18.1 C
Angola
Sexta-feira, Abril 17, 2026
Início Site Página 675

Ericsson afirma que a demanda por dados em África continua a aumentar

A África tornou-se lar de mais de um bilhão de pessoas e espera-se que a população cresça nos próximos anos. O sector da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) é essencial para o desenvolvimento da África.

A implantação adequada de serviços de TIC e conectividade digital desempenhará um papel crucial no continente para alcançar a sustentabilidade económica. A previsão é que o tráfego de dados móveis em África Subsaariana cresça 12 vezes mais que os números actuais, com o tráfego total a aumentar de 0,33 Exabytes (EB) por mês para 4EB até 2025. Enquanto isso, o tráfego médio por smartphone deve atingir 7,1GB durante o período de previsão, de acordo com o Ericsson Mobility Report.

Os principais drivers serão a ampla cobertura da rede e a redução dos preços de dispositivos e serviços. Além disso, impulsionado pelo rápido aumento no acesso ao conteúdo de vídeo relevante, com novos prestadores de serviços que fornecem e agregam conteúdo local encontrando sucesso inicial em mercados maiores.

Os factores de condução por trás do crescimento das assinaturas de banda larga móvel incluem uma população jovem e crescente com habilidades digitais crescentes. A queda nos preços dos dados e o aumento da acessibilidade dos smartphones devido aos preços mais baixos também estão a impulsionar o crescimento.

O aumento do tráfego de dados móveis em África está a levar as operadoras a olhar para oportunidades para optimizar as suas capacidades de rede, incluindo a capacidade complementar via redes Wi-Fi.

Assim, as redes móveis e fixas tornaram-se componentes-chave da infraestrutura nacional crítica em África. Na África Subsaariana, a LTE representou cerca de 11% das assinaturas em 2019. Durante o período de previsão, prevê-se que as assinaturas de banda larga móvel aumentem, atinjam 72% das assinaturas móveis. A participação da LTE atingirá cerca de 30% ao final do período de previsão, e as assinaturas de LTE devem triplicar, passando de 90 milhões em 2019 para 270 milhões em 2025.

No entanto, existem quatro requisitos fundamentais a serem abordados para estabelecer a ligação entre a penetração da banda larga e o crescimento económico:

  1.  Banda larga deve atingir uma massa crítica de cidadãos de um país;
  2.  O acesso à banda larga deve ser acessível;
  3.  As habilidades do lado da demanda devem ser desenvolvidas para optimizar os serviços de banda larga para uso pessoal e empresarial;
  4. As habilidades do lado da oferta precisam ser desenvolvidas para explorar o potencial inovador da banda larga.

A organização internacional GSMA estimou que, um aumento na penetração de dados móveis pode estar ligado a um aumento no crescimento anual do PIB de um mínimo de 0,5%. Como a conectividade sem fio permite que os negócios sejam feitos em movimento, ele permite que informações e serviços sejam acessíveis em qualquer lugar e criará novos serviços e indústrias.

Afirma-se que a indústria móvel em África é um dos principais contribuintes para a economia de um país e possibilita uma nova actividade económica em outros sectores com a adoção de Internet das Coisas (IoT).

Microsoft Word agora pode transcrever áudio

Microsoft Word traz agora novas funcionalidades relacionadas com voz. O popular editor de texto vai reconhecer comandos de voz e vai começar a transcrever textos ditados, de forma automática.

O novo recurso funciona de maneira parecida com alguns serviços já existentes no mercado de tecnologia como o Otter.ai. Isso significa que o usuário pode começar as transcrições de gravações em tempo real, ou fazer upload de clipes de áudio ou até mesmo de vídeo.

O texto transcrito pode ser depois ouvido, por parágrafos, por exemplo, em velocidades diferentes. O sistema é capaz de reconhecer o discurso de diferentes intervenientes e assinala essas entradas, depois de o utilizador identificar os nomes de cada um.

Para usar o recurso, é necessário ter uma assinatura do Microsoft 365. Há um limite de cinco horas de transcrição por mês e de 200 MB de uploads de arquivos. No momento, a funcionalidade de ditado e transcrição só pode ser encontrada na versão web do Word.

A Microsoft não compacta o áudio para transcrever. Em vez disso, ele é capturado no formato WAV e carregado directamente numa nova pasta no seu próprio armazenamento OneDrive. Nesta fase, as novidades ainda não estão disponíveis em Português de Portugal.

