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Microsoft abre Centro de Desenvolvimento Africano na Nigéria

A multinacional americana de tecnologia Microsoft que produz software de computador, computadores pessoais e serviços relacionados, abriu hoje o seu primeiro Centro de Desenvolvimento Africano (ADC) em Lagos, Nigéria.

O centro, que é um investimento de US$ 200 milhões da empresa, é onde se espera que as soluções de engenharia de software sejam fornecidas para África. Essa divulgação está contida em uma post no tweet do assistente pessoal do presidente em mídias digitais, Bashir Ahmed, na sua conta oficial no Twitter em 21 de março de 2022.

 

O centro, que foi criado juntamente com o de Nairobi, no Quénia, será o primeiro a ser aberto em África e é mais um sinal da crescente importância do continente como hub global de talentos.

O ADC West Africa, que é o 7º da Microsoft a nível mundial, serve como um importante centro de engenharia para a Microsoft na região, onde talentos africanos de classe mundial podem criar soluções para impacto local e global.

Foi lançado em maio de 2019 com o recrutamento de 10 talentos africanos de classe mundial para desenvolver soluções inovadoras que abrangem serviços em nuvem habilitados para IA, experiências de realidade mista e aplicativos avançados que potencializam a borda inteligente sem interrupções.

No seu discurso, o Ministro Federal das Comunicações e Economia Digital da Nigéria, Isa Ali Pantami, expressou a gratidão do governo federal à Microsoft pelo investimento e anunciou que o governo da Nigéria está disposto a apoiar empresas internacionais de tecnologia que desejam investir no país, introduzindo regulamentações e adoção de produtos.

Como parte da sua tentativa de apoiar o desenvolvimento das principais habilidades de engenharia, a Microsoft também fez parceria com universidades locais para criar um currículo moderno e inteligente de borda e nuvem, exclusivo de África. Os graduados das principais universidades de engenharia da Nigéria tiveram acesso ao ADC para construir carreiras relevantes e significativas em ciência de dados, IA, realidade mista, desenvolvimento de aplicativos e muito mais. 

Operadores concluem acordo para a interligação das redes

A Africell concluiu, a semana passada, as negociações para a interligação de rede com a Unitel, viabilizando o arranque das operações previsto para Abril, depois de ter sido adiado em Dezembro e em Fevereiro, quando noções de concorrência impediram avanços na partilha de recursos que rege o mercado angolano das telecomunicações.

Segundo fontes do Jornal de Angola, a companhia de capitais norte-americanos licenciada como quarto operador do mercado angolano em Abril de 2019, concluiu negociações com a Unitel para a interligação de redes, negociação que se prolongou ao longo de seis meses, superando largamente os prazos com que foram obtidos acordos com outros operadores, como a Movicel.

Esta componente das negociações teve de ser mediada pelo Instituto Angolano de Comunicações (Inacom, o regulador do sector das Telecomunicações) que, nesse processo, determinou a tarifa da interligação para permitir ao novo operador prover o serviço acessível proposto no concurso público para obter a licença de operação.

De acordo com a fonte, o prolongamento das negociações é revelador do ambiente de crispação observado nos contactos com a Unitel, um processo que acabou por deixar de fora um outro acordo, o de partilha da infraestrutura, a que se obrigam os operadores das telecomunicações à luz das leis que regem o sector.

Os preços de partilha de infraestrutura propostos pela Unitel à Africell, indicou a fonte, eram manifestamente superiores aos cobrados por outros parceiros, como a Movicel ou as empresas Pública de Águas (EPAL) e Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE), operadores com construções altas, com os quais foram negociadas colocations para alojar a tecnologia de companhia.

Nas negociações de partilha de infraestrutura, a Africell solicitou à Unitel “uma centena de sites”, mas, o que a fonte considerou serem “expedientes dilatórios” da companhia que lidera o mercado, levou o novo operador a decidir-se pela construção de infraestrutura e um subjacente reforço de capital.

Em Abril, quando começar as operações, a Africell conta com cerca de 600 sites (entre alugadas e construídas), mercê de um incremento de capital decidido depois do impasse que a companhia atribui à concorrente Unitel e que pode ter efeitos marginais sobre a redução de tarifas que o novo operador se propõe introduzir no mercado.

Com esse lote de antenas, a Africell cobre a região de Luanda, mas, no segundo semestre, caso Unitel adopte uma postura de compromisso, pode haver a partilha de infraestrutura necessária para a expansão do sinal para o resto do país, também possível através da celebração de acordos de roaming doméstico.

