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Nigéria prepara-se para lançar a sua própria criptomoeda

A Nigéria está a trabalhar com a fintech Bitt Inc como parceira técnica para lançar a criptomoeda do próprio país – a eNaira – de acordo com o Banco Central da Nigéria (CBN).

No início de 2021, a Bitt Inc, sediada em Barbados, liderou o desenvolvimento do DCash da União Monetária do Caribe Oriental – o primeiro dinheiro digital emitido por um banco central de união monetária.

A CBN planeja lançar a moeda digital em outubro, depois que o país proibiu os seus bancos e instituições financeiras de negociar ou facilitar transações em criptomoedas no início do ano, em fevereiro.

Godwin Emefiele, o governador do CBN, disse que o eNaira funcionaria como uma carteira com a qual os clientes podem manter os fundos existentes em suas contas bancárias. Em um comunicado na segunda-feira, Emefiele disse que a moeda aceleraria a inclusão financeira na Nigéria e permitiria fluxos de remessas mais baratos e mais rápidos.

O CBN também divulgou novas diretrizes por meio de uma apresentação sobre como a moeda digital eNaira será regulamentada, projectada e emitida. Espera-se que o eNaira se torne uma moeda com curso legal para toda a Nigéria e deve ser acessível tanto para correntistas quanto para não correntistas.

O Banco Central está a planejar implementar um sistema de “carteira rápida” de três camadas para o consumidor a fim de cumprir o prazo de outubro. O sistema será emitido pelo banco apex antes que outros bancos e operadores licenciados possam fornecer suas próprias carteiras para a eNaira.

O eNaira também será lançado com um status de CBDC sem juros, e não haverá nenhuma cobrança sobre serviços de comerciante, transações de carteira de usuário para comerciante e peer-to-peer.

Sistema operativo da Huawei já está em 70 milhões de dispositivos

O HarmonyOS 2 continua a sua jornada de sucesso, alcançou novos marcos na história das principais actualizações de sistemas operativos móveis. O HarmonyOS chega agora a 70 milhões de dispositivos, o que constitui outro marco importante para este sistema operativo da Huawei.

A empresa chinesa lançou o Harmony OS em junho e, na altura, estabeleceu a meta de ter 100 diferentes modelos elegíveis para o sistema operativo. Apesar de ainda não ter chegado lá, a Huawei refere que o Harmony OS está disponível em “quase” 100 dispositivos diferentes.

A Huawei, para combater as restrições norte-americanas, está a tornar-se numa empresa com smartphones cada vez mais chineses. A impossibilidade de utilizar os serviços Google já a tinha obrigado a criar uma loja de apps mais robusta, e o passo seguinte foi a criar um sistema operativo próprio.

O Harmony OS foi lançado pela Huawei depois de ter sido impedida de aceder aos serviços da Google, procurando desta forma criar um software que fosse compactível com telemóveis, tablets e wearables.

O mercado de smartphones da Huawei ressentiu-se muito com todo o processo e limitações impostas pelo mundo ocidental. Recorde-se que esta empresa ia a um ritmo bastante consistente em direção ao primeiro lugar de vendas de smartphones pelo mundo. Hoje a sua presença é residual e, nesta fase, é importante não perder utilizadores no seu país de origem.

África regista aumento de 5% em ataques de malware

A Kaspersky anunciou que a sua pesquisa mais recente destaca que o malware é abundante em todo o continente africano, com vários países a exibir um forte crescimento em todos os tipos de malware no primeiro semestre de 2021, quando comparado ao mesmo período do ano passado.

Isso representa um aumento de 5% em todo continente, já que os cibercriminosos e hackers continuam a se concentrar nos países africanos, considerando os avanços da transformação digital e o aumento do trabalho remoto resultante da pandemia COVID-19.

No geral, 4 países respondem por 85 milhões de ataques, sendo a África do Sul o mais visado (32 milhões de ataques), seguida pelo Quénia (28,3 milhões), Nigéria (16,7 milhões) e Etiópia (8 milhões).

Todos os países, excepto o Quénia, viram o crescimento relativo de todos os ataques de malware. A Etiópia e a Nigéria tiveram um aumento de 20% e 23%, respectivamente, e a África do Sul, um aumento de 14%, enquanto o número de ataques no Quénia diminuiu 13%.

Embora o flagelo do malware sempre tenha sido motivo de preocupação, os últimos 12 meses destacaram como os hackers estão redirecionando seus esforços para comprometer os sistemas corporativos e do consumidor e obter acesso a dados e informações essenciais.

