chegar no último Sábado o seu cabo submarino norte, na cidade de Cabinda, no plano do projecto de extensão de qualidade dos seus serviços naquela província do país.

O referido cabo submarino é no no âmbito da rede planeada de fibra óptica, que liga as províncias de Cabinda e Zaire, através de duas rotas distintas.

O momento da aterragem do cabo foi presidido pelo administrador e director geral adjunto para área técnica da Unitel, José Safeca, onde informou que o objectivo é a conectividade com a rede nacional de fibra óptica da Unitel para permitir o fornecimento de serviços de telecomunicações móveis ou fixas de alto débito com a província de Cabinda e uma melhoria dos serviços de acesso a internet, comunicações empresariais domésticas e internacionais.

Ainda para José Safeca, esse cabo submarino consiste em um sistema desenhado, com capacidade suficiente para fornecer serviços a outros operadores de telecomunicações e de acesso a Internet, sistemas de segurança nacionais e governamentais, militares e outros, frisando ainda que o projecto inclui a possibilidade de fornecimento de serviços de fibra óptica de capacidade elevada a diversas plataformas petrolíferas.

MAIS: Timor-Leste faz contrato com Alcatel para fibra ótica por cabo submarino

Por outro lado, para o vice-governador de Cabinda para o Sector Técnico e Infraestruturas, Guilherme Pereira, também presente no acto de aterragem do cabo, disse que com a chegada do cabo submarino a Cabinda, as telecomunicações vão conhecer melhorias substanciais e vai permitir mais qualidade nos serviços de internet e telefonia móvel na região.

O Governante sublinhou ainda que o Executivo Angolano vai continuar a colaborar com a Unitel para que os seus projectos tragam desenvolvimento ao nível de toda a província e que o sinal das comunicações chegue em perfeitas condições, em toda a extensão da província.

De informar ainda que, na província de Cabinda e no âmbito da melhoria dos serviços, a Unitel efetuou em Maio último a extensão do sinal de 4G no município mais ao norte daquele território, Buco-Zau, tendo antes feito na sede Cabinda e comuna de Malembo, bem como na comuna de Dinge,  no município de Cacongo.

Egipto vai acelerar transição energética para renováveis para atrair investimento

O Egipto vai acelerar a aprovação de projectos de hidrogénio verde para atrair investimento estrangeiro, de modo a converter o país num centro regional de energia renovável, segundo palavras do primeiro-ministro, Mostafa Madbouly.

O dirigente que falava numa reunião com vários ministros egípcios, de acordo com um comunicado do Conselho de Ministros citado pela EFE, disse que “o Estado está a acelerar o passo para adoptar planos e propostas que atraiam mais investimento estrangeiro no campo da produção de hidrogénio verde, e concederá incentivos adicionais para que se invista nesta área“.

Mostafa Madbouly ndicou ainda que o seu O país tem assim o plano de converter-se “num centro regional de energia renovável“, procurando, de acordo com as directrizes do seu Presidente, Abdelfatah al Sisi, “trabalhar com rapidez para pôr em marcha os memorandos de entendimento assinados relativamente à produção e exportação de hidrogénio verde“, de acordo com a nota.

MAIS: Alemanha quer colocar Angola no mapa mundial do hidrogénio verde

De informar que essa reunião de Conselho de Ministros surgiu depois de o vice-presidente da Comissão Europeia responsável pelo Pacto Verde, Frans Timmermans, visitar o Egipto de olhos postos no fornecimento de gás e hidrogénio verde para a União Europeia, tanto a partir deste país árabe como do resto da região.

O objectivo da União Europeia nesta cooperação é garantir, a curto prazo, gás liquefeito à Europa e, a longo prazo, contribuir para a construção de uma instalação para produção de hidrogénio verde e importar estas energias do resto do Médio Oriente.

Esta transição acelerada para a energia renovável por parte do Egito acontece num contexto de grave crise energética na Europa devido à invasão da Ucrânia pela Rússia e num ano em que o país árabe será o anfitrião da Cimeira do Clima COP27, prevista para Novembro, na cidade costeira de Sharm el Sheik.

 

Governo realiza evento Internacional sobre a Transição Digital na Administração Pública

O Executivo Angolano vai realizar nos dias 23 e 24 deste mês uma  Conferência Internacional sobre a Transição Digital na Administração Pública, com a denominação convencional governo.ao.