Na prática, o texto que for transcrito ficará numa nova barra lateral, localizada na região da direita do aplicativo. O usuário também pode fazer anotações junto com a gravação e inserir partes da transcrição assim que estiver concluída. Ainda é possível renomear cada um dos locutores identificados. Depois de fazer isso, o usuário também pode mover as palavras que foram transcritas para o documento do Word. A principal questão é que a precisão do recurso depende diretamente da qualidade da gravação.

Ainda assim, a Microsoft anunciou que o recurso será lançado para os aplicativos para Android e iOS do Word até o final de 2020.

Funcionários do MIREX vão receber certificações da Huawei

Nos últimos anos, a Huawei tem marcado uma forte presença em Angola, num sector que a empresa bem domina que é as TIC’s (Tecnologias de informação e Comunicação), a empresa tem efectuado doação de equipamentos tecnológicos, apoio na formação de quadros e não só. A referida multinacional que opera em Angola, acabou de rubricar um novo memorando de entendimento com o Ministério das Relações Exteriores, que visa fortalecer os conhecimentos  de talentos em Tecnologias de Informação e Comunicação desta instituição.

O  instrumento jurídico foi rubricado pela secretária de Estado para as Relações Exteriores, Esmeralda Mendonça e pelo director-geral da referida empresa, Chu Xiaoxin. O documento visa promover a cooperação no domínio da formação de talentos em TIC, com vista a construção de um ecossistema que promova a capacidade, bem como ajudar e aumentar a capacidade dos serviços de IT.

O que é que está contemplado neste memorando? 

Prevê-se disponibilizar 500 horas de formação em TIC a 50 funcionários públicos, para aprenderem as tecnologias mais recentes na indústria, três mil horas de treinamento de certificação da Huawei para funcionários relacionados às TIC e participaram de exames de certificação da Huawei.

O treinamento incluirá motivação 5G e progresso da indústria, redes de comunicação de dados e tendências de desenvolvimento, computação em nuvem, conceitos básicos e tecnologia, motor na era digital, tecnologia e tendências de vanguarda e inteligência artificial.

As acções de formação têm como objectivo fornecer as melhores práticas do mundo, para melhorar a eficiência e a experiência do MIREX e ajudar a aperfeiçoar a infra-estrutura digital, com base no sistema de videoconferência IdeaHub e rede de escritório sem fio Wi-Fi 6, por forma a dar resposta aos requisitos de escritório e cenários de trabalho do Departamento Ministerial.

Windows 95 acaba de completar 25 anos

O lançamento do Windows 95 da Microsoft em 24 de agosto de 1995 foi um lançamento muito esperado. Jay Leno ajudou a lançar o software ao lado do co-fundador da Microsoft, Bill Gates, com muitas piadas e a apresentação de toda a equipe de desenvolvimento do Windows 95 no palco.

Foi um grande dia para a Microsoft com comerciais de TV bombardeando o “Start Me Up” dos Rolling Stones com imagens do novo botão Iniciar que ainda (quase) usamos hoje. O software era tão popular que 7 milhões de cópias foram vendidas durante as primeiras cinco semanas.

Longe de toda a fanfarra em torno do lançamento, os geeks escolhiam entre processadores Pentium ou 486, discos rígidos IDE ou SCSI, CD-ROMs de velocidade dupla e placas de áudio Sound Blaster para experimentar o melhor do Windows 95. A Microsoft adicionou muitos recursos do Windows 95, mas o maior era um novo botão Iniciar, menu e barra de tarefas que tornava muito mais fácil descobrir aplicativos e navegar no sistema operacional. As melhorias na multi-tarefa e na interface gráfica foram um grande salto em relação ao Windows 3.1 e aos dias do MS-DOS, mas a interface era bastante semelhante para os usuários de Macintosh e OS / 2 na época.

No entanto, o Windows 95 não era só o botão Iniciar. Além de ser um sistema operacional de 32 bits, uma adição importante foi o suporte para nomes de arquivo longos, de até 250 caracteres. Parece um recurso básico em 2015, mas na época tornou a nomeação de documentos muito mais fácil.

Outro grande recurso foi a introdução do Plug and Play, para detectar e instalar hardware automaticamente. Embora o processo de Plug and Play tenha sido bastante aprimorado em versões mais recentes, a implementação do Windows 95 era frequentemente referida como Plug and Pray (“conectar e rezar”), graças ao processo de instalação de dispositivo muitas vezes não confiável, que resultava em conflitos de drivers.

Teve a chance de usar o Windows 95?

