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Segunda-feira, Abril 13, 2026
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Nigéria suspende imposto sobre cibersegurança

O governo nigeriano suspendeu os seus esforços para financiar melhorias na cibersegurança nacional através de uma taxa de 0,5% sobre as transações eletrónicas nacionais, após a atual administração ter sido alvo de críticas públicas generalizadas por aumentar os impostos durante uma crise económica.

Ainda no dia 6 de maio, o Banco Central da Nigéria deu instruções às instituições financeiras para começarem a cobrar a taxa no prazo de duas semanas. Mas, na sequência dos protestos da opinião pública, o Presidente Bola Tinubu comprometeu-se a bloquear o imposto durante o fim de semana e, a 14 de maio, um alto funcionário da administração suspendeu oficialmente a aplicação da medida.

“A implementação da política fiscal de cibersegurança foi ordenada pelo governo a ser suspensa, pelo que foi suspensa”, disse o Ministro da Informação Mohammed Idris.

A Nigéria é uma das três maiores economias de África, mas a nação da África Ocidental está actualmente a atravessar a sua crise económica mais significativa em décadas, com uma inflação anual superior a 30%, a queda do investimento internacional e o aumento do custo de vida. Esta combinação deixou os cidadãos nigerianos médios com dificuldades em adquirir bens de primeira necessidade, e são esses cidadãos que pagariam o imposto sobre a cibersegurança.

O recuo da taxa surge numa altura em que a Nigéria se esforça por melhorar as suas perspetivas em matéria de cibersegurança, com o objetivo de aumentar o número de trabalhadores no domínio da cibersegurança através de esforços como o Centro Cibernético Virtual e a Fundação Cybersafe. Historicamente, a Nigéria é um centro de cibercriminalidade, especialmente de fraudes de engenharia social.

De acordo com o relatório Nigeria Cybersecurity Outlook 2024, publicado pela consultora Deloitte, a má situação económica poderá resultar num aumento dos riscos cibernéticos para os cidadãos e as empresas.

Na sua avaliação anual do cenário de ameaças, a Associação de Peritos em Cibersegurança da Nigéria (CSEAN) registou um aumento dos ataques de ransomware em 2023, que o grupo espera que continue em 2024. Além disso, os ativos do governo continuam a ser vulneráveis a explorações comuns – uma situação que será mais difícil de corrigir sem financiamento.

Angola Cables: plano de reestruturação define o destino da empresa

O jornal Expansão, na sua edição desta sexta-feira, 17 de maio, avança que, o presidente da Comissão Executiva (PCE) da empresa de telecomunicações, Ângelo Gama, assumiu publicamente que o futuro da Angola Cables, uma entidade constituída maioritariamente por capitais públicos, está dependente do crescimento do volume de negócios e da reestruturação da dívida, avaliada em 230 milhões USD, contraída junto do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) e de um banco japonês.

“Quando os investimentos são pesados, o retorno não é imediato. Mas a realidade mostra que os nossos serviços são usados no dia-a-dia de todos os angolanos e de muitos cidadãos africanos. Temos uma garantia soberana, é verdade, e também é público que os nossos capitais próprios são negativos. Qual é a solução? Deixarem-nos continuar a crescer. Caso contrário, se há urgência em hornrar a totalidade do financiamento, que nos permitam renegociar a dívida”, disse Ângelo Gama durante um encontro com a comunicação social realizado na quarta-feira, 15 de maio em Luanda.

O PCE disse ainda que a faturação da empresa tem crescido 20% ao ano e que no final de 2024 contam duplicar as receitas face aos níveis de faturação registados há três anos. “O crescimento do lucro antes do pagamento de juros, impostos, depreciações e amortizações também tem sido constante”, garantiu o Ângelo Gama, embora não sejam conhecidos os relatórios financeiros anuais da Angola Cables.

“Eu também sou um funcionário, não sou o acionista principal, sou meramente um colaborador responsável. Tudo o que eu faço tem o aval dos meus acionistas e eles não me permitem falar sobre as receitas”, justifica o responsável da Angola Cables.

