No último episódio do Tek MenosFios: Navegando na Deep Web mostramos que é possível comparar a Web a um oceano. Mas agora surge uma pergunta: Dá para dizer que tem praia? Pedimos ao caro leitor que pense em uma praia bem grande, cheia de atrativos capaz de chamar atenção de longe, mas só é possível aproveitar o mar depois de passar por uma única, e bem vigiada, entrada. É assim o Facebook, uma festa sem fim em uma gigantesca faixa de areia murada. Assim, falando tecnicamente, boa parte do que está lá dentro está oculto.
Muito admirado e praticamente indispensável para os seus 1,5 bilhões de usuários, o Facebook é como um verdadeiro “depósito digital”, que está invisível aos olhos dos motores de busca, mas sempre bem monitorado, de modo a facilitar o posicionamento de anúncios na rede social.
Como cada usuário do Facebook decide o que pode ou não ser visualizado publicamente, então é impossível recuperar algumas postagens na rede social a partir do Google, e onde os números dão conta que por minuto os utilizadores compartilham mais de 2,6 milhões de publicações, isso tudo dentro das regras determinadas pelos termos de serviço da Meta, dona da rede social.
Mas agora surge a pergunta: Por que isso é importante? Assim como a parte mais conhecida da Deep Web, o Facebook é apenas uma parte da riqueza e complexidade da internet, embora que tem muita gente que pensa diferente. Para muitas pessoas, acham que Facebook e Internet são rigorosamente a mesma coisa, mostrando o poder que essa rede social tem.
Mark Zuckerberg, criador do Facebook, nos últimos tempos tem sido um dos maiores interessados no desenvolvimento do projecto Internet.org, que é uma grande parceria mundial entre empresas e outras organizações, que tem como objectivo conectar os dois terços da população mundial que ainda não estão conectados à grande rede.
Essa ideia tem sido muito criticado por várias personalidades, principalmente aquelas que defendem o conecito de neutralidade da rede, onde isso não é para menos, visto que o facto de uma grande empresa se preocupar com uma missão atruísta e, ao mesmo tempo, concentrar informações significativas em seus produtos e serviços rende sempre uma boa conversa.
A TV Cabo Angola registrou, nos últimos três anos, em uma média quinzenal, o furto de equipamentos para distribuição ilegal de canais, com custos entre 1.500 e 2.000 dólares, de acordo com as palavras do diretor-geral da empresa, Francisco Ferreira.
O gestor proferiu essas palavras no subordinada ao tema Combate à Pirataria: Compreender o Contexto Global e Local (África e Angola), organizado pela MultiChoice Angola, com presença da redacção da MenosFios, evento que reuniu especialistas do sector, como representantes do Instituto Angolano das Comunicações (INACOM), do Ministério do Interior, do Ministério da Saúde, representantes da Ordem dos Advogados, artistas, bem como representantes de diferentes sectores vítimas da pirataria, de modo a abordarem os males da pirataria de conteúdos.
“Temos uma média, nos últimos três anos, de 15 em 15 dias roubam-nos sempre equipamento. Cada equipamento que nos roubam vale entre 1.500 dólares a 2.000 dólares”, disse Francisco Ferreira, informando que os equipem Angola.
O diretor-geral da empresa infantizou que numa operação realizada em Outubro do ano passado pelo SIC, de desmantelamento de casas ilegais de distribuição de canais, foram recuperados uma série de equipamentos, mas devido a algumas dificuldades ainda não foram entregues à empresa.
“Esta vertente é extremamente grave, porque são equipamentos que são furtados e não existem cá, obrigam-nos a gastar moeda estrangeira, para serem substituídos e ainda tem outro problema que é a questão de imagem, porque cada equipamento deste envolve cerca de 400 a 500 utilizadores, clientes”, acrescentou.
Segundo o diretor-geral da TV Cabo, quando esses equipamentos são furtados, os clientes podem ficar entre quatro e seis horas sem o serviço, “quando não é de noite”.
“Quando é às 10, 11 horas da noite, só no outro dia, de manhã, é que o serviço é reposto, ficam sem o serviço. É evidente que eles não sabem que foi furtado o equipamento, o que eles sabem é que a TV Cabo deixou de funcionar”, salientou.
