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Cabo equiano da Google entra em operação para acelerar conectividade na SADC

A multinacional Google assinou um acordo com o Grupo Paratus, líder pan-africano na oferta de serviços de telecomunicações, para a instalação do cabo Equiano na República da Namíbia e acelerar a conectividade na região austral de África.

Segundo o comunicado oficial, na qual a redacção da MenosFios teve acesso, o acordo inclui a construção e gestão de uma estação terrestre de cabos em Swakopmund para o cabo submarino Equiano, e onde com a construção finalizada do mesmo representará uma expansão na distribuição dos serviços de telecomunicações, fornecendo aos países da maior capacidade de rede e conectividade.

Para o Grupo Paratus, a melhoria das infraestruturas para fornecer melhor conectividade e redes de qualidade ilimitada para região da África Austral, é uma meta que pretendemos alcançar de forma rápida e consciente” disse o porta-voz do Grupo Paratus, Andrews Hall, citado na nota.

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De informar ainda que a estação terrestre também será um ponto de encontro para outros operadores e clientes recolherem e distribuírem a sua capacidade, fornecer um serviço alternativo aos países da SADC, que por sua vez aumentarão a redundância para assegurar a estabilidade e a disponibilidade de rede em tempo de actividades amplamente melhorado.

Espera-se ainda que o cabo Equiano, que será o maior do continente africano, esteja pronto para serviço no quarto trimestre de 2022 e estima-se que possa fornecer uma capacidade de rede 20 vezes maior do que a do cabo anterior, o que será uma grande oportunidade para consumidores em toda a região, que por um lado, representa uma intervenção do Grupo Paratus na sua estratégia global de crescimento para fornecer serviços de conectividade com qualidade em África, por outro, a promoção do potencial das empresas e investidores no continente.

 

Moçambique: Lançada plataforma de denúncia às burlas com recurso a redes de telecomunicações

Moçambique conta agora com uma plataforma online de denúncias a burlas com recurso a redes de telecomunicações ou meios de pagamento electrónico, que é uma parceria entre a Procuradoria-Geral da República (PGR), juntamente com o Instituto Nacional de Comunicações de Moçambique (INCM), operadoras de telefonia móvel, Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e a Associação Moçambicana de Bancos (AMB).

Segundo o que foi revelado na apresentação da solução tecnológica, a mesma é resultado das variadas situações de extorsão de valores através de contas bancárias, bem como de contas de moedas electrónicas, o que têm sido muito recorrente em território moçambicano, nos últimos tempos.

Na plataforma online os lesados poderão fazer denúncias para investigar e responsabilizar os burladores, onde para Beatriz Butchili, Procuradora-Geral da República, essa plataforma vem para estabelecer um mecanismo de cooperação e colaboração interinstitucional para o combate a fraudes.

“Para nós, Ministério Público, esta actividade é a operacionalização do comando constitucional e legal de acesso à justiça a favor do cidadão, lado a lado com as linhas verdes de atendimento ao público”, disse Butchili.

MAIS: Moçambique: Lançada plataforma digital para controlo dos recursos florestais

Por outro lado, para o Director-Geral do SERNIC, Nelson Vicente, a nova plataforma constitui um grande desafio para a instituição e eexige a adopção de meios técnicos modernos e métodos científicos capazes de auxiliar a investigação criminal em Moçambique.

“Por isso, aguardamos que, com a implementação efectiva deste memorando através de uma rápida e pontual partilha de informações, estejam criadas as condições para uma investigação e instrução célere de processoos-crimes relativos ao uso ilícito de rede de telecomunicações ou meios de pagamentos electrónicos que concorrem para a práctica do crime organizado.”, apontou Nelson Vicente.

Ainda no evento, o administrador do Pelouro de Estabilidade Financeira no Banco de Moçambique, Jamal Omar, deixou um apelo a todas as instituições participantes da plataforma para fazerem o uso integral dos mecanismos formalizados, bem como tornar céleres os processos de investigação e esclarecimentos de situações de fraudes financeiras.

De referir ainda que a plataforma poderá também facilitar as denúncias dos cidadãos que se encontram nos pontos mais distantes do país.

