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Moçambique: Tmcel descarta despedimento massivo de funcionários

A empresa de telefonia móvel moçambicana Tmcel descartou a possibilidade de despedir mais de mil trabalhadores no decorrer do ano de 2022.

Segundo um comunicado de imprensa, revelado pelo Jornal Noticias, a empresa informou que desde 2018 está a realizar um processo de  redimensionamento da mão-de-obra, na qual os trabalhadores têm aderido voluntariamente.

Quando foi constituída a Tmcel, a mão-de-obra totalizava 2086 trabalhadores, provenientes das extintas empresas TMD e mCel. Numa primeira fase deste processo de redimensionamento, a Tmcel prevê em breve ter ao seu serviço cerca de 1700 trabalhadores“, informa a nota.

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A Tmcel ainda revela que após o fim dessa primeira fase, vai arrancar o segundo redimensionamento da mão-de-obra, onde nesse momento está a decorrer negociações ciom o comité da empresa.

Para este redimensionamento, os trabalhadores têm aderido voluntariamente ao processo, através de reformas antecipadas, indemnizações e atribuição de incentivos. Importa referir que, todo o processo tem sido conduzido, tendo em consideração os princípios de humanismo e adesão voluntária às reformas antecipadas“, acrescenta o comunicado.

De informar que, tendo como base um recente encontro entre representantes da Tmcel e da Comissão do Plano e Orçamento da Assembleia da República de Moçambique.

TV Cabo é a provedora oficial de internet da Feira Internacional de Benguela

A TV Cabo,  marca pioneira na distribuição de dados e conteúdos por cabo no continente africano, foi escolhida como Provedor Oficial de Internet da Feira Internacional de Benguela, que começou hoje(25) e vai até ao dia 28, no Estádio Nacional de Ombaka.

Segundo o comunicado oficial, enviado a nossa redacção, com uma rede totalmente construída em fibra óptica, essa escolha da TV CABO é um símbolo que mostra que a empresa continua a merecer a confiança dos angolanos, sendo detentora de uma moderna infra-estrutura de rede e o único distribuidor Triple Play de NET+TV+VOZ de Angola. Ao longo dos últimos 16 anos, a expansão e modernização da sua rede e serviços tem sido contínua, acompanhando não só o crescimento da área de Luanda, como também o desenvolvimento de outras grandes cidades do país como Benguela, Lubango, Huambo, Soyo e o Lobito.

De informar que a Feira Internacional de Benguela, considerada a maior bolsa de negócios da Região Sul de Angola, é um certame com uma importância crescente, que tem como principal objectivo divulgar todas as potencialidades económicas e industriais da região de Benguela e Lobito, bem como do país.

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Com uma forte componente multi-sectorial, estarão em exposição na Feira produtos nacionais diversificados, com o objectivo de atrair novos investimentos nacionais e internacionais, apoiando o desenvolvimento da região e contribuindo para o seu crescimento e para a diversificação da economia angolana. Ao longo dos dias do evento, vão realizar-se também Conferências, Debates e FIB Talks sobre os mais diversos temas do momento. A cultura e entretenimento também marcam presença, com muita animação a decorrer nos dias da Feira.

Já na sua 11ª edição, este certame tem vindo a crescer desde a sua fundação, sendo uma valiosa montra da economia local e, crescentemente, um motor de desenvolvimento fundamental para toda a região e para o país.

MasterCard e OPay assinam acordo para alavancar o comércio digital em África

A Mastercard e a gigante fintech OPay anunciaram recentemente uma parceria estratégica, que marca assim um impulso significativo para uma maior inclusão financeira e prosperidade económica, bem como abrir o comércio digital a milhões de pessoas em todo o continente africano.

A parceria entre as duas instituições vai permitir que um grande número de consumidores e comerciantes da OPay, em países como Argélia, Marrocos, Egito, Nigéria, Etiópia, Quénia, Paquistão, África do Sul,  – estejam envolvidos com marcas e empresas em todo o mundo, graças a uma solução de pagamento virtual Mastercard ligada ao OPay eWallet.

Esse acordo é o mais recente no programa estrategico dos mercados emergentes da Mastercard, onde a gigante tecnológica vai colaborar com a Fintech africana, e que tem dados grandes passos nos últimos, de modo a expandir o acesso a pagamentos digitais, permitir múltiplos serviços de estilo de vida, criar novos caminhos para a inclusão financeira e apoiar a próxima geração de super-apps.

