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Guerra na Ucrânia: Empresas de tecnologia se posicionam na guerra e impõem sanções a Rússia

Algumas das maiores plataformas de tecnologia do mundo têm se posicionado contra a invasão da Ucrânia, ordenada pelo presidente russo, Vladimir Putin, na última quinta-feira (25). Veja agora as últimas actualizações nesse sentido:

Apple baniu aplicações da RT e da Sputnik

A Apple anunciou que removeu da App Store as aplicações da RT e da Sputnik, órgãos de comunicação estatais russos que têm sido banidos por algumas das maiores tecnológicas do mundo – como a Meta, a Google, a Microsoft e até o TikTok.

Segundo o que revela o TechCrunch, esta atuação da Apple foi aplicada em todos os mercados em que as aplicações estavam presentes (à exceção da Rússia), sendo uma medida que visa combater a propaganda do regime liderado por Vladimir Putin.

Esta não foi a única medida da Apple contra a Rússia, onde a empresa anunciou também que suspendeu as vendas de todos os produtos neste mercado, em resposta do apelo do vice primeiro-ministro da Ucrânia.

MAIS: O que é SWIFT e por que é complicado excluir a Rússia da rede

Instagram terá mensagens encriptadas na Ucrânia e na Rússia

O Instagram anunciou que os utilizadores da rede social na Ucrânia e na Rússia terão direito a enviarem mensagens encriptadas, de acordo com o GadgetsNow.

Segundo o que conta a plataforma,  os utilizadores do Instagram nestes dois países receberão uma mensagem na caixa de entrada a alertar para a novidade, onde isso é para assegurar a privacidade das comunicações entre os utilizadores.

Queremos que as pessoas na Rússia sejam capazes de continuar a ouvir o presidente [da Ucrânia] Volodymyr Zelensky e de outros da Ucrânia”, anunciou a Meta, dona do Instagram.

Recordar que o WhatsApp e o Messenger – outras apps de mensagens da Meta – já contam com a capacidade de trocar mensagens encriptadas.

MAIS: 5 hackers russos mais famosos da história

TikTok também bloqueará órgãos de comunicação estatais na Europa

Depois de a Meta, a Google e a Microsoft anunciaram esta terça-feira, dia 1, bloqueios aos maiores órgãos de comunicação da Rússia no território europeu, o TikTok adotou a mesma posição, informa o Engadget.

Com essa medida, o TikTok vai bloquear as páginas da RT e da Sputnik na rede social, com os vídeos a deixarem de estar disponíveis para os utilizadores europeus.

Recordar que o Twitter também anunciou que identificaria todas as publicações partilhadas por órgãos estatais, uma forma de os utilizadores saberem que se trata de propaganda russa.

MAIS: Grupo Anonymous declarou “guerra cibernética” contra a Rússia

Canais de YouTube da RT e da Sputnik serão bloqueados na Europa

A Google anunciou na página de Twitter dedicada à divisão da empresa na Europa que bloqueará os canais de YouTube dos dois maiores órgãos de comunicação estatais da Rússia – a RT e a Sputnik.

Devido à atual guerra na Ucrânia, vamos bloquear os canais de YouTube ligados à RT e à Sputnik em toda a Europa com efeitos imediatos”, pode ler-se na publicação da empresa. “As nossas equipas continuam a estar atentas à situação para agirem rapidamente”.

A decisão da Google surge pouco depois de a Meta ter feito o mesmo no Facebook e no Instagram, bloqueando efetivamente a RT e a Sputnik nas redes sociais europeias. O objetivo desta medida da Meta e da Google é combater a ‘máquina’ de propaganda russa, da qual as duas publicações fazem parte.

MWC 2022: OnePlus anuncia disponibilidade do OnePlus 10 Pro para demais países

Depois de dois anos sem o evento presencial, o Mobile Word Congress está de volta ao formato que o popularizou. Esta edição ocorre entre os dias 28 de fevereiro e 3 de março em Barcelona. Um dos principais eventos tecnológicos do ano tem novamente a atenção dos fabricantes, que aproveitam para anunciar as suas novidades.

Uma apresentação que era aguardada com alguma ansiedade está associada a One Plus (ou a Oppo, se preferirem. Lembrando que houve uma fusão das companhias).

A OnePlus não revelou todos os detalhes, mas disponibilizou informações interessantes sobre os futuros lançamentos durante os painéis no MWC 2022. O que podemos destaca? Anuncio da disponibilidade da variante global do OnePlus 10 Pro, planos para o Smartphone 5G mais acessível do mercado e, seguindo a concorrência, um provável aposta nos dispositivos dobráveis.

