Início Site Página 589

Como identificar uma deepfake?

Imagine que você pode dançar como Bruno Mars ou cantar como Whitney Houston em apenas um dia. A tecnologia que torna possível dizer ou fazer algo que uma pessoa nunca fez ou disse pode parecer complicada, mas é muito acessível. É necessário apenas uma filmagem ou a gravação da voz para começar a criar uma realidade alternativa.

Esse tipo de conteúdo manipulado, criado com a ajuda da tecnologia de Inteligência Artificial (IA), é chamado de conteúdo sintético ou, mais amplamente conhecido como deepfake.

O exemplo abaixo é de 2018 e ainda impressiona – mas, agora, as deepfakes podem ser ainda mais realistas e convincentes.

O que são deepfakes?

Deepfake é um termo que descreve arquivos de áudio e vídeo criados com o uso de Inteligência Artificial, um “aprendizado de máquina” para ser mais exacto.

Todos os tipos de deepfakes são possíveis. Trocas de rosto, em que o rosto de uma pessoa é substituído pelo de outra. Sincronização labial, quando a boca de uma pessoa ao falar pode ser ajustada a uma faixa de áudio diferente da original. Clonagem de voz, em que uma voz é “copiada” para dizer outras coisas.

Os rostos e corpos totalmente sintéticos também podem ser gerados, por exemplo, como avatares digitais. Com a tecnologia deepfake, mesmo pessoas mortas podem ser trazidas de volta à vida, como fez o Museu Dali, na Flórida, com o pintor Salvador Dali.

Essas manipulações de vídeo sintéticas são produzidas com as chamadas Redes Adversárias Gerativas (GANs). Uma GAN é um modelo de aprendizado de máquina no qual duas redes neurais competem entre si para se tornarem mais precisas em seus resultados.

Em termos simples: um computador pergunta a outro se o clone digital que ele fez de você é convincente o suficiente, comparando-o com o material original. Você se move do mesmo jeito? Soa igual? A sua expressão é a mesma? O sistema se aprimora a cada nova tentativa, até ficar satisfeito com o resultado.

Embora essa tecnologia esteja continuamente a melhorar e seja altamente sofisticada, você ainda pode identificar deepfakes se souber como procurar. Você não precisa se tornar um especialista em deepfake para distinguir o que é real do que é falso. Aqui estão algumas dicas:

  • Diminua a velocidade e olhe novamente. Pense antes de partilhar. Pergunte a si mesmo: isso pode realmente ser verdade? Você esperava que isso acontecesse? Se não tem certeza, não partilhe.
  • Faça uma verificação rápida para ver se você pode encontrar a mesma história ou narrativa em fontes diferentes e confiáveis. Uma breve pesquisa na Internet sobre um título lhe dará pistas sobre a história real.
  • Encontre outra versão e compare. Se você não confia em uma declaração, uma imagem ou um vídeo, descreva-o em uma pesquisa do Google ou do DuckDuckGo, encontre outra versão e compare as duas. Você pode usar uma pesquisa padrão da Internet para isso ou tentar uma busca reversa de imagem, que ajuda a descobrir se uma fotografia já foi usada antes e, em caso afirmativo, quando e como foi utilizada.
  • Detectar traços quase (in) visíveis em mídias sintéticas e manipuladas é um desafio muito maior. Essa manipulação pode ser detectada procurando “saltos” estranhos em um vídeo, mudança na ênfase da voz, áudio de baixa qualidade, pontos borrados, formas estranhas de membros e outras inconsistências incomuns. Confie em seus sentidos e intuição. Sempre se pergunte: isso faz sentido? Isso poderia realmente ser verdade? Olhe com atenção – e mais de uma vez. Concentre-se nos detalhes e peça uma segunda opinião a um amigo ou colega.

Perigo de tecnologia deepfake

O impacto da tecnologia deepfake é profundo na pornografia, incluindo a chamada pornografia de vingança. Vídeos e imagens pornográficos falsos estão a ser amplamente publicados e a causar danos às vítimas, que vão desde celebridades até crianças em idade escolar.

Para a sociedade, o perigo das deepfakes também reside na forma de consumir a mídia hoje em dia. A pessoa média é inundada com mídia enquanto está online – e nem sempre tem certeza de que o que partilha é realmente verdade.