Dado o crescimento da transformação digital em toda a África desde o ano passado, o continente tornou-se um alvo atraente para aqueles que procuram explorar a falta de educação do usuário e compreensão da segurança cibernética.

Isso contribuiu para o grande número de dispositivos pessoais que ainda não têm nenhum tipo de software de segurança cibernética instalado ”, disse Bethwel Opil, gerente de vendas corporativas da Kaspersky em África.

Google paga 15 mil milhões de dólares à Apple para ser principal motor de busca no Safari

O Google pagará 15 mil milhões de dólares à Apple para ser principal motor de busca no Safari em iPhones, iPads e iMacs, de acordo com analistas da Bernstein. No ano passado, o valor tinha sido de US$ 10 mil milhões.

Apesar deste avultado pagamento, a Google não garante a exclusividade do motor de busca nos dispositivos da Apple – outras plataformas de pesquisa online, como o DuckDuckGo e o Ecosia, também estão integrados diretamente no Safari. A grande diferença é que sem o utilizador escolher qual o motor de busca a usar, as pesquisas são sempre feitas no Google.

Ainda de acordo com a Bernstein, que cruzou dados públicos de ambas as tecnológicas para fazer a estimativa do valor pago, o contrato para o ano de 2021 representa um acréscimo de 50% nesta despesa da Google, pois o motor de busca do Safari tinha custado 10 mil milhões de dólares em 2020.

E a tendência é para continuar a subir: a mesma empresa de análise estima que a Google tenha de pagar entre 18 e 20 mil milhões de dólares à Apple já no próximo ano.

Toni Sacconaghi, analista da Bernstein, diz que a Google continua a investir cada vez mais dinheiro para manter a posição no Safari, mas também para manter a Microsoft e o motor de busca Bing ‘longe’ daquele que é um dos navegadores mais populares do mundo, sobretudo em dispositivos móveis. Por outro lado, avisa, “com os pagamentos a aproximarem-se dos 18 a 20 mil milhões de dólares em 2022, não é implausível que a Google reveja a sua estratégia”.

Ao longo dos anos, o Google tem demonstrado que o segmento de serviços da empresa, que inclui o motor de busca, é uma das principais maneiras de aumentar receita e lucro, então o investimento anual à Apple compensa.

ANGOWASTE, Campeã Nacional do ClimateLaunchpad Angola


No dia 20 do mês corrente, Angowaste, uma startup que conecta os atores envolvidos na cadeia de valor da reciclagem, foi consagrada como a campeã nacional do ClimateLaunchpad Angola.

O ClimateLaunchpad, que é a maior competição global de ideias verdes, apoia ideias inovadoras em fase inicial, em áreas distintas como energias renováveis, eficiência energética, alimentos e agricultura, água e saneamento, transporte, tecnologia industrial
ou outras que contribuam para combater alterações climáticas.

Em Angola, é organizado pela primeira vez pela Acelera Angola, com o suporte da Embaixada da Suécia, IdeiaLab, Agência Nacional de Resíduos, Embaixada dos Estados Unidos, União Europeia e a EcoAngola.

Nesta primeira edição, 44 candidaturas foram submetidas no total, sendo que 10 foram selecionadas para bootcamps, sessões de mentoria e participação na Final Nacional do ClimateLaunchpad. O evento foi transmitido através da página de Facebook da Acelera
Angola.

A Angowaste foi consagrada a vencedora nacional, tendo ficado em 1º lugar. No mesmo dia, foram consagrados os vencedores do 2º e 3º lugar da competição, nomeadamente:

  • Kiapembe Energy (2º lugar): startup voltada na criação de uma tecnologia de digestão anaeróbia por meio do consumo de materiais orgânicos.
  • Bio Rise (3º lugar): startup focada no uso de biochar da casca de arroz para melhorar a fertilidade dos solos, aumentar a produção agrícola e reduzir as emissões de gases do efeito estufa.

A competição contou com os seguintes júris para a avaliação das candidaturas:

  • Olívio Panda, Agência Nacional de Resíduos
  • Timóteo Júlio, Fundação Kissama
  • Janeiro Avelino Janeiro, Programa Das Nações Unidas Para o Desenvolvimento (PNUD)

As 3 finalistas nacionais qualificaram-se para a próxima ronda da competição, as Finais Regionais, a serem realizadas em Setembro.

Sócia expande-se pelo mercado Africano e traz novos serviços

Já não deve ser novidade para muitos que, a Sócia, um “fenómeno dos armazéns em Angola” existe há algum tempo em forma de aplicativo, dando a possibilidade dos utilizadores de efectuarem compras em partilhadas.

