Início Site Página 576

Consultório MenosFios: 5 conteúdos que não deve partilhar no seu LinkedIn

Actualmente o LinkedIn é a rede social professional mais cotada mundialmente, onde conta com mais de 700 milhões de utilizadores activo. Essa rede social é ótima para toda aquela pessoa que  procuram ligar-se a outros indivíduos com os mesmos interesses.

Por isso, levando em conta a sua extrema importância para os profissionais, nesse episódio do Consultório MenosFios, e em parceria com a Pplware, vamos trazer o LinkedIn em destaque, sugerindo aos nossos fiéis leitores 5 coisas que nunca deves publicar na plataforma se quiser permanecer do lado certo do profissionalismo.

Avisar antepadamente, que apesar de neste artigo dar-se conselhos do que não partilhar na sua conta LinkedIn, muitos empregadores presentes na plataforma poderão não prestar ou dar tanta relevância aos mesmos.

Então, confira agora o que não deve publicar no LinkedIn.

1 Fotos Poucos Profissionais

Como é sabido por meio-mundo, o LinkedIn é uma rede social para criar relações comerciais e expandir o seu networking profissional. Então, evite promover no seu perfil as suas noites de diversão. Esse tipo de conteúdo a mostra no seu mural cronológico podem refletir de forma negativa a sua ética de trabalho. Avisar também que esses tipos de fotografias é uma péssima ideia para quem procura emprego, visto que alguns empregadores podem analisar todas as suas fotografias e julgá-lo com base no que vem nelas.

Outra coisa muito importante, e que alguns utilizadores esquecem, é que publicar fotografias inadequadas podem violar as políticas do LinkedIn, o que consequentemente podem levar à suspensão da sua conta.

2 Informação Pessoal no LinkedIn

Nos dias de hoje, e ainda com essas situações de espionagem das pessoas, é sabido que muitas empresas vendem as informações de pessoas ou até mesmo utilizá-la contra as mesmas. Por isso, embora que não é nada de especial publicar dados pessoais no LinkedIn, aconselhamos a não publicar dados pessoais como o seu número de telefone, endereço de correio eletrônico, morada, ou outras informações que podem ser consideradas como pessoais. Apesar de que o LinkedIn seja uma rede profissional, como já falamos desde o início do artigo, e que esteja a procura de emprego, evite partilhar as suas informações pessoais. Se um empregador estiver realmente interessado nos seus serviços ou préstimos, o mesmo vai contactá-lo diretamente a si.

Outra peculiaridade em colocar informações pessoais suas no seu perfil, é que estará sujeito a spammers, que notavelmente vão enviar-lhe ligações prejudiciais através do seu endereço de correio eletrônico.

MAIS: Consultório MenosFios: Como pedir o teu certificado digital em 5 passos

De avisar também que não revele detalhes sobre o seu salário pessoal, visto que partilhar esta informação poderá levar-lhe a problemas com o seu patrão ou patroa atual.

3 Post’s com Informações Duvidosas

Gostaríamos de relembrar que o seu perfil no LinkedIn representa a si próprio ou à sua marca profissional. Por isso, a publicação de conteúdos com informações duvidosas pode levar a reações negativas por parte dos seus seguidores, onde é recomendável evitar essas situações inconvenientes.

Sem esquecer, é claro, que os empregadores não vão querer contratá-lo se o virem a publicar este tipo de conteúdo, visto que hoje em dia, boa parte das instituições empregadoras têm nos seus padrões uma política empresarial rigorosa sobre o que os empregados podem e não podem publicar online. Uma outra coisa bem certa, é que esses tipo de posts são sempre criados com o intuito de gerar discussões, o que infelizmente, não resultam lá em conversas muito produtivas.

4 Post’s Políticos e Religiosos

Embora que a primeira vista são assuntos de interesse público, os posts políticos e religiosos no LinkedIn podem ofender algumas pessoas, sem esquecer da particularidade de que esses tipos de posts podem afastar potenciais clientes ou colegas com os seus pontos de vista, bem como começar discussões desnecessárias e prejudicar a sua procura de emprego.

Informar ainda que os empregadores estão sempre à procura de redes sociais para obterem uma noção da personalidade das pessoas e se estas se encaixam na sua empresa. Então, ao verem este tipo de posts, podem perder o interesse em contactá-lo para uma entrevista.

