Em 2021 o Conselho do Banco Central Europeu (BCE) decidiu lançar a fase de investigação de um projeto de euro digital, que numa primeira fase visa abordar questões fundamentais relacionadas com a concepção e a distribuição. Um euro digital tem de satisfazer as necessidades dos cidadãos europeus e contribuir simultaneamente para prevenir atividades ilícitas e evitar qualquer impacto indesejável na estabilidade financeira e na política monetária.
Enquanto membro do Eurosistema, o Banco de Portugal participa ativamente nos trabalhos em curso do projeto do euro digital. Este projeto encontra-se atualmente na fase de investigação, que teve início a 1 de outubro de 2021 e deverá prolongar-se por 24 meses. Nesta fase, serão estudados os desenhos funcional e técnico do euro digital e avaliados os impactos associados à sua eventual emissão. A ser emitido, o euro digital será a Moeda Digital de Banco Central do Eurosistema.
Com o objetivo de obter a visão de diferentes intervenientes da sociedade quanto, às principais opções relativas à concepção e distribuição de um potencial euro digital e, às oportunidades que a introdução do euro digital poderá trazer para os diferentes agentes e setores de atividade intervenientes no mercado de pagamentos nacional (consumidores, comerciantes, prestadores de serviços de pagamentos e fornecedores de infraestrutura de aceitação de pagamentos), o Banco de Portugal decidiu constituir um Grupo de Contacto com o Mercado sobre o Euro Digital.
Os membros do Grupo de Contacto com o Mercado sobre o Euro Digital foram selecionados pelo Banco de Portugal, com base na sua experiência profissional e ligação ao sistema financeiro e, em particular, à área de pagamentos.
Na 1ª reunião do Grupo de Contacto com o Mercado sobre o Euro Digital foram apresentadas as perspectivas dos membros sobre alguns dos tópicos em discussão no âmbito do projeto do euro digital, nomeadamente, os casos de uso considerados prioritários e as vantagens e desvantagens associadas a diferentes opções de desenho do euro digital.
A Apple pode estar reprimir aplicativos que não recebem mais atualizações. Em um e-mail enviado aos desenvolvedores afetados, intitulado “Aviso de melhoria de aplicativos”, a Apple avisa que removerá aplicativos da App Store que não foram “atualizados em um período significativo de tempo” e dá aos desenvolvedores apenas 30 dias para atualiza-los.
Vários fabricantes de aplicativos, como o desenvolvedor da Protopop Games, Robert Kabwe, expressaram suas preocupações com a mudança. Kabwe diz no Twitter que a Apple está a ameaçar remover seu jogo totalmente funcional, Motivoto, porque não é atualizado desde março de 2019. Enquanto isso, Kosta Eleftheriou, o desenvolvedor do teclado FlickType Apple Watch, diz que a Apple desativou uma versão do seu aplicativo feita especificamente para deficientes visuais porque não é atualizada há dois anos.
Na página de melhorias da App Store da Apple , a empresa diz: “Estamos implementando um processo contínuo de avaliação de aplicativos, removendo aplicativos que não funcionam mais como pretendido, não seguem as diretrizes de revisão atuais ou estão desatualizados”. Não há um carimbo de data/hora na página, portanto, não fica imediatamente claro quando a Apple publicou ou atualizou a postagem pela última vez.
O homem mais rico do mundo vai mesmo comprar o Twitter. Musk vai pagar cerca de 44 mil milhões de dólares pela rede social em que tem mais de 80 milhões de seguidores.
O Twitter aceitou a oferta de cerca de 43 mil milhões de dólares feita por Elon Musk, que já era o segundo maior acionista da rede social, que assim irá sair da bolsa. O dono da Tesla vai pagar 54,20 dólares por ação, um valor que tinha apresentado como “a melhor oferta e a final”.
“O conselho de administração do Twitter conduziu um profundo processo de avaliação da proposta de Elon Musk com um foco no valor, previsibilidade e financiamento”, afirmou Bret Taylor, chairman da companhia, citado pelo Financial Times. “A proposta garante um prémio substancial em dinheiro e acreditamos que é o melhor caminho a seguir para os acionistas do Twitter“.
