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MTN recebe aprovação final operar serviço Momo Payment Service Bank Ltd na Nigéria

A empresa multinacional sul-africana que atua no mercado de telecomunicações MTN recebeu confirmação do Banco Central da Nigéria (CBN) para operacionalizar o serviço Momo Payment Service Bank Limited (Momo PSB), em todo o território do país.

A informação foi revelada em um comunicado emitido por Uro Ukpanah, Secretário da multinacional, com a legenda “The CENTRAL BANK OF NIGERIA GRANTS FINAL APPROVAL for MOMO PAYMENT SERVICE BANK LIMITED TO COMMENC OPERATIONS“.

Com essa aprovação, a MTN Nigéria junta-se a Airtel Africa, duas das maiores empresas de telecomunicações do país, que receberam a “Aprovação em Princípio” (AIP) do Banco Central da Nigéria para funcionarem como Bancos de Serviços de Pagamento.

“A MTN Nigéria Communications Plc (MN Nigéria) confirma a receção de uma carta recente de 8 de abril de 2022 da CBN dirigida à Momo PSB expressando a autorização final para iniciar as operações“, pode se ler no comunicado da MTN.

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“A data de início será informada ao CBN de acordo com os seus regulamentos“, acrescenta o comunicado, sem especificar quando começarão as operações.

“A MTN Nigéria sublinha a sua dedicação às agendas de inclusão financeira da CBN e da República Federal da Nigéria, e estamos entusiasmados com esta oportunidade de ajudar na sua implementação“, finaliza o documento.

De informar o principal objetivo do CBN em dar licenças de PSB, de acordo com as normas bancárias apex, é aumentar a inclusão financeira no país, principalmente nas regiões rurais e facilitar as transações.

Espera-se que essas duas operam em zonas rurais e em locais onde os nigerianos não têm acesso aos serviços bancários. Nas zonas rurais, estão também mandatados para fornecer pelo menos 50% de pontos de entrada físicos (por vezes conhecidos como quiosques).

Como identificar notícias falsas na internet

Graças à Internet, temos acesso a uma quantidade imensurável de informações. Por isso, muitas vezes é difícil colocar ordem e detectar o que é verdade e o que não é. Muitas pessoas acreditam em notícias falsas, independentemente da idade ou status social.

Todos nós já fomos impactados com manchetes como “Cientistas holandeses provam que o coronavírus não existe”, “Pessoas não vacinadas mantidas em campos de concentração na Austrália”, ou “Agulhas infectadas pelo HIV colocadas em poltronas de cinema”. Esses exemplos de mitos estão a se espalhar pela web mundialmente e são hoje conhecidos como “notícias falsas”, do termo em inglês “fake news”.

  • Encontre a fonte de informação

A primeira coisa que você deve fazer é verificar de onde vem a informação. Pode haver várias opções. É importante entender que mesmo a mídia mais respeitável e relevante pode publicar absurdos, na verdade, todas as principais, como BBC, The New York Times e Paris Match, cometeram mais de um erro. Esta etapa de verificação é principalmente necessária para filtrar fontes determinadas como “definitivamente não confiáveis”. Esse tipo de indicação pode ser dado a notícias humorísticas (mesmo os jornalistas mais sérios às vezes acreditam em notícias falsas) e aquelas mensagens estranhas que recebemos no WhatsApp.

  • Procure links da fonte original

Qualquer informação que pretenda ser confiável deve conter links para as fontes primárias, você não deve confiar em nenhum artigo ou publicação que não contenha referências e links da origem do fato. Portanto, o próximo passo é verificar os links. Tudo depende do contexto. Por exemplo, se um texto descreve um evento no exterior, ele deve conter links para publicações locais no idioma original. Caso contrário, como os autores descobriram sobre este acontecimento? Referências a publicações oficiais ou estudos científicos também são um bom sinal de credibilidade.

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  • Confira os fatos específicos

Qualquer texto, vídeo ou áudio tem fatos particulares que podem ser verificados por outras fontes. Muitas vezes, é sobre nomes, datas, localizações geográficas, dados científicos, etc. Essas informações podem ser verificadas com uma rápida pesquisa na Internet. As próprias empresas de mecanismos de busca lhe dão mais informações sobre todos os recursos das pesquisas mais complexas.

  • Descubra as intenções da fonte

As três primeiras dicas estão relacionadas à verificação de factos, mas além disso, o tom com o qual as informações são apresentadas é importante. Mesmo que os autores não espalhem mentiras, a ênfase certa e os factos cuidadosamente selecionados em um artigo podem distorcer a imagem e influenciar a sua opinião. Portanto, é útil considerar as intenções ou linha editorial do conteúdo, isso irá ajudá-lo a pesar as informações que você recebe de forma mais objectiva.

