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Google multada na Índia por práticas anticompetitivas no Android

A Comissão de Concorrência da Índia, que começou a investigar o Google há três anos e meio após uma reclamação de dois associados juniores e um estudante de direito, disse num comunicado à imprensa que o Google exige que os fabricantes de dispositivos pré-instalem todo o Google Mobile Suite e obriga a colocação em destaque desses aplicativos que “contribui para a imposição de condições injustas aos fabricantes de dispositivos” e estava em “contravenção das disposições da Sessão 4(2)(a)(i) da Lei”.

O regulador de concorrência da Índia multou o Google em 161,9 milhões de USD na quinta-feira por práticas anticompetitivas relacionadas a dispositivos móveis Android em “múltiplos mercados”, num grande revés para a gigante das buscas no principal país estrangeiro onde despejou bilhões de dólares na última década.

A forma como o regulador da concorrência lidou com o tão esperado relatório ganhou manchetes no ano passado, depois que um rascunho das suas descobertas foi obtido e divulgado pela imprensa. Em resposta, o Google moveu-se para processar o regulador no tribunal pelo vazamento do relatório e protestou contra “a quebra de confiança”, que, segundo ela, prejudica a sua capacidade de “se defender e prejudica o Google e os seus parceiros”.

A Google e as multas..

É importante ainda salientar que, a Google está a enfrentar um crescente escrutínio de governos em todo o mundo, à medida que os criadores de políticas começam a se preocupar com o alcance dos gigantes da tecnologia e avaliam se isso prejudica as empresas locais. O Google perdeu o seu recurso contra uma multa recorde de 4,3 bilhões de dólares na UE por usar o domínio do Android para impedir a concorrência. Também está sujeito ao novo regulamento da Alemanha que visa grandes empresas.

[Moçambique] Solução inovadora tecnológica luta pelo empoderamento feminino nas comunidades rurais

Rural Geltek é a mais recente solução tecnológica em Moçambique que visa empoderar as raparigas nas comunidades rurais, através de capacitações e partilha do conhecimento, com foco no digital.

Segundo o Enoque Mudlhui, criador da plataforma, a mesma vem em resposta às desigualdades de género no sector económico, social, político, e na falta de oportunidades para as mulheres, o que influencia no desenvolvimento das suas habilidades, competências ou conhecimentos.

O plano, diz o founder, é tornar possível que elas possam “correr atrás de melhores oportunidades de vida profissional”.

MAIS: Moçambique. Lioness of Africa incentiva as mulheres apostarem na inovação tecnológica

A operacionalidade do projeto são realizadas com ajuda dos colaboradores, visto que o projeto ainda não dispõe do material necessário para exercerem as suas atividades “nas comunidades rurais onde trabalhamos, é difícil encontrar uma escola com sala de informática tendo todos os equipamentos necessários, o que fazemos até agora é usar computadores próprios e para ter um número considerável pedimos emprestado em familiares e amigos e levamos para onde vai decorrer a atividade”, revelou Neide Mirela, coordenadora do projeto.

“O Empoderamento feminino é a consciência coletiva, expressada por ações para fortalecer as mulheres e desenvolver a equidade de gênero” , informou Enoque Mulhui.

Tendo como base à importância do projecto para as comunidades onde será implantado, para os criadores da Rural Geltek, o projeto é de extrema importância, pois em comunidades mais carenciadas, é visível a fraca participação das raparigas em áreas que são tidas como de domínio masculino, sendo o caso da informática, engenharia e outras áreas técnicas.

De informar ainda que a Rural Geltek pretende resolver esta diferença com a realização de uma série de eventos que visam alfabetizá-las e prepará-las para as futuras oportunidades que o país e o mundo oferecem.

Consultório MenosFios: Como limitar quem vê os seus posts no Facebook?

Apesar de o conceito das redes sociais ser conviver com amigos e familiares, partilhando o que lhe vai à alma, um trailer de um filme ou mesmo uma “parvoíce” para animar o grupo, nem sempre queremos mostrar determinado conteúdo a um certo público. Partilhar momentos das férias, mais íntimos apenas com a família, ou jantaradas de trabalho com os colegas não têm de chegar a todos os murais. Essa liberdade de expressão é garantida na rede social.

