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Sábado, Março 7, 2026
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Interpol diz que crimes financeiros e informáticos são as principais ameaças

O branqueamento de capitais é a ameaça “número 1”, referiu na nota a agência internacional de polícia criminal (Interpol, em inglês), ao explicar os resultados de um inquérito às polícias dos 195 países membros, indicando ainda que 67% das nações a consideram de “alto” ou “muito alto” risco.

O uso de programas de computador para realizar chantagem, também conhecido como ransomware, ocupa a segunda posição, pois também é classificado como de risco “alto” ou “muito alto” por 66% dos membros. Além disso, é o crime que se espera que mais aumente nos próximos anos (72%).

Ainda mais preocupante para a Interpol é que 62% dos entrevistados antecipam que a exploração sexual e o abuso de crianças online também estarão no topo da lista, em terceiro lugar, de ameaças criminais que mais aumentarão. Esta previsão baseia-se na constatação de que a procura e produção de material para exploração sexual infantil aumentou “significativamente” durante a pandemia de COVID-19.

MAIS: Recebeu e-mail sobre uma ”Convocação” da INTERPOL? Mensagem é “fraudulenta”

Se tradicionalmente era o narcotráfico que dominava as listas de ameaças criminais, a Interpol sublinhou que o crime financeiro por meios informáticos cresceu “significativamente” nos últimos anos, principalmente durante a pandemia. A razão é que durante e após os confinamentos, a digitalização acelerou-se, com atividades profissionais e pessoais cada vez mais a decorrer em casa e online.

Isso permite uma ampla gama de crimes informáticos, como o comprometimento dos e-mails corporativos, fraude executiva (criminosos que se fazem passar por gerentes), golpes de comércio eletrónico ou fraudes de investimento, que cresceram em quase todas as regiões do mundo.

Para maximizar o benefício ilícito e o dano, são utilizadas técnicas como a dupla extorsão em que os dados são criptografados e as vítimas são ameaçadas de serem expostas publicamente, o que implica um risco de interrupção da atividade das empresas.

A Interpol observa que crimes financeiros e crimes informáticos “estão invariavelmente ligados“, pois uma parte significativa da fraude é realizada com tecnologias digitais e os criminosos também contam com fraudes financeiras para branquear os seus lucros.

Há cada vez menos liberdade na Internet e os governos são os culpados

A liberdade global na Internet diminuiu pelo 12.º ano consecutivo, com os direitos humanos em ambiente online a deteriorem-se em 28 países e com os Governos a aumentar a repressão em espaços virtuais, afirmou hoje a Freedom House.

No seu relatório anual, denominado “Liberdade na Rede 2022: Contrariando uma revisão autoritária da Internet“, a organização sem fins lucrativos com sede em Washington indicou que as quedas mais acentuadas na liberdade na Internet foram documentadas na Rússia, Mianmar, Sudão e Líbia, mas a China continua a ser, pelo oitavo ano seguido, o país com o ambiente online mais repressivo do mundo.

Em pelo menos 53 países, os utilizadores enfrentaram repercussões legais por se expressarem online, muitas vezes levando a penas de prisão draconianas“, lamentou a organização.

O relatório sublinha também que os Governos estão a separar a Internet global para criar espaços online mais controláveis.

Um número recorde de Governos nacionais bloqueou ‘sites’ com conteúdo político, social ou religioso não violento, minando os direitos de liberdade de expressão e acesso à informação. A maioria desses bloqueios visava fontes localizadas fora do país. Novas leis nacionais representam uma ameaça adicional ao livre fluxo de informações ao centralizarem a infraestrutura técnica e ao aplicar regulamentações falhas a plataformas de redes sociais e dados de utilizadores“, diz o documento.

A queda mais acentuada na liberdade na Internet ocorreu na Rússia, quando o Kremlin intensificou os seus esforços “para sufocar a oposição doméstica e amordaçar a imprensa independente após a sua invasão ilegal e não provocada da Ucrânia“, apontou a organização sem fins lucrativos.

Numa visão mais global, a Freedom House estima que dos mais de 4,5 mil milhões de pessoas com acesso à Internet no mundo, 76 por cento vivem em países onde indivíduos foram detidos ou presos por publicarem conteúdo sobre questões políticas, sociais ou religiosas e 64% residem em Estados onde pessoas foram atacadas ou mortas pelas suas atividades online desde junho de 2021.

O declínio global foi impulsionado por líderes repressivos nos seus próprios países e no cenário internacional, onde procuraram dividir a Internet aberta numa ‘manta de retalhos’ de enclaves repressivos que promovem os seus interesses e consolidam o seu poder“, observou a Freedom House.

