17.9 C
Angola
Quinta-feira, Dezembro 18, 2025
Início Site Página 484

Países africanos que lançaram serviços 5G até agora

Muitos governos em toda a África têm sido incrivelmente optimistas sobre os avanços tecnológicos serem a chave para puxar os africanos do espaço em desenvolvimento para o desenvolvido. Uma dessas tecnologias emergentes que tem muito peso e ênfase é a tecnologia 5G. Alguns analistas preveem que o 5G pode adicionar USD 2,2 trilhões à economia de África até 2034.No entanto, os países em todo o continente estão a lutar para lançar a nova tecnologia devido aos desafios de infraestrutura, problemas de adoção, natureza cara da tecnologia e dos dispositivos necessários para utilizá-la e até mesmo preocupações de segurança em torno do 5G.

Muitos países africanos estão actualmente a testar o 5G como é o caso de Angola, por via da operadora Unitel e alguns lançaram com sucesso a tecnologia de natureza comercial.

Estes são os países que actualmente testam ou planejam o lançamento de serviços 5G:

  • Angola

A UNITEL S.A. (Angola) e a Ericsson (NASDAQ: ERIC) anunciaram a conclusão com sucesso da primeira chamada de dados 5G em Angola, utilizando um espectro de banda média alocado de 3,5 GHz.

A infraestrutura 5G utilizada é suportada por tecnologias de Core e Acesso de rádio 5G Ericsson, para redes NSA (Non Stand Alone). Estas soluções permitem um rápido lançamento no mercado do 5G, aproveitando a infraestrutura de rede existente e se concentrando na banda larga móvel aprimorada para fornecer maior largura de banda de dados e conectividade confiável, nomeadamente à Internet.

  • Gana

A MTN Gana anunciou no ano passado que planeja trazer serviços comerciais 5G para Gana em 2023. Actualmente, a telcom ainda está a envidar os esforços para cobrir o país em tecnologia e infraestrutura 4G, tendo alcançado 73% de cobertura do país nos últimos anos.

  • Uganda

Uganda se tornou o primeiro país da África Oriental a começar a testar a implantação da tecnologia 5G em janeiro de 2020, mas o país ainda não lançou comercialmente nenhum serviço 5G ao público.

  • Senegal

O Senegal realiza testes 5G desde novembro de 2020, com a Sonatel e a Orange Senegal liderando a frente de testes na região de Dakar. Os serviços comerciais 5G ainda não foram lançados.

  • Nigéria

A maior economia de África e o país mais populoso emitiram licenças de espectro para serviços 5G em março, após anos de negociações. Agora, o país parece pronto para lançar os seus primeiros serviços 5G comerciais em agosto deste ano, com a esperança de possuir a rede 5G mais ampla de África assim que for lançada.

MAIS: Tecnologia 5G e a segurança nos aeroportos

  • Maurício

As ilhas das Maurícias ainda aguardam a implantação comercial do 5G depois que o governo do país anunciou que as redes 5G seriam implantadas para cobrir 4 zonas em julho de 2021 via Mauritius Telecom.

  • Madagáscar

O país de Madagascar lançou a sua primeira rede 5G comercial em julho de 2020 por meio da Telma, seguindo o exemplo da África do Sul. No entanto, apenas três semanas após os primeiros anúncios, a Agência de Regulação de Tecnologia e Comunicação de Madagascar ordenou que a empresa de telecomunicações suspendesse seus planos de 5G.

Os paíse ainda estão a esperar por serviços 5G.

  • Lesoto

O pequeno país do Lesoto enfrentou uma ida e volta distinta quando se trata do seu lançamento comercial de 5G. Em 2018, o governo do Lesoto deu à Vodacom espectro temporário para realizar testes com a tecnologia. Até o momento, o povo do Lesoto ainda não desfruta de nenhum serviço 5G.

  • Quénia

A potência económica de África Oriental está a testar a tecnologia 5G há mais de um ano, mas os assinantes no país ainda terão que esperar mais um ano para o lançamento comercial até que as operadoras móveis do país recebam as licenças de espectro pelo governo.