A privacidade dos posts que publica pode, de uma forma simples, ser limitada a quem deseja, desde toda a rede, com pessoas que não conhece, quando quer partilhar mensagens públicas; ao ponto de criar publicações apenas visíveis para si, funcionando como uma espécie de diário pessoal.

De ter em conta que pode alterar as definições de privacidade a qualquer altura, caso mude de ideias. E isso significa que mesmo posts antigos podem ser também tornados privados ou públicos, mediante o que deseje fazer. E se quiser, para não ter que se lembrar as opções de privacidade de cada post, pode configurar a conta com uma definição por defeito.

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MAIS: Consultório MenosFios: 4 extensões que deves remover do Chrome, caso tenhas instalado

1 – Entre na sua conta e procure um post que tenha colocado no mural.

2 – Toque nos três pontinhos no canto superior direito e escolha “Editar privacidade”.

3 – Aqui vai poder escolher quem pode ver a publicação no feed, mas também nas pesquisas. Pode optar por Público, caso queira que todos os utilizadores do Facebook tenham acesso ao post, optar por amigos, apenas o utilizador.

4 – Na lista tem ainda as opções “Amigos, exceto…” e “Amigos específicos”.

5 – Se optar Amigos, exceto…, vai ter acesso à sua lista de contactos e respetivo motor de pesquisa. Todos aqueles que selecionar não vão ver o respetivo post. O “Amigos específicos” apenas aparece o post aos que tiverem sido selecionados.

6 – Pode ainda criar listas personalizadas, sejam de amigos chegados ou simples conhecidos.

Além das definições para cada post, pode simplesmente definir opções gerais, que servem como defeito.

7 – Para definir as opções por defeito, entre na aplicação do Facebook no smartphone e toque nas opções (três riscas no canto superior direito).

8 – Toque na aba Definições e Privacidade para expandir o menu e toque em Definições.

9 – Deslize para baixo e escolha a opção “Seguidores e Conteúdos Públicos”.

10 – Agora vai poder escolher não só quem pode ver, segui-lo, mas também gerir quem pode fazer comentários aos seus posts e as notificações que vai receber das mesmas.

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Esse foi o episódio do Consultório MenosFios de hoje, onde esperamos que seja útil para todo e qualquer pessoa que queira limitar quem vê os seus posts no Facebook. Agora, pedimos que os nossos leitores a comentem e que contribuam com informações adicionais que julguem serem necessárias sobre esse mesmo tema.

Todas e quaisquer questões que gostassem de ver aqui respondidas devem ser colocadas no canal de comunicação exclusivo e dedicado ao consultório Menos Fios.

Falamos do e-mail criado para esse fim: [email protected]. Este é o único ponto de receção das questões que nos enviarem. Usem-no para nos remeterem as vossas questões, as vossas dúvidas ou os vossos problemas. A vossa resposta surgirá muito em breve.

Africa Tech Week volta a impulsionar o crescimento econômico através da transformação digital

Com a inovação africana desencadeando um boom tecnológico no mundo, os principais players do sector reuniram-se na Cidade do Cabo, África do Sul, nos dias 31 de agosto e 1º de setembro de 2022 para mais uma edição da Africa Tech Week, patrocinada pela Sentech – que foi uma conferência de tecnologia, exposição e cerimônia de premiação do continente focada na promoção da Quarta Revolução Industrial (4IR) na África.

Realizado virtualmente e no Centro Internacional de Convenções da Cidade do Cabo (CTICC), o evento deste ano teve como foco “Trazer a tecnologia mais perto de África” reunindo uma série de líderes do sector, empreendedores de tecnologia, tomadores de decisão e players do ecossistema tecnológico de todo o continente.

Juntos, eles mostraram os vários desafios, cenários e oportunidades económicas alucinantes que o 4IR pode oferecer para organizações que buscam adotar a próxima onda de tecnologia de ponta.