O OPay eWallet tem sido uma carteira que tem atraído muitos consumidores, que procuram cada vez mais experiências de utilizador perfeitas em uma numa única plataforma, onde  oferece interações mais fáceis para completar várias necessidades do dia-a-dia, incluindo o envio e receção de dinheiro, encomendas de comida e mantimentos, bem como transportes, empréstimos, investindo e listando itens que desejam vender.

Segundo o que foi revelado, na fase inicial desta parceria, os clientes da OPay beneficiarão da solução de pagamento virtual Mastercard ligada às suas carteiras OPay, para que possam fazer compras em marcas globais de lazer, viagens, alojamento, entretenimento, serviços de streaming e muito mais.

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Uma outra funcionalidade revelada nessa parecria é que o serviço estará disponível independentemente de o cliente ter ou não uma conta bancária, além de permitir que os pequenos empresários comprem a fornecedores no estrangeiro e paguem com a solução de pagamento virtual segura.

Na Mastercard, a nossa estratégia de inovação está enraizada em parcerias para apoiar a inclusão em escala. A nossa parceria com a OPay demonstra o nosso compromisso em apoiar os prestadores de pagamentos em todo o mundo para criar um ecossistema de pagamentos global interligado que beneficie um conjunto de consumidores com necessidades únicas.”“, disse Amnah Ajmal, Vice-Presidente Executiva para o Desenvolvimento do Mercado, Mastercard EEMEA.

Por outro lado, Yahui Zhou, CEO da OPay, frisou que “como as principais fintechs do Médio Oriente e de África, estamos encantados por sermos parceiros com a Mastercard enquanto continuamos a nossa jornada para promover a inclusão financeira, ajudando a abrir a economia global a mais consumidores e empresas em todo o Médio Oriente e em África.

Desde o início das suas operações em 2018, os utilizadores ativos da OPay cresceram para 15 milhões em mais de dez mercados em que opera, e onde os últimos relatórios divulgados mostram que a plataforma empresa processa milhões de transações por dia, em média.

Só na Nigéria, onde a OPay tem uma quota de mercado significativa, os utilizadores pouparam milhares de milhões de dólares nos últimos quatro anos através de contas de poupança ligadas ao crédito das suas carteiras móveis e pequenos empréstimos de credores que utilizam a sua plataforma.

De informar que estão em curso planos para lançar serviços OPay noutros mercados nos próximos três a cinco anos, com Angola a ser um dos alvos de mercado, impulsionando significativamente o crescimento da inclusão digital e do comércio digital em África, ao mesmo tempo que alarga a inclusão dos clientes OPay na economia global.

Projectos inovadores marcam 70º aniversário do Instituto Politécnico Industrial de Luanda (IPIL)

Créditos: Tecan Studio

Terminou no princípio dessa semana as festividades comemorativas ao 70º aniversário da Instituto Politécnico Industrial de Luanda (IPIL), onde foram realizadas várias mesas redondas sobre as incubadoras de empresas e as novas experiências no fomento do empreendedorismo e o financiamento das startups, bem como vários projectos tecnológicos em destaque.

Segundo Philomene José Carlos, directora do IPIL, os três dias que compreendeu as festividades foi bastante positivo, visto que serviu de oportunidade para ganhar algum conhecimento, através das mesas redondas e palestras ministradas.

Conheça agora alguns dos projectos tecnológicos que foram apresentados na feira.

Nota IPIL

O Nota IPIL é um sistema que permite um maior controlo das ocorrências, como advertência e suspensão, contribuindo assim para um melhor acompanhamento e participação dos pais na vida escolar dos seus filhos.

De autoria dos alunos Pedro João, Rildo Franco e Bruno Mateus, estudantes da 13.ª classe do curso de Gestão de Sistemas, o Nota IPIL foi pensando em facilitar o trabalho dos seus professores, bem como pelo facto de o processo de gestão de uma escola ser muito complexo, sendo que os desafios aumentam ao mesmo tempo que as mudanças na educação invadem o mundo todo. Por isso, é natural que muitos gestores educativos ainda encontrem dificuldades para atender às novas demandas.

O Nota IPIL permite ainda ao professor lançar as notas a partir de qualquer local, e cria a pauta de forma automática.

 

Veículo JK

O veículo “JK” foi desenvolvido pelos estudantes Joaquim Kwando, Lote Noé, Francisco Manuel, Noé Evaristo, Tomás Pereira, Joel Aragão e Francisco Latino, dos cursos de Maquinas e Motores, Metalomecânica e Electrónica e Telecomunicações da 10.ª e 12.ª.