O capital da Angola Cables, está distribuído da seguinte forma: o acionista maioritário é a Angola Telcom com 51%, enquanto a Unitel (31%), MSTelcom/Sonangol (9%), Movicel (6%) e Startel (3%) detêm as participações restantes. Atualmente, 95% do tráfego internacional de telecomunicações no país passa pelas suas redes.

O estado actual da Movicel

A Movicel está a definhar e não aparece uma solução sólida para o seu futuro. De acordo com o que o jornal Expansão já tinha noticiado em julho do ano passado, o Ministério das telecomunicações estava a negociar a entrada de um grupo africano no capital da empresa, que de acordo com as informações da altura, deveria estar formalizado até ao mês de outubro.

Foi possível apurar já este ano que, o entanto, se pedia que o sócio maioritário entregasse parte do seu capital a custo zero, o que foi negado pelo Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), que sempre defendeu  ter de recuperar o valor do investimento, uma vez que se tratava de dinheiro que vinha das contribuições dos cidadãos. Passaram seis meses sobre aquele prazo e a solução continua adiada.

Aliás, parece lógico que deveria ser o próprio INSS a tratar da entrada de um novo sócio e não o Ministério das Telecomunicações, cujas empresas sob a sua tutela têm uma participação minoritária na Movicel.

Segundo o jornal Expansão na sua edição de sexta-feira, 17 de maio, foi apurado que o INSS tem negociações avançadas para entrada de um investidor sul-africano na empresa, mas têm de esperar que o Ministério se retire da solução, uma vez que, recorde-se, a liderança da administração é garantida pelo PCA da Angola Telecom e que apenas durante três meses em 2021, o INSS teve como PCA um quadro indicado por si, numa altura em que o sócio maior era o GAFP.

Em termos práticos, quem decide hoje e faz a gestão corrente na empresa é o Ministério das Telecomunicações, via Angola Telecom, e não o Ministério do Trabalho, que por via do INSS detém posição maioritária.

Enquanto se mantém este braço-de-ferro para perceber qual a solução, de quem deve administrar a Movicel e em que condições, a empresa está a desaparecer. Hoje já são necessários mais do que 150 milhões USD avançados no ano passado para que a empresa pudesse voltar a funcionar com normalidade.

Na sequência desta morte lenta, consubstanciada pela degradação dos seus serviços e pela perda de clientes, sabe-se agora que está há quase cinco meses sem pagar os ordenandos cerca de 400 colaboradores, que não recebem desde janeiro.

Actualmente, a Movicel tem apenas cinco lojas a funcionar e todas em Luanda, que garantem de forma tímida, alguns serviços da operadora, como venda de chips, recargas e telemóveis. Desde agosto de 2023 a Movicel passou a contar com os seguintes acionistas: INSS (51%), Angola Telecom (18%), GAFP (10%), Ifrasat (6%), Lello, SA(3%), Lisa Pulsaris (3%), Chitronics (2,5%), Novatel (2%), ENCTA (2%), Movicel,SA(2%) e Ominidata (0,5%).

Como proteger os seus dados no Microsoft Office 365

Em épocas de crise, pessoas mal-intencionadas se aproveitam do medo e da incerteza dos outros porque sabem que eles estão concentrados no que está acontecendo no mundo e se descuidam um pouco da segurança na Internet. Foi por isso que durante a pandemia houve um aumento de ataques cibernéticos, em especial de phishing e outras ameaças de engenharia social que dependem da ação do usuário para liberar um malware.

A COVID-19 também expôs as novas vulnerabilidades de segurança quando milhões de empresas tiveram que providenciar ambientes de trabalho remotos, sem a infraestrutura de segurança apropriada. Com os funcionários tendo que acessar recursos confidenciais da empresa fora do firewall, na maioria das vezes por VPN, e muitos deles não utilizando os equipamentos da empresa, a área de ataque ficou muito maior da noite para o dia.

Agora que a poeira baixou e as empresas procuram o melhor caminho para seguir em frente, uma das primeiras providências é apertar o cerco à segurança dos seus dados do Office 365. Trabalhar no novo normal para as empresas já é bastante desafiador e tudo o que elas não precisam é de uma brecha de segurança ou um ataque de ransomware.