Em sociedades polarizadas, esse comportamento deixa ampla margem para enganar as pessoas, para que acreditem em algo – não importa a veracidade. É muito desafiador verificar imagens e sons que foram retirados de contexto, editados ou encenados. Ainda assim, por enquanto, você pode treinar para identificar melhor uma deepfake. E lembre-se: se você não tiver certeza, não partilhe!

Encontro na rede social Facebook termina em violação de menor

Oito jovens, dos quais cinco já estão detidos pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC) da Província de Luanda, agrediram sexualmente, há dias, no bairro Dangereux, município de Talatona, província de Luanda, uma adolescente de 14 anos de idade, depois de terem marcado um encontro com a mesma através da rede social Facebook.

Segundo o inspector Emanuel Capita, do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do SIC-Luanda, falando aos jornalistas, disse que tudo começou com pedidos de amizade através do Facebook, onde um dos acusados mantinha conversa permanente com a menor.

Depois de sucessivas conversas via on-line, os dois adolescentes decidiram marcar um encontro, de modo a aprofundar melhor a relação de amizade, o que veio acontecer por volta das 14 horas, na semana passada. De acordo com os serviços de investigação, o rapaz convidou a  rapariga para conversarem melhor no quarto de um amigo seu, no mesmo bairro.

MAIS: Psicólogo angolano adverte contra o constante uso das redes sociais

Já no quarto, a rapariga foi surpreendida com a presença de mais oito jovens, que forçaram a adolescente e mantiveram com esta relações sexuais, em simultâneo, contra a vontade da jovem, acto que culminou com a agressão física da mesma, ao ponto de deixarem a menina com a cara inflamada.

Para o SIC, as análises feitas à vítima, concluiu-se que a menor estava sob efeito de substâncias psicotrópicas, que lhe foram dadas a beber antes do cometimento do crime, que deixou a menina inconsciente, facilitando o plano de violação por parte dos criminosos.

Os operativos do SIC do Talatona encontraram a menor em estado de sonolência, presumivelmente devido a ingestão da droga, e com hematomas no rosto e na região dorsal e vaginal, e onde foi submetida a vários exames forense, que foram juntados aos autos como elementos de prova, para serem apresentados em sede de julgamento, junto do Tribunal provincial de Luanda.

Foi ainda revelado que o SIC continua nas diligências, visando a detenção dos restantes três elementos, incluindo o cabecilha do grupo que levou a jovem até ao quarto do amigo.

Nigéria levanta suspensão do Twitter sete meses depois

O governo da Nigéria anunciou na noite de ontem(12) o levantamento da suspensão de sete meses do Twitter, onde mais de 200 milhões de pessoas ficaram excluídas dessa rede social.

“O presidente Muhammadu Buhari aprovou o levantamento da suspensão do Twitter na Nigéria a partir da meia-noite de hoje“, disse o diretor da Agência Nacional para o Desenvolvimento da Tecnologia da Informação, Kashifu Inuwa Abdullahi, em comunicado oficial.

Segundo a nota de imprensa, revelado pela AFP, esse levantamento da suspensão é resultado de vários meses de negociações, entre as autoridades nigerianas e a rede social, e onde nesse momento o Twitter aderiu a “todas as condições estabelecidas pelo governo federal”, principalmente à tributação e à gestão dos conteúdos que não respeitam as leis da Nigéria.

De informar que o Twitter foi suspenso da Nigéria no dia 04 de Junho de 2021, que foi dois dias após a rede social suprimir um tweet do presidente Muhammadu Buhari.

MAIS: Angola e Nigéria ganham programas de tecnologia mobilizada de e-saúde

O comunicado, que foi postado no Twitter oficial do ministério da Informação daquele país, acusou a empresa americana de mídia social de permitir que a plataforma fosse usada “para atividades capazes de minar a existência corporativa da Nigéria”.

O comentário do Presidente Buhari referia-se aos defensores da independência de Biafra, a quem disse que o Governo “os trataria na linguagem que eles entendem”. O ministro da Informação, Lai Mohammed, justificou a decisão com o facto de, segundo ele, a plataforma estar a ser usada “para actividades que podem minar a existência integral da Nigéria”.

Informar ainda, que quatro meses depois dessa suspensão, o Presidente nigeriano tinha ordenado  o levantamento da proibição das operações do Twitter na Nigéria, mas apenas se fossem cumpridas certas condições, incluindo a utilização e registo “positivos” da rede social na Nigéria.

A suspensão do Twitter despertou profunda consternação na Nigéria, um país jovem, muito conectado, onde a rede social é uma importante ferramenta de protesto social.