Tens uma idéia para promover um oceano sustentável em África? O #OceanChallenge4Africa está a sua espera

De modo a enfrentar os desafios oceânicos nas regiões costeiras e marinhas de África e reunir energias africanas para aproveitar as oportunidades oferecidas pelo oceano, a Mercator Ocean International, IOC Africa e Garage48 estão a organizar o #OceanChallenge4Africa, um hackathon de 48 horas para construir soluções baseadas em dados, e onde até ao final do evento, as equipas apresentarão os protótipos das ideias em que têm estado a trabalhar.

O hackathon online #OceanChallenge4Africa, que é também apoiado pelo Serviço Marinho Copernicus da UE e pela Fundação da Família Segal, e realiza-se ainda em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Ambiente GEMS Ocean, o GEO Blue Planet e o Grupo Africano de Observações da Terra (AfriGEO), trás como plano de fundo o rumo a um conhecimento global dos oceanos para um oceano sustentável alinhado com a visão da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável da ONU. Destinado a envolver comunidades no desenvolvimento de produtos baseados na observação da Terra, este evento também apoia os quadros da Agenda 2063 da União Africana, a “Estratégia Espacial Africana” e a “Estratégia Africana para a Economia Azul“.

O evento é organizado para fomentar o desenvolvimento de soluções transformadoras de ciência oceânica para construir uma economia azul próspera e promover um oceano sustentável em África.

São convidados a participar nesse hackathon online visionários de negócios, assistentes de marketing, gestores de projetos, educadores, desenvolvedores de web/app, designers UX/UI, empreendedores, desenvolvedores de produtos/serviços, especialistas e estudantes de campo marinho e costeiro, ambientalistas, cientistas de dados, meteorologistas, oceanógrafos, biólogos marinhos e outros indivíduos interessados no desejo de contribuir para o desenvolvimento de novos e alteradores de produtos e serviços com os seus conhecimentos e competências.

Aos partcipantes do #OceanChallenge4Africa terão os seguintes benefícios:

Prémio económico no valor de 11.000 USD

Programa de incubação virtual de 3 meses com SING SA

Pré-seleção da equipa vencedora para o Programa de Aceleração do OceanHub Africa

Um ano de acesso ao serviço de referência Copernicus da UE para dados ambientais

A oportunidade de apresentar o projeto vencedor como um “testemunho de utilizador de dados” durante um evento do Serviço Marinho Copernicus

Bilhetes virtuais para a SA Innovation Summit para todos os membros da equipa vencedora, mais um bilhete físico

As candidaturas vão até ao dia 22 de Março, onde podes submeter a tua clicando em aqui.

IGAPE prorroga concurso de privatização da Multitel

O Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE) estendeu o prazo de submissão de candidaturas para o concurso público de privatização referente à alienação da participação social de 90% na sociedade Multitel – Serviços de Telecomunicações, Lda., prorrogando até às 15h30 do dia 01 de Abril de 2022.

Segundo o que foi revelado, o prazo de submissão de candidaturas terminou no último dia 11 de Março de 2022, e onde o alargamento do prazo de candidaturas surge em função da necessidade de aumentar o tempo de preparação das condições dos requisitos exigidos e a obtenção de esclarecimentos necessários, em reconhecimento das dificuldades manifestadas por algumas das entidades interessadas em participar do concurso.

MAIS: Governo prorroga o concurso público internacional para exploração das redes da Angola Telecom

De informar que as contas apresentadas pela Multitel ao IGAPE, no último ano, apontavam para um volume de negócios de 2.446.260 kwanzas contra os 2.210.296 de kwanzas, de 2019, o que representa um aumento de 11%, mesmo num cenário de crise nacional e internacional.

A Multitel presta, entre outros, serviços de Internet, VPN e VSAT, além de outros ligados à infra-estrutura de Rede, Data Center e Cloud, Voz IP e Serviços Web.

São accionistas desta empresa, a PT Ventures, da Sonangol (40%), Angola Telecom  (30%), o Banco de Comércio e Indústria (20%)  e outros particulares (10%).

Guerra na Ucrânia: Empresas de tecnologia se posicionam na guerra e impõem sanções a Rússia

O YouTube Iinformou que vai intensificar as iniciativas para combater a desinformação na plataforma, onde vai remover qualquer vídeo que negue o trivialize a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Segundo o que revelado pelo site CNet, os conteúdos que serão bloqueados pelo YouTube são os vídeos que violem a política de negar, minimizar ou trivializar eventos violentos bem documentados, e onde a empresa admitiu que já removeu mais de mil canais e 15 mil vídeos relacionados com o atual conflito na Ucrânia.