Como líder no mercado de aplicativos de negócios como serviço, o Office 365 é ótimo para cuidar da infraestrutura, mas cabe a você proteger os seus dados. A Microsoft oferece o Office 365 sob um modelo de responsabilidade compartilhada, o que significa que ela se responsabiliza pela operação da plataforma, mas cabe a cada usuário evitar a perda de dados.

Se você acredita que o seu plano de proteção de dados não é suficiente para combater as ameaças cibernéticas cada vez mais sofisticadas, então está na hora de reavaliar esse processo. Considere os quatro pontos fundamentais a seguir ao criar uma estratégia de proteção de dados do Office 365.

1. Invista numa solução de retenção a longo prazo

A retenção de dados a longo prazo é crucial no caso de uma grande paralisação do sistema, mas o Office 365 não foi projetado com esse recurso.

Por exemplo, o Office 365 retém itens na lixeira só por 90 dias. Se a lixeira for esvaziada, os itens não poderão ser recuperados. O Office 365 também não oferece o recurso de recuperação pontual, o que complica ainda mais a restauração de dados. Sem esse recurso, os seus dados mais atuais serão os do seu backup mais recente.

Investir numa solução de retenção de dados a longo prazo que ofereça recuperação granular a partir de qualquer ponto e restauração rápida para o Office 365 dará a você a tranquilidade de que os seus dados não serão perdidos no caso de queda do sistema.

2. Use uma solução de proteção de dados de terceiros

O modelo de responsabilidade partilhada da Microsoft coloca o ônus da proteção de dados do Office 365 sobre o usuário. Para proteger ativos essenciais de uma série de ameaças, como ransomware e phishing, da exclusão intencional de arquivos, do erro humano e de bugs de software, você precisa de uma solução de proteção de dados de um especialista.

Quando considerar uma solução de proteção de dados do Office 365, verifique se ela conta com a tecnologia de segurança mais recente, como proteção cibernética alimentada por inteligência artificial e backup externo ou na nuvem para recuperação de desastres.

Escolha uma ferramenta de proteção de dados do Office 365 que ofereça uma proteção abrangente para todos os serviços do Office 365, incluindo Exchange Online, SharePoint Online e OneDrive for Business, e também para todas as outras cargas de trabalho físicas, virtuais e em nuvem.

3. Mitigue os riscos legais e mantenha a conformidade

Ninguém quer estar do lado errado numa auditoria de conformidade. A perda e exposição de dados do usuário podem custar às empresas uma quantia exorbitante de dinheiro em multas e custas processuais, sem mencionar os danos à reputação e à confiança, que podem afetar seriamente a receita da empresa.

O recurso de Retenção de Litígio do Office 365 pode ser usado para manter os dados por um período para fins de verificação, mas não oferece proteção contra as possíveis consequências legais por dados perdidos ou extraviados.

Esse recurso nunca deve substituir o backup dos dados. A sua solução de proteção de dados de terceiros precisa ser a principal linha de defesa para manter a conformidade e proteger os dados contra violações que podem levar a multas ou indenizações.

Procure uma solução de proteção de dados que ofereça recursos integrados de auditoria e conformidade, como criptografia AES e funcionalidades sólidas de gerenciamento de identidade e acesso (veja mais sobre isso abaixo).

4. Faça do controlo de acesso uma prioridade

A Agência de Cibersegurança e Infraestrutura do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos publicou, recentemente, uma lista de recomendações para proteção do Office 365 contra-ataques cibernéticos.

De acordo com o relatório, o gerenciamento de acesso é fundamental para manter o ambiente do Office 365 seguro. Uma das vulnerabilidades mais comuns relacionadas ao acesso são os usuários com privilégios excessivos, com acesso a dados confidenciais aos quais não deveriam ter, e contas de administrador não seguras que criam pontos fracos para a invasão.

Basta uma conta mal protegida ou um clique acidental num link malicioso para que um invasor entre no sistema. Quando encontra uma conta com privilégios, desprotegida, o invasor consegue acessar aplicativos essenciais, sendo quase certo que isso terá um impacto negativo para a empresa.