  • Preste atenção aos detalhes

Se os factos básicos parecerem coerentes, preste atenção aos detalhes: imagens, citações, termos e uso frequente de superlativos. Vamos abordar cada ponto separadamente:

  • As imagens podem ser modificadas com o uso do Photoshop e outras ferramentas de edição. Para ver se uma imagem foi alterada, tente procurar a imagem original com pesquisa de imagem do Google.
  • Muitas vezes as citações são retiradas do contexto, como aconteceu recentemente com esta citação do Fórum Econômico Mundial: “Você não terá nada e será feliz”. Mesmo uma rápida busca na internet apenas com as primeiras palavras, geralmente, você terá acesso ao panorama completo que possibilitará o entendimento do contexto completo que certo assunto foi debatido.
  • Os autores podem usar muitas palavras “inteligentes” para confundir o leitor, especialmente em textos relacionados à ciência. Não seja preguiçoso: procure os significados dos termos que são fundamentais para entender o material. Você não precisa procurar publicações especializadas para saber que elas estão a mentir para você; um par de cliques e uma visita à Wikipédia são geralmente suficientes.
  • “Esta é a lei mais importante da história” ou “Antes de você, o político mais honesto” são alguns exemplos do uso de superlativos. Em abundância, eles podem ser uma bandeira vermelha. As chances são de que os autores estão a tentar convencê-lo ou vender algo.

Mas nem todas as notícias falsas são mentiras intencionais, muitas vezes surgem devido a erros comuns. Qualquer um pode acreditar em notícias falsas, como regra geral, nem o ensino superior e nem a experiência de vida nos protegem completamente contra isso. Então não deixe de verificar as informações, se não todas, pelo menos aquela que realmente impacta a sua vida.

UNITEL demarca-se da informação que dá conta que empresa não tem condições de partilha nos sites

A operadora de telefonia móvel UNITEL demarcou-se das informações que dão conta que a empresa “não tem condições de partilha nos sites, que se recusou partilhar em Luanda“, palavras do Director-Geral da empresa em uma entrevista ao jornal Valor Económico, na sua edição imprensa mais recente.

Segundo o comunicado oficial da operadora, na qual a redacção da MenosFios teve acesso, a UNITEL diz que não se revê nas palavras acima, e que “não tem responsabilidade sobre as interpretações que tal publicação poderá implicar, esclarecendo desde já que a partilha de infraestrutura está regulada pelo regime jurídico do Decreto Presidencial n° 166/14 de 10 de Julho e como definido no artigo 18“, onde a mesma “confere a possibilidade de recusa quando a recusa da partilha em causa seja técnica e fisicamente inviável“.

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Ainda na nota, a principal operadora do país acrescenta que “recusou o pedido de 100 sites solicitados pelo novo operador(Africell) para Luanda apenas por inviabilidade técnica desses locais e equipamento técnico que pretendiam instalar“, finalizando ainda que “tem disponibilidade de partilhar sites, essencialmente fora de Luanda, mas terá sempre que avaliar a viabilidade e o custo em caso de incremento ou alteração terá que ser aceite, não podendo nós simplesmente aceitar que o preço nos seja imposto de acordo com o que a Africell pretende ou invoca sem que observemos estas condicionantes“.

De informar que esse comunicado vem depois que o jornal Valor Económico ter feito uma matéria em resultado de uma entrevista com o Director-Geral da UNITEL, Miguel Geraldes, e fazer a manchete do artigo com o seguinte texto: “UNITEL não tem condições de partilha nos sites, que se recusou partilhar em Luanda“.

No referido artigo, o semanário angolano diz que “numa altura de alguma agotação do mercado, forçada pela entrada de uma nova operadora o Director-Geral da UNITEL defende que a empresa tem a obrigação de manter a liderança do mercado. Em entrevista respondida por email, Miguel Geraldes apresenta também as razões pelas quais a empresa que dirige não está a partilhar as suas infra-estruturas com a Africell“.

Lucros da Google caem no trimestre enquanto Microsoft acelera em todas as frentes

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É com muitos algarismos que se fazem as contas de resultados da Google e da Microsoft e quase sempre com indicadores a subir, mas desta vez a Google não fez o pleno e os lucros caíram. Ambas as empresas admitem o impacto da guerra da Ucrânia nas operações.

