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Sábado, Março 14, 2026
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Tribunal de Contas partilha projecto digital na 15ª Assembleia Geral da AFROSAI para auditar finanças públicas

O Tribunal de Contas(TC) Angolano apresentou a 15ª Assembleia Geral da AFROSAI um projecto relativo à criação de uma grande base de dados a ser suportada por uma infra-estrutura tecnológica, a nível de hardware e software, com o objectivo de acabar com o difícil acesso e a fiabilidade das informações a serem obtidas no controlo do dinheiro público.

A apresentação ocorreu no último mês de Março, em Dakar (Senegal), onde a delegação angolana foi presídida pela juíza presidente do principal órgão Supremo de Fiscalização Externa das Finanças Públicas no país, Exalgina Gambôa.

No evento da Assembleia Geral da AFROSAI, organização africana que congrega órgãos superiores de controlo das finanças públicas, houve variados debates e partilha de experiências, onde constatou-se que os constrangimentos vividos por uns são os mesmos vividos por outros membros, desde a falta de competências em matérias de auditoria com base na análise de dados digitais à deficiente ou ausência de infra-estruturas tecnológicas.

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Segundo a nota oficial da comitiva angolana, relativamente ao Big Data (Informações em grandes quantidades), que foi o tema principal do segundo dia do evento, a delegação angolana elaborou um projecto que não passou despercebida pelas instituições-membro, também conhecidas por SAI (Instituições Superiores de Controlo, na sigla inglesa), onde discutiram dois grandes temas, nomeadamente, a “Auditoria do Sector das Indústrias Extractivas em África” e a “Integração do Big Data na Auditoria do Sector Público”.

A delegação angolana informou que o Tribunal de Contas ainda se depara com muitas dificuldades para aceder às informações das entidades públicas, mas que “o Governo angolano está a implementar o Programa de Interoperactividade que está a ligar as bases de dados de todas as instituições públicas do país”, mas antes da revolução digital, a instituição angolana quer trilhar o caminho da inovação e da digitalização, estando a decorrer a reabilitação da futura sede do TC.

Africa’s Business Heroes lança dois novos programas aceleradores de startups

O concurso de prémios Africa’s Business Heroes (ABH) anunciou novos programaa que visam proporcionar oportunidades de mentoria e networking mais avançadas para os candidatos e finalistas da ABH, nomeadamente Community Lead e ScaleUp.

Segundo o que foi revelado sobre os dois programas, a iniciativa  ABH Community Lead é para promover uma maior ligação e envolvimento entre os finalistas e candidatos da ABH. Este programa será introduzido e liderado por:

Khadija El Bedweihy, PraxiLabs (Vencedor da edição de 2021) Egito
Chibuzo Opara, DrugStoc (Finalista da edição de 2019) Nigéria
Moulaye Taboure, ANKA  (Finalista da edição de 2019) Costa do Marfim
Patricia Nzolantima, Bizzoly Holdings (Finalista da edição de 2020) República Democrática do Congo
Charlot Magayi, Mukuru Clean Stoves (Finalista da edição de 2021) Quénia
Mampho Sotshongaye, Golden Rewards 1981 (Finalista de 2021) África do Sul

 

Em cada país dos líderes, a Community Leads terá uma plataforma para envolver, colaborar e construir uma comunidade empresarial forte nos seus mercados locais. Eles vão organizar uma série de eventos offline para finalistas da ABH, incluindo café, atividades ao ar livre, discussões e visão, bem como eventos para candidatos a ABH, tais como informações e sessões de networking, festas de visualização do ABH Show e livestreams do ABH Grand Finale.

MAIS: Candidaturas abertas para o concurso de melhores empreendedores africanos de 2022 (ABH)

Sobre o programa ScaleUp, o mesmo vai proporcionar aos participantes da ABH sessões de formação holística que abrangem um leque crítico de áreas operacionais de negócios para empreendedores e pequenas empresas.

O programa de formação ScaleUp será liderado pelos parceiros da ABH. Os programas iniciais abrangerão um curso de Desenvolvimento de Gestão liderado pelo Instituto Africano de Gestão, que equipará gestores com competências para capacitar as equipas e impulsionar o desempenho; um programa de prontidão de investimento projetado pela VC4A ensinará angariação de fundos, negociação com investidores de capital, financiamento da dívida e muito mais; A formação finTech até 10×1000 para proporcionar aos empreendedores conhecimentos e competências de mentalidade sobre os tópicos e tecnologias mais recentes das fintechs para se tornarem motores do crescimento económico digital; e Gestão Financeira pela South African Innovation Summit (SAIS) para explorar os principais tópicos financeiros em torno da gestão financeira para fazer crescer um negócio.

Além dos programas de formação oferecidos aos finalistas da ABH, o programa ScaleUp incluirá também sessões de aprendizagem baseadas na comunidade que estão abertas à comunidade ABH, incluindo candidatos anteriores.

Para se candidatares ao concurso Africa’s Business Heroes 2022, e ter acesso a uma vasta gama de benefícios, incluindo os dois programas acima, click em aqui.

Nessa 4° edição do concurso de prémios ABH, as candidaturas à bolsa para esse programa de mentoria estão abertas tanto em francês como em inglês para  empreendedores talentosos de todos os 54 países africanos.

Os participantes podem vir de vários sectores industriais, como agricultura, TIC, Educação, Moda, Saúde, Serviços Empresariais, Media e Entretenimento.

Até ao momento, 32% dos participantes são do sexo feminino e 68% são do sexo masculino. Como uma iniciativa pan-africana e com tudo incluído, a ABH está a incentivar os empreendedores africanos a aderirem ao concurso e a terem a oportunidade de ganhar muitos dos seus benefícios, incluindo o acesso à formação, a orientação e um conjunto de USD 1,5 milhões.

Yango, aplicativo internacional de transportes online, chega a Angola

Os habitantes de Luanda já se podem deslocar pela cidade com o aplicativo de transporte online Yango, a nova opção de mobilidade urbana na capital angolana, disponível desde o dia 8 de Abril.

Deslocações mais baratas, novas funcionalidades, mais comodidade e disponibilidade de serviço são as promessas do Yango em Angola, o sexto país africano e o 20º do mundo a contar com esta opção de mobilidade urbana.

A plataforma está disponível em português para os sistemas operativos iOS e Android. Para utilizar este serviço, os utilizadores terão de baixar a aplicação e activar o serviço de geolocalização.  De seguida, basta indicar o local de origem e destino e o algoritmo faz o resto: indica qual o condutor mais próximo, determina a rota mais rápida, estima o tempo de viagem e calcula o preço que, por enquanto, terá de ser pago em dinheiro (em breve estarão disponíveis outras formas de pagamento). Com tarifas a partir de 550 kwanzas para uma deslocação, a empresa pretende manter os preços acessíveis graças às suas próprias soluções tecnológicas de ponta.

O Yango garante a qualidade do serviço, por via da monitorização constante da classificação que os clientes dão aos condutores no final de cada viagem.  Os utilizadores também terão à sua disposição um centro de atendimento ao cliente, a partir do qual poderão fazer perguntas, denunciar qualquer inconveniente ou até mesmo recuperar um telemóvel esquecido, por exemplo.

Ao contrário de outros serviços de transporte online, o Yango tem uma tecnologia única que lhe permite oferecer funcionalidades que não existiam no mercado angolano – como seleccionar vários destinos. A aplicação também usa os seus próprios mapas e sistemas inovadores de cálculo de rotas que reduzem significativamente os custos do serviço, não só para os passageiros, mas também para os condutores, que serão agora capazes de trabalhar com base numa “encomenda em cadeia”.  Esta funcionalidade permite que os condutores poupem muito tempo na procura de novos clientes, uma vez que podem dirigir-se ao próximo ponto antes de terminar a viagem actual. 

Optimizar o tempo gasto na estrada, com viagens consecutivas e inteligentemente distribuídas, traduz-se em menos custos de combustível, menos desgaste do carro e até reduzir o congestionamento da cidade.

Yango vê grandes oportunidades para desenvolver negócios em Angola, uma vez que a quantidade de pessoas ligadas digitalmente no país está a crescer diariamente. Angola tem uma economia em desenvolvimento activo e há uma grande procura por um serviço moderno de “transporte urbano“, declarou Ivan Mugimbo, Director para Angola do Yango.

O responsável sublinhou também que além de pretender ser o serviço mais acessível do mercado, o Yango tem um foco especial em funcionalidades de qualidade e segurança que permitem, tanto aos utilizadores como aos condutores, se sentir à vontade durante cada viagem. “Estamos convencidos de que as pessoas em Angola – o sexto país em África em que estamos presentes – apreciarão os cuidados e as características que adicionámos ao nosso serviço de viagens urbanas”.

O Yango não trabalhará directamente com motoristas, mas com parceiros locais – empresas de transporte registadas como entidades jurídicas angolanas, que os interessados em aderir ao Yango terão de contactar. Juntamente com o lançamento da app, foi inaugurado, recentemente, em Luanda, um centro dedicado aos condutores, onde os que trabalham actualmente com parceiros do Yango podem aprender a trabalhar com a app e passar por treinos e testes.

Além de Angola, Yango opera na Costa do Marfim, Gana, Camarões, Senegal e Zâmbia. De natureza internacional, a empresa está presente em mais 14 países da Europa, Ásia Central e Médio Oriente.

Equipa IPDDF é a grande vencedora da 2ª Edição do Campeonato Nacional de Robótica

A equipa IPDF foi a grande vencedora da 2° edição do Campeonato Nacional de Robótica, que aconteceu nos dias 27 e 28 de Abril na Cidadela Desportiva, evento que contou com um conjunto de jogos, actividades culturais, exposição e muito mais.

A equipa IPDDF terminou a prova em primeiro lugar com 83 pontos, enquanto a equipa Scorpion, que foi a grande vencedora da 1° edição, terminou em segundo com 78 pontos e em terceiro ficou a equipa Kiar com 47 pontos.

A equipa IDDF é composta pelos seguintes membros: Geraldo Didier, António Pedro, Clevânio Loa, Luís da Silva e Rosandré Lisboa, todos estudantes do Colégio Dom Damião Franklin, e onde pelo facto de serem campeões vão juntar-se a “First Global Team Angola”, representando o país no próximo campeonato mundial que vai decorrer na Suíça.

MAIS: Conhecidos os finalistas da 2° edição do Campeonato Nacional de Robótica

De informar que a proposta e criação do Campeonato Nacional de Robótica é um evento que esteve aberto a todos  estudantes e amantes de robótica, que desejam estar por dentro do mundo da robótica de forma prática, divertida e profissional, bebendo da experiência da melhor startup de robótica de Angola com participações e experiências em campeonatos mundiais de robótica.

O campeonato foi realizado pela Arotec, que foi a foi a grande vencedora nacional do Campeonato Mundial de Empreendedorismo (Entrepreneurship World Cup) 2021, que abrangeu Angola pela primeira vez, em parceria da Rede de Mediatecas de Angola.

Trump criou rede social por culpa do Twitter, acusa Elon Musk

Numa série de ‘tweets’ partilhados na respetiva página, Elon Musk diz que a rede social fundada por Donald Trump, a Truth Social, só existe porque o Twitter baniu o ex-presidente dos EUA.

A Truth Social está atualmente à frente do Twitter e do TikTok na App Store”, escreveu Musk, partilhando uma imagem que mostra a app da Truth Social à frente das do Twitter e do TikTok. A Truth Social existe porque o Twitter censurou a liberdade de expressão, notou o empresário.

MAIS: Negócio fechado: Elon Musk é o novo dono do Twitter

Serve recordar que o Twitter baniu Trump da rede social depois da invasão do Capitólio no dia 6 de janeiro de 2021, um acontecimento que se acredita ter sido incentivado pelo ex-presidente dos EUA.

Dado que o incitamento à violência é proibido pelas regras do Twitter, a empresa viu-se obrigada a banir Trump que, por sua vez, decidiu lançar este ano a sua própria rede social.

MTN recebe aprovação final operar serviço Momo Payment Service Bank Ltd na Nigéria

A empresa multinacional sul-africana que atua no mercado de telecomunicações MTN recebeu confirmação do Banco Central da Nigéria (CBN) para operacionalizar o serviço Momo Payment Service Bank Limited (Momo PSB), em todo o território do país.

A informação foi revelada em um comunicado emitido por Uro Ukpanah, Secretário da multinacional, com a legenda “The CENTRAL BANK OF NIGERIA GRANTS FINAL APPROVAL for MOMO PAYMENT SERVICE BANK LIMITED TO COMMENC OPERATIONS“.

Com essa aprovação, a MTN Nigéria junta-se a Airtel Africa, duas das maiores empresas de telecomunicações do país, que receberam a “Aprovação em Princípio” (AIP) do Banco Central da Nigéria para funcionarem como Bancos de Serviços de Pagamento.

A MTN Nigéria Communications Plc (MN Nigéria) confirma a receção de uma carta recente de 8 de abril de 2022 da CBN dirigida à Momo PSB expressando a autorização final para iniciar as operações“, pode se ler no comunicado da MTN.

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A data de início será informada ao CBN de acordo com os seus regulamentos“, acrescenta o comunicado, sem especificar quando começarão as operações.

A MTN Nigéria sublinha a sua dedicação às agendas de inclusão financeira da CBN e da República Federal da Nigéria, e estamos entusiasmados com esta oportunidade de ajudar na sua implementação“, finaliza o documento.

De informar o principal objetivo do CBN em dar licenças de PSB, de acordo com as normas bancárias apex, é aumentar a inclusão financeira no país, principalmente nas regiões rurais e facilitar as transações.

Espera-se que essas duas operam em zonas rurais e em locais onde os nigerianos não têm acesso aos serviços bancários. Nas zonas rurais, estão também mandatados para fornecer pelo menos 50% de pontos de entrada físicos (por vezes conhecidos como quiosques).

Como identificar notícias falsas na internet

Graças à Internet, temos acesso a uma quantidade imensurável de informações. Por isso, muitas vezes é difícil colocar ordem e detectar o que é verdade e o que não é. Muitas pessoas acreditam em notícias falsas, independentemente da idade ou status social.

Todos nós já fomos impactados com manchetes como “Cientistas holandeses provam que o coronavírus não existe”, “Pessoas não vacinadas mantidas em campos de concentração na Austrália”, ou “Agulhas infectadas pelo HIV colocadas em poltronas de cinema”. Esses exemplos de mitos estão a se espalhar pela web mundialmente e são hoje conhecidos como “notícias falsas”, do termo em inglês “fake news”.

  • Encontre a fonte de informação

A primeira coisa que você deve fazer é verificar de onde vem a informação. Pode haver várias opções. É importante entender que mesmo a mídia mais respeitável e relevante pode publicar absurdos, na verdade, todas as principais, como BBC, The New York Times e Paris Match, cometeram mais de um erro. Esta etapa de verificação é principalmente necessária para filtrar fontes determinadas como “definitivamente não confiáveis”. Esse tipo de indicação pode ser dado a notícias humorísticas (mesmo os jornalistas mais sérios às vezes acreditam em notícias falsase aquelas mensagens estranhas que recebemos no WhatsApp.

  • Procure links da fonte original

Qualquer informação que pretenda ser confiável deve conter links para as fontes primárias, você não deve confiar em nenhum artigo ou publicação que não contenha referências e links da origem do fato. Portanto, o próximo passo é verificar os links. Tudo depende do contexto. Por exemplo, se um texto descreve um evento no exterior, ele deve conter links para publicações locais no idioma original. Caso contrário, como os autores descobriram sobre este acontecimento? Referências a publicações oficiais ou estudos científicos também são um bom sinal de credibilidade.

MAIS: Investigadores criam plataforma que detecta notícias falsas com 96% de precisão

  • Confira os fatos específicos

Qualquer texto, vídeo ou áudio tem fatos particulares que podem ser verificados por outras fontes. Muitas vezes, é sobre nomes, datas, localizações geográficas, dados científicos, etc. Essas informações podem ser verificadas com uma rápida pesquisa na Internet. As próprias empresas de mecanismos de busca lhe dão mais informações sobre todos os recursos das pesquisas mais complexas.