O diretor-geral da TV Cabo disse que estão identificados esses elementos, mas o sentimento de impunidade é grande.
“Temos imagens, neste momento a desfaçatez deles é total, roubam de dia, de noite, em sítios onde tem câmaras, em que são filmados, não têm problema nenhum, eles tanto roubam às oito da manhã como roubam às nove da noite, a impunidade é total, eles sabem isso, não lhes acontece nada”, lamentou.
“A gente faz queixa, apresenta provas, matrículas de carros e tudo e continua tudo na mesma. Nós sabemos onde é que estão os equipamentos, nos postes da Ende, da Angolatelecom, colocados. Têm técnicos próprios que sobem e vão lá arranjar e instalar os equipamentos, têm serviços de ‘door to door’, andam na rua a vender o serviço, completamente impunes, sem problemas”, finalizou.
O ressurgimento do vinil teve um impacto significativo em como os ouvintes consumiram música em 2021, crescendo em mais da metade. No entanto, o ano passado também foi marcado por um retorno silencioso do CD, principalmente impulsionado por Adele, BTS e Taylor Swift de acordo com dados da MRC Data, que alcançaram um crescimento de vendas inédito em 17 anos.
Embora o streaming seja a fonte de dinheiro da indústria da música nos dias de hoje, os CDs ainda não morreram. De acordo com a Recording Industry Association of America’s (RIAA), a receita de CDs cresceu 21% para US$ 584 milhões em 2021.
A RIAA observa que muitas lojas de discos abriram novamente e os artistas venderam músicas em shows novamente depois que o COVID-19 colocou tudo em espera em 2020. Como tem sido o caso nos últimos 15 anos, as vendas de vinil continuam a crescer também. A receita aumentou 61% em 2021, para 1 bilhão de USD. É a primeira vez que as vendas de vinil atingem esse marco desde 1986. Incluindo outros formatos, as vendas de música física totalizaram 1,66 bilhão de USD.
A RIAA observa que o único grande formato de música gravada a ver um declínio de receita no ano passado foram os downloads digitais. As vendas caíram 12% para 587 milhões de USD, apenas 3 milhões de USD a mais que a receita de CDs em 2021. A receita de streaming, sem surpresa, ainda está a subir. Incluindo plataformas como rádio digital, a receita total aumentou 23,8%, para 12,4 bilhões de USD no ano passado.
Na tentativa de conter a crescente onda de crimes cibernéticos nos Camarões e no Quénia, as autoridades de ambos os países planejam estabelecer uma plataforma comum a ser partilhada entre a Agência Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação dos Camarões (ANTIC) e a Autoridade de Comunicações do Quénia.
O director geral da ANTIC, professor Ebot Enaw, disse que nuvem, big data, análise avançada, inteligência artificial, aprendizado de máquina e IOT são facilitadores da transformação digital e principais impulsionadores do desenvolvimento sustentável.
Ebot Enaw avançou que embora essas tecnologias estejam a remodelar as indústrias inteiras, isso não é isento de riscos. “Com os Camarões e Quénia a aumentar progressivamente o acesso à internet de banda larga, as questões relacionadas à segurança cibernética e crimes cibernéticos estão a surgir e, como tal, há uma necessidade premente de garantir que cidadãos, governos e empresas sejam protegidos.”
Enaw acrescentou que o aumento exponencial no uso de TIC e troca de informações sem fronteiras em tempo real “tornou a segurança cibernética uma questão transnacional complexa” que requer cooperação global para garantir uma comunidade cibernética segura.
O major Dmitry Gwandho, do Colégio Nacional de Defesa do Quénia, acrescentou que a cooperação regional é fundamental para garantir o continente africano. “Camarões é irmão do Quénia e parceiros na segurança e no desenvolvimento do continente africano”, disse Gwandho.
Durante a sua estadia nos Camarões, a delegação do Quénia, incluindo o Brigadeiro Mwamburi Joakim do National Defense College Kenya, e Rosemary Ochieng, Primeira Conselheira do Alto Comissariado do Quénia, Abuja-Nigéria, visitarão várias organizações de TI, incluindo o Conselho Regulador de Telecomunicações, Camarões Telecomunicações, Instituto Africano de Ciências da Computação e Escola Nacional Avançada de Engenharia.