O evento vai servir como leme para abordar assuntos relacionados com a transição digital no país e colocar em debate temas de interesse, apresentar soluções e promover reflexões cruciais para os processos de modernização, digitalização e de interoperabilidade na Administração Pública.

MAIS: Governo Angolano vai apostar na reforma digital da administração pública

A realização do evento está a cargo do Instituto de Modernização Administrativa (IMA), criado pelo Decreto Presidencial nº 80/21, de 7 de Abril, com o objectivo de promover a melhoria substancial na prestação de serviços públicos e na relação entre o cidadão utente e a Administração Pública.

Nos dois dias do evento espera-se ter presentes os principais players e  proeminentes actores a operar em Angola nas áreas relacionadas ao desenvolvimento tecnológico, bem como renomados especialistas nacionais e estrangeiros que vão abordar temas de interesse para a temática da Conferência governo.ao.

Sinais de Bluetooth do smartphone podem permitir seguir o utilizador

Um grupo de engenheiros da Universidade da Califórnia em San Diego demonstrou que os sinais Bluetooth emitidos constantemente pelos nossos telefones móveis têm uma impressão digital única que pode ser usada para monitorizar e rastrear os movimentos dos indivíduos.

Os dispositivos móveis, incluindo telefones, smartwatches e bandas fitness, transmitem constantemente sinais, conhecidos como beacons Bluetooth, a uma taxa de aproximadamente 500 beacons por minuto. Estes ativam recursos como o serviço de monitorização de dispositivos perdidos da Rede Encontrar “Find My” da Apple; aplicações de seguimento COVID-19, e permite que os smartphones se liguem a outros dispositivos, como auscultadores sem fio.

Em investigações anteriores já havia sido possível identificar que a impressão digital sem fio existe na rede WiFi e noutras tecnologias sem fios. A perceção crítica da equipa da UC San Diego foi que esta forma de monitorização também pode ser feita com recurso ao Bluetooth, de maneira altamente precisa.

Isto é importante porque no mundo de hoje o Bluetooth representa uma ameaça mais significativa, pois é um sinal sem fio frequente e constante emitido por todos os nossos dispositivos móveis pessoais“, disse  Nishant Bhaskar, estudante de mestrado no Departamento de Ciência da Computação e Engenharia da UC San Diego e um dos principais autores do artigo.

MAIS: Bluetooth: Falha grave afecta smartphones e computadores

A equipa, que inclui investigadores dos Departamentos de Ciência da Computação e Engenharia e Engenharia Elétrica e de Computação, apresentou as suas descobertas na conferência IEEE Security & Privacy em Oakland, Califórnia, a 24 de maio de 2022.

Os pesquisadores avaliaram o seu método de monitorização, ou rastreio, através de várias experiências reais. Na primeira experiência o grupo descobriu que 40% de 162 dispositivos móveis vistos em áreas públicas, como cafés, eram identificáveis ​​de forma única.

Em seguida, ampliaram a experiência e observaram 647 dispositivos móveis numa via pública durante dois dias. A equipa descobriu que 47% desses dispositivos tinham impressões digitais únicas. Finalmente, os investigadores demonstraram um ataque de monitorização real através de impressões digitais e seguindo um dispositivo móvel da propriedade de um voluntário do estudo enquanto eles entravam e saíam da sua casa.

Agora, se o problema pode ser corrigido, o hardware Bluetooth teria que ser redesenhado e substituído. Mas os investigadores acreditam que outras soluções mais fáceis podem ser encontradas. A equipa trabalha atualmente numa maneira de ocultar as impressões digitais do Bluetooth através do processamento de sinal digital no firmware do dispositivo Bluetooth.

Os responsáveis por este estudo também estão a explorar se o método desenvolvido por eles pode ser aplicado a outros tipos de dispositivos. Além disso, notaram que apenas desligar o Bluetooth pode não necessariamente impedir que todos os telefones emitam beacons Bluetooth. Por exemplo, os beacons ainda são emitidos ao desligar o Bluetooth na Central de controlo no ecrã inicial de alguns dispositivos Apple.

Até onde sabemos, a única coisa que definitivamente impede os beacons Bluetooth é desligar o telefone“, indicou Bhaskar.