De informar que o YouTube também já restringiu acesso em todo o mundo a órgãos de comunicação estatais russos como a RT e a Sputnik, suspendendo também anúncios publicitários com origem na Rússia.

MAIS: Esquemas de phishing e malware aumentam para tirar proveito da guerra

Sony suspendeu serviço de streaming na Rússia

A Sony Pictures Entertainment (SPE) suspendeu todas as suas operações na Rússia, decisão que resulta na interrupção de lançamentos de filmes no país e também na suspensão do serviço de streaming focado em animação japonesa – o Crunchyroll, informa o Variety

“Estamos ao lado das muitas empresas espalhadas pelo mundo que suspenderam as respetivas operações na Rússia e em apoio às iniciativas humanitárias atualmente em andamento na Ucrânia e região envolvente”, pode ler-se no e-mail do CEO da SPE, Tony Vinciquerra, enviado aos trabalhadores a justificar a decisão.

Recordar que a divisão de jogos da Sony, a PlayStation, também já suspendeu todas as operações em solo russo.

MAIS: Microsoft suspende operações na Rússia devido a invasão na Ucrânia

Instagram deixou de estar disponível na Rússia

O acesso ao Instagram foi oficialmente bloqueado na Rússia por decisão da entidade reguladora Roskomnadzor, anunciou o órgão de comunicação estatal russo TASS.

A rede social detida pela Meta teve o acesso bloqueado nesta segunda-feira, dia 14, e a decisão foi justificada por uma alegada disseminação de discurso de ódio contra utilizadores russos

O regulador Roskomnadzor já havia ameaçado tomar esta decisão na semana passada, tendo sido esta a reação depois de a Meta admitir que relaxaria a sua política contra discurso violento em relação ao exército russo.

Recordar que, além do Instagram, o Facebook e Twitter também não se encontram disponíveis para os internautas russos. Entretanto, o governo da Rússia sugere que os internautas se inscrevam em redes sociais nacionais, como é o caso da VKontakt e Odnoklassniki.

Nota oficial: o que está a causar as anomalias na rede UNITEL ?

Os últimos dias têm sido conturbados para os utilizadores da UNITEL, a maior operadora de telefonia móvel em Angola. Várias interrupções nos serviços, causando constrangimentos em grande escala.

A UNITEL convocou uma conferência de imprensa, para explicar o que se está a passar. Abaixo a nota de imprensa, com a explicação, na íntegra, sobre as falhas registadas:

Na sequência de uma anomalia no software da rede 3G, no passado dia 17 de Fevereiro, os serviços de VOZ, SMS e DADOS da UNITEL registaram perturbações por mais de 3 horas.
A perturbação levou à paralisação da transmissão entre os dois sistemas centrais de redundância, afectando assim os serviços acima descritos.

Tão logo a situação foi constatada, foram criados mecanismos para a mitigação do problema, tendo sido apresentado pelo fornecedor um novo software nos nós da rede 3G, planeado a ser implementado a partir do dia 02 de Março. Entretanto, um novo incidente foi registado nos dias 26 e 27 de Fevereiro ocasionando perturbações nos serviços de VOZ e SMS mas não efectando o serviço de DADOS. Conforme informado no dia 01 de Março, não foi encontrada ligação entre as duas ocorrências e foram criados os devidos procedimentos para que o tema fosse resolvido. Contudo, e apesar de todos os esforços empreendidos, até à data ainda não foi encontrada a causa desse evento.

Com a implementação da alteração do software a partir do dia 02 de Março, operação que careceu de presença física em cada um dos 6 nós da rede 3G, começaram a ser observados comportamentos erráticos da rede 3G que motivaram novas perturbações na rede de forma significativa no dia 05 de Março, ontem dia 10 e hoje dia 11.

Neste momento os grandes fornecedores da UNITEL na rede 3G, estão a dar suporte para que seja encontrada a origem e corrigido o problema. Apesar de ser improvável, uma vez que a UNITEL tem uma rede suficientemente segura, não está por agora descartada a possibilidade de existir actuação maliciosa.

