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[Vídeo] Confira as principais notícias tecnológicas que marcaram a última semana #23

Na semana de 15 a 21 de Maio, a redacção da MenosFios lançou vários artigos que tiveram um grande engajamento por parte dos nossos seguidores, em todas as nossas plataformas digitais.

E são esses artigos que fazem a secção As Melhores Da Semana, contendo um vídeo totalmente interativo com o nosso “host” Sued De Oliveira.

 

A informação que dá conta que o nosso país conta com mais de 17 milhões de assinantes de telefonia móvel, bem como tem mais de sete milhões de utilizadores de Internet e mais de dois milhões de subscritores de televisão por assinatura Luanda, foi muito bem apreciada pelos nossos seguidores pelo que está presente nas melhores da semana.

Por outra, visto que boa parte dos nossos seguidores são jovens inovadores presentes no ecossistema de empreendedorismo digital, pelo que a noticia que dá conta que estão abertas a candidaturas para 2° edição do programa acelerador de startups LISPA JumpStart teve um grande “feedback” dos nossos leitores, por isso está presente no “As Melhores da Semana”, dessa semana.

De informar que o Top é de 5 notícias, pelo que para veres o vídeo completo terá que ires a nossa página oficial do Youtube, clicando em aqui.

E claro, podes ver o preview do vídeo completo acima, e não esqueça que na próxima semana teremos mais um “As Melhores da Semana”.

Então, isso é um Até Já!!!

Foste feito para o cinema e TV? O MultiChoice Talent Factory está a sua espera

A MultiChoice, líder em África no serviço de televisão por satélite, anunciou recentemente as candidaturas para a 5° edição do MultiChoice Talent Factory (MTF), o seu programa de formação em cinema e televisão de classe mundial que arranca em Outubro deste ano.

Segundo o comunicado de imprensa, na qual a redacção da MenosFios teve acesso, para a turma de 2022 a MultiChoice está a procura de 60 aspirantes a criadores de conteúdo de cinema e TV da África Austral, África Ocidental e África Oriental para o seu programa totalmente financiado pela empresa, com uma durabilidade de 12 meses.

As candidaturas estão aberta a todos os cineastas emergentes com alguma experiência na indústria ou qualificação pós-escolar relevante, para se candidatarem a esta excelente oportunidade de melhorar as suas competências de produção de televisão e cinema. O MTF é um programa que combina estudos de cinema, como direcção, design de som, o negócio do cinema, para citar alguns, com experiência no local de trabalho nas principais produções da M-Net.

Nessa edição de 2022, o MTF terá direcção de três novos directores de academia M-Net, nomeadamente Atinuke Babatunde (central da África Ocidental), Victoria Goro (central da África Oriental) e Christopher Puta (central da África Austral).

“Esta não poderia ser uma oportunidade mais emocionante para os criadores de conteúdo de cinema e TV africanos, afirmou a directora da Academia da África Ocidental, Atinuke Babatunde, citado na nota oficial.

MAIS: Combate a pirataria é destaque em Webinar organizado pela MultiChoice

O renomado director frisou ainda que “há tantas histórias no nosso continente que necessitam de ser contadas e documentadas com competência e paixão que apenas um programa como o da MTF Academy pode formar jovens para fazê-lo. Mal posso esperar para fazer parte desta jornada,”.

Por outro lado, a directora da Academia Oriental Victoria Goro liderará a Central da África Oriental da MTF, onde trás no seu currículo 31 anos de experiência em produção cinematográfica e como uma das especialistas em produção de documentários mais procuradas no Quénia.

“Como alguém apaixonado por formação e partilha de conhecimento, não há nada que possa igualar o nível de conhecimento e experiência prática que a Turma de 2023 irá obter. O facto do programa MTF resultar também na criação de empresas de produção por ex-alunos após a graduação, prosperando desse modo no auto-emprego, diz tudo o que necessita saber sobre o sucesso deste programa,” revelou Goro em comunicado.

O MultiChoice Talent Factory vem como uma forma da MultiChoice Africa mostrar que está empenhada em construir e sustentar o canal de formação para o emprego na indústria cinematográfica e televisiva de África, e onde essa iniciativa visa uma divisão 60/40 a favor das mulheres desde o seu início.

