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AngoTIC 2019: UNITEL pretende chegar aos 100% de cobertura em Angola

A diretora-geral adjunta para os Assuntos Corporativos da UNITEL, Eunice de Carvalho, disse durante o Fórum Angotic 2019, que a operadora líder de mercado em Angola, já opera nos 164 municípios do país, mas não em todas as comunas.

A operadora tem em curso um projecto para consolidar e expandir as redes 3G e 4G a todas as localidades do país antes de avançar para a 5G. Para Eunice de Carvalho, a participação da UNITEL no maior fórum de tecnologia em Angola visa apoiar o desenvolvimento do sector e expor o que são hoje as capacidades da empresa.

“A UNITEL está presente nas 18 províncias, nos 164 municípios, mas não estamos ainda em 100 % das comunas.”

“O 5G é algo que está a ser muito falado, que está nos nossos planos a longo termo. De momento, estamos focados naquilo que é a expansão do 3G e do 4G para termos cobertura a nível nacional. Muitas das coisas que se falam que se pode fazer no contexto do 5G já se podem fazer com o 4G.”

Por outro lado, a responsável da UNITEL desdramatizou a entrada no mercado de um quarto operador, cujo concurso está a decorrer, realçando que a competição, para a empresa, “só a obriga a fazer cada vez melhor”.

AngoTIC 2019: Cartão Multicaixa começa a ser utilizado fora do país em 2020

O presidente do Conselho de Administração da EMIS, Pedro Maiangala Puna, disse nesta Terça-feira (18/06), durante o Fórum Angotic 2019, que a partir do primeiro trimestre de 2020 o Cartão Multicaixa já poderá ser utilizado para operações financeiras fora de Angola com a adopção, pela Emis, da norma EMV – Europa, Master Card and Visa.

De acordo com o Pedro Puna, neste momento a EMIS encontra-se a trabalhar para adequar os mecanismos tecnológicos e consolidar as etapas já alcançadas, como é o caso do “Multicaixa Express” – serviço multifuncional que permite fazer operações financeiras a partir do telefone.

“Cada etapa que nós iniciamos deve ser consolidada e só depois avançamos para a seguinte, disse o PCA, e recordou que para o lançamento da Rede Multicaixa levou muito tempo e passou-se dificuldades “.

Pedro Puna avançou que, não está nas perspectivas da empresa o serviço que permite os ATM cambiar ou trocar dinheiro, mas informou que neste momento, se alguém vier dos EUA com um cartão “American Express”, pode levantar kwanzas ou euro e não dólar em Angola.

O Fórum Angotic 2019, teve inicio nesta Terça-feira e vai até ao dia 20, no Centro de Convenções de Talatona (CCTA), numa realização do Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação e com o foco voltado para tecnologias agrícolas.

Onde é que os dados do continente Africano são armazenados e processados?

Em Angola actualmente temos 3 Data Centes a funcionar: ITA, Angonap, e a MUTIPLA

Nos últimos tempos o continente Africano fez grandes progressos relativamente conexão com à Internet. O continente tem agora cerca de 453.329.534 usuários activos na Internet, o que se traduz em uma penetração da Internet de 32,5%. Essas estatística estão em constante crescimento. No entanto, uma questão precisa ser feita; Onde é que os dados do continente Africano são armazenados e processados?

Actualmente muitos sites Africanos com domínios como .ao .ke, .ng, .tz, .za etc, são hospedados na Europa e nas Américas. Isso vai além de um número similar de outros domínios  .com e .net, que são de propriedade de africana, mas também hospedados no exterior.

Isso significa que muitos dos sites pertencentes e acessados ​​por africanos estão localizados em outros continentes.

É notável que a maioria desses sites estão localizados fora de África. Em Dezembro de 2018, os EUA respondia por 40% de todos os data centers do mundo, e o nosso continente não se classifica aqui, e pode-se concluir que o número de data centers é muito menor em comparação com outros continentes. É por isso que muitos sites africanos continuarão a ser hospedados em outros continentes.

Porque muitos ainda preferem a hospedagem no exterior?