A equipa da UNITEL está desde o dia 17 de Fevereiro, em alerta máximo. O principal fornecedor europeu dos sistemas centrais e o fornecedor americano dos nós de transmissão, estão a trabalhar em conjunto, para que seja encontrada uma solução. E alguns especialistas estão a caminho de Luanda, para que o problema seja concluído nos próximos dias.


A UNITEL operacionalizou já a compensação de 719.516 Clientes, afectados, dos Planos + de 1,3 e 7 dias e que não conseguiram usar os minutos e SMS do pacote, devido a sua expiração, aquando da perturbação da rede. Este procedimento de compensação ficará em vigor até que seja restabelecida a estabilidade dos sistemas.

Rússia cria a sua própria autoridade de certificação TLS para contornar as sanções

A Rússia criou a sua própria autoridade de certificação TLS (CA) confiável para resolver problemas de acesso a sites que se acumularam depois que as sanções impediram a renovação de certificados.

As sanções impostas por empresas e governos ocidentais estão a impedir que sites russos renovem certificados TLS existentes, fazendo com que os navegadores bloqueiem o acesso a sites com certificados expirados.

Os certificados TLS ajudam o navegador da Web a confirmar que um domínio pertence a uma entidade verificada e que a troca de informações entre o usuário e o servidor é criptografada.

As autoridades signatárias baseadas em países que impuseram sanções à Rússia não podem mais aceitar pagamentos para os seus serviços, e isso tem deixado muitos sites sem meios práticos para renovar certificados expirados.

Após a expiração de um certificado, navegadores da Web como Google Chrome, Safari, Microsoft Edge e Mozilla Firefox exibirão avisos de página inteira informando que as páginas são inseguras, o que pode afastar muitos usuários do site.

  • Uma autoridade doméstica

O estado russo  vislumbrou uma solução  em uma autoridade de certificação nacional para a emissão e renovação independente de certificados TLS.

“Ele substituirá o certificado de segurança estrangeiro se for revogado ou expirar. O Ministério do Desenvolvimento Digital fornecerá um analógico doméstico gratuito. O serviço é prestado a pessoas jurídicas – proprietários de sites mediante solicitação em 5 dias úteis”, explica o portal russo de serviços públicos, Gosuslugi.

No entanto, para que as novas Autoridades de Certificação (CA) sejam confiáveis ​​pelos navegadores da Web, elas primeiro precisam ser examinadas por várias empresas, o que pode levar muito tempo.

Actualmente, os únicos navegadores da Web que reconhecem a nova CA da Rússia como confiável são o navegador Yandex baseado na Rússia e os produtos Atom, então os usuários russos são instruídos a usá-los em vez do Chrome, Firefox, Edge, etc.

Os sites que já receberam e estão a usar esses certificados fornecidos pelo estado incluem Sberbank, VTB e o Banco Central da Rússia.

A mídia russa também está a circular uma lista com 198 domínios que supostamente receberam um aviso para usar o certificado TLS doméstico, mas, por enquanto, o seu uso não é obrigatório.

MAIS: Lumen, empresa fornecedora de Internet, decidiu abandonar a Rússia

  • Uma proposta problemática

Os usuários de outros navegadores, como Chrome ou Firefox, podem adicionar manualmente o novo certificado raiz russo para continuar a usar sites russos que apresentam o certificado emitido pelo estado.

No entanto, isso levanta a preocupação de que a Rússia possa abusar de seu certificado raiz CA  para realizar interceptação de tráfego HTTPS e ataques man-in-the-middle. Esse abuso acabaria por levar à adição do novo certificado raiz à lista de revogação de certificados (CRL).

Isso tornaria esses certificados domésticos inválidos e o Chrome, Edge e Firefox bloqueariam o acesso a qualquer site que os usasse.

As autoridades de certificação devem ser universalmente confiáveis. No entanto, como a Rússia actualmente não desfruta de nenhum nível de confiança, é improvável que os principais fornecedores de navegadores os adicionem aos seus repositórios de certificados raiz.

A Rússia tomou algumas  medidas drásticas  para diminuir o impacto das sanções ocidentais na sua economia. Muitos presumiram que chegou a hora de cortar os laços com a internet global e empurrar os seus internautas para o “Runet”.

