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Sexta-feira, Abril 24, 2026
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Portal do Munícipe em risco devido a falta de internet e energia nas localidades

Previsto no Plano Nacional de Desenvolvimento 2018-2022, o Portal do Munícipe (PM) pode encontrar barreiras na aplicação em várias localidades do interior do país devido a falta de infra-estruturas, nomeadamente a falta de internet e energia eléctrica.

Essa informação foi prestada pela secretária de Estado das Finanças para o Orçamento e Investimentos Públicos, Aia-Eza da Silva, onde admitiu que a implementação do Portal do Munícipe (PM) pode representar “um grande desafio porque a internet ainda não chega a todo o país”.

Falando aos jornalistas, Aia-Eza da Silva indicou as vantagens da desconcentração das competências dos órgãos centrais para as administrações municipais e alavancou o grande papel que representa o Portal do Munícipe, no sentido de dar resposta à autonomia no âmbito  das autarquias locais.

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A secretária de Estado diz que “o Portal do Munícipe é uma ferramenta que depende da internet para funcionar”, por isso reconhece os desafios e lamenta que “a internet ainda não seja uma realidade em todo o país”.

Aia-Eza da Silva acrescenta ainda que a um grande problema  concernente a energia eléctrica nos municípios e comunas, mas mesmo assim garante que o instrumento “está instalado em quase todas as 164 sedes municipais e em algumas comunais”, porque “o objectivo é a disseminação das cobranças e a realização de despesas locais”, por via do procedimento digital.

A governante exemplificou com o município de Viana, em Luanda, cuja administração passou “de uma arrecadação mínima para uma maior, porque o novo administrador deixou que o Portal funcionasse”. Por isso, entende que, “se todos os administradores assim o fizerem, os ganhos serão maiores no tratamento de assuntos locais”.

 

Africell confirma projecto de montagem de telemóveis na RDC

A operadora de telecomunicações africana Africell anunciou o lançamento de um projecto piloto de montagem de telemóveis numa instalação especializada da “Industry Five” na capital da República Democrática do Congo (RDC), Kinshasa.

A empresa tem como objectivo montar até 30.000 do seus telemóveis próprios denominados Afriphone na RDC a partir de janeiro de 2022, e aproveitar as instalações da construtora.

A Africell and Industry Five esperam que o primeiro lote de Afriphones fabricados na RDC estejam prontos em fevereiro de 2022. A disponibilidade dos dispositivos está sujeita a testes de padrões de desempenho rígidos antes da distribuição para a população de mais de 90 milhões do país.

Após a fase inicial, a empresa informou que a produção aumentará e que até meio milhão de aparelhos Afriphones poderão ser montados nos próximos 12 meses. A empresa disse que os técnicos locais altamente treinados irão montar os dispositivos no local com a ajuda de robôs colaborativos.

Segundo a empresa, o processo produtivo também pode ser descentralizado, pois as futuras actividades técnicas poderão ocorrer nas unidades de Bandundu, Goma ou Lubumbashi.

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A empresa disse que a decisão de começar a montar Afriphones na RDC reflete um compromisso mais amplo da Africell e da Industry Five em desenvolver o mercado regional, e que as instalações da Industry Five na RDC também devem produzir uma gama crescente de dispositivos, incluindo tablets, laptops, alta servidores de desempenho e soluções de armazenamento de dados.

Sam Williams, Director de Comunicações do grupo Africell disse: “O nosso negócio de rede móvel deve ser uma plataforma de crescimento e inovação. Isso se aplica tanto aos clientes que usam os nossos serviços quanto aos parceiros e fornecedores com os quais oferecemos nossos os serviços aos clientes. Ao montar Afriphones na RDC, estamos a estimular a inovação da cadeia de suprimentos e fazer uma aposta de longo prazo que pode transformar a economia das provisões móveis em nossos mercados operacionais africanos.”

O presidente do Industry Five Group, JP Folsgaard Bak, detalha as vantagens associadas à iniciativa. “Esta iniciativa desafia uma visão comum de que a única forma viável de colocar os telemóveis nas mãos dos consumidores africanos é importá-los prontos para uma caixa. Em vez disso, estamos a investir na força de trabalho e nas instalações que levarão uma seção importante da cadeia de abastecimento para o solo africano. As vantagens incluem a criação de empregos, preços mais competitivos e um sector de telefonia móvel na RDC que é mais capaz de resistir a choques globais de abastecimento.”

Google lança plataforma de pesquisas para jornalistas e investigadores

A Google acabou de lançar recentemente a Pinpoint, plataforma essa que vai dar aos jornalistas e investigadores a possibilidade de localizarem mais rapidamente nomes de pessoas, organizações ou locais em centenas de ficheiros, funcionando como uma espécie de “Ctrl+F” numa maior escala.