Implementar uma solução de proteção de dados do Office 365 que ofereça um console de gerenciamento unificado, controle e administração de acesso baseado na função adicionará uma camada extra de proteção entre os seus ativos digitais confidenciais e às possíveis ameaças à segurança.

Proteja o Office 365 contra a perda de dados e a inatividade

O Office 365 é, hoje, uma solução SaaS comercial líder de mercado. Com centenas de milhões de usuários, não é de admirar que ele tenha se tornado o principal alvo de pessoas mal-intencionadas. Proteger a sua infraestrutura do Office 365 deve ser prioridade para evitar a perda de dados e operações de recuperação onerosas.

Solicitar ajuda de um provedor de soluções com décadas de experiência e foco na proteção de dados do Office 365 aumentará a segurança e minimizará a área de ataque da sua empresa. Um provedor confiável pode garantir que as suas iniciativas de prevenção contra perda de dados e recuperação de desastres sejam totalmente eficazes.

BNA. Instituições bancárias devem acompanhar os processos tecnológicos

As instituições bancárias angolanas devem acompanhar os processos inovadores a fim de adotar os padrões tecnológicos, segundo o governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel Tiago Dias.

Falando na II edição do “Angola Baking Conference”, o responsável disse que diante das potencialidades e riscos desta nova dinâmica, “o desafio das autoridades é garantir que o sector financeiro acompanhe os processos inovadores com objetivo de adotar os padrões tecnológicos internacionais, absorvendo os benefícios da tecnologia e mitigando os riscos ao mesmo tempo que mantém a segurança jurídica e institucional”.

Por isso, apontou que é importante referir que o banco de compensação internacional afirma que o futuro dos bancos centrais passa por acompanhar a inovação.

Por essa razão, o governador do banco central entende que, para o fórum de Luanda, o referido tópico tornou-se crucial na agenda de trabalho, pois no processo de inovação tecnológica afeto ao sector financeiro de forma ampla, os bancos centrais precisam de acompanhar a digitalização e caminhar no processo da sua implementação.

A realização deste evento representa o reconhecimento da crescente importância dos bancos na economia angolana na medida em que atividade bancária tem impacto direto na vida dos cidadãos”, afirmou.

O governador Manuel Tiago Dias realçou que a inovação e a adoção dos princípios “ESG” são princípios que devem estar no centro da transformação do sector bancário, por via de medidas aplicadas internamente ou por imposição dos clientes e dos investidores, através das exigências de acesso à informação e qualidade para subsidiar as decisões.

MAIS: Banca angolana com sinais positivos de transformação digital, revela especialista

Conforme disse, os últimos anos têm trazido novos desafios para o sistema financeiro à esfera global, que tem vindo a passar por um alto processo de digitalização e surgimento de novos modelos de negócios, novos produtos financeiros e soluções tanto no “backoffice” como no “frontoffice”.

No entender do governador do BNA, estas inovações trarão benefícios, no caso uma maior eficiência produtiva e melhor alocação de recursos, ao mesmo tempo que vão ampliar o acesso dos cidadãos e das empresas ao sistema financeiro.

Porém, destacou, não se pode deixar de referir que representam novos desafios para as autoridades na medida em que parte destas inovações trazem questões não cobertas, criando vazios regulatórios, o que pode assim gerar desincentivos aos usuários novos produtos e serviços financeiros.

As inovações chegam por diversos caminhos, tais como a entrada de novos participantes do mercado, como é o caso das “fintechs” e as “bitechs”, que pressionam para uma nova dinâmica competitiva no sector. Além disso, acrescentou Manuel Tiago Dias, novos ativos financeiros e novas formas de transações também surgem, como são os casos dos criptoactivos e o modelo livre de liquidação centralizada como mudanças significativas da infraestrutura das operações.

Angola Startup Summit. Governo defende visão de longo prazo aos empreendedores

Os empreendedores angolanos devem ter uma visão a longo prazo, capaz de acompanhar às dinâmicas de desenvolvimento do sector da inovação e empreendedorismo angolano, para garantir que os operadores possam ter condições de adaptabilidade ao contexto do ecossistema.