 Oferta de serviços

A companhia, procura abrangência na disponibilização de serviço universal, privilegia tecnologia 4G, oferta até aqui mais selectiva em algumas localizações, por considerar que há a significância necessária de clientes a servir, estabelecendo também uma cobertura de 5G em áreas seleccionadas, incidindo sobre empresas e clientes de alto rendimento.

A empresa disse apostar numa estratégia de implantação baseada na relação cliente-operador, determinada pelo perfil de consumo do público, o que, além de serviços de voz e dados, inclui a oferta de conteúdos nos canais de televisão AFRITV, detidos pela companhia, possuindo também licença do BNA para operar uma plataforma de “mobile money”, onde dispõe de know how e quadros inovadores.

O aparecimento da Africell, prevê-se na empresa, “vai obrigar os outros operadores a inovar e a esforçarem-se mais”, com os benefícios que isso representa para os consumidores.

África do Sul leva Meta ao tribunal por domínio de mercado

A Comissão de Concorrência da África do Sul disse na segunda-feira que levou a empresa Meta, dona do Facebook e do WhatsApp, a um tribunal por abuso de posição dominante no mercado. Mas um porta-voz do WhatsApp disse que o regulador estava a defender as ações destinadas a proteger usuários de abusos.

Em comunicado, o regulador acusou a Meta de “abusar do seu domínio ao se envolver em conduta excludente voltada para impedir que concorrentes ou concorrentes em potencial entrem, participem e se expandam em um mercado”.

A comissão disse que a Meta decidiu excluir o GovChat (startup que conecta governo e cidadãos) e sua unidade #LetsTalk da sua interface de programação de aplicativos de negócios no WhatsApp. Disse ainda que a empresa “aplicou selectivamente termos e condições de exclusão que regulam o acesso à API do WhatsApp Business, principalmente restrições ao uso de dados”.

O WhatsApp defendeu a exclusão do GovChat, dizendo que a startup não estava a cumprir os termos de serviço da Meta.

“O GovChat se recusou repetidamente a cumprir nossas políticas projectadas para proteger os cidadãos e as suas informações, preferiu priorizar os seus próprios interesses comerciais em detrimento do público”, disse um porta-voz do Whatsapp. “Continuaremos a defender o WhatsApp de abusos.”

A Meta está a enfrentar ação antitruste de várias autoridades, incluindo de EUA, Reino Unido e União Europeia.

Cisco e Real Madrid se unem para criar o estádio mais conectado da Europa

O Real Madrid e a Cisco anunciaram um acordo de colaboração global de vários anos para transformar o estádio Santiago Bernabéu num dos recintos desportivos tecnologicamente mais avançados do mundo. O acto teve lugar na cidade de Madrid e contou com a presença de Emilio Butragueño, Director de Relações Institucionais do Real Madrid, e Wendy Mars, Presidente da Cisco EMEAR.

Como parceira oficial de tecnologia do clube, a Cisco equipará o estádio Santiago Bernabéu com uma incidência abrangente de uma tecnologia líder do sector, incluindo soluções de conectividade, segurança, centro de dados e sinalização digital. Tudo isto desenhado sobre uma única rede inteligente convergente da Cisco.

 Conectividade
O estádio terá a maior rede de ligação sem fio baseada na tecnologia Wi-Fi 6, a mais evoluída da Europa até agora. Mais de 1.200 pontos de acesso no Bernabéu oferecerão maior velocidade, confiabilidade e largura de banda para que os fãs possam interagir com seus dispositivos e aplicações.

Experiências e processos optimizados
Através desta associação, o Real Madrid irá tirar partido não só da gama completa de soluções tecnológicas da Cisco, mas também da sua experiência na indústria. Graças a uma rede única e convergente projectada com a maior segurança, velocidade e confiabilidade, o Real Madrid poderá oferecer experiências inovadoras aos seus adeptos no estádio e em todo o mundo, além de optimizar diversos processos operacionais em campo, como comunicações ou segurança.

Além disso, mais de 1.000 telas equipadas com a solução integral de IPTV da Cisco, que combinam a distribuição de vídeo de alta definição com a sinalização digital de última geração, permitirão ao clube aumentar a participação dos fãs em todo o complexo e gerar novos momentos de lazer.

Aliança
““Graças a este acordo de colaboração com a Cisco, líder em conectividade e gestão de conteúdos, o Santiago Bernabéu garante que pode levar dados, voz e vídeos a qualquer ponto e assim proporcionar a mais ampla gama de serviços e um espectáculo sem paralelo no mundo do futebol ”, explicou Emílio Butragueño.

Wendy Mars também destacou o valor desta aliança: “O Real Madrid é uma das jóias da coroa do mundo do desporto. Temos o prazer de juntar um clube com tamanha história a um conjunto global de instituições desportivas com as quais a Cisco trabalha. Estamos ansiosos para unir o poder das nossas duas marcas globais de modo a impulsionar um futuro mais conectado e inclusivo para o futebol”.

Por fim, Andreu Vilamitjana, Director Geral da Cisco Espanha, comentou: “O compromisso da Cisco com a digitalização do país, materializado na Espanha através do nosso programa Digitize, atinge também agora a indústria do desporto. O Santiago Bernabéu já está a reinventar o futuro do entretenimento em recintos desportivos, proporcionando aos adeptos experiências inesquecíveis e permitindo que conteúdos e serviços tenham a máxima qualidade e segurança. Estamos empolgados perante esta associação ao Real Madrid para levar a interacção com os adeptos ao próximo nível”.

A Cisco é líder mundial em tecnologia que alimenta a Internet. A Cisco inspira novas possibilidades ao reimaginar os seus aplicativos, proteger os seus dados, transformar a sua infraestrutura e capacitar as suas equipas para um futuro global e inclusivo.

Rússia já possui a sua alternativa ao Instagram: o Rossgram

As autoridades russas recentemente bloquearam várias redes sociais, entre as quais se encontra o Facebook e o Instagram. No entanto, parece que o governo russo já possui programada uma plataforma alternativa para a partilha de imagens dos utilizadores: a Rossgram.

Este novo serviço será considerado uma versão russa do Instagram, que irá ser oficialmente lançada no dia 28 de Março, de acordo com o comunicado das autoridades russas. Esta plataforma vai permitir aos utilizadores partilharem as fotos em formato similar ao que acontece no Instagram, mas com o olhar atento do governo – e possivelmente com a mesma propaganda russa que se encontra em outros meios sociais no pais.

De relembrar quer, na altura do bloqueio, o Instagram contava com mais de 80 milhões de utilizadores na Rússia. No entanto, a 14 de Março as autoridades decidiram bloquear a plataforma da Meta.

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O Rossgram será uma iniciativa criada por empresários russos para alternativa ao Instagram, com funcionalidades adicionais como a possibilidade de criar sistemas de mensagens pagas – que apenas os seguidores que pagarem uma mensalidade poderão aceder.

Alexander Zobov, diretor de relações públicas da iniciativa, partilhou na rede social VKontakte uma imagem do que poderá ser a nova plataforma, dando a indicação de que será bastante parecida com o Instagram, pelo menos a nível de cores e algumas das funcionalidades visíveis.

Esta não é a primeira vez que a Rússia cria uma plataforma semelhante a outra que já existe. Aliás, em novembro, a Gazprom Media lançou o Yappy, uma rede social de partilha de vídeos para rivalizar internamente com o TikTok.

Consultório MenosFios: Facebook é o mesmo que internet?

No último episódio do Tek MenosFios: Navegando na Deep Web mostramos que é possível comparar a Web a um oceano. Mas agora surge uma pergunta: Dá para dizer que tem praia? Pedimos ao caro leitor que pense em uma praia bem grande, cheia de atrativos capaz de chamar atenção de longe, mas só é possível aproveitar o mar depois de passar por uma única, e bem vigiada, entrada. É assim  o Facebook, uma festa sem fim em uma gigantesca faixa de areia murada. Assim, falando tecnicamente, boa parte do que está lá dentro está oculto.

Muito admirado e praticamente indispensável para os seus 1,5 bilhões de usuários, o Facebook é como um verdadeiro  “depósito digital”, que está invisível aos olhos dos motores de busca, mas sempre bem monitorado, de modo a facilitar o posicionamento de anúncios na rede social.

Como cada usuário do Facebook decide o que pode ou não ser visualizado publicamente, então é impossível recuperar algumas postagens na rede social a partir do Google, e onde os números dão conta que por minuto os utilizadores compartilham mais de 2,6 milhões de publicações, isso tudo dentro das regras determinadas pelos termos de serviço da Meta, dona da rede social.

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Mas agora surge a pergunta: Por que isso é importante? Assim como a parte mais conhecida da Deep Web, o Facebook é apenas uma parte da riqueza e complexidade da internet, embora que tem muita gente que pensa diferente. Para muitas pessoas, acham que Facebook e Internet são rigorosamente a mesma coisa, mostrando o poder que essa rede social tem.

Mark Zuckerberg, criador do Facebook, nos últimos tempos tem sido um dos maiores interessados no desenvolvimento do projecto Internet.org, que é uma grande parceria mundial entre empresas e outras organizações, que tem como objectivo conectar os dois terços da população mundial que ainda não estão conectados à grande rede.

Essa ideia tem sido muito criticado por várias personalidades, principalmente aquelas que defendem o conecito de neutralidade da rede, onde  isso não é para menos, visto que o facto de uma grande empresa se preocupar com uma missão atruísta e, ao mesmo tempo, concentrar informações significativas em seus produtos e serviços rende sempre uma boa conversa.

Roubo de equipamentos tem custado “milhares de dólares” à TV Cabo Angola

A TV Cabo Angola registrou, nos últimos três anos, em uma média quinzenal, o furto de equipamentos para distribuição ilegal de canais, com custos entre 1.500 e 2.000 dólares, de acordo com as palavras do diretor-geral da empresa, Francisco Ferreira.

O gestor proferiu essas palavras no subordinada ao tema Combate à Pirataria: Compreender o Contexto Global e Local (África e Angola), organizado pela MultiChoice Angola, com presença da redacção da MenosFios, evento que reuniu especialistas do sector, como representantes do Instituto Angolano das Comunicações (INACOM), do Ministério do Interior, do Ministério da Saúde, representantes da Ordem dos Advogados, artistas, bem como representantes de diferentes sectores vítimas da pirataria, de modo a abordarem os males da pirataria de conteúdos.

“Temos uma média, nos últimos três anos, de 15 em 15 dias roubam-nos sempre equipamento. Cada equipamento que nos roubam vale entre 1.500 dólares a 2.000 dólares”, disse Francisco Ferreira, informando que os equipem Angola.

O diretor-geral da empresa infantizou que numa operação realizada em Outubro do ano passado pelo SIC, de desmantelamento de casas ilegais de distribuição de canais, foram recuperados uma série de equipamentos, mas devido a algumas dificuldades ainda não foram entregues à empresa.

“Esta vertente é extremamente grave, porque são equipamentos que são furtados e não existem cá, obrigam-nos a gastar moeda estrangeira, para serem substituídos e ainda tem outro problema que é a questão de imagem, porque cada equipamento deste envolve cerca de 400 a 500 utilizadores, clientes”, acrescentou.

Segundo o diretor-geral da TV Cabo, quando esses equipamentos são furtados, os clientes podem ficar entre quatro e seis horas sem o serviço, “quando não é de noite”.

“Quando é às 10, 11 horas da noite, só no outro dia, de manhã, é que o serviço é reposto, ficam sem o serviço. É evidente que eles não sabem que foi furtado o equipamento, o que eles sabem é que a TV Cabo deixou de funcionar”, salientou.

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O diretor-geral da TV Cabo disse que estão identificados esses elementos, mas o sentimento de impunidade é grande.

“Temos imagens, neste momento a desfaçatez deles é total, roubam de dia, de noite, em sítios onde tem câmaras, em que são filmados, não têm problema nenhum, eles tanto roubam às oito da manhã como roubam às nove da noite, a impunidade é total, eles sabem isso, não lhes acontece nada”, lamentou.

“A gente faz queixa, apresenta provas, matrículas de carros e tudo e continua tudo na mesma. Nós sabemos onde é que estão os equipamentos, nos postes da Ende, da Angolatelecom, colocados. Têm técnicos próprios que sobem e vão lá arranjar e instalar os equipamentos, têm serviços de ‘door to door’, andam na rua a vender o serviço, completamente impunes, sem problemas”, finalizou.

Vendas de CDs crescem pela primeira vez em 17 anos

O ressurgimento do vinil teve um impacto significativo em como os ouvintes consumiram música em 2021, crescendo em mais da metade. No entanto, o ano passado também foi marcado por um retorno silencioso do CD, principalmente impulsionado por Adele, BTS e Taylor Swift de acordo com dados da MRC Data, que alcançaram um crescimento de vendas inédito em 17 anos.

Embora o streaming seja a fonte de dinheiro da indústria da música nos dias de hoje, os CDs ainda não morreram. De acordo com a Recording Industry Association of America’s (RIAA), a receita de CDs cresceu 21% para US$ 584 milhões em 2021.

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A RIAA observa que muitas lojas de discos abriram novamente e os artistas venderam músicas em shows novamente depois que o COVID-19 colocou tudo em espera em 2020. Como tem sido o caso nos últimos 15 anos, as vendas de vinil continuam a crescer também. A receita aumentou 61% em 2021, para 1 bilhão de USD. É a primeira vez que as vendas de vinil atingem esse marco desde 1986. Incluindo outros formatos, as vendas de música física totalizaram 1,66 bilhão de USD.

A RIAA observa que o único grande formato de música gravada a ver um declínio de receita no ano passado foram os downloads digitais. As vendas caíram 12% para 587 milhões de USD, apenas 3 milhões de USD a mais que a receita de CDs em 2021. A receita de streaming, sem surpresa, ainda está a subir. Incluindo plataformas como rádio digital, a receita total aumentou 23,8%, para 12,4 bilhões de USD no ano passado.

Camarões e Quénia anunciam colaboração tecnológica para combater crimes cibernéticos

Na tentativa de conter a crescente onda de crimes cibernéticos nos Camarões e no Quénia, as autoridades de ambos os países planejam estabelecer uma plataforma comum a ser partilhada entre a Agência Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação dos Camarões (ANTIC) e a Autoridade de Comunicações do Quénia.

O director geral da ANTIC, professor Ebot Enaw, disse que nuvem, big data, análise avançada, inteligência artificial, aprendizado de máquina e IOT são facilitadores da transformação digital e principais impulsionadores do desenvolvimento sustentável.

Ebot Enaw avançou que embora essas tecnologias estejam a remodelar as indústrias inteiras, isso não é isento de riscos. “Com os Camarões e Quénia a aumentar progressivamente o acesso à internet de banda larga, as questões relacionadas à segurança cibernética e crimes cibernéticos estão a surgir e, como tal, há uma necessidade premente de garantir que cidadãos, governos e empresas sejam protegidos.”

Enaw acrescentou que o aumento exponencial no uso de TIC e troca de informações sem fronteiras em tempo real “tornou a segurança cibernética uma questão transnacional complexa” que requer cooperação global para garantir uma comunidade cibernética segura.

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O major Dmitry Gwandho, do Colégio Nacional de Defesa do Quénia, acrescentou que a cooperação regional é fundamental para garantir o continente africano. “Camarões é irmão do Quénia e parceiros na segurança e no desenvolvimento do continente africano”, disse Gwandho.

Durante a sua estadia nos Camarões, a delegação do Quénia, incluindo o Brigadeiro Mwamburi Joakim do National Defense College Kenya, e Rosemary Ochieng, Primeira Conselheira do Alto Comissariado do Quénia, Abuja-Nigéria, visitarão várias organizações de TI, incluindo o Conselho Regulador de Telecomunicações, Camarões Telecomunicações, Instituto Africano de Ciências da Computação e Escola Nacional Avançada de Engenharia.

Netflix vai cobrar taxa adicional de quem divide conta com amigos

A Netflix quer clarificar as regras do ‘jogo’ e continua no caminho de acabar com a partilha de contas entre pessoas que não habitam na mesma casa, prática essa que a empresa quer evitar, no fundo, implica que haja apenas uma subscrição ativa e paga, mas vários utilizadores de moradas diferentes a aceder aos conteúdos.

Por isso, a gigante do streaming vai sugerir o pagamento de uma taxa extra pelo ‘privilégio’ de partilha de conta com outras pessoas – algo que começou a testar em mercados selecionados.

“Embora estes planos [de vários equipamentos em simultâneo] sejam bastante populares, criaram alguma confusão sobre quando e como o serviço Netflix pode ser partilhado. Como resultado, as contas estão a ser partilhadas entre casas diferentes – impactando a nossa capacidade de investir em novos conteúdos de TV e filmes para os nossos membros”, escreveu Chengyi Long, da direção de inovação de produto da Netflix.

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A solução que a empresa já está a testar no Chile, Costa Rica e Peru passa por autorizar a adição de um membro extra na conta mediante o pagamento de uma nova taxa, com descontos. Na Costa Rica, por exemplo, por um utilizador ‘a mais’ o custo do serviço aumenta 2,99 dólares (cerca de 1.400 kwanzas ao câmbio atual). Os utilizadores vão ainda ter a hipótese de transferir os seus perfis para contas novas, trazendo o histórico de visualizações, preferências e listas personalizadas para o novo perfil – outro indicador de que a Netflix prepara-se mesmo para acabar com a partilha de contas entre utilizadores, ao permitir uma migração fácil de dados para novos subscritores.

A solução de cobrar uma taxa extra e permitir a transferência de perfis parece indicar que a Netflix percebe o ‘problema’ que tem entre mãos e quer oferecer alternativas para poder continuar a gerar receitas que possam depois ser investidas na produção de conteúdos originais, como forma de se diferenciar no setor do streaming.