  • Gabão

O Gabão vem a testar a tecnologia 5G desde 2019, mas a principal telcom do país, a Gabon Telecom, ainda não lançou serviços 5G comerciais. Actualmente, está de olho em 2023 para lançamento comercial.

  • Egipto

A Orange Egypt recebeu espectro do governo egípcio para começar a testar serviços e redes 5G, juntamente com empresas como Vodafone Egypt, Egypt Telecom e E& Egypt.

Os testes de 5G ainda estão em andamento e os egípcios aparentemente terão que continuar em espera.

Os 5 países africanos que já lançaram serviços 5G comerciais:

  • África do Sul

A África do Sul foi a primeira a adotar os serviços 5G no continente, lançou a tecnologia em 2020 em um espectro temporário alocado para acomodar a mudança maciça da força de trabalho para as suas casas durante o auge da pandemia e subsequente bloqueio. As primeiras empresas de telecomunicações a lançar o serviço foram Rain , MTN e Vodacom.

MAIS: Como o marketing digital vai mudar com a entrada da rede 5G no país

Em março de 2022, a África do Sul arrecadou quase USD 1 bilhão durante um tão esperado leilão de espectro 5G marcado por controvérsias e conflitos legais.

  • Zimbábue

A telecomunicações do Zimbábue Econet anunciou em fevereiro que havia lançado a primeira rede 5G do país. Actualmente, existem 10 sites 5G activos situados em Harare, capital do país e nos arredores.

A empresa tem planos de activar mais 12 sites de infraestrutura 5G nos próximos meses.

  • Seicheles

Situadas no Oceano Índico, as ilhas das Seychelles acolheram o lançamento da quinta geração de internet móvel em novembro de 2020, no entanto muitos dos habitantes da ilha responderam negativamente ao lançamento alegando problemas de saúde.

Em 2021, no entanto, seis regiões nas Seychelles estão a constatar as velocidades de internet mais rápidas que 1,2 Gbps de certos provedores 5G.

  • Botsuana

Em 25 de fevereiro, a Mascom, telecomunicações de Botswana, lançou o 5G para os moradores de Gaborone, a capital do país. A implantação começou com apenas 4 locais na cidade, com planos de construir mais 100 estações até o final de 2022.

  • Etiópia

Em 9 de maio, a Etiópia anunciou que estava a lançar testes para a sua primeira rede móvel 5G na cidade capital. O país do Chifre de África começou recentemente a expandir as suas capacidades de telecomunicações para além das suas raízes governamentais.

No início deste mês, no entanto, a Ethio Telecom lançou serviços 5G em um grande evento cheio de pompa e circunstância em Adis Abeba.

BayQi recebe autorização do BNA para operar como instituição financeira não bancária

A BayQi, plataforma de comércio eletrónico que tem como objectivo de estabelecer a ligação entre o vendedor e comprador por toda Angola, recebeu autorização do Banco Nacional de Angola (BNA), para operar no mercado financeiro angolano como instituição financeira não bancária.

Segundo uma nota oficial, o BNA atribuiu licença à startup angolana recentemente para prestar serviços de pagamentos móveis em todo o território nacional através da sociedade PagaQi – Sociedade Prestadora de Serviços de Pagamentos, onde informa que brevemente será lançado o aplicativo móvel que vai enquadrar duas unidades de negócios; comercio electrónico e serviços de pagamentos.

Com a carteira acentuada, o cliente-BayQi, seja particular ou empresa, vai poder fazer compras on-line com maior segurança, com maior praticidade, custos baixos e terá acesso a outros serviços de pagamentos, como compras, pagamento de serviços e transferências”, pode ler-se no documento oficial.

MAIS: AGT visita a sede da BayQi , para falar sobre e-commerce em Angola

Para Fátima Almeida, CEO e fundadora da BayQi, citado na nota, estas operações vão permitir, também, à classe não bancarizada, ter uma carteira digital e fazer compras seguras na internet.