Na semana passada, Musk comunicou ao mercado que já tinha assegurado um financiamento de 25,5 mil milhões de dólares — incluindo 12,5 mil milhões relativos a um empréstimo que tem por base as suas ações da Tesla – junto de um grupo de bancos liderado pelo Morgan Stanley, o seu advisor financeiro. O Twitter contratou o JPMorgan Chase e o Goldman Sachs para este negócio
Já são conhecidas as startups selecionados para o LISPA JumpStart, um programa nacional que apoia ideias inovadoras, organizado pelo Laboratório de Inovação do Sistema de Pagamentos de Angola (LISPA).
Confira as startups selecionadas na foto abaixo.
De informar que o Lispa JumpStart é um programa intensivo de 5 (cinco) dias, onde as startups escolhidas vão aprender a validar, criar modelos de negócio, protótipos, a fazer o pitch e muito mais.
O programa de submissão de candidaturas esteve aberto para todas as pessoas que tenham uma ideia para uma Startup Digital e anseiam solucionar problemas reais da sociedade angolana.
Segundo os promotores do programa, as startups selecionadas ao programa vão estar habilitadas a ganhar um incentivo económico de 1.000.000,00 de kwanzas.
Já são conhecidas as equipas apuradas do torneio de jogos electrónicos “Vodacom Liga Dos Gamers”, da Vodacom Moçambique, que estreia com o jogo “Fre Fire“.
Com mais de 50 equipas apuradas, vão batalhar através de vários jogos e onde as rodadas vão até ao dia 15 de Maio.
O “Free Fire”, tradução literal para “fogo livre, em português, é um jogo onde os jogadores têm permissão para atirar nos seus oponentes, e onde os mesmos precisam eliminar os seus oponentes para sobreviver.
De acordo com uma nota oficial da operadora moçambicana, com o torneio “Vodacom Liga Dos Gamers” a operadora reforça o seu posicionamento de ligar pessoas através da tecnologia e o torneio vai decorrer em todo o território moçambicano, e visa conectar diferentes jogadores numa batalha épica.
Para consultar o calendário completo e as equipas apuradas click em aqui.
O Governo Angolano lançou o concurso para a construção do Parque de Ciência e Tecnologia em Luanda, projecto esse que está avaliado em mais de 100 milhões de dólares, revela o Novo Jornal.
“A construção do parque é uma parte do projecto de desenvolvimento de ciência e tecnologia, com um valor de 100 milhões de dólares, com financiamento do Banco Africano de Desenvolvimento em 90 milhões de dólares”, disse a Ministra, em 2019.
O concurso de adjudicação tem como objectivo construir nove edifícios com um máximo de três pisos acima do rés-do-chão, reabilitar 11 edifícios existentes, demolir outros cinco e retirar o respectivo entulho. É ainda necessário construir e reabilitar estradas, caminhos, passeios, estacionamentos, portões, bem como cuidar de todo o trabalho relacionado com o paisagismo da zona, nomeadamente zonas verdes e construção de uma fonte central, determina o anúncio da abertura do concurso publicado no portal da contratação pública.
O projecto divide-se ainda em várias vertentes, entre as quais a oferta de bolsas de estudo de dois anos a meninas de famílias carenciadas a frequentar o ensino secundário nas áreas da ciência e tecnologia, engenharias e matemáticas, ciências físicas e biológicas e de saúde, explicou a ministra.
Ainda sobre o concurso, acrescentar que decorre até ao dia 03 de Maio, e onde as propostas sejam acompanhadas de uma garantia bancária no valor de 600 mil USD.
Já estão abertas as candidaturas para o Fundo Sueco de IA (SAIF África) para todas as startups africanas em fase inicial focadas em produtos e serviços de Inteligência Artificial (IA).
O Fundo Sueco de IA é um micro fundo disponível para particulares e empresas que necessitam de ajuda financeira, onde juntamente com a AICenter Suécia é uma colaboração entre numerosas organizações jurídicas e especialistas que trabalham para um objetivo comum: garantir a igualdade, segurança e segurança no negócio da IA.
De informar que O AICenter foi fundado na Suécia e agora opera à escala global, e têm uma variedade de colaborações em todo o mundo.
Actualmente o SAIF África tem colaborado com universidades, empresas de topo e especialistas das Nações Unidas (ONU), bem com a Aliança Europeia de IA na Suécia.
A sua colaboração inclui a Câmara de Comércio Sueca em vários países, bem como uma série de organizações e grupos de todo o mundo.
Segundo o que foi revelado, o montante total disponível nesta chamada em África é de 96.000 euros (cerca de 42 milhões de kwanzas).