  • Descubra as intenções da fonte

As três primeiras dicas estão relacionadas à verificação de factos, mas além disso, o tom com o qual as informações são apresentadas é importante. Mesmo que os autores não espalhem mentiras, a ênfase certa e os factos cuidadosamente selecionados em um artigo podem distorcer a imagem e influenciar a sua opinião. Portanto, é útil considerar as intenções ou linha editorial do conteúdo, isso irá ajudá-lo a pesar as informações que você recebe de forma mais objectiva.

  • Preste atenção aos detalhes

Se os factos básicos parecerem coerentes, preste atenção aos detalhes: imagens, citações, termos e uso frequente de superlativos. Vamos abordar cada ponto separadamente:

  • As imagens podem ser modificadas com o uso do Photoshop e outras ferramentas de edição. Para ver se uma imagem foi alterada, tente procurar a imagem original com pesquisa de imagem do Google.
  • Muitas vezes as citações são retiradas do contexto, como aconteceu recentemente com esta citação do Fórum Econômico Mundial: “Você não terá nada e será feliz”. Mesmo uma rápida busca na internet apenas com as primeiras palavras, geralmente, você terá acesso ao panorama completo que possibilitará o entendimento do contexto completo que certo assunto foi debatido.
  • Os autores podem usar muitas palavras “inteligentes” para confundir o leitor, especialmente em textos relacionados à ciência. Não seja preguiçoso: procure os significados dos termos que são fundamentais para entender o material. Você não precisa procurar publicações especializadas para saber que elas estão a mentir para você; um par de cliques e uma visita à Wikipédia são geralmente suficientes.
  • “Esta é a lei mais importante da história” ou “Antes de você, o político mais honesto” são alguns exemplos do uso de superlativos. Em abundância, eles podem ser uma bandeira vermelha. As chances são de que os autores estão a tentar convencê-lo ou vender algo.

Mas nem todas as notícias falsas são mentiras intencionais, muitas vezes surgem devido a erros comuns. Qualquer um pode acreditar em notícias falsas, como regra geral, nem o ensino superior e nem a experiência de vida nos protegem completamente contra isso. Então não deixe de verificar as informações, se não todas, pelo menos aquela que realmente impacta a sua vida.

UNITEL demarca-se da informação que dá conta que empresa não tem condições de partilha nos sites

A operadora de telefonia móvel UNITEL demarcou-se das informações que dão conta que a empresa “não tem condições de partilha nos sites, que se recusou partilhar em Luanda“, palavras do Director-Geral da empresa em uma entrevista ao jornal Valor Económico, na sua edição imprensa mais recente.

Segundo o comunicado oficial da operadora, na qual a redacção da MenosFios teve acesso, a UNITEL diz que não se revê nas palavras acima, e que “não tem responsabilidade sobre as interpretações que tal publicação poderá implicar, esclarecendo desde já que a partilha de infraestrutura está regulada pelo regime jurídico do Decreto Presidencial n° 166/14 de 10 de Julho e como definido no artigo 18“, onde a mesma “confere a possibilidade de recusa quando a recusa da partilha em causa seja técnica e fisicamente inviável“.

MAIS: Africell acusa Unitel de “extorsão” na partilha das infraestruturas

Ainda na nota, a principal operadora do país acrescenta que “recusou o pedido de 100 sites solicitados pelo novo operador(Africell) para Luanda apenas por inviabilidade técnica desses locais e equipamento técnico que pretendiam instalar“, finalizando ainda que “tem disponibilidade de partilhar sites, essencialmente fora de Luanda, mas terá sempre que avaliar a viabilidade e o custo em caso de incremento ou alteração terá que ser aceite, não podendo nós simplesmente aceitar que o preço nos seja imposto de acordo com o que a Africell pretende ou invoca sem que observemos estas condicionantes“.

De informar que esse comunicado vem depois que o jornal Valor Económico ter feito uma matéria em resultado de uma entrevista com o Director-Geral da UNITEL, Miguel Geraldes, e fazer a manchete do artigo com o seguinte texto: “UNITEL não tem condições de partilha nos sites, que se recusou partilhar em Luanda“.

