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Acesso à internet pode acelerar empregabilidade no país

Uma taxa de acesso aos serviços de Internet de até 75 por cento da população activa pode significar ao nosso país a geração de 44 mil postos de trabalho, segundo afirmou, ontem, em Luanda, o gestor do programa Acelera Net da Angola Cables, Eng. Crisóstomo Mbundu.

O gestor falava durante a mesa-redonda, com o tema “Os desafios da aceleração digital do país”, em que também foi orador o Eng Matias Borges(Director Nacional das Telecomunicações e Tecnologias), Dr. José Silva(CEO da IpWorld) e o Dr. Antonio Pinto(Director de Marketing da NCR), bordaram a necessidade da criação de uma estratégia de desenvolvimento das infra-estruturas tecnológicas no nosso país, bem como a criação de uma indústria de software local, visto que Angola ainda gasta somas avultadas em serviços tecnológicos importados.

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No mesmo paínel, Matias Borges indicou que Angola está em décimo quarto (14º) lugar como utilizador de 1GB (um gigabyte) e os actuais preços de consumo são baixos, mas, reconhece, a utilização ainda não é satisfatória para os utilizadores e para o Executivo nacional.

Tendo como base esse problema, o Director Nacional das Telecomunicações e Tecnologias informou que vários projectos estão a ser desenvolvidos a nível do sector das tecnologias, como é o caso do satélite “Angosat-2” e a entrada de mais um operador telefónico, visando diversificar o mercado, sem esquecer é do concurso internacional para a gestão da Angola Telecom.

Várias iniciativas estão em curso para melhorar a Internet, visto que o que temos ainda não é satisfatório. O Executivo quer ver maior satisfação a nível das comunas onde há dificuldade em termos de acesso à rede telefónica ou de Internet. O Governo está a trabalhar para que o acesso e a qualidade seja um facto com estratégias devidamente definidas para a entrada da nova operadora que vai contribuir para a melhoria a nível da rede nacional”, disse.

 

Angosat-2 poderá ser lançado no segundo trimestre de 2022

O satélite angolano de telecomunicações geoestacionário (Angosat-2), que está a ser construído pela empresa AirBus Defence and Space, poderá estar em órbita no segundo trimestre de 2022, informação dada hoje(24) pelo o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Manuel Homem.

Manuel Homem falava em entrevista à agência Russa “RIA Novosti”, onde ainda afirmou ser importante para Angola que o satélite Angosat-2 seja lançado em 2022, desde que não haja qualquer impedimento.

O primeiro semestre de 2022 deve ser decisivo para a implantação do projecto. Muito será demonstrado pelo trabalho em curso neste momento, pois espera-se que nenhuma outra circunstância impeça o cumprimento dos prazos” reforçou o Ministro.

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Sobre a construção do Angosat-2, Manuel Homem disse que encontrou-se alguns desafios e problemas, visto que alguns componentes são produzidos na Rússia e outros adquiridos fora da Federação Russa.

Ao avaliar-se um projecto temporariamente, é necessário antecipar certas circunstâncias que fogem do nosso controle, tal como a pandemia da Covid-19, que fez com que os especialistas angolanos não pudessem se deslocar livremente à Rússia e vice-versa, além de haver países terceiros envolvidos na criação do satélite”, concluiu.

Na mesma entrevista,  Manuel Homem salientou que o governo angolano acredita no sucesso do projecto, consciente da possibilidade de alguns problemas na parte de engenharia, por nunca poderem ser descartados, entre outros imprevisíveis.

Engenheiros angolanos vão apostar na adaptação às inovações tecnológicas

Os engenheiros angolanos tem como objectivo reforçar a adopção de medidas que se adequam à Quarta Revolução Industrial (Indústria 4.0), marcada pelas constantes inovações tecnológicas, com vista a contribuírem na resolução dos problemas socioeconómicos do país.

Essa vontade de trabalho veio no IV Congresso Internacional da Ordem dos Engenheiros de Angola, realizado nos dias 18 e 19 deste mês, em Luanda, e onde a “Indústria 4.0” deve ser o referencial para a proposição de tecnologias inovadoras, visando a produção de bens e serviços para a população.

