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INFOSI confirma: Cancelamento de domínios .AO não deveu-se a um problema técnico

Ontem, 10 de Julho, uma notícia deixou o país céptico: grandes companhias em Angola tiveram o seu domínio “.ao” desabilitados. Inicialmente julgou-se tratar de um problema técnico, mas, a posterior a paralisação foi associada a um comunicado oficial do INFOSI – Instituto de Fomento da Sociedade de Informação , o órgão do Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, incumbido de gerir o domínio de topo nacional “.ao”.

O director do Instituto de Fomento da Sociedade de Informação (INFOSI), Meick Afonso, veio à público, via Jornal de Angola, explicar as razões da interrupção:

“O que estamos a observar é a normalização do funcionamento e gestão da infraestrutura do domínio do topo nacional, domínio .ao “. – Meick Afonso

Para ter a situação do domínio regularizada, o INFOSI abriu o processo de fiabilização dos registos, mediante apresentação de informação credível dos titulares. Segundo o Director do INFOSI, “trata-se de um processo normal e necessário que podemos considerar de célere em função da metodologia adoptada, que é a remissão pela via electrónica e preenchimento de informação dos seus titulares.

Sobre a necessidade do processo de cadastro, o INFOSI esclarece:

“…porque a Internet representa, hoje, um veículo de extrema importância para a comunicação e é, também, um espaço para o cometimento de muitas fraudes, daí a clareza e integridade daqueles que o utilizam ser necessário. Estamos a falar de um caminho que deve ser percorrido e, como tal, há a necessidade de podermos seguir os passos correctos, situação que tem vindo a acontecer

O Responsável do INFOSI fala ainda sobre o sucesso do processo:
Podemos observar que, diante do universo de registo de domínios que precisavam de ser fiabilizados, conseguimos
alcançar uma cifra acima dos 70 por cento, o que demonstra a celeridade com que o processo pode decorrer
“, disse.

Meick Afonso garantiu que ontem o processo estava normalizado. “Podemos observar que aqueles titulares de registos que mais rapidamente se aperceberam que antes mesmo do dia de hoje conseguiram garantir a fiabilização das suas contas
a tempo e não viram os seus serviços interrompidos”, disse.

Sobre a notificação prévia…

Não ficou claro sobre a data inicial de notificação aos titulares dos domínios afectados no cancelamento, mas, segundo a nota publicada no Jornal de Angola, muitas entidades ignoraram os vários avisos e que a actualização era necessária para cumprir recomendações internacionais. O Director do INFOSI afirmou que os titulares ainda podem actualizar os dados e que o processo é célere e decorre há algum tempo.

“Hoje, observamos o alcançar da data limite e é importante percebermos que está em causa o bem maior, que é a salvaguarda do próprio domínio sob pena deste vir a ser banido e, aí sim, as consequências serem catastróficas e com danos incalculáveis” Meick Afonso. O responsável pelo INFOSI confirmou mais uma vez que não se tratou de nenhuma paragem técnica de infra-estrutura de domínio a nível nacional.


Foi afectado por esta paralização?

Ministério das Telecomunicações cancela vários endereços .AO irregulares

O Ministério das Telecomunicações, Tecnologia de Informação e Comunicação Social (MINTTICS), tornou hoje ao público um comunicado de cancelamento do serviço de registo de endereços .AO na Internet.

De acordo com o comunicado tornado público, MINTTICS é entidade com tutela do ccTLD .AO. e é o domínio primário na internet para sítios com endereço .AO, o qual,
conforme todas as suas congéneres no mundo, cumpre rigorosamente as regras internacionais da IANA.org obrigando-se à correcção obrigatória dos dados
de titularidade de qualquer endereço registado.

Segundo o MINTTICS, se o seu endereço faz parte da lista seguinte, é porque foi detectado que o seu endereço está em situação irregular. Seguem alguns endereços cancelados:

  • bancobai.ao
  • bodiva.ao
  • unitel.ao
  • ita.ao
  • startel.ao

Para que leia a lista completa dos endereços .AO cancelados clique aqui.

De acordo com a IANA (Internet Assigned Numbers Authority), em português “autoridade para atribuição de números de internet”, o domínio de primeiro nível .AO é gerenciado pela Faculdade de Engenharia da Universidade Agostinho Neto desde que foi delegado inicialmente em meados dos anos 90.