De acordo com o comunicado da empresa, a Pinpoint consiste na segunda fase do projecto Journalist Studio, que consiste em uma suíte de ferramentas da Google concebida para jornalistas, mas também para quem é investigador, e que recorre a tecnologias como inteligência artificial.

O Pinpoint é uma ferramenta de pesquisa que permite navegar mais facilmente por vastos conjuntos de documentos, ajudando encontrar toda a informação necessária.

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Na mesma nota, a tecnológica de Mountain View diz que a Pinpoint dá aos jornalistas a possibilidade de localizar mais rapidamente nomes de pessoas, organizações ou locais em centenas de documentos, funcionando como uma espécie de “Ctrl+F” numa maior escala e que pode ser usada em PDFs, imagens, notas escritas à mão ou até ficheiros áudio.

Sobre a sua operacionalidade, a Pinpoint faz uso da tecnologia por trás da pesquisa no motor de busca da Google, assim como de reconhecimento ótico de caracteres e de tecnologia “speech-to-text”. Ao pesquisar por um determinado termo, a Pinpoint realça as correspondências encontradas nos ficheiros, além de sinónimos.

De ressaltar ainda que a Pinpoint dispõe de suporte a ficheiros em sete línguas diferentes, incluindo português, inglês, francês, alemão, italiano e espanhol e conta já com várias coleções de disponíveis publicamente. Todos os jornalistas ou investigadores interessados podem registar-se na plataforma da Google para requerer acesso à ferramenta.

Instagram: Nova funcionalidade vai tornar o seu perfil mais ‘musical’

Para quem é um usuário da rede social Instagram  sabe que a mesma já permite aos utilizadores adicionarem música às Stories mas, de acordo com o Times of India (via GadgetsNow), a empresa está a testar uma nova funcionalidade para essa mesma capacidade nas publicações do ‘feed’.

Nesse momento a nova funcionalidade só está disponível para os utilizadores do Brasil e Turquia, mas espera-se que, eventualmente, os outros usuários dos restantes países tenham direito a usar esta capacidade.

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Pelo que foi divulgado, segundo as noticias, adicionar uma música às publicações do ‘feed’ deverá funcionar de uma forma muito semelhante às Stories, com o utilizador a pesquisar músicas e a conseguir selecionar a duração que pretende.

Em parceria com o MIT, GGPEN cria plataforma exploradora de dados de satélite para o monitoramento da seca no país

Na última semana, no workshop sobre Redução de Riscos de Desastres (RRD), organizado pelo Serviço de Protecção Civil e Bombeiros (SPCB), orgão afecto ao Ministério do Interior, o Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN) expôs as potencialidades dos seus pacotes de produtos e serviços, com realce ao produto Explorador de Dados de Satélite para o Monitoramento da Seca (Angola Drought Data Explorer), uma ferramenta web desenvolvida em parceria com o MIT (Massachusetts Institute of Technology).

A plataforma em questão, de acordo com os técnicos da GGPEN, apresenta análises ambientais, económicas, políticas e tecnológicas relacionadas com a seca na província do Cunene.

O Explorador de Dados de Satélite para o Monitoramento da Seca, embora que esteja na sua primeira fase de desenvolvimento, já apresenta treze variáveis da componente do modelo ambiental, destacando o mapeamento, localização e distribuição temporal de águas superficiais, anomalia de precipitação, à índices de precipitação padronizados, elementos fundamentais para a gestão de recursos hídricos e o monitoramento de secas. Para segunda fase da ferramenta web, espera-se que contempla os elementos de predição de secas e inundações.

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De referir que o evento, realizado dentro das comemorações do 30 de Novembro (Dia do SPCB) e em alusão às actividades do 13 de Outubro, Dia Internacional para a Redução de Riscos de Desastres,  foi presidido pelo Comissário Bombeiro Principal, Bensau Mateus, Comandante Nacional do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, que falando aos jornalistas mostrou o profundo interesse e percepção da utilidade dos produtos e serviços apresentados pelo GGPEN, bem como reforçou que o SPCB considera o GGPEN um parceiro estratégico na área de desenvolvimento de produtos de soluções tecnológicas com recurso à tecnologia de satélites, para a redução dos riscos de desastres.

