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Angola presente na 10ª reunião da Smart Africa

O ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Manuel Homem, foi o representante do Executivo Angolano na décima reunião do Conselho da Aliança Smart Africa, nesta quarta-feira(10), evento destinado a acelerar os compromissos dos Governos com a iniciativa e projectos que visam a implementação de tecnologia nos países africanos.

A reunião do Smart Africa decorreu em formato virtual e foi dirigida pelo Presidente do Rwanda, Paul Kagame, onde na agenda de trabalho esteve o compromisso dos Chefes de Estado e de Governo africanos e representantes em acelerar a inclusão e o desenvolvimento sócio-económico sustentável do continente por meio das Tecnologias de Informação e Comunicação.

Na reunião, os Chefes de Estado presentes alinharam as estratégias da organização nas principais iniciativas em curso, nomeadamente o Acordo de Comércio Livre Continental Africano, a Estratégia de Transformação Digital para África, bem como a Convenção de Malabo sobre Segurança Cibernética & Protecção de Dados Pessoais.

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No final do encontro, falando aos jornalistas, Manuel Homem disse que na agenda de trabalho também constou a análise do relatório de progresso da estratégia trienal e o plano de acção para a Smart Africa 2022.

Adiantou também que o nosso país aderiu ao Smart Africa em 2013, e é um dos primeiros 20 países que  se juntaram  a esta iniciativa, cujo objectivo principal é acelerar a digitalização, bem como um inúmero elevados de projectos para a implementação de tecnologias nos diferentes países africanos.

O Smart Africa é resultado em sede de uma concertação da União Africana e que permitiu hoje a organização ter mais de 50 Estados membros. Ainda ontem foi anunciada a adesão de mais dois membros, nomeadamente, a Google e West Link”,acrescentou.

De informar que a Aliança Smart Africa é uma plataforma público-privada dedicada a moldar e impulsionar a transformação digital do continente africana, e onde foi lançada em 2013, por sete Chefes de Estado africanos, e actualmente conta com 22 países membros e dezenas de integrantes  do sector privado e da academia.

Sobre os membros fundadores, incluem a Comissão da União Africana, União Internacional das Telecomunicações, Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento, Comissão Económica das Nações Unidas para a África, União Africana de Telecomunicações, Nova Parceria para o Desenvolvimento de África, a Associação GSM e a Corporação da Internet para atribuição de números e nomes.

 

Equipa afecta ao ISPTEC é a vencedora da edição 2021 do Concurso Angolano de Programação

A equipa denominada Bombo is Molhed, estudantes do Curso de Engenharia Informática do ISPTEC, foi a grande vencedora do concurso Angolan Collegiate Programming Contest AOCPC (Concurso Angolano de Programação), evento realizado no ISPTEC nos dias 09 e 10 do corrente mês.

Composta pelos estudantes Adilson Pedro, José Pedro e Patrick Daniel, a referida equipa será um dos representantes nacionais no concurso de programação da Africa And Arab Collegiate Programming Championship (ACPC), que acontecerá no próximo mês em Cairo, Egipto.

A final do evento foi testemunhada pelo Professor Doutor Domingos da Silva Neto, Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, bem como pelo Eng.º Francisco Capita em representação do Gabinete de Quadros do Presidente da República, além de distintos membros do Executivo Nacional e representantes empresariais.

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O Concurso Angolano de Programação tem como objectivo promover a criatividade, os novos talentos, o trabalho em equipa e a inovação na construção de novos programas de softwares e permitir que os estudantes nacionais testem as suas capacidades. De acordo com as palavras da Dra. Olga Sabalo Miranda, Administradora da Sonangol, supervisora do pelouro e PCA da PDA promotora do ISPTEC, na cerimónia de abertura, competições desse tipo constituem um barómetro mundial sobre o desempenho das Universidades relativamente a qualidade de ensino das TIC´S, em particular a Programação e a existência de talentos a nível regional.

A edição 2021 do concurso teve como participantes 30 equipas, representando 16 instituições de Ensino Superior em todo o país.