Em 25 de janeiro de 2018, através do Decreto Presidencial n.º 16/18, a missão do Ministério das Telecomunicações e Tecnologias da Informação (MTTI) foi estabelecida como a entidade responsável pela política e estratégia das telecomunicações e tecnologias da informação em Angola, bem como pelas atividades de supervisão relacionados à prestação de serviços nessas áreas.

Em 16 de março de 2020, o MTTI iniciou uma solicitação de transferência do domínio de nível superior .AO .

Actualização 1 – 12:00 [10/07/2020]

Vários domínios afectados por esta “anomalia” voltaram a funcionar na normalidade. A equipe do MenosFios endereçou uma comunicação ao INFOSI a solicitar a versão oficial dos factos, aguardaremos nas próximas horas…

A Humanidade gerou 53,6 milhões de toneladas de lixo eletrónico em 2019

[Rumores] iPhone 12 pode ser vendido sem carregador

Nas últimas semanas, surgiram rumores que indicavam a possibilidade de os smartphones da Apple– iPhones 12 não mais incluírem o carregador de parede  e os fones de ouvido EarPods em suas caixas. Segundo o analista Ming-Chi Kuo, que costuma fazer previsões certeiras sobre os lançamentos da empresa.

De acordo com os rumores, a opção da Apple de remover o carregador e os EarPods da caixa pode prender-se, tanto quanto se sabe, por dois factores importantes: o primeiro é de que a Apple é uma das principais empresas no mundo da tecnologia a fazer esforços a favor do meio ambiente.

Certamente que remover estes acessórios fará uma diferença enorme na quantidade de lixo electrónico produzido. O segundo é de que a Apple pode estar a pensar já mais para a frente, uma vez que se sabe que esta pretende lançar um iPhone completamente sem qualquer entrada já em 2021.

A Apple passou anos a oferecer um carregador de 5W em todos os seus iPhones. O que para muitos analistas é inaceitável num mundo em que o carregamento rápido é um standard. A Apple só começou a incluir um carregador de 18W com os recentes iPhone 11 Pro e 11 Pro Max! Entretanto, o iPhone 11 e iPhone SE 2020 continuam a contar com antigos de carregador de 5W.

A retirada do carregador nos próximos iPhones, está a ser vista em outros fórum como uma estratégia comercial da Apple que poderá obrigar os consumidores a comprar o novo carregador de 20W que tem surgido na Internet nas últimas semanas.

Africell é oficialmente a 4ª operadora de telefonia móvel em Angola

Há bastante tempo que se aguarda pela confirmação da quarta operadora de telecomunicações em Angola, tendo o primeiro concurso  para a escolha da 4ª operadora de telefonia móvel  anulado pelo actual Presidente da República, por de falta de transparência.

Créditos: Africell

Para tal fez-se abertura de um novo concurso, que a fase de candidaturas decorreu entre 30 de setembro de 2019 e 22 de Janeiro de 2020, na qual adquiriram peças do concurso três empresas (AfricellMTN da África do Sul e BAI Investimentos de Angola). A fase subsequente, de apresentação de proposta técnica e financeira da única candidata, decorreu no período de 02 de Março a 04 de maio de 2020.

Segundo o comunicado da comissão de avaliação, concluiu-se que a proposta da Africell respondeu de modo satisfatório às exigências das peças do procedimento, assim como aos interesses do Estado angolano, prevendo-se que trará benefícios transversais a todos os sectores económicos do país, bem como para a população de forma geral”, referiu o comunicado. A nota acrescentou que a proposta também “será factor relevante de projecção internacional e de contínua captação de relevantes investimentos estrangeiros directo para Angola”.

Após a conclusão da negociação e provimento dos termos finais estabelecidos será concedida à Africell a licença TGU (Titulo Global Unificado), para operar em território nacional e celebrará com o Instituto Angolano das Comunicações (INACOM) o respectivo contrato de concessão.

A Africell está actualmente presente na República Democrática do Congo, Serra Leoa, Uganda e Gambia (onde lançou oficialmente as suas operações, em 2001).

Novo Chrome vai consumir menos memória RAM no Windows 10

A nova actualização do Windows 10 vai introduzir melhorias que reduzirão o uso de memória de aplicativos Win32 como o Chrome. O alto consumo de RAM do Google Chrome pode estar com os dias contados.