OnePlus 10 Pro para “todos”!

O novo topo de gama, o OnePlus 10 Pro, foi lançado em janeiro deste ano na China e foi um sucesso instantâneo. O aparelho bateu o recorde das vendas mais rápidas do país. Agora, a OnePlus confirmou o lançamento da versão global OnePlus 10 Pro. Esta versão terá o chipset Snapdragon 8 Gen 1 da Qualcomm e estará disponível na América do Norte, Europa e Índia no final de março de 2022. Quanto ao continente Africano (e as demais localizações), sem previsão definida pela fabricante.

O motivo desse lançamento assíncrono foi revelado pelo CEO da OnePlus, Pete Lau, detalhou que o atraso da versão global ocorreu porque os softwares para o mercado internacional têm o desenvolvimento mais demorado. Isso acontece devido a certos fatores relacionados às operadoras. Uma resposta que não esclareceu totalmente as dúvidas dos presentes no evento.

Sem alterações ao sistema operativo

A boa notícia, que já estava a ser difundida antes do evento, foi confirmada: o OnePlus 10 Pro global terá a interface Oxygen OS 12.1 baseada no Android 12 ao invés do UnifiedOS, usada pela Oppo e que foi adoptada no OnePlus 10 Pro vendido na China.

Outras características

O OnePlus 10 Pro tem sido promovido como o telefone ideal para fazer fotos. Com um ecrã Touchscreen de 6.7 polegadas e uma resolução de 3216×1440 pixels e uma câmera de 48 megapixels que permite ao OnePlus 10 Pro tirar fotos com uma resolução de 8000×6000 pixels e gravar vídeos em 8K a uma resolução de 7680×4320 pixels. Adicionalmente, o smartphone é compatível com as redes 5G além da conectividade habitual, Wi-fi e GPS. A memória interna de 256 GB pode ser um problema, pois não tem possibilidade de expansão. O dispositivo suporta o carregamento mais rápido de todos os tempos num smartphone OnePlus – 80W SuperVOOC Flash Charge – que pode carregar completamente a sua bateria de 5000 mAh em apenas 32 minutos.

Kaspersky: Angola é o país em África com o maior aumento no número de ataques de hackers

Angola foi o único país de África que os ataques de malwares aumentaram no ano de 2021, com um crescimento de 12%, revela o mais recente relatório da Mobile Threats da Kaspersky.

Segundo o que revela a investigação, o crescimento dos ataques cibernéticos no nosso país é contrária a uma dinâmica do reflexo da tendência global, uma vez que os cibercriminosos tendem a investir cada vez menos nas ameaças mainstream que são neutralizadas com sucesso por soluções de segurança modernas.

Enquanto Angola tem sido um novo hábito de ataque para os piratas informáticos, o Kaspersky Report 2021 informa que os restantes países de África tiveram uma descida no número de ataques dos hackers, durante o último ano, com Moçambique a ter uma descida de 48%, Botswana (58%), Nigeria (59%), Ethiopia (69%) e Ghana (76%).

Para os especialistas da Kaspersky, que analisavam o cenário de ameaça dos países africanos em 2021, notaram que houve um declínio constante nos ataques de malware móvel em África, excepto em Angola, onde os cibercriminosos consolidaram os seus esforços para se concentrarem em ameaças mais complicadas, perigosas e lucrativas.

MAIS: Ciberataque deixa inoperacionais vários portais moçambicanos na Internet

De referir ainda, de acordo com os números globais para 2021, os utilizadores sul-africanos enfrentaram menos 38% de ataques de malware móvel do que em 2020, enquanto outros países da África Austral viram mudanças ainda mais dramáticas no seu cenário de ameaça móvel.

A investigação da empresa de cibersegurança mostrou ainda que hackers estão a investir mais em novos malwares móveis que se tornaram cada vez mais complexos, apresentando novas formas de roubar credenciais bancárias dos utilizadores, bem como outras vertentes de dados pessoais. Por exemplo, em 2021 a Kaspersky detetou mais de 95.000 novos cavalos de Troia bancários móveis no mundo, mas o número de ataques que usam este malware manteve-se semelhante.