Em suma, o conselho da nossa redacção é não partilhar também mensagens políticas, visto que elas podem fazer com que pessoas com uma visão diferente percam todo o interesse em si.

MAIS: Consultório MenosFios: Conheça as 9 apps de mensagens com mais encriptação e privacidade

Lembre-se de que o LinkedIn é uma plataforma global. A política que apoia pode não ser relevante noutros países, por isso mantenha-se ligado a tópicos relacionados com a indústria ou com os quais a maioria das suas conexões se pode relacionar.

5 Comentários Negativos

A publicação de conteúdos difamatório no LinkedIn pode trazer-lhe problemas. Por isso, se estiver a partilhar informações erradas sobre uma empresa ou pessoa, há uma boa possibilidade de que estes tomem medidas legais contra si, o que inclui perda de emprego e possível pena de prisão.

Portanto, esteja atento. Evite escrever mensagens negativas sobre os seus empregadores atuais ou anteriores no LinkedIn. Isso pode prejudicar a sua reputação, fazer com que seja despedido, ou dificultar-lhe a obtenção de emprego.

_____________________________________________________________________

Esse foi o episódio do Consultório MenosFios dessa semana, onde esperamos que seja útil para todo e qualquer pessoa que tenha um perfil na rede social LinkedIn. Agora, pedimos que os nossos leitores a comentem e que contribuam com informações adicionais que julguem serem necessárias sobre esse mesmo tema.

Todas e quaisquer questões que gostassem de ver aqui respondidas devem ser colocadas no canal de comunicação exclusivo e dedicado ao consultório Menos Fios.

Falamos do e-mail criado para esse fim: [email protected]. Este é o único ponto de recepção das questões que nos enviarem. Usem-no para nos remeterem as vossas questões, as vossas dúvidas ou os vossos problemas. A vossa resposta surgirá muito em breve.

Plataforma africana de aprendizagem online arrecada USD 3,5 milhões

A Edukoya, uma plataforma de aprendizagem online com foco em África, arrecadou USD 3,5 milhões em um evento de pré-lançamento liderada pela Target Global com a participação estratégica de vários investidores, incluindo fundadores europeus e africanos, como Shola Akinlade – CEO e cofundador da Paystack (adquirida por Stripe), Babs Ogundeyi e Musty Mustapha – fundadores da Kuda, Brandon Krieg e Ed Robinson – fundadores da Fintech Stash e Raffael Johnen – CEO da Aux Money entre outros.

Lançado em dezembro de 2021, A plataforma Edukoya está a operar actualmente em beta, com foco na Nigéria. Na sua semana de lançamento, Edukoya foi o segundo aplicativo educacional mais baixado na Nigéria. Os novos fundos, a maior roda de pré-lançamento para uma plataforma EdTech africana até o momento, permitirão a transição do beta para o lançamento ao vivo em 2022, bem como a expansão da equipa, o crescimento da sua base de usuários e a construção da tecnologia para a plataforma de aprendizagem de Edukoya, incluindo suporte para os seus centros de desenvolvimento pan-africanos e europeus.

Edukoya é uma plataforma que capacita os alunos e os seus pais a assumir o controle do seu aprendizado e torna mais fácil para eles o acesso a materiais de aprendizagem de alta qualidade e ajuda especializada. A plataforma possui uma gama de recursos valiosos voltados para alunos do ensino médio nigeriano, incluindo preparação para exames e ajuda do tutor 24 horas por dia, 7 dias por semana, um banco de perguntas baseado em dados com soluções passo a passo e sistemas personalizados de acompanhamento de desempenho.

A educação de alta qualidade é cara e fora do alcance de milhões de alunos africanos. De acordo com os dados do Banco Mundial, as famílias africanas gastam 20-25 por cento do seu PIB per capita anual em educação. Edukoya oferece uma plataforma de aprendizado complementar gratuita, bem como pacotes de assinatura com recursos premium, com foco no aprendizado K-12 e preparação para exames. A experiência de aprendizagem é fornecida por meio de um modelo 100% online que promove a autoaprendizagem e permite que os alunos economizem tempo, dinheiro e se tornem mais inteligentes.