 

Consultório MenosFios: Porquê tornar o seu produto em infoproduto?

Nos últimos tempos ficou muito mais fácil consumir sem sair de casa. Produtos, serviços, conteúdos educativos e informativos, está agora disponível na internet, pelo que faz pessoas e empresas começarem a investir cada vez mais no mercado digital.

Uma das principais têndencias actuais é o infoprodutos, que como o nome diz, são produtos da informação. Em outras palavras, “qualquer formato que possa empacotar um conhecimento ou informação relevante e ser distribuído no meio digital pode ser considerado como um ‘infoproduto‘”.

 

Tipos de infoprodutos mais vendidos na internet.

Cursos on-line e videoaulas: Características como custo benefício e flexibilidade de horário em relação a cursos presenciais fazem com que a procura destes infoprodutos seja muito alta, nos últimos anos.

Ebooks: Os livros digitais são mais baratos e acessíveis, visto que com eles é possível lê-los em qualquer lugar apenas tendo um dispositivo móvel em mão.

Ferramentas Digitais: São aqueles recursos digitais que facilitam um determinado processo, como por exemplo, editores de fotos mais simples, plugins para o wordpress e muitos outros.

Script ou template para blogs: São opções prontas e já configuradas de templates ou scripts para customizar seu blog ou site na internet.

Programas de assinatura: Por esse serviço a pessoa paga por um serviço mensal. Exemplos disso são as plataformas de e-mail marketing ou área de membros com dicas exclusivas sobre um determinado assunto, bem como dietas ou receitas.

Audiobooks: Tem uma boa facilidade de consumo e armazenamento, além de que podemos ouvir os livros em qualquer lugar e hora.

Em suma, os infoprodutos englobam diversos segmentos, como aqueles que já citamos acima, ou outros, como webseries, plataformas de assinaturas, eventos on-line, webinar e até mesmo mentorias com especialistas. Uma outra particularidade dos infoprodutos é que podems ser até utilizados como estratégia de marketing digital para a captura de leads (potenciais clientes). Commumente essa técnica consiste em disponibilizar infoprodutos gratuitos, como ebooks sobre o segmento da empresa, de modo a filtrar possíveis consumidores.

 

O mercado de infoprodutos em Angola

Os infoprodutos é um segmento que está a crescer nos últimos tempos no país, onde já existem agênciais e consultorias 100% especializadas em lançar este tipo de produto digital.

As pessoas sempre têm algo a aprender, e com os angolanos não é diferente, por isso a demanda por infoprodutos vai crescer de forma acelerada no país. Embora que actualmente não existem dados específicos sobre o crescimento dos infoprodutos em Angola, nos últimos dois anos e com a situação pandémica no país, o mercado começou a falar mais activamente sobre o assunto.

Por isso, investir em infoprodutos é economia de tempo e dinheiro, principalmente se já sabes no que vai investir, no que fazer e na plataforma que vai usar para vender. Por exemplo, o infoproduto é o ebook e o produto é o livro. O livro físico, além da produção que serve para os dois casos, contempla um processo de gasto e tempo muito maiores: compra de papel, custo de impressão, distribuição e transporte – investimentos esses que não existem no formato digital.

Com o isolamento social, devido a Covid-19, o número de acessos e horas de conexão à internet aumentaram exponecialmente, o que, automaticamente, elevou o consumo dos infoprodutos. Um outro factor que não podemos deixar de lado, é que as pessoas viram a necessidade de se reinventar: empresa fechando, trabalho remoto e a urgência de desenvolver novas habilidades.

Por isso, o conselho da redacção da MenosFios é só um: o mercado de infoprodutos vai continuar a crescer, e essa é a hora de tornares o teu produto em infoproduto. Com o auemnto do volume de produtos entrando no mercado, os usuários vão se tornar mais exigentes e os infoprodutos vão se desenvolver para enfrentar a concorrência. Vai ser um ciclo saudável e natural.

Não podemos esquecer também que a internet possibilita a criação de diversas vertentes de produtos digitais, possibilitando assim uma gama enorme de tipos. A par dos infoprodutos tradicionais, hoje já assistimos muitos lançamentos de plataformas de membros de assinatura, comunidades, masterminds fechados, modelos híbridos mesclando as experiências do físico com o digital, grandes conferências on-line e até marcas que vem criando conteúdos unindo conhecimento e entreternimento.