Ministério do ensino superior desenvolve plataforma electrónica para ensino

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação encontra-se a desenvolver uma plataforma electrónica para conciliar o ensino semi-presencial e o a distância durante a fase da Covid-19.

Segundo o secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio Silva, a  ferramenta, que será distribuída às instituições de ensino, vai conter funcionalidades diversas que permitem a disponibilização do material, bem como acompanhar a aprendizagem do estudante ao receber às aulas.

Estamos neste dilema entre tentar maximizar o ensino e salvaguardar a possibilidade de exclusão que as tecnologias provocam em Angola.

Diversas instituições do ensino superior realizaram ensaios e experiências para o ensino a distância, tão logo Angola entrou no quadro dos países com Covid-19, com o uso de tecnologias não apropriadas.

Neste quesito, o secretário de Estado advertiu que o ensino a distância exige organização, sustentando que  não basta a   disponibilização de conteúdos via whatsap, Facebook e outras plataformas, tal como procederam algumas instituições.

Segundo o responsável, em Angola algumas universidades têm plataformas electrónicas, mas ainda simples, para garantir o ensino e aprendizagem. Eugénio Silva informou que, os técnicos do ministério fizeram um levantamento, em Maio, para constatar o nível preparatório, tendo-se constatado que 50% destas relataram que estavam em condições para retomar, com recurso as plataformas.

Desde Março deste ano que Angola já dispõe de um regulamento sobre o ensino a distância aprovado, que vai permitir que as instituições lecionem nesta fase da pandemia.

Microsoft anuncia encerramento do Internet Explorer

Microsoft anunciou o encerramento do Internet Explorer, navegador líder de mercado entre o fim dos anos 1990 até a primeira década do milênio. Os serviços online como o Office 365, o OneDrive ou o Outlook, entre outros, deixam de suportar a última versão do browser.De sublinhar que a aplicação web do Microsoft Teams deixa de suportar o Internet Explorer 11 já em novembro deste ano. O suporte a última versão do browser vai ser terminado apenas para os produtos online da Microsoft e não completamente no Windows 10.

Em nota divulgada, a companhia recomenda que os clientes façam a transição para o Microsoft Edge, navegador alternativo ao Internet Explorer lançado em 2015 pela empresa. “Nós estamos comprometidos a ajudar essa transição a ser a mais tranquila possível”, diz o comunicado. “Nossos clientes usam o IE desde 2013, um tempo no qual o ambiente online era bem menos sofisticado do que os que vivemos agora. Desde então, novos navegadores – como o Microsoft Edge – têm oferecido experiências melhores e mais inovadoras.”

O processo de fim do Internet Explorer já começou há algum tempo e este é mais um passo nessa caminhada – recentemente, o icónico navegador celebrou 25 anos de existência. Apesar da própria Microsoft deixar de suportar o Internet Explorer 11, naquela que é uma mensagem clara quanto ao futuro do navegador, a empresa sublinha que o browser vai continuar a receber “actualizações de segurança” e “apoio técnico” durante os ciclos de vida dos sistemas operativos nos quais está incluído – Windows 8.1 e Windows 10.

Na prática, isso significa que o suporte do Internet Explorer 11 só vai acabar quando estas versões do Windows deixarem de receber actualizações: Windows 10, Windows 8.1 Update, Windows Server 2012, Windows Server 2012 R2, Windows Server 2016 e posteriores.

Segundo dados de julho da consultoria NetMarket Share, o Internet Explorer é o quarto navegador mais usado globalmente em computadores desktops e notebooks, com 4,23% do total. O Chrome, navegador do Google, é o líder com 71,11% do total, seguido pelo Microsoft Edge, com 8,09%. Nos anos 2000, o Internet Explorer chegou a estar presente em 90% dos computadores.

Hackathon Covid-19 reúne programadores de Cabinda

O GDG Cabinda (Grupo de Desenvolvedores do Google) e a TchiowaHub organizaram na semana dos 10 aos 15 de Agosto a primeira edição de um Hackhathon em Cabinda, que foi baptizado de Hackhathon Covid-19. Esta iniciativa é um convite aos programadores de Cabinda para que em tempo record pudessem criar uma solução tecnológica local e impactante para a prevenção e sensibilização na luta contra o Covid-19.

O evento visou motivar os programadores de Cabinda a usarem sua criatividade para ajudar no combate à Covid-19, criando meios que ajudem na sensibilização e prevenção do vírus.

Empreendedores digitais e programadores já com uma vasta experiência no ramo, interagiram com os participantes do Hackaton, passando as suas experiências profissionais e pessoais na área de programação, de formas a passarem conselhos e dicas aos programadores em competição.

O Hackhaton Covid-19, foi criado com o intuito de poder se juntar aos esforços já vários da luta contra a Covid-19 a tecnologia em particular a programação e com o intuito de fomentar interesse para a área de programação na praça de Cabinda. O evento foi realizado de 10 de Agosto de 202 0à 15 de Agosto de 2020.

Vencedores

1ºLugar: John Gimbi com o projecto intitulado de Hcovid

2º Lugar: Emanuel Maimona com o projecto Angola Unida

Unitel Go Challenge : se tem a melhor startup de Angola, tem 3 dias para inscrever-se

Na dia 07 de Agosto, a Unitel lançou o concurso UNITEL GO Challenge. Quem está atento ao ecossistema de empreendedorismo em Angola, deve ter associado logo ao concurso anterior, o Unitel Apps. A Unitel confirma que é uma versão mais abrangente e pretende identificar as melhores startups de negócios digitais do País, assim como potenciar o Ecossistema Digital de Angola.

Quem pode participar?

Aberto a todos os empreendedores e desenvolvedores de Angola assim como angolanos residentes na diáspora, o UNITEL GO Challenge dá possibilidade ao concorrente de apresentar o seu projecto de forma individual ou em grupo de até 5 elementos, sendo obrigatória a submissão de um protótipo funcional (ex. Aplicação móvel, Website ou outra Tecnologia Digital).

Requisitos

A UNITEL projecta este concurso para encontrar projectos sustentáveis. Para este ano, 70% do critério de avaliação está ligado à Gestão Empresarial, como a operacionalização do negócio e à constituição de equipas com viabilidade económica.

O conceito do concurso ronda à volta da premissa de que “qualquer programador poder desenvolver um Front Office, mas apenas uma startup robusta pode desenvolver um negócio sustentável”.

Entre os requisitos de participação, destaca-se:

  • Permissão de utilização de qualquer programa de desenvolvimento
  • Submissão de vídeo explicativo de tamanho inferior a 16 MB e com até 2 minutos de duração, onde é demonstrado o funcionamento do Negócio Digital
  • Apresentação de documento com a descrição funcional (PowerPoint ou PDF) baseado no template disponibilizado no site da UNITEL

O projecto desenvolvido deverá ser enviado para o endereço de email [email protected], no período de 07 de Agosto à 24 de Agosto de 2020, para o processo de triagem para as fases seguintes até a classificação final, prevista para o mês de Outubro.

A atribuição dos prémios estará classificada nas seguintes categorias:

  • Vencedor
  • Menção Honrosa:
    • Inovação
    • Responsabilidade Social (Educação e Saúde)

O vencedor terá direito a:

  • 4 Milhões de kwanzas
  • Participação online no WebSummit 2020
  • Até 5 computadores portáteis
  • 1 ano de telecomunicações grátis
  • Divulgação nos canais de comunicação da UNITEL e parceiros
  • 1 ano de mentoria com profissionais da UNITEL e parceiros
  • As menções honrosas terão direito a:
  • Até 5 computadores portáteis
  • 1 ano de telecomunicações grátis
  • Divulgação nos canais de comunicação da UNITEL
  • 1 ano de mentoria com profissionais da UNITEL e parceiros

A sua startup tem tudo para vencer? Não espere mais, o envio das propostas encerra dentro de 3 dias.

África carece de políticas de crimes cibernéticos

De acordo com a União Internacional de Telecomunicações (UIT), em 2019 cerca de 4,1 mil milhões de pessoas a nível mundial usaram a Internet. Indicando um aumento de 5,3% em relação ao ano anterior.A UIT estimou que em 2019 nos países menos desenvolvidos, apenas 19% dos indivíduos utilizaram a internet, em comparação com 87% nos países desenvolvidos. Nesta escala, a África obteve a classificação mais baixa, com apenas 28% dos indivíduos utilizaram a Internet, em comparação com a Europa, que obteve a classificação mais elevada, com 83% dos indivíduos que usaram a Internet.

Nesse mesmo ano, o continente africano tinha a maior percentagem de população offline do mundo, e a maioria dos países nesta condição situam-se na África Central, Oriental e Ocidental. Apesar das disparidades na penetração da Internet em África e em outras regiões, o continente africano ainda mostra que é bastante vulnerável ao cibercrime.