Falando sobre o novo financiamento, Honey Ogundeyi, a fundadora e CEO da Edukayo disse: “A nossa visão em Edukoya é redefinir a educação online para a próxima geração de africanos. África tem a população em idade escolar de crescimento mais rápido em todo o mundo, com mais de 260 milhões de alunos. O nosso objectivo é democratizar o acesso e tornar o ensino e o conteúdo de alta qualidade acessíveis para todos os alunos, independentemente de onde eles vivam no continente”.

Edukoya é uma empresa de tecnologia educacional que conecta estudantes africanos com o conteúdo do currículo digital e professores sob demanda para aprendizado online em tempo real. Reinventa como os alunos africanos aprendem na era dos dispositivos móveis, Edukoya combina um banco de perguntas habilitado para dados, professores de classe mundial, tecnologia inovadora e ciência de dados para fornecer aprendizagem personalizada em todas as classes.

UNITEL leva serviços 4G a mais três localidades do território nacional

A operadora telefónica UNITEL expandiu os seus serviços de voz e dados da rede 4G à três localidades do território nacional, nomeadamente Calimano (Huambo), Luachimo (Lunda-Norte) e Maquela do Zombo (Uíge), no âmbito de um programa da aplicação de uma estratégia da empresa virada para a elevação da qualidade das suas operações.

Essa informação foi divulgada pela própria empresa, em um comunicado de imprensa que chegou a redacção da MenosFios, onde ainda diz que essa expansão se deu no último mês, Novembro, onde acrescenta também que os serviços 3G e 4G da operadora estão actualmente disponíveis em 498 localidades, isto é, comunas e municípios ao redor de Angola, onde com essa expansão a transmissão de voz e dados, com a navegação de sites, downloads e uso de aplicativos online com maior rapidez.

MAIS: Unitel já prepara infra-estruturas para o lançamento do serviço 5G no país

Revela ainda o comunicado da UNITEL que os seus serviços de 4G  já cobrem as capitais de 17 províncias de Angola, bem como tem uma implantação de 25,6 por cento nos municípios e acima de 11,7 por cento nas comunas.

Por fim, a nota de imprensa ressalta também que com mais de 14 mil quilómetros de fibra óptica, 13 mil dos quais já em serviço, a UNITEL diz que está a revolucionar e impulsionar  o desenvolvimento tecnológico no país.

Cabo Verde anuncia tarifa social de acesso à internet para os mais pobres

O Primeiro-ministro cabo-verdiano instituiu, esta sexta-feira (17/12), a digitalização do país como um objectivo. Para isso, anunciou a criação de um fundo e de uma tarifa social de acesso à internet para os mais pobres.

“No primeiro trimestre do próximo ano, teremos a operacionalização do Fundo de Acesso Universal à Internet e a criação da tarifa social de acesso à internet com o objectivo de tornar a internet acessível aos que têm menor capacidade para pagar”, anunciou Ulisses Correia e Silva.

O chefe do Governo intervinha, no parlamento, no arranque do debate sobre a “Transformação Digital e Economia Digital em Cabo Verde”, e traçou como grande objectivo tornar o país numa “sociedade digital”, mas considerou que isso implica “assumir na sua plenitude a internet como um bem essencial”. E disse que essa transformação digital deverá permitir melhorar “de forma significativa” a qualidade dos serviços públicos fornecidos aos cidadãos e às empresas.

O chefe do Governo notou que há um conjunto de serviços públicos suportados pelas tecnologias, mas entendeu que, apesar dos avanços na governação electrónica, apenas 7% dos serviços públicos são prestados online, sendo 73% serviços presenciais e com muitos papeis.

“Precisamos alterar substancialmente este quadro”, reconheceu, lembrou ainda que, recentemente foi aprovado Estratégia para a Governação Digital 2021/2024, com um financiamento do Banco Mundial de pelo menos 20 milhões de dólares (17,8 milhões de euros).

Ulisses Correia e Silva disse também que o país precisa “avançar mais” na digitalização para a melhoria do ambiente de negócios, prometeu para o próximo ano melhorias no regime de abertura de empresas com a Janela Única, que vai permitir a integração e a interoperabilidade de serviços.