 

Eis algumas dicas para tornar o seu produto em infoproduto

Um conhecimento específico que tens pode se tornar um produto: corte e costura, artesanato, culinária e até mesmo algo relacionado com a sua profissão.

Na maioria dos casos, um produto pode ser um infoproduto. Aulas de costura, por exemplo, podem facilmente s etornar videoaulas vendidas pela internet.

Ao vender o seu infoproduto, a sua personalidade e suas qualidades podem ser um grande diferencial, motivo pelo qual as pessoas vão querer te procurar. Então, seja VOCÊ!!!

As redes sociais são indispensáveis e devem ser movimentadas com frequência. Se achares necessário, então contrate uma empresa para gerenciar os seus conteúdos na internet, visto que isso faz toda a diferença.

Conheça bem as plataformas onde vais vender o seu infoproduto.

Invista em “Lançamento” e fica sempre atento e por dentro dos diferenciais do mercado.

Continue sempre a pesquisar. Veja quais são os formatos de infoprodutos mais consumidos no mercado.

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Esse foi o episódio do Consultório MenosFios desse Domingo, onde esperamos que seja útil para todo e qualquer pessoa que queira saber como transformar o seu produto em infoproduto. Agora, pedimos que os nossos leitores a comentem e que contribuam com informações adicionais que julguem serem necessárias sobre esse mesmo tema.

Todas e quaisquer questões que gostassem de ver aqui respondidas devem ser colocadas no canal de comunicação exclusivo e dedicado ao consultório Menos Fios.

Falamos do e-mail criado para esse fim: [email protected]. Este é o único ponto de recepção das questões que nos enviarem. Usem-no para nos remeterem as vossas questões, as vossas dúvidas ou os vossos problemas. A vossa resposta surgirá muito em breve.

BNA estabelece novas regras para constituição de instituições de moeda electrónica

O Banco Nacional de Angola (BNA) definiu novos requisitos e procedimentos para a autorização de constituição de instituições de moeda electrónica, bem como instituições não bancárias ligadas à moeda e ao crédito, nomeadamente, casas de câmbio, sociedades de cessão financeira, sociedades de garantias de crédito, sociedades de locação financeira, sociedades mediadoras dos mercados monetários ou de câmbios, sociedades operadoras de sistemas de pagamentos, compensação ou câmara de compensação, tendo como base os termos da Lei do Sistema de Pagamentos de Angola e sociedades prestadoras de serviço de pagamento.

No instrutivo 11/22, que já está publicado em Diário da República, as regras contidas nelas são aplicáveis às instituições financeiras não bancárias sob a supervisão do BNA, de acordo com a Lei 14/21, de 19 de Maio, Lei do Regime Geral das Instituições Financeiras, embora que não se aplicam às instituições financeiras não bancárias de microfinanças, sociedades cooperativas de crédito, sociedades de microcrédito e sociedades de poupança e empréstimo.

MAIS: BNA alerta que “Kwanza Card” não está habilitada para actividade financeira no país

O despacho contém ainda a regra de que a constituição de instituições financeiras não bancárias com sede no país depende da autorização a conceder pelo BNA, e deve obedecer a requisitos como “ter por objecto exclusivo o exercício da actividade legalmente permitida, nos termos do disposto no n.02 do artigo 12 da Lei n.14/21, de 19 de Maio, adoptar a forma de sociedade legalmente permitida, ter capital social não inferior ao mínimo regulamentar, identificar os sócios ou accionistas e os benefícios efectivos últimos, demonstrar a capacidade económico-financeira dos sócios ou accionistas, apresentar dispositivos sólidos em matéria de governança corporativa da sociedade, incluindo uma estrutura organizativa clara, com linhas de responsabilidade bem definidas, transparentes e coerentes“.

O documento acrescenta também que “organizar processos eficazes de identificação, gestão, controlo e comunicação dos riscos a que está ou possa vir a estar exposta, dispor de mecanismos adequados de controlo interno, incluindo procedimentos administrativos e contabilísticos sólidos, dispor de políticas e práticas de remuneração que promovam e sejam coerentes com uma gestão sã e prudente dos riscos, ter nos órgãos de gestão e fiscalização membros cuja idoneidade, qualificação profissional, independência e disponibilidade demonstrem, quer a título indivídual, quer ao nível dos órgãos no seu conjunto, garantias de gestão sã e prudente da instituição financeira cujos beneficiários efectivos últimos das participações qualificadas devem ser idóneos e competentes“.

De informar ainda, finaliza o normativo, que as instituições financeiras não bancárias devem ser constituídas com o capital social mínimo regulamentar em vigor à data da sua aprovação, conforme definido.

Angola presente na Conferência Mundial de Desenvolvimento de Telecomunicações

Uma delegação angolana participa, desde a última segunda-feira até 16 deste mês, na Conferência Mundial de Desenvolvimento de Telecomunicações – WTDC 2022, na capital do Rwanda, Kigali, chefiada pelo secretário de Estado para as Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Mário Augusto da Silva Oliveira.

O evento que decorre em formato físico com o tema “Conectando os desconectados para alcançar o desenvolvimento sustentável”, organizado pela WTDC, é uma oportunidade única para desenvolver abordagens inovadoras e novos modelos de colaboração para a conectividade e soluções digitais, nesta última década de acção para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), bem como representa uma oportunidade imperdível de proporcionar o poder da parceria digital para cumprir as promessas de desenvolvimento sustentável para 2030.

A comitiva nacional é integrada por funcionários de alto nível dos ministérios das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS), das Relações Exteriores (MIREX) e do Instituto Angolano das Comunicações (INACOM).

MAIS: Angola presente na Cimeira da Juventude de um futuro digital

O secretário de Estado para as Telecomunicações e Tecnologias de Informação esteve presente em uma reunião da União Africana das Telecomunicações, durante a qual os líderes africanos procuraram definir um posicionamento único do continente em decisões a nível mundial no âmbito da União Internacional de Telecomunicações (UIT).

De informar ainda que Mário Oliveira manteve encontros com as delegações de alto nível da Turquia, Lituânia, África do Sul, Estados Unidos da América e Azerbaijão, onde abordou assuntos de colaboração em áreas de prioridade mútua para o desenvolvimento das Telecomunicações/TIC e para os que têm candidatos a cargos de direcção para UIT.

Uíge. Seis hospitais instalados com serviços de telemedicina

A província do Uíge conta agora com seis hospitais com o serviço de telemedicina, de modo a facilitar a interação no atendimento de pacientes e, consequentemente, reduzir a transferência de doentes com complicações graves.

Os hospitais municipais da província e que tem essa tecnologia são do Uíge, Negage, Maquela do Zombo, Quimbele e o Hospital do Catapa, onde agora vai ser possível monitorar pacientes em áreas da medicina onde não existam médicos especialistas, acesso aos exames a partir de qualquer ponto do país, entre outras valências.

Com o serviço de telemedicina instalado a mais de um ano no Hospital Geral do Uíge, permitiu o atendimento de 15 casos de complicações cardiovasculares, neurocirurgia, oncologia e  hemodiálises, bem como reduziu as transferências de pacientes para a capital do país, Luanda, avaliado em um custo de 100 mil Kwanzas por paciente.

MAIS: Uíge. Académicos apelam a juventude o uso correcto das redes sociais

Para o director clínico do Hospital Geral do Uíge, Nlando Nzunzi, a instalação do serviço de telemedicina na província serviço vai permitir a troca de experiências entre os profissionais de saúde, e onde justificou que a instalação da tecnologia foi motivada por haver ainda hospitais sem médicos especialistas, sobretudo os regionais e  municipais.

A iniciativa vai permitir interagir com os médicos dos hospitais de Luanda ,  Huambo, Moxico, assim como de unidades sanitárias no exterior do país”, disse Nlando Nzunzi.

Por outro lado, Virgílio Cordeiro, assessor para a área técnica do Governo Provincial do Uíge, informou que já foram instalados vários equipamentos, para permitir a consulta via on-line, serviços de dados e voz nos referidos hospitais.

Virgílio Cordeiro acrescentou ainda que também foram instalada rede VSAT com cobertura global, kits de telemedicina que serão partilhados entre as unidades hospitalares abrangidos no programa, assim como a formação, a partir deste mês, de mais de 10 médicos. Considerou satisfatório a instalação desse serviço  em seis pontos da província do Uíge, uma iniciativa que poderá se estender para os 16 municípios da região.