Microsoft detalhou que o mais recente update do Windows 10 trouxe o recurso “SegmentHeap” para desenvolvedores, cuja implementação reduzirá o consumo de RAM na versão 2004 do Windows 10 ou mais recente. A empresa confirmou que já começou a usar a funcionalidade no navegador Microsoft Edge baseado em Chromium, com testes iniciais que mostram uma redução de utilização de memória de até 27% na actualização 20H1.

Já de acordo com as informações de um programador do Chrome, a mudança já está habilitada na versão mais recente (85.0.4182.0) do navegador. “Posso confirmar que o recurso Segment heap está disponível“, afirma. O Google é a segunda empresa a adotar o novo gerenciamento de memória e os testes ainda devem começar no Beta. Ou seja, os usuários finais deverão perceber a novidade somente nos próximos meses.

O Google Chrome carrega há tempos a fama de ser um devorador de memória RAM. O problema parece ter se agravado nos últimos meses por conta de factores como a implementação de correções para a falha de segurança Spectre.

Ainda não há informações sobre quando essas melhorias de facto chegarão ao Google Chrome no Windows 10. É importante salientar que a única forma de se beneficiar de tais novidades é manter o seu sistema actualizado.

Legislação da comunicação social digital em Angola será reajustada

Com o objectivo de adaptar a legislação do sector, o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Manuel Homem, anunciou recentemente, em Luanda, que o sector começa a trabalhar nos próximos dias, através de uma consulta pública, no aperfeiçoamento da Legislação sobre Órgãos de Comunicação Social Digital.

No final da visita efectuada ao Novo Jornal, Jornal Expansão e à Rádio Eclésia, no âmbito da auscultação aos órgãos de comunicação social públicos e privados, o governante disse que a actualização de determinados aspectos da legislação vai permitir, no final, a regulamentação dos serviços online de órgãos de comunicação social.

Para o titular da pasta do sector, há essa necessidade da actualização da legislação, pelo facto de se ter constatado a existência de portais “online” que consomem conteúdos de instituições legalizadas, sem uma coordenação prévia, para que este exercício possa ser feito nos termos da lei.

Sony Music Africa lança portal que permite aos artistas visualizar os seus ganhos em tempo real

A Sony Music Entertainment Africa acaba de anunciar dois novos recursos que permitem os seus artistas visualizem e retirem ganhos mais rapidamente do que nunca, através do Sony Music Artist Portal.

Nesses momentos sem precedentes, em que os artistas precisam de acesso imediato aos fundos, o elemento ganhos em tempo real do Sony Music Artist Portal está disponível a qualquer hora e em qualquer lugar e fornece aos artistas actualizações imediatas sobre os seus ganhos e saldos de contas globais, além de fornecer informações mais rápidas sobre as suas tendências de ganhos.

O elemento Cash Out oferece aos artistas um controle ainda maior sobre o seu dinheiro, fornece-lhes a capacidade de solicitar a retirada de todo ou parte do seu saldo a pagar, e não há taxas ou encargos ocultos ao fazê-lo.

O alto nível de transparência e eficiência dessas ferramentas visa tornar os negócios entre nós mais claros, mais rápidos, mais simples e mais diretos para os nossos artistas e parceiros, e chega em um momento em que todos precisamos do máximo possível. ” diz Sean Watson, director administrativo da Sony Music Entertainment Africa.

O Sony Music Artist Portal permite aos artistas acesso exclusivo a dados de desempenho e informações de serviços digitais como Apple Music e Spotify, que relatam os seus padrões de consumo diariamente para que o artista conheça também a sua base de fãs sob uma perspectiva analítica.

A Sony diz que também tornou mais fácil do que nunca os seus artistas acessarem essas funções e dados, simplesmente pediu que eles baixem o Sony Artist Portal App, disponível nas lojas iOS ou Google Play.

Microsoft anuncia novo design do menu Iniciar do Windows 10

Microsoft já havia dito que o menu Iniciar do Windows 10 teria uma nova interface, que agora parece estar pronto. A Microsoft oferece uma nova versão de teste do Windows 10 (compilação 20161), um destaque nesta nova versão de testes do sistema operacional é o novo design do menu Iniciar.

De acordo com a Microsoft, o novo design do menu Iniciar do Windows 10 remove os fundos com cores sólidas dos ícones e aplica um fundo transparente para oferecer um visual uniforme. Ele funciona bem tanto como modo claro e como modo escuro do sistema operacional.