Ainda neste sector, Ulisses Correia e Silva traçou como outro objectivo tornar Cabo Verde num “Centro digital de referência” na região, através dos cabos submarinos de fibra óptica que ligam as margens do Atlântico e a sub-região africana.

MAIS: Cabo-Verde vai começar a emitir passaportes electrónicos

“A adesão à EllaLink, um investimento de 25 milhões de dólares da Cabo Verde Telecom (CVT), vai nesse sentido. Ajudará no desenvolvimento da competictividade digital do país com impacto na rápida evolução do crescimento da Internet e dados 5G”, explicou.

Reforço das condições do regulador das telecomunicações, separação funcional das operações da Cabo Verde Telecom com novo contrato de concessão, reestruturação do Núcleo Operacional da Sociedade de Informação (NOSi) e conclusão de parques tecnológicos da Praia e do Mindelo são outros instrumentos apontados por Correia e Silva para desenvolver o mercado.

“Cabo Verde tem que melhorar a sua posição no ranking da cibersegurança. Um conjunto de ações estão em curso e vão ser intensificadas com esse propósito”, garantiu o primeiro-ministro, para quem a transformação digital é um processo e Cabo Verde tem estado a acelerar neste sector.

Meta expõe empresas de espionagem que ameaçavam pessoas nas suas plataformas

O Facebook, denominado agora de Meta, expôs recentemente sete organizações mundiais que estavam presentes nas suas redes sociais (Facebook, Instagram e WhatsApp) e alegadamente eram empresas de espionagem.

Essa informação foi divulgada pela própria empresa, em relatório distribuído aos media, onde a Meta informa que vai suspender cerca de 1.500 contas – na sua maioria, contas falsas – administradas por sete organizações, no Facebook, Instagram e WhatsApp, que representam  empresas de espionagem, que tinham como alvo pessoas em mais de 100 países.

De acordo com Nathaniel Gleicher, chefe de política de segurança da Meta, falando à Reuters, a denúncia foi feita na última quinta-feira e é para sinalizar que “a indústria de vigilância paga é muito mais ampla do que uma empresa“.

Embora que não tenha dado uma explicação detalhada de como identificou essas mais de 1.000 empresas de espionagem nas suas plataformas, a Meta informou que entre as organizações identificadas está a empresa Black Cube de Israel, que se tornou popular por estar relacionada com o caso as agressões sexuais de Harvey Weinstein. Segundo o que explica a dona do Facebook, neste caso específico, a empresa de espionagem implantava ‘bots’ para conversar com os seus alvos online e conseguir endereços de correio eletrônico das vítimas, “provavelmente para ataques de ‘phishing’ posteriores”, confirma Gleicher à Reuters.

MAIS: Apple processa grupo israelita NSO devido ao escândalo do Pegasus

Em resposta as acusações feitas a sua imstituição, a Black Cube disse que “não pratica nenhum tipo de ‘phishing’ ou ‘hacking'” e garantiu que a empresa se esforça por “todas as atividades dos seus agentes estarem em total conformidade com as leis“.

Outra empresas visadas no respectivo relatório são a BellTroX (uma empresa indiana de espiões digitais exposta pela Reuters e pelo Citizen Lab no ano passado), a israelita Bluehawk CI, a empresa europeia Cytrox (acusadas pela Meta de ‘hacking’), bem como a Cognyte, do gigante de segurança Verint Systems Inc e a israelita Cobwebs Technologies que foram acusadas não de ‘hackear’, mas de usar perfis falsos para induzir as pessoas a revelarem dados privados.

Africell e Digis Squared assinam protocolos para dar suporte a nova rede nacional

A Africell adjudicou um contrato plurianual com a Digis Squared, onde a última vai fornecer serviços geridos de ponta a ponta para apoiar o lançamento da nova rede em Angola.

Segundo o que é divulgado pela plataforma LuandaPost, com esse contrato a Africell vai beneficiar das capacidades de serviços gerenciados ponta a ponta da Digis Squared, nomeadamente os serviços de rádio, núcleo, BSS, VAS e campo.