Critérios de elegibilidade
Para que a sua startup seja elegível para qualquer financiamento SAIF, você deve aplicar através de um dos parceiros reconhecidos da SAIF. O objetivo do fundo deve estar intimamente ligado à IA e a um dos programas do SAIF.
Qualquer startup, escola, empresa ou entidade legal que queira aceitar e desembolsar dinheiro para qualquer curso, certificado ou programa relacionado com IA pode candidatar-se à adesão, que é totalmente gratuita.
Categorias de Negócios
Ciência, Tecnologia e Negócios.
Então, se tens uma startup africana de IA em fase inicial podes se inscrever para o Fundo Sueco de IA até Domingo, 1 de Maio de 2022. Para submeteres a sua candidatura, click em aqui.
A Internet Technologies Angola, S.A. (ITA) anunciou, na última semana, o estabelecimento de uma ligação de alto débito de 200 GigaBytes (GB) em fibra óptica, entre Cabinda e a localidade do Noqui, no Zaire, conectando o enclave às restantes províncias do país, por fibra óptica.
Segundo a nota oficial da empresa, essa ligação faz parte do seu plano estratégico de expansão da sua cobertura nacional em fibra óptica, bem como reafirma o alinhamento da ITA com a estratégia do governo angolano para a Inclusão digital e a transformação de Angola em um HUB de dados.
Francisco Pinto Leite, director-Geral da ITA, citado no comunicado, diz que esta ligação representa um marco importante, tendo como base à descontinuidade geográfica de Cabinda com o resto do país, e que esta infra-estrutura viabiliza a oferta de serviços de conectividade para a província mais a norte do país, com o mesmo nível da disponível nas restantes províncias de Angola, consolidando assim a unidade nacional.
“A ITA tem-se destacado pelas garantias de conectividade através das tecnologias de fibra óptica, micro-ondas e satélite emtodo o território nacional. O tráfego de Internet internacional é sustentado através dos pontos de presença (POP) internacionais no Reino Unido (Londres e Rugby), Holanda (Amsterdão), França (Marselha), Portugal (Lisboa) e EUA Miami”, diz Director-Geral no documento.
Por fim, continua a nota oficial, no caso da ligação a Cabinda, explica a ITA, da mesma forma que todas as restantes infra-estruturas que gere, a ITA garante total redundância, assegurando todas as ligações por transmissão de dados e a instalação de rede de fibra óptica ou uma ligação dedicada de micro-ondas ponto-a-ponto (P2P), com base na localização e do serviço fornecido.
A sensivelmente cinco anos, UNITEL estava com 75% da quota de mercado de telefonia móvel em Angola, contra os 25% da MOVICEL, demonstrado assim que o maior numero de subscritores estavam estavam com a UNITEL, cenário esse que tem permanecido nos últimos anos.
Passado este tempo a UNITEL continuou a crescer, e em 2021 até ao terceiro trimestre do ano, a UNITEL estava com 90% da quota de mercado de telefonia móvel, enquanto que a MOVICEL estava apenas com 10%.
Até o ano passado, o quota de mercado de telefonia móvel em Angola era detido por duas grandes operadoras, que são a UNITEL e a MOVICEL, mas o que tudo indica o cenário poderá mudar com chegada da quarta operadora (AFRICELL) no nosso mercado que já se encontra operacional.
No fundo quem acaba por ganhar com isso tudo é o utilizador final que são os clientes, a concorrência de certeza vai trazer novos serviços, preços mais acessíveis, e opção de melhor escolha para os clientes. De certeza que se a terceira operadora de telefonia móvel (Angola Telecom) tivesse a operacional o cenário seria diferente do actual.
Nos últimos 15 meses temos observado com entusiasmo uma agradável tendência do aumento de capital privado dirigido à startups do continente Africano. Em 2021 foram 4.9 Bi$ e 2022 promete não ser muito diferente pois ao fim de 4 meses já atingiu uma captação na ordem dos 2.0 Bi$. O sector das fintechs é o mais proiminente e não é difícil entender o motivo, os países em África têm por natureza sérias dificuldades em fornecer serviços bancários convencionais para a população, as fintechs fazem parte da solução, sobretudo quando falamos de produtos financeiros destinados à malta jovem, que é a grande maioria do continente e em franco crescimento.
Apesar dos indicadores serem aparentemente animadores, a regulamentação pesada, o fosso de competências digitais, o financiamento limitado e os mercados fragmentados apontam que África representa apenas 0,2 % do valor das startups globais. Estima-se que o segmento das startups no continente possa atrair em torno 90Bi$ até 2030 se forem tirados os proveitos adequados da ZLCA – Zona de Livre Comércio Africana e de outras condições favoráveis da região.