Para se proteger de ameaças móveis, no mesmo relatório a Kaspersky partilha as seguintes recomendações:

  1. É mais seguro descarregar as aplicações apenas a partir de lojas oficiais, como Apple Store, Google Play ou Amazon Appstore. Embora que as aplicações nessas lojas não são 100% seguras, mas pelo menos são verificadas pelos representantes das lojas e há algum sistema de filtração, isto é, nem todas as aplicações podem entrar nestas lojas.
  2. Verifique as permissões de apps que utiliza e pense cuidadosamente antes de dar permissão a uma aplicação, especialmente quando se trata de permissões de alto risco, como serviços de acessibilidade. Por exemplo, a única permissão que se deve dar a um aplicativo de lanterna só deve ser mesmo a lanterna, e não outras permissões.

 

Angola quer liderar a economia digital em África

Angola quer posicionar-se como líder na economia digital em África através da implementação da Iniciativa Smart Angola, que trará benefícios, quer para o mercado nacional, como para os cidadãos, de acordo com as palavras de ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS), Manuel Homem.

O dirigente angolano teceu essas palavras durante um encontro com um dos membros da família governante do Emirado do Dubai, sheikh Ahmed Al Maktoum, visita aos Emirados Árabes Unidos (EAU) que se enquadra na concretização, na sua plenitude, da “proposta de implantação do Programa de Transformação Digital (Digital Angola 2024)”, parte dos Memorandos de Entendimento assinados em Dezembro de 2021, durante a visita oficial do Presidente da República, João Lourenço.

Durante o encontro foram foram assinados também vários memorandos de entendimentos, como “de Intenções para a Cooperação e Exploração de Oportunidades”, “de Intenções para a Cooperação no Sector dos Transportes”, bem como “para Cooperação no Sector de Energia e Águas”, onde esse último o  Governo dos Emirados Árabes Unidos vai financiar a construção de parques solares em Angola.

Eles têm um pacote inicial de cerca de mil milhões de dólares para a construção destes parques para energias renováveis que, no fundo, depois, vão ser absorvidas para o consumo da população e de empreendimentos económicos no país”, disse o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges.

5 hackers russos mais famosos da história

Os hackers são responsáveis por encher o imaginário dos usuários da Internet, uma vez que não faltam histórias sobre eles. Os cibercrimes, ou crimes cometidos na esfera digital, ocorrem por inúmeros motivos, como dinheiro, fama, inveja ou até mesmo puro prazer, tornando algumas pessoas que os cometem conhecidas por conta de suas más ações..

Confira, a seguir, uma lista com 5 dos principais hackers russos da história da Internet:

  1. Murat Urtembaiev Quando um jovem formado pela Universidade Estatal de Moscovo e funcionário da fábrica de automóveis VAZ se viu em péssimas condições financeiras em 1983, ele recorreu aos empregadores por ajuda. A direção da fábrica desencorajou Murat Urtembaiev de procurar outro emprego e prometeu-lhe uma promoção e aumento de salário.No entanto, com o passar do tempo, o jovem percebeu que estava a ser enganado pela administração e resolveu elaborar um plano de vingança: alteraria secretamente o programa usado para operar uma linha de montagem e o infectaria com um vírus; ele então interviria e solucionaria o problema, obtendo o devido reconhecimento dos gestores da fábrica.

    Após a intervenção de Urtembaiev, a fábrica ficou paralisada por três dias. Como essa não era a intenção – apenas planejava causar o problema para eliminá-lo imediatamente -, ele foi até a administração e confessou os planos. Como o código penal soviético na altura não estipulava punição para crimes cibernéticos, Urtembaiev foi acusado de vandalismo e recebeu uma sentença suspensa e uma multa pesada. Também se tornou o primeiro hacker soviético a ser capturado.

  2.  Stepanov, Petrov e Maskakov – os primeiros hackers a serem condenados na Rússia

    Em 2013 e 2014, as casas de apostas on-line britânicas foram alvos de uma extorsão em escala sem precedentes. Em meio a jogos importantes, as empresas receberam e-mails com ameaças. Hackers desconhecidos ameaçaram destruir os seus sites com ataques DDoS – e, assim, interromper fluxos de lucro – a menos que as empresas transferissem dezenas de milhares de dólares para uma conta obscura registrada em um terceiro país. A recusa em cumprir a exigência resultou em enormes perdas financeiras para a empresa.

    A investigação conduzida pela polícia britânica apontou indivíduos localizados na Rússia, e as autoridades do país entraram em contacto com a Polícia russa solicitando assistência. Em pouco tempo, os policiais russos prenderam três indivíduos e os acusaram de crimes cibernéticos. Os culpados – especialistas em tecnologia na casa dos vinte anos, que teriam ganhado cerca de US$ 4 milhões por meio de extorsões – receberam uma sentença que alguns consideraram muito severa: oito anos em uma prisão de alta segurança.