Em alusão a esse convénio entre as duas empresas, o CEO da Africell Angola, Christopher Lundh, diz que “as ferramentas da Digis Squared vão ajudar os nossos sistemas a funcionar de forma inteligente e eficiente, e onde ficamos impressionados com o compromisso da empresa em transferir habilidades para a equipe local, uma meta alinhada com a nossa, e estamos confiantes em sua experiência em sistemas de vários fornecedores. É empolgante ter a Digis Squared juntando-se à nossa nova equipe de rede…”

MAIS: Africell vai ter mais de dois mil trabalhadores para distribuir os cartões SIM

Por outro lado, o CCO da Digis Squared, Mohamed Hamdy, informou que “agradecemos à Africell Angola pela confiança que depositaram em nós com este significativo compromisso, e onde o Contrato de Serviços Gerenciados permitirá que a nova rede da Africell seja lançada sem problemas, e leve a cabo uma implementação bem-sucedida de soluções para os clientes. Os recursos, ferramentas assistidas por IA e processos da Digis Squared irão garantir que os serviços ponta-à-ponta da Africell tenham o seu melhor desempenho. Com o nosso apoio, os clientes da Africell em Angola irão experimentar uma revolução na excelência e desempenho da rede”.

De informar ainda que as duas partes assinaram também um contrato adicional, que obriga a Digis Squared a trabalhar na optimização da cobertura interna, utilizando suas ferramentas assistidas por IA, incluindo as soluções Digis One, INOS, e iPM, ferramentas essas que fornecem uma plataforma de teste inteligente e automatizada, bem como benchmarking e análise para operadoras de rede e provedores de serviços, fornecendo teste de unidade(DT), capacidade de solução interna(IBS), teste de sistema IoT ponta a ponta, sem esquecer o desempenho unificado e gerenciamento de falhas e muito mais, enquanto diminui o tempo necessário para concluir o trabalho e o custo operacional.

Recentemente a Africell realizou a sua primeira chamada da sua nova rede em Angola, e onde essa especificidade técnica marca o início das operações de rede e prepara o caminho para uma implantação de serviços em fases.

Oposição cabo-verdiana pede mais inclusão digital no país

Os dois principais partidos da oposição cabo-verdiana reconheceram ontem(17) os progressos do país ao nível do digital, mas onde também consideraram que precisa de acelerar, enquanto o partido que suporta o Governo quer aumentar a contribuição do setor para 25%.

Esse modo de pensar foram assumidas no parlamento, em um debate com o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, com o tema “Transformação Digital e Economia Digital“, cujo o líder parlamentar do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), principal partido de oposição do país, João Batista Pereira, notou os “progressos assinaláveis” nesse sector, mas acrescenta que o país precisa “fazer mais”.

Desde logo, o país precisa de promover a implantação de redes de banda larga, melhorar a oferta de serviços digitais públicos, estimular o desenvolvimento de serviços, produtos e aplicações inovadores e promover a inclusão digital“, apontou.

Para Batista Pereira, diz que Cabo Verde já avançou “significativamente” na digitalização da Administração Pública, mas entendeu que é preciso “audácia” para dar o salto seguinte, que é a substituição do atendimento pessoal por atendimento digital, mas também aproveitar a transição tecnológica para fazer evoluir setores como a saúde ou educação.

Ainda na reunião, o líder parlamentar do PAICV disse que o Núcleo Operacional da Sociedade de Informação (NOSi) “estagnou-se” a partir de 2016, com a entrada do Governo do Movimento para a Democracia (MpD), para dar lugar ao setor privado.

Para o PAICV, está-se diante de uma medida claramente desacertada, que deve, por isso, ser repensada. Na verdade, a despeito dessa medida do Governo, nenhuma empresa privada nacional que foi capaz de substituir o NOSI“, lamentou João Batista Pereira.

O primeiro-ministro respondeu que o NOSi não se estagnou, mas sim está a recentrar as suas funções no mercado, que está a funcionar.

O Estado estimule o aparecimento e desenvolvimento das micro e pequenas empresas neste setor. Não há protecionismo, mercado passou a ser regulado e regulamentado desde 2005“, referiu Ulisses Correia e Silva.

MAIS: Cabo-Verde vai começar a emitir passaportes electrónicos

Por outro lado, o deputado e presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição), António Monteiro, também reconheceu que Cabo Verde está num “bom caminho” a nível do digital, mas entendeu que precisa acelerar.