Cada utilizador passa 4.8 horas, em média, dentro de apps no smartphone

Cada vez mais os utilizadores estão a passar tempo dentro de apps nos seus smartphones. Pelo menos este é o resultado a que chega um recente estudo da empresa App Annie, sobre o estado dos dispositivos móveis no mercado.

De acordo com o estudo, cada utilizador passa em média cerca de 4.8 horas por dia dentro de aplicações nos seus smartphones. Este valor representa um aumento de quase 30% em comparação com os últimos dois anos, e um terço das horas ativas dos utilizadores em diferentes países.

dados por pais

A nível de países, o Brasil lidera, com uma média de 5.5 horas que cada utilizador passa dentro de apps, seguindo-se a Coreia do Sul com a marca de 4 horas. México, Índia e Japão estão também bastante perto destes valores.

MAIS: Tem um Android? Cuidado com estes 151 aplicativos maliciosos

Se os números eram impressionantes a nível das horas, são ainda mais elevados sobre a quantidade de dinheiro que os utilizadores gastaram em apps. Durante o ano passado, foram gastos quase 170 mil milhões de dólares em compras nas diferentes plataformas para smartphones. Isto corresponde a quase 320.000 dólares gastos por minuto em 2021.

dados de gastos em apps de smartphones

Já em números de downloads de novas apps, o valor atingiu mais de 230 mil milhões entre as diferentes plataformas, um crescimento de 5% face ao ano anterior. Colocando de outra forma, corresponde a cerca de 435.000 apps descarregadas a cada minuto. Sem dúvida que o mercado tem vindo a crescer, e se esta tendência se mantiver, poderemos vir a atingir novos valores recorde já em 2022.

Tek MenosFios: Raio-X no Iphone (Episódio 02)

Infelizmente você não recebeu um manual de como começar a usar o seu iPhone, mas gostariamos de dizer-lhe que você já tem um, só que é preciso seguir um caminho para encontrá-lo: abra o navegador Safari em seu iPhone e toque no botão “Favoritos” (aquele que se parece com um livro aberto, o segundo localizado na porção inefrior direita).

A Apple oferece uma vasta gama de favoritos padrão, onde entre esses vais encontrar o “Guia do Usuário do iPhone”, que é praticamente um completo manual on-line, onde pode ser descarregado em formato PDF, para ser visualizado no computador ou fazer a imprensão do mesmo. Para aceder esse documento é só aceder em http://support.apple.com/pt_BR/manuals e click em “iPhone Manual do Usuário (Para o software iOS 15)”. De referir que esse documento pode ser também visualizado no navegador ou ser descarregado.

Avisar que esse guia do iPhone é muito detalhado e básico, por isso se quer ser um expert ao utilizar o seu iPhone é só continuar nos nossos episódios do Tek MenosFios – Raio-X no iPhone, onde juntamente com o Brasil Revistas, a nossa redacção promete apresentar-lhe o seu iPhone em todos os aspectos, mostrando-lhe o que há por debaixo do bonito corpo de alumínio anodizado, ou de policarboneto.

Nos próximos episódios vamos mostrar-lhe as tecnologias internas do aparelho, fazer com que possas explorar o sistema operacional e os aplicativos nativos do aparelhos, isso tudo no sentido de ajudá-lo a tirar o máximo proveito de tudo. Mas a nossa redacção não vai parar por aqui, visto que o plano é levá-lo mais longe, onde vamos apresentar-lhe os aplicativos adicionais que oferecem mais recursos e funções, isso tudo de graça.

Lendo todos os nossos próximos episódios, todas as Quartas-Feiras, você vai descobrir como gerenciar o seu iPhone usando o iTunes em seu computador, bem como podes configurar o programa para compartilhar suas músicas e outros arquivos de mídia, e claro, controlar remotamente usando seu iPhone e até mesmo executar formatos de arquivos “não suportados”.

Outra coisa, ainda vamos abordar também os melhores aplicativos e jogos gratuitos para instalares no seu iPhone, então… não perca o próximo episódio!!!

Eis os episódios anteriores:

Episódio 01.