Por isso, a gigante do streaming vai sugerir o pagamento de uma taxa extra pelo ‘privilégio’ de partilha de conta com outras pessoas – algo que começou a testar em mercados selecionados.
“Embora estes planos [de vários equipamentos em simultâneo] sejam bastante populares, criaram alguma confusão sobre quando e como o serviço Netflix pode ser partilhado. Como resultado, as contas estão a ser partilhadas entre casas diferentes – impactando a nossa capacidade de investir em novos conteúdos de TV e filmes para os nossos membros”, escreveu Chengyi Long, da direção de inovação de produto da Netflix.
A solução que a empresa já está a testar no Chile, Costa Rica e Peru passa por autorizar a adição de um membro extra na conta mediante o pagamento de uma nova taxa, com descontos. Na Costa Rica, por exemplo, por um utilizador ‘a mais’ o custo do serviço aumenta 2,99 dólares (cerca de 1.400 kwanzas ao câmbio atual). Os utilizadores vão ainda ter a hipótese de transferir os seus perfis para contas novas, trazendo o histórico de visualizações, preferências e listas personalizadas para o novo perfil – outro indicador de que a Netflix prepara-se mesmo para acabar com a partilha de contas entre utilizadores, ao permitir uma migração fácil de dados para novos subscritores.
A solução de cobrar uma taxa extra e permitir a transferência de perfis parece indicar que a Netflix percebe o ‘problema’ que tem entre mãos e quer oferecer alternativas para poder continuar a gerar receitas que possam depois ser investidas na produção de conteúdos originais, como forma de se diferenciar no setor do streaming.
No final do ano de 1980, o físico britânico Tim Berners-Lee, durante o tempo que trabalhava na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), começou a desenvolver uma forma de conectar os documentos produzidos pelos membros do laboratório, a partir de uma estrutura de computadores em rede que já existia. A ideia do físico era criar um ambiente fácil, onde qualquer pessoa que entendesse uma sintaxe simples de códigos poderia criar links entre as páginas criadas. Com issso, toda e qualquer pessoa que trabalhasse aí poderia ter acesso aos trabalhos desenvolvidos no laboratório, expandindo assim o conhecimento de todos. A partir de um objectivo muito simples, mas bem poderoso, nasceu o lugar mais fascinante e atraente da internet: a World Wide Web.
(Tim Berners-Lee: Inventor e fundador da World Wide Web)
Nos anos seguintes, propriamente no ano de 1994, o primeiro navegador foi lançado, Netscape, e apresentou a web oficialmente ao mundo, dando relance que a proposta de Tim Berners-Lee seria definitivamente um sucesso.
(Netscape: primeiro navegador, lançado em 1994)
Em 2000, o famoso cientista de dados Michael K. Bergman notou que se o browser serve para “navegar” (surfar) pela rede, então o conjunto de páginas era como um oceano.
“embora que muita coisa possa ser alcançada na rede, existe uma riqueza de informações que estão nas profundezas, portanto, perdidas“, disse Bergman em um artigo intitulado “The Deep Web: Surfacing Hidden Value“. Foi aí que vimos pela primeira vez a expressão “Deep Web“.
Actualmente, vários cientistas são da opinião que é impossível medir o tamanho da Deep Web. Por exemplo, a professora Juliana Freire de Lima e Sila, do departamento de Ciência da Computação da Universidade de Nova York, em uma entrevista à revista Mental Floss, disse que é bem difícil apontar o que é exatamente a Deep Web, visto que não existe um termo exato de medi-la. Por isso, ainda continuando no pensamento de ser um oceano, as ferramentas de busca que nós usamos só mostram apena so que está na superfície, e onde por isso é comummente utilizada a expressão Surface Web.
Como é sabido, a melhor forma de “pescar” na Web é utilizando os mecanismos de busca. Mas de acordo com os números, se somarmos todas as páginas indexadas pelas principais ferramentas de busca, como Google, Bing, Yahoo e outros (um núemro na casa de dezenas de bilhões de páginas) estima-se que ela apenas corresponde a 0,0001% de toda a internet.