De acordo ainda com a MultiChoice Africa, além da formação prática que todos os alunos receberão como parte do programa, receberão ainda uma experiência melhorada de formação por parte das parcerias da Academia, que incluem a New York Film Academy (NYFA), a Henley Business School, a Dolby e a Canon, entre outros.

As candidaturas estarão abertas a partir de segunda-feira, 9 de Maio e terminam na sexta-feira, 3 de Junho de 2022, e podes fazer a tua clicando em aqui.

MUSSIKA: A plataforma que trás uma nova dinâmica de negócios em Moçambique

Nos últimos anos a vida digital tem trago uma infinidade de possibilidade para a sociedade, onde a partir da tecnologia é possível ter disponível tudo quanto as pessoas necessitam no dia-a-dia.

Foi tendo em base essas possibilidades, que um grupo de jovens empreendedores da província da Zambézia, em Moçambique, criaram a plataforma Mussika, que é um mercado digital que visa facilitar a troca de bens e serviços.

Palavra proveniente da língua Chuabo, uma das línguas originais do país, e que em português significa “Mercado”, o projecto está localizado no domínio MUSSIKA.CO.MZ, e foi pensado e criado pelo Centro de Estudos para o Desenvolvimento da Zambézia (CEPDZ), de modo a permitir que os agentes económicos possam expandir, através de uma aforma simples e fácil, os seus negócios, na medida em que estes interagem com os seus parceiros e clientes à velocidade de um clique.

O Mussika vem em um contexto em que o mercado moçambicano tem tido poucas ou nenhuma soluções de comércio electrónico de grandes dimensões, de modo a responder as principais preocupações locais.

Amigos que estão em Maputo e Nampula iam questionando, eu quero passar as férias na Zambézia, será que há locais para dormir? Podes enviar-me contacto de um táxi? Se tiver que fazer uma compra ou comer pode dar-me alguma indicação?. Então, essas questões, que eram colocadas por amigos residentes em Quelimane, influenciaram-nos, no sentido de tornar a situação numa oportunidade de negócios. Mussika surge como uma resposta a questionamentos de amigos e familiares que tinham intenção de visitar Zambézia“, disse Paulo Bonde, fundador da plataforma.

MAIS: Moçambique: Jovens lançam plataforma de compra e venda de artigos em segurança

Segundo ainda o founder, a plataforma Mussika tem como objectivo principal tornar as vida de vários moçambicanos muito mais fácil.

Eu não preciso entrar num aplicativo de restaurante, depois ir para um aplicativo de hóteis ou aplicativo de táxis. Quando entro no Mussika, tenho tudo de que preciso“, frisou Bonde.

A plataforma tem ainda as potencialidades da província da Zambézia, visto que a ideia é abranger, embora que de modo gradual, as riquezas de todo o Moçambique, permitindo assim que toda e qualquer pessoa, não importa onde esteja no mundo, tenha acesso ao aplicativo e poderá comprar/vender produtos e bens para um público diversificado.

Actualmente a Mussika já conta com mais de dez categorias, desde lojas de acomodação, táxi, arte, cultura, restaurantes, eventos, turismo, saúde e de outros serviços.

Ainda na sua abordagem, Paulo Bonde explicou que “num restaurante, o que acontece, de forma geral, é encontrar um cardápio, solicitamos e vemos o menu. Usando a plataforma, é possível entrar em contacto de forma digital com este serviço e solicitar o que o consumidor necessite, daí o provedor de serviço dá seguimento á reserva consoante aos pagamentos verificados”.

Com isso, as organizações governamentais e não-governamentais, além de músicos, artistas e escritores podem divulgar e promover os vários tipos de actividades para um vasto e abrangente mercado, criando assim uma plataaforma de intercâmbio.

Ataques financeiros online subiram 233% na pandemia

A taxa de ataques financeiros fraudulentos via online aumentou 233% entre 2019 e 2021, de acordo com a análise de 18 mil milhões de transações bancárias globais feita pela tecnológica portuguesa Feedzai, que é especializada em prevenção de fraude.

Segundo o Relatório de Crime Financeiro “The RiskOps Age”, da referida empresa, o número de burlas cresceu a um ritmo superior à taxa de transações online legítimas, o que representa um grande aumento substancial do risco.