Que o futuro é digital, isso já sabemos, sabemos também que esta transformação se dará essencialmente por intermédio dos telemóveis e dispositivos congêneres no contexto do continente Africano. O que pouco se fala é que esta transformação deve também acontecer com a mudança de mentalidade da sociedade, já que os modelos actuais e convencionais de empresas, serviços públicos e até de consumo estão com os dias contados. Precisamos portanto refletir sobre este novo tempo ali ao virar da esquina, sobre como vamos prepará-lo ou prepara-nos para ele.
Por este motivo, muitos países têm colocado nas suas listas de prioridades temas como: desenvolvimento do ecossistema de startups e transformação digital. Sobre este segundo, é preciso esclarecer que é muito mais do que criar uma página na internet, trata-se de uma nova forma de estar e viver, uma metamorfose social. Para os governos, esta mudança significa: maior eficiência de serviços e decisão orientada à informação, para os empreendedores: novos modelos de negócios de base tecnológica, para os consumidores: mercado concorrente e soluções orientadas à eficiência e satisfação do consumidor. As startups desempenham um papel de extrema importância para o sucesso desta transformação social e digital, não só pela sua capacidade de escala e disponibilidade de serviços inovadores mas também pela democratização e inclusão digital.
No domínio das políticas públicas, alguns governos têm procurado criar novos diplomas e mecanismos que simplifiquem o surgimento das startups e fortifiquem os seus ecossistemas. A título de exemplo, a União Europeia preocupada com a concorrência dos Estados Unidos de América e da China, propôs um conjunto de medidas aos seu países membros. É o caso do Fundo Futuro de 12Bilhões $ lançado pelo Governo Alemão para apoiar empresas de inovação e tecnologia nos próximos anos. O Governo da Índia está a desenvolver parcerias com as suas aceleradoras para apoiar 300 startups locais em estágio inicial prestando-lhes suporte financeiro, mentoria entre outros benefícios. Entre estes benefícios e políticas podemos citar o exemplo da Tunísia e do Senegal que em 2018 implementaram um mecanismo que permite aos empreendedores (funcionários de outrem) “abandonarem” os seus empregos formais para concentrarem-se nas suas startups por 1 ano e regressarem ao fim deste período se assim entenderem. Países como Nigéria, Rwanda, Quénia e o Ghana já estão a desenvolver as suas prósprias versões deste mesmo conceito. Muitos jovens estão “aprisionados” aos seus empregos por causa do salário, entretanto têm vocação para outros negócios inovadores que só não avançam porque não têm tempo para eles. Aqui fica bem lembrar que tempo é dinheiro, também!
E Angola, que medidas tem tomado neste domínio? Qual tem sido o posicionamento do sector público e privado?
Este é um tema que tem surgido com maior frequência nos discursos políticos e presume-se que por força de influencers o ecossistema de startups começa a ser incluído nas análises políticas. O surgimento de iniciativas como o Angotic, Angola Tech Hub Forum (marcado para 17/05/2022), Startup Summit Angola (12/05/2022 – 14/05/2022), LISPA (Laboratório de Inovação do Sistema de Pagamentos de Angola) do BNA e a incubadora Digital.ao recentemente inaugurada pelo Presidente da República são prova disso. Em relação aos eventos, são importantes porque servem para divulgação das iniciativas que os jovens angolanos têm desenvolvido e são também um espaço de networking entre os próprios promotores.
Segundo as notícias, o Digital.ao deverá actuar como uma incubadora de startups para apoio aos jovens da SADC, mas a realidade é que a sua página na internet não reflete com clareza o seu verdadeiro propósito neste domínio. Em relação a este tema, a minha opinião é que uma incubadora desta natureza não precisa necessariamente estar vinculada ao Governo quando existem outras instituições locais, privadas, bastante capazes, que têm tentado assumir com muito esforço este papel (há anos), talvez fizesse mais sentido integrá-las para a gestão desta infraestrutura. E se o tema central for mesmo incubar, pode ser que uma análise à incubadora do INAPEM nos permita ter uma amostra mais real do que se pretende fazer. Talvez fosse oportuno apresentar algum do trabalho que tem sido feito por esta instituição, sobretudo na interação com as startups.