Nos dois dias do evento teve presença de um grande leque de discussões em painéis de especialistas, palestras, estudos de caso, experiências de demonstração ao vivo e networking com líderes do sector privado, governo, sociedade civil, investidores e academia – tudo com as suas perceções únicas sobre as diferentes maneiras como a inteligência artificial (IA), a criptomoeda e a Internet das Coisas (IoT) afetarão o futuro do desenvolvimento da África.

MAIS: Inovação em tecnologia africana impactou 84,6% dos africanos no continente

Isso incluiu breakaways e sessões de foco com autoridades líderes mundiais sobre os efeitos do 4IR sobre sectores individuais da indústria, campos específicos de produção e diferentes áreas de comércio.

No dia de abertura, a conferência de tecnologia contou com um discurso do Honorável Ministro da Educação Superior, Ciência e Inovação, Dr. Blade Nzimande, bem como um painel aprofundado sobre “O Papel da Tecnologia na Realização do Desenvolvimento Sustentável” com o Dr. Sean Phillips (Diretor-Geral do Departamento de Água e Saneamento), Thulani Dlamini (CEO do Conselho de Pesquisa Científica e Industrial), Morne Mostert (Diretora do Instituto de Pesquisa de Futuros da Universidade de Stellenbosch) e Dr. Phil Mjwara (Diretor-Geral do Departamento de Ensino Superior, Ciência e Inovação).

Outros paineis importante no evento foi o “Futuro da IoT na África” com porta-vozes da Vodacom, Sentech e da Universidade de Joanesburgo; “Estratégias para construir cidades inteligentes na África” com a liderança da Uber Subsaariana África, a Fundação Africana de Inovação de Cidades Inteligentes, e Liu Thai Ker, o arquiteto por trás de Cingapura Moderna; e “Como Manter uma Vantagem Tecnológica Competitiva num Mercado Saturado” com funcionários da Microsoft, Backbase e Discovery.

Cinco mil milhões de telefones no lixo este ano

Pascal Leroy, diretor-geral do fórum internacional WEEE, afirma que “as pessoas tendem a não se aperceber de que todos estes aparentemente insignificantes têm muito valor e que, todos juntos, a um nível global representam grandes volumes”. As declarações do responsável surgem numa altura em que é revelada a estimativa de que 5,3 mil milhões de telefones serão atirados ao lixo este ano. Muitos destes aparelhos não serão reciclados adequadamente, o que irá obrigar a indústria a minerar componentes valiosos como o cobre ou o cobalto usados nos circuitos e baterias.

Um outro estudo aponta para a existência de 16 mil milhões de telefones no mundo atual e, na Europa, cerca de um terço não estão em uso. As pessoas tendem a manter os telefones em casa, guardados, em vez de os colocar em centros de reciclagem apropriados.

MAIS: Lixo eletrónico acumulado em 2021 pesa mais do que a Grande Muralha da China

A investigação da WEEE estima que o volume de equipamentos elétricos e eletrónicos deitados fora, desde máquinas de lavar, a torradeiras, computadores portáteis e GPS, vai aumentar a um ritmo de 74 milhões de toneladas por ano, até 2030, noticia a BBC. Magdalena Charytanowicz, também da mesma organização, explica que “estes aparelhos oferecem muitos recursos importantes que podem ser usados na produção de novos aparelhos eletrónicos ou outros equipamentos, como turbinas eólicas, baterias de carro ou painéis solares – todos cruciais para a transição para sociedades verdes de baixo carbono”.

Somente 17% de todo o lixo eletrónico do mundo é reciclado convenientemente, valor que várias organizações em todo o mundo estão a tentar fazer que seja revisto em alta.

Taylor Swift lançou novo álbum… e o Spotify não aguentou

 

O novo álbum de Taylor Swift – de nome ‘Midnights’ – já chegou ao Spotify e, aparentemente, vários utilizadores reportaram problemas em utilizador o serviço de streaming.

O Spotify não comentou oficialmente a situação, mas, como refere a Bloomberg, o site DownDetector recebeu quase oito mil queixas nos minutos que se seguiram à publicação do Spotify no Twitter a promover o álbum da cantora norte-americana.

