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Sexta-feira, Abril 24, 2026
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Carteira digital Unitel Money cresce 25% ao mês

O Unitel Money, serviço de pagamentos e transferências móveis e instantâneas por intermédio de terminais telefónicos, da empresa UNITEL Serviços de Pagamentos Móveis, (SU), S.A., apresenta um crescimento de 25% ao mês, nos seus três primeiros meses de actividade no mercado angolano.

Essa informação foi divulgada pelo Director de Tecnologias da Unitel, Eduardo Pinto, falando na IV Conferência sobre Transformação Digital, subordinada ao tema “Os Desafios da Aceleração Digital em Angola”, no princípio dessa semana, onde adiantou que o objetivo da carteira digital é crescer ainda mais e aumentar o número de utilizadores exponecialmente, onde para isso a empresa de telecomunicações se prepara com “grandes campanhas no final do ano”.

Eduardo Pinto, que falava no evento sobre os meios de pagamentos, tendo como foco de tema o novo sistema de transferência instantâneas e o seu impacto na inclusão financeira no nosso país, disse ainda que os serviços de pagamentos são continuidade dos serviços que já existem, pelo que “não pode ser problema”, continuando que êm sido criadas campanhas de formação e de sensibilização, associando a experiência do uso da rede «multicaixa» e o uso destas plataformas.

Quando questionado sobre a segurança desses meios de pagamentos, o Director reforçou que existem no sistema dois níveis de segurança, pelo que, não corremos o risco igual ao que sucedeu com os bitcoins porque não falamos de moeda eletrônica.

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Na mesma conferência foi revelado também que apenas cerca de sete milhões de cidadãos são utilizadores de Internet, taxa considerada muito baixa, visto que a nível dos serviços de telefonia móvel contam-se mais de 15 milhões de usuários, em todo território nacional.

Para o Eng. Crisóstomo Mbundu (Gestor do Programa Acelera Net da Angola Cables), o país vive, actualmente, uma era da aceleração digital, que tem sido impulsionada por vários factores e fenómenos, entre os quais a Covid-19, que infelizmenete afectou negativamente a economia dos países, incluindo Angola, bem como reforçou a importância do desenvolvimento de uma economia digital mais forte e inclusiva, dando oportunidades ao negócio digital.

O gestor acrescentou ainda que ao falar da aceleração digital se deve citar três pilares, tendo a infra-estrutura a principal base, e reconheceu existir uma capacidade internacional robusta, presente no Data Center, já com vários conteúdos e operadores diversificados.

Angola está a crescer em termos de operadores, mas a distribuição dos conteúdos para o operador final nas diferentes localizações, ainda regista grandes debilidades, visto que está tudo alocado na capital do país, situação que constitui um desafio”, reforçou.

Para o engenheiro digital, a taxa de usuários ainda é considerada baixa e ronda apenas os 26,5 por cento. Cálculos apresentados pelo técnico revelam que só três em cada 10 usuários angolanos têm acesso à Net.

Pulso de medição da resiliência da Internet em Angola

A Internet desempenha um papel crítico na sociedade atual e a pandemia COVID-19 sublinhou ainda mais a importância da conectividade confiável com a Internet para todos. Infelizmente, nem todos os países possuem uma infraestrutura de Internet confiável. Os países de baixa renda geralmente têm redes subprovisionadas e carecem de uma infraestrutura de cabos robusta e de sistemas de interconexão redundantes. Nesses países ou regiões, a probabilidade de ocorrerem interrupções na Internet é muito maior do que em outros lugares.

Uma  conexão de Internet resiliente  é aquela que mantém um nível aceitável de serviço em face de falhas e desafios à operação normal. Nesta área de foco do Pulso, rastrea-se as métricas de resiliência usando o Índice de Resiliência da Internet para ajudar a apoiar o desenvolvimento de políticas e infraestrutura para melhorar a resiliência da Internet em nível local, regional e global.

Como é efetuado a medição da resiliência da Internet?

A a medida geral de resiliência da Internet pela Internet Society Pulse é baseada nos seguintes pilares:

MAIS: Aumenta a lacuna de acessibilidade de Internet em África

Qual é o pulso de medição da resiliência da Internet em Angola?

Segundo os dados da Internet Society Pulse a situação do nosso país é a seguinte:

Ao olhar para esses dados, nota-se claramente que nos quatros aspectos que são monitorados por essa organização, nenhuma delas Angola chega aos 50%, isso mostra mais uma vez que muito ainda precisa melhorar no nosso país, a nível de infraestrutura, performance, segurança e prontidão para o mercado

Aumenta a lacuna de acessibilidade de Internet em África

As pessoas em países africanos de renda baixa e média-baixa devem trabalhar quatro vezes mais para ter internet de banda larga e quase cinco vezes mais para uma conexão móvel que é comparativamente mais lenta do que a recebida por usuários em países de alta renda.

Isso está de acordo com o relatório do Índice de Qualidade de Vida Digital (DQL) divulgado pela firma de segurança cibernética Surfshark, que compara países com base em cinco pilares que, juntos, definem a qualidade de vida digital. Esses pilares são acessibilidade da internet, qualidade da internet, infraestrutura electrônica, segurança electrônica e governo electrônico.

A pesquisa descobriu que em alguns países como a Costa do Marfim, Mali e Nigéria as pessoas têm que desembolsar o equivalente a uma semana de trabalho para ter acesso à internet.

Além disso, em média, as pessoas em países de baixa e baixa renda precisam trabalhar mais de 20 minutos e 19 segundos por mês para pagar o 1 GB de Internet móvel mais barato.

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A título de comparação, o relatório disse que as pessoas em países de alta renda precisam gastar apenas 4 minutos e 7 segundos, 4,9 vezes menos do que as pessoas em países de baixa e média baixa renda (21,33 Mbps). Os países de alta renda também têm acesso a conexões de internet móvel quase três vezes mais rápidas (61,41 Mbps).

De acordo com o relatório, a situação piora quando se trata de acesso à internet banda larga, já que as pessoas em países de renda baixa e média-baixa trabalham o equivalente a aproximadamente 11 horas e 10 minutos por mês pelo pacote de banda larga mais barato, 4,2 vezes mais do que pessoas com alta renda (2 horas 41 minutos).

O estudo também mostrou que a velocidade média de conexão à Internet de banda larga em países de alta renda é quatro vezes maior (113,19 Mbps) do que em países de baixa e média baixa renda (28,53 Mbps)

Vytautas Kaziukonis, CEO da Surfshark, disse: “As oportunidades digitais provaram ser mais importantes do que nunca durante a pandemia COVID-19, enfatizando a importância de cada país garantir recursos operacionais totalmente remotos para suas economias. No entanto, a acessibilidade à Internet varia muito em qualidade e acessibilidade dependendo de onde vivemos, revelando profundas desigualdades entre países de baixa e alta renda.

Macau pede ordem e segurança na informação que circula na Internet

O chefe do executivo de Macau afirmou ontem(25) que “a Internet não é um sítio sem lei” e que não pode haver “liberdade sem ordem”, anunciando mudanças na cibersegurança no território.

A Internet não é um sítio sem lei e que nada pode ser feito sem normas, não havendo liberdade sem ordem”, disse Ho Iat Seng, na cerimónia de inauguração da sessão principal da China Internet Media Forum 2021, em Cantão.

Para chefe do Governo daquela região, falando aos inúmeros presentes no evento, a “evolução das tecnologias digitais, diferentes formas de difusão de conteúdos na Internet já penetraram no quotidiano das pessoas, tornando-se numa fonte importante de obtenção de informações por parte das pessoas”.

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Por isso, Iat Seng defendeu a regulamentação e ordem da Internet, caso contrário vai inquietar e afectar a estabilidade da sociedade.

Além das possíveis irregularidades na difusão de informações pelos ‘media’ na Internet, vários órgãos governamentais ou empresas privadas em todo o mundo, incluindo Macau, sofreram ataques cibernéticos, o que fez soar o alerta da cibersegurança no território”, disse.

Por essa razão, Ho Iat Seng prometeu que o seu  executivo dá e continuará a dar “elevada importância à questão da cibersegurança”, adoptando “medidas de resposta para garantir que a segurança da sociedade de Macau e do país não sofre eventuais ameaças”.

Pais 4.0 – Parte l

Este artigo foi enviado por Sebastião Domingos. Quer partilhar conhecimento com os demais seguidores do MenosFios? Siga os passos.

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Cultura maker, a cultura do faça você mesmo. Com a digitalização em voga os principais meios de comunicação são abertos a essa tecnologia. Como é que podemos estimular nossos filhos para um fórum de ensino e aprendizagem? Comprando-os tablets por exemplo? Dá-los meia hora para jogar nos nossos smartphones? Isso é desafia-los? É ensina-los dentro da cultura maker? Até que ponto estamos certo disso?

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O nosso mundo já não é o mesmo… existe o paradigma do novo século. Mundo digital. Educação 4.0 e as instituições de ensino estão a inovar nos seus métodos de ensino e aprendizagem e, os pais será que estão esclarecidos disso?

Inovação é jargão desses tempos e o grande diferencial é atualizar-se. É sabido o quão pobres somos, o quão pobres de pensamentos inteligentes somos… temos recursos mais não sabemos explora-los. Os nossos gestores públicos são os melhores exemplos para isso!

África ajuda com as commodits para construção de infraestrutura 5G, no entanto, nem 1/3 da sua população tem acesso a tecnologia 4G. Triste!

“Filho vem mexer no telemóvel do pai” e o que acontece depois dessa experiência? E se o seu filho surpreende-lo com habilidade como desbloquear o padrão do seu smartphone? Ao nosso ver é responsabilidade dos pais 4.0 incentivar os seus filhos, não reprimi-los, e sim, dá-los a liberdade e a criatividade necessárias para competências futuras, citando Agostinho da Silva hoje o homem que nasce é um criador e criador único.

Submetendo-os num ambiente que elimina a monotonia, isto é, com aplicativos, jogos ou conteúdos de gamificação. Dá-los pontos e guia-los no flashcard, estará a educar o “homem novo”, um novo paradigma deve ser adentrado. Portanto, os pais 4.0 são aprendizes e mentores de um método de ensino e aprendizagem que apresenta o protótipo da educação 4.0. “Revolução” é a palavra de ordem dos socialistas e com a “4° revolução” e a proliferação das bigs techs o capitalismo moderno expandiu, aproveitamo-nos aqui das palavras do Dr. Deepak Chopra para reafirmamos que cada crença pode expandir e o nosso pecado habitual tem sido a estreiteza de visão. Visão!

Samsung poderá lançar tablet e computador com ecrãs dobráveis em 2022

Actualmente a Samsung é uma das fabricantes que mais está a apostar no segmento dos telemóveis dobráveis mas, parece que a empresa tecnológica tem como objectivo lançar mais do que telemóveis com este tipo de ecrãs flexíveis.

De acordo com o Android Headlines, uma fonte da empresa confirmou que a mesma pretende lançar um tablet com ecrã dobrável já em 2022.

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As informações não pararam por aí, onde a mesma fonte adiantou que está a ser desenvolvido um computador portátil com ecrã flexível, o qual vai ser composto por uma única superfície de vidro. O topo do painel será dedicado totalmente ao ecrã, e sobre a base, a mesma terá variadas utilidades – como servir de teclado ou de base para desenho.

Ressaltar ainda que a Samsung tem a agenda cheia nos segmentos dos dobráveis, visto que tem na projecção o lançamento dos sucessores do Galaxy Z Flip 3 e Galaxy Z Fold 3, produtos esses que só vai reforçar a empresa tecnológica como uma das maiores marcas deste segmento.

Inventor angolano de 13 anos beneficia de uma bolsa de estudo de cinco mil euros

Roberto João Mukeba, inventor angolano de 13 anos de idade e considerado como novo “génio” angolano, vai beneficiar de uma bolsa de cinco mil euros (Kz 3.357.140) para que possa dar continuidade dos estudos e desenvolver o seu projecto de engenharia tecnológica.

O jovem Roberto é um aspirante a inventor, que no seu catálogo já contam um leque variado de invenções, como a criação de pilhas de longa duração e montagem de uma mini central eléctrica geradora de energia,projectos esses que já começaram a ganhar notoriedade tanto na comunidade nacional, bem como internacional.

A doação dos valores vem da Ordem dos Engenheiros de Angola (OEA), em convénio com a Ordem dos Engenheiros Técnicos de Portugal (OETP) e o Governo Provincial do Bengo, que ficaram encantada com as invenções do prodígio angolano, que prontificaram-se em serem os padrinhos do novo talento angolano, tendo como objectivo incentivar o rapaz de 13 anos a continuar com os estudos.

O acto da doação foi no IV Congresso Internacional da OEA, decorrido de 18 a 19 deste mês, em Luanda, e onde o bastonário da Ordem dos Engenheiros Técnicos de Portugal, Augusto Guedes, fez saber que 4.500 euros do valor total servirão para custear os estudos de Roberto Mukeba, que deverá ser apadrinhado até a conclusão do ensino superior.

Tendo em conta a complexidade e os custos que envolvem os cursos de engenharia, o também engenheiro técnico civil apela, por outro lado, a boa vontade das demais instituições públicas ou privadas e pessoas singulares, para apoiar os novos talentos desta profissão.

Guedes ainda lembrou que o ramo da engenharia desempenha um papel fundamental para o desenvolvimento socieconómico de cada país, facto que deve merecer a atenção de todos cidadãos, apoiando os futuros engenheiros dentro da possibilidade de cada cidadão.

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Além do dinheiro doado, exclusivamente, para o menino Roberto Mukeba, que frequenta a 9ª classe, o aludido acordo também contempla a disponibilidade de outros 5.000 euros por cada ano, para apoiar a escola primária nº 708, localizada na comuna de Canacassala, município do Nambuangongo, província do Bengo.

Segundo Augusto Guedes, o valor a ser disponibilizado servirá para reforçar a compra de materiais escolares, como lápis, borracha, esferográficas, cadernos, papel, entre outros bens gastáveis.

“É muito importante apoiar o ensino pré-escolar e primário, por ser o viveiro dos futuros quadros de cada país”, reconheceu.

Índice de qualidade de vida digital de 2021- Angola é 16º em África

A empresa de segurança cibernética Surfshark já apresentou edição de 2021 do Índice de Qualidade de Vida Digital (DQL). Este ano, o estudo indexa 110 países de diferentes partes do mundo e cobre 90% da população global. O estudo classifica os países em termos de bem-estar digital com base em cinco pilares: qualidade da internet, acessibilidade da internet, infraestrutura electrónica, governo electrónico e segurança electrónica.

Com a Dinamarca a ocupar a primeira posição do índice pelo segundo ano consecutivo, o novo top 10 mudou em relação a 2020 com a entrada da Coreia do Sul para o segundo lugar, acima da Finlândia e de Israel. Os Estados Unidos saltaram da 22ª posição (2020) para a quinta graças às melhorias na qualidade da Internet e infraestrutura eletrónica do país. Portugal encontra-se no 30º lugar do ranking geral, o que faz com que seja o 21º país com melhor qualidade de vida da Europa.

Entre os países da África, a África do Sul desfruta da mais alta qualidade de vida digital. A Nigéria teve o maior salto no tempo para trabalhar e pagar pela internet móvel mais barata, a Tunísia teve a maior queda no governo electrónico.

Angola que entrou pela primeira vez no estudo da DQL ocupa a décima sexta posição em África e posição 106 um dos últimos no mundo em termos de qualidade de vida digital.qualidade de vida digital

Alguns pontos Índice de qualidade de vida digital de 2021

  • A Itália teve o maior salto em infraestrutura electrónica, a China teve o maior salto na velocidade da banda larga, o Brasil tem internet banda larga mais estável.
  • A Suíça tem Internet móvel mais estável, o Azerbaijão teve a maior queda no tempo para trabalhar e pagar pela Internet móvel mais barata, as Filipinas tiveram o maior salto na qualidade da internet.
  • A Dinamarca tem melhor qualidade de vida digital, a Grécia é a melhor em segurança cibernética, o Quénia teve a maior queda na velocidade da banda larga, a Ucrânia teve o maior salto no número de usuários da Internet.

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Globalmente, a Internet de banda larga mais barata custa 6 horas de trabalho por mês. Para efeito de comparação, os dinamarqueses e os suecos precisam trabalhar três vezes mais para pagar pela internet de banda larga, enquanto os noruegueses trabalham quatro vezes mais. O país também apresenta melhores pontuações de segurança eletrônica e governo eletrônico do que a Dinamarca, que ficou em primeiro lugar globalmente este ano.

“As oportunidades digitais provaram ser mais importantes do que nunca durante a crise do COVID-19, enfatizando a importância de cada país garantir capacidades operacionais totalmente remotas para as suas economias”, explica Vytautas Kaziukonis, CEO da Surfshark. 

Descoberto novo ransomware, que bloqueia ficheiros em arquivos quando não é capaz de os encriptar

Uma investigação da SophosLabs revelou que há um novo tipo de ransomware, com uma abordagem fora do comum do que é habitual. Segundo os especialistas, ao contrário da maioria dos softwares maliciosos do seu género, o ransomware Memento não encripta diretamente os ficheiros das vítimas, mas sim opta por copiá-los para arquivos protegidos por uma palavra-passe. A password é depois encriptada e os ficheiros originais são apagados.

De acordo com a empresa desenvolvedora e fornecedora de software e de hardware de segurança, esse novo ransomware foi detectado em Outubro último, onde os piratas informáticos tentaram encriptar diretamente os ficheiros das vítimas numa fase inicial. Ao notarem que o plano inicial elaborado não funcionou, os maliciosos mudaram a sua estratégia de operação.

No novo modo de ataque, os hackers acederam à rede de uma organização em meados de abril deste ano, e tirando partido de uma falha no vSphere da VMWare, uma ferramenta de virtualização de computação na Cloud, conseguiram se infiltrar no servidor.

Nos meses seguintes, os cibercriminosos aproveitaram realizar uma série de atividades de reconhecimento para estabelecerem uma ligação interativa com o servidor afectado, e onde usando a ferramenta Mimikatz conseguiram recolher várias credenciais de contas.

Durante o mês de Outubro, o grupo de hackers utilizou a ferramenta WinRAR para comprimir um conjunto de ficheiros, depois exfiltraram através do Remote Desktop Protocol, e onde três dias depois, lançaram o ataque pela primeira vez.

No ataque feito, as medidas de segurança do sistema acabaram por bloquear as tentativas dos criminosos de encriptar os ficheiros. Depois de mudarem a sua estratégia, exigiram um resgate de 1 milhão de dólares em Bitcoin. No entanto, a vítima foi capaz de recuperar os seus dados sem ser necessário envolver os atacantes.

MAIS: África está a levar o cibercrime a sério?

A Sophos informa ainda que, à medida que os atacantes responsáveis pelo Memento se embrenhavam na rede da vítima, outros dois cibercriminosos aproveitaram a “porta aberta”, deixando cryptominers no mesmo serviço comprometido.

Já assistimos a este fenómeno diversas vezes: quando as vulnerabilidades voltadas para a internet se tornam públicas e não são corrigidas, vários atacantes vão tirar partido delas com rapidez. Quanto mais tempo as vulnerabilidades ficarem por resolver, mais atacantes atrairão,” explica Sean Gallagher, Senior Threat Researcher da Sophos.

Os cibercriminosos estão constantemente a analisar a Internet para encontrar pontos de entrada vulneráveis e não ficam à espera na fila quando encontram um. Ser atingido por diversos atacantes agrava a disrupção e o tempo de recuperação, e também dificulta que os investigadores forenses possam atuar e perceber quem fez o quê: uma informação importante para que os especialistas em resposta a ameaças consigam ajudar as organizações a prevenir a repetição dos ataques.

Para se proteger do Memento, a Sophos recomenda às organizações que implementem proteção por camadas para bloquear e detetar atacantes no maior número possível de pontos de acesso de uma rede. A combinação entre especialistas humanos e tecnologia anti-ransomware é também essencial.

No quesito tático, os mesmos especialistas recomendam que é importante monitorizar e dar resposta a alertas, garantindo que as ferramentas, processos e recursos humanos estão prontas a cumprir a sua função. À implementação de palavras-passe fortes, únicas e complexas, que nunca deverão ser reutilizadas, junta-se também a utilização de Autenticação Multifator (MFA).

Conheça as startups nacionais presentes no concurso Southern Africa Startups Awards

Nos últimos anos, o continente africano tem feito parte da maior plataforma independente de prémios do ecossistema digital, o Global Startup Awards (GSA), onde anualmente são conhecidos os líderes africanos em inovação e empreendedorismo digital, divididos em 5 regiões: SOUTHERN AFRICA STARTUP AWARDS, NORTHERN AFRICA STARTUP AWARDS, EASTERN AFRICA STARTUP AWARDS, WESTERN AFRICA STARTUP AWARDS, CENTRAL AFRICA STARTUP AWARDS.

Angola está situada na região Southern Africa Startups Awards, onde já foi divulgado a lista das startups nacionais que vão concorrer no concurso, espalhados em 12 categorias, todas afectas ao ecossistema de empreendedorismo digital.

Confira abaixo os nomes das startups angolanas, bem como as categorias que cada uma foi selecionada:

Agri Tech Winners: Kepya

Commerce Tech Winners: Paga3

ESG Tech Winners: AroTec e AngoWaste

Industrial Tech Winners: Arotec

Women In Tech Winners: AroTec

Best Accelerator/Incubator: Disruption Lab

Best Newcomer: Paga3, OneShop, Movimenta, AngoWaste

Founder of The Year: Pedro Nolasco(OngueYa)

Startup of The Year: AroTec, Kubinga, Spot

Esses são as representantes angolanas no Southern Africa Startups Awards, que juntamente com as outras quatro regiões constituem uma pesquisa continental nos 55 países, com o objectivo de identificar startups que conseguiram encontrar soluções em várias categorias com foco na inclusão financeira, HealthTech, AgriTech, Fintech, energia renovável, sustentabilidade e empoderamento femenino nas TICs.

A par das startups nacionais, a região do Southern Africa Startups Awards incluí também startups da África do Sul, Botswana, Eswatini, Lesotho, Malawi, Moçambique, Namibia, Zámbia e Zimbabwe.

MAIS: Total Energies lança 3° edição do concurso Desafio Startupper do Ano

Trabalhando com os players locais do ecossistema de inovação em cada uma das 5 regiões, a GSA Africa irá destinar a esses líderes de inovação com startups baseadas em tecnologia a resolver os maiores problemas que África e o mundo enfrentam.

A redacção da MenosFios convida-o a votar nas startups nacionais presentes no Southern Africa Startups Awards, onde podes fazer isso clicando aqui.