Salientar ainda que no encontro estiveram presentes um grande leque da sociedade civil angolana, bem como institucional, destacando representantes do Secretariado Executivo da Comissão Nacional de Protecção Civil, representantes do PNUD, FNUAP, membros do Conselho Operativo do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros e parceiros que trabalham nas áreas de desenvolvimento de produtos de soluções tecnológicas, no ramo da gestão sanitária, apoio social de emergência e academia, todos com o objectivo de reforçar a importância da cooperação para o enriquecimento do conhecimento, troca de experiência e know-how entre as instituições e organizações em Angola.

Falando no encerramento do evento, o Comissário Manuel Lutango, Comandante Adjunto do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, agradeceu aos presentes pela participação no encontro e frisou que não estão esgotadas as acções e que ainda há muito por se fazer no campo da redução de riscos e desastres, que o caminho a percorrer ainda é longo, sendo necessário trabalhar na actualização e definição de novas estratégias que venham a se materializar e a reflectir na vida dos cidadãos e nas comunidades, no quadro das prioridades, objectivos e metas de Sendai.

Está de volta o Emotet, o malware mais perigoso do mundo

No principio desse ano, a Europol desferiu um dos maiores golpes contra o crime cibernético dos últimos anos no velho continente, onde em uma ação conjunta entre as autoridades de países como Estados Unidos, Alemanha e Holanda, entre outros, desmontou a rede de ‘bots’ do perigoso ‘malwareEmotet, que desde 2014, o ano de seu nascimento, foi capaz de gerar prejuízos próximos dos 2,21 mil milhões de euros.

Agora, 10 meses após o seu desaparecimento, vários analistas e empresas de segurança cibernética alertam que o mesmo está de regresso, segundo o jornal espanhol ‘ABC’ nesta quinta-feira.

Curiosamente, tudo indica que, desta vez, os criminosos estão a usar a infraestrutura TrickBot existente para reconstruir o botnet Emotet. Até ao momento não foram detectadas campanhas massivas de spam, normalmente utilizado por esta ameaça para se propagar através de anexos em formato Word ou Excel, embora tenham sido detectados alguns e-mails que estão a ser enviados dos próprios computadores comprometidos”, explicou Josep Albors, chefe de pesquisa e conscientização da empresa de segurança cibernética ESET.

Em 2019, o Centro de Cibersegurança Australiano alertou as organizações do seu país sobre uma ampla ameaça virtual global proveniente do malware Emotet, que é um cavalo de Tróia sofisticado que pode roubar dados e também carregar outros malwares consigo. A operacionalidade desse malware é como uma senha não muito sofisticada: um lembrete sobre a importância de criar uma senha segura para se proteger contra ameaças virtuais.

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Então, o Emotet é um trojan espalhado predominantemente através de e-mails fraudulentos (malspam), onde essa infeção pode chegar via script malicioso, ficheiros de documentos macro-enabled ou link malicioso. De referir que os e-mails com Emotet pode conter promoções familiares concebidas de tal modo que pareçam um e-mail legítimo, bem como tentar persuadir os utilizadores para clicar nos ficheiros maliciosos, usando uma linguagem apelativa acerca de “A sua fatura”, “Detalhes de pagamento” ou, eventualmente, a chegada próxima de uma encomenda de empresas de transporte bem conhecidas.

Segundo as noticias, o software malicioso voltou a ficar visível na última segunda-feira, 15 de Novembro, que destacaram que o Emotet encontrado atualmente “tem mais possibilidades para cibercriminosos” do que o anterior, embora a forma de se espalhar seja a mesma de sempre.

A primeira coisa que fazem é tentar infetar uma máquina por meio da isco típica de um arquivo em um e-mail. Os modelos também são muito semelhantes aos que usavam no passado.

O especialista continua dizendo que agora se assiste a uma “reconstrução do Emotet a partir do zero”.

Antes, era usado por vários grupos de cibercriminosos para espalhar outros tipos de código malicioso. Agora eles estão a usar o Trickbot (um Trojan usado para roubar informações que permite controlar todos os dispositivos infetados remotamente) para crescer novamente usando a infraestrutura que ainda existe de outro botnet e a partir daí começar a tecer a sua própria novamente.”

Está sem espaço no Smartphone? Com esse aplicativo tem 100GB de armazenamento de espaço

O aplicativo Deego é a mais recente plataforma que está a fazer furor entre os internautas, visto que a mesma dá acesso a um serviço de armazenamento gratuito na nuvem, onde o usuário pode guardar fotos, documentos e outros ficheiros que necessite.

De acordo com os criadores do aplicativo, o mesmo oferece algoritmos avançados de criptografia que permitem armazenar os ficheiros dos utilizadores da app na nuvem, isto tudo com segurança e “para sempre” protegidos.