O custo de hospedagem também desempenha um papel importante, com a colocação em data centers africanos chega a custar mais do que o dobro do custo nos EUA e na Europa. Esse de certeza é um dos factores primordiais. Os africanos acabam por gastar biliões    em hospedar seus dados fora do continente, dinheiro que poderia impactar a economia caso fosse injectado nos vários países respectivos.

Foi relatado que os nigerianos gastam cerca de 60 milhões de USD a pagar por hospedagem na Internet, que é baseada fora da Nigéria e de África. Outros países africanos seguem uma tendência semelhante, e o dinheiro que poderia estar a construir centros de dados na África, melhorando as redes de fibra terrestre ou mesmo construindo empresas locais, está sendo bombeado para os países desenvolvidos.

Embora a conectividade em África tenha melhorado muito com vários cabos submarinos a percorrer a África e uma vasta rede de fibra terrestre, um dos principais gargalos que afectam a experiência do usuário é a latência. Quando falamos da latência. referimos -nos ao tempo que leva para os dados serem transferidos do servidor para o usuário, e esse tempo é bastante alto devido a uma distância física entre usuários em África e servidores em outros continentes.

AngoTIC 2019: Ex-Primeiro Ministro de Cabo-Verde defende o acesso a internet

O ex-Primeiro Ministro de Cabo-Verde, José Maria Neves, defendeu hoje, durante o Fórum e Exposição Global de Tecnologias de Informação e da Comunicação (Angotic 2019), que Angola, e todos os países africanos, embora uns mais que outro, devem intensificar a inclusão digital.

José Maria Neves entende que, no caso de Angola e do continente africano em geral“é preciso garantir o acesso a internet em todos os lados a um custo muito baixo”. O executivo que falava durante o primeiro painel do forúm em que o tema em debate foi estrategia para transformação digital.

“É preciso internet nas escolas, nas praças, nos hospitais e em todas as instituições públicas a um custo muito baixo porque a tecnologia possibilita uma melhor prestação de serviços e uma maior transparência”.

O ex-Primeiro Ministro de Cabo-Verde citou o exemplo do seu país que garantiu o acesso à internet em todas as escolas o que possibilitou, de alguma forma, o surgimento de outros produtos e serviços assentes na tecnologia

Já com relação às estrategia para transformação digital, os principais processos de inovação disruptiva têm tido como origem empresas já estabelecidas. Essas empresas olharam para seus próprios negócios e conseguiram transformá-los a fim de tirar vantagens competitivas.

Todavia, este processo tem sido extensivo a todas as organizações, e sociedades em geral, considerando que a transformação digital não se limita ao comércio electrónico ou à transição do papel para a nuvem – especialistas questionam mesmo se o termo “digital” é adequado para tratar o fenómeno, já que muito em breve os limites entre “digital” e “físico” não farão mais sentido.

AngoTIC 2019: Vice-Presidente garante que investimento nas TICs já é uma referência na SADC

O Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, disse hoje durante a abertura do Fórum Angotic 2019, que os investimentos públicos e privados que concorrem para a melhoria da qualidade de telecomunicações em Angola já é uma refência na SADC.

De acordo com o Vice-Presidente, o Governo tem em curso um vasto programa de modernização no quadro das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), investimento que vai permitir, em breve, a chegada do “5G”, após a consolidação do “3G” e do “4G”.

Bornito de Sousa considera que tendo em conta os investimentos na rede de fibra-óptica que liga Angola ao Brasil, bem como todas as iniciativas privadas no ramo tecnológico, contribuem para que Angola comece a destacar-se na SADC em termos de infra-estruturas e qualidade das telecomunicações.

“Vamos continuar a investir na infraestrutura de banda larga, através da fibra ótica, em Abril a Angola Cables completou o cabo submarino entre Cabo Ledo [130 quilómetros a sul de Luanda] e Fortaleza [Brasil], com ligação a Miami [Estados Unidos], a cobertura de satélite [a Airbus está a construir o Angosat-3]. Estamos a melhorar o mundo digital em Angola”, afirmou Bornito de Sousa.

O Vice-Presidente considera que o Fórum Angotic 2019 acontece numa altura em que se impõe cada vez mais a utilização das novas tecnologias para modernizar a prestação de serviços públicos de modo a reduzir a burocracia, bem como assumiu o compromisso de o Executivo continuar a apoiar iniciativas disruptivas citando exemplos como a Tupuca, Appy Saúde, Kubinga e Platinaline.