Microsoft e Google apresentaram resultados trimestrais e ambas começam o ano a crescer nas vendas, embora a Microsoft tenha mais motivos para sorrir que a Google, com número abaixo das expetativas dos analistas e lucros a cair.

A Google fechou o trimestre que terminou em março com receitas de 68 mil milhões de dólares, mais 23% que nos primeiros três meses de 2021, ano em que a empresa ultrapassou pela primeira vez a barreira dos 200 mil milhões de dólares em receitas para o ano completo. No último ano fiscal, as receitas da Alphabet alcançaram os 257 mil milhões de dólares.

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Os lucros do grupo, no entanto, caíram no período em análise para os 16,4 mil milhões, depois de em igual altura do ano passado terem ficado nos 17,9 mil milhões de dólares. A empresa explica a descida com o aumento das despesas e com um abrandamento na angariação de receitas de publicidade através do YouTube, embora este indicador tenha crescido 14% no período. A guerra na Ucrânia desacelerou o investimento publicitário na Europa, admitiu a empresa, que também aponta a rentabilidade mais baixa de alguns investimentos no trimestre, como causa para a queda dos lucros.

Ainda assim, o negócio da publicidade continua a ser o motor da Alphabet. As receitas associadas totalizaram 54 mil milhões de dólares, somando os ganhos em todas as plataformas do grupo, mas foi ao crescimento da atividade nas pesquisas e na cloud que Sundai Pichar, CEO do grupo, preferiu dar destaque no anúncio de resultados da empresa.

Numa conferência com analistas, o responsável também mostrou que os esforços da empresa para não perder terreno para o TikTok, numa das suas “galinhas de ovos de ouro”, o YouTube, estão a dar frutos. Entre janeiro e março, o YouTube Shorts terá conseguido somar 30 mil milhões de visualizações diárias, quatro vezes mais que há um ano, revelou o responsável.

EUA querem informações de seis russos acusados de ciberataques

O Departamento de Estado dos Estados Unidos oferece uma recompensa de 10 milhões de dólares por informações de seis agentes dos serviços de inteligência russos pela participação num ataque informático contra infraestruturas norte-americanas em 2017, foi comunicado terça-feira.

Os agentes das Forças Armadas russas são identificados como Yuriy Sergeyevich Andrienko, Sergey Vladimirovich Detistov, Pavel Valeryevich Frolov, Anatoliy Sergeyevich Kovalev, Artem Valeryevich Ochichenko e Petr Nikolayevich Pliskin.

Numa nota oficial, Washington acusa-os de terem participado “numa conspiração que implantou programas informáticos maliciosos (…) para o benefício estratégico da Rússia através de acesso não autorizado” aos computadores das empresas afetadas.

O ataque informático, ocorrido em junho de 2017 com o programa conhecido como NotPelya, danificou computadores em hospitais e centros médicos do sistema de saúde Heritage Valley, no oeste da Pensilvânia, bem como um grande fabricante farmacêutico norte-americano.

As perdas provocadas pelo ataque foram de 1.000 milhões de dólares.

Todos os acusados trabalham para a Diretoria Principal de Inteligência do Conselho Geral das Forças Armadas da Federação Russa.

Netflix planeia oferecer 50 jogos até ao final de 2022

Apesar da queda no número de subscritores e de um ‘corte’ em projetos de animação, a Netflix planeia continuar a focar-se na indústria dos videojogos e, alegadamente, planeia oferecer perto de 50 jogos aos membros do serviço até ao final de 2022.

Os utilizadores da Netflix têm neste momento acesso a 18 jogos, o que significa que nos próximos oito meses a empresa planeia lançar perto de 30 jogos para os membros do serviço.

Recordar que a Netflix tem adquirido também alguns produtores de videojogos nos últimos meses, nomeadamente a Next Games, a Boss Fight e ainda a Night School Studio.

BAD vai disponibilizar 9 milhões de euros para as startups africanas

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) vai disponibilizar 9,8 milhões de euros para “ajudar investimentos em capital de risco em startups africanas, desde a fase de criação até ao crescimento”, disse a instituição bancária em nota oficial.

Segundo o que foi revelado, 7 milhões desses valores serão suportados pelo BAD e 2,8 milhões pela União Europeia, por intermédio de uma parceria com a Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico.

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O incentivo económico vai ser para ajudar o Fundo de Inovação e Investimento Cathay-AfricInvest a garantir 110 milhões de euros para investir em mais de 20 iniciativas tecnológicas em toda a África Subsaariana, que vão se focar nas áreas de inclusão financeira, retalho e plataformas logísticas.