MAIS: Após de música e podcasts, há mais um motivo para usar o Spotify

Entretanto, o Spotify parece ter regresso à operação normal.

A situação não é exclusiva do Spotify e espelha aquilo que tem sido hábito entre algumas formas de entretenimento, como é o caso da televisão, onde o lançamento de séries costuma colocar problemas ao funcionamento normal de serviços de streaming.

Analistas destacam fragilidades das empresas e cidadãos nacionais ao cibercrime

A falta de um centro de cibersegurança em Angola coloca as empresas e os cidadãos fragilizados para todo o tipo de crimes informáticos, revelou o especialista de cybersegurança Filipe Quiteque.

O analista que falava à imprensa no final de um encontro denominado “Pequeno-almoço com jornalistas” para abordar temas sobre segurança da informação e crimes informáticos, disse que devido aos danos colaterais de ataques à segurança deve-se tomar medidas urgentes.

Ainda na sua abordagem, Filipe Quiteque diz que é extremamente urgente que se tracem políticas e estratégias de cibersegurança, anotando para o facto de o país se encontrar na 148º posição no ranking internacional de cibersegurança.

MAIS: PGR apresenta à ONU novas formas de combater os cibercrimes

O especialista referiu também que o país pode melhorar o quadro com investimentos para incentivar a mudança de mentalidade desde a tenra idade, com vista a reduzir essas práticas.

Com o lançamento do ANGOSAT-2, justificou, vai se aumentar o nível de comunicação e de usuários e por este facto há que se pensar com rapidez  na criação de um centro de proteção de segurança para fazer frente aos desafios que se avizinham.

Quem também esteve presente no evento foi o analista Álvaro Maiomona, que reiterou que as principais motivações dos crimes informáticos se concentram na necessidade de notoriedade, obtenção de dinheiro, denegrir a imagem de alguém e raiva.

Startup queniana faz parceria com a Medi-Science para transformar entrega de cuidados de saúde em África

A medi-science International Limited e a startup com sede no Quénia Afya Rekod anunciaram uma colaboração estratégica que busca transformar a prestação de cuidados de saúde por meio de um melhor acesso a dados de saúde pessoal na África e na Europa.

A parceria dará aos pacientes um registo acessível do seu próprio histórico de saúde, permitindo que pacientes, médicos e hospitais hospedem registos de saúde com segurança numa plataforma por meio de um aplicativo digital.

A descentralização significa a modificação ou mudança dos sistemas de saúde atuais. Os sistemas de saúde em África têm processos e procedimentos padronizados.

Afya Rekod, uma plataforma orientada pelo paciente, coloca os pacientes no centro de todos os serviços de saúde. Eles podem capturar, armazenar, acessar e possuir os seus registos de saúde, o que tem múltiplos benefícios, incluindo a redução do custo de repetição de exames médicos.

Tanto os pacientes quanto os médicos poderão acessar arquivos de imagem e resultados de testes através de um aplicativo nos seus telefones ou navegador sem ter que voltar ao posto de saúde para coletar os arquivos.

Para proteger a confidencialidade, a Afya Rekod usa vários módulos de IA e blockchain, e o paciente mantém o direito soberano de propriedade aos seus dados de saúde.

“A nossa visão é colocar os pacientes no centro do que fazemos. Queremos que as famílias tenham acesso aos seus prontuários virtualmente e acessá-los a qualquer momento, em questão de segundos. A parceria com a Medi-science International Limited permitirá um fluxo contínuo de dados entre o paciente e os médicos. Afya Rekod permite que os médicos visualizem dados e compartilhem com outros especialistas, permitindo que eles façam diagnósticos e decisões mais bem informados“, disse John Kamara, CEO da startup.

MAIS: BAD cria fundação para maior acesso as “tecnologias de saúde” em África

A MediLiVes, um produto da Medi-science International Limited, oferece um sistema de telemedicina analítica para tornar os exames médicos econômicos e rápidos. MediLiVes é uma iniciativa inovadora que oferece soluções únicas de telemedicina de nova geração.