MAIS: Rússia pode destruir cabos submarinos e bloquear a internet na Europa

Este relatório identifica três causas principais de fragmentação que contribuíram para diminuir o respeito aos direitos humanos online: restrições ao fluxo de notícias e informações, controlo estatal centralizado sobre a infraestrutura da Internet e barreiras às transferências internacionais de dados de utilizadores.

Um número crescente de utilizadores só tem acesso a um espaço online que reflete as visões do seu Governo e os seus interesses.

“Diplomatas da China e da Rússia fizeram incursões em instituições como a União Internacional de Telecomunicações (UIT), procurando transformar a agência das Nações Unidas num regulador global da Internet que promove interesses autoritários”, denuncia-se no relatório.

Contudo, apesar do cenário negativo, um número recorde de 26 países tiveram melhorias na liberdade na Internet. Duas das maiores melhorias ocorreram na Gâmbia e no Zimbabué. A Islândia foi, mais uma vez, o país com melhor desempenho.

Apesar do declínio global geral, as organizações da sociedade civil em muitos países têm conduzido esforços colaborativos para melhorar a legislação, desenvolver a resiliência dos ‘media’ e garantir a responsabilidade entre as empresas de tecnologia. Ações coletivas bem sucedidas contra o desligamento da Internet ofereceram um modelo para mais progresso em outros problemas, como ‘spyware’ comercial“, diz o documento.

MAIS: Internet bate recorde em Angola no mês de agosto

Nos Estados Unidos, a liberdade na Internet melhorou ligeiramente pela primeira vez em seis anos.

Contudo, a poucas semanas das eleições de meio de mandato, agendadas para novembro de 2022, “o ambiente online estava repleto de desinformação política, teorias da conspiração e assédio online direcionado a oficiais e funcionários eleitorais“, refere-se.

O relatório em causa é um dos principais estudos anuais sobre direitos humanos na esfera digital, examinando tendências globais, descobertas específicas sobre cada país e melhores práticas sobre como proteger os direitos humanos online.

O documento resulta de uma análise feita entre junho de 2021 e maio de 2022 e analisa a liberdade na Internet em 70 países, representando 89% dos utilizadores de Internet do mundo.

O relatório avalia como os Governos estão a exercer controlo sobre o que milhares de milhões de pessoas podem aceder e compartilhar online, inclusive bloqueando ‘sites’ estrangeiros, acumulando dados pessoais e aumentando o controlo sobre a infraestrutura técnica dos seus países.

Lançamento do Angosat-2 é um marco nas relações Angola-Rússia

O Angosat-2, satélite geoestacionário angolano que se encontra em órbita desde às 0h:00 da última quinta-feira(13), 7 horas depois do seu lançamento, é um passo importante nas relações de cooperação entre Angola e a Rússia, além de incentivar a realização, a curto prazo, da 6ª sessão da Comissão Mista Intergovernamental entre os dois países, a ter lugar no final do ano, em Luanda.

Essa ideia veio do embaixador angolano na Rússia e da comunidade dos países independentes, Augusto Silva Cunha, destacando à cooperação económica, técnico-científica e cultural com a Rússia.

MAIS: Velocidade do Angosat-2 satisfaz os especialistas

Ainda sobre o Angosat-2, o mesmo aguarda apenas pelo seu posicionamento espacial, que deve acontecer nos próximos dias.

Localização Actual do Angosat-2 (Actualizado as 13:49 do dia 20 de Outubro de 2022)
Localização do Angosat-2 (Atualizado as 13:49 do dia 20 de outubro de 2022)

A chegada ao seu ponto de  funcionamento, que estava prevista para um período de 15 ou 17 dias, vai acontecer antes, em função da velocidade que leva na sua trajetória.

Netflix poderá lançar um serviço de jogos baseado na nuvem

Recentemente a Netflix anunciou a criação do seu próprio estúdio de videojogos, onde se referiu que os jogos produzidos não terão anúncios ou microtransações, notando que Marko Lastikka (que já passou pela Electronic Arts e pela Zynga) será um dos produtores responsáveis pelos jogos produzidos.

Mas agora surge a notícia que, a Netflix está a explorar seriamente o lançamento de um serviço de jogos baseado na nuvem, mas a empresa aparentemente está a procurar usar a sua experiência geral em streaming de dados para permitir que as pessoas joguem na nuvem.

Segundo Mike Verdu (Vice-presidente de jogos da empresa), “Estamos a explorar seriamente uma oferta de jogos baseados na nuvem para podermos alcançar os utilizadores em TVs e PCs”. “Vamos abordar isso da mesma maneira que fizemos com os smartphones, sendo começar pequeno, ser humilde, ser atencioso e depois construir. Mas é um passo que achamos que devemos dar para conhecer os membros onde eles estão nos dispositivos em que consomem a Netflix.”