MAIS: Já é possível agendar publicações em redes sociais diferentes com a plataforma OneUp

Todos os usuários do Deego tem a sua disposição 100GB de espaço, onde os mesmos podem ser aproveitados para fazer backup de fotografias, vídeos, músicas ou outro tipo de documentos.

Falando ainda mais das principais características do Deego, o mesmo oferece a segurança “de nível militar”, o armazenamento de três cópias de cada ficheiro “para assegurar que estão sempre disponíveis” quando é necessário, e o backup automático sempre que há registo de novas fotos ou adição de documentos.

Por fim, de referir que a Deego é gratuita, mas com anúncios e compras dentro da aplicação, e está disponível tanto para dispositivos Android como para iOS, a partir respectivamente da Play Store e da App Store.

Conheça as palavras-passes mais usadas em 2021

A cada ano que passa, os  serviços digitais que as pessoas usam são cada vez mais apetrechados com várias camadas de segurança. Um exemplo disso é ao escolher uma palavra-passe, por causa dessa mesma segurança a uma obrigatoriedade em que a mesma deve conter números, letras, maiúsculas e símbolos, bem como até uma autenticação de dois fatores.

Tendo como base essa enorme segurança ao escolher uma palavra-passe, a conhecida plataforma NordPass lançou a sua lista do ano de 2021 que detalha quantas vezes uma determinada senha foi usada e quanto tempo levaria para quebrá-la.

De acordo com a informação dada pela plataforma, a lista de palavras-passe foi compilada em parceria com vários investigadores independentes especializados na recolha de informações dedicadas a incidentes de segurança cibernética. Para a lista desse ano foram avaliadas mais de 4 TB de palavras-passe, onde foram compiladas numa base de dados.

Os investigadores que trabalharam no relatório classificaram os dados em várias categorias, dando-lhes permissão para realizar uma análise estatística com base em países e género. Assim, para servir de exemplo, falando da categoria de género, os dados investigados ​​foram classificados por género apenas se incluíssem uma chave de género. Caso não contém uma chave de dados, então o dado é classificado como “desconhecido”.

MAIS: Celebra-se hoje o dia Mundial da Palavra-Passe, a sua é segura?

A lista compilou as 200 palavras-passe mais usadas ao redor do mundo(conforme pode ver pela foto abaixo), e onde as passwords mais usadas são do tipo 123456, 123456789, 12345, qwerty.  Ao dar uma vista completa na lista notamos uma infinita criatividade que depois se pode traduzir em problemas e dores de cabeça.

Palavras-passes mais usadas no ano de 2021

Um dado caricato presente na lista, é que mostra também o tempo que demora a “crackar” a palavra-passe, visto o que não falta na internet é ferramentas para tentar decifrar as passwords.

De referir ainda, que quanto mais fácil for a palavra-passe, mais simples serão os serviços invadidos.

Para ver a lista completa das 200 palavras-passes mais usadas, click aqui

Popularidade de Bitcoin em Angola vai revolucionar pagamentos?

Com uma enorme bull run em andamento, desde o início do presente ano que, no que toca a investimentos e tecnologia financeira, a Bitcoin tem estado na boca de todos. Apresentando uma tecnologia revolucionária, como é o caso do blockchain, também em Angola cada vez mais cidadãos estão se a informar acerca das potencialidades e vantagens que investir, armazenar ou fazer pagamento com Bitcoin. Mas será que irá substituir a moeda oficial no país num futuro próximo?

Fonte: Fact-File

Para que se tenha uma noção, atualmente, não é só possível fazer pagamentos com Bitcoin em milhares de lojas online, como também já é possível fazer apostas com criptomoedas, como é o caso da operadora Sportsbet.io. Tudo isto devido à facilidade de utilização deste método de pagamento que, em média, acaba por cobrar muito menos do que outros métodos de pagamentos mais tradicionais.

Somando a essas vantagens a rapidez de todas as operações, devido à rede blockchain, fica óbvio porque muitos especialistas, neste momento, já consideram que será uma questão de tempo até que a Bitcoin, bem como outras criptomoedas, possam fazer parte do dia a dia de muitos países, como Angola, por exemplo. Alguém se consegue esquecer como o país El Salvador surpreendeu o mundo ao ser o primeiro a aceitar Bitcoin como moeda oficial?

 

Como Angola poderia beneficiar ao usar Bitcoin?

Certamente que a popularidade do Bitcoin em Angola, além de estar relacionada com o bull run e o enorme crescimento em market cap e dos rendimentos de muitos investidores, também advém da enorme usabilidade que muitos cidadãos angolanos conseguiram extrair desta tecnologia. Já imaginou conseguir realizar pagamentos ou fazer transações com custos praticamente nulos e com total privacidade?