Viver um estilo de vida digital traz um mundo de conveniência, mas também oferece um ambiente de baixo risco e elevada recompensa aos defraudadores”, disse Jaime Ferreira, vice-presidente de ciência de dados global da Feedzai.

Para chegar a essa conclusão, a Feedzaicomparou os dados de gastos e consumo antes e depois da pandemia de Covid-19, entre 2019 e 2021, e concluiu que, enquanto as transações online cresceram 65%, a taxa de ataques fraudulentos disparou 233%.

Um dos fenómenos identificados pela Feedzai foi o de “esconder à vista”, em que os criminosos tentam passar despercebidos em ambientes onde há um grande volume de transações de baixo valor cada, o que não chama a atenção.

Nas plataformas de entretenimento digital, que experimentaram um salto exponencial por causa do confinamento, a subida dos ataques fraudulentos entre 2019 e 2021 foi de 794%.

É o ambiente perfeito para os defraudadores se esconderem – num número maciço de transações de baixo valor”, frisou Jaime Ferreira, acrescentando que, quanto maior o número de transações, maior a oportunidade dos defraudadores para testarem o uso de cartões roubados e outros esquemas sem levantar suspeitas.

Os consumidores e os bancos precisam de prestar atenção a essas pequenas transações fraudulentas, antes de se transformarem em grandes montantes”, alertou.

As tendências aceleradas pela situação pandémica, incluindo a mudança das transações em pessoa para transações online, vieram aliar-se à abundância de dispositivos e contas que cada pessoa tem, o que cria grandes quantidades de dados.

Os bancos podem usar esses pontos de informação para criarem serviços mais personalizados, mas o risco de fraude aumenta em proporção.

Este é o momento de ligar equipas e dados para prevenir fraude e oferecer melhores experiências ao cliente”, considerou Jaime Ferreira.

No que toca a métodos, a fraude mais usada foi a invasão de conta (account takeover), seguida da aplicação de esquemas de engenharia social e de compras fraudulentas (em que os consumidores pagam por produtos ou serviços que nunca lhes são entregues).

A usurpação de identidade e os esquemas de ‘smishing’ completam o top cinco, sendo este último um tipo de fraude que chega por mensagem de texto com hiperligações perigosas.

Jaime Ferreira mencionou um indicador interessante que adveio da análise aos dados do Reino Unido — onde as fraudes bancárias são 50% mais comuns via computador, telefone ou em pessoa que via aplicação móvel.

Podemos estar viciados nos nossos aparelhos móveis, mas os defraudadores não são tão bem-sucedidos por esse meio”, indicou o responsável. O facto de que os ataques foram 50% mais comuns quando os consumidores britânicos acederam ao banco via computadores, telefones ou em pessoa é uma indicação clara de que o dispositivo móvel é mais seguro no que toca ao acesso bancário”.

Ferreira considerou que os consumidores “devem ser encorajados a usar aplicações móveis seguras ao invés dos seus computadores”.

Para prevenir ataques de engenharia social, que são os segundos ataques mais usados, a Feedzai avisa os utilizadores que não devem abrir nem seguir hiperligações enviadas por email ou SMS, devem ter os seus dispositivos actualizados, usar autenticação de dois fatores e evitar fornecer informação pessoal ou sobre o empregador a terceiros.

Tens uma Startup? O Google For Startup Black Founders Fund está aberto a candidaturas

A Google anunciou recentemente que estão abertas as candidaturas para o continente africano da 2° edição do Google For Startup Black Founders Fund.

Depois de uma 1° edição de grande sucesso, a empresa tecnológica voltar a mostrar o seu compromisso no ecossistema digital africano, onde essa edição de 2022 vai ter um financiamento adicional de um milhão de dólares e o apoio a mais de 10 “founders”.

Com esses números, a Google vai assim para um compromisso de disponibilizar mais de 4 milhões de dólares a 60 startups em toda a África.

O Google For Startup Black Founders Fund está aberto a toda e qualquer startups que satisfaçam os critérios de elegibilidade em todos os países de África, mas principalmente em Botsuana, Camarões, Costa do Marfim, Gana, Etiópia, Quénia, Nigéria, Ruanda, Senegal, África do Sul, Tanzânia, Uganda e Zimbabué.