Esse anúncio foi efetuado no mesmo dia em que a empresa revelou que tem mais 55 jogos em desenvolvimento. Mas também chega logo após a surpreendente notícia do Google de que encerrará a sua própria oferta de jogos baseados nuvem, denominada Stadia, que não conseguiu ganhar força apesar do seu imenso conhecimento técnico em streaming. A Netflix acredita que pode ter sucesso onde o Google falhou por causa da forma como os jogos em nuvem seriam um “valor agregado” ao modelo de negócios da Netflix.

Ministério das Telecomunicações garante apoio a modernização tecnológica da TPA

A Televisão Pública de Angola (TPA) vai passar por uma modernização tecnológica, de modo a ampliar o seu papel de prestação de serviço público de informação, formação da população, elevação da cidadania e de resgate dos valores e princípios da cultura angolana.

Essa garantia foi dado pelo ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, falando no evento alusivo ao  47º aniversário da Televisão Pública de Angola (TPA), onde também elogiou os progressos ocorridos na TPA, principalmente ao que considerou um ambicioso e necessário programa de modernização tecnológica, de melhoria e reforço dos processos e das condições de trabalho.

Nesta ocasião ímpar e de enorme regozijo, endereço ao Conselho de Administração da TPA, aos funcionários e os seus familiares, votos de feliz aniversário”, acrescentou o Ministro.

MAIS: TPA ganha um canal exclusivo para as notícias

Ainda sobre este processo, segundo o Ministro, já permitiram a passagem da emissão de conteúdos, do analógico para o HD, que só foi possível pela implementação do programa de capacitação e especialização permanentes dos quadros das distintas áreas, colocando a televisão nos atuais padrões técnicos e tecnológicos.

De informar ainda que a televisão pública nacional vai beneficiar-se também de uma reabilitação das suas infraestruturas tecnológicas avaliados em 39,9 milhões de euros, segundo um despacho assinado pelo Presidente da República, João Lourenço.

Os valores vão ser empregues propriamente para a abertura do procedimento de contratação simplificada para a reestruturação dos meios tecnológicos da televisão estatal, onde isso deve-se “a urgência imperiosa de assegurar o seu normal funcionamento e consequentemente garantir a manifestação do interesse público“, informa o Estado Angolano em nota.

Segurança Cibernética é destaque na 7° edição do LISPA Talks

Acontece nesta sexta-feira(21) a 7° edição do LISPA Talks, pelas 17h00, no formato online, que vai trazer em conversa o tema da Segurança Cibernética, como orador principal o hacker português André Baptista, cofundador da Ethiack, que  tem 10 anos de experiência em hacking ético.

Segundo a nota oficial do evento, enviada a redação da MenosFios, o especialista irá apresentar cenários reais de vários ciberataques que resultaram em danos significativos e como os negócios se podem prevenir nesta Era Digital. Serão abordados tópicos como o papel dos hackers éticos, vulnerabilidades, aprendizagem de cibersegurança, impacto em termos de negócio, exposição de dados (GDBR), segurança ofensiva ou defensiva e como podem manter os vossos produtos seguros.

MAIS: LISPA JumpStart: Abertas candidaturas para 4° edição do programa acelerador de startups

Ainda sobre o André Baptista, de informar que já foi considerado o hacker mais valioso do mundo em 2018, numa competição internacional, e soma vários prémios internacionais devido ao apoio que dá a empresas de todo o mundo, a corrigir mais de 500 vulnerabilidades impactantes.

Para participar, faça a sua inscrição clicando em aqui.

“Redes sociais são a minha terapia”. Kanye West explica compra da Parler

O rapper Kanye West anunciou esta semana a intenção de adquirir a rede social Parler, uma rede social especialmente popular entre o público mais conservador. West anunciou a decisão após ser banido do Instagram e do Twitter após ter publicado comentários antissemitas que vão contra as regras das plataformas em questão.

Em entrevista à Bloomberg, Kanye West explicou que a decisão se deve à necessidade de se fazer ouvir de dar uma plataforma a todas as pessoas que se sentiram intimidadas pelas suas opiniões.

Quando fui banido do Instagram e do Twitter sabia ser altura de adquirir a minha própria plataforma. As pessoas falavam sobre isso e mencionei esta ideia durante anos, mas chega, afirmou West.

MAIS: WhatsApp vai dar opção de editar mensagens enviadas

O rapper norte-americano explicou que a compra da Parler ajudará a tornar a rede social o destino para as pessoas que foram intimidadas pela polícia do pensamentoExpressem o que sentem. Expressem o que está dentro de vocês. Expressem o que vos tem atormentado. As redes sociais são a minha terapia, declarou Kanye West.