O congresso de dois dias serviu para debater e trocar experiências entre especialistas de vários países, onde os engenheiros nacionais são de mente que as inovações tecnológicas devem servir de suporte para impulsionar os processos de ensino e aprendizagem, através do uso do 5G  e a Big Data.

Segundo ainda os profissionais angolanos, a robótica avançada, inteligência artificial, computação em nuvem, novos materiais inteligentes, entre outros meios, também são de extrema importância para potencializar o desenvolvimento tecnológico de Angola.

Nesse IV Congresso Internacional da Ordem dos Engenheiros de Angola destacou-se também a necessidade de se trabalhar no sentido de atrair investimentos que possam potencializar o aumento da produção de petróleo bruto e gás, em Angola, bem como alavancar a transição energética.

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Ampliar a matriz energética nacional, com a incorporação de energias renováveis e as energias vindas do processamento de resíduos sólidos e líquidos urbanos foi um dos outros assuntos abordados pelos profissionais, e onde para tal recomendaram que se deve fazer o investimento em infra-estruturas territoriais, para ampliar a integração dos diversos sectores da economia nacional e contribuir, de forma eficaz, na interligação entre as 18 províncias do país e promover o desenvolvimento em rede.

O congresso teve como tema “Engenharia Disruptiva: construindo um futuro sustentável para Angola”, e o seu objectivo foi fortalecer a profissão de engenharia e caracterizá-la como pilar para o desenvolvimento do país.

Durante dois dias, os participantes ao certame debateram, entre vários temas, a “Engenharia ao serviço da diversificação e sustentabilidade da economia”, “Energia sustentável”, “Contribuição das empresas na diversificação da economia: Estratégias e programas empresariais”.

Além de Angola, país anfitrião, participaram no evento especialistas de Cabo Verde, Monçambique, Guine Bissau, Zimbabwe, Portugal e Brasil.

Identidade do criador da Bitcoin poder ser revelada devido a imposição legal

A identidade do criador da Bitcoin, Satoshi Nakamoto, pode estar prestes a ser revelada devido a uma investigação judicial que visa determinar os herdeiros legais de uma fortuna avaliada em mais de 70 mil milhões na moeda digital.

Segundo o que conta o Wall Street Journal, o caso em destaque é entre a família de David Kleiman, falecido especialista em computação forense, e Craig Wright, um antigo parceiro de negócios que alega ser Satoshi Nakamoto, o pseudónimo sob o qual foi fundada a moeda digital Bitcoin.

A família de Kleiman acusa Wright de se apropriar indevidamente do nome Satoshi Nakamoto, bem como da quantia e alega que os dois criaram a criptomoeda juntos, pelo que a fortuna deve ser divida em dois.

Temos provas e acreditamos que elas são suficientes para mostrar que existiu uma parceria para criar e minerar mais de um milhão de bitcoins“, disse Val Freedman, advogado da família Kleiman, falando ao jornal.

De acordo com vários analistas dessa actividade, defendem que qualquer um dos envolvidos só conseguirá provar que é, de facto, o criador da moeda, caso consiga apresentar uma password válida que lhe dê acesso à carteira digital de Nakamoto, onde estão guardadas mais de um milhão de bitcoins. A quantia nunca foi mexida e o facto de nenhuma das partes ter ainda sido capaz de produzir uma password válida tem gerado cada vez mais céticos que se inibem de escolher um lado nesta disputa.

A identidade de Satoshi Nakamoto, o criador da criptomoeda Bitcoin, é um autêntico mistério desde 2008, altura em que foi lançado um documento com nove páginas para anunciar e explicar o nascimento e funcionamento da Bitcoin, até agora. O manifexto foi  assinado por Satoshi Nakamoto, mas pelo mesmo nunca ter mostrado o seu rosto, para os entendidos da matéria levanta várias questões, como se se trata de um indivíduo ou de um grupo de pessoas.

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A família Kleiman diz que o documento que fez o teorema da mineração da moeda digital Bitcoin foi redigido por David Kleiman e Craig Wright, e onde o último diz que ele e só ele é Satoshi Nakamoto, embora que vários outros cientistas e figuras proeminentes no mundo das criptomoedas têm sido apontados como possíveis criadores da Bitcoin.

Pelo que já foi divulgado até agora, a lista de “prováveis” conta com nomes como  o engenheiro nipo-americano, Dorian Satoshi Nakamoto; Michael Clear, ex-aluno de criptografia no Trinity College, em Dublin; Nock Szabo, cientista húngaro; e o investigador finlandês, Vili Lehdonvirta. Todos eles negaram ter tido qualquer responsabilidade na criação da moeda.

Nakamoto já não aparece online desde Dezembro de 2010, depois de um periodo de actividade nos dois anos anteriores, tempo esse que publicou mensagens e trocou ideias com os primeiros a revelar curiosidade pela criptomoeda.

Até ao momento não há nenhuma prova genuína, independente e confiável que prove a identidade de Nakamoto, embora que há grandes suspeitas que complicam os casos de Kleiman e Wright pelo que a investigação deverá arrastar-se durante um bom tempo.

Informar ainda que no principio desse ano, Wright enfrentou algumas críticas por ter aberto uma ação judicial com o objetivo de tentar reaver 7,25 mil milhões de dólares em criptomoedas que diz possuir. O australiano exige que 16 programadores especializados em criptomoeda o ajudem a recuperar o valor que estará guardado em duas carteiras digitais registadas sob endereços para os quais Wright não tem password porque, segundo o próprio, a sua rede de computadores doméstica foi hackada.

Total Energies lança 3° edição do concurso Desafio Startupper do Ano

A Total Energies abriu as inscrições da 3° edição do Desafio Startupper do ano, concurso que tem como objectivo apoiar jovens empreendedores africanos entre os 18 e 35 anos de idade, bem como empresas com até 03 anos, com ideias inovadoras e com impacto positivo nas suas comunidades e no planeta.

Para essa edição de 2021, e onde as inscrições vão até ao dia 23 de Dezembro próximo, serão atribuídos 3 prémios:

  • Prêmio para o melhor projecto de criação de negócios;
  • Prêmio para a melhor start-up com menos de 3 anos;
  • Prêmio de Melhor Empreendedora.

Segundo o comunicado oficial dos organizadores do concurso, para o prémio A Melhor Empreendedora candidatar-se-á a uma das duas categorias acimas. Ela pode receber um máximo de 2 prémios: da sua categoria e o prémio para a Melhor Empreendedora, e onde este último prémio é definido de acordo com a sua personalidade e formação.

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Os vencedores do concurso serão analisados em três critérios de avaliação: Desenvolvimento Sustentável, Carácter Inovador e Sustentabilidade.

Para a startup vencedora avizinha-se um grande leque de benefícios, como Apoio Financeiro, Visibilidade na Mídia e Acompanhamento Personalizado, na qual a Total Energies já os habituou na 1° e 2° edição do concurso.

Como já foi referenciado, as candidaturas vão até ao dia 23 de Dezembro de 2021, e de 21 de Janeiro de 2022 a 04 de Fevereiro os candidatos são incentivados a partilhar as suas candidaturas durante o evento “Shares For Likes”, onde sairão as 15 finalistas do concurso. Os pitchs dos projectos selecionados ocorrerá de 28 de Março a 15 de Abril de 2022, e onde o vencedor dessa 3° edição será conhecido no  dia 18 de Abril do referido ano.

De informar ainda que na 2° edição do concurso, a startup Kubinga foi a grande vencedora, enquanto o projecto de saneamento “Angola 100Lixo” e o projecto de geolocalização de endereços do País denominado ” Plataforma Onde” foram os 2° e 3° colocados, respectivamente.

Para submeter o seu projecto a inscrição, click aqui.

África está a levar o cibercrime a sério?

O crime cibernético parece estar a causar estragos em todo o continente africano, em meio a um episódio pulsante de explosão digital. Em setembro de 2020, a Kaspersky relatou que a África registrou um total de 28 milhões de ataques cibernéticos entre janeiro e agosto de 2020.

Diante de números tão alarmantes, muitos observadores acreditam que em África a ameaça do crime cibernético não está a ser levada a sério, apesar dos danos que já está a causar às suas economias.

 Uma cimeira internacional sobre cibersegurança que deveria ter lugar nos dias 25 e 26 de outubro em Lomé, capital do Togo, foi cancelada no último minuto sem explicações ou quaisquer razões apresentadas.

Em um continente vulnerável como a África, que tem uma infraestrutura fraca e desactualizada e está a lutar para se desenvolver e, ao mesmo tempo, gasta menos, pouco ou nada em TICs, os especialistas acreditam fortemente que poderia haver consequências graves se os cibercriminosos entregassem um grande golpe para os seus sistemas computadorizados.

Poorva Karkare, Oficial de Políticas do Centro Europeu para Gestão de Políticas de Desenvolvimento (ECDPM), disse à BizTech África esta semana que “em um contexto onde a revolução digital está cada vez mais a ser alavancada para trazer desenvolvimento em diferentes aspectos da vida, pode haver sérias repercussões.

“Isso inclui gerar confiança entre a população (consumidores e beneficiários) para partilhar os seus dados com governos ou entidades privadas”. “A África está a ficar para trás e muito mais precisa ser feito, mas as questões em torno dos custos são realmente válidas.

Muitos observadores da indústria sugeriram que a África está atrás de muitos continentes em segurança cibernética, o que eles dizem estar seriamente em falta em muitas organizações públicas e privadas em África, incluindo as PMEs.

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“Em vez de ter a melhor legislação (mas sem capacidades de implementação), pode ser melhor identificar os problemas específicos que são mais relevantes no contexto africano e tentar concentrar os esforços legislativos e de implementação naqueles que os resolvem.

“Isso exigiria mais estudos diagnósticos sobre como é a situação no continente.”

Questionado sobre por que a África parece estar a minimizar a questão da cibersegurança ao contrário, por exemplo, da Europa, onde os governos parecem estar a flexionar os seus músculos, Karkare respondeu: “Ainda não está claro o quão grande é a ameaça, seja porque há falta de informação ou porque os formuladores de políticas não estão convencidos.

“Não há dúvida de que a proteção de dados pessoais é importante. Mas talvez o que é considerado actividade criminosa na Europa não seja imediatamente classificado nos países africanos por falta de legislação ou simplesmente por causa de realidades, preferências e prioridades políticas diferentes.

“Por exemplo, o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR) da União Europeia é rigoroso em comparação com as legislações em outras partes do mundo com diferentes penalidades criminais e ideias sobre a livre circulação de informações.

“Portanto, uma comparação directa com a UE, embora desejável, pode não ser totalmente válida.”

No entanto, Poorva Karkare disse que em termos de cibersegurança há uma necessidade de combinar esforços trazer inteligência criminal, aplicação da lei (incluindo a promulgação de legislação), capacidades regionais e cooperação transfronteiriça, bem como conscientizar a população.

No entanto, Karkare disse que em um contexto em que os governos estão a combater os incêndios e a tentar resolver tantos problemas, talvez o cibercrime não tenha subido na lista de prioridades.

PlayStation 5 resultou de “reuniões brutais” com produtoras

O responsável pelo desenvolvimento da PlayStation 5, Mark Cerny, deu uma entrevista à Wired,onde na mesma falou sobre o processo de desenvolvimento da consola da Sony, revelando que o design foi influenciado por reuniões com produtoras e estúdios de desenvolvimento de jogos.

O executivo informou que este tipo de abordagem durante o desenvolvimento de uma consola é “bastante recente”, e que essas conversas construtivas com as produtoras de jogos é tendo como objectivo perceber o que é realmente importante para elas.

Procuro os developers que me dificultam mais a vida e os que têm opiniões mais fortes sobre o que precisam para fazer o jogo que sonham. Estas são reuniões brutais mas são boas porque, no final, estás a fazer uma consola mais forte”, diz Cerny.

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De informar também que, além de ter começado o desenvolvimento da PlayStation 5 com algumas ideias próprias e uma lista das funcionalidades que não conseguiram incluir na antecessora, Cerny notou que acabou estas reuniões com uma longa lista “de todas as coisas que a comunidade de desenvolvimento de jogos gostaria de ter”.

Um dos pedidos mais frequentes foi o afastamento de discursos rígidos, o que permitiu ter tempos de carregamento mais rápidos em jogos de mundo aberto.

Desafios da aceleração digital é tema da IV Conferência sobre Transformação Digital

Decorreu hoje(23), no Hotel Epic Sana, a IV Conferência sobre Transformação Digital, subordinada ao tema “Os Desafios da Aceleração Digital em Angola”, organizado pela revista Economia & Mercado, e que teve a presença da MenosFios.

Segundo os prelectores do evento, vive-se uma Era da Aceleração Digital, que tem sido impulsionada por vários factores e fenómenos, sendo o mais recente a pandemia da Covid-19 que, ao mesmo tempo que afectou negativamente a economia dos países, reforçou a importância do desenvolvimento de uma economia digital (local e global) mais forte e inclusiva e criou oportunidades para o desenvolvimento de negócios digitais.

Tendo como base essa lide de pensamento, IV Conferência contou com um grande leque de convidados, que em três horas de conversa analisaram vários aspectos da aceleração digital no nosso país, como o investimento em infra-estruturas como ponto de partida para a aceleração digital, nomeadamente a transformação digital, o custo das telecomunicações em Angola e a formação de quadros e os desafios da indústria tecnológica nacional.

Na borda dos intervenientes da conferência, destaque para o Eng. Crisóstomo Mbundu(Gestor do Programa Acelera Net da Angola Cables), Eng Matias Borges(Director Nacional das Telecomunicações e Tecnologias), Dr. José Silva(CEO da IpWorld) e o Dr. Antonio Pinto(Director de Marketing da NCR), que num painel totalmente interativo abordaram a necessidade da criação de uma estratégia de desenvolvimento das infra-estruturas tecnológicas no nosso país, bem como a criação de uma indústria de software local, visto que Angola ainda gasta somas avultadas em serviços tecnológicos importados.

De informar ainda que a IV Conferência sobre Transformação Digital não ficou por aí, onde ainda teve tempo para falar sobre os meios de pagamentos, tendo como foco de tema o novo sistema de transferência instantâneas e o seu impacto na inclusão financeira no nosso país.

Para acrescentar valor agregado de conhecimento ao tema acima, a revista Economia & Mercado trouxe para conversa o Eng. André Guerreiro(Especialista em Pagamentos da EMIS) e o Eng. Eduardo dos Anjos Martins Pinto(Unitel Money).

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No final do evento, os presentes ainda foram brindados com uma mesa redonda, tendo como analistas o Dr Pedro Abreu(Administrador Executivo da EMIS), Dr. Pedro Garcia(Director Executivo do Ramo Vida da Sanlam), Dr. Jorge Cardoso(Director-Geral da COSEBA), Eng. Eduardo Pinto(Director de Operações e Tecnologias /Unitel Sistemas de Pagamentos Móveis) e o Dr. Yuri Tyikoti(Director Executivo da Carteira Digital GUITA /BNI), que juntos analisaram as transferência instantâneas, a digitalização dos pagaemntos e o seu impacto na inclusão financeira e dinamização dos negócios e serviços.

Ressaltar ainda que o evento contou com gestores da banca, empresas de telecomunicações e representantes de entidades públicas, como Banco Nacional de Angola e o Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação e Comunicação Social, e o pano de fundo da IV Conferência E&M sobre Transformação Digital visou analisar como é que o governo nacional e o sector privado, com destaque para a Banca, os Seguros e as empresas de TIC, lideram este processo, passando por tópicos como os pagamentos móveis, a inclusão financeira, os desafios das comunicações e as principais soluções disponíveis no mercado, sem deixar de olhar para as tendências do sector na região da SADC.

Embora que no local do evento estiveram fisicamente mais de 80 pessoas, o mesmo contou com uma audiência muito maior, devido ao acesso ao evento pelas plataformas digitais, nomeadamente Zoom e Facebook e o site da Economia & Mercado.

Digitalização da banca angolana é com apoio do Estado Angolano

O Estado deve participar no processo de digitalização da banca angolana, sob pena dos sistema bancários imputarem os custos dos investimentos aos clientes com cobranças de taxas e comissões, muitas vezes, acima da média do mercado mundial.

Essa ideia de pensamento foi imputada no IIº Congresso angolano de direito bancário, com o tema “Desafios da Digitalização da Banca Angolana”, vindo do Coordenador “científico” do evento, Nelson Prata, e que contou com a presença da equipa do MenosFios.

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Para o gestor, a falta de energia e internet acaba por ser um grande empecilho para esta transição e onde o “BNA deve juntar a sinergia com o sistema bancário” no sentido minimizar eventuais custos com o aumento da capacidade de energia e internet, que os bancos poderão estar sujeitos com o processo de digitalização da banca.

Nelson Prata ainda adiantou que o sucesso dos desafios da digitalização no nosso país, passa ainda, além da necessidade dos  bancos equiparem a sua tecnologia, pela  capacitação dos profissionais e num terceiro nível capacitar os próprios clientes, “porque se assim não for, de nada valerá tantos esforços para promoção desta transição“.

Reforçou também que o Mobile Money e a moeda digital  vem dar prova a questão da banca angolana se digitalizar e acompanhar o ritmo da revolução mundial, “sob pena de sermos ultrapassados“.

O Mobile é resultado daquilo que tem sido o processo da moeda digital internacional. é prova de que a banca mundial virou-se para o digital e Angola tem de acompanhar esta realidade e é importante que os bancos enveredem por este caminho“.

Startup Kubinga e empresa sul-africana estreitam parcerias na IATF 2021

A startup Kubinga e a “Loita Capital Partners”, empresa de direito sul-africana, vão estreitar relações económicas nos próximos tempos, tendo em conta o interesse manifestado de parceria entre as duas empresas na 2° edição da Feira Intra-Africana de Comércio, uma iniciativa do Banco Africano para Exportações e Importações (Afreximbank), que terminou no último dia 21.

De acordo com as palavras de Emerson Paim, CEO da startup angolana, a sua entidade enviou um acordo de partilha de informação e restrição à parte interessada, que é a Loita Capital Partners, no sentido de garantir que os dados da Kubinga não sejam usados de forma fraudulenta, como já aconteceu no passado.

Depois desse processo de envio de partilhas, continua o Founder, partir-se-á para o processo de negociação e definição de detalhes do negócio.

“Nós ainda não negociamos. Tivemos uma primeira conversa e nesse momento estou a escrever um e-mail sobre um acordo de partilha de informação e restrição para entregar ao potencial investidor”, disse Emerson Paim.

A startup Kubinga consiste em um aplicativo de smartphone que conecta passageiros e motoristas, onde o negócio se concretiza quando uma pessoa interessada em deslocar-se para um sítio ao redor de Luanda solícita um táxi por via da plataforma Kubinga,  e o motorista mais próximo do cliente pega-o.

MAIS: Kubinga revela dados da sua facturação após estado de emergência

Neste modelo de negócio, onde Emerson Paím define como “partilha económica”, o proprietário das viaturas são os particulares, que tendo uma ou mais viaturas disponíveis se oferecem em prestar o serviço de transporte quando solicitados pelo Kubinga, a partir do ponto em que estiverem.

Emerson Paim ainda afirmou que dos rendimentos provenientes das corridas,  75% vai para o dono da viatura e 25% para Kubinga.

Pelo que a redacção do MenosFios apurou, embora que em Março de 2020 a startup angolana tenha tido uma quebra devido ao confinamento decorrente das restrições de mobilidade por causa da Covid-19, nomeadamente o Estado de Emergência declarado pelo Executivo Nacional, a mesma tem sido bem sucedida nos últimos meses.

Esse aumento económico da empresa tecnológica, nesse periodo, tem muito a haver com o serviço designado “Carteira corporativa”, diz Emerson Paím, que permite que empresas, que têm viaturas pouco usadas durante o dia possam dispô-las ao serviço de táxi da Kubinga. Nesse serviço, acrescenta o Gestor,  se uma empresa transporta seus trabalhadores de manhã e depois no final do dia, pode dispor a viatura para serviço de táxi para rentabilizá-la.