Profundezas da Rede
Então, tendo como base aquilo tudo que escrevemos acima, a Deep Web é composta por tudo aquilo que o Google não o consegue mostrar, como por exemplo, uma intranet ou áreas de acesso exclusivas de uma empresa, bem como os dados armazenados em sistemas próprios. As buscas tradicionais que fizemos chegam até um limite, como por exemplo não conseguimos encontrar as páginas que são antecedidas por “digite as letras que aparecem nesta imagem” (o chamado CAPTCHA).
Em suma, podemos fazer uma lista enorme de páginas que precisam estar invisíveis ou protegidas por login e senha: registros financeiros em contas bancárias ou outras informações sigilosas. Por exemplo, muitas universidades angolanas mantêm as suas bases dos alunos e pesquisas em ambientes fechados, exclusivos para que tem apenas credenciais. Esses tipos de ambientes mantêm os seus serviços exclusivos de indexação e pesquisa de informações.
Assim como acontece com toda e qualquer coisa “escondida”, coisas boas e ruins podem se aproveitar disso, por isso, a expressão Deep Web é lembrada não só apenas pela sua capacidade de ocultação de informações no radar, mas também a um tipo específico de anonimato, que na sua maioria estão associadas a actividades ilegais, bizarras e entre outras. Mas mesmo assim, gostariamos de avisar que nessa imensidão, cabem coisas boas e ruins, e que ela começou graças a um propósito incrível: o de abrir e compartilhar informação pela rede.
Esse foi o episódio Tek MenosFios: Navegando na Deep Web dessa semana, onde esperamos que seja útil para todo e qualquer pessoa que queira saber mais sobre a Deep Web. Agora, pedimos que os nossos leitores a comentem e que contribuam com informações adicionais que julguem serem necessárias sobre esse mesmo tema.
Todas e quaisquer questões que gostassem de ver aqui respondidas devem ser colocadas no canal de comunicação exclusivo e dedicado ao Tek Menos Fios.
Falamos do e-mail criado para esse fim: [email protected]. Este é o único ponto de recepção das questões que nos enviarem. Usem-no para nos remeterem as vossas questões, as vossas dúvidas ou os vossos problemas. A vossa resposta surgirá muito em breve.
O antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair é da opinião que o continente africano deve ter uma “revolução tecnológica” em África, estimando ser necessário atrair 80.000 milhões de euros até 2030 para alcançar esse objectivo.
Blair defendeu essa tese na Cimeira Tech Africa, que decorreu no último mês de Fevereiro, em Nairobi, Quénia, onde citada em comunicado, o ex-político inglês diz que “a tecnologia está a mudar o mundo, é o equivalente do século XX à Revolução Industrial do século XIX” e que representa uma grande oportunidade para África.
Ainda em nota, reforça que “o custo da conformidade regulatória para ‘startups’ de tecnologia que querem crescer é muito alto”, pelo que o investimento no ecossistema tecnológico da África ainda está “muito abaixo do que outras partes do mundo estão a receber”.
Segundo os últimos números do estudo do Instituto Tony Blair para a Transformação Mundial, o investimento em ‘startups’ de tecnologia africanas tem estado a acelerar, atraindo 4.900 milhões (4.330 milhões de euros) em financiamento em 2021, mais 243% do que em 2020.
“Se as tendências positivas atuais forem mantidas e o potencial transformador da tecnologia for desbloqueado, a África poderá garantir um financiamento para ‘startups’ de tecnologia de mais de 90.000 milhões de dólares [80.000 milhões de euros] até 2030”, refere o documento, que deixa 10 recomendações para colocar África “no caminho para a excelência tecnológica“. pode ler-se no comunicado.
Para obter este dinheiro, vinca, “os governos precisam de fazer investimentos significativos para atrair e facilitar financiamentos, melhorar o ambiente de negócios e fortalecer as redes” de apoio a empreendedores. Entre as recomendações, o estudo propõe desenvolver veículos de financiamento, criar um mercado digital único (SDM) no âmbito da Zona de Comércio Livre Continental Africana (AfCFTA), melhorar a infraestrutura e competências digitais ou lançar uma “Rede de ‘Startups’ Pan-Africana”.