A intenção, prosseguiu, é tornar Angola uma “plataforma da modernização tecnológica no continente africano“, à semelhança do que está a ser feito no Ruanda, com as políticas de inclusão tecnológica do Presidente ruandês, Paul Kagame.

Nigerianos presos por crimes cibernéticos na Índia

Um grupo de sete pessoas (4 indianos e 3 nigerianos) foram presas por supostamente realizar uma das maiores fraudes online da Índia. Dentre os criminosos estão: Idrish D’Costa, Sinedu Christopher, Ifaain Odhu, Irfan Um Dehmukh, Tabiz Deshmukh, Rajesh Gaikwad e Nizamuddin Shaikh que estão a ser acusados ​​de invadir mais de 2.000 contas bancárias na Índia.

Segundo relatos,  o grupo dos supostos criminosos cibernéticos usou vários métodos, incluindo e-mails de phishing, SMS, a criação de uma empresa de TIC falsa, hackearam as contas de e-mails das vítimas, para obter os dados bancários online dos seus alvos. Uma vez que eles tinham os detalhes, supostamente configuravam contas bancárias fictícias e transferiam os fundos através de uma carteira electrónica antes de trocá-las e negociá-las pelo Bitcoin.

Segundo Jeetendra Yadav (Comissário assistente da polícia Indiana), “Essa fraude cibernética está a surgir como uma das maiores e mais difundidas do país. Apenas 50 vítimas perderam mais do que um crore (unidade da numeração indiana) de suas economias. Até agora detectou-se 50 casos em que eles escolheram intencionalmente vítimas de alto perfil. O mesmo salientou ainda que, o montante desviado actualmente é de  1,03 crore. A gangue usou servidores proxy russos para hospedar os sites falsos. O dinheiro desviado foi convertido online em bitcoins e transferido para e-wallets e depois para diferentes contas bancárias na Índia e na Nigéria.”

Os supostos crimes provavelmente foram bem-sucedidos, em parte porque o grupo teria supostamente retirado o dinheiro das contas bancárias da vítima entre as 3h e as 6h, horário local da Índia, quando seus alvos provavelmente estavam a dormir.

AngoTIC 2019: Vice-Presidente faz o discurso de abertura

AngoTIC 2018O Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, fez a instantes o discurso da aberta do forúm AngoTIC 2019, que começa hoje, Terça-feira, 18 de Junho, no Centro de Conveções do Talatona.

No seu discurso, Bornito de Sousa, destacou as principais vantagens que o sector das TICs tem estado a registar a nível do país, desde a expansão dos cabos de fibra óptica, o projecto de cabos submarinos, um projecto que a multinacional Angola Cables tem estado a implementar.

O Vice- Presidente não deixou ainda de mencionar acções que Startups nacionais têm estado a desempenhar com intuito de alavancar o sector das Pequenas e Médias Empresas (PMEs). E bem como concurso público internacional para a quarta operadora.

AngoTIC é um forúm que tem como objectivo de mostrar, estabelecer relações e atrair mais parceiros tecnológico para o mercado nacional.  A edição deste ano traz mais inovação e principalmente no que diz respeito ao sector das StartUps, que está a merecer muito mais atenção.

GGPEN traz especialistas internacionais para curso sobre construção de pequenos satélites

Os alunos inscritos no curso de Construção de Pequenos Satélites participarão de uma aula magna com especialistas da Namíbia, Japão, África do Sul e Nigéria, nos dias 18 e 19 de Junho, num evento enquadrado na agenda do AngoTIC 2019.

Durante o AngoTIC 2019, o “Cansat” será lançado. Este pico-satélite é a representação de um satélite real num volume de lata de refrigerante de 330 mililitros, criado pelo Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN) do Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação (MTTI), com o concurso do Departamento de Ciências Espaciais e Pesquisa Aplicada (DCEPA), numa cooperação da comunidade académica angolana.

Conheça o perfil dos prelectores:

Uma boa oportunidade para os participantes interagirem com especialistas internacionais da área espacial.

Asseco PST vai ao AngoTIC 2019 com aposta na Banca digital

Arrranca amanhã o maior fórum de tecnologia em Angola, AngoTICA Asseco PST vai mostrar no Angotic 2019 as suas soluções tecnológicas potenciadoras da criação de uma verdadeira cultura digital na banca. A empresa, especialista no desenvolvimento de software para o sector financeiro, estará presente no grande fórum e exposição de tecnologias de informação e comunicação que se realiza de 18 a 20 de Junho, no Centro de Convenções de Talatona (CCTA).

A banca digital é hoje uma das prioridades da maioria das instituições financeiras angolanas que têm investido recursos significativos nos últimos anos em todas as áreas relacionadas com o digital. É o caso, por exemplo, das novas soluções de cartões de crédito, da expansão dos canais electrónicos, com as ferramentas de internet banking e mobile banking, e da automatização nos processos de trade finance.

Com o advento de soluções tecnológicas cada vez mais inovadoras, os bancos têm hoje, mais do que nunca, condições para melhorar de forma substancial a forma como se relacionam com os seus clientes. A banca digital já provou ser disruptiva e a opção por soluções de última geração tem sido uma das apostas chave no sector financeiro. É que, por um lado, os bancos anseiam por maior flexibilidade e inovação na disponibilização de produtos financeiros e por melhorias nos seus circuitos internos. Por outro, têm de garantir aos seus clientes que os serviços prestados estão disponíveis 24 horas por dia e 365 dias por ano, sem quebras e com total segurança.

“Somos um player transversal de A a Z no que concerne à capacidade de entrega de soluções informáticas para o sector financeiro”, afirma Daniel Araújo, CEO da Asseco PST, que acrescenta: “A nossa participação no Angotic 2019 é uma oportunidade para mostrar um conjunto de aplicações e ferramentas que permitem aos bancos melhorar a qualidade do serviço prestado, facilitar a tomadas de decisões, ampliar a produtividade e fidelizar os seus clientes”.

Com uma actividade repartida por oito países em três continentes (África, Europa e Ásia), a Asseco PST tem na sua carteira de clientes mais de 60 bancos, dos quais 23 em Angola. Uma posição que faz da empresa um parceiro de referência no processo de bancarização e modernização do sistema financeiro do País, onde marca presença há quase 30 anos.

Este ano são esperados no Angotic – Angola ICT Fórum 2019 mais de 8 mil individualidades de vários sectores e 200 expositores, incluindo a realização de 54 sessões plenárias e paralelas.

Com o mote “Making the Future”, o evento da capital angolana assume-se como uma montra global para partilha de conhecimentos e um centro de networking para líderes dos sectores público e privado e agentes da indústria de todo o ecossistema das TIC do País e do estrangeiro. No total, prevê-se a participação de 150 oradores e moderadores, e de outras tantas start-ups que se juntarão às empresas já com actividade consolidada em Angola, como é o caso da Asseco PST.

Telegram sofreu ataque cibernético originário da China

O Telegram, a plataforma que é dos principais concorrentes do Whatsapp, anunciou em tempos por intermédio do seu CEO Pavel Durov, que chegou à marca de 200 milhões de usuários mensais. Atribuindo a marca à propaganda boca-a-boca, uma vez que nunca investiu em publicidade sobre o aplicativo.

O CEO do serviço de mensagens Telegram sugeriu que um ataque cibernético recente na plataforma de bate-papo criptografado foi o trabalho do governo chinês como parte de uma tentativa de interromper o uso do aplicativo para coordenar os protestos em curso em Hong Kong. Pavel Durov, disse ainda que, o serviço de mensagens sofreu um ataque de negação de serviço distribuído (DDoS) do tamanho de um actor estatal ontem e esta manhã depois que “pedidos de lixo” inundaram seus servidores e interromperam as comunicações.

Ataques DDoS normalmente funcionam através do uso de botnets, muitas vezes operando em computadores roubados infectados com malwares que bombardeiam servidores com solicitações redundantes para impedir que eles processem solicitações legítimas. A maioria desses pedidos veio de endereços IP originários da China e parece ter coincidido no tempo com os protestos em Hong Kong, disse o fundador, Pavel Durov, em um post posterior no Twitter .