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Quinta-feira, Março 26, 2026
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Internet para Todos em Angola

Artigo enviado por Alvaro Oliveira. Quer partilhar conhecimento com os demais seguidores do MenosFios? Siga os passos.

 

Por razões profissionais e pessoais sempre fui um utilizador intensivo de internet em Angola. Qualquer que seja o operador utilizado, o acesso à internet é de facto caro neste País. Muitas vezes pensei como seria difícil aos cidadãos de baixa renda pagar este acesso. E como isso poderia ter um impacto negativo nas suas vidas.

A organização A4AI (“Alliance for Affordable Internet”), no seu relatório de 2017 define “internet acessível” quando alguém não paga mais do que 2% da sua renda para ter 1GB de tráfego de internet. A designada regra “1 por 2”. Olhando para os tarifários disponíveis no mercado Angolano, 1 GB de tráfego de internet custará cerca de 22 USD, acima da média africana (17,5 USD em 2015). Cruzando o PIB per capita com a regra “1 para 2”, 1GB não deveria custar mais do que 10 USD/mês. Portanto o desafio será aproximar os tarifários às reais capacidades financeiras dos Angolanos.

O “Livro Branco das TIC” publicado pelo Governo de Angola em 2011 de forma inequívoca identifica o acesso à internet como acelerador do desenvolvimento social reduzindo a pobreza e a exclusão. Mas como fazer disto uma realidade?

A solução passa por uma equilibrada combinação de concorrência e cooperação entre os diversos “stakeholders” do mercados das Telecom em Angola. Contraditório? Talvez não!

Competição deverá significar a criação de condições aos Operadores de menor dimensão ou entrantes alarguem a sua base de clientes, sem forçadamente canibalizar a base existente mas trazer novos clientes.

Incentivos fiscais podem ser um mecanismo eficiente para os que levam os seus serviços a zonas mais remotas do País. Custos de transmissão e de interconexão permitirão os Operadores de menor dimensão terem planos de negócio viáveis. Igualmente, estes Operadores consomem grande parte do seu capital de investimento em infraestruturas, quando estas já existem.

Recentemente o Actual Governo, através do seu Ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, deu explicitas indicações aos Operadores quanto à necessidade de partilharem infraestruturas (fisicas, redes de fibra ópticas, energia) como forma de rentabilizar o capital de investimento disponível e acelerar a chegada dos serviços às zonas rurais do País.

A cooperação entre os Operadores tem de ser efectiva. Angola conta hoje em dia com diferentes redes nacionais de fibra óptica que devem ser partilhadas limitando novos investimentos redundantes e e optimizando custos de manutenção. Redes WIFI partilhadas em locais como campus universitários, serviços públicos e bairros mal servidos permitem a expansão mais rápida destas redes, disponibilizando aos utilizadores internet a custos acessíveis.

A aposta de Angola na introdução das Redes 4G/LTE deve ser intensificada, Apesar dos custos de investimento associados, no longo prazo o LTE tem um “custo por bit” mais baixo que outras tecnologias.

A redução das tarifas de conexão internacional têm de continuar o caminho iniciado quando o cabo submarino WACS começou a oferecer os seus serviços. A propósito, a Angola Cables é um excelente exemplo de cooperação entre operadores. Em breve será colocada ao serviço um novo cabo, ligando Angola ao Brasil e EUA. Estes investimentos em conjunção com os serviços IXP já disponíveis de certeza irão dar um contributo decisivo para uma internet e conteúdos mais acessíveis a todos os Angolanos.

Sem esquecer a importância do satélite Angolano, o Angosat, com lançamento para breve e que dotará Angola de meios próprios neste segmento tecnológico para a difusão de serviços broadcasting e internet.

Apesar um quadro económico ainda desfavorável há razões para acreditar que as ICT em Angola vão continuar a sua expansão e levar os seus benefícios a cada vez mais Angolanos.

Participe no GDG DevFest Maputo 2017

Primeiramente poderia arriscar salientado que, Moçambique está a num ritmo excelente no que concerne a realização de eventos de tecnologia, visto que, em curto espaço de tempo, realizou eventos como o Open Dataton Maputo 2017, e a Conferência sobre a Mulher Africana na Tecnologia.

Mas parece que antes do ano de 2017 terminar, a cidade de Maputo irá receber mais um evento, desta vez trata-se do GDG DevFest, que é o maior festival de tecnologias Google, onde são divulgadas novidades e tendências do mundo de desenvolvimento de Software.