Ora, é precisamente essa uma das maiores vantagens que a Bitcoin está a apresentar em países em desenvolvimento. Numa fase em que, infelizmente, ainda existe uma grande percentagem de africanos que não têm acesso de qualidade ao sistema bancário ou até mesmo a uma conta bancária, a tecnologia blockchain poderá ser um facilitador para muitas dessas dificuldades que ainda se sentem numa grande parte da população.

Criptomoedas e tecnologia blockchain vai além da Bitcoin

É importante notar que não é apenas a Bitcoin que tem como base a tecnologia blockchain, que poderá ser revolucionária quanto à forma dos angolanos fazerem as suas transações e até realizar pagamentos. Saiba que, por exemplo, já existem projetos de cripto promissores, como é o caso de Ethereum com os seus “smart contracts”, que vão permitir maior facilidade no acesso ao crédito pessoal ou habitação ou até mesmo para os contratos de trabalho. Já imaginou o que seria receber o seu salário programado sempre para o mesmo dia, sem que fosse possível alguém travar esse pagamento?

Esse é um dos grandes poderes que este novo mercado de fintech está a trazer para os países que apresentam ainda algumas dificuldades no processo bancário e em todo o sistema financeiro. Ou seja, a popularidade da Bitcoin crescente em Angola, bem como noutros países africanos, não está relacionada somente com os potenciais ganhos que poderá ter ao investir em Bitcoin. Mas sim na usabilidade e em como este método de pagamento poderá melhorar as vidas das pessoas.

Número de websites maliciosos aumenta 178% no pré-Black Friday

A Black Friday e Cyber Monday são uma das datas mais esperadas pelos consumidores, pois é quando o comércio em geral oferece produtos com grandes descontos, e onde muitos aproveitam até para antecipar as compras de Natal. A par dos consumidores, infelizmente os cibercriminosos também procuram tirar proveito desses dias mundiais, onde o fornecedor líder global de soluções de cibersegurança, Check Point Research, informou que tem assistido a números recordistas de websites maliciosos relacionados com a temática nas últimas seis semanas.

De acordo com os dados do relatório, na qual a MenosFios teve acesso, foram analisados mais de 5300 e constatou-se que os ataques maliciosos aumentaram em 178%, em relação ao mesmo periodo no ano anterior. A CPR ainda divulgou que 1 em cada 38 redes empresariais sofreu um ataque dos cibercriminosos por semana, no mês de Novembro, em comparação com 1 em 47 em Outubro e 1 em 352 no início de 2021.

As supostas ofertas dos piratas informáticos chegam aos consumidores via e-mail e há até exemplos reais de tentativas de ataque que recorrem à imitação de marcas conhecidas, como a Michael Kors e Amazon, para levar a cabo as suas intenções de crime.

O Black Friday, dia dedicado às promoções, foi criado nos Estados Unidos e é realizado sempre na sexta-feira da quarta semana do mês de novembro, no dia seguinte ao feriado de Ação de Graças, celebrado naquele país. Este ano, a Black Friday cai em 26 de novembro.

MAIS: Relatório da Check Point Software destaca o impacto do cyber-crime ao redor do mundo

Então, para que não seja vitima dos cibercriminosos na véspera e nos dias posteriores dessa data, a MenosFios e a Check Point Research deixam abaixo algumas dicas de segurança para todos compradores angolanos que façam compras on-line:

  • Compre sempre a partir de fontes autênticas e fiáveis. Não clique em links promocionais que lhe chegam pelo e-mail ou através das redes sociais. Faça a pesquisa proactivamente através do Google.
  • Esteja atento a domínios parecidos. Repare na grafia dos e-mails e websites e desconfie dos remetentes que desconhece e dos endereços de e-mail estranhos
  • Lembre-se que ofertas que parecem demasiado boas para ser verdade são, de facto, demasiado boas para ser verdade. É altamente improvável que um iPad novo tenha um desconto de 80%.
  • Procure pelo cadeado. Fazer uma transação online num website que não apresenta a encriptação SSL é absolutamente desaconselhado. Para saber se o site tem SSL, procure pelo “S” em HTTPS, em vez de HTTP. Um ícone de um cadeado também aparecerá à esquerda do endereço URL ou na barra abaixo.
  • Desconfie de e-mails de restituição de palavra-passe, especialmente quando os volumes de tráfego online estão em altas, como acontece em Novembro, com os eventos relacionados com as compras online. Se receber um e-mail de reset de palavra-passe sem ter pedido, visite sempre o website diretamente (nunca clicando em links) e altere a sua palavra-passe.