“A Aprovação do banco é mais um marco na implementação do programa Boost África e da sua parceria com a UE, a OACPS e o Banco Europeu de Investimento“, disse Stefan Nalletamby, Director do BAD para o Desenvolvimento do Sector Financeiro, citado no documento.

De referir ainda que esse investimento do BAD “vem para acelerar a criação de uma nova classe de empresários africanos de sucesso, que vão servir de modelo para os inovadores mais jovens“, finaliza o documento.

 

Unitel anuncia a 4ª edição das bolsas de estudo do programa mulheres para o futuro

A operadora de telefonia móvel UNITEL lançou ontem(26) a 4ª edição do Programa de Bolsas de Estudo “Mulheres para o Futuro” referente ao ano académico 2022/2023, programa que se enquadra na estratégia de Responsabilidade Corporativa da empresa, bem como visa contribuir para a promoção da igualdade do género nas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) em Angola.

Para essa actual edição, vão estar disponíveis 50 bolsas de estudo, para mulheres entre os 18 e os 25 anos idade, que pretendam matricular-se ou que já estejam a frequentar o ensino superior nas seguintes áreas de formação:

  • Engenharia Electrotécnica e Telecomunicações
  • Engenharia de Informática
  • Engenharia de Telecomunicações
  • Engenharia Electromecânica
  • Ciência da Computação
  • Engenharia de Redes
  • Engenharia Mecatrónica
  • Engenharia Electrónica

Segundo a nota oficial do evento, na qual a redacção da MenosFios teve acesso, as bolsas de estudo serão atribuídas para a frequência em instituições de Ensino Superior legalmente reconhecidas pelo Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, e cobrirá anualmente a matrícula, inscrição e propina, conferindo igualmente à bolseira um valor para gastos gerais (alimentação, transporte e livros). As beneficiárias contarão ainda, com o suporte de um mentor UNITEL durante a vigência da bolsa, para orientação de estudos e carreira.

Após o término dos estudos, as bolseiras que obtiverem bom aproveitamento (média final de, no mínimo 16 valores) estarão habilitadas para o programa TOP STUDENTS da empresa (6 meses de estágio remunerado). As estudantes que terminarem o estágio com aproveitamento de 75% ou acima, beneficiarão de um contrato de trabalho.

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As candidatas devem reunir os seguintes requisitos:

  • Ter nacionalidade angolana;
  • Ter até 25 anos de idade;
  • Não estar ou ter estado vinculada como bolseira de outras instituições, quer sejam públicas ou privadas;
  • Ter no mínimo 14 valores de média final tanto para o ensino médio bem como no exame de admissão à Universidade. Se já tiver iniciado os estudos em uma instituição de ensino superior, também deverá ter uma média de, no mínimo, 14 valores;
  • Não ser detentora de bacharelato ou licenciatura;
  • Ser candidata e/ou frequentar cursos universitários em instituições acreditadas na República de Angola e nas áreas referenciadas acima.

As candidaturas deverão ser enviadas para o email [email protected] ou entregues numas das Lojas indicadas no site da UNITEL (www.unitel.ao), com os seguintes documentos:

1º Finalista do Ensino Médio:

  • CV actualizado
  • Formulário preenchido
  • Cópia de B.I
  • Cópia do NIF (caso tenha disponível)
  • Declaração de notas do ano anterior;
  • Certificado de notas do Ensino Médio e nota do exame de admissão (apresentar até ao dia 12 de Agosto)

 

2º Ensino Médio concluído:

  • CV actualizado
  • Formulário preenchido
  • Cópia de B.I
  • Cópia do NIF (caso tenha disponível)
  • Certificado de notas do Ensino Médio
  • Nota do exame de admissão (apresentar até ao dia 12 de Agosto)

 

3º Frequência do Ensino Superior

  • CV actualizado
  • Formulário preenchido
  • Cópia de B.I
  • Cópia do NIF (caso tenha disponível)
  • Nota do exame de admissão (frequência do 1º ano)
  • Declaração de notas dos anos anteriores (2º,3º e 4º ano)
  • Notas do ano em curso (apresentar até ao dia 12 de Agosto)

Para mais informações sobre o programa click em aqui.

Compra do Twitter por Elon Musk pode ameaçar liberdade de imprensa

A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), maior organização mundial da profissão, condenou hoje o projeto de aquisição do Twitter por Elon Musk, vendo na operação uma ameaça à liberdade de imprensa.