No mercado desde 2019, foi o ano de 2020 que trouxe o reconhecimento, a aplicação ganhou concursos como o Seedstars Luanda, Unitel Go Challenge. Mas o serviço que promete baixar os custos de aquisição de bens alimentares em Angola, não ficou aí. Em 2021 foram revelados os projectos de expansão e a criação de novos serviços.

Expansão no mercado africano

Depois destes anos ganhar confiança no mercado angolano, a Sócia já encontra-se operar em Moçambique, bem como a trabalhar já na sua expansão para Cabo Verde. Acredita-se que mais países de língua oficial Portuguesa podem também ter acesso ao produtos com o andar do tempo.

Novos serviços

A aplicação tem estado já a contar com novos serviços como Sócia Agente que qualquer pessoa que possui um smartphone poder ajudar pessoas sem smartphone a fazer compras compartilhadas, e o Agente ganha alguma percentagem. Recentemente na aplicação foi lançado ainda o serviço “Rifa Digital”, a Rifa é o bilhete que te da a possibilidade de comprar produtos com 90% de descontos.

A rifa exige um mínimo de até 10 participantes que pagam pelo bilhete o equivalente a 10% do valor do produto, quando atingido o numero de participantes o sistema termina automaticamente a rifa e escolhe um vencedor entre os compradores do bilhete da rifa.

Angola possui mais de 22 mil quilómetros de fibra óptica

Angola conta com mais de 22 mil quilómetros de fibra óptica, que têm permitido a conexão de 14 milhões de assinantes de telefonia móvel, sete milhões de utilizadores de Internet e dois milhões de subscritores de televisão por assinatura.

Estes dados foram apresentados ontem, em Luanda, pelo  ministro das Telecomunicações, Tecnologia de Informação e Comunicação Social (MITTICS), Manuel Homem, durante a abertura do primeiro  Conselho Consultivo daquele departamento ministerial, que decorreu sob o lema: “Tecnologia de Informação, Comunicação Social, melhor integração, mais inovação e desenvolvimento”.

Manuel Homem disse que, no domínio das comunicações electrónicas, o país conta com uma ligação de fibra óptica para a província de Cabinda, que concretiza a integração de Angola à Rede Única africana, atravessando a República Democrática do Congo. Ainda no domínio das comunicações electrónicas, o ministro assegurou que está em funcionamento o projecto Angola Online, que terá um total de 125 pontos de acesso público e gratuito à Internet.

Segundo Manuel Homem, a meta é permitir a conectividade e acesso à banda larga em todo o território nacional, prestação de serviços de qualidade, implementação e desenvolvimento de novas aplicações, visando o crescimento e prosperidade do país e a concretização do objectivo de transformar Angola numa referência de comunicações na SADC.

No domínio da Estratégia Espacial Nacional, Manuel Homem explicou que decorre, dentro do cronograma estabelecido, a construção e colocação em orbita do projecto ANGOSAT-2, um satélite de telecomunicação cujo lançamento em órbita está previsto para 2022. O ministro sublinhou que, no que toca ao sector da meteorologia e geofísica, está em curso a melhoria das infra-estruturas do Instituto Nacional de Meteorologia e a  instalação de novas estações automáticas para melhorar e reforçar a previsão do tempo, do mar e da rede de observação de superfícies e altitudes.
Comunicação social

Manuel Homem reafirmou a modernização e melhoria das condições de trabalho dos órgãos públicos de comunicação social. “Como resultado daquelas melhorias, a Televisão Pública de Angola está a transferir o sinal  para o digital e em alta definição, bem como a actualizar as condições dos estúdios”, frisou.

Manuel Homem anunciou que o MITTICS vai criar um fundo social com objectivo de apoiar os funcionários da instituição, dos órgãos tutelados  e das empresas tuteladas. “A par disso, vai ser implementado o qualificador ocupacional nas empresas que ainda não têm e resolvidas as questões relativas a segurança social”.

O ministro reconheceu que o “caminho é longo”, mas é fundamental  “não se perder o sentido e a obrigação de resolver e implementar todos esses planos, visando o bem do sector”.

MINTTICS realiza Conselho Consultivo com o foco na integração

O Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS) realiza nesta sexta-feira (27) o primeiro Conselho Consultivo Sob o signo “Tecnologias de informação, Comunicação Social, melhor integração mais desenvolvimento”.

De acordo com o Director Nacional de Informação e Comunicação Institucional do MINTTCS, António de Sousa, o evento vai servir de introspecção e balanço sobre as actividades desenvolvidas pelo pelouro.