De informar ainda que o segundo classificado do concurso  foi o grupo The Winners da UNIVERSIDADE DE LUANDA – INSTIC, constituído por António António, Gilmar David e Wladimiro de Carvalho. O terceiro lugar foi para o grupo ABACCO, do ISPTEC, cujos integrantes Budy Vieira, Helder da Costa e Rafael Ngunga. Importa referir que as três equipas irão representar Angola no Egipto.

Ataques DDoS aumentaram 300% em África desde 2019

Os ataques de negação de serviço distribuído (DDoS) em África aumentaram 300% em 2021, em comparação com o mesmo período em 2019. O continente experimentou um aumento semelhante em fevereiro de 2020, coincidindo com bloqueios globais relacionados ao COVID-19.

Isso é de acordo com o provedor de serviços de TIC pan-africano Seacom, que acrescentou que, com a mudança sem precedentes em direção ao trabalho online, os cibercriminosos tiveram acesso a uma superfície de ataque maior e a redes domésticas mais vulneráveis.

Infelizmente, esse aumento nos ataques não mostra sinais de desaceleração, afirmou a empresa.

“Um ataque DDoS é um tipo de ataque cibernético direcionado a servidores e redes que aproveita os limites de capacidade específicos dos recursos de rede. Os invasores enviam várias solicitações a uma rede, como o site de uma empresa, com o objectivo de sobrecarregar a rede e saturar os volumes de tráfego. Isso faz com que a rede ou os serviços parem de funcionar, tornando-os inacessíveis para usuários normais, bem como mais vulneráveis ​​a novos ataques ”, disse Seacom.

A empresa acrescentou que África experimentou 382.500 ataques DDoS entre janeiro e julho de 2021. Destes, 59% massivos ocorreram no Quénia e na África do Sul. Embora a África do Sul tenha sofrido menos ataques em 2021 do que em 2020, ainda houve um aumento considerável de 188% nos ataques em 2021 em comparação com 2019.

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O Quénia, por outro lado, viu um aumento impressionante de 2.400% nos ataques em 2021 em comparação com o mesmo período de 2019. É claro que as nações com foco em tecnologia do Quénia e da África do Sul estão a sofrer o impacto do ataque. E, o que provavelmente não deve ser nenhuma surpresa, o sector de serviços de informação foi particularmente afectado.

Amazon lança programa de aceleração virtual para Startups em África

A Amazon Web Services lançou o AWS Startup Loft Accelerator, um programa de aceleração virtual sem patrimônio de 10 semanas para startups em estágio inicial em países da Europa, Oriente Médio e África.

Os participantes terão treinamento pessoal personalizado com acesso a consultores experientes, especialistas no assunto, investidores e alguns dos empreendedores mais bem-sucedidos do mundo, que construíram os seus negócios na AWS. Eles também podem se juntar a uma grande comunidade de empreendedores para partilhar conhecimentos, experiências e conselhos.

Eles estarão qualificados para ingressar no programa AWS Activate, que inclui até 25.000 dólares em créditos Activate para gastar em serviços AWS, uma assinatura gratuita do AWS Business Support de um ano de até 5.000 dólares, acesso aos modelos de infraestrutura pré-construídos, e ofertas exclusivas apenas para membros.

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As inscrições serão abertas em novembro de 2021 para todas as startups da União Europeia, Reino Unido e Israel, com vista a construir e escalar os seus produtos na AWS. O primeiro grupo de 25 startups terá início no início de 2022.

Os especialistas técnicos e de negócios da AWS trabalharão em estreita colaboração com as startups. Isso inclui arquitetos de soluções da AWS que ajudarão as startups a acelerar o projeto e o desenvolvimento de um produto mínimo viável.

O AWS Startup Loft Accelerator não assume nenhum capital nas startups participantes, tem um compromisso semanal flexível, oferece suporte às startups tanto de uma perspectiva técnica quanto de negócios e, como o programa é virtual, os fundadores não precisam se preocupar com o custo de realocação.

As startups interessadas podem se inscrever para participar da primeira fase, basta clicar aqui. Para obter mais informações, visite: AWS Startup Loft Accelerator.