    MAIS: 74% do dinheiro obtido com ransomware vai para hackers com ligações à Rússia

  3. Vladímir Levin – um hacker que teria transformado US$ 100 em US$ 10 milhõesEm 1994, um hacker transferiu de forma fraudulenta mais de US$ 10 milhões das contas do Citibank, com sede nos Estados Unidos, e tentou sacá-los por meio de contas registradas em vários países ao redor do mundo.Quando os cúmplices de Levin que tentaram sacar os fundos foram detidos a pedido do FBI, eles entregaram Vladímir Levin, um funcionário de uma pequena empresa comercial com sede em São Petersburgo chamada AO Saturn. Em 1994, o código penal russo não tinha uma cláusula contra crimes cibernéticos e Levin  – era, tecnicamente, uma pessoa inocente aos olhos das autoridades russas. Também permaneceu imune aos pedidos de extradição das autoridades dos EUA, já que a lei russa proíbe a extradição de cidadãos russos.

    Foi necessário um esforço por parte do banco e das autoridades estrangeiras para atrair Levin para o Reino Unido, onde ele acabou preso e extraditado para os EUA para julgamento.

    Depois que o tribunal dos EUA condenou Levin a quatro anos de prisão, surgiram rumores de que as habilidades técnicas e de informática do russo eram muito inferiores para um criminoso de tal magnitude e elegância técnica. Uma teoria, alimentada por revelações anônimas feitas online, sugere que Levin não foi o cérebro por trás do roubo, mas que apenas comprou o acesso ao sistema bancário por meros US$ 100 de um grupo de hackers da Rússia – que haviam feito a invasão sem intenção de causar danos, mas por mera curiosidade e vontade de explorar vulnerabilidades nos servidores do Citibank. Levin, porém, foi o único a ser punido.

  4. Evguêni Bogatchov – um hacker cuja cabeça chega a valer US$ 3 milhões“Procurado pelo FBI”, lê-se no pôster que retrata um homem de meia-idade com a cabeça raspada e um sorriso sinistro no rosto. Na foto está Evguêni Bogatchov, um cidadão da cidade costeira de Anapa, no sul da Rússia, e um dos hackers mais famosos do mundo.

    A recompensa de US$ 3 milhões oferecida pelo Departamento de Estado dos EUA por informações que levem à prisão ou condenação de Bogatchov são uma prova da posição desse indivíduo entre os cibercriminosos mais procurados do mundo.

    Utilizando os apelidos online de ‘lucky12345’ e ‘slavik’, Bogatchov desenvolveu e utilizou softwares maliciosos tipo Trojan chamados Zeus e GameOver Zeus para supostamente se envolver em uma “ampla empresa de extorsão”, segundo afirmou o FBI.

    Estima-se que as actividades de Bogatchov tenham resultado em perdas financeiras de mais de US$ 100 milhões. Ainda hoje, o escritório do FBI em Pittsburgh recebe regularmente pistas sobre o seu paradeiro, mas nenhuma delas levou à prisão do famoso hacker russo.

  5. Fancy Bear – os hackers por trás do escândalo do Comitê Nacional DemocrataNo auge da corrida para as eleições presidenciais dos EUA em 2016, uma série de e-mails do Comitê Nacional Democrata foi roubada e vazada em um ataque cibernético de audácia sem precedentes. A investigação subsequente conduzida pelo procurador especial Robert Mueller revelou que os hackers por trás do grupo Fancy Bear estavam associados à inteligência militar russa. As autoridades estatais da Rússia, no entanto, negaram veemente a acusação. 

    Seja qual for a sua afiliação, o grupo é conhecido por seus métodos avançados e altamente sofisticados e uma ampla gama de alvos. Ao longo dos anos, diversos governos e organizações não governamentais teriam sido vítimas do Fancy Bear. Os hackers supostamente usam um software malicioso chamado X-Agent, que lhes permite controlar os computadores infectados, capturar imagens, observar as teclas digitadas e roubar senhas.

    Nas palavras de Kurt Baumgartner, pesquisador de segurança da equipe de investigação global da Kaspersky Lab, lutar contra o Fancy Bear é “como jogar xadrez contra alguém e nunca saber quem é o oponente”.

O que é SWIFT e por que é complicado excluir a Rússia da rede

A Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais é uma cooperativa internacional, com sede na Bélgica. Fundada em 1973, funciona como um canal de comunicação global entre seus participantes, além de padronizar transações financeiras internacionais. São mais de 11 mil instituições financeiras, de 200 países, conectadas.