RDCongo torna-se o sexto país africano a aprovar um Projeto de Lei para as Startups

O parlamento da República Democrática do Congo aprovou recentemente uma medida que concede o título de startups as empresas de tecnologia e digital no país, de acordo com a Afrikan Heroes, e confirmada do Congo pela Techbuild.

A sessão ordinária do parlamento de Brazzaville viu a aprovação da lei.

Esta lei foi aprovada pelo governo congolês logo após a segunda leitura, onde o projeto de lei foi aprovado pela câmara alta congolesa.

A execução desta lei faz parte da estratégia nacional de digitalização conhecida como “Visão Congo digital 2025“. O referido projeto estabelece um programa abrangente para incentivar o desenvolvimento da economia digital no país.

Segundo Juste-Léon Ibombo, Ministro das Comunicações, Correios e Economia Digital do Congo, a aprovação desse projeto de lei vem numa hora para incentivar a formação de startups, onde acredita que a mesma proporcionará a sua proteção.

MAIS: Nigéria torna-se o quinto país africano a aprovar um Projeto de Lei para as startups

O Ministro afirmou ainda que o compromisso do governo com essa lei é permitir que startups e jovens empreendedores gerem dinheiro e tragam benefícios para a economia do país.

Nos últimos tempos a RD Congo tem-se distinguido em nível digital, em relação aos outros países da África Central. Este país tem visto um crescimento na quantidade de startups fintech, e-commerce, e-health e agritech desde 2015.

O ecossistema de startup congoleses gerou US$ 1 milhão de fundos de investimento e outras empresas de capital de risco em 2021, conforme registado pela pesquisa “2021 Africa tech venture capital” da Partech.

A referida lei vai fortalecer as parcerias com startups locais e dar-lhes acesso a vantagens financeiras e legais, bem como fomentar o seu desenvolvimento. O projeto precisa da aprovação final do presidente antes de ser implementado corretamente.

Inúmeros ecossistemas de startups florescentes existem na África, e esses ecossistemas estão sustentando a economia do continente.

Nações africanas como a Nigéria e a República Democrática do Congo estão implementando leis de startup com cautela para fortalecer o ambiente de startups.

O Congo se junta assim à Nigéria, Tunísia, Quénia, Etiópia e Senegal como os países africanos a terem um projeto de lei de startup aprovado.

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TikTok bate recorde de utilizadores diários ativos

O TikTok supostamente nunca foi uma rede social de consenso desde que foi revelada (Particularmente não me atrai). Com uma filosofia única, rapidamente foi tomada como o novo padrão que muitas outras trataram de copiar e replicar para dar novidades aos utilizadores.

Com um crescimento que está longe de abrandar, sem esquecer os seus correntes diretos (Facebook, Instagram, etc.), surge agora um novo marco importante que foi ultrapassado. O TikTok bateu mais um recorde e atingiu agora os mil milhões de utilizadores diários ativos.

Esta informação ainda não é oficial…

Esta não é ainda uma informação pública e oficial, mas foi revelado por fontes internas ao TikTok. A informação do Science and Technology Innovation Board Daily revela que a meta dos mil milhões de utilizadores ativos tenha sido ultrapassada. Apesar de ter os seus valores a crescer de forma constante nos últimos tempos, isso levou a que a rede social tivesse de alargar agora a sua infraestrutura para suportar este valor.

A concorrência já atingiu esses valores?

Ao atingir este número de utilizadores diários ativos, o TikTok juntou-se a um grupo restrito de apps na Internet. Apensa o Facebook, WhatsApp, Instagram e YouTube já tinham conseguido atingir os mil milhões de utilizadores diários e assim bater toda a concorrência. Apesar de este ser já um valor único, o TikTok provavelmente não quererá ficar por este valor para os próximos meses. A rede social tinha definida uma meta bem específica e queria garantir conseguir alcançar os mil milhões de utilizadores até ao final do ano.

Quando é que esses valores serão ultrapassados?

No caso do TikTok há ainda certamente espaço para crescer e tem uma taxa de penetração global inferior a 20%. No entanto, a app Douyin, a versão chinesa da rede social, tem uma taxa de penetração próxima de 54% no seu país de origem. Se a versão global atingir esta taxa de penetração, o TikTok aumentará rapidamente para mais de 2 mil milhões de utilizadores diários ativos. Para muitos, esta rede social é um caso de estudo e uma proposta que dificilmente será igualada no futuro. O TikTok tem servido de inspiração a outras redes e definido o que é o futuro.