Precisamos abrir espaço que as pessoas capacitadas, para que as pessoas que dominam essas tecnologias encontrem em Cabo Verde um bom lugar para poderem trabalhar e para poderem ajudar-nos a desenvolver a economia digital e criar mais riqueza“, pediu.

Para isso, o deputado da terceira força política no parlamento cabo-verdiano (com quatro deputados) disse que é importante a criação de leis para que outras pessoas ajudam o país a acelerar os passos neste setor.

Por sua vez, o líder parlamentar do MpD, João Gomes, destacou os vários serviços prestados a nível do digital e disse que o objetivo é aumentar a contribuição do digital dos atuais 5% para 25% e aumento do número de usuários das tecnologias.

Notando que resiliência é a palavra que sai da pandemia de covid-19, o deputado afirmou que o país está a investir em profissionais com forte conhecimento a nível tecnológico e procura profissionais para além das competências técnicas.

“Vai existir uma redução desses profissionais devido a estas mudanças e à crise? Pensamos que não, pelo contrário, a tendência é aumentar”, perspetivou o líder parlamentar do partido que suporta politicamente o Governo, para quem o país está “num caminho seguro” no digital.

Angola passa a integrar comitê para usos pacíficos do espaço

Angola foi escolhida como um dos cinco novos países para fazerem parte do Comité para Usos Pacíficos do Espaço Exterior (COPUOS), de acordo com a nota de imprensa do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS), na qual a MenosFios teve acesso.

A escolha do nosso país para essa ordem é uma decisão e aprovação da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU).

Falando aos jornalistas, Zolana Rui João, director-geral do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN), diz que a entrada de Angola na COPUOS é fruto do reconhecimento internacional, no mais alto nível, bem como do esforço que o Executivo Angolano na implementação da Estratégia Espacial Nacional.

Segundo ainda o gestor público, no quadro dos objectivos e diretrizes gerais estabelecidos pela Estratégia Espacial Nacional 2016-2025, instrumento que rege as actividades espaciais em Angola, o Eixo 4 tem como objectivo a afirmação internacional do Estado Angolano no domínio espacial, sendo que o seu fim principal é garantir que Angola assuma um papel relevante no contexto internacional em matéria espacial.

O país tem investido na formação de quadros na área espacial, nas melhores universidades do sector à nível internacional.  Na área de difusão da educação espacial, temos participado activamente da Semana Mundial do Espaço, uma celebração internacional da contribuição da ciência e tecnologia espacial para o melhoramento da condição humana, declarada pelas Nações Unidas como sendo, anualmente, a semana de 4 a 10 de Outubro”, diz o dirigente.

MAIS: África do Sul desactiva satélite SumbandilaSat após 12 anos em órbita

De informar, que a par dessa recente escolha de Angola para fazer parte do (COPUOS), o nosso país foi também recentemente admitido como membro da Federação Astronáutica Internacional (IAF, sigla em inglês), que é o principal órgão mundial do espaço, com 407 membros, em 71 países, incluindo todas as principais agências espaciais, empresas, instituições de pesquisa, universidades, sociedades, associações, institutos e museus em todo o mundo.

Segundo o que a nossa redacção apurou, o COPUOS é o Comité das Nações Unidas para o uso pacífico do Espaço Exterior, um orgão subsidiário da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, fundado em 1959, logo após o lançamento do satélite Russo Suptnik. Essa instituição mantém-se como o principal fórum internacional em matéria espacial, tendo 100 Estados-Membros, o que o torna um dos comités com mais membros das ONU.

O COPUOS, para além de rever o alcance da cooperação internacional no uso pacífico do espaço exterior, promove o incentivo para continuidade da investigação e divulgação de informações sobre questões espaciais a estudar os problemas jurídicos decorrentes da exploração do espaço.

Como membro do COPUOS, revela o GGPEN, Angola poderá contribuir para as discussões e decisões internacionais em matéria espacial, entrar em contacto com vários intervenientes internacionais no domínio espacial e reforçar a sua presença no contexto internacional. Adicionalmente, ao participar em grupos de trabalho do COPUOS, o nosso país contribuirá para a definição das políticas internacionais  e assegurará que as mesmas respeitem as necessidades e interesses em Angola.