É preciso ter algum cuidado para não convertermos as startups em um tipo de vitrine das emoções para onde estas são chamadas quando existe algum evento “promocional” para dizer que temos. Temos mesmo é que identificar as startups existentes, as suas áreas/sectores de actuação, mapear as suas principais dificuldades, definir programas de incubação para estas, apoios financeiros (simplificados) e se possível integrá-las a projectos onde possam validar a sua proposta de valor. Os principais apoios que uma startup em fase inicial precisa são: zona de trabalho com acesso à internet, capital semente (dinheiro para pagar as despesas básicas como salário do pessoal), computadores, treinamento e mentoria. Não disponibilizar este tipo de serviços e recursos é atrasar o desenvolvimento do país neste domínio, sob a pena de reduzirmos o surgimento e a resiliência das startups no país, quando o resto do mundo está a viver o surgimento massivo destas.
E sobre esta tendência de redução, recordo-me da iniciativa da Unitel (Go Challenge) que tem procurado dinamizar também o sector, entretanto, para o seu concurso deste ano, surgem rumores que têm tido dificuldades em encontrar startups com potencial, este é um sinal que precisa ser devidamente interpretado. O que será melhor? Captar novas startups ou ajudar as poucas existentes a sobreviverem? Talvez as 2 coisas, digo eu.
Existem estruturas do Estado Angolano vocacionadas para gerar impacto expressivo neste domínio mas parece-me que estão muito distantes do ecossistema das startups. O FACRA – Fundo Angolano de Capital de Risco, existe há uns largos anos, quantas startups terá apoiado até o momento? É um dos instrumentos mais indicados para identificar e apoiar novos modelos de negócios com capital de risco, esta é a sua função principal.
O FADA – Fundo Angolano de Desenvolvimento Agrícola, estará a trabalhar com alguma startup estratégica para o sector do agronegócio? Ou pretende assumir sozinho este papel de desenvolvimento do meio rural a partir de Luanda?
Quantas startups terão participado do programa de alívio económico aprovado em 2020 que alocou 4 mil milhões de kwanzas para o apoio às startups, não se ouviu falar dos resultados desta iniciativa. Quantas startups foram beneficiadas?
Quantas startups terão participado do programa de alívio económico aprovado em 2020 que alocou 4 mil milhões de kwanzas para o apoio às startups...
No domínio das políticas públicas, que tipos de incentivos, desde fiscais e administrativos terão sido criados até o momento para o fomento do ecossistema de startups?
O investimento de 2 milhões de dólares feitos em uma nova infraestrutura para o Digital.ao talvez fosse melhor aplicado se partilhado (em parte) com as startups existentes que de forma muito sacrificada ainda subsistem e não “desligaram o servidor”. É uma questão de tempo até que as startups de outros países (que têm recebido apoios importantes) comecem a expandir-se na nossa região, ao penetrarem em Angola o mais provável é eliminarem a “concorrência local” que vive bastante sofrida, é uma questão de tempo…
Diferentemente do que acontece com as empresas convencionais, as startups não procuram crédito bancário, as startups não são empresas, são ideias disruptivas de base tecnológica utilizando modelos de negócios inovadores e flexíveis que precisam ser validadas num ambiente de muita incerteza e risco (lembram o ranking de Angola sobre o ambiente de negócios?). Portanto, não é recomendável que as startups façam este exercício com recurso a empréstimos bancários, este é o principio utilizado em quase todo o mundo. Para preencher esta lacuna de apoio financeiro existem figuras importantes para o ecossistema como: o investidor anjo, fundos de desenvolvimento e inovação, fundos de capital de risco, etc.
Concluindo, este é um tema que deve ser analisado por especialistas com uma visão estratégica para o futuro do país, precisamos fazer um exercício inclusivo com os principais stakeholders / parceiros no sentido de identificar as oportunidades potenciais onde as startups podem agregar valor à economia e sociedade angolana. Os principais actores: promotores/startupers, governo, banca – comercial e de desenvolvimento, fundos de investimento e risco, devem assumir as suas responsabilidades neste processo e encontrar soluções objectivas com foco em resultados e ganhos de eficiência. De outro modo, continuaremos a ver milhões de dólares serem investidos em infraestruturas de betão armado enquanto os criadores de soluções de alto impacto social e económico mendigam por um tostão quase impossível.
Este artigo foi escrito por Wanderley Ribeiro, originalmente publicado na sua página do Linkedin e republicado no MenosFios com a permissão do autor.