Em resposta a esses rumores, o Ministério russo de Tecnologias Digitais  negou categoricamente  que haja um plano para desligar a internet de dentro em um comunicado partilhado com agências de notícias locais.

Moçambique: Starlink vem para melhorar os serviços de internet no país

O acesso à internet e a expansão da banda larga em Moçambique vai melhorar com a entrada em funcionamento da operadora Starlink, que é especializada mundialmente na prestação de serviços via satélite, informa o Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM).

Segundo Tuaha Mote, Presidente do Conselho da Administração do INCM, os serviços oferecidos pela Starlink vai melhorar definitivamente a conectividade dos cidadãos moçambicanos, no sector das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). Para Mote, essa parceria com a empresa americana permitirá o acesso à internet com alta capacidade de fazer dowloand/upload com melhor qualidade e diversas opções.

A instituição tem vindo a trabalhar para garantir a expansão, modernização e diversificação dos serviços de telecomunicações. É perseguido estes objectivos e cientes dos desafios que o país tem para conectar mais cidadãos às tecnologias digitais, que estamos a buscar parcerias, a atrair investimentos, ao nível nacional ou internacional e a SPACEX entra no leque deste esforço “, disse o PCA.

Falando na apresentação da parceria, Tuaha Mote informou ainda que os serviços de satélite vão garantir uma comunicação de emergência em distritos mais isolados, não esquecendo que Moçambique é propenso a catástrofes naturais.

MAIS: Moçambique: Registados 50 mil casos de burlas e fraudes nas telecomunicações em quatro meses

Por outro lado, Ryan Goodnight, Director da Starlink para África, no mesmo evento, agradeceu a INCM pela confiança, rapidez, transparência e eficiência em responder ao pedido formulado pela empresa.

De informar que o tempo relativamente reduzido do processo de atribuição de licenças no sector das Comunicações em Moçambique, que está disponível na carta de serviços do INCM, torna Moçambique no primeiro páis africano a operar os serviços fornecidos por esta entidade, como resultado da sua flexibilidade regulatória.

Uma das grandes apostas da Starlink é fornecer uma banda larga ultra rápida para o continente africano até ao final de 2022, o que permitirá a expansão para um maior número de pessoas e locais, com destaque para as zonas rurais e outras não servidas.

 

Africell acusa Unitel de “extorsão” na partilha das infraestruturas

A operadora de telefonia móvel Africell está a acusar a Unitel de “extorsão”, pôr cobrar preços muito altos no acesso a infraestruturas, cuja a partilha está definida por lei, revela o Jornal Expansão, na sua edição mais recente.

Segundo o que informa o periódico nacional, essa atitude da Unitel já fez com que a Africell Africell falha-se o arranque da comercialização duas vezes – era para ser o ano passado, passou para Fevereiro deste ano e, agora, aponta a Abril.

O Governo angolano disse que não haveria problemas com o acesso a infra-estruturas e estávamos à espera dessa partilha com a Unitel. Mas as negociações para essa partiha não correram bem, pois a Unitel tentou literalmente extorquir-nos com preços incomportáveis“, disse uma fonte da Africell ao Expansão.

 “Depois há outra questão, algumas das poucas infra-estruturas que se predispunham a partilhar são hoje muito antiquadas, têm má qualidade e apenas permitem, por exemplo, instalar equipamentos de uma só operadora. Como a Unitel praticamente não tinha concorrência, não fizeram os investimentos necessários para melhorar essas infra-estruturas. Foi frustrante. Acabámos por investir muito dinheiro para conseguirmos instalar as nossas infra-estruturas próprias“, admitiu a fonte.

Ainda falando ao jornal, o declarante diz que a  “Unitel tentou, por esta via, dificultar ao máximo o acesso a infra-estruturas, para parar a concorrência. Tentaram impedir-nos de entrar no mercado angolano. Parece que têm receio da concorrência, mas a história mostra-nos que a concorrência é sempre positiva“.

MAIS: [RUMOR] 95 SERÁ O INDICATIVO TELEFÓNICO DA AFRICELL EM ANGOLA, E COMEÇA A OPERAR EM ABRIL PRÓXIMO!!!

Para contrariar as revelações, a Unitel dismentiu a versão dos responsáveis da Africell, revelando que a partilha de infra-estruturas está regulada pelo regime jurídico do Decreto Presidencial n.º 166/14 de 10 de Julho, alegando ter rejeitado a partilha no dia 27 de Setembro de 2021, de acordo com o artigo 18, alínea a) “onde a recusa da partilha em causa seja técnica e fisicamente inviável“.

Esta rejeição, de acordo com a operadora Unitel, surgiu quase dois meses depois de a Africell lhes ter solicitado (a 30 de Julho de 2021) “para verificar se tinha sites [pontos de transmissão] em 100 pontos geográficos de Luanda para a devida partilha. Para conclusão da especificação do que pretendiam colocar, só no dia 23 de Agosto de 2021 a Africell conclui sobre a especificação do equipamento a implementar nas torres da Unitel, nomeadamente o peso do equipamento, bem como da energia necessária e o espaço necessário“.

Em comunicado, Unitel revela que a 15 de Outubro de 2021, e “conforme carta de manifesto de desagrado ao CEO da Africell, a Unitel deu referências de preços alinhados com a região, nomeadamente com os TowerCo internacionais, mormente Helios Towers e IHS, bem como indicações a nível do mercado nacional onde a Unitel aluga sites“, refutando, assim, a acusação da Africell sobre a aplicação de “preços não justificáveis“.

Dream VC lança programas de bolsas para aspirantes a investidores em África

A Dream VC, uma pequena equipa de jovens investidores, construtores de ecossistemas e fundadores de tecnologia, está lançado um programa de bolsas para aspirantes a investidores em todo o continente africano, tendo como base o crescimento económico acelerado de África, visto nos últimos tempos e que tem atraído mais investidores internacionais.

Segundo o que foi revelado, para o ano de 2022, o Dream VC trás à arena pública o  lançamento de dois novos programas, com o objetivo de formar mais de 50 futuros investidores para o continente, visto que foi detectada um enorme fosso entre as “soluções de financiamento caseiro” e o financiamento para “startups domésticas” em quase todos os países de África.

Para o grupo, que tornou-se uma comunidade próspera e com presença actual em mais de 12 países, a maioria dos investidores atualmente ativos no nosso continente são estrangeiros (norte-americanos e europeus), onde o seu programa vai ensinar os bolseiros a partir de um ensino imersivo de 0 a 100 conhecimentos sobre o espaço Venture Capital (VC), cobrindo tudo, desde Deal Sourcing e Due Diligence, até às variadas formas de os VCs adicionarem valor e apoiarem empresas ao longo do seu investimento, explorando temas complicados como a Syndication, os investimentos anjos, bem como as legalidades de criar fundos de VC ou Grupos Angel para investir em startups africanas.

O primeiro programa, Launch in Venture Capital, decorrerá durante 14 semanas, de Junho de 2022 a Setembro de 2022, e é um curso fundamental de crash em VC para jovens profissionais que trabalham com menos de cinco anos de experiência profissional a tempo inteiro.

MAIS: Microsoft anuncia investimento de 500 milhões de dólares para as startups africanas

Os bolseiros que participarem no Lançamento do Dream VC em VC terão acesso a sessões de formação semanais ao vivo e gravadas e atribuições de projetos que emulam o trabalho real realizado por analistas e associados do VC.

Os bolseiros também participarão em workshops de envolvimento, interagirão com analistas e associados de VC focados em África e associados em misturadores de redes descontraídos, e beneficiarão de módulos abrangentes de desenvolvimento de carreiras especificamente sobre como entrar na indústria de VC.

O segundo programa, Investor Accelerator, visa ajudar a lançar ou acelerar as carreiras experientes de operadores experientes, fundadores, profissionais de trabalho e entusiastas africanos interessados em catapultar para o Venture Capital Investment World como investidores, startups ou construtores de ecossistemas.

Este rigoroso e imersivo programa será lançado em Junho de 2022 em simultâneo com o programa Launch into VC, mas irá decorrer durante 20 semanas até ao final de Outubro de 2022.

Os candidatos para os dois programas podem fazer a sua inscrição até às 23:59 GMT do dia 1 de maio, onde podem saber mais sobre os dois programas clicando em aqui.

De acordo ainda com a nota, é esperado que os programas sejam extremamente competitivos, por isso os potenciais companheiros são altamente encorajados a candidatar-se mais cedo.