A telemedicina, baseada em tecnologia que permite que a condição de saúde do paciente seja monitorada à distância, é uma das indústrias que mais crescem no mundo.

A natureza versátil do nosso produto principal significa que ele pode encontrar anormalidades não apenas na cardiologia, mas também em diabetes, dietética, doenças civilizatórias e doenças crônicas.

Especialistas médicos estão presentes em todo o mundo – o nosso objetivo é fornecer acesso aos melhores cientistas, médicos e prestadores de serviços de saúde a cada ser humano.

Os sistemas de saúde do nosso mundo está passando pelo que gostaríamos de chamar de uma etapa de despertar. Há décadas, a acessibilidade e a eficácia dos nossos sistemas de saúde sobrecarregados demograficamente estagnam nas suas formas tradicionais de tratamentos e cuidados com os indivíduos. É por isso que a Descentralização da Atenção à Saúde está se tornando cada vez mais imperativa. Na Medi-science International Limited estamos trabalhando em conjunto com os atuais Sistemas de Saúde e, m simultâneo, descentralizando as suas formalidades convencionais para gerar os mais eficientes, eficazes e econômicos padrões de cuidado“, informou Sunny Ahonsi, CEO da Medi-science International Limited.

Interpol diz que crimes financeiros e informáticos são as principais ameaças

O branqueamento de capitais é a ameaça “número 1”, referiu na nota a agência internacional de polícia criminal (Interpol, em inglês), ao explicar os resultados de um inquérito às polícias dos 195 países membros, indicando ainda que 67% das nações a consideram de “alto” ou “muito alto” risco.

O uso de programas de computador para realizar chantagem, também conhecido como ransomware, ocupa a segunda posição, pois também é classificado como de risco “alto” ou “muito alto” por 66% dos membros. Além disso, é o crime que se espera que mais aumente nos próximos anos (72%).

Ainda mais preocupante para a Interpol é que 62% dos entrevistados antecipam que a exploração sexual e o abuso de crianças online também estarão no topo da lista, em terceiro lugar, de ameaças criminais que mais aumentarão. Esta previsão baseia-se na constatação de que a procura e produção de material para exploração sexual infantil aumentou “significativamente” durante a pandemia de COVID-19.

MAIS: Recebeu e-mail sobre uma ”Convocação” da INTERPOL? Mensagem é “fraudulenta”

Se tradicionalmente era o narcotráfico que dominava as listas de ameaças criminais, a Interpol sublinhou que o crime financeiro por meios informáticos cresceu “significativamente” nos últimos anos, principalmente durante a pandemia. A razão é que durante e após os confinamentos, a digitalização acelerou-se, com atividades profissionais e pessoais cada vez mais a decorrer em casa e online.

Isso permite uma ampla gama de crimes informáticos, como o comprometimento dos e-mails corporativos, fraude executiva (criminosos que se fazem passar por gerentes), golpes de comércio eletrónico ou fraudes de investimento, que cresceram em quase todas as regiões do mundo.

Para maximizar o benefício ilícito e o dano, são utilizadas técnicas como a dupla extorsão em que os dados são criptografados e as vítimas são ameaçadas de serem expostas publicamente, o que implica um risco de interrupção da atividade das empresas.

A Interpol observa que crimes financeiros e crimes informáticos “estão invariavelmente ligados“, pois uma parte significativa da fraude é realizada com tecnologias digitais e os criminosos também contam com fraudes financeiras para branquear os seus lucros.

Há cada vez menos liberdade na Internet e os governos são os culpados

A liberdade global na Internet diminuiu pelo 12.º ano consecutivo, com os direitos humanos em ambiente online a deteriorem-se em 28 países e com os Governos a aumentar a repressão em espaços virtuais, afirmou hoje a Freedom House.

No seu relatório anual, denominado “Liberdade na Rede 2022: Contrariando uma revisão autoritária da Internet“, a organização sem fins lucrativos com sede em Washington indicou que as quedas mais acentuadas na liberdade na Internet foram documentadas na Rússia, Mianmar, Sudão e Líbia, mas a China continua a ser, pelo oitavo ano seguido, o país com o ambiente online mais repressivo do mundo.