Essa ideia foi defendida pela Secretária de Estado para o Comércio e Serviços, Augusta Fortes, falando no discurso de abertura da 3ª edição do evento Angola Startup Summit 2024 By UNITEL.

Precisámos de ter uma visão de longo prazo para que os nossos empreendedores sejam formados não apenas para os desafios de hoje, mas para a imprevisibilidade dos desafios do futuro, numa sociedade que se transforma rapidamente como a nossa e nos desafia a adaptações permanentes”, iniciou.

No seu discurso, a secretária frisa que à necessidade de prosseguir com “a consolidação de incentivos fiscais a estágios profissionais, o acesso ao microcrédito e a promoção de empreendedorismo por meio de várias outras iniciativas desenvolvidas tanto por entes públicos como privados, com realce para o surgimento do futuro parque tecnológico do País, a realização anual da maior cimeira das TICs – o ANGOTIC, e os concursos como o LISPA Talks do BNA”, como “exemplos que reforçam a atual dinâmica vivida no ecossistema de empreendedorismo nacional e que exigem uma grande resiliência dos seus atores para responder o espírito híbrido e disruptivo que o sector da inovação manifesta permanentemente”, enfatizou.

Por fim, Augusta Fortes sublinha ainda que esta visão do Executivo Angolano está integrada nos vários programas do Plano de Desenvolvimento Nacional 2023 – 2027, no quadro das políticas públicas de estímulo à economia digital e criativa, sendo que a 3ª edição do summit angolano resulta dessa estratégia que foca no incentivo do génio criativo dos jovens angolanos.

Através do INAPEM, disse, o Estado busca, no médio prazo, despoletar os procedimentos com vista à elaboração da futura Lei das Startups angolanos, um desafio que irá remover essa orfandade dos emergentes nacionais e, assim, acelerar o crescimento e desenvolvimento do empreendedorismo digital no País, e não só.

Lei das Transações Eletrónicas vai fortalecer medidas de segurança cibernética, revela especialista

Angola vai reforçar as medidas de segurança cibernética com a operacionalização da Lei de Transações Eletrónicas, na opinião do representante da Number Resource Society (NRS), Paul Binam.

O especialista que falava à imprensa por ocasião da realização da I Conferência de Informação e de Intercâmbio sobre “A Boa Governança da Internet”, teceu este posicionamento virado mais para os aspetos da sensibilização e da capacitação institucional, que considera como crucial.

No seu discurso, Paul Binam defendeu a necessidade da produção de um plano de sensibilização no quadro de uma Agenda Nacional de Transformação Digital, para que o uso da Internet se torne efetivo e estável para todos.

MAIS: Segurança cibernética em África: hora de agir

Neste âmbito, como contributo para a melhoria deste processo em Angola, a NRS pretende manter diálogo com agentes fornecedores de internet e outras entidades ligadas às telecomunicações para a implementação de ações formativas gratuitas aos cidadãos.

Paul Binam manifestou a intenção de operar no país, tendo sublinhado que o continente africano se encontra em situação crítica já que cerca de 500 empresas, mensalmente, são atingidas por pirataria nas redes de informação.

Já a sócia-gerente da FD Group Angola, Leojovilda Nogueira, referiu que apesar da forte atuação do GoLverno no sentido de garantir um ecossistema digital favorável ao desenvolvimento da Sociedade de Informação e de entre várias ações, é necessário a implementação de programas de competência e valências digitais para aumentar os níveis da Literacia Digital e cooperação em várias dimensões.

Angola Startup Summit. Confira agenda do 2º dia de exposição

Decorre hoje o segundo dia da 3ª edição do ANGOLA STARTUP SUMMIT by UNITEL, evento de empreendedorismo digital nacional e que vai até ao dia 18 de maio.

Segundos dados revelados pela organização, esta edição de 2024 conta com mais de 123 startups emergentes entre nacionais e internacionais para o evento que decorrerá nas instalações do Centro de Convenções de Talatona, e onde vai voltar a trazer em debate variados empreendedores para mostrarem o potencial e abordar as oportunidades tecnológicas do mercado angolano.