Ministério das Finanças lança portal para aumentar nível de arrecadação de receitas das administrações locais

O Ministério das Finanças fez ontem(10) o lançamento da plataforma “O Portal do Munícipe“, que consiste numa solução tecnológica centralizada, que permite o acompanhamento de todo o processo de cobranças de taxas, licenças e multas, evento esse que contou com a equipa do MenosFios.

O lançamento oficial do portal  foi feito pela Secretária de Estado para o Orçamento e Investimento Público, Aia-Eza da Silva, onde disse que “O desenvolvimento do Portal do Munícipe veio introduzir uma alteração de paradigma, visto que foi inclusive aberta uma SUB CUT (Conta Única do Tesouro), onde é depositada a receita, garantindo, desse modo, o seu retorno imediato para o órgão arrecadador”.

A Governante relembrou ainda que antes da implementação da ferramenta, a receita era depositada na Conta Única do Tesouro, por via das Repartições Fiscais.

Agora, os munícipes fazem o pagamento directamente nas Administrações Municipais e Governos Provinciais, usando os canais de pagamento de receitas do Estado, com base numa Referência Única de Pagamento ao Estado (RUPE), e a receita fica imediatamente disponível.

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Avançou ainda que pelo facto de o Portal ser uma plataforma acedida via Web, existem ainda alguns desafios no domínio das telecomunicações por parte de algumas Administrações Municipais, mas a sua implementação foi feita nos 164 municípios.

O referido portal foi desenhado para ser disponibilizado aos munícipes e Órgãos da Administração Local do Estado (OALE), onde podem fazer o acompanhamento dos serviços que solicitaram aos governos provinciais, bem como administrações municipais e distritos urbanos e comunais.

O Portal do Munícipe consiste em uma solução tecnológica que permite o acompanhamento de todo o ciclo de vida da cobrança de taxas, licenças e multas resultante dos serviços prestados pelas Administrações locais nos termos do Decreto Presidencial nº 47/18, de 14 de Fevereiro.

A implementação do sistema tem dente outras vantagens a melhoria no atendimento aos utentes dos serviços, ou seja, aos munícipes, proporcionar maior arrecadação de receitas, e celeridade no retorno imediato das receitas arrecadas para as administrações locais.

De referir ainda que podemos encontrar no Portal do Munícipe registos e gestão dos dados dos munícipes e seus agregados, bem como tratamento das solicitações de serviços dos munícipes, tendo como base o Decreto Presidencial sobre as taxas, licenças e outras receitas dos OALE e os restantes da transferência de competências legais, no quadro do regulamento da Lei da Administração local do Estado.

Documentos sobre os serviços prestados aos munícipes, como atestado, declarações agregadas, autorizações, licenças de obras e de publicidade, concessões de direitos mineiros, construção civil, direitos de pescas e outros, também podem ser emitidos de forma padronizada no Portal do Munícipe, onde, também está disponível a consulta de informações sobre decisões e resumo de atendimento das solicitações.

Zimbabwe está mais perto da adoção oficial da criptomoeda

Zimbabwe está se a preparar para adoptar oficialmente as criptomoedas como moeda legal aceitável em meio à contínua crise financeira alimentada pela volatilidade da taxa de câmbio e escassez de dinheiro.

A administração do presidente Emmerson Mnangagwa anunciou que está a prestar consultoria em mecanismos de criptomoeda para facilitar os pagamentos e os problemas monetários.

Embora outros governos “ainda estejam a tentar entender e a criar políticas sobre como lidar” com criptomoedas, o Zimbabwe agora está ” a tentar entender as suas implicações porque são uma partida fundamental de instrumentos financeiros anteriormente conhecidos“, disse Charles Wekwete, chefe de tecnologia de governo electrônico dentro do gabinete de Mnangagwa.

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Falando na Cúpula da Sociedade de Computadores do Zimbabwe, realizada recentemente em Victoria Falls, Wekwete disse que embora os reguladores tenham expressado preocupação com o movimento transfronteiriço de fundos, lavagem de dinheiro, externalização de fundos e “fluxo ilícito de fundos para financiar questões ilícitas“, o Zimbábue agora faz consultas sobre a adoção de criptomoedas.