MAIS: Fórum Económico Mundial escolhe seis startups africanas para os Pioneiros da Tecnologia

As startups selecionadas receberão um incentivo económico entre 50.000 a 100.000 dólares, além de 200.000 dólares por startup no Google Cloud, suporte a formação e acesso a uma rede de mentores para ajudar a enfrentar os desafios exclusivos de cada startup. As candidaturas serão encerradas a 31 de maio de 2022 e os vencedores serão anunciados no dia 29 de julho de 2022.

Critérios de Elegibilidade:
startups em fase inicial com funders negros ou diversas equipas fundadoras,
startups que estão a beneficiar a comunidade negra,
operando e com sede em África,
startups com uma equipa fundadora diversificada com pelo menos um membro fundador negro;
aqueles que têm presença legal no continente e que construam soluções tecnológicas para África e para o mercado global;
aqueles que têm o potencial de crescimento para angariar mais financiamento e criar empregos.

O Google For Startup Black Founders Fund foi lançado na sequência do movimento Black Lives Matter, em 2020, e como parte dos compromissos de igualdade racial da Google. A iniciativa é uma promessa para impulsionar a oportunidade económica para os empresários negros. O BFF presta apoio a startups da região sob a forma de assistência em dinheiro sem fundos próprios que as ajuda a cuidar de necessidades imediatas, tais como o pagamento de pessoal, o inventário de financiamento e a manutenção de licenças de software.

Os interessados em candidatar-se ao Google For Startup Black Founders Fund podem encontrar mais informações clicando em aqui.

Shapers Talks: Literacia Financeira é destaque da 1° edição de 2022

Decorreu na última Sexta-Feira(20) a 1° edição de 2022 do Shapers Talk, organizado pela Global Shapers Luanda, evento que teve como objectivo permitir que as instituições nacionais possam se aproximar da população e a criarem um ambiente que proporcione o aumento dos indicadores sobre literacia financeira no país.

Com o tema “A Contribuição das Instituições Financeiras na Promoção da Literacia Financeira em Angola“, onde os prelectores foram Teresa Pascoal (Directora do Departamento de Inclusão Financeira do BNA), Cristina Mamade (Chefe de Divisão de Educação Financeira da CMC), Cristina Miguel (Consultora Financeira na Enterfin) e Carlos Sebastião (Administrador da Lwei Brokers), essa edição do Shapers Talk incindiu em um debate de partilhas de ideias, onde foi mostrado ao público o que várias empresas fizeram, fazem e o que pretendem fazer para combater a problemática da iliteracia financeira entre a população angolana.

MAIS: Governante defende reforço da cibersegurança nas plataformas de pagamentos

Com presença efectiva de vários jovens, principalmente pessoas sem instrução académica, levaram aos especialistas os problemas que têm tido no sector da literacia financeira, para que possam evitar burlas, algo que tem aumentado muito no país, nos últimos tempos, bem como reforçar a segurança e o número de utilizadores.

O Shapers Talks é uma iniciativa da Global Shapers Community Luanda, que teve início em 2013, e se enquadra no âmbito do projecto “O Futuro nas nossas Mãos – nós jovens protagonistas do desenvolvimento de Angola”, e onde o objectivo principal formar líderes.

Angola lança campanha Ciber Kid- Internet segura para crianças

O Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS) lançou na passada sexta-feira, em Luanda, a campanha denominada Ciber Kid (Internet segura para crianças).

O Director Nacional das Políticas de Cibersegurança e Serviços Digitais, Hediantro Wilson Mena, disse que o que se pretende com projecto é a sensibilização os adolescentes sobre os cuidados na lida e manuseio de meios electrónicos relacionadas com matérias de segurança cibernética.

A campanha que visa criar mecanismos para garantir segurança electrónica para as crianças na utilização de dispositivos eletrónicos.

Hediandro Mena explicou ainda que o projecto é de âmbito nacional e que deverá ter como foco todas as escolas do I e II ciclo do ensino secundário do país.

Workshops e seminários de capacitação durante os quais serão passadas técnicas de e práticas sobre o uso consciente da internet por parte dos adolescentes.

O ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Manuel Homem, destacou o papel do Ministério da Educação (MED) no combate ao mau uso das tecnologias de informação, sublinhando que a campanha da cyber segurança é fundamental para proteger as crianças em busca de conhecimento na Internet.

Manuel Homem considerou importante que os professores ensinem os alunos a não confiarem, nem postarem informações pessoais nas redes sociais.

É obrigação de todos ensinar as crianças a forma correcta de usar essa importante ferramenta, mas também deve ser preocupação de todos a cibersegurança, porque temos acompanhado vários casos violentos nas redes sociais”, expressou.

MAIS: Bengo: ONG promove educação e inclusão digital na comunidade da Santa Mboleia

Por isso, prosseguiu, a direcção Nacional de Cibersegurança escolheu o Ministério da Educação como parceiro estratégico para a campanha de cibersegurança nas escolas.

Por sua vez, a ministra da Educação, Luísa Grilo, disse que o ministério vai continuar a abraçar esses projectos, porquanto o futuro das crianças depende dos professores.

O projecto Ciber Kid é uma iniciativa bastante louvável e o Ministério da Educação não devia ficar de fora, porque sabemos que os professores são a base e eles têm a obrigação de ensinar o caminho certo”, frisou.

A Ministra da Educação, Luísa Grilo, reiterou que o futuro de toda e qualquer sociedade depende da educação, dos professores, e actualmente a internet é uma das ferramentas mais usadas no mundo, pelo que o MED não pode ficar ultrapassado pela tecnologia.

Cibersegurança é a proteção de sistemas de computador contra roubo ou danos ao hardware, software ou dados eletrônicos, bem como a interrupção ou desorientação dos serviços que fornecem.

O que são ataques de engenharia social e como funcionam?

Podemos definir a engenharia social como um ataque psicológico que explora o comportamento humano ou nossos preceitos cognitivos. Geralmente envolve enganar as pessoas para que divulguem, sem saber, informações confidenciais que podem ser usadas para fins corruptos ou criminosos.

Logo, os hackers usam técnicas de engenharia social para extrair informações pessoais que podem ser usadas para roubo de identidade ou outras fraudes ou crimes. Em uma época em que as pessoas estão cada vez mais experientes online, a engenharia social requer algumas sutilezas.

Geralmente, é um plano de várias etapas para primeiro ganhar confiança e, em seguida, acessar as informações direcionadas. Ao contrário dos ataques de segurança cibernética que exploram as estruturas de software e código de computador. Ou seja, os ataques de engenharia social se baseiam no facto de que os humanos erram e podem ser manipulados.

A engenharia social envolve manipular alguém para divulgar informações confidenciais.

Os ataques de engenharia social geralmente visam informações confidenciais. Tais como credenciais de login, códigos PIN do Multicaixa Express, dados bancários ou outras informações pessoais.

MAIS: O que é um ataque de Dia Zero ?

Como funciona a engenharia social, exatamente?

Os golpes de engenharia social podem acontecer durante as interações pessoais e por telefone, mas geralmente ocorrem online. Na verdade, a engenharia social sustenta uma grande variedade de ataques cibernéticos, porque é mais fácil de realizar online.

No mundo físico, somos capazes de avaliar as nossas interações com as pessoas com base nas informações que recebemos por meio dos nossos sentidos. Observar a maneira de alguém e ouvir o seu tom de voz nos dá pistas sobre se algo é suspeito ou não.

As táticas de engenharia social geralmente funcionam como um ciclo:

Primeiro, um invasor reúne informações básicas também conhecidas como criação de perfil e escolhe um ponto de entrada. Em seguida, o invasor inicia o contacto e estabelece uma conexão.

Depois que a conexão é feita e o invasor é visto como uma fonte confiável, o invasor explora o alvo. Enfim, depois que as informações confidenciais são obtidas, o invasor se desconecta e desaparece.

Por que os ataques de engenharia social online são tão perigosos?

Os ataques de engenharia social podem ser muito perigosos para indivíduos e empresas, porque em ambos os casos, grandes quantias de dinheiro podem ser retiradas da vítima. Os invasores visam os funcionários do departamento financeiro se passando por funcionários de nível superior.