De informar que a um ano atrás, o BayQi  inaugurou, na sede dos Correios de Angola, no centro da cidade de Luanda, o seu primeiro Balcão de Apoio ao Cliente, com vista a dinamizar e tornar mais fácil a distribuição de mercadorias adquiridas na sua plataforma, e que representou mais um passo significativo no plano de expansão da startup, permitindo assim que muitas empresas, clientes particulares e famílias, sobretudo os que não têm endereço bem definidos, tenha um ponto para receberem mercadores adquiridas através do site ou do aplicativo da empresa.

Cofundador e ex-líder do Twitter abandonou a empresa

O cofundador e ex-líder do Twitter, Jack Dorsey, está de saída do conselho de diretores da empresa – um momento que já era esperado desde que Dorsey abandonou o cargo de CEO em novembro.

Tek MenosFios: Raio-X ao iPhone (Episódio 12)

O seu iPhone é um smartphone tão confiável que facilmente podes esquecer que há um computador portátil complexo dentro dele.

Falhas de conectividade são de longe os problemas mais comuns, seja do Wi-Fi ou do Bluetooth, onde a resolução consiste simplemente em apenas desligar e ligar esses recursos novamente.

Mas os problemas não param por aí, onde podem vir de aplicativos mal instalados. Por isso, no episódio dessa semana do Tek MenosFios: Raio-X ao iPhone vamos mostrar como podes resolver os problemas que o seu dispositivo apresentar, e onde aconselhamos a seguir a ordem de solução que a redacção da MenosFios inumerou.

Então, vamos lá

1 ENCERRE O APLICATIVO

Se tiveres problemas com um certo aplicativo, o primeiro passo é encerrá-lo. Toque duas vezes no botão Home para entrar no modo multitarefa. Em seguida, é só localizar o aplicativo que queres encerrar e deslize o dedo sobre ele para encerrá-lo. Depois disso, volta a tocar no botão Home para retornar para a Tela de Início e reabra o aplicativo normalmente, se for preciso, é claro.

 

2 FORCE O ENCERRAMENTO

Em algumas certas ocasiões, poderá não consiguir sair de um aplicativo através da função multitarefa. Então, deves fazer o encerramento forçado da aplicação. Segure o botão Power por sete ou dez segundo até que o controle “Deslize Para Desligar” apareça; o passo seguinte é segurar o botão Home também por sete ou dez segundos. Automaticamente a Tela de Início será devolvida e o aplicativo será encerrado.

 

3 DESLIGUE E LIGUE NOVAMENTE

Se o encerramento forçado não resolver o problema pretendido, a solução passa por desligar e religar o aparelho. Para fazer isso, tens que manter pressionado o botão Power por sete ou dez segundo até que o controle “Deslize para Desligar” apareça. Agora, deslize o dedo para desligar o despositivo. Espera alguns segundos e, depois, pressiones o botão Power por apenas um segundo, para ligares o iPhone novamente.

 

4 DÊ UM REBOOT

O problema continua? Então, pressione simultaneamente os botões Power e Home até que o logotipo da Apple apareça na tela. Essa combinação vai obrigar o iPhone a reiniciar, situação em que na sua maioria resolve eventuais problemas. Mas, se isso não resolver, então recomendamos uma solução mais drástica, no passo seguinte.

 

5 RESTAURE O APARELHO

Se todas as opções que apresentamos acima não surtiu efeito, a redacção da MenosFios então recomenda a restauração do aparelho a partir de um backup. Conecte o dispositivo a um computador, através de cabo ou Wi-Fi, abra o iTunes e clique no nome do dispositivo. Na guia “Resumo” clique em “Restaurar” e confirme. Em seguida o iTunes irá restaurar o software e as configurações do iPhone e perguntará se desejas realmente restaurar o aparelho a partir de um backup, onde terás que selecionar o mais recente.

 

6 OBTENHA AJUDA

Caso tenhas restaurado o seu iPhone e continua com o mesmo problema, então infelizmente terás que pedir ajuda. A nossa redacção recomenda a levares o seu aparelho a um tecnico especializado, para saber o que se passa realmente com o dispositivo.