O sector de Finanças/Banca é a indústria que tem mais sofrido ataques de hacker em Angola, revela o mais recente relatório de Índice Global de Ameaças Check Point® Software Technologies Ltd., que a redacção da MenosFios teve acesso.
Segundo a investigação de Fevereiro, os sectores de serviços ISP/MSP e Comunicações aparecem em segundo e terceiro lugar, respectivamente, onde ressaltou ainda que o Emotet mantém-se como o malware mais perigoso do mundo, com um impacto de 5% das organizações do mundo. É seguido de perto pelo Formbook, com um impacto de 3%, e pelo Glupteba, com um impacto de 2%.
Ainda falando do nosso país, a lista é liderada pelo Phorpiex, com um impacto nacional de 25%. Seguem-se o xHelper, uma infostealer que rouba credenciais e captura ecrãs, bem como regista as teclas usadas e que em Angola impactou 13,46% das organizações; e o Glupteba, um botnet com um impacto de 11,54%.
Phorpiex é um botnet (aka Trik) que se encontra ativo desde 2010 e no seu auge chegou a controlar mais de um milhão de equipamentos infetados. É conhecido por distribuir outras famílias de malware através de campanhas de spam bem como suportar campanhas de spam de larga escala e campanhas de sextortion.
xHelper é uma aplicação android maliciosa que foi vista em estado selvagem em Março de 2019, utilizada para descarregar aplicações maliciosas e exibir anúncios. A aplicação é capaz de se esconder do utilizador, podendo reinstalar-se no caso do utilizador a desinstalar.
Glupteba, conhecido desde 2011, é um backdoor que foi amadurecendo até tornar-se num botnet. Em 2019 incluiu uma atualização de um mecanismo de C&C (Comand & Control) através de listas públicas de BitCoin, que o capacita ao roubo integral de informação de borwser e de exploração de routers.
Confira abaixo mais alguns dados revelados pela investigação da CPR, que a nossa redacção teve acesso:
Indústrias mais atacadas em África:
Este mês, os serviços de ISP/MSP mantém-se como o setor mais atacado a nível africano, seguido pelas Comunicaçõese, em terceiro lugar, a Saúde.
ISP/MSP
Comunicações
Saúde
Indústrias mais atacadas no mundo:
Este mês, Educação/Investigação é o setor mais atacado globalmente, seguido pela Administração Pública/Indústria Militar e ISP/MSP.
O Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Comunicações de Moçambique (INCM), Tuaha Mote, garantiu que a entrada da Starlink em Moçambique não vai dar espaços para espionagem no país.
O INCM reconhece a preocupação da sociedade civil moçambicana e tranquiliza os mesmos, de que não há perigo de o país ser espeionado pela Starlink.
“Não haverá risco porque as infra-estruturas estarão aqui em Moçambique e todas entidades que vão oferecer esse serviço estão sob controlo do nosso país. Os satélites estão no espaço, mas as questões ligadas à protecção de dados, à informação do país, essa está garantida. Mas um dado é certo! Mesmo que Moçambique não a licenciasse, a empresa montou uma constelação de satélites que cobre toda a África Austral. Esses dispositivos estão a focar todo o nosso território e os países vizinhos. Mesmo que não licensiássemos, os satélites estariam aqui a observar-nos”, disse Tuaha Mote.
Ainda no evento, o instituto regulador moçambicano garantiu que, caso as opeadoras de telefonia móvel do país não obedeçam aos protocolos de segurança e os piratas tenham acesso a informações dos clientes, os mesmos serão sancionados.
“O INCM, como regulador, garante, entre outros direitos, que as operadoras cumpram com os requisitos de segurança das redes de teelcomunicações. É nossa missão auditar os operadores para aferir se eles estão a cumprir com os procedimentos de segurança ou não. Temos consciência de que a segurança não será absoluta ou total, mas é preciso dificultar e se ocorrer, é preciso que haja mecanismos de mitigação. Em caso de incumprimento desses protocolos, o regulamento prevê normas sancionatórias”,acrescentou o PCA.
No princípio dessa semana a Google anunciou as startups africanas selecionadas para o Startups Accelerator Africa Class 7, programa acelerador que vai capacitar as mesmas a desenvolver soluções em áreas como saúde, educação, gestão de frotas, automação logística e recrutamento.