Atualmente a maioria das transações interbancárias internacionais, como ordens de pagamento e transferências bancárias, são realizadas por meio da rede SWIFT. Esta rede permite a troca de mensagens electrónicas em um meio altamente seguro, onde cada banco possui um endereço próprio (código SWIFT). Entretanto, para a efetivação destas transações, é necessário que cada participante tenha um relacionamento bancário com outro, já que a rede permite apenas a troca de informações e não dos valores em espécie.

O que é a SWIFT e por que ela é tão importante?

Segundo a própria Swift argumenta, nenhuma outra organização além dela consegue lidar com a escala, precisão, ritmo e confiança que essas movimentações financeiras internacionais exigem. Seu sistema, desenvolvido para substituir a dependência das máquinas de Telex, fornece aos bancos uma forma de comunicação rápida, segura e barata.

O mecanismo não detém ou transfere fundos, ou seja, não é um sistema de pagamentos. No entanto, permite que os bancos e outras empresas financeiras informem uns aos outros sobre as transações que estão prestes a se concretizar. Um Código Swift é um formato padrão de Código Internacional Bancário (BIC) usado para especificar um determinado banco ou agência. Todos os códigos de 11 dígitos referem-se a agências específicas, enquanto os códigos de 8 dígitos referem-se à sede ou ao escritório principal do banco.

O que acontece se a Rússia foi retirada da Swift?

Em termos práticos, ser removido da SWIFT significa que os bancos russos não poderiam usá-la para realizar ou receber pagamentos junto a instituições financeiras estrangeiras para transações comerciais. Seria uma grande dor de cabeça operacional. Eles até poderiam recorrer a outros meios de comunicação- telefone, e-mail – ou mesmo desenvolver um sistema alternativo com países parceiros, mas a segurança e os volumes certamente não seriam os mesmos. Isso sem contar os investimentos e o tempo necessário para construir essa nova rede.

Criptomoedas seria a solução?

Usar criptomoedas pode ser uma opção, mas ao mesmo tempo já paira sobre esse tipo de ativos uma série de preocupações sobre lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo. As instituições russas também poderiam recorrer a triangulações informais, com bancos de países aliados fazendo operações em nome delas. A China é um importante aliado dos russos e também poderia desenvolver uma mensageira bilateral.

Por que essa punição ainda não foi adoptada?

Apesar de ameaçar, os países do Ocidente hesitam em aplicar essa punição à Rússia porque o país é um grande exportador de petróleo e gás natural, e muitos países europeus dependem desse fornecimento, especialmente para enfrentar o o inverno. Além disso, poderia haver efeitos colaterais em outros países.

Falando do nosso país, Angola conta actualmente com 35 instituições bancárias no SWIFT, onde todos os códigos passivos (ou seja, inativos) são excluídos da lista. Para veres a lista completa de todos códigos SWIFT para todos os bancos do nosso país é só clicares em aqui.

Conheça as 12 carteiras digitais em Angola

Este artigo foi enviado por Sandro Jorge. Quer partilhar conhecimento com os demais seguidores do MenosFios? Siga os passos.

Antes de tudo, é importante definirmos aqui o conceito de “carteira digital” que usaremos, que nesse caso, é toda e qualquer tecnologia ou sistema que permite a movimentação de dinheiro, de um destinatário para outro, a partir de um dispositivo móvel, sem a necessidade de recorrer-se ao dinheiro em espécie.

Definido o conceito de carteira digital, temos a base que utilizaremos para listar as carteiras digitais angolanas.  A lista não segue nenhuma ordem em particular, porém, perto do final, apresentarei aquela que julgo ser a solução mais completa dentre elas. Popularmente, existem dois tipos de solução de carteira digital, soluções offline, que não dependem da internet para funcionar e soluções que dependem de uma conexão à internet ou dados móveis.

Importante: faço uso apenas de dois dos 11 serviços digitais apresentados aqui, o artigo foi escrito tendo como base experiências de terceiros e/ou informações disponíveis na internet.

Soluções Offline (USSD)

As carteiras digitais offline têm como solução tecnológica o USSD (Unstructured Supplementary Service Data), que é um protocolo de comunicação para telemóveis. Através de códigos USSD, você pode acessar a serviços baseados na web sem instalar um aplicativo móvel.