Empresa Meta pode ser obrigada a vender o WhatsApp e o Instagram

ILLUSTRATION – 28.10.2021, Paraguay, Asunción: Das Logo von Meta, der neuen Dachmarke des Facebook-Konzerns, wird auf einem Smartphone angezeigt, im Hintergrund sind die Logos von Facebook, Messenger, Instagram, Whatsapp und Oculus zu sehen. Foto: Andre M. Chang/ZUMA Press Wire/dpa +++ dpa-Bildfunk +++

A Comissão Federal Do Comércio dos EUA tem ‘luz verde’ para avançar com o processo que pretende obrigar a Meta (anteriormente conhecida como Facebook) a vender algumas das suas subsidiárias, nomeadamente o WhatsApp e o Instagram, revela o Business Insider.

De acordo com a notícia, o juiz federal James Boasberg, que está encarregue do processo, rejeitou o pedido para anular o caso feito pela Meta no último mês de Dezembro, e onde significa que o juiz considerou haver argumentos suficientes para ser considerado que a Meta detém um monopólio e, por conseguinte, o processo ser julgado em tribunal.

“Estamos confiantes de que as provas revelarão as fraquezas fundamentais destes argumentos. Os nossos investimentos no Instagram e no WhatsApp transformaram-nos no que são hoje em dia. Foram bons para a concorrência e bons para as pessoas e empresas que escolheram usar os nossos produtos” lê-se no comunicado.

Polícias americanos despedidos porque estavam a perseguir Pokémons em vez de assaltantes

POLAND – 2020/03/23: In this photo illustration a Pokemon GO logo seen displayed on a smartphone. (Photo Illustration by Mateusz Slodkowski/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)

Dois agentes da polícia de Los Angeles foram despedidos por não responderam a um pedido de auxílio que lhes chegou pelo rádio para apanhar assaltantes porque, infelizmente, estavam estavam a jogar Pokémon Go e a tentar apanhar um Snorlax, revela o jornal BBC.

Essa situação insólita foi descoberta devido a câmara a bordo do carro-patrulha onde estavam os dois agentes, que não restou dúvidas a mostrar que os policias ignoraram um pedido de ajuda que chegou pelo rádio para continuar a tentar apanhar um Snorlax no jogo Pokémon Go.

O pedido de ajuda que veio pelo rádio era para interceptar alguns ladrões, que tinham acabado de roubar uma loja nas redondezas. Em sua defesa, os dois agentes alegaram não ter ouvido o pedido, mas o que não convenceu o juíz, terminando nas suas respectivas demissão.

As imagens da câmara a bordo mostram que “durante aproximadamente 20 minutos, [o vídeo] mostra [os agentes] a discutir Pokémons, à medida que conduzem para diferentes localizações onde as criaturas virtuais estavam a aparecer nos seus telefones”, revela o documento que foi tornado público e onde os agentes pedem o recurso da decisão de despedimento.

De informar que essa situação ocorreu em Abril de 2017 e envolve os agentes Louis Lozano e Eric Mitchell. Outro agente, Capt Davenport, estava a ver a loja quando o assalto ocorreu e revelou ter visto o carro-patrulha da dupla de agentes estacionado numa rua próxima. Como estes agentes não responderam à chamada, teve de ser Capt Davenport a fazê-lo e assistir ao carro-patrulha a seguir marcha noutra direção, informou o jornal.

Youtube é o principal canal de desinformação mundial, diz carta das organizações

O YouTube é o principal canal de desinformação em todo o mundo,  e onde o mesmo não está a fazer o suficiente para combater a propagação de notícias falsas na sua plataforma, revelou uma aliança global de organizações de verificação de factos.

Essa informação veio através de uma carta assinada por mais de 80 grupos internacionais, com destaque para o Full Fact no Reino Unido e o Fact Checker do Washington Post, e onde alega que o Youtube está a acolher conteúdos de grupos – incluindo Doctors for the Truth – que espalham informação errada sobre a Covid-19 e vídeos de apoio à conhecida narrativa da “fraude” durante as eleições presidenciais nos Estados Unidos da América.

“O YouTube está a permitir que a sua plataforma seja armada por atores sem escrúpulos para manipular e explorar os outros, e para se organizar e angariar fundos. As medidas atuais estão a revelar-se insuficientes“, afirma a carta à chefe executiva do YouTube, Susan Wojcicki, onde descreve a plataforma como um “grande canal” para as falsidades.

No mesmo manifexto, os promotores instam o YouTube a fazer quatro alterações às suas operações, de modo a diminuir a desinformação que vem da sua plataforma:

um compromisso de financiar uma investigação independente sobre as campanhas de desinformação na plataforma;

fornecer links para refutações dentro de vídeos que distribuem desinformação e desinformação;

impedir os seus algoritmos de promover infratores reincidentes;

e fazer mais para combater as mentira em vídeos de língua não inglesa.