Por fim, ainda acrescenta o órgão institucional público angolano, um dos benefícios de um país se tornar um Estado-Membro de pleno directo do COPUOS é que o Estado receberá o convite formal para as sessões, e podendo, de igual modo, contribuir nos trabalhos do Comité e seus órgãos subsidiários por meio de relatórios escritos. Em suma, participar plenamente nos trabalhos deste organismo intergovernamental e beneficiar das formações dos centros regionais do COPUOS, para a educação em ciências tecnologias espaciais.

Bing obrigada a suspender sugestões automáticas na China a pedido do governo

O Bing, que é actualmente o único grande motor de busca estrangeiro na China, anunciou que terá de suspender durante 30 dias a sua função de sugestões automáticas, a pedido de “uma agência governamental”, noticia a Reuters.

O Bing é uma plataforma global de pesquisa e permanece empenhado no respeito da lei e do direito dos utilizadores à informação”, revela o comunicado da companhia na sua plataforma chinesa, nesta sexta-feira(17), e onde não especificou as razões para a suspensão desse tipo de serviço no território chinês.

MAIS: Servidores do vídeo-jogo ‘Fortnite’ foram encerrados na China

De informar que nos últimos tempos as empresas tecnológicas têm sido afetadas por regulações mais estritas, relacionadas com a privacidade vindo do Governo daquele país, e onde o mesmo diz que essas medidas tem como objectivo permitir que as plataformas promovam valores socialistas.

Em outubro, a Microsoft anunciou que iria fechar a sua plataforma LinkedIn na China, já que estão em vigor “maiores desafios e medidas restritivas a cumprir”, enquanto que em Novembro a Yahoo foi obrigada também de encerrar os seus serviços no país.

Startups angolanas de fora dos vencedores do Southern Startup Awards 2021

Decorreu no último dia 14 de Dezembro a edição 2021 do Global Startup Awards (GSA), onde para o continente africano são conhecidos os líderes africanos em inovação e empreendedorismo digital, divididos em 5 regiões: SOUTHERN AFRICA STARTUP AWARDS, NORTHERN AFRICA STARTUP AWARDS, EASTERN AFRICA STARTUP AWARDS, WESTERN AFRICA STARTUP AWARDS, CENTRAL AFRICA STARTUP AWARDS.

O nosso país é afecto a região SOUTHERN AFRICA STARTUP AWARDS, onde nessa edição Angola esteve representada com um grande leque de startups nacionais, tais como:Kepya, Paga3, AroTec, AngoWaste, Disruption Lab, OneShop, Movimenta, Kubinga, OngueYa e Spot: , que juntos estavam a concorrer em 9 categorias.

Mas infelizmente, nenhuma representante angolana conseguiu levar um prémio na gala de premiação do evento, deixando o nosso ecossistema de empreendedorismo digital no vácuo, naquele que é considerado como um dos principais reconhecimentos para os jovens africanos.

Então, confira a lista dos vencedores abaixo:

Best NewCorner: Envisionit Deep AI (África do Sul)

Founder of the Year: Jon Kornik (África do Sul)

VC of the Year: Hlayisani Capital (África do Sul)

Best Co-Working Space: Workshop 17 (África do Sul)

Best Accelerator /Incubator Program: OceanHub Africa (África do Sul)

Startup of the Year: Lupiya (Zámbia)

Women in Tech: Doctors E-Consult (Botswana)

Agri Tech: Netagrow Technologies (Zámbia)

Health Tech: Dawa Health (Zámbia)

Commerce Tech: CIRT (África do Sul)

Industrial Tech: LignOrganic (África do Sul)

O Global Startup Awards (GSA) teve a sua primeira edição nos países nórdicos, isto é, em 2012, e devido ao seu sucesso na sua primeira temporada expandiu-se para outras regiões, incluindo África.

Nos últimos tempos o GSA tem conectado ecossistemas de startups, empreendedores e inovadores em todas as partes do mundo, e hoje essa plataforma é a maior competição independente de startups-ecossistemas que abrange mais de 10 regiões em todo mundo.

Os Southern Africa Startup Awards tem como objectivo principal unir futuros formadores de ecossistemas tecnológicos, criando um holofote para startups tecnológicas em cada região e ligando cada país dessa região para criar uma marca mais forte e unida.