Essa 7° turma, que infelizmente não incluiu nenhuma startup angolana, é constituida por 15 startups tecnológicas de sete países africanos, com a Costa do Marfim ter uma representante pela primeira vez.
Os projectos selecionados foi entre muitas aplicações feitas ao programa, vindo de todas as partes de África, e onde as startups selecionadas para essa fase final levou-se em conta o produto oferecido e os ajustes do mercado económico do continente africano.
Nos próximos três meses, as 15 startups trabalharão com mentores e facilitadores da Google, onde aprenderão as melhores práticas em uma grande série de tópicos, como Inteligência Artificial, Big Data, cultura organizacional, estratégias de crescimento e muito mais.
Segundo o que foi revelado, o Startups Accelerator Africa Class 7 será em torno de um conceito virtual de bootcamp, que vai contar com seminários, sessões de coaching um-a-um e oportunidades de aprendizagem entre pares.
“Estamos emocionados por começar a nossa sétima coorte com um grupo tão diversificado e inspirador de empresas que estão a aproveitar a tecnologia para enfrentar os problemas que muitas pessoas no continente enfrentam todos os dias“, disse Folarin Aiyegbusi, Head of Startup Ecosystem de África.
“As startups em África estão a resolver algumas das questões mais prementes da região – desde o emprego à logística, à banca, aos cuidados de saúde e à educação. Esta é uma jornada em que estamos felizes por estar.” acrescentou Aiyegbusi.
Nos últimos quatro anos o Google for Startups Accelerator Africa apoiou 82 startups de 17 países africanos, onde colectiavmente já angariaram mais de 112 milhões de dólares e criaram 2800 empregos diretos. A empresa tecnológica também informou que já investiu mais de 5 milhões de dólares através de uma combinação de financiamento sem fundos próprios e créditos de produtos para serviços da Google.
Eis as 15 startups selecionadas:
Clafiya (Nigeria)
A Clafiya liga os pacientes aos profissionais de saúde para fornecer serviços de cuidados primários rápidos e acessíveis a pedido em África.
Fleetsimplify (Kenya)
A Fleetsimplify é uma plataforma de gestão de frotas para a mobilidade partilhada.
HydroIQ (Kenya)
A HydroIQ é uma rede de água virtual que dá aos consumidores e utilitários uma plataforma única e transparente para gerir o seu consumo e gestão de água.
iVerify.ng (Nigeria)
iVerify.ng é uma plataforma de embarque de identidade digital.
LaRuche Health (Côte d’Ivoire)
A LaRuche Health oferece aplicações inclusivas que simplificam a prestação de cuidados e melhoram o acesso dos pacientes a serviços de saúde preventivos.
A LyRise é uma plataforma que fornece às empresas uma forma mais fácil e rápida de contratar e trabalhar com IA e talentos de dados de África.
MDaaS Global (Nigeria)
A MDaas constrói e opera serviços modernos de diagnóstico, habilitados pela tecnologia, em comunidades clinicamente desfavorecidas na Nigéria.
Multiplied (South Africa)
Multiplied oferece design baseado em dados em escala através de conteúdo personalizado infinito para marketing.
Nulitics (South Africa)
A Nulitics é um especialista em desenvolvimento de software de Realidade Mista (XR) e integrador de sistemas com foco na tecnologia wearable XR.
Ridelink (Uganda)
A Ridelink torna a mobilidade de carga acessível e acessível às pequenas empresas ao toque de um botão.
SmartClass (Tanzania)
O SmartClass é uma rede de aprendizagem de habilidades que permite aos jovens aprenderem com os seus pares.
Sukhiba (Kenya)
Sukhiba é uma plataforma de comércio descentralizada baseada na comunidade.
Terawork (Nigeria)
A Terawork é um mercado pan-africano online freelance que liga o talento de África à força de trabalho global.
The Marking App (South Africa)
A Marking App fornece uma aplicação sem dados que marca automaticamente avaliações escolares manuscritas, ao mesmo tempo que automatiza a administração escolar.
truQ (Nigeria)
O truQ é uma plataforma logística habilitada a automatizar e otimizar a logística de curto curso (ou intracidade) para empresas de distribuição de retalho automatizadas em África.