“Então, o governo colocou em prática um mecanismo para tentar reunir pontos de vista de vários sectores da sociedade para, eventualmente, formular políticas. Mais cedo ou mais tarde, o governo fará declarações, mas ainda não chegamos lá. processo consultivo já está em andamento ”, disse Wekwete.

O país da África Austral está entre vários mercados regionais – incluindo Nigéria, Quénia e África do Sul – onde criptomoedas como bitcoin e Stablecoins são amplamente utilizadas. O comércio e as compras de bitcoin no Zimbábue são principalmente por meio de plataformas ponto a ponto, enquanto os Stablecoins são usados ​​como fonte de investimento, dada a volatilidade da moeda local do Zimbabwe.

Tribunal obriga Apple a permitir opções de pagamento externas na App Store

O tribunal americano que apreciou o caso Apple vs. Epic Games exige à empresa detentora do Iphone que deixe de impedir os developers de incluirem opções de pagamento externas na App Store, sublinhando que a atualização às políticas da loja não poderá ser adiada.

Após a intensa batalha legal entre a Apple e a Epic Games ter conhecido o seu veredito em setembro, onde ficou determinado que a criadora de Fortnite teria de pagar uma indemnização à Apple, a justiça norte-americana agora decidiu que a empresa da maçã tem de passar a permitir opções de pagamento externas na sua loja de aplicativos.

Essa decisão vem assim anular o processo de contestação que a Apple fez à juíza Yvonne Gonzalez Rogers, em Outubro último, onde agora o tribunal exige à empresa liderada por Tim Cook que cumpra a decisão e, numa nova ordem, a mesma juíza sublinha que a Apple não pode adiar a atualização das políticas da App Store.

De acordo com as noticias, foi divulgado que durante uma audição no princípio dessa semana, propriamente na Segunda-Feira, foram ouvidos argumentos de ambas as partes envolvidas no caso, e onde o conselho legal da Apple defendeu que as mudanças em questão e que se vê forçada a implementar vão causar disrupções na sua plataforma.

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A Apple ainda argumentou que a implementação de opções de pagamento fora App Store será prejudicial para os consumidores e developers, reiterando que incluir links dentro das próprias aplicações poderá trazer novos riscos de segurança e privacidade para o ecossistema iOS.

Apesar dos inúmeros argumentos da Apple, o tribunal não ficou satisfeito e ainda acrescentou que a empresa não apresentou qualquer razão credível que comprovasse a suposta “devastação” da App Store ao incluir opções de pagamento externas.

Pelo que se pode ver na decisão do Tribunal, o mesmo ordenou que as mudanças à App Store tem de ser implementadas num prazo de 90 dias desde o conhecimento do veredito do caso, ou seja, até ao dia 9 de dezembro.

De informar também que ainda não se sabe como é que a Apple alterará as regras da sua loja digital, mas já foi divulgado que a mesma pondera apelar da decisão do tribunal, defendendo que todas as mudanças requeridas só deverão entrar em vigor quando o caso estiver resolvido.

WhatsApp: Nova funcionalidade vai permitir criar “sub-grupos” dentro dos grupos

O WhatsApp vai mudar a forma como funcionam os grupos no seu aplicativo, onde a nova funcionalidade que está a caminho tornará a experiência dos usuários muito próxima de quem usa o Discord.

De acordo com o WABetaInfo, o WhatsApp está a desenvolver uma funcionalidade de nome Communities, que vai permitir aos administradores de grupos do WhatsApp criarem um grupo e, dentro do mesmo criarem uma série de subgrupos, mais pequenos em relação ao principal.

Com essa nova funcionalidade, só para servir de exemplo, vai permitir criar um grande grupo de conversa dedicado a Futebol Internacional, e dentro dele criar grupos mais pequenos relacionados à discussão de ligas de futebol específicas, como Liga Inglesa, Liga Portuguesa e outros.

Segundo ainda as informações, a funcionalidade Communities poderá vir a ser introduzidas pelo WhatsApp numa futura atualização das versões beta da app para Android e iOS, e onde até lá, teremos de esperar por mais informações da app de mensagens.