MAIS: YouTube anuncia novas funcionalidades para tornar os vídeos mais acessíveis

De referir essa carta vem em tempos curtos para a plataforma, que como tinhamos reportado, desde Outubro de 2020 até Setembro de 2021 o Youtube removeu mais de 130.000 vídeos, por violarem as políticas da plataforma sobre a covid-19 relativamente à informação sobre vacinas, de acordo com Neal Mohan, ‘chief product officer‘, responsável pela área de produto do YouTube, em comunicado oficial.

Na informação, o Youtube informou que trabalha “em estreita colaboração com as autoridades de saúde” e procura “equilibrar” o seu compromisso “de uma plataforma aberta com a necessidade de remover conteúdo nocivo flagrante“, salienta.

“Temos visto constantemente falsas alegações sobre as vacinas contra o coronavírus espalharem-se pela desinformação sobre as vacinas em geral, e, agora, estamos num ponto em que é mais importante do que nunca expandir o trabalho que iniciámos com covid-19 para outras vacinas“.

Ou seja, “o conteúdo que alegue de forma falsa que as vacinas aprovadas são perigosas e que causam efeitos crónicos na saúde”, que “alegue que as vacinas não reduzem a transmissão ou a contração da doença ou que contenha informações incorretas sobre as substâncias contidas nas vacinas, será removido“, explica.

Microsoft identifica as 10 “principais tendências” do trabalho para 2022

O ano de 2021 chegou ao fim, e a empresa tecnológica Microsoft identificou e analisou as dez principais tendências do mercado de trabalho no ano que terminou, bem como as que podem prolongar-se até 2022.

Nos últimos tempos, onde o trabalho híbrido se tornou “uma realidade incontornável à escala global“, com a “digitalização e automatização a conhecer níveis sem precedentes e a renovada priorização do bem-estar das pessoas“, ressalta o relatório.

Então, veja agora as principais tendências actuais no mercado de trabalho.

1. Metade da mão-de-obra global em movimento 

“De acordo com o Work Trend Index 2021 da Microsoft, 41% dos trabalhadores em todo o mundo consideraram deixar o seu emprego em 2021. Para alguns, o burnout ou a falta de flexibilidade no local de trabalho foram fatores decisivos, mas, para muitos, a pandemia trouxe espaço e tempo para colocar as prioridades em perspetiva. Trata-se do “Great Reshuffle”, como aponta o LinkedIn, momento em que líderes e colaboradores estão a repensar nos modelos de trabalho, culturas e valores corporativos.”

2. O paradoxo do modelo híbrido

“Embora a grande maioria dos colaboradores refira que quer ter a liberdade do trabalho remoto, a mesma percentagem deseja mais colaboração presencial pós pandemia. Este foi um dos maiores dilemas em 2021 e é aquilo a que Satya Nadella, CEO da Microsoft, apelidou de Paradoxo Híbrido. No trabalho híbrido, não há uma fórmula “one-size-fits-all”, pelo que o futuro passará por dar aos colaboradores a flexibilidade para conceberem o horário de trabalho que melhor se adapta às suas vidas.”

3. O investimento no capital social nunca foi tão importante 

“O valor do capital social nunca foi tão crítico como agora e, de acordo com especialistas da Microsoft, são as interações espontâneas e informais que fomentam a ligação entre os colaboradores e que sustentam a produtividade e a inovação. Há que investir mais tempo na construção de uma cultura de empatia e de escuta ativa por parte dos líderes.”

MAIS: Especialistas defendem urgentemente a regulamentação do teletrabalho no país

4. Os imprevistos das reuniões híbridas

“Segundo a Frost & Sullivan, das quase 90 milhões de reuniões presenciais em todo o mundo, apenas 7,8% estavam capacitadas para vídeo, no primeiro ano da pandemia. Agora, o grande desafio é tornar a experiência de interação mais real e natural. A este nível, destacam-se as atualizações do Microsoft Teams, como a incorporação de quadros brancos digitais, câmaras e altifalantes alimentados por IA e transmissões de vídeo que posicionem os participantes remotos ao nível ocular dos participantes presenciais.”

5. A colaboração assíncrona

“No último ano, verificou-se um aumento na “colaboração assíncrona”, uma forma de trabalhar em conjunto que não exige que as pessoas trabalhem ao mesmo tempo. As ferramentas de colaboração digitais permitem a quem não conseguir estar presente numa reunião acompanhar os temas, sem consequências negativas para o seu trabalho.”