Os hackers enviaram e-mails de contas de e-mail corporativas falsas. Mas convincentes, a solicitar uma mudança de conta. Logo isso enganou com sucesso os financeiros para que transferissem grandes somas de dinheiro para as contas controladas pelos hackers coniventes.

Para a maioria das pessoas, perder qualquer quantia de dinheiro pode ser um grande revés. Mas ter as suas informações pessoais comprometidas pode ser ainda mais perigoso.

Se um invasor obtiver as suas credenciais de login ou dados bancários, ele pode manter para o uso próprio ou vender na dark web. Aliás, onde pode ser comprado e explorado por terceiros, e levar ao roubo de identidade ou outros danos no futuro.

Como detectar um ataque de engenharia social

Para detectar uma tentativa de ataque de engenharia social online, é útil conhecer as diferentes técnicas que os invasores usam para influenciar as suas vítimas. As pessoas reagem à autoridade e são mais propensas a obedecer quando os pedidos vêm de uma fonte respeitada.

É por isso que os crimes cibernéticos costumam se passar por empresas ou agências governamentais conhecidas. Sempre leia com atenção os e-mails ou SMS que afirmam ser do governo ou de outras fontes oficiais.

Uma tática mais sutil explora a simpatia. Ou seja, como humanos, é mais provável que confiemos nas pessoas que consideramos atraentes e agradáveis, o que pode fazer maravilhas na venda ponto a ponto.

Os invasores podem se passar por uma pessoa atraente nas redes sociais e usar um elogio como desculpa para fazer contacto. Quando a vítima se sente lisonjeada, ela fica mais receptiva ao pedido do invasor, que pode ser uma doação para a sua “instituição de caridade” ou algum outro golpe.

Saber como podemos ser influenciados torna mais fácil reconhecer os sinais de alerta da engenharia social. As solicitações de certos tipos de informações, como detalhes de login, informações bancárias ou o seu endereço também devem sempre levantar preocupações.

Ponha de lado a emoção e observe atentamente quem está a pedir os seus detalhes – isso pode evitar que você seja enganado. Um movimento clássico da engenharia social é oferecer algo muito tentador que motive a vítima a revelar algumas informações ou a realizar alguma ação.

Se você cair em uma armadilha de engenharia social e o invasor obtiver acesso às suas informações de login. Ou seja, você não quer que eles possam usar para acessar as suas outras contas protegidas por senha.

Isso significa que você não deve usar as mesmas senhas em contas diferentes e deve sempre criar senhas fortes. Ser preguiçoso com a criação de senhas é como fechar a porta com fita adesiva em vez de trancar. Isso não é muito eficaz no caso de um ataque.

Se você não estiver pronto para memorizar uma dúzia de senhas complexas diferentes, tente um gerenciador de senhas.

Consultório MenosFios: Como tirar o maior proveito ao pesquisar no Google

Será que tu és daquelas pessoas que costumam “fazer perguntas inteiras” no Google em busca de alguma resposta? Estás acostumado a encontrar apenas a Wikipédia ou o Yahoo Respostas nas primeiras linhas, e só por causa disso já se dás por satisfeito?

A redacção da MenosFios acha que talvez agora seja uma boa ideia conheceres alguns recursos extras do Google, porque temos a certesza que com as dicas que nós vamos dar mais abaixo, nesse Consultório, pode tornar visíveis alguns conteúdos que pareciam invisíveis.

Então, vamos lá.

 

USE AS PALAVRAS CHAVE

Ao fazer uma pesquisa no Google, recomendamos não usares preposições,artigos ou outros temas mais comuns. Simplesmente foca-se nas palavras chaves. E por outra, a ordem que escreves as palavras interfere nos resultados, então tenha em conta isso. Exemplo: diferenca deep web dark net

EXCLUA UMA PALAVRA ESPECÍFICA

Podes usar o sinal de menos (-) para removeres um termo que não queres que apareça na sua pesquisa (sem espaço). Exemplo: deep web –chocante

PROCURE POR SINÔNIMOS

Podes sempre ampliar o teu raio de busca por incluir o sinal de til (~) antes de uma palavra, onde o Google automaticamente vai procurar por termos parecidos (sem espaços). Exemplo: ~deep web

FERRAMENTAS DE PESQUISA

Uma funcionalidade que podes utilizar na sua procura é através do botão “Ferramentas de Pesquisa”, que fica um pouco acima dos resultados. Esse botão permite filtrar os resultados por data, idioma e outras boas possibilidades.