O evento GDG DevFest consiste em eventos de desenvolvedores desenvolvidos pela comunidade, e acontece a nível mundial com o propósito na construção de comunidades e aprendizado sobre as tecnologias do Google.

GDG DevFest Maputo 2017 realizar-se-á no dia 25 de Novembro, a partir das 09h00, na incubadora do Standard Bank. Caso queira participar, compre o seu bilhete clicando aqui.

Já participou em algum evento GDG DevFest?

Moçambique conta com uma plataforma online de ajuda para exames de admissão em Universidades Públicas

Na maioria dos países, o acesso às Universidades Públicas está sempre associado a um elevado grau de dificuldade. Essa dificuldade na maioria das vezes consiste pela fraca preparação dos candidatos.

De maneira a ajudar os candidatos que pretendem ingressar em universidades públicas em Moçambique, criou-se a Fakul, com lema “Marrar nunca foi tão fácil“, uma plataforma web que permite estudar, encontrar exames, testes para ajuda nos exames de admissão em universidades públicas.

Por intermédio desta plataforma, os candidatos em Moçambique podem ainda encontrar  os guiões de correcção de testes passados para o seu curso e outros, explicadores para lhe auxiliarem no seu percurso, e conta ainda com um fórum onde os candidatos ou estudantes podem submeter as dúvidas e perguntas para discussão, e por fim e encontrar a ajuda que precisa para prosseguir com os seus estudos.

A plataforma foi desenvolvida pelos jovens Osvaldo Maria, Frenque Sitoe, Amarildo Come e Celso Maxlhaeie, no ano passado. Auxiliada pela MozDevz, a equipa está a desenvolver uma versão mobile da App; e muito em breve os centros de preparação para exames de admissão poderão usar a página para promover serviços.

Será interessante ter uma plataforma do género em Angola? 

Actualmente Angola conta com 28 instituições públicas de ensino superior, divididos por 7 regiões, e seria proveitoso que os candidatos à exame de admissão pudessem contar com uma plataforma de auxilio nos exames para o ingresso nestas instituições.

Angola: como será o mercado com a nova operadora móvel?

O mercado da rede móvel em Angola é disputado até ao momento por apenas duas operadoras- a Unitel e a Movicel. Mas sabe-se que está para breve a entrada da terceira operadora no mercado.

A Angola Telecom, a nova operadora de rede móvel que prevê começar a operar em 2018, terá como público-alvo a sociedade no seu todo e terá que entrar com novas estratégias para assim, conseguir adquirir um número considerável de clientes.

Com a entrada de uma nova operadora no país, o mercado da rede móvel dará aos consumidores mais opções de escolha e permitirá mais concorrência com as operadoras que já se encontram em funcionamento. A nova operadora móvel vai incentivar que, os operadores da rede móvel em Angola melhorem ainda mais a qualidade dos serviços que vendem afim de atrair mais clientes e aumentar a respectiva quota de mercado.

Quanto às tarifas, é importante dizer que, não são as operadoras que estipulam os preços dos UTTs em Angola, isso é algo que é estabelecido pelo INACOM-Instituto Nacional de Telecomunicações, mas cada operadora implementa as suas políticas com vista angariar clientes. Um bom exemplo foi dado pela Movicel, com os seus os planos variados.

A política da concorrência procura aplicar regras que assegurem que as empresas concorrem lealmente entre si. A política da concorrência incentiva as empresas e a eficiência, amplia a escolha dos consumidores e contribui para reduzir os preços e melhorar a qualidade.

[GEW 2017] Semana Global do Empreendedorismo em Angola. Saiba como participar.

A Semana Global do Empreendedorismo em Angola está recheada de eventos, oferecendo gratuitamente palestras, cursos, concursos e seminários com objectivo de capacitar os empreendedores Angolanos.

As capacitações ocorrem em Luanda e pelo mundo, como parte do GEW (Global Entrepreneurship Week), direcionadas para pequenos e médios empreendedores. Até o momento estão confirmados 6 eventos que acontecerão de 13 a 18 de novembro.

Veja a agenda para o primeiro dia:

O evento decorrerá no Centro de Conferência de Belas em Luanda, os ingressos podem ser obtidos gratuitamente aqui.

Empreendedorismo

As inscrições para os demais eventos poderão ser feitas na página oficial da GEW para Angola: https://genglobal.org/find-event/244

EventosObs: Os eventos para a Semana Global do Empreendedorismo são gratuitos, mas carecem de inscrição. Então não percam mais tempo e inscrevam-se!


Mais detalhes na página oficial do evento.

iPhone X custa 42 salários mínimos em Angola

Já é possível adquirir em Angola o novo smartphone da AppleiPhone X, que foi oficialmente apresentado no dia 12 de Setembro do ano em curso.

O novo modelo do iPhone que tem dado que falar ultimamente, encontra-se já à venda em Angola, nas lojas da Wammo e com preços que chegam a custar até 42 salários mínimos.

Actualmente o salário mínimo nacional está no valor de 16.503,30 kzs, e o iPhone X de 64 GB, está avaliado em 699.990 kzs. Para um trabalhador que ganha o salário mínimo teria que juntar durante 3,5 anos para comprar o iPhone X.

É possível ainda comprar o novo iPhone de 256 GB, ao preço de 799.900 kzs. O impressionante é que a Apple viu o seu estoque de vendas online a esgotar-se no mês de Outubro, logo após anunciar as suas vendas, mostrando que o preço não assustou os fiéis seguidores da companhia.

O Menos Fios desconhece até ao momento o número unidades do iPhone X vendidas em Angola. O iPhone X nos Estados Unidos da América custa, US$ 999  e já em Angola está ao preço de US$ 3.685 ( de acordo com o câmbio médio da banca comercial 1$ – 190kz).

O iPhone X  conta com um sistema à prova de fraude, com tecnologia desenvolvida para reconhecer se há uma fotografia ou uma máscara a substituir o rosto.

Nova operadora de telefonia móvel em Angola inicia testes no 1º trimestre de 2018

A Angola Telecom será a terceira operadora móvel em Angola e pretende efectuar os primeiros testes dos seus serviços no primeiro trimestre de 2018. E pretende ainda trazer benefícios significativos para os serviços no mercado nacional, bem como concorrência no sector.

De acordo com o jornal Expansão, na sua edição número 447, de sexta-feira, (10/11), avança que, António Gonçalves, o administrador executivo do INACOM, confirma o processo de licenciamento da nova operadora móvel e assegura que está bem encaminhado para entrar no mercado a curto prazo.

Parte técnica concluída…

Angola Telecom garante que a parte técnica já está praticamente concluída e somente aguarda o aval do INACOM para começar a fazer os primeiros testes. A única coisa que falta é a vontade política e estabelecer os acordos de parceria que são sempre necessários neste tipo de projectos.

No ano passado o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação (José Carvalho da Rocha), havia anunciado a chegada de uma nova operadora e telefonia móvel em Angola. O jornal na sua edição avança ainda que, o mercado das telecomunicações já é liberalizado desde 2011, mas só este ano é que o ministério que tutela o sector está a trabalhar afincadamente para o surgimento de mais operadores no mercado.

O Menos Fios, durante o mês em curso, anunciou que o Presidente do Conselho de Administração do INACOM, Leonel Augusto, informou que o governo de Angola começou a licenciar novas operadoras para prestação de serviço quer de telefonia fixa e serviço de Internet.

Saiba como será feito o lançamento do AngoSAT 1

AngoSat 1

Em Dezembro o primeiro satélite Angolano (AngoSAT 1) será lançado para a órbita terrestre, dado confirmado pelo Ministério das Telecomunicações que avançou com um dia provável de lançamento, 7 de Dezembro.

Como será feito esse lançamento?

Para fazer o lançamento de um satélite são utilizados foguetes, que transportam o satélite até, no mínimo, 150 Km da superfície terrestre, pois ali estará praticamente livre do efeito da resistência do ar, podendo se movimentar sem sofrer desaceleração. Tendo atingido o espaço, o satélite é acelerado até uma certa velocidade que o faça orbitar.

O movimento dos satélites ao redor da Terra é garantido pela inércia, uma das propriedades fundamentais dos corpos massivos, associada a tendência que os corpos em movimento têm de permanecer em movimento.

Quais os números por detrás disso?

Podemos determinar a velocidade necessária para o lançamento de um satélite, usando algumas equações bastante familiares para quem estava atento às aulas de física. Como a força de atração gravitacional sobre o satélite é de natureza centrípeta, apontando sempre para o centro da trajetória, podemos assumir o seguinte:

FCENTRÍPETA = FGRAVITACIONAL m . v2 = G . M . m
R            R2

Sendo que: m é a massa do satélite, R é o raio da órbita do satélite, G é a constante de gravitação universal e M é a massa da Terra.

Simplificando a igualdade acima teremos:

V2 = G.Mv =  √(G.M)
R                   R

Podemos concluir que a velocidade de lançamento de um satélite depende da constante de gravitação universal (G = 6,7×10 – 11 N.m2/Kg2 ), da massa do planeta e do raio da órbita. A massa do satélite não influência

O valor da velocidade do satélite depende do tipo de órbita que ele executa, para o caso do AngoSAT1, será a Geoestacionária, com altitude acima dos 30.000 Km, terá velocidade de aproximadamente 11.000 Km/h;

Para atingir essa velocidade, precisamos de um centro de lançamento preparado. Alguns detalhes sobre o lançamento do AngoSAT1:

Local de lançamento: Baikonur (Cazaquistão)
Foguetão: Zenit 3SLB
Fabricante: RKK Energiya

Algumas companhias têm um histórico de lançamentos mal sucedidos, mas será que o foguetão Zenit 3SLB é confiável? Bom, isso é tópico para outro artigo.


Links úteis: UFRGS | SatBeam | ISLaunch

AngoDev.com promete ser o ponto de encontro dos desenvolvedores Angolanos

Nos últimos anos, muitas iniciativas envolvendo comunidades de tecnologia em Angola têm aparecido e “desaparecido”, aqui temos um exemplo de uma iniciativa que decidiu ser reformulada.

Angodev

Desenvolvedores são necessários para dar vida aos mais “loucos” projectos e numa altura em que “divisas” é uma expressão proibida, nada melhor do que olhar para o nosso mercado e descobrir os responsáveis por estruturar linhas de código que realmente funcionem.

Quem segue a comunidade de desenvolvedores, poderá encontrar em algumas redes sociais, vários grupos, com diferentes objectivos. Mas agora, há uma intenção de reunir todos os desenvolvedores no mesmo domínio: angodev.com

Segundo o responsável pelo fórum, Patrício dos Santos, esta é uma oportunidade de partilhar conhecimento e garantir que os nossos desenvolvedores (novatos e mais experientes) possam interagir. Ser o ponto de entrada para os novos desenvolvedores e partilhar conteúdo técnico feito em Angola.

Esta é uma nova versão do fórum, a equipe planeia ter mais foco e reunir realmente os desenvolvedores, para eventos como o “Meet Us” possam ocorrer regularmente.

É desenvolvedor? Inscreva-se e participe.

AngoCasa.com adquire Jumia House Angola

Num negócio entre duas empresas tecnológicas a operar em Angola a empresa Angocasa.com anunciou hoje a aquisição da Jumia House Angola, por um valor não revelado. O CEO do Angocasa.com, Kenneth Hogrefe, afirmou:

“A aquisição da Jumia House Angola colocou o Angocasa.com na linha da frente para melhor servir o crescente mercado imobiliário no país. A junção das duas equipas facilita a transformação do mercado imobiliário online e vem beneficiar de igual forma os promotores, as agências imobiliárias e todos aqueles que procuram um imóvel. Assim que a aquisição estiver finalizada, nós passaremos a ser o destino primordial de quem procura a sua casa de sonho para comprar ou arrendar. E passaremos a ser igualmente o destino preferencial para os agentes imobiliários e promotores que pretendem anunciar os seus imóveis online.”

Segundo os dados da empresa, o site AngoCasa.com foi criado em 2015 é actualmente utilizado por mais de 200 promotores e agentes imobiliários, apresentando mais de 7,500 anúncios e recebendo mensalmente mais de 18,000 visitas de interessados em comprar ou arrendar imóveis. Valores que poderão agora duplicar após a conclusão da junção das duas plataformas.

O CEO acrescentou ainda que a aquisição da Jumia House irá permitir que os anunciantes alcancem um maior número de potenciais compradores, investidores ou inquilinos. O anúncio da aquisição chega depois da Frontier Digital Ventures, a empresa tecnológica sediada na Malásia, líder no negócio de classificados online em países emergentes, ter investido pela primeira vez em Dezembro de 2015. Os fundos foram canalizados para o desenvolvimento de novas estratégias, produtos e serviços de marketing.