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O chassi do carro foi feito de chapa de ferro e o seu exterior de plásticos duros normalmente encontrados em coisas como televisores e electrodomésticos. Os assentos do carro foram feitos com bancos fornecidos por um dos familiares dos jovens. A concepção do veículo teve a duração de 8 meses com algumas interrupções na montagem devido à falta de material para o trabalho. Apesar de não contarem com a ajuda de nenhum professor como tutor do projecto, os jovens disseram-nos que a aparência do carro é inspirada nas fabricantes Land Rover e Mercedes Bens.

Foi ainda revelado por um dos inventores, que o veículo pode atingir uma velocidade de 110 quilómetros por hora, sendo que testes foram executados aquando do transporte do mesmo.

 

Estufa Automatizada

O sistema desenvolvido pelos alunos permite que as plantas sejam independentes do clima para o seu crescimento, e onde estabelece padrões para que tais frutos recebam o devido cuidado para que seu crescimento seja de forma qualificada e mais eficiente.

O projecto de autoria de Venâncio Kapessa, Marcos Ntango, Vicentina Carvalho e Igor Martins, estudantes da 12.ª classe do Curso de Electrónica e Telecomunicações do IPIL, a estufa automatizada consiste em “um ambientador que controla a iluminação, a irrigação e a ventilação entre outras variáveis dentro de um sistema agrícola através de processos automáticos. Diferentemente da agricultura convencional, o sistema permite que as plantas sejam independentes do clima para o seu crescimento.  O sistema estabelece padrões para que tais frutos recebam o devido cuidado para que seu crescimento seja de forma qualificada e mais eficiente”, revelou um dos inventores.

 

Lazarus, o grupo de cibercriminosos que rouba e sequestra para o ditador da Coreia do Norte

Foi considerado o maior roubo cibernético alguma vez registado: deu-se no mês passado o roubo de 625 milhões de dólares – cerca de 600 milhões de euros – em criptomoedas (ethereum, a segunda mais utilizada depois da bitcoin) de um site relacionado com o vídeojogo ‘Axie Infinity’. Os Estados Unidos rapidamente vincularam a ação ao grupo Lazarus, os cibercriminosos norte-coreanos bem conhecidos pelos especialistas em segurança cibernética.

Segundo a consultora ‘Blockchain Chainalysis’ estimou que os hackers norte-coreanos possam já ter conseguido outros 375 milhões de euros em ativos digitais em 2021 através de vários ataques direcionados a plataformas de criptomoedas.

Muitos países, como China, Irão ou Estados Unidos, patrocinam não oficialmente equipas de hackers para realizar sabotagens ou obter informações valiosas. O caso de Pyongyang é diferente: usa o seu grupo de especialistas em informática para ganhar dinheiro. O ‘Querido Líder’, uma das formas oficiais para se referir a Kim Jong-un, vê estas ações como uma forma de sobreviver às duras sanções internacionais a que o regime está submetido, segundo revelou o jornal espanhol ‘El País’.

O registo do grupo Lazarus não é curto: os EUA e o Reino Unido, assim como a Microsoft, atribuíram-lhe o lançamento em 2017 do WannaCry 2.0, o maior ransomware da história, um tipo de vírus que ‘sequestra’ os computadores infetados e só os liberta após o pagamento de um resgate. Estima-se qeu o WannaCry tenha afetado cerca de 300 mil computadores em 150 países, incluindo os do sistema de saúde do Reino Unido, que ficou paralisado.

Um ano antes, o Lazarus tentou roubar mil milhões de dólares do Banco Central de Bangladesh, com um plano sofisticado que incluía fazer-se passar por funcionários do banco e obter permissões para movimentar o dinheiro. O ataque foi frustrado por um erro de codificação mas ainda assim conseguiu arrecada 81 milhões de dólares – foi considerado pelo FBI o maior roubo cibernético da história. Também há suspeitas de que em 2018 tenham roubado cerca de 530 milhões de dólares em tokens do portal japonês de câmbio de criptomoedas ‘Coincheck’.

O dinheiro roubado pelo Lazarus tem o mesmo destino: o regime de Kim Jong-un. Lazarus é uma raridade no mundo das Ameaças Persistentes Avançadas (APTs), um termo usado para os grupos organizados de hackers mais capazes. Administradas e patrocinadas não oficialmente por Governos, estas equipas estão no topo da pirâmide dos hackers. São muito bem estruturados e hierárquicos, com departamentos e profissionais com funções bem definiadas, e dispõem de recursos económicos que lhes perimite realizar ataques complexos, coordenados e rápidos. Em teoria, só os serviços secretos das grandes potências têm mais poder do que os APTs.

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Devido à própria natureza da internet, os ataques cibernéticos são muito difíceis de atribuir. “Os APTs são basicamente rastreados com pistas fornecidas pelos serviços de inteligência e particularidades do código, mas fazer uma boa análise forense para determinar a autoria pode levar meses”, explicou o hacker e analista de segurança cibernética Deepak Daswani. Por esse motivo, os Governos usam APTs para sabotar, espiar ou realizar ações de inteligência sem provocar incidentes diplomáticos.

Lazarus é um caso único”, referiu Adam Meyers, diretor de inteligência da CrowdStrike e especialista em APT. “Outros grupos lançam ransomware, como a Rússia na Ucrânia através do ‘Voodoo Bear’, mas como cobertura para outros fins, sem interesse em ser pago. E se eles ganham dinheiro é para benefício próprio, como as máfias. O objetivo de Lazarus é obter fundos para sustentar um regime sufocado por sanções internacionais”, acrescentou o analista texano.

A rede Lazarus também realiza ações de sabotagem, nos moldes de APTs de outros países. Os grupos de hackers norte-coreanos foram especialmente ativos durante os meses de 2020, quando a Big Pharma estava a trabalhar freneticamente para desenvolver uma vacina contra a Covid-19 – tentaram invadir os computadores dos funcionários da AstraZeneca, que junto com a Universidade de Oxford estavam a desenvolver um dos remédios. Mais tarde, tentaram roubar informações da Pfizer, outro dos laboratórios envolvidos na vacina.

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Ninguém acreditava que a Coreia do Norte seria capaz de se tornar uma potência cibernética – ou que pudesse desenvolver uma bomba atómica. Mas Kim Jong-un conseguiu ambos. A segunda foi a obsessão de três gerações de ditadores; o primeiro, um desejo expresso do atual.

Kim Jong-un dirige um dos países mais isolados do mundo com mão de ferro. Desde que assumiu o lugar do seu pai em 2009, conseguiu ver o potencial da esfera digital tanto para espiar e sabotar os seus inimigos (EUA e Coreia do Sul) assim como ganhar dinheiro que não pode obter através do comércio.

O regime norte-coreano promove ativamente hackers de elite”, segundo revelou a especialista australiana Anna Fifield. “Os alunos que demonstram aptidão potencial a esse respeito, alguns com apenas 11 anos, são enviados para escolas especiais e depois para a Universidade de Automação de Pyongyang”, onde “ao longo de cinco anos são ensinados a invadir sistemas e criar computadores vírus”. Segundo diversos relatórios, os hackers norte-coreanos desfrutam de uma posição de respeito e uma vida confortável num país onde há pessoas a morrer de fome.

O regime participa de todos os tipos de sectores que podem trazer divisas, como testes farmacêuticos, cultivo de ópio ou tráfico de pessoas”, finalizou Meyers. “A espionagem cibernética e o crime cibernético são mais um vetor.

7ª Edição da Africa Fintech Summit volta a promover o valor das fintechs no continente

No último dia 16 de Abril os principais players Fintechs do continente africano, bem como no resto do globo, reuniram-se no Ronald Reagan Building and International Trade Center para a 7ª Edição da Africa Fintech Summit, um evento bianual que regressou a Washington D.C. pela primeira vez em três anos, após uma cimeira virtual em 2020 e um evento híbrido no Cairo(Egito) em 2021.

O evento desse ano voltou a promover iniciativas de construção de ecossistemas, partilha de conhecimento e colaboração entre todos os intervenientes da cadeia de valor de fintech africana e global, como undadores de fintech, investidores, partes interessadas globais, formuladores de políticas, líderes de pensamento, capital de risco e participantes de private equity.

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O Africa Fintech Summit é uma plataforma de especificidade única, que reúne os futuros inovadores que moldam o futuro da fintech africana, promovendo inovação, investimento e colaboração transfronteiriços na África, reunindo assim actores e partes interessadas do ecossistema globalmente.

A cerimónia serviu também para oportunidade de networking ao mais alto nível para empreendedores, investidores e instituições financeiras, descobrir oportunidades de crescimento e alavancar redes extensas para impactar positivamente o futuro dos serviços financeiros baseados em tecnologia de África.

Essa edição de 2022 apresentou mais de 100 sessões plenárias de alto impacto recebeu mais de 4.000 participantes presenciais e virtuais e mais de 200 painelistas.

Falta de roaming dificulta a expansão da Africell nas restantes provincias

A indisponibilidade de roaming no país é um dos principais motivos que tem feito com que a Africell possa melhorar os serviços e expandir a sua infra-estrutura de telecomunicações nas restantes províncias, a par da capital do país, Luanda.

Essa informação foi revelada pelo administrador para área de Estratégia da empresa, Gonçalo Faria, falando no Fórum Angola Tech Hub 2022, onde frisou que a Africell “teria serviços em Benguela se o roaming nacional fosse uma realidade e, portanto, pudesse correr tráfego em infra-estrutura de outra operadora”, salientando que o roaming está na fase piloto há bastante tempo.

Falando no evento em um painel que juntou os principais intervenientes do sector das telecomunicações no país, nomeadamente o INACOM, a Angola Telecom, a MS Telcom, a Unitel, a Movicel e a Africell, Gonçalo Faria revelou que neste momento a empresa está a construir a sua infra-estrutura na província de Benguela e lamenta que a ausência do roaming nacional tenha retardado o início das operações, garantindo ainda que no curto prazo, a depender da disponibilidade de equipamentos, as províncias da Huíla, Benguela e Cabinda, terão o sinal da operadora.

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Sobre a questão da qualidade do sinal na província de Luanda, o administrador disse que o trabalho também não está concluído, mas que até o fim deste ano serão reforçadas diversas localizações de forma que a experiência de “boa qualidade” se mantenha assimétrica em todas as áreas. “Mesmo na província de Luanda, o trabalho não está executado”, sublinhando que neste momento a empresa tem infra-estruturas que lhes permite arrancar com os serviços.

 

 

5 Startups africanas incríveis para ficar de olho

imagem: Freepik

O continente africano é dividido hoje em 5 regiões que por sua vez separam-se em 55 países que falam mais de 2.096 línguas com quase 9 mil dialetos diferentes.

Paralelamente, a CB Insights, empresa norte americana de pesquisa e tecnologia, levantou que em 2020 cerca de 1.35 milhões de startups de tecnologia estavam ativas no mundo.

O número de empresas deste tipo vem crescendo muito nos últimos anos e algumas das que mais se destacaram nasceram a partir das demandas, pluralidades e riquezas culturais das nações africanas.

Diante disso, listamos 5 startups que nasceram e atuam em diferentes localidades da África que são presença indispensável em qualquer radar de negócios inovadores para o futuro:

1. Intella

Se apresentando como uma plataforma de inteligência de mercado que provê insights e ajuda nas operações comerciais e de branding no cotidiano das empresas, esta startup egípcia é uma dos grandes nomes emergentes no seu segmento. Tendo conseguido aporte recente de mais de um 1 milhão de dólares, a empresa que já atua em 3 países com certeza estará presente em muitos outros.

2. Koolboks

Uma das duas ganhadoras do primeiro prêmio Africa Tech Awards, promovido pelo International Finance Corporation (IFC), a Koolboks se destacou no campo da “climate tech” e desenvolve produtos de refrigeração acessíveis, com tecnologia de ponta e que não agridem o meio ambiente.

3. Digemy

Com base na Cidade do Cabo, capital legislativa da África do Sul, esta startup tem como objetivo a facilitação do ensino, trabalhando com educadores que por meio da plataforma capacitam e treinam equipes remotamente para o mercado. Com uso da gamificação do aprendizado, ferramentas de editor de vídeo online, como legendas, vinhetas e conteúdo inteligente, a empresa vem vencendo a barreira do engajamento no ensino online e já saiu com mais de 70 mil dólares de sua primeira rodada de investimento,

4. Heyfood

Com a premissa de levar os restaurantes favoritos dos cidadãos nigerianos às suas portas, a Heyfood vem ganhando mercado aos poucos. Se destacando pela usabilidade e, segundo a empresa, o desafio do status quo, este aplicativo vem se tornando um dos favoritos para pedir comida e já tem mais de 5 mil downloads somente na Play Store.

5. Boya

Se propondo a ajudar os negócios a terem uma melhor gestão financeira e acompanhamento do que é gasto para que melhores decisões corporativas sejam tomadas, a startup Kenyana, criada em 2021 e com sede em Nairobi vem tornando a vida financeira dos empreendedores mais fácil com o uso de tecnologia para o controle de custos e cartõe Visa digitais e físicos para administração de verba.

O cenário de tecnologia dos países africanos é vibrante e atrai especialistas do mundo todo, então quer você invista, tenha sua startup ou seja só um entusiasta deste mercado, vale seguir as empresas desta lista de perto!

Ciberataques a países da UE vão aumentar “nos próximos tempos”

Os ciberataques a países da União Europeia (UE), na sequência da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, vão aumentar “nos próximos tempos”, considera a empresa de cibersegurança S21sec, apontando os setores energético e de infraestruturas críticas como alvos.

Existe a suspeita de que iremos assistir a um aumento dos ciberataques dirigidos a países da União Europeia e outros países pertencentes à NATO“, afirma o líder da equipa de ‘threat intelligence’ na S21sec Portugal, Hugo Gomes, em comunicado.

Acreditamos que essas ações poderão não ser abertamente comunicadas pela Rússia, pois isso poderia levar a uma escalada nas reações e despoletar um conflito mundial” e, “para já, a maioria dos esforços centram-se na Ucrânia, mas com o passar do tempo poderemos vir a assistir a alguns cenários, com a ressalva que se tratam de possibilidades“, prossegue o responsável.

Entre esses cenários estão a “utilização de táticas ofensivas cibernéticas que permitam a retaliação sobre os mesmos setores em que a Rússia está a ser alvo de sanções internacionais; patrocínio camuflado de ciberataques, por parte da Rússia, a organizações e empresas de países da União Europeia, Canadá ou Estados Unidos da América através de grupos de cibercriminosos (como os grupos de ‘ransomware’ ou milícias digitais); ciberataques coordenados pelas agências de inteligência FSB ou GRU incidindo em infraestruturas críticas de países próximos à Ucrânia“, explica Hugo Nunes.

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Estas ameaças são direcionadas a setores estratégicos europeus, onde o energético, telecomunicações, transportes e infraestruturas críticas “são os que apresentam um maior risco do ponto de vista da cibersegurança“, alerta a S21sec.

De acordo com o histórico, refere a empresa de serviços de cibersegurança, “desde 2014 há registos de ciberataques entre a Rússia e a Ucrânia, a começar, desde logo nesse mesmo ano, quando atacantes russos bloquearam os sistemas de telecomunicações na Crimeia“.

Em 2015 e 2016, ciberatacantes alegadamente patrocinados pelas Rússia atacaram empresas energéticas ucranianas e, em 2017, o ataque ‘ransomware’ NotPeya “que foi realizado pelas forças russas contra a Ucrânia teve rapidamente impactos significativos em todo resto do mundo“, aponta a S21sec.

Em 2018, “já várias agências de segurança internacionais alertavam para operações russas contra setores estratégicos e, no ano passado, vários grupos de cibercriminosos de origem russa realizaram campanhas contra organizações e entidades europeias“.

Na análise que “a S21sec tem vindo a efetuar acerca do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, foram já confirmados diversos ataques com ‘malware’ do tipo Wiper“, salienta.

Este tipo de ‘malware’ tem a capacidade de destruir os sistemas aos quais se dirige ou eliminar os dados existentes nos mesmos.

[Vídeo] Confira as principais notícias tecnológicas que marcaram a última semana #23

Na semana de 15 a 21 de Maio, a redacção da MenosFios lançou vários artigos que tiveram um grande engajamento por parte dos nossos seguidores, em todas as nossas plataformas digitais.

E são esses artigos que fazem a secção As Melhores Da Semana, contendo um vídeo totalmente interativo com o nosso “host” Sued De Oliveira.

 

A informação que dá conta que o nosso país conta com mais de 17 milhões de assinantes de telefonia móvel, bem como tem mais de sete milhões de utilizadores de Internet e mais de dois milhões de subscritores de televisão por assinatura Luanda, foi muito bem apreciada pelos nossos seguidores pelo que está presente nas melhores da semana.

Por outra, visto que boa parte dos nossos seguidores são jovens inovadores presentes no ecossistema de empreendedorismo digital, pelo que a noticia que dá conta que estão abertas a candidaturas para 2° edição do programa acelerador de startups LISPA JumpStart teve um grande “feedback” dos nossos leitores, por isso está presente no “As Melhores da Semana”, dessa semana.

De informar que o Top é de 5 notícias, pelo que para veres o vídeo completo terá que ires a nossa página oficial do Youtube, clicando em aqui.

E claro, podes ver o preview do vídeo completo acima, e não esqueça que na próxima semana teremos mais um “As Melhores da Semana”.

Então, isso é um Até Já!!!