A aquisição, que já teve ‘luz verde’ do Conselho de Administração da rede social, “ameaça o pluralismo e a liberdade de imprensa e cria um terreno favorável à desinformação“, afirma a federação, que representa 600.000 jornalistas de 187 sindicatos e associações em 146 países.

Elon Musk, CEO da Tesla e do grupo aerospacial SpaceX, “é conhecido por desde há muito criticar as políticas de moderação de conteúdos do Twitter e pediu regularmente que a rede social fosse menos regulamentada“, indicou em comunicado a federação, com sede em Bruxelas.

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A compra do Twitter, que tem mais de 400 milhões de utilizadores em todo o mundo, “significa que passará a ser detido por uma única pessoa em vez de ter vários acionistas“, afirmou a FIJ, manifestando preocupação com esta concentração de poder.

A FIJ também teme que uma menor moderação de conteúdos possa “aumentar a desinformação e ameaçar o jornalismo de qualidade“.

“Estamos preocupados com o facto de os planos de Elon Musk para o Twitter irem na direção errada, exacerbando as possibilidades de atacar os jornalistas e ameaçar o anonimato dos utilizadores“, apontou o secretário-geral da FIJ, Anthony Bellanger, citado no comunicado.

O Twitter anunciou na segunda-feira que aceitou a proposta de compra do empresário Elon Musk no valor de 44 mil milhões de dólares, cerca de 41 mil milhões de euros.

Elon Musk, o homem mais rico do mundo, ofereceu inicialmente 43 mil milhões de dólares pela empresa, dizendo depois que tinha assegurado um financiamento de 46,5 mil milhões de dólares para a aquisição.

Cabo Verde vai alargar seu programa de videovigilância

O Governo cabo-verdiano prevê alargar o programa “Cidade Segura”, baseado num sistema de videovigilância do espaço público, à localidade do Tarrafal, no extremo norte de ilha de Santiago, anunciou o primeiro-ministro.

“Tarrafal é o próximo município a acolher o programa Cidade Segura, à semelhança da Praia [ilha de Santiago], São Vicente, Sal e Boa Vista“, anunciou o chefe do Governo, Ulisses Correia e Silva, depois de participar, na segunda-feira, nas comemorações do 105.º aniversário da criação daquele município, um dos mais turísticos do arquipélago.

Este sistema de videovigilância, inicialmente instalado na Praia, operado pela Polícia Nacional e que em 2020 foi alargado a mais quatro cidades nas ilhas de São Vicente, Sal e Boa Vista, permitiu prevenir cerca de 2.000 potenciais ocorrências em 2019 na capital, segundo dados anteriores do Governo.

De acordo com a informação do ministro da Administração Interna de Cabo Verde, Paulo Rocha, em fevereiro de 2020, antes dos efeitos da pandemia de covid-19, as mais de 300 câmaras de videovigilâncias instaladas na Praia registaram ainda 2.900 ocorrências “consumadas” e que foram tratadas posteriormente pela Polícia Nacional.

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Na Praia, este sistema funciona durante 24 horas e é operado por 32 agentes policiais, em turnos de seis horas.

“Em 2019, com recurso às imagens das câmaras de videovigilância, a Polícia Nacional conseguiu antecipar e prevenir cerca de 2.000 potenciais ocorrências. Digo prevenir porque são casos em que a intervenção precoce da Polícia Nacional permitiu que muitas delas degenerassem, evitando assim a consumação de ocorrências“, disse o ministro.

O governante sublinhou que o sistema de videovigilância que funciona na Praia, no âmbito do programa Cidade Segura, financiado pelo Governo chinês, tem permitido uma intervenção preventiva “rápida e célere” por parte da Polícia Nacional.

A segunda fase do projeto Cidade Segura foi financiada integralmente, ao nível dos equipamentos e serviços tecnológicos, pelo Governo da China, com quase 12 milhões de euros.

A segunda fase, lançada em 2020, envolveu o reforço do sistema em funcionamento na Praia (ilha de Santiago, Sul) desde junho de 2018 com cerca de 300 câmaras de videovigilância, e o alargamento à área da cidade do Mindelo (300 novas câmaras), na ilha de São Vicente, às cidades de Espargos e Santa Maria (total de 112 novas câmaras), na ilha do Sal, e à cidade de Sal Rei (60 novas câmaras), na ilha da Boa Vista.

Toda a componente tecnológica do projeto é garantida pela multinacional chinesa Huawei, cabendo ao Estado cabo-verdiano a construção, com verbas do Orçamento do Estado, dos centros de comando, que operam, com agentes da polícia, a rede de videovigilância.