Em pelo menos 53 países, os utilizadores enfrentaram repercussões legais por se expressarem online, muitas vezes levando a penas de prisão draconianas“, lamentou a organização.

O relatório sublinha também que os Governos estão a separar a Internet global para criar espaços online mais controláveis.

Um número recorde de Governos nacionais bloqueou ‘sites’ com conteúdo político, social ou religioso não violento, minando os direitos de liberdade de expressão e acesso à informação. A maioria desses bloqueios visava fontes localizadas fora do país. Novas leis nacionais representam uma ameaça adicional ao livre fluxo de informações ao centralizarem a infraestrutura técnica e ao aplicar regulamentações falhas a plataformas de redes sociais e dados de utilizadores“, diz o documento.

A queda mais acentuada na liberdade na Internet ocorreu na Rússia, quando o Kremlin intensificou os seus esforços “para sufocar a oposição doméstica e amordaçar a imprensa independente após a sua invasão ilegal e não provocada da Ucrânia“, apontou a organização sem fins lucrativos.

Numa visão mais global, a Freedom House estima que dos mais de 4,5 mil milhões de pessoas com acesso à Internet no mundo, 76 por cento vivem em países onde indivíduos foram detidos ou presos por publicarem conteúdo sobre questões políticas, sociais ou religiosas e 64% residem em Estados onde pessoas foram atacadas ou mortas pelas suas atividades online desde junho de 2021.

O declínio global foi impulsionado por líderes repressivos nos seus próprios países e no cenário internacional, onde procuraram dividir a Internet aberta numa ‘manta de retalhos’ de enclaves repressivos que promovem os seus interesses e consolidam o seu poder“, observou a Freedom House.

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Este relatório identifica três causas principais de fragmentação que contribuíram para diminuir o respeito aos direitos humanos online: restrições ao fluxo de notícias e informações, controlo estatal centralizado sobre a infraestrutura da Internet e barreiras às transferências internacionais de dados de utilizadores.

Um número crescente de utilizadores só tem acesso a um espaço online que reflete as visões do seu Governo e os seus interesses.

“Diplomatas da China e da Rússia fizeram incursões em instituições como a União Internacional de Telecomunicações (UIT), procurando transformar a agência das Nações Unidas num regulador global da Internet que promove interesses autoritários”, denuncia-se no relatório.

Contudo, apesar do cenário negativo, um número recorde de 26 países tiveram melhorias na liberdade na Internet. Duas das maiores melhorias ocorreram na Gâmbia e no Zimbabué. A Islândia foi, mais uma vez, o país com melhor desempenho.

Apesar do declínio global geral, as organizações da sociedade civil em muitos países têm conduzido esforços colaborativos para melhorar a legislação, desenvolver a resiliência dos ‘media’ e garantir a responsabilidade entre as empresas de tecnologia. Ações coletivas bem sucedidas contra o desligamento da Internet ofereceram um modelo para mais progresso em outros problemas, como ‘spyware’ comercial“, diz o documento.

MAIS: Internet bate recorde em Angola no mês de agosto

Nos Estados Unidos, a liberdade na Internet melhorou ligeiramente pela primeira vez em seis anos.

Contudo, a poucas semanas das eleições de meio de mandato, agendadas para novembro de 2022, “o ambiente online estava repleto de desinformação política, teorias da conspiração e assédio online direcionado a oficiais e funcionários eleitorais“, refere-se.

O relatório em causa é um dos principais estudos anuais sobre direitos humanos na esfera digital, examinando tendências globais, descobertas específicas sobre cada país e melhores práticas sobre como proteger os direitos humanos online.

O documento resulta de uma análise feita entre junho de 2021 e maio de 2022 e analisa a liberdade na Internet em 70 países, representando 89% dos utilizadores de Internet do mundo.

O relatório avalia como os Governos estão a exercer controlo sobre o que milhares de milhões de pessoas podem aceder e compartilhar online, inclusive bloqueando ‘sites’ estrangeiros, acumulando dados pessoais e aumentando o controlo sobre a infraestrutura técnica dos seus países.