INVESTIGUE SITES ESPECÍFICOS

Podes sempre buscar resultados em apenas um único domínio, onde é só usar o operador do site (sem espaços). Exemplo: deep web site:www.menosfios.com

ASTERISCO

Caso não sabes o nome de algo mas tens algumas pequenas informações, então podes utilizar o asterisco (*). Exemplo: “*autor do livro the dark net”

PROCURAR POR DOCUMENTOS

Se quiseres que os teus resultados só encontre documentos, então podes usar o operador filetype, que vai concentrar a busca em tipos específicos de arquivos, como PPT, DOC ou PDF. Exemplo: deep web filetype:pdf

EXPERIMENTA ALGUMAS PERGUNTAS

Talvez não saibas, mas aqui vai um segredo: tem coisas que o Google faz de um jeito muito inteligente. Tente fazer uma conta –como (2+3)*5- ou então procurar um conceito –define:internet– ou também por fim a algumas conversões -1 milha em quilômetros, 1 dólar em kwanzas.

ASPAS EM FRASES ESPECÍFICAS

Queres encontrar uma frase exatamente como ela deve estar publicada em uma página? Então, podes usar a palavra entre aspas, e onde podes usar artigos ou preposições. Exemplo: “a Internet Invisível”.

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Essa foi a análise de algumas coisas que podes fazer para ter uma melhor busca na Google. Agora, pedimos que os nossos leitores as comentem e que contribuam com informações adicionais que julguem serem necessárias sobre esse mesmo tema.

Todas e quaisquer questões que gostassem de ver aqui respondidas devem ser colocadas no canal de comunicação exclusivo e dedicado ao consultório Menos Fios.

Falamos do email criado para esse fim: [email protected]. Este é o único ponto de receção das questões que nos enviarem. Usem-no para nos remeterem as vossas questões, as vossas dúvidas ou os vossos problemas. A vossa resposta surgirá muito em breve.

Luanda tem apenas 24 multicaixas por 100 mil habitantes

Cliente a efectuar uma operação bancaria num multicaixa instalado numa das agências do banco BIC, localizado na Ilha de Luanda. Créditos: Novo Jornal

A capital do país, Luanda, tem apenas 24 multicaixas para cada 100 mil habitantes, o que representa actualmente uma assimetria geográfica na distribuição dos ATM’s e causa grandes dificuldades de acesso a este serviço por parte da sociedade civil da província.

Segundo os dados do semanário Novo Jornal, tendo como base as informaçóes disponibilizadas pela Empresa Interbancária de Serviços (EMIS), apesar de ter a maior densidade populacional em relação as outras 17 províncias, Luanda é o território onde o acesso ao multicaixa é muito difícil pelo seu número existente, que são no total 1.920 multicaixas espalhados pelos sete municípios e seis distritos urbanos, muito ínfimo para os mais de oito milhões de cidadãos, o que representa cerca de 27% da população total do país.

MAIS: Angolanos preferem fazer pagamentos através do multicaixa

No relatório “Medidas para a Redução de Assimetria Regionais“, a EMIS diz que a distribuição geográfica assimétrica também se reflecte negativamente sobre as populações das artérias menos urbanas de Luanda, o que foi pelo facto de a província se ter desenvolvido agarrada à rede de agências bancárias.

A rede de ATM é necessariamente assimétrica, porque os bancos seguem uma lógica de rentabilidade na implantação das suas agências, acabando por se concentrar parte significativa dos multicaixas nos centros urbanos com maior desenvolvimento de negócios“, revela a EMIS no relatório.

De informar que a percentagem de ATM’s fora das agências é uma tendência evolutiva, o que actualmente representa apenas 15% do total da rede, informa a EMIS.

Por outro lado, depois de Luanda, as províncias que têm mais multicaixas são Benguela(277), Huíla(181), Huambo(134), Cuanza Sul(94), Cabinda (84), Zaire(64), Malanje(61), Uíge(60).