6. Flexibilidade é a palavra do ano 

“De acordo com o Work Trend Index 2021 da Microsoft, 66% dos decisores empresariais estão a considerar o redesenho de espaços físicos para melhor acomodar ambientes de trabalho híbridos e 81% dos líderes estão a ajustar as suas políticas para oferecer aos colaboradores mais flexibilidade, incluindo o trabalho híbrido, de acordo com um inquérito realizado pelo Linkedin. Os dados da ZipRecruiter mostram-nos, ainda, que a descrição de postos de trabalho com flexibilidade aumentou de 6,4% em 2016 para 20% em 2021.”

7. “Mais” nem sempre é “melhor” quando se trata de nos reunirmos

“Nas videochamadas, estamos a falar com pessoas que estão comprimidas ao tamanho de um selo de correio. É mais desafiante”, destacou Michael Bohan, Senior Director do Human Factors Center of Excellence da Microsoft. Há, assim, que cultivar e investir no tempo para selfcare. Para responder a esta necessidade, os utilizadores do Outlook podem agora definir, nos seus calendários, tempos padrão de reuniões para 25 minutos (em vez de 30) e 50 minutos (em vez de uma hora).”

MAIS: A Apple junta-se à empresas que atrasam seu regresso ao trabalho presencial

8. Aprender a filtrar as distrações da vida híbrida

“Com o modelo de trabalho híbrido, vieram também um conjunto de distrações com os quais os colaboradores são confrontados ao longo do seu dia de trabalho, que interferem na experiência de interação com os seus colegas. Para minimizar o impacto, a utilização de alertas ou ícones visuais, por exemplo, durante uma reunião poderá ajudar os participantes a redirecionar o seu foco e atenção.”

9. Os desafios e surpresas da contratação à distância

“Um estudo sobre como as consequências da contratação remota nos colaboradores da Microsoft relevou que, quando os gestores desempenharam um papel ativo – como por exemplo em iniciativas one-to-one –, os novos colaboradores tinham 3,5 vezes mais probabilidades de se sentirem satisfeitos com a sua experiência de integração na organização. Num ano em que grande parte das contratações se concretizou de forma remota, o peso da intervenção dos líderes revela-se fundamental.”

10. Colaboração, presencial ou remota, torna-se mais inovadora a cada dia

“A convergência entre o físico e o digital tornou as experiências mais imersivas e reais, com pessoas a assistirem, por exemplo, a jogos da NBA como se estivessem fisicamente no estádio. No evento Ignite deste ano, a Microsoft levou os espectadores para um cenário metaverso, utilizando tecnologia de realidade mista no Microsoft Mesh. Assim, o acesso à tecnologia não é suficiente, há que utilizar a criatividade para tornar as experiências mais expressivas e inovadoras.”

Quer aumentar o tamanho de uma imagem sem perder qualidade? Saiba agora como

Aumentar a dimensão de certas imagens infelizmente não é uma tarefa fácil, muito por causa da resolução que o ficheiro fica no final da operação. Normalmente, ao alterar a dimensão de uma fotografia, as mesmas podem perder detalhes, ou ficar pixelizadas. Então, para evitar esses tipos de transtornos, existe actualmente uma ferramenta online gratuita que o pode ajudar. nesse quesito.

Falamos da Upscale.media, que segundo o que a redacção da Menos Fios pode ver ao utilizar o serviço, destaca-se pela sua facilidade de utilização, e onde permite aumentar a dimensão das suas imagens sem perder a sua resolução com apenas um par de cliques.

Para utilizar o serviço, é simplemente fazer o upload da referida imagem em um dos formatos suportados (png, jpg, jpeg ou webp) e clicar num botão: a ferramenta trata de todo trabalho, apresentando o resultado numa questão de segundos.

Segundo o que podemos apurar, o “segredo” da plataforma está na utilização de um sistema de Inteligência Artificial que, de acordo com a Upscale.media permite aumentar a resolução das imagens até quatro vezes mais, removendo ainda a ocasional pixelização e ajudando a não perder detalhes essenciais.

Então, além de ser uma útil ferramenta para utilizadores comuns, a Upscale.media pode também ajudar profissionais, incluindo em áreas como redes sociais ou e-commerce, de modo que possam poupar tempo, permitindo aumentar e melhorar a qualidade das imagens dos seus projetos sem recorrer a programas de edição.