O protocolo de mensagens USSD faz parte do padrão celular digital do Sistema Global para Comunicações Móveis (GSM).  Tal como os serviços SMS e MMS, o serviço USSD facilita a comunicação, sem a necessidade de um aplicativo dedicado.  Ao contrário do SMS, usado para troca de mensagens de texto entre dois telemóveis, o USSD estabelece uma conexão em tempo real entre o seu telemóvel e uma rede móvel ou um servidor, dessa forma, você pode fazer coisas como carregar saldo de voz ou de dados, verificar a sua conta bancária e muito mais sem ter que baixar ou instalar nenhum aplicativo no seu dispositivo.

Já falamos muito, bom, agora vamos conhecer as soluções de carteiras digitais offline em Angola.

1. Agiliza

O Agiliza, é a solução eletrónica de pagamentos USSD disponibilizada pelo Banco Millennium Atlântico. Mais abaixo falo também do é-Kwanza, que pertence ao banco BAI.

O grande diferencial que percebi entre o Agiliza e o é-Kwanza, é que o Agiliza é um canal offline de acesso directo à sua conta bancária. Enquanto que nas restantes soluções de carteiras digitais offline, a carteira funciona como uma “coisa” separada, com o Agiliza, a situação é diferente.

Se você já tem uma conta bancária custodiada no banco Millennium Atlântico, ao aderir ao Agiliza, você obtém um segundo canal de acesso à sua conta bancária. Para aderir, marque *400# e clique na tecla chamar.

2. é-Kwanza

Tal como o Agiliza, o é-Kwanza, também é uma solução de pagamentos USSD, que ao contrário do Agiliza já funciona como uma conta móvel separada da sua conta principal.

Conforme observamos no site e-kwanza.ao “É uma plataforma tecnológica que permite ao cliente efetuar o seu registo e a manutenção dos seus dados, desbloqueio de conta, transferências, deposito e levantamento de dinheiro, conversão de dinheiro em “dinheiro electrónico” e vice-versa, pagamento de bens e serviços, via aplicativo Web, aplicativo Android e comandos USSD”. Para aderir, marque *402# e clique na tecla chamar.

3. eKumbu

Na corrida à apresentação de soluções de pagamentos, o Banco Sol não ficou de fora, apresentando ao público o eKumbu, um serviço que visa massificar a inclusão financeira através de pagamentos por telemóvel. Em nota de imprensa, o Banco Sol declara que “além de outros serviços da banca clássica, tem também como missão e estratégia a inclusão financeira”.

Segundo a nota publicada pelo seu gabinete de comunicação, essa inclusão financeira “se propõe abranger todos os segmentos ou franjas da população, assim sendo, o EKUMBU, é um serviço que veio para complementar toda a ação de inclusão que ao longo destes 20 anos, com dedicação e empenho o banco tem estado a prestar”.O eKumbu é mais parecido com o é-Kwanza, quase que não há diferença entre uma solução e outra.

Soluções Online

4. BNIX

O BNIX, é um serviço que surgiu com a promessa de revolucionar a maneira como gere o seu dinheiro diariamente. Foi introduzido no mercado pelo banco BNI.O BNIX permitia fazer pagamentos, transferências BNIX, transferências bancárias, consultar saldos de conta, compras, carregamentos Multicaixa, depósitos e levantamentos, tudo, através do seu telemóvel.

OBS: Infelizmente o BNI decidiu suspender o BNIX, e está atualmente indisponível.

5. Xikila Money

No cemitério das soluções de carteiras digitais em Angola, encontrámos ainda Xikila Money, que teve uma certa popularidade entre as comunidades angolanas. O Xikila Money surgiu como uma oferta inovadora em Angola, isto é, permitia usar o telemóvel como uma carteira digital e com base nisso efetuar diversos pagamentos via mobile.

Esse serviço,  transformava o telemóvel numa conta bancária e dava ao usuário a possibilidade de efetuar transações bancárias de forma cómoda e segura em qualquer hora do dia. O Xikila Money, permitia que o usuário efetuasse pagamentos de vários serviços, tais como:

  • Depositar dinheiro.
  • Transferir dinheiro para outras contas Xikila.
  • Transferir e receber dinheiro de contas de outros bancos.
  • Pagar as contas de televisão, energia, água, telemóvel, internet.
  • Pagar compras de bens e serviços.
  • Levantar dinheiro.

Para que uma pessoa começasse a utilizar o serviço Xikila Money, era necessário que o utilizador abrisse uma conta numa agência ou quiosque Xikila Money, que era totalmente gratuita e efetuasse um depósito na conta Xikila. Até onde sei, o Xikila Money funcionava com base no serviço USSD.