Os cinco principais desafios de infraestrutura de TIC para a zona de livre comércio de África

A Área de Livre Comércio da África Continental (AfCFTA), onde Angola se inclui como Estado membro, é a maior zona de livre comércio do mundo. Deixamos aqui quais são os cinco principais desenvolvimentos de tecnologia e comunicação necessários para tornar esta região bem-sucedida.

zona de livre comércio de África-menos fios

A Área de Livre Comércio da África Continental (AfCFTA) é a maior zona de livre comércio do mundo em termos de número de países participantes. Embora governos e empresas tenham trabalhado para garantir uma colaboração harmoniosa entre países e regiões desde do inicio da AfCFTA em janeiro deste ano, há muito trabalho a ser feito na infraestrutura de tecnologia para garantir que a área de livre comércio cumpra sua promessa de melhorar a economia dos 55 estados menbros.

Plataformas de pagamentos transfronteiriços, redes de telecomunicações e acesso à Internet são ingredientes necessários para garantir o sucesso desta área comercial.

“Se a conectividade entre os mercados, o acesso aos dados e a infraestrutura leve são essenciais para o sucesso dos acordos comerciais, então, ao abordar estas questões desde o início, o AfCFTA pode ganhar muito mais tração do que os acordos comerciais anteriores”, disse Wamkele Mene, secretário-geral do Secretariado da Área de Comércio Livre Continental Africano, no relatório Foresight Africa 2021 .

A adoção da tecnologia não avançou uniformemente em todo o continente, no entanto, e a falta de infraestrutura confiável de TIC em certas áreas tem o potencial de estrangular o progresso da nova área de comércio. Mas, se o planeamento for bem feito por parte das organizações interessadas, dos governos e da iniciativa privada, os seguintes sistemas de comunicação e tecnologia impulsionarão o comércio no continente.

Sistemas de cadeia de suprimentos mais fortes

Para que as mercadorias se movam facilmente através das fronteiras, uma cadeia de suprimentos bem estabelecida precisa estar em vigor. Mas os desafios em torno da gestão da cadeia de abastecimento, incluindo comunicações e infraestrutura de transporte deficientes, têm sido um ponto de dor para a África.

A boa notícia é que uma nova geração de empresas implantou tecnologia emergente para facilitar o fluxo de mercadorias através das fronteiras.

Startups, como a empresa nigeriana de gestão de frete OnePort365 e a plataforma de e-logística com sede no Quênia, Amitruck, buscam facilitar a movimentação de mercadorias através de ferramentas digitais. Estas startups africanas de logística de cadeia de suprimentos e gestão digital de frete poderiam abrir mais comércio entre os países membros.

Amitruck usa análises e uma rede IoT para rastrear veículos e mercadorias, e está a apoiar empresas da cadeia de suprimentos como a Twiga Foods, que fornece a 8.000 fornecedores, e produtos de aproximadamente 17.000 agricultores.

Por sua vez, o OnePort365 usa ferramentas digitais para reservas online, gerenciamento e rastreamento de remessas locais e internacionais. A sua ferramenta de dados oferece aos proprietários de cargas preços transparentes de serviços de transporte, de ponta a ponta.

As empresas de e-logística africanas desempenham um papel fundamental no AfCFTA, “reduzindo os custos e atrasos de transporte e melhorando a qualidade do serviço ao longo dos corredores de transporte”, disse Vera Songwe, secretária executiva da Comissão Económica das Nações Unidas para a África, num relatório da IFC .

Já milhares de proprietários de cargas têm agora a oportunidade de tirar proveito de ferramentas digitais, para comparar preços, solicitar transporte, efetuar pagamentos e rastrear entregas. Estes módulos podem tornar os produtos mais baratos no mercado.

Um documento do Fórum Econômico Mundial citou o sucesso da Plataforma Africana de Suprimentos Médicos (AMSP) na aquisição de equipamentos médicos de fabricantes verificados. A sua implementação foi feita entre a União Africana e várias fundações, empresas e governos em todo o mundo.