 

CORRIGINDO FALHAS DE WI-FI

O metódo mais certo de resolver problema problema de conexão de Wi-Fi (ou mesmo Bluetooth) é por ativares e desativares o Modo Avião, na Central de Controle. Se essa maneira não restabelecer a sua conexão, então vá em Ajuste> Wi-Fi, toque na seta virada para a direita, seleccione a rede em questão e toque em “Renovar Concessão“. Não resolveu o problema? Então, vá em “Ajustes> Geral> Redefinir> Ajustes de Rede” e reinsira os dados de sua rede Wi-Fi. Caso o problema não tenha sido resolvido, seleccione “Esquecer esta Rede“, reinicie o seu dispositivo e, em seguida, refaça as configurações de sua rede.

Eis os episódios anteriores:

Episódio 01.

Episódio 02.

Episódio 03.

Episódio 04.

Episódio 05.

Episódio 06.

Episódio 07.

Episódio 08.

Episódio 09.

Episódio 10.

Episódio 11.

_______________________________________________________________

Esse foi o episódio Tek MenosFios: Raio-X ao iPhone dessa semana, onde esperamos que seja útil para todo e qualquer pessoa que tenha um iPhone. Agora, pedimos que os nossos leitores a comentem e que contribuam com informações adicionais que julguem serem necessárias sobre esse mesmo tema.

Todas e quaisquer questões que gostassem de ver aqui respondidas devem ser colocadas no canal de comunicação exclusivo e dedicado ao Tek Menos Fios.

Falamos do e-mail criado para esse fim: [email protected]. Este é o único ponto de recepção das questões que nos enviarem. Usem-no para nos remeterem as vossas questões, as vossas dúvidas ou os vossos problemas. A vossa resposta surgirá muito em breve.

 

GGPEN realiza workshop gratuito “Como criar um negócio na área espacial”

O Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN) vai ministrar, no próximo dia 27 de Maio, um workshop gratuito com o tema “Como criar um negócio na área espacial”.

O evento irá decorrer no ISPTEC, e terá como palestrante Temidayo Oniosun, Director Administrativo da Space in Africa, Karman Fellow de 2020 e vencedor do prêmio Forbes Africa 30 under 30 em 2021.

Segundo a nota oficial, esse Workshop vem pelo facto de a indústria espacial ter se tornado uma área de negócio cada vez mais relevante, atraindo vários bilhões de dólares de investimento, valor esse que espera-se aumentar nos próximos anos devido ao crescente apoio de entidades governamentais e do sector privado.

MAIS: GGPEN foi admitido como membro da Federação Astronáutica Internacional

O evento gratuito e com vagas limitadas irá decorrer às 14h do dia 27 de Maio, no ISPTEC, localizado em Talatona (Luanda), e tem ainda como objectivo apresentar a indústria espacial, bem como as oportunidades existentes nesta área, tanto para quem já actua no sector, como para quem deseja obter mais informações.

Sobre o palestrante, de informar que Temidayo Oniosun é também membro do TEDx e aparece regularmente em vários meios de comunicação comentando sobre o Programa Espacial Africano. Sobre a sua formação académica, Oniosun tem mestrado em aplicações de satélite pela Universidade de Strathclyde, Glasgow, Reino Unido e, actualmente, é estudante de doutorado na Universidade de Delaware, EUA.

Para que possas garantir o seu lugar na formação gratuita click em aqui.

Moçambique: Tmcel descarta despedimento massivo de funcionários

A empresa de telefonia móvel moçambicana Tmcel descartou a possibilidade de despedir mais de mil trabalhadores no decorrer do ano de 2022.

Segundo um comunicado de imprensa, revelado pelo Jornal Noticias, a empresa informou que desde 2018 está a realizar um processo de  redimensionamento da mão-de-obra, na qual os trabalhadores têm aderido voluntariamente.

Quando foi constituída a Tmcel, a mão-de-obra totalizava 2086 trabalhadores, provenientes das extintas empresas TMD e mCel. Numa primeira fase deste processo de redimensionamento, a Tmcel prevê em breve ter ao seu serviço cerca de 1700 trabalhadores“, informa a nota.

