
Angola está a entrar no mapa das energias renováveis e onde o próximo passo será um maior envolvimento do sector privado neste mercado, segundo a Diretora-Executiva da Associação Lusófona de Energias Renováveis (ALER), Isabel Cancela de Abreu.
A especialista que falava na Conferência Internacional “Energia Renovável em Angola”, na capital do país, parabenizou o grande caminho que Angola tem feito no sector das energias renováveis, bem como o interesse dos membros da ALER em promover o tema e participar em fóruns para falar sobre as oportunidades que existem.
“De há uns anos para cá, o Governo tem dado maior atenção a estes temas, acreditamos que os dados estão lançados e que o sector vai avançar a grande velocidade”, disse a especialista.
Ainda sobre a situação nacional, Isabel Cancela afirma que, além dos projetos já tomados públicos, “há muitas intenções de investimento” que revelam a existência de muitas empresas interessadas em desenvolver projetos de energias renováveis em Angola.
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A dirigente da ALER sublinhou que o Executivo angolano tomou a iniciativa “e as empresas querem dar continuidade”, visto que há um ambiente propício, mas é necessário garantir que condições favoráveis para haver um investimento privado.
De informar que a Conferência Internacional “Energia Renovável em Angola” foi um evento realizado no seguimento do anúncio de vários projetos de investimento público em energia solar fotovoltaica para eletrificação de diferentes localidades nacionais, que darão um contributo muito relevante para se atingir a meta de 70% até 2025 tendo em conta os atuais 42%.
O mesmo reuniu mais de 300 participantes do sector público e privado, nacionais e internacionais, que em primeira mão deram toda a informação sobre os últimos desenvolvimentos e oportunidades de negócio no sector das Energias Renováveis no país.

No dia 12 de outubro de 2022), aconteceu o oficialmente lançamento em órbita do 





Anteriormente o paradigma do sector de telefonia móvel era apenas controlado por dois players, estamos a falar da Unitel que até então tinha praticamente todo o bolo da quota do mercado e a Movicel que era a única concorrente. No I semestre de 2022 o número de utilizadores de telemóveis em Angola cresceu 26% para 19,4 milhões, o equivalente a mais 4 milhões do que dezembro de 2021. Um número que disparou com a entrada em cena da Africell, mas também com o acréscimo dos clientes da Unitel.
Dos dados avançados pelo INACOM, é possível ainda constatar que existem no país 187.982 utilizadores que utilizam o serviço móvel pós-pago, e 19.196.714 utilizadores que utilizam o serviço móvel pré -pago. Entretanto, desde que a Africell entrou em “cena” que as operadoras baixam os preços dos seus serviços através de campanhas, algumas delas agressivas. A Unitel lançou o “Bazza” que, numa tradução livre, significa “vamos”. Já Movicel trouxe recentemente a campanha “Fezada” que se traduz, entre outras coisas por “sorte por conseguir algo”.