Vamos realizar debates e reflectir sobre os desafios e avanços no sector. Estarão presentes, além de membros de direcção do Ministério, associações profissionais, entre outros parceiros”, adiantou.

A expansão e cobertura nacional dos serviços de telecomunicações e da comunicação social, rede nacional de banda larga, projecto Angosat 2, modernização, recursos humanos e formação constam dos temas em debate.

Empresa sul-africana de imobiliária passa aceitar pagamentos em criptomoeda

A Quorum Holdings, uma empresa especializada em moradias residenciais e estudantis acessíveis, é a primeira imobiliária na África do Sul a aceitar depósitos de aluguel em tokens de criptomoeda e a permitir que possíveis inquilinos se beneficiem potencialmente de um aumento no valor.

Embora os depósitos de aluguel sejam uma prática padrão na África do Sul, os inquilinos geralmente não se beneficiam do dinheiro que está em posse de seus proprietários, e os depósitos podem ser mantidos por vários anos, dependendo do arrendamento.

A Quorum diz que tem um portfólio crescente com expectativa de atingir cerca de 3.000 unidades residenciais em Joanesburgo no médio prazo e mais 5.000 camas em acomodações estudantis por meio de uma subsidiária Urban Circle, a empresa possui e administra um portfólio de propriedades.

O depósito do aluguel da criptografia será realizado na maior bolsa de criptomoedas da África do Sul, Luno. Os inquilinos irão simplesmente transferir o depósito acordado para a conta empresarial Luno da Quorum Holdings.

“Os inquilinos podem usar bitcoin ou ethereum para garantir seus arrendamentos, sabendo que sua criptografia também será mantida em uma plataforma segura e confiável. Os riscos associados à volatilidade do preço da criptografia ainda existem, mas todos os ganhos são para o locatário na saída do empreendimento, estando o locador preparado para arcar com as eventuais perdas ”, diz Saul Mayers, Grupo Legal da Quorum Holdings.

Etiópia planeia a sua própria rede social para substituir ofertas globais

A Etiópia está em processo de desenvolvimento de sua própria plataforma de mídia social para receber ofertas globais como WhatsApp, Facebook e Twitter, segundo informações da agência de notíciasa Reuters. No entanto, um analista de TICs e telecomunicações da Africa Analysis afirma que, embora uma rede social local possa ser bem recebida, a sua sustentabilidade é uma questão de escala.

A Reuters informou que o governo etíope não pretende bloquear os serviços internacionais, mas substituí-los por uma plataforma local, e citou Shumete Gizaw, diretor-geral da Agência de Segurança da Rede de Informações (INSA).

Gizaw disse que a Etiópia contará com a sua própria experiência para desenvolver a rede. Estatisticas sugerem que o país tem seis milhões de usuários do Facebook, e o número projectado de usuários de mídia social no país é estimado em 48,59 milhões até 2025.

Dobek Pater, Diretor de Desenvolvimento de Negócios da Africa Analysis, acredita que uma rede social desenvolvida localmente terá sucesso assim que ganhar escala.

“As mídias lociais são possíveis na China (WeChat) devido à grande população e ao forte impulso do governo nessa direção. Isso poderia ser possível na Índia e talvez em um ou dois outros grandes mercados, por exemplo, Indonésia ou Brasil. Uma questão chave é com relação ao modelo de financiamento. Se as pessoas tiverem que pagar por um aplicativo como este, elas ficarão mais inclinadas a usar versões gratuitas. O governo vai financiá-lo? Provavelmente não é um modelo sustentável de longo prazo. Será baseado na receita do anúncio? Isso normalmente requer economias de escala (um grande público). ”

Pater acrescentou que aplicativos globais (como WhatsApp, Signal, Telegram) têm o atrativo de serem usados ​​globalmente, sem limitação geográfica. Com a (provavelmente grande) diáspora etíope em todo o mundo, provavelmente é mais fácil se comunicar usando um desses grandes aplicativos do que pedir aos membros da diáspora que usem o aplicativo de camisola etíope.

Actualmente, o número de usos de smartphones (3G / 4G) na Etiópia permanece pequeno e o uso de dados limitado. Isso não é propício para o desenvolvimento rápido de economias de escala. O que leva à questão: quem financiará o desenvolvimento inicial e a manutenção / actualizações subsequentes? Existem vários aplicativos menores dessa natureza em todo o mundo, mas eles normalmente têm um modelo de financiamento que paga pelo usuário (e a base de usuários permanece pequena).