MAIS: Moçambique: Clientes da Tmcel vão poder aceder a plataforma da multinacional Ericsson

A Tmcel ainda revela que após o fim dessa primeira fase, vai arrancar o segundo redimensionamento da mão-de-obra, onde nesse momento está a decorrer negociações ciom o comité da empresa.

Para este redimensionamento, os trabalhadores têm aderido voluntariamente ao processo, através de reformas antecipadas, indemnizações e atribuição de incentivos. Importa referir que, todo o processo tem sido conduzido, tendo em consideração os princípios de humanismo e adesão voluntária às reformas antecipadas“, acrescenta o comunicado.

De informar que, tendo como base um recente encontro entre representantes da Tmcel e da Comissão do Plano e Orçamento da Assembleia da República de Moçambique.

TV Cabo é a provedora oficial de internet da Feira Internacional de Benguela

A TV Cabo,  marca pioneira na distribuição de dados e conteúdos por cabo no continente africano, foi escolhida como Provedor Oficial de Internet da Feira Internacional de Benguela, que começou hoje(25) e vai até ao dia 28, no Estádio Nacional de Ombaka.

Segundo o comunicado oficial, enviado a nossa redacção, com uma rede totalmente construída em fibra óptica, essa escolha da TV CABO é um símbolo que mostra que a empresa continua a merecer a confiança dos angolanos, sendo detentora de uma moderna infra-estrutura de rede e o único distribuidor Triple Play de NET+TV+VOZ de Angola. Ao longo dos últimos 16 anos, a expansão e modernização da sua rede e serviços tem sido contínua, acompanhando não só o crescimento da área de Luanda, como também o desenvolvimento de outras grandes cidades do país como Benguela, Lubango, Huambo, Soyo e o Lobito.

De informar que a Feira Internacional de Benguela, considerada a maior bolsa de negócios da Região Sul de Angola, é um certame com uma importância crescente, que tem como principal objectivo divulgar todas as potencialidades económicas e industriais da região de Benguela e Lobito, bem como do país.

MAIS: Roubo de equipamentos tem custado “milhares de dólares” à TV Cabo Angola

Com uma forte componente multi-sectorial, estarão em exposição na Feira produtos nacionais diversificados, com o objectivo de atrair novos investimentos nacionais e internacionais, apoiando o desenvolvimento da região e contribuindo para o seu crescimento e para a diversificação da economia angolana. Ao longo dos dias do evento, vão realizar-se também Conferências, Debates e FIB Talks sobre os mais diversos temas do momento. A cultura e entretenimento também marcam presença, com muita animação a decorrer nos dias da Feira.

Já na sua 11ª edição, este certame tem vindo a crescer desde a sua fundação, sendo uma valiosa montra da economia local e, crescentemente, um motor de desenvolvimento fundamental para toda a região e para o país.

MasterCard e OPay assinam acordo para alavancar o comércio digital em África

A Mastercard e a gigante fintech OPay anunciaram recentemente uma parceria estratégica, que marca assim um impulso significativo para uma maior inclusão financeira e prosperidade económica, bem como abrir o comércio digital a milhões de pessoas em todo o continente africano.

A parceria entre as duas instituições vai permitir que um grande número de consumidores e comerciantes da OPay, em países como Argélia, Marrocos, Egito, Nigéria, Etiópia, Quénia, Paquistão, África do Sul,  – estejam envolvidos com marcas e empresas em todo o mundo, graças a uma solução de pagamento virtual Mastercard ligada ao OPay eWallet.

Esse acordo é o mais recente no programa estrategico dos mercados emergentes da Mastercard, onde a gigante tecnológica vai colaborar com a Fintech africana, e que tem dados grandes passos nos últimos, de modo a expandir o acesso a pagamentos digitais, permitir múltiplos serviços de estilo de vida, criar novos caminhos para a inclusão financeira e apoiar a próxima geração de super-apps.

O OPay eWallet tem sido uma carteira que tem atraído muitos consumidores, que procuram cada vez mais experiências de utilizador perfeitas em uma numa única plataforma, onde  oferece interações mais fáceis para completar várias necessidades do dia-a-dia, incluindo o envio e receção de dinheiro, encomendas de comida e mantimentos, bem como transportes, empréstimos, investindo e listando itens que desejam vender.