6. MULTICAIXA Express (MCX Express)

O Multicaixa Express, leva para o “digital” todas as operações que podem ser efetuadas nos multicaixa (físicos). Com mais de 1 milhão de downloads na Google Play Store, arrisco em dizer que é a carteira digital mais utilizada em Angola.

A EMIS, no seu site diz que “O MULTICAIXA Express (MCX Express) é o novo canal interbancário de pagamentos disponibilizado pela EMIS, mediante associação de vários cartões MULTICAIXA no telemóvel, ambicionando ser o veículo impulsionador da massificação dos pagamentos electrónicos em Angola”.

A inovadora aplicação MULTICAIXA Express, oferece uma solução para pagamentos, consultas, levantamentos e transferências através do telemóvel e agora muito mais recente permite a transferência entre contas MULTICAIXA Express.

Com o MCX Express, é possível pagar vários serviços como: água, luz, televisão, Internet, comprar bilhetes de avião, carregar o telemóvel, consultar o saldo e movimentos, fazer transferências e também fazer pedidos de levantamento sem cartão.”

Com o MULTICAIXA Express, tem sempre o MULTICAIXA à mão. Para aderir, basta descarregar o App para Android aqui, ou para iOS aqui.

7. Aki 

O Aki, apresenta-se como “um concentrador de serviços de pagamentos por intermédio do qual os utilizadores poderão encontrar de forma rápida, simples, cómoda e segura um variado leque de ofertas de bens e serviços.

Para as compras do dia-a-dia, pagar bens e serviços, levantar, transferir e depositar dinheiro com toda a segurança e simplicidade, nasceu um sistema mais simples que um Banco.

AKI é o teu Banco móvel que está onde é preciso, fácil e sem complicações.” Para aderir, clique Aki.

8. Aki Paga

Por mais incrível que pareça, na nossa praça de serviços de pagamentos digitais, temos o Aki Paga, com o nome semelhante à solução acima, o seu serviço difere pouco do mesmo.

Desenvolvido pela Kwattel S.A, o Aki Paga permite efetuar pagamentos, Levantamentos e Depósitos, e carregamentos.  Pelo que se percebe, o principal diferencial entre o Aki e o Aki Paga, é que o segundo é baseado em USSD enquanto que o primeiro tem como solução WEB.

9. Unitel Money

O mais popular de todos, o famoso unitel money que como o nome indica, foi introduzido ao mercado pela operadora móvel angolana UNITEL, pretendendo ser o Banco Nacional móvel de Angola. A UNITEL SPM opera sob a marca UNITEL Money.

Tendo como missão contribuir para a digitalização dos serviços de pagamentos, para a massificação da inclusão financeira, através das transferências móveis e instantâneas, vulgarmente conhecidas como pagamentos móveis ou Mobile Money.A App UNITEL Money está disponível para dispositivos iOS e Android, aguardamos ansiosamente por uma versão web da solução. Para aderir, marque *449# e clique na tecla chamar.

10. Kamba

Seguindo com as soluções de carteiras digitais em Angola, encontramos também o Kamba – carteira digital.

Na página oficial do facebook da carteira, a mesma apresenta-se como “uma conta de dinheiro electrónico onde podes adicionar dinheiro e realizar pagamentos sem a necessidade de uma conta bancária. 100% móvel e sem taxas”. O grande diferencial do Kamba é que ele permite por meio da compra de vouchers, efetuar o pagamento de serviços internacionais como Spotify, Netflix e Steam. Clique aqui para aderir.

11. PayPay

A PayPay, ou PayPay África ou PayPay AO ou ainda pay’pay AFRI (sim… é meio difícil saber o nome exato do negócio) é uma plataforma digital e interativa, utilizável em telemóveis e que permite efetuar pagamentos com recurso ao QRcode, transferir e receber dinheiro, consultar saldo da conta bancária e permite igualmente associar a uma carteira digital. A experiência de utilização do PayPay é bastante suave e intuitiva, gostaria apenas que tivessem uma interface gráfica mais robusta.

13. Kwanza Online

Queria terminar o artigo fazendo uma menção honrosa ao Kwanza Online. O saudoso Kwanza Online, foi uma solução de pagamentos online desenvolvida por Célio Garcia.

Foi o primeiro serviço angolano de pagamento online, permitindo aos angolanos fazer compras em lojas angolanas que já praticavam o e-commerce, facilitando assim o processo de compra e venda em território nacional.