“ A sua interface única permite a agregação de volume, gestão de cotas e facilitação de pagamento, bem como logística e transporte para garantir acesso equitativo e eficiente a suprimentos essenciais para os governos africanos”, disse o Fórum Económico Mundial.

Plataformas de pagamento interoperáveis

O dinheiro móvel tornou-se um produto básico em regiões mais avançadas, como África Oriental e Austral. No entanto, é filho direto das empresas de telecomunicações, transferindo o desafio das telecomunicações transfronteiriças para os pagamentos móveis.

Para que as empresas paguem facilmente pelas mercadorias, os pagamentos digitais precisam ser harmonizados e interoperáveis. Este desafio abriu oportunidades para startups como a Flutterwave, Eversend e Chipper Cash, que oferecem pagamentos digitais para comerciantes e transferências de dinheiro internacionais.

As aplicações de dinheiro móvel também abriram oportunidades para negócios em África, pois permitem que pessoas que não têm contas bancárias tradicionais façam negócios. Estas aplicações de dinheiro móvel agora estão a transformar-se em plataformas de pagamento maduras.

Grandes players, como a M-Pesa da Safaricom, por exemplo, construíram sistemas robustos de pagamento de dinheiro móvel. A M-Pesa, por exemplo, permitirá que terceiros possam usar a sua API nos seus programas e também lançar e-stores dentro da aplicação M-Pesa.

Para o sector bancário, o Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank) e o Secretariado do AfCFTA lançaram a implementação do Sistema Pan-Africano de Pagamentos e Liquidação (PAPSS), um sistema que irá facilitar os pagamentos transfronteiriços, tendo em mente os vários sistemas locais, e moedas em cada país.

O sistema também poupará ao continente mais de 5 mil milhões de dólares em custos de transação de pagamentos todos os anos, reduzindo o custo global das mercadorias.

“A implementação do Acordo que estabelece o AfCFTA irá melhorar o comércio intra-africano, necessitando, a este respeito, o estabelecimento de um sistema de pagamentos para facilitar as transações comerciais transfronteiriças acessíveis e eficientes”, disse Wamkele Mene, secretário-geral do African Continental Free Trade Area, em comunicado anunciando o lançamento do PAPSS.

Telecomunicações transfronteiriças

Telecomunicações contínuas são necessárias para facilitar o comércio transfronteiriço sob o AfCFTA e acordos e tarifas de interconexão devem ser negociados para facilidade e acessibilidade, de acordo com um relatório da UNCTAD (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento).

As telecomunicações são fundamentais para facilitar o comércio. No entanto, as diferentes taxas de chamadas internacionais representam um custo para as empresas em toda a África. Na África Oriental, a implementação da One Network Area tem sido vista como uma forma de reduzir os custos de roaming para a região.

A redução das taxas de telecomunicações transfronteiriças para serviços na África Oriental (Burundi, Quênia, Ruanda, Tanzânia, Uganda e Sudão do Sul) poderia informar o resto do continente sobre como implementar tais iniciativas para garantir o apoio ao comércio.

Até 2025, o GSMA espera que utilizadores móveis únicos em África, com uma população estimada em 1,3 mil milhões de pessoas, atinjam 615 milhões. Isto significa que a comunicação móvel será fundamental para a realização de pacotes de roaming de baixo custo, transfronteiriços ou móveis para melhorar a comunicação.

Ampla penetração da Internet para serviços em nuvem

Um acesso à Internet estável e confiável que possa suportar é necessário para ser a espinha dorsal de um sistema comercial digitalizado para a região. Embora os data centers estejam a ser construídos para oferecer suporte ao SaaS africano e aos serviços em nuvem que podem permitir o comércio, a penetração da banda larga em África ainda é desigual, com alguns países como Quênia, África do Sul, Maurícia e Nigéria a ultrapassar os seus pares.

Regiões com baixa penetração de internet ou conexões instáveis ​​estão fadadas a perder comércio em todo o país, diz Elraaid de Lamah. Elraaid insiste que a confiabilidade, não apenas o fornecimento de uma conexão com a Internet, é fundamental.