Segundo o que foi revelado, na fase inicial desta parceria, os clientes da OPay beneficiarão da solução de pagamento virtual Mastercard ligada às suas carteiras OPay, para que possam fazer compras em marcas globais de lazer, viagens, alojamento, entretenimento, serviços de streaming e muito mais.

MAIS: Fórum Económico Mundial escolhe seis startups africanas para os Pioneiros da Tecnologia

Uma outra funcionalidade revelada nessa parecria é que o serviço estará disponível independentemente de o cliente ter ou não uma conta bancária, além de permitir que os pequenos empresários comprem a fornecedores no estrangeiro e paguem com a solução de pagamento virtual segura.

Na Mastercard, a nossa estratégia de inovação está enraizada em parcerias para apoiar a inclusão em escala. A nossa parceria com a OPay demonstra o nosso compromisso em apoiar os prestadores de pagamentos em todo o mundo para criar um ecossistema de pagamentos global interligado que beneficie um conjunto de consumidores com necessidades únicas.”“, disse Amnah Ajmal, Vice-Presidente Executiva para o Desenvolvimento do Mercado, Mastercard EEMEA.

Por outro lado, Yahui Zhou, CEO da OPay, frisou que “como as principais fintechs do Médio Oriente e de África, estamos encantados por sermos parceiros com a Mastercard enquanto continuamos a nossa jornada para promover a inclusão financeira, ajudando a abrir a economia global a mais consumidores e empresas em todo o Médio Oriente e em África.

Desde o início das suas operações em 2018, os utilizadores ativos da OPay cresceram para 15 milhões em mais de dez mercados em que opera, e onde os últimos relatórios divulgados mostram que a plataforma empresa processa milhões de transações por dia, em média.

Só na Nigéria, onde a OPay tem uma quota de mercado significativa, os utilizadores pouparam milhares de milhões de dólares nos últimos quatro anos através de contas de poupança ligadas ao crédito das suas carteiras móveis e pequenos empréstimos de credores que utilizam a sua plataforma.

De informar que estão em curso planos para lançar serviços OPay noutros mercados nos próximos três a cinco anos, com Angola a ser um dos alvos de mercado, impulsionando significativamente o crescimento da inclusão digital e do comércio digital em África, ao mesmo tempo que alarga a inclusão dos clientes OPay na economia global.

Projectos inovadores marcam 70º aniversário do Instituto Politécnico Industrial de Luanda (IPIL)

Créditos: Tecan Studio

Terminou no princípio dessa semana as festividades comemorativas ao 70º aniversário da Instituto Politécnico Industrial de Luanda (IPIL), onde foram realizadas várias mesas redondas sobre as incubadoras de empresas e as novas experiências no fomento do empreendedorismo e o financiamento das startups, bem como vários projectos tecnológicos em destaque.

Segundo Philomene José Carlos, directora do IPIL, os três dias que compreendeu as festividades foi bastante positivo, visto que serviu de oportunidade para ganhar algum conhecimento, através das mesas redondas e palestras ministradas.

Conheça agora alguns dos projectos tecnológicos que foram apresentados na feira.

Nota IPIL

O Nota IPIL é um sistema que permite um maior controlo das ocorrências, como advertência e suspensão, contribuindo assim para um melhor acompanhamento e participação dos pais na vida escolar dos seus filhos.

De autoria dos alunos Pedro João, Rildo Franco e Bruno Mateus, estudantes da 13.ª classe do curso de Gestão de Sistemas, o Nota IPIL foi pensando em facilitar o trabalho dos seus professores, bem como pelo facto de o processo de gestão de uma escola ser muito complexo, sendo que os desafios aumentam ao mesmo tempo que as mudanças na educação invadem o mundo todo. Por isso, é natural que muitos gestores educativos ainda encontrem dificuldades para atender às novas demandas.

O Nota IPIL permite ainda ao professor lançar as notas a partir de qualquer local, e cria a pauta de forma automática.

 

Veículo JK

O veículo “JK” foi desenvolvido pelos estudantes Joaquim Kwando, Lote Noé, Francisco Manuel, Noé Evaristo, Tomás Pereira, Joel Aragão e Francisco Latino, dos cursos de Maquinas e Motores, Metalomecânica e Electrónica e Telecomunicações da 10.ª e 12.ª.

MAIS: Feira de Inovação Tecnológica (FIT) do Uíge distingue jovens inventores nacionais

O chassi do carro foi feito de chapa de ferro e o seu exterior de plásticos duros normalmente encontrados em coisas como televisores e electrodomésticos. Os assentos do carro foram feitos com bancos fornecidos por um dos familiares dos jovens. A concepção do veículo teve a duração de 8 meses com algumas interrupções na montagem devido à falta de material para o trabalho. Apesar de não contarem com a ajuda de nenhum professor como tutor do projecto, os jovens disseram-nos que a aparência do carro é inspirada nas fabricantes Land Rover e Mercedes Bens.

Foi ainda revelado por um dos inventores, que o veículo pode atingir uma velocidade de 110 quilómetros por hora, sendo que testes foram executados aquando do transporte do mesmo.

 

Estufa Automatizada

O sistema desenvolvido pelos alunos permite que as plantas sejam independentes do clima para o seu crescimento, e onde estabelece padrões para que tais frutos recebam o devido cuidado para que seu crescimento seja de forma qualificada e mais eficiente.

O projecto de autoria de Venâncio Kapessa, Marcos Ntango, Vicentina Carvalho e Igor Martins, estudantes da 12.ª classe do Curso de Electrónica e Telecomunicações do IPIL, a estufa automatizada consiste em “um ambientador que controla a iluminação, a irrigação e a ventilação entre outras variáveis dentro de um sistema agrícola através de processos automáticos. Diferentemente da agricultura convencional, o sistema permite que as plantas sejam independentes do clima para o seu crescimento.  O sistema estabelece padrões para que tais frutos recebam o devido cuidado para que seu crescimento seja de forma qualificada e mais eficiente”, revelou um dos inventores.

 

Lazarus, o grupo de cibercriminosos que rouba e sequestra para o ditador da Coreia do Norte

Foi considerado o maior roubo cibernético alguma vez registado: deu-se no mês passado o roubo de 625 milhões de dólares – cerca de 600 milhões de euros – em criptomoedas (ethereum, a segunda mais utilizada depois da bitcoin) de um site relacionado com o vídeojogo ‘Axie Infinity’. Os Estados Unidos rapidamente vincularam a ação ao grupo Lazarus, os cibercriminosos norte-coreanos bem conhecidos pelos especialistas em segurança cibernética.

Segundo a consultora ‘Blockchain Chainalysis’ estimou que os hackers norte-coreanos possam já ter conseguido outros 375 milhões de euros em ativos digitais em 2021 através de vários ataques direcionados a plataformas de criptomoedas.

Muitos países, como China, Irão ou Estados Unidos, patrocinam não oficialmente equipas de hackers para realizar sabotagens ou obter informações valiosas. O caso de Pyongyang é diferente: usa o seu grupo de especialistas em informática para ganhar dinheiro. O ‘Querido Líder’, uma das formas oficiais para se referir a Kim Jong-un, vê estas ações como uma forma de sobreviver às duras sanções internacionais a que o regime está submetido, segundo revelou o jornal espanhol ‘El País’.

O registo do grupo Lazarus não é curto: os EUA e o Reino Unido, assim como a Microsoft, atribuíram-lhe o lançamento em 2017 do WannaCry 2.0, o maior ransomware da história, um tipo de vírus que ‘sequestra’ os computadores infetados e só os liberta após o pagamento de um resgate. Estima-se qeu o WannaCry tenha afetado cerca de 300 mil computadores em 150 países, incluindo os do sistema de saúde do Reino Unido, que ficou paralisado.

Um ano antes, o Lazarus tentou roubar mil milhões de dólares do Banco Central de Bangladesh, com um plano sofisticado que incluía fazer-se passar por funcionários do banco e obter permissões para movimentar o dinheiro. O ataque foi frustrado por um erro de codificação mas ainda assim conseguiu arrecada 81 milhões de dólares – foi considerado pelo FBI o maior roubo cibernético da história. Também há suspeitas de que em 2018 tenham roubado cerca de 530 milhões de dólares em tokens do portal japonês de câmbio de criptomoedas ‘Coincheck’.

O dinheiro roubado pelo Lazarus tem o mesmo destino: o regime de Kim Jong-un. Lazarus é uma raridade no mundo das Ameaças Persistentes Avançadas (APTs), um termo usado para os grupos organizados de hackers mais capazes. Administradas e patrocinadas não oficialmente por Governos, estas equipas estão no topo da pirâmide dos hackers. São muito bem estruturados e hierárquicos, com departamentos e profissionais com funções bem definiadas, e dispõem de recursos económicos que lhes perimite realizar ataques complexos, coordenados e rápidos. Em teoria, só os serviços secretos das grandes potências têm mais poder do que os APTs.

MAIS: Hackers norte-coreanos roubaram USD 400 milhões em 2021

Devido à própria natureza da internet, os ataques cibernéticos são muito difíceis de atribuir. “Os APTs são basicamente rastreados com pistas fornecidas pelos serviços de inteligência e particularidades do código, mas fazer uma boa análise forense para determinar a autoria pode levar meses”, explicou o hacker e analista de segurança cibernética Deepak Daswani. Por esse motivo, os Governos usam APTs para sabotar, espiar ou realizar ações de inteligência sem provocar incidentes diplomáticos.

Lazarus é um caso único”, referiu Adam Meyers, diretor de inteligência da CrowdStrike e especialista em APT. “Outros grupos lançam ransomware, como a Rússia na Ucrânia através do ‘Voodoo Bear’, mas como cobertura para outros fins, sem interesse em ser pago. E se eles ganham dinheiro é para benefício próprio, como as máfias. O objetivo de Lazarus é obter fundos para sustentar um regime sufocado por sanções internacionais”, acrescentou o analista texano.

A rede Lazarus também realiza ações de sabotagem, nos moldes de APTs de outros países. Os grupos de hackers norte-coreanos foram especialmente ativos durante os meses de 2020, quando a Big Pharma estava a trabalhar freneticamente para desenvolver uma vacina contra a Covid-19 – tentaram invadir os computadores dos funcionários da AstraZeneca, que junto com a Universidade de Oxford estavam a desenvolver um dos remédios. Mais tarde, tentaram roubar informações da Pfizer, outro dos laboratórios envolvidos na vacina.

MAIS: Grupo de espionagem cibernética norte-coreano estava activo na África do Sul

Ninguém acreditava que a Coreia do Norte seria capaz de se tornar uma potência cibernética – ou que pudesse desenvolver uma bomba atómica. Mas Kim Jong-un conseguiu ambos. A segunda foi a obsessão de três gerações de ditadores; o primeiro, um desejo expresso do atual.

Kim Jong-un dirige um dos países mais isolados do mundo com mão de ferro. Desde que assumiu o lugar do seu pai em 2009, conseguiu ver o potencial da esfera digital tanto para espiar e sabotar os seus inimigos (EUA e Coreia do Sul) assim como ganhar dinheiro que não pode obter através do comércio.

O regime norte-coreano promove ativamente hackers de elite”, segundo revelou a especialista australiana Anna Fifield. “Os alunos que demonstram aptidão potencial a esse respeito, alguns com apenas 11 anos, são enviados para escolas especiais e depois para a Universidade de Automação de Pyongyang”, onde “ao longo de cinco anos são ensinados a invadir sistemas e criar computadores vírus”. Segundo diversos relatórios, os hackers norte-coreanos desfrutam de uma posição de respeito e uma vida confortável num país onde há pessoas a morrer de fome.

O regime participa de todos os tipos de sectores que podem trazer divisas, como testes farmacêuticos, cultivo de ópio ou tráfico de pessoas”, finalizou Meyers. “A espionagem cibernética e o crime cibernético são mais um vetor.