Isso ocorre porque a maioria dos africanos que estão a ser expostos à internet, devido a uma série de factores como ampla cobertura de internet, carecem de conhecimentos técnicos básicos sobre como usá-la, tornando-se alvos fáceis para cibercriminosos transnacionais.

Em 2016, aproximadamente 24 milhões de incidentes de malware atingiram vários países do continente. Em 2017, malware, e-mails de spam e pirataria de softwares, entre outros crimes, foram relatados em muitos países africanos. Segundo um relatório da Interpol, a inadequação ou a ausência de leis de crimes cibernéticos e a sub-documentação do crime em África estavam a impedir a luta contra o crime cibernético.

A nível continental, em 2014, a União Africana (UA) adoptou a convenção sobre Cibersegurança e Proteção de Dados Pessoais. No entanto, apenas 14 dos 55 países membros da UA assinaram a convenção, e apenas sete a ratificaram, até janeiro de 2020, diz o relatório da Interpol.

A convenção precisa ser ratificada por pelo menos 15 países membros para entrar em vigor, ou seja, ainda não entrou em vigor. Isso mostra que a segurança cibernética ainda não é percebida como uma necessidade por muitos países africanos, o que agrava ainda mais o problema.

Como está a situação em Angola?

  • Em fevereiro de 2017, o Governo angolano aprovou a Lei de protecção das Redes e Sistemas Informáticos, que inclui o ciberterrorismo, com vista a proteger os cidadãos e as organizações de ciberataques.
  • A lei aprovada possui uma abrangência na qual os crimes cometidos em território nacional por cidadãos angolanos, estrangeiros ou por pessoa colectiva com domicílio em território angolano, mesmo que visem alvos localizados fora de Angola, ou na situação inversa, onde o crime é cometido fora de Angola mas visando dados localizados no país.

De acordo com o relatório da Interpol, as nações africanas estão a perder milhões de dólares no mundo do crime cibernético, já que em 2017 as perdas económicas no continente chegaram a USD 3,5 bilhões.

A Nigéria registou perdas de USD 649 milhões, o Quénia foi de USD 210 milhões, enquanto a África do Sul também relatou grandes perdas económicas devido a ataques cibernéticos, perdeu cerca de USD 157 milhões.

Os crimes cibernéticos em África incluem abuso e exploração sexual infantil, crimes ambientais, tráfico humano, tráfico de armas e drogas e comércio ilícito de minerais, entre outros.

Kubinga revela dados da sua facturação após estado de emergência

Para muitos quando se fala em mobilidade em Angola, ainda existe alguns pontos de interrogação a ser feito, mas para quem já conhece esse mercado, sabe que existem plataformas como a Kubinga a operar no mercado nacional.

Já a operar a mais de 2 anos, a empresa já venceu concursos como o Seedstars Luanda 2018, Unitel Apps 2019, e participou no Web Summit 2019.  A fase que nós encontramos de certeza que não está a ser das melhores para as empresa que trabalham neste sector da mobilidade, exemplo vivo são as companhias internacionais como a Uber, Bolt, Free Now (Kapten) que acabaram por perder muito dinheiro por culpa do COVID-19.

Não foram só internacionais que tiveram percas nessa fase, a empresa Kubinga, detentora da plataforma com o mesmo nome e conhecida como a ‘uber angolana’, contabilizou quebras de 71% nas solicitações diárias, recuando de 800 para 230 registos ao longo do estado de emergência (Março e Abril).

Segundo Emerson Paim, CEO da empresa, foi proporcional à redução das receitas, que quebraram 70% para os cerca de 24 milhões de kwanzas por mês. O mesmo nota, entretanto, uma “recuperação satisfatória”, com o fim do estado de emergência, estando a facturação mensal agora posicionada nos 60 milhões de kwanzas. “Aproveitámos o mês de Abril para actualizar a aplicação, que, além de transportar pessoas, passa a fazer entregas de produtos, ter lojas virtuais e permitir a actualização da carteira digital. Nestes últimos meses, temos estado a recuperar bastante”, reconhece.

Do valor facturado, cerca de 75% é destinado aos mais de 399 proprietários de viaturas inscritas, somente em Luanda, enquanto os restantes 25% revertidos à plataforma. A plataforma espera que o número de inscritos aumente, nos próximos dias, com a implementação do serviço de ‘táxi num clique’ na cidade do Lubango, na Huíla, meta atrasada pela pandemia. Benguela será o destino seguinte.