Confira abaixo algumas intervenções da Agenda de hoje.

5 Pitches de Startups (11:05)

O Mobile Money e Startups by Zedilson de Almeida (11:20)

Além do lucro: construindo um negócio com impacto positivo by Jesus Kiteque (11:50)

Instrumentos de Financiamento / A experiência em Portugal by IAPMEI – Nuno Gonçalves (12:05)

Marco Legal de Apoio as Startups by Bráulio Augusto/ASSED

Fortalecer o Ecossistema das Startups em Angola – Painel (Marcos Cary, Henrique Ngolome, Haymée Coglé)

Para ver o calendário completo clica em aqui.

 

Teve início a primeira turma da Escola Tecnológica 42 Luanda

A sensivelmente dois anos, começamos a ouvir a história sobre a Escola Tecnológica 42 Luanda, por intermédio de uma garantia financeira proveniente da Sonangol, nomeadamente entre dois e três milhões de dólares por ano, ao longo de um período de cinco anos. A Escola 42 Luanda é uma plataforma virtual de aprendizagem de Programação e Digitalização.

A primeira turma da escola de tecnologia 42 Luanda arrancou, na segunda-feira (13/05/2024), com 150 alunos, selecionados a partir de milhares de candidatos provenientes de todo o país.

Durante 16 a 18 meses, os alunos vão aprender noções básicas de programação, como as bases fundamentais da programação, com o desenvolvimento dos primeiros projetos e terão a oportunidade de desenvolver técnicas essenciais de resolução de problemas, criatividade, pensamento crítico, perseverança, responsabilidade, comprometimento, comunicação, trabalho em equipa, ética profissional e de liderança, de forma a estarem preparados para enfrentarem os desafios reais do mercado de trabalho.

Durante o processo que culminou com a seleção dos 150 alunos, os candidatos passaram pela “Piscina”, última etapa de seleção , que consiste num período intensivo de quatro semanas onde se dedicaram pelo menos cerca de 10 horas por dia. Neste período intensivo de introdução à programação tiveram de mostrar a coragem, resiliência, forma como comunicam, capacidade de trabalhar em grupo, de aprenderem e de colaborarem.

Destinada à formação de profissionais de tecnologia em Angola, a Escola 42 Luanda foi inaugurada a 12 de julho de 2023 está alojada no Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Comunicação (ISPTEC), e onde foi revelado que quem quiser entrar nela é obrigatório o conhecimento de línguas internacionais como inglês e francês, e onde o sistema angolano vai estar alinhado às plataformas de Portugal e o Brasil, em língua portuguesa.

Microsoft Edge pode deixar de funcionar em sistemas mais antigos

A Microsoft atualizou recentemente a documentação do seu navegador Edge, sendo que, brevemente, alguns utilizadores em sistemas mais antigos podem vir a ter problemas em correr o mesmo.

A partir do Edge 126, a Microsoft vai requerer que os sistemas tenham um processador que suporte a tecnologia SSE3 ou mais recente. Os sistemas que não tenham um processador compatível com esta tecnologia deixam de poder usar as versões mais recentes do Edge nos mesmos.

Esta nova medida apenas deve afetar um pequeno conjunto de utilizadores, a maioria em sistemas mais antigos. Praticamente todos os processadores mais recentes no mercado, mesmo que lançados faz alguns anos, contam com suporte para SSE3.

Na realidade, os primeiros processadores a surgir no mercado com suporte para esta tecnologia foram os Pentium 4, Pentium D, Celeron D, AMD Opteron, Sempron, entre outros. Portanto, se tiver um sistema que foi adquirido nos últimos anos, possivelmente não vai sentir qualquer impacto.

Porém, para quem tenha usado métodos alternativos para instalar o Windows 11 em computadores mais antigos, e use o Edge nos mesmos, pode eventualmente vir a ter problemas.

O Microsoft Edge 126 encontra-se previsto de chegar na versão estável a 13 de junho de 2024.