O Kwanza Online, era que nem um Multicaixa no seu computador, permitindo aos angolanos e não só, recarregar os seus telemóveis (UNITEL e MOVICEL), pagar a subscrição da ZAP, NetOne, e quiçá outros serviços a partir do seu computador.

Esse serviço oferecia dois tipos de contas:

  • Conta pessoal

Quem criava uma conta pessoal eram as pessoas singulares.

  •  Conta comerciante

Essa conta era para os comerciantes, ou seja, todos aqueles que tinham lojas e gostariam de receber pagamentos online.

Podemos dizer que o Kwanza Online, foi o pioneiro das carteiras digitais em Angola.

Grupo Anonymous declarou “guerra cibernética” contra a Rússia

O grupo de hackers Anonymous anunciou o seu apoio à Ucrânia no conflito que vive atualmente, declarando ainda que levará a cabo uma guerra cibernética contra a Rússia.

De acordo com o que revela o Times of India, o grupo de piratas informáticos diz já ter deitado abaixo múltiplos sites russos, os quais incluem sites do governo russo, do Kremlin e do ministério da Defesa. Estes ataques foram posteriormente confirmados pela RT, a rede de televisão internacional controlada pelo estado russo.

Que se lixe o Putin. Nós apoiamos o povo da Ucrânia. Somos legião. Não esqueceremos as vidas que foram perdidas sob o regime do Putin”, pode ler-se no ‘tweet’ de uma conta associada aos Anonymous.

[Vídeo] Confira as principais notícias tecnológicas que marcaram a última semana #14

Hoje é Sexta-Feira, 25 de Fevereiro, e apesar de alguns sobressaltos nas últimas duas semanas, trouxemos mais um episódio de “As Melhores da Semana”, o nosso espaço que fizemos uma compilação das noticias mais engajadas pelos nossos seguidores, durante a semana.

Como mostrou-se o “preview” do vídeo acima, o artigo que dá conta que a ANGOP vai lançar um serviço de noticias fechadas no seu portal digital teve um grande engajamento dos nossos seguidores, seja no Instagram ou Facebook, pelo que definitivamente deveria estar no Top 05. De acordo com o que foi revelado por Josué Isaías, Presidente do Conselho de Administração da ANGOP, trata-se de conteúdos em texto, vídeos, fotografias e áudio  produzidos com base numa agenda de iniciativa própria  e disponibilizados no portal em regime fechado, isto é, para ter o acesso ao material fechado só é possível mediante pré-pagamento em Kwanzas ou em dólar.

A instabilidade que verificou-se nas principais operadoras de telecomunicações do país, no último final-de-semana, também foi bastante comentado pelos nossos leitores, visto que os mesmos foram afetados em primeira mão por essa instabilidade. Então, não é supresa nenhuma pelo facto dessa notícia estar também no Top 05 da semana.

Mas para veres o Top completo, com narração exclusiva de Sued de Oliveira, é só ires em nosso canal do Youtube ou clicando em aqui.

Angola presente na 59ª Sessão do Subcomité Científico e Técnico do COPUOS

Uma comitiva angolana participou na 59ª Sessão do Subcomité Científico e Técnico do COPUOS, entre os dias 7 e 18 de Fevereiro último, onde discutiram questões relacionadas a aspectos científicos e técnicos das actividades espaciais.

O evento serviu ainda para debater temas relacionados ao clima no espaço e o uso de tecnologia espacial para desenvolvimento socioeconómico, visto que trata-se de uma plataforma global para o desenvolvimento destas matérias.

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De referir ainda que a 59ª Sessão do SubComité Científico e Técnico abordou também  matérias relacionadas com o Programa das Nações Unidas sobre Aplicações Espaciais, Tecnologia Espacial para o desenvolvimento socioeconómico sustentável, bem como assuntos relativos ao sensoriamento remoto da Terra por satélite, incluindo aplicações para países em desenvolvimento e monitoramento do meio ambiente da Terra, detritos espaciais, suporte ao gerenciamento de desastres baseado em sistema espacial, desenvolvimentos recentes em sistemas globais de navegação por satélite, clima espacial, objectos próximos da Terra, sustentabilidade a longo prazo das actividades espaciais, o uso de fontes de energia nuclear no espaço sideral e espaço e saúde global.

De informar que em Dezembro último Angola foi escolhida como um dos cinco novos países para fazerem parte do Comité para Usos Pacíficos do Espaço Exterior (COPUOS), de acordo com a nota de imprensa do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS), e onde a escolha do nosso país para essa ordem é uma decisão e aprovação da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU).