Durante a manhã de hoje (03 de Fevereiro de 2021), vários utilizadores em Luanda reportaram problemas com os serviços de voz e internet da Unitel. Se foi um dos utilizadores afectados, não precisa procurar por mais respostas, a UNITEL veio a público esclarecer o motivo da falha. Leia o comunicado na integra:
Constrangimentos nos Serviços UNITEL
A UNITEL informa que se têm verificado constrangimentos no processamento de comunicações, mormente chamadas telefónicas, desde o último fim de semana, a nível da Província de Luanda.
Com vista a reestabelecer a normalidade, estão a ser efectuadas intervenções técnicas desde o momento que a situação foi identificada.
A UNITEL conta solucionar este problema com a maior brevidade possível, apela à compreensão dos Clientes e apresenta desculpas por eventuais transtornos.
Luanda, 03 de Fevereiro de 2021
As contas oficiais da Unitel nas redes sociais também partilharam a nota explicativa, informando que notificarão tão logo seja resolvida a questão…
Foi um dos afectados ou conseguiu comunicar-se sem problemas durante a manhã?
Nos últimos anos, o país tem contado com vários programas de incentivo ao empreendedorismo, e no âmbito dos seus objectivos de desenvolver projectos de novas tecnologias que potencializam o desenvolvimento do ecossistema, o LISPA “Laboratório de
Inovação do Sistema de Pagamentos de Angola”, uma iniciativa do Banco Nacional de Angola e o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, inclui no seu leque de ofertas o programa Beta-Shift LISPA.
O que é exatamente este novo programa?
O Beta-Shift LISPA consiste num programa de formação intensivo de três dias para capacitar indivíduos e aspirantes a empreendedores sobre os diferentes conceitos do desenvolvimento de um negócio: desde a validação de negócio, modelo de custo e receitas, às fases de protótipo, de teste e de pitch a investidores.
A iniciativa inclui 3 dias de workshops, sessões de mentoria e trabalho em equipa, com o apoio de mentores com experiência comprovada no mercado. O programa é composto por duas edições, que irão decorrer de 03 a 05 de Fevereiro e de 17 a 19 de Março. No formato online o evento é coordenado pelo Acelera Angola com o apoio do Beta-i.
Prazos das candidaturas
Com candidaturas abertas até 28 de Fevereiro de 2021, é possível fazer a inscrição no website do LISPA (www.lispa.ao) com apenas uma ideia. Caso tenha alguma dificuldade para fazer a candidatura clique aqui.
Face ID, a tecnologia de reconhecimento facial da Apple, enfrenta o seu maior desafio em tempo de pandemia. Com o uso obrigatório de máscaras fora de casa, o reconhecimento dos utilizadores revelou-se uma tarefa árdua.
Com a chegada da nova versão do sistema operativo iOS 14.5 ainda em fase beta, sabe-se agora que passará a ser possível desbloquear qualquer iPhone com esta tecnologia mesmo com máscara. No entanto, importa frisar que há uma dependência.
O novo recurso “Desbloquear iPhone com Apple Watch” funciona quando o Face ID detecta que utilizaodr está a usar uma máscara facial. Se tiver um Apple Watch desbloqueado no pulso, o seu iPhone será desbloqueado neste momento, sem precisar digitar a senha.
“O iPhone pode usar o seu Apple Watch para desbloquear quando o Face ID detectar um rosto com máscara. Seu Apple Watch deve estar próximo, no seu pulso, desbloqueado e protegido por uma senha”.
Caso o Face ID detecte que o utilizador está a usar uma máscara, este socorrer-se-á do Apple Watch para autenticar o mesmo. Em caso afirmativo, o teu relógio inteligente irá vibrar como sinal de sucesso no acto de desbloqueio do iPhone.
Importa clarificar, ainda assim, que as restantes operações que recorrem ao Face ID para autenticação não irão beneficiar desta novidade. Aqui incluem-se os métodos para autenticação de pagamentos que continuarão a exigir uma autenticação facial complecta antes de conceder a devida autorização.
No ano passado a Apple tornou mais fácil ignorar a solicitação de identificação facial enquanto se usa uma máscara, apresentando automaticamente o ecrã de senha. Isso aconteceu no iOS 13.5, quando a pandemia ainda estava no início.
Em 2018 o capítulo de Luanda do Founder Institute dava os seus primeiros passos. Desde então, o Programa foi responsável pelo lançamento de 19 Startups angolanas, com potencial de rápido crescimento. Das Startups portfólio do Founder Institute, destacam-se: Karapinha de Algodão, Kimpovi, Nawabus, Tchossi Academic e Whata Kids, que têm participado com êxito em concursos nacionais e internacionais.
Para este ano, o programa de Aceleração tem um nome a condizer com as circunstâncias actuais: “Angola Virtual 2021” . O programa abriu as candidaturas para Empreendedores em fase inicial que necessitam de Mentoria, Formação e preparação para Financiamento. Como o nome indica, o programa é totalmente Online!
Na Nota oficial do Founder Institute pode rapidamente ser encontrado o foco do programa:
Procuramos pessoas e equipas com espírito empreendedor, determinação, e capacidade de resolução de problemas para se adaptar e construir uma grande empresa. Se queres criar a tua Startup e estruturar o teu negócio, aproveita agora! Acabamos de abrir a fase de Candidaturas para o Programa de Aceleração de Startups! Podes candidatar-te online, participar nos Eventos públicos onde vais aprender muito mais sobre o maior Programa de Aceleração de Startups do mundo!
Os participantes no “Angola Virtual 2021” vão beneficiar de:
Feedback constante e acompanhamento dos Mentores e Parceiros do FI Luanda;
Rápido progresso na jornada de criação do negócio com base na metodologia e processo estruturado da plataforma do Programa de Aceleração;
Acesso aos pós-programas do Founder Institute e continuar a obter apoio especializado durante os próximos anos;
Networking e expansão da rede de apoios a nível global; mais de 4.500 ex-alunos, bem como mais de 18.000 mentores em mais de 200 cidades.
O aplicativo de gestão de prédios e condomínios (GesCondo) gere mais de 70 edifícios na centralidade do Kilamba em Luanda desde maio de 2019.
De acordo ao comunicado de imprensa da assessoria do aplicativo, a empresa Eulolixa detentora do aplicativo tem na sua posse a gestão de 75 prédios na centralidade do Kilamba. Para além da Centralidade do Kilamba, faz gestão de alguns edifícios no centro da Cidade de Luanda, Camama, Talatona, Projecto Nova Vida, Centralidade do Sequele e Zango 0.
Lançada em 2019, a app GesCondo é o único aplicativo do país especializado na gestão de imóveis, pensado para aumentar a transparência, interação e organização em todos os aspectos da administração, disponível para Android e IOS para moradores e no formato web para gestores.
Para o desenvolvedor e Director Geral da Empresa detentora da app, Eulálio Xavier, o aplicativo foi criado com o intuito de contribuir no desenvolvimento tecnológico do país e facilitar e proporcionar uma gestão transparente e acessível para os moradores.
Eulálio Xavier, formado em Engenharia Informática, possui mais de 15 anos de experiência no ramo das tecnologias de informação e comunicação, criou a Eulolixa Soluçoes LDA há 6 anos com o objetivo de fornecer tecnologia de ponta para as micro, pequenas e médias empresas. Desenvolveu a app GesCondo há sensivelmente dois anos com o objetivo de facilitar os gestores e moradores de condomínios e prédios.
O Mundo vai dependendo cada vez mais do digital para fintar as limitações do presencial e aumento da necessidade do confinamento e interacção à distância impostas pela pandemia da Covid. Como resultado, dados extremamente sensíveis, não só dos Estados como institucionais, corporativos e pessoais trafegam pelo conjunto de servidores que compõem a “Word Wide Web” ou www. Dali que as preocupações sobre o que chamamos aqui a “privacidade digital” vão subindo de tom e ocupando um espaço central em todas as agendas de discussão.
É por causa destas preocupações que ao anúncio de partilha de dados dos seus usuários com outra companhia do mesmo grupo está a provocar um êxodo massivo para a concorrência. Não porque haja um problema real de ser usuário também desta outra companhia – muitos até já o são – mas por respeito ao princípio que as corporações que controlam as companhias de interacção digital global não podem sentir-se com o poder de dispor ao próprio desígnio dos dados que estão à sua guarda.
É neste sentido que chamou-me particular atenção uma webinar recentemente organizada pela gigante de telecomunicações chinesa Huawei com um painel de especialistas para discutir as lições aprendidas sobre proteção de dados em 2020 e as tendências a serem observadas em 2021. No evento foram apresentadas as implicações jurídicas, técnicas e comerciais das mudanças crescentes e da aplicação mais rígida das leis de proteção de dados para empresas do sector de telecomunicações e os interlocutores citaram os perigos do aumento de litígios, o painel destacou como a cooperação, o foco na tecnologia e a transparência ajudariam as empresas a se prepararem para os desafios futuros.
O ano de 2020 foi extremamente desafiador para a proteção de dados por causa do rastreamento digital de contactos da COVID-19 e das medidas de vigilância geral na área da saúde, adicionado a um cenário já complexo de direitos humanos e leis de privacidade. Na arena internacional, o julgamento Schrems II e um Brexit iminente colocaram em jogo algumas mudanças importantes que só serão totalmente desvendadas em 2021. Somado a isso foram as estratégias de soberania de dados dos governos, a aplicação mais rigorosa do Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR), para não mencionar o impacto de novas tecnologias, como 5G e inteligência artificial (AI).
Por isso, dizem os especialistas, a proteção de dados não é apenas unidimensional. Ela abrange três arenas – quem (identidade), o quê (dados) e como e quando o acesso é concedido (aplicativo).
A própria tecnologia ajudaria a criar os círculos de confiança – além dos quais os dados não deveriam ser visíveis, nem ativos. Ele falou sobre criptografia e a tokenização como estratégias eficazes de mitigação de risco que as empresas podem adotar e que podem ser levadas a tribunal no infeliz incidente de violação de dados. À medida que avançamos de 2020 para 2021, as organizações precisarão fazer a transição da segurança cibernética para a resiliência cibernética, onde terão que desenvolver a capacidade de antecipar ameaças, suportar e resistir a ataques, se recuperar rapidamente e evoluir para o próximo estágio.
“Podemos testemunhar um aumento em ações judiciais do tipo ação coletiva no espaço de dados pessoais em 2021-22, já que as partes agravadas veem o recurso judicial como uma maneira potencialmente mais rápida de obter reparação quando seus direitos de dados são violados”—dizem.
Por isso as empresas precisam ser transparentes sobre os locais de transferência de dados pessoais e os tipos de dados que estão sendo transferidos, e levar em consideração os requisitos legais da jurisdição de recebimento. Um retorno ao “básico” é essencial – registos de atividades de processamento (RoPa), avisos de privacidade e cookies devem ser sempre apresentados aos usuários. Há um princípio que as empresas “donas” das comunicações digitais não devem nunca perdfer de vista: elas não são “donas” dos dados a si confiados pelos seus usuários nes estes parecem dispostos a transferir-lhe a titularidade que detém.
Artigo escrito por Celso Malavoloneke , publicado no MenosFios com a autorização da sua assessoria de imprensa.
Em Dezembro do ano passado, técnicos do GGPEN foram certificados para controlar o Voo do AngoSat-2, dando assim a perceber que o processo de construção do substituto do AngoSat-1 está a decorrer conforme planeado.
Mas, para começarmos bem o ano de 2021, surge a primeira noticia oficial sobre o AngoSat-2, que foi anunciada por Zolana João (Director geral do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional – GGPEN), avançou que o satélite angolano de telecomunicações geoestacionário (Angosat-2), em construção pela AirBus Defence and Space, entrará em órbita dentro de 17 meses.
O responsável prestou esta informação quando falava sobre o estado do Angosat-2, durante o webinar sobre “Angosat-2, benefícios económicos para a melhoria da vida das populações”, na “sexta-feira das TICs”, realizada pelo Ministério das Telecomunicações, Tecnologia de Informação e Comunicação Social. De acordo com o director, tendo em conta a complexidade das métricas de avaliação da construção deste tipo de aparelhos, o Angosat-2 está feito a cima dos 60 por cento e tem como previsão de lançamento o primeiro semestre de 2022.
Quanto as especificações do novo satélite.
O Angosat-2 terá algumas inovações e correções dos erros cometidos no Angosat-1, nomeadamente terá uma capacidade de transmissão sete vezes maior do que o primeiro. O Angosat -1 tinha 16 transponders na banda C e seis na banda KU, já o Angosat-2 terá seis transponders na banda C, 24 na banda KU e como novidade será acrescentado um transponder na banda KA. Com o peso total de duas toneladas, o Angosat-2 será ainda um satélite de Alta Taxa de Transmissão (HTS) e disponibilizará 13 Gbps em cada região iluminada (zonas de alcance do sinal do satélite).
O satélite será baseado na plataforma Eurostar-3000 e o tempo de vida útil será de 15 anos. A construção deste novo satélite não trouxe custo para o Estado angolano, pelo facto do contrato de mais de 300 milhões de dólares, rubricado com a parte russa, para construção do Angosat-1, ter acautelado os interesses de Angola, em caso de desaparecimento ou destruição do satélite.
A aplicação de mensagens Telegram recebeu recentemente uma nova grande actualização, e um dos principais destaques é uma ferramenta que permite aos utilizadores migrar facilmente do WhatsApp para a sua plataforma.
Com a nova versão do Telegram, a aplicação permite que os utilizadores migrem os seus chats da plataforma que pertence ao Facebook, para o Telegram, com apenas alguns toques.
“Para mover um chat do WhatsApp no iOS, para o Telegram, abra a página Informações de contacto ou Informações do grupo no WhatsApp, toque em Exportar chat e escolha Telegram no menu partilhar. No Android, abra um chat do WhatsApp, toque em ⋮ > Mais > Exportar chat e escolha Telegram no menu partilhar”, explica o Telegram.
“A melhor parte é que as mensagens, e multimédia que você movimenta não precisam de ocupar espaço extra. As aplicações mais antigas fazem com que armazene todos os dados no seu dispositivo – mas o Telegram pode ocupar praticamente nenhum espaço enquanto permite que aceda a todas as suas mensagens, fotos e vídeos sempre que precisar”, diz o Telegram.
A recente tentativa do Facebook de actualizar a política de privacidade do WhatsApp deixou muitos usuários preocupados e em busca de uma plataforma de mensagens mais “segura”, como o Telegram. Essa mudança gerou o que o fundador do Telegram, Pavel Durov, diz ser “a maior migração digital da história da humanidade ”, depois que a plataforma viu um grande aumento de usuários activos.
Numa declaração recente, Durov revelou que vários líderes políticos e várias organizações públicas contam com o Telegram para combater a desinformação e divulgar a conscientização sobre questões importantes em suas sociedades.
Durov avança que “ao contrário de outras redes, o Telegram não usa algoritmos não transparentes para decidir se um assinante verá o conteúdo que assinou ou não. Como resultado, os canais do Telegram são a única maneira direta de os líderes de opinião se conectarem de forma confiável com seu público.”
A Huawei foi reconhecida como um dos melhores empregadores de África, recebendo o prémio anual de certificação Top Employers, em reconhecimento às suas práticas excepcionais de funcionários. Além da Certificação Continental HQ Top Employer para a África 2021, a Huawei também recebeu o prestigioso prêmio em 10 países africanos, incluindo África do Sul, Quênia, Nigéria e Zâmbia.
O Top Employer Institute é uma autoridade global em excelência em práticas de pessoas. Por meio do programa de certificação do Top Employers Institute, as empresas participantes são avaliadas, pesquisadas e credenciadas anualmente como empregadores líderes em relação às suas práticas de Recursos Humanos.
“Ganhar o prêmio Top Employer é o reconhecimento dos altos padrões e compromisso da Huawei em incentivar e capacitar nossos funcionários a trabalhar com o mais alto comprometimento e paixão. A Huawei está empenhada em criar oportunidades para todos de forma a construir uma força de trabalho diversificada com foco no desenvolvimento profissional, saúde e segurança e bem-estar dos funcionários”, disse Chen Yu, Director de RH da Região Sul da África da Huawei.
Com a era digital e o impacto da pandemia Covid-19, a necessidade de aumentar as competências tornou-se uma prioridade para as organizações. As habilidades em TIC também se tornaram críticas para o desenvolvimento nacional, assim como as oportunidades de carreira para profissionais ativos. Chen Yu disse que a Huawei enfoca persistentemente o crescimento das habilidades de TIC de seu pessoal, para atender às necessidades da futura economia digital.
O programa Top Employers Institute certificou e reconheceu mais de 1.600 Melhores Empregadores em 120 territórios nos cinco continentes. O programa Top Employers Institute certifica organizações com base nos resultados de sua Auditoria de Melhores Práticas de RH realizada em cada organização após a conclusão de uma pesquisa altamente intensa. A pesquisa cobre tópicos como estratégia de pessoas, ambiente de trabalho, aquisição de talentos, aprendizagem, bem-estar, diversidade, gestão de mudanças, gestão de desempenho, cultura e muito mais.
“Apesar do ano desafiador que vivemos, a Huawei continuou a demonstrar o poder de colocar seu pessoal em primeiro lugar no local de trabalho”, disse David Plink, CEO do Top Employers Institute. “Estamos orgulhosos de compartilhar o anúncio deste ano e parabenizar as organizações que foram certificadas em seus respectivos países por meio do programa Top Employers Institute.”
Um Natal sem consoada com a família alargada, sem as farras nos quintais, sem a Missa com o beija-menino. Uma passagem de ano sem o reveillon, a boda riga que começa às 19, interrompe para o kandandu da praxe e segue madrugada adentro “até o sol raiar” como disse o artista… quem imaginaria possível? Se alguém pintasse esse cenário em Dezembro de 2018, seria tido por maluco, candidato a uma férias no kubiku do Papá Kitoko.
Mas foi exactamente o que aconteceu. De Dezembro a Dezembro veio o coronavírus e o seu “kaxíku” Covid 19 e a quadra festiva foi esse impensável: ficar em casa e cada um cada qual.
créditos da foto: latimes.com
Foi aí que a literacia digital adquirida à força nos meses anteriores apareceu como a tábua de salvação de toda a gente. Entre as mensagens via sms que já eram da praxe antiga, juntou-se um uso massivo das redes sociais para driblar o isolamento: videochamadas ao invés das visitas, beijinhos e abraços, memes de boas festas a substituir os presentes, filmes através do telemóvel de umas desbundas de kaxêxe enviados aos parentes e amigos distantes a mostrar que as dobradiças ainda estão em dia para o a umbigada do semba num futuro que a esperança teima em manter presente.
As novas tecnologias de informação e comunicação proporcionaram o drible e fizeram a festa. Sociologicamente falando, instituíram um novo normal na forma de viver esta quadra festiva da mesma forma que o fizeram nas várias outras esferas da vida desde que esta pandemia começou. E tudo incida que assim será num futuro sem previsões de término.
Isso remete-nos a duas lições: a primeira que será avisado a toda a gente abraçar o digital e conformar a vida a ela. Não vale a pena resistir à substituição incómoda que o virtual vem fazendo do presencial. É inevitável! E tudo indica que, aquelas pessoas, instituições e países que mais rapidamente se assenhorearem desta realidade, mais vantagens recolherão “do novo Mundo que vem aí” como cantou o saudoso Waldemar Bastos.
A segunda lição, tão importante quanto a primeira porque a complementa, é que é preciso um investimento deliberado, planeado e massivo na infra-estrutura digital do País. Sem dados para aferir o grau de aumento do uso das TICs durante a quadra festiva – é notório que subiu exponencialmente pelas razões apontadas acima – já dá para notar dificuldades até no serviço de empresas de redes de telefonia móvel que antes não aconteciam. É lenta a Net, caem as ligações, as sms não passam, baixa a qualidade do áudio das chamadas, enfim, todos os sinais de saturação das redes devido ao congestionamento. E isso, hoje por hoje, já se conota com indicadores de atraso tecnológico e de vida.
Atraso tecnológico porque como já dissemos noutras ocasiões, tudo se faz no virtual por via das TICs: de teletrabalho a cimeiras de Chefes de Estado. E atraso de vida porque, não podendo as pessoas ficar em casa para fazer o seu trabalho vão ter que sair, romper o isolamento físico e social necessário para o controlo da pandemia e o resto já se está a adivinhar: aumento dos casos que, por sua vez uma maior exposição à pandemia, um círculo vicioso que Angola, melhor que a maior parte dos países do Mundo vai conseguindo cortar (nada a ver com a nossa megalomania habitual; desta vez os números falam a nosso favor, o que não significa abaixar a guarda nem tirar o pé do acelerador).
É por essa razão que deve-se dar ouvidos e prestar atenção de forma prioritária às parcerias internacionais que sejam portadoras de soluções tecnológicas para cobrir o gap da literacia digital e que possam investir na infraestrutura das TICs no país. Até lá, alguns passos concretos em fase de execução pelo executivo devem sofrer uma acelerada, como dizem os brasileiros. Refiro-me à linkagem, ainda que em sistema de rooming, entre as antenas das duas operadoras privadas de telefonia celular que temos. Não faz sentido e é urgente que uma antena da UNITEL possa também emitir o sinal da Movicel e vice-versa. Para que não tenhamos o espectáculo de desperdício de duas antenas na mesma área, cada uma com gerador e guarda, e a gastar combustível e lubrificantes quando podia ser uma só e as duas ganharem mais até. Isso aumentaria sobremaneira a cobertura do sinal para o país que ainda possui grandes pedaços sem cobertura de rede.
Há também que investir na actualização da tecnologia das TICs em uso no país. Estamos na era da 4ª Revolução Industrial, da computarização e robotização de quase tudo na vida. Não vamos a lado nenhum com tecnologia a lembrar o analógico. Não só é um atraso de vida como nos isola da aldeia global que este Mundo cada vez mais se vai transformando.
Artigo escrito por Celso Malavoloneke , publicado no MenosFios com a autorização da sua assessoria de imprensa.