“Assim, embora o primeiro passo seja garantir que a Internet possa facilitar o comércio transfronteiriço, a (fraca) confiabilidade do acesso à Internet é talvez a barreira mais importante que precisamos superar”, acrescentou.

Com acesso regular e consistente à Internet de alta velocidade, a comunicação pode ser ininterrupta e permitir que indivíduos e empresas conduzam os seus negócios com mais rapidez e regularidade.

No entanto, o desenvolvimento sustentável é necessário para alcançar a penetração da banda larga de nível mundial em África.

“Para alcançar o acesso universal à internet de banda larga em África – o que poderia ajudar o continente a ultrapassar as restrições de infraestruturas em vários setores, tal como os telemóveis fizeram com linhas fixas há 20 anos – estima-se que sejam necessários 100 mil milhões de dólares em investimentos na próxima década, com um terço do que acontece em infraestruturas” disse o Relatório Foresight Africa 2021.

Sistema de endereço postal unificado

Sistemas confiáveis ​​de endereço postal em África não existem na maioria dos países. No entanto, ter um sistema de endereçamento na África pode garantir um comércio mais fácil entre os países, de acordo com Taha Elraaid, o CEO da Lamah Technologies, uma empresa que está a trabalhar num sistema de endereçamento digital que pode apoiar o comércio de bens físicos.

“Quando se trata de endereço postal, entregas e outras formas de comunicação, precisamos de ser capazes de nos contactar fisicamente, e não apenas digitalmente. As regiões que carecem de abordagem consistente e fiável e os serviços postais devem olhar para o sucesso de outros e descobrir que dados ou tecnologia podem melhorar isso”, disse.

Acrescentou ainda, que para fins comerciais, as empresas precisam saber onde moram os seus clientes alvo, além das escolhas que estão a fazer. Com essas informações, as empresas podem construir uma infraestrutura e serviços mais eficazes. Ter um endereço garante que se alcance seu público-alvo completo, o que pode levar a um comércio maior e mais sustentável.

AKSEL inaugura primeiro centro tecnológico petrolífero em Angola

O consórcio de capitais angolanos e noruegueses, Aker Solutions Enterprises (AKSEL), fez a inauguração hoje(10) de um centro de alta tecnologia para testes e manutenção de equipamentos subaquáticos para plataformas de produção de petróleo, avaliado em mais de 25 milhões de dólares.

Situado no município de Viana, o centro é o primeiro do género na África Subsaariana, permitindo que os equipamento subaquáticos de produção de petróleo deixem de ser reparados no exterior, onde o nosso país diminui os gastos em matéria de custos, prazos de reparação e devolução, bem como também vai aumentar a capacidade da indústria petrolífera angolana a nível do capital humano e tecnológico.

De acordo com as palavras do presidente executivo da AKSEL, Pedro Godinho, a inauguração desse centro tecnológico, vem comprovar o investimento e a capacidade das empresas nacionais em prestarem serviços técnicos especializados na sociedade angolana.

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A força de trabalho do centro tecnológico inclui seis engenheiros angolanos, que segundo mesmo a empresa, foram treinados na Noruega de modo a conseguirem operar com a câmara hiperbárica de que o centro está dotado, bem como as evoluções que demonstram “a vontande e intenção em continuar a transferir conhecimento e tecnologia de alta qualidade” para o país, de acordo com os ideias da empresa.

O documento lembra que, em 2016, a empresa investiu 10 milhões de dólares na construção do seu primeiro empreendimento, na base da Sonils, e começou um investimento de cinco milhões em iniciativas de responsabilidade social focadas na educação.

Na inauguração do respectivo centro tecnológico estiveram o ministro de Estado para a Coordenação Económica e do secretário de Estado para o Petróleo, Manuel Nunes Júnior e José Barroso, respectivamente, assim como o director-geral da TotalEnergies Angola, Olivier Jouny.

De acordo com a nota oficial do consórcio, e na qual a MenosFios teve acesso, a AKSEL é uma “joint venture” de direito angolano que resulta da fusão de interesses entre a empresa norueguesa Aker Solutions, com 49 por cento, e a empresa angolana Prodiaman Oil Services, com 51 por cento.