“Actualizamos o menu Iniciar com uma interface mais simplificada que remove as placas de cores sólidas atrás dos logótipos na lista de aplicações e aplica um plano de fundo uniforme e parcialmente transparente aos blocos” , diz a Microsoft.

Sendo um dos elementos mais conhecidos do Windows 10, o Menu Iniciar tem sofrido muitas mudanças ao longo dos anos. Se na versão anterior esteve prestes a desaparecer, agora está presente e com uma relevância ainda maior para os utilizadores.

A nova versão de teste do Windows 10 também é uma oportunidade para actualizar o atalho de teclado Alt + Tab. A Microsoft explica que todas as guias abertas no Microsoft Edge agora aparecerão quando as teclas Alt + Tab forem pressionadas, em vez de ter apenas a guia activa. Algumas pessoas podem não gostar do novo sistema, e é por isso que a Microsoft está a oferecer um ajuste para reverter para o mecanismo antigo.

Em suma, esta novidade no menu iniciar já está disponível no Windows 10 Insider Preview Build 20161. Vão ser melhorados e analisados, para assim chegar a todos os utilizadores numa futura atualização do Windows 10.

Reveladas fortes lacunas de cibersegurança nas organizações Angolanas

A temática “Cibersegurança” em Angola continua a ganhar uma atenção antes não considerável, visto que já se tem identificado casos de ataques externos e não só. Portanto surge a necessidade das empresas nacionais investirem mais em cibersegurança e evitar danos futuros.

A consultora EY realizou a vigésima segunda edição do EY Global Information Security Survey (GISS) no final de 2019, onde sondou líderes de 1300 organizações de vários países, inclusive líderes em Angola.

  • O Estudo da EY revela que a temática de cibersegurança é considerada à posteriori pelas empresas nacionais, apesar do crescente número de ataques;
  • As organizações nacionais falham ao não considerar riscos de cibersegurança nas fases iniciais das recentes iniciativas digitais.
  • Agentes maliciosos internos são o motivo conhecido, e mais comum, do ciber-ataque em Angola.

Na presente edição do GISS, a EY preparou, exclusivamente, um relatório específico nacional, onde é possível encontrar o estado actual da situação da cibersegurança no país, assim como os desafios que os líderes das Organizações enfrentam actualmente. O certo é que, apesar do crescimento generalizado de ciber-ataques, apenas um terço das organizações nacionais, afirmam que a função de cibersegurança é parte activa nas fases de planeamento de uma nova iniciativa de negócio.

Note-se que quase 50% das Organizações enfrentaram um número crescente de ataques disruptivos nos últimos 12 meses, nos quais 16% dos ataques de cibersegurança, bem-sucedidos, foram feitos por activistas, e 19% por agentes maliciosos internos.

Responsáveis pelos incidentes SI em Angola (Fonte: EY GISS 2020)

O especialista da EY, Sérgio Martins, alerta: “Acreditamos que, nos próximos meses, os grupos activistas vão aumentar os ataques, em função da reacção das organizações à pandemia do COVID-19.” No entanto, e apesar do risco acrescido, apenas 33% das iniciativas de negócio suportadas por tecnologias, afirmaram incluir as equipas de segurança desde o início dos projectos.

Intervenção das equipas de cibersegurança nas novas iniciativas de negócio (Fonte: GISS 2020) –

De acordo com este estudo, as equipas de cibersegurança das organizações nacionais, têm boas relações com as funções adjacentes, tais como IT, auditoria, risco e jurídica, sendo que existe uma desconexão latente com outras áreas de negócio. Vejamos que quase três quartos (71%) das empresas, afirmam que a relação entre a cibersegurança e o marketing é, no melhor dos casos, escassa, se não inexistente, enquanto que 86% relatam uma relação neutra. E mais de metade (67%) apontam relações tensas com o departamento financeiro, do qual dependem, naturalmente, para autorização de orçamento.

Relações da Cibersegurança com as restantes funções (Fonte: GISS 2020)

Em jeito de conclusão do estudo, a equipe da EY aconselha que “a relação de confiança entre departamentos, deve ser construída, de forma transversal, durante o processo de transformação digital das empresas”. Este trabalho deve começar ao nível da gestão de topo, tudo para que a cibersegurança seja instituída como um activador chave de valor acrescentado.