No referido artigo, o semanário angolano diz que “numa altura de alguma agotação do mercado, forçada pela entrada de uma nova operadora o Director-Geral da UNITEL defende que a empresa tem a obrigação de manter a liderança do mercado. Em entrevista respondida por email, Miguel Geraldes apresenta também as razões pelas quais a empresa que dirige não está a partilhar as suas infra-estruturas com a Africell.

Lucros da Google caem no trimestre enquanto Microsoft acelera em todas as frentes

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É com muitos algarismos que se fazem as contas de resultados da Google e da Microsoft e quase sempre com indicadores a subir, mas desta vez a Google não fez o pleno e os lucros caíram. Ambas as empresas admitem o impacto da guerra da Ucrânia nas operações.

Microsoft e Google apresentaram resultados trimestrais e ambas começam o ano a crescer nas vendas, embora a Microsoft tenha mais motivos para sorrir que a Google, com número abaixo das expetativas dos analistas e lucros a cair.

A Google fechou o trimestre que terminou em março com receitas de 68 mil milhões de dólares, mais 23% que nos primeiros três meses de 2021, ano em que a empresa ultrapassou pela primeira vez a barreira dos 200 mil milhões de dólares em receitas para o ano completo. No último ano fiscal, as receitas da Alphabet alcançaram os 257 mil milhões de dólares.

MAIS: Microsoft ultrapassa a Apple como a marca mais valiosa do mundo

Os lucros do grupo, no entanto, caíram no período em análise para os 16,4 mil milhões, depois de em igual altura do ano passado terem ficado nos 17,9 mil milhões de dólares. A empresa explica a descida com o aumento das despesas e com um abrandamento na angariação de receitas de publicidade através do YouTube, embora este indicador tenha crescido 14% no período. A guerra na Ucrânia desacelerou o investimento publicitário na Europa, admitiu a empresa, que também aponta a rentabilidade mais baixa de alguns investimentos no trimestre, como causa para a queda dos lucros.

Ainda assim, o negócio da publicidade continua a ser o motor da Alphabet. As receitas associadas totalizaram 54 mil milhões de dólares, somando os ganhos em todas as plataformas do grupo, mas foi ao crescimento da atividade nas pesquisas e na cloud que Sundai Pichar, CEO do grupo, preferiu dar destaque no anúncio de resultados da empresa.

Numa conferência com analistas, o responsável também mostrou que os esforços da empresa para não perder terreno para o TikTok, numa das suas “galinhas de ovos de ouro”, o YouTube, estão a dar frutos. Entre janeiro e março, o YouTube Shorts terá conseguido somar 30 mil milhões de visualizações diárias, quatro vezes mais que há um ano, revelou o responsável.

EUA querem informações de seis russos acusados de ciberataques

O Departamento de Estado dos Estados Unidos oferece uma recompensa de 10 milhões de dólares por informações de seis agentes dos serviços de inteligência russos pela participação num ataque informático contra infraestruturas norte-americanas em 2017, foi comunicado terça-feira.

Os agentes das Forças Armadas russas são identificados como Yuriy Sergeyevich Andrienko, Sergey Vladimirovich Detistov, Pavel Valeryevich Frolov, Anatoliy Sergeyevich Kovalev, Artem Valeryevich Ochichenko e Petr Nikolayevich Pliskin.

Numa nota oficial, Washington acusa-os de terem participado “numa conspiração que implantou programas informáticos maliciosos (…) para o benefício estratégico da Rússia através de acesso não autorizado” aos computadores das empresas afetadas.

O ataque informático, ocorrido em junho de 2017 com o programa conhecido como NotPelya, danificou computadores em hospitais e centros médicos do sistema de saúde Heritage Valley, no oeste da Pensilvânia, bem como um grande fabricante farmacêutico norte-americano.

As perdas provocadas pelo ataque foram de 1.000 milhões de dólares.

Todos os acusados trabalham para a Diretoria Principal de Inteligência do